Outros textos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria outros textos

Folhas douradas

 
Folhas douradas

O Tempo está solarengo mas frio. Uma aragem corre cortante e revolta os cabelos que ficam num desalinho. Foi bom ter vestido este casaco invernoso e o cachecol que estava com uma certa relutância em trazer por que sol me parecia mais acolhedor, enganei-me. Tive que o tirar do saco e enrola-lo no pescoço, senti-me mais confortável e continuei o meu passeio digestivo, pois quase tinha acabado de almoçar. O café deu-me mais ânimo, tomei-o ao balcão. Estava cheio o botequim e não podia ir para a esplanada com aquele tempo azedo. As ruas tinham pouca gente e as montras também não me seduziam, ainda com restos de saldos e pouca graça. Comecei a pensar por onde havia de caminhar. Fui parar à Avenida e constatei que não era preciso andar muito para ver com admiração como ela estava linda, um encanto. Desci-a. As árvores ainda estavam cobertas de folhas douradas que iam caindo com a aragem e o chão parecia acolchoado. Os pés enterravam-se naquele folhedo fofinho e ouvia-se a restolhada que eu fazia a andar. Parecia um acompanhamento musical que me agradava sobremaneira. Arqueadas as árvores faziam uma abóbada, que coisa bonita! Os jacarandás coloriam de lilás forte, muito bem distribuídos naquele dourado e caiam em ramagens de todos aqueles perfilados trocos de um castanho avelado e era um espectáculo maravilhoso. Fixei aquela paleta permista. Sentia-me tão bem, mas tenho de regressar. Subi de novo a alameda, fi-lo com gosto, embora as pernas já me pedissem um sofá.
Já em casa revi as fotos que tirei somente com o telemóvel pois não ia preparada para uma surpresa tão bela. Mas não antes de tomar um chazinho quente e umas bolachinhas que me souberam muito bem. Agora só quero descanso, queridas pantufas… Helena
 
Folhas douradas

Rio cantante

 
Rio cantante

Desta verde colina vejo ondear o rio correndo com desenvoltura
por entre seixos brancos e tufos de plantas aquáticas, matizadas,
nas bermas dão alegria e como uma bordadura encantam o olhar
com aquelas cores encarnadas, amarelas, lilás, azuis e rosadas.

O silêncio não me presenteia, porque o ruído das águas correndo
com um trepidante rumorejar, vai saltando os seixos branquinhos
numa toada repetitiva que parece quase um estribilho cantante…
debicando entre as folhas tenras e gorgolejando os passarinhos.

A aragem corre suave, cria ambiente propício a uma sonhadora.
Um pouco mais longe, uma mulher lava no rio, batendo a roupa
numa pedra grande, à roda espuma que vai escoando por ali fora…

A paisagem é soberba, por ali acima casinhas brancas de pureza,
árvores frondosas, frutos, sementeiras verdes, couves repolhudas.
Gosto desta simplicidade das coisas da terra, do cheiro da natureza.
 
Rio cantante

O vento sibila

 
O vento sibila
Estou a ouvir o vento sibilando num prenúncio de grande tempestade, trovoada, lágrimas em chuva que nos faz doer o coração num arrepio incontrolado, frio. Chego à janela traço os braços aperto-os contra o meu corpo…como me saberia bem um abraço acolhedor, quentinho e meigo. Estou só, sinto a tua falta, as gotas ácidas dançando nos meus olhos embaciados, encosto-lhes os dedos como se isso pudesse barrar o caudal que vai correr solto como se quisesse ou pudesse também reter a chuva que cai brava ao encontro dos vidros com um ruído dorido e magoado daquela força impelida pelo vento que está gritando aos meus ouvidos a saudade. Sigo as nuvens cheias, impetuosas rolando pelo céu
cinzento, escuro e esfarrapado onde se vão esgotando e esbranquiçando as nuvens deixando-se atravessar pelos raios de luz. Os trovões afastam-se e ouve-se um troar longínquo que me deixa escapar um suspiro de alívio ainda um pouco enrugado, mas que dá para augurar um rápido amainar deste temporal repentino . A Primavera vai em meia estação o que deve ter deixado muita gente desconsolada, pois já as praias foram visitadas por muitos banhistas, o sol já tinha aparecido com fulgor e os corpos respiravam livremente… mas foi só um susto! A natureza é assim subtil, marota, daí a pouco vem a bonança sempre atenta, temperadora no tempo e nos corações. Tudo está a serenar agora, uma brisa fresca vai secando os olhos, vidros e as folhas das árvores brilhantes limpas do pó, tão verdes, cheira a terra molhada, que adoro aspirar e que veio até mim com o abrir da vidraça, que sensação boa! A lua está a desenhar-se no meio das estrelas já brilhantes. O céu limpou e o azul parece ainda mais belo, atractivo, sedutor e uma oração sai dos meus lábios trementes e à surdina estou a dizer-te adeus…
 
O vento sibila

ELAS

 
 
PS.
Ainda bem que neste nosso Luso só há mulheres a escrever, livro-me assim de uma carga de pancada.

A parte “boa” deste texto dedico a todas as mulheres que diariamente escrevem neste nosso cantinho das palavras. A todas, sem excepção, um grande beijo.

Outubro de 2009

Neste meu tempo que apenas conta para mim, descobri que a idade das mulheres não é atribuída por uma ampulheta qualquer. Existe nesta engrenagem de contar o tempo, aparentemente simples, um dispositivo invisível ao olho humano que de três em três micro areias há uma que pára, estanca o tempo. Este imbróglio serve para reajustar a beleza ao ciclo da vida na terra. Talvez uma forma, que encontraram de envelhecer sem deixar o homem para trás. As mulheres quando envelhecem ficam mais bonitas do que no dia anterior e, quando damos conta, passaram-se anos. Ao lado delas encontramos a solidez, a têmpera e a bondade da sabedoria que apenas aparece por que souberem envelhecer. As mulheres arrastaram com elas a força da natureza, e transformaram-na em sabedoria. Diamantes que ao longo do tempo foram ficando dia após dia sempre com um brilho mais intenso e depois, pela leveza com que viveram a vida sobem ao céu.

Trazem na idade a sabedoria da aprendizagem feita pelo sofrer e das mãos nasce quase sempre a experiência do trabalho contínuo que, aliada à meditação e ao seu lado “feminino”, de tudo fazerem com mais dignidade, mais humanas, e mais honestas com o próximo, acabam por somar marcas de sabedoria. A idade é um manancial de informação e de bem-estar para quem está perto destas Senhoras. São Mulheres,Avós, Mães, Filhas, donas de casa, profissionais competentíssimas e por fim esposas e amantes. Mulheres bem sucedidas, sem correntes nem embargos na voz.

Nesta nova solidão, onde nunca estão sós, aproveitam o seu isolamento para rectificar o silêncio, valorizam o não silêncio sabendo que já nunca perderão o seu estado de alma, a independência. Para estas mulheres, as que escrevem, o dia nunca ficará comprometida por um qualquer mau acordar e a leitura da sua escrita é sempre para o humano (homem e mulher) um exercício filosófico. Há geralmente um novo corredor de encontro à imensidão de pensar. Encontrá-la nas suas ideias é poder evoluir, é beber um pouco mais deste lado feminino que tanta falta faz ao mundo masculino; encontrar as razões da sua escrita é, geralmente perceber que está sempre mais perto do Santo Graal do que nós.

São donas de si, são dominadoras, são mulheres de corpo inteiro e rejuvenescem diariamente com as ofertas do mundo. São estas mulheres que se tornam cada vez mais bonitas e que com a idade, sabem descobrir a vida todos os dias e transformá-la num ramo de flores, para oferecer a quem passa perto de si. São estas mulheres que tratam bem o homem, a masculinidade, a brutalidade e a insensibilidade masculina. São estas mulheres que fazem de nós seres importantes, porque são estas mulheres que mais depressa descobrem as diferenças existentes entre um homem e uma mulher e aceitam-nas, dando-lhes o espaço para sobreviver. São as mulheres que preciso constantemente de ter perto de mim como forma de aprendizagem.

As outras, surdas do próprio silencio, acabam por castrar o tempo por nada saberem fazer sem invadir o tempo e silêncio dos outros. Envelhecem, tornam-se feias, ambiciosas, ciumentas, invejosas, por o tempo que perderam e nada conseguirem apreender para o seu tempo. Estas mulheres que ainda restam do passado, sabem apenas escrever o desassossego da alma em poesia mórbida de saudades que nunca tiveram. Para se sentir falta de alguma coisa é necessário já ter tido, e nestas mulheres do infortúnio adensa-se uma muralha de ortigas que mais cedo ou mais tarde picará quem por perto passar. São as mulheres sós, desamparadas intelectualmente e incapazes de se tornarem apenas simplesmente mulheres. Vivem a espaços, e tentam conquistar espaços que pela idade deveriam saber que não lhes são pertença. Infelizmente a estas mulheres tudo lhes acontece, até miopia e surdez.
 
ELAS

manifesto anti-superioridade

 
Aviso: Caso sofra de fobia das alturas, é aconselhável a não leitura do texto que se segue.

Camaradas vítimas indefesas das gravíssimas ofensas dessa cambada de ordinários que se julga superior:

Está na hora de unir forças, nós os pobres coitadinhos, e pôr cobro a essa estirpe reles, mesquinha e sem escrúpulos que atenta contra a moral, o pudor e os bons costumes, menosprezando a nossa religiosidade e devoção à causa.

"Oprimidos unidos jamais seremos embebidos!" será o lema da liga que hoje é oficialmente constituída, denominada por Liga Protectora dos OVO's (Ofendidos, Vitimizados, Ostracizados).

Caso sofras de complexos de inferioridade, tenhas sido vítima de alguma atrocidade humana, ou simplesmente consideres que o mundo se uniu para te tramar, junta-te à OVO's. Vamos fazer uma Omelete jamais vista!

Qualquer semelhança com a realidade é pura ilusão. Se por momentos tiver vontade de voar para dentro do texto, belisque-se, não passa de um pesadelo.
 
manifesto anti-superioridade

Sociedade,prostituição,sexualidade e mentalidades

 
Mergulho numa profunda estranheza sempre que ouço falar e penso um pouco mais demoradamente no fenómeno da prostituição e da sexualidade nos tempos modernos.passo a (tentar!) explicar.o assunto é complexo e vou deixar de fora muitos factores que seriam importantes,porque apenas pretendo escrever um texto que abra caminhos de reflexão e não discutir o assunto até à exaustão. Isso implicaria um estudo aprofundado ao nível sociológico,por exemplo, não só.
prostituição sempre existiu e para mim era como que uma consequência (algo tétrica ,mas fácilmente entendível) das estruturas sociais tal como funcionavam,reflexo que eram de uma mentalidade específica.a mulher,mãe e ou companheira,estava limitada no exercício da sua sexualidade e era alguém a quem se devia votar “respeito “e “consideração”,o que excluía a possibilidade,devido a uma série de tabus machistas ,uma vivência livre da sexualidade.para isso existiam as prostitutas que dariam azo às fantasias sexuais dos homens e eram olhadas como fonte de prazer.as prostitutas não eram olhadas como mulheres respeitáveis,mas como fornecedoras de um serviço reribuído monetáriamente.um espécie de “mal necessário” que era olhado ora com tolerância,pelos detentores desta visão do mundo machista ,ora com hipócrita recriminação pelos (muitas vezes falsos) moralistas.prostituição era também e ainda é,sintoma de dificuldades e miséria social.associada ao consumo de droga,à fome e à sobrevivência desesperada de muitos seres humanos.hoje em dia existe também a de luxo,em que pessoas se vendem para satisfazer necessidades consumistas consideradas prioritárias,reflexo de uma mentalidade igualmente bastante actual.enfim,a realidade inclui diversas nuances,algumas delas bastante desiguais,como desigual é este mundo em que vivemos.
De qualquer modo,e continuando o meu raciocínio anterior,gradualmente as mentalidades foram mudando e as mulheres foram assumindo o seu direito à vivência de uma sexualidade menos restritiva o que veio de certa forma mudar as regras do jogo.os homens aceitando na sua companheira comportamentos mais livres e vivendo isso como parte natural do seu relacionamento com elas, já não teriam,supostamente, de recorrer à prostituição para obtenção de prazer.
mas eis que o que sucede actualmente é algo bem mais complexo do que tudo isto.independentemente de ser remunerado ou não, a obtenção do prazer apenas pelo prazer,excluíndo a obrigatoriedade de relações mais íntimas ao nível emocional ou relacional passou a ser uma justificação para continuar a existir uma espécie de sub-mundo igualmente oculto ou semi-oculto, onde essas transações acontecem.nem sempre a remuneração é necessária ou acontece porque existem homens e mulheres a comungar desta nova visão das coisas que é de algum modo o reflexo de uma sociedadade imediatista,egoísta e impaciente que procura sexo e prazer sem os “inconvenientes” de outras “complicações” de cariz emocional e que rejeita qualquer tipo de compromisso ou obrigação para com o outro.
ainda enleivado de um teor machista persistente continuam-se a ouvir discursos que denominam como “putas” estas mulheres também,embora a parte monetária esteja arredada do sistema e quando o que elas fazem é exactamente o mesmo que eles fazem:procuram prazer,sexo ,no sentido mais restrito do termo.
quanto às outras (as que recebem dinheiro)continuam ainda também a existir. talvez porque assim seja para alguns homens mais clara a situação ou porque é ,ainda assim,mais simples. a mulher é ainda mais “coisificada” e mais preparada para dar prazer,sem quaisquer tipo de restrições ou limites morais e não há a “chatice” de se ter que conviver com ela noutras situações sociais o que pode causar constrangimentos e desconforto a alguns homens.mas também há as que são usadas precisamente para serem acompanhantes em eventos sociais,suprindo assim uma outra necessidade momentânea,sempre sem necessidade do estabelecimento de laços mais profundos entre os envolvidos.note-se que esta mentalidade é partilhada por algumas mulheres que agem de igual modo em relação aos homens,evidenciando o mesmíssimo tipo de comportamento.compram-nos,usam-nos,procuram apenas obter prazer,ou usar para um determinado fim. há ainda a questão dos fetiches que com umas e com outras e com uns e com outros se procuram vivenciar e o próprio acto de pagar pode ser parte de um desses fetiches.o fenómeno do swing , das experiências sádico-masoquistas,do sexo com vários parceiros etc.,encaixa perfeitamente nesta busca desenfreada pelo prazer,alheada de outros circunstancialismos humanos.
e no entanto...parece haver sobretudo uma profunda solidão que se procura manter a todo o custo,(ou da qual se pretende fugir algo artificialmente?)pela incapacidade ou falta de vontade de se estabelecer laços e de se relacionar a um nível mais profundo e global.o ser humano tem cada vez mais dificuldades em lidar com os outros e consigo mesmo ao nível emocional...mas talvez seja a minha percepção apenas.estarei a ver mal as coisas?há quem me confunda com uma moralista,com uma feminista,com uma romântica,como uma bota-de -elástico ou até com uma ingénua.digo não a tudo isso.sou um ser humano que pretendo olhar para as coisas de uma forma livre,consciente que estou de todas as visões condicionadas por esquemas mentais rígidos e assentes em teorias condicionadoras da análise dos temas em questão.sou um ser humano e gostaria de ver seres humanos a viver vidas mais felizes.procuro entender.
certo é que , não criticando ou condenando no sentido moralista do termo, apenas reflicto sobre tudo isto como observadora e participante que sou,algo atenta,do comportamento humano.volto a repetir.sinto uma enorme estranheza e alguma tristeza em relação ao modo como se vive a sexualidade em pleno século XXI.porque numa época em que cada vez mais temos consciência que o Homem é um ser que deve ser visto de forma holística,em que sabemos que físico /emocional /mental/espiritual não são elementos que trabalham separadamente,em que compreendemos que o equilibrio, depende da conjugação harmoniosa de todas estas dimensões,continuamos ,ao mesmo tempo, a separar artificialmente as coisas por compartimentos estanques no que respeita aos nossos comportamentos sociais e no que respeita à sexualidade,muito especificamente,quando esta é uma dimensão importante que deveria contribuir decisivamente para o sentimento de bem estar global do ser humano. O que observo infelizmente hoje em dia, é mais um sentimento de vazio generalizado,derivado da procura rápida do prazer e da preguiça e egoísmo que observo no estabelecimento de relações mais “inteiras”,que incluam todo o ser e não apenas as suas necessidades básicas mais imediatas ou a busca de fantasias ,fugas e compensações de algo que não é senão uma cada vez maior frustração ,insatisfação profunda e permanente solidão.
a minha também persiste.a solidão.mas talvez por me sentir como ave rara,no meio de tanto circo montado e discurso “bárbaro”.
talvez eu seja uma estrangeira no meu próprio mundo.e não pertença a nenhum país.
 
Sociedade,prostituição,sexualidade e mentalidades

PLÁGIO

 
PEQUENO ENSAIO SOBRE O PLÁGIO
====================

Etimologicamente, a palavra provêm da palavra latina plagium. No dicionário está definido como roubo de escravos, o ato ou efeito de plagiar ou ainda imitação ou cópia fraudulenta.( in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa on line )

Da farta literatura, tem-se que o plágio é o ato de apresentar como própria uma obra intelectual de qualquer natureza de autoria de outrem, Podem ser objeto de plágio romances, contos, poemas, e outros textos em geral incluindo letras de musicais; músicas ou melodias, fotografias e outras. No ato, o autor, chamado de plagiador produz e divulga obra intelectual copiada em sua totalidade ou contendo trechos atribuindo a si próprio a autoria sem citar os créditos ao autor. Em resumo, o plagiador apropria-se do esforço intelectual alheio, isto é, assume a autoria de obra que não criou.

São variadas as forma do plágio, ou seja, o plagiador tem varias formas de apropriar-se do esforço alheio.]
Segundo a Wikipedia, o plágio pode ser:
Direto ou Integral -"consiste em copiar uma fonte palavra por palavra sem indicar que é uma citação e sem fazer referência ao autor."(1) É cópia direta do trabalho de outro autor reproduzido sem alterações em tudo.
Parcial - "‘colagem’ resultante da seleção de parágrafos ou frases de um ou diversos autores, sem menção às obras."(2) Neste caso frases podem ser copiadas, com palavras sendo substituídas para que a cópia pareça óbvia.
Conceitual: "utilização da essência da obra do autor expressa de forma distinta da original." (3)
Plágio Mosaico - Tipo por diversos autores como a forma mais usual do plágio "este plágio acontece quando o "plagiador" não faz uma cópia da fonte diretamente, mas muda umas poucas palavras em cada frase ou levemente reformula um parágrafo, sem dar crédito ao autor original. Esses parágrafos ou frases não são citações, mas estão tão próximas de ser citações que eles deveriam ter sido citados ou, se eles foram modificados o bastante para serem classificados como paráfrases, deveria ter sido feito referência à fonte. " (4)
Autoplágio - Por definição, "consiste na apresentação total ou parcial de textos já publicados pelo mesmo autor, sem as devidas referências aos trabalhos anteriores". (5)

Em nosso pais é plágio é considerado crime, tipificado de várias formas na Lei Federal 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, editada quase que totalmente voltada para a proteção de exploração comercial de obras intelectuais.
Mais específico é o Código Penal Pátrio,

Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.
§ 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 2o Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.
§ 3o Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, com intuito de lucro, direto ou indireto, sem autorização expressa, conforme o caso, do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor de fonograma, ou de quem os represente:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 4o O disposto nos §§ 1o, 2o e 3o não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos, em conformidade com o previsto na Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto.

Alem do aspecto penal também há possibilidade de ação de reparação de danos materiais e morais na esfera cível.

Uma curiosidade: A carta a um plagiador

Transcrevo da Wikipédia:

“ O que pode fazer o autor quando é vítima de plágio? Erwin Theodor Rosenthal, eminente germanista, ensaísta e tradutor, que, em 2005, foi vítima de um notório caso de plágio da sua tradução de A Origem da Tragédia (publicada em 1948), relata um outro caso, ocorrido em 1931, em Viena, quando o escritor austríacoEgon Friedell (1878 - 1938) escreveu ao seu plagiador, um certo Anton Kuh, uma memorável carta aberta, com o seguinte teor:

Prezado Senhor,
Foi surpresa verificar que resolveu publicar a minha humilde estória, "O imperador José e a Prostituta", tal como a escrevi, com o acréscimo das três palavras: "Por Anton Kuh" , na publicação Querschnitt. Honra-me sem dúvida o fato de sua escolha ter recaído na minha estorinha, quando toda a literatura mundial desdeHomero se encontrava à sua disposição. Teria gostado de retribuir na mesma moeda, mas depois de examinar toda a sua obra, não encontrei nada que tivesse vontade de subscrever. (ass) Egon Friedell.


=======================================

LM.Akelepoeta
29062014
Direitos Reservados

========================================
Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%A1gio
http://www.alourgida.com/oito-tipos-diferentes-de-plagio.html
http://laviniacavalcanti.blogspot.com.br/2010/06/plagio.html
Karla Hack dos Santos, in http://www.recantodasletras.com.br/textosjuridicos/2988248
======================
Citações:
1. lepem.ufc.br/ Evitando Plágio, por Ken Kirkpatrick
2. puc-rio.br/ Plágio e direitio do autor no Universo Academico
3. puc-rio.br/ Plágio e direitio do autor no Universo Academico
4. lepem.ufc.br/ Evitando Plágio, por Ken Kirkpatrick
5. ufpe.br/ Ética e Integridade na Prática Científica

Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
 
PLÁGIO

Um site de poesia à beira-mar plantado

 
Credo, um poema novo, vou já ler. Minha nossa, que coisa tão linda, que poema de amor tão forte, penetra na minha alma, como se noutro sítio fosse. Amor à primeira leitura. Apeteceu-me agarrar na fotografia vaga da escritora e possuí-la, já ali, com todas as forças psíquicas que tinha.

Cinquenta pessoas a achar que o parágrafo acima foi a sério. Outras cem a achar que foi irónico. Outras vinte a achar que foi uma calúnia, uma ofensa pessoal, e que este texto se dirige única e exclusivamente a elas. Quem me dera fazer amor com os seus egos, num orgasmo gigantesco como o tamanho dos amantes.

Quem me dera ter duzentas e cinquenta e seis imagens à disposição para espalhar por este poema sem ordem. Quem me dera ter vídeos e animações, para criar o ambiente de intensa paixão que quero viver com alguém.

Mas um dia, decidi expelir o meu espírito e levá-lo a passear. Surrealizei-me, inventando palavras que não existem, encarnando o escritor que não sou. Pisei terras desconhecidas em sapatos do tamanho de outro. Doeu, mas os meus pés encolheram. E quando voltei a mim, tinha os pés pequenos. E gostava de meter imagens nos meus poemas. E gostava que me comentassem os poemas, como se me amassem de uma forma absoluta e única. Também gostava de fazer tudo e mais alguma coisa e porra nenhuma também.

Tudo porque os pés encolheram tanto que me faziam tropeçar e cair. E eu nunca tinha caído antes. Antes, não percebia que tinha os pés grandes e equilibrados, calcanhares feios e robustos que faziam de mim pessoa simples e afável. Mas também posso ser estúpido, incrível, absolutamente espantoso na minha idiotice. Que será fantástica para mim, dependendo do tamanho dos meus sapatos.

A moral da história é: todos cometemos erros e devemos aceitar toda a gente como ela é.

Oi? Espera... Não é isso, coisa nenhuma! Tenho direito a odiar pessoas. Tenho direito a meter cascas de banana espalhadas por este texto, para que vocês possam todos cair na porcaria que as formigas fazem e não se vê. Tenho também o direito a ser odiado, o direito a ser desprezado e o direito sádico de gostar que me odeiem e me mandem uns tabefes na cara, sentindo o poder de outra pessoa que me domina com um chicote e a cara tapada. Não sei que tamanho de sapato teria de usar para isso, no entanto.

O meu objectivo é fazer-vos perder dois minutos da vossa vida a ler este texto que diz muito e não diz nada. Lição de auto-estima? Talvez. Moral e ética? Hmmmm... Sermão sobre a diversidade? Nunca tive jeito para padre.

Mas vá, se querem mesmo um propósito... Eu não tinha mais nada que fazer. Estava aqui sentado, a pensar numa forma de continuar a minha existência doentia e incómoda para a sociedade, afogado num oásis de auto-estima e um deserto de falta dela, pensando num amor que devia ter e não tenho, no dinheiro que gastaria se o tivesse, no livro que faria se não calçasse o 42.
 
Um site de poesia à beira-mar plantado

III Encontro Luso-Poemas, em Lisboa (Hoje)

 
Teve lugar no Campo Grande, nº. 56, em Lisboa o III Encontro Luso-Poemas, que serviu para o lançamento da Antologia 2008, onde estive presente.
Cheguei, com minha mulher, por volta das 11H20 e deparei com a Pedra Filosofal e o Paulo Afonso Ramos, que laboravam no sentido de colocar os livros na banca, onde a Antologia tinha lugar de destaque. Os Lusos foram chegando e assim os fui conhecendo. Fly chegou com duas amigas (professoras), Blackbird com sua jovem companheira, Maria Sousa com seu companheiro, Valdevinoxis com sua família, incluindo seu rebento, Alemtagus. Chegou a Rosa Maria com a Carolina, do Porto e Gilberto com companheira do mesmo lado vieram. Jaber, Freudnaomorreu, João Videira Santos, Carla Costeira (no dia anterior tinha feito o lançamento do seu livro, ali), Cleo e companheiro e Amandu. Fomos almoçar e cada um escolheu o que comer, mediante o que lhe era apresentado. Conversámos, conhecemo-nos... Mais tarde chegaram José Manuel Brazão, Mel Carvalho, Mim e Paulo Gomes. Estava presente, igualmente, J. Castelo Branco, da editora Edium.
Após o almoço dirigimo-nos para a sala onde foi feita a apresentação da Antologia, pelo editor, Paulo Afonso Ramos, na mesa onde estavam Vera Silva, Valdevinoxis e Pedra Filosofal. A plateia escutou, atentamente. Freudnaomorreu improvisou três canções à capela (dono de uma linda voz), onde sobressaiu a actuação no canto lírico. Foram recitados alguns poemas, de poetas publicados na Antologia, por diversos dos presentes. Não me esqueci de Henrique Pedro e li o seu poema "À medida da eternidade" (ele não pode estar presente por causa do tempo). Em são convívio conversou-se, dialogou-se, opinou-se...
Foi um dia maravilhoso, que não mais vou esquecer.
E alguém aventou a hipótese de um próximo encontro, na primavera, em terras alentejanas. Até lá!...

..................................................

Adorei a simpatia da Magda, do Paulo, a alegria da Carla, a efusividade da Paula e da Carol, o carinho do amigo Zé, a empatia do Val e do Alem, o Pássaro Preto, o sr. Videira, a Lurdes, o Paulo, a Maria, todos ficaram na minha mente...
Gostei imenso de vos conhecer.
Beijos e abraços
..................................................
 
III Encontro Luso-Poemas, em Lisboa (Hoje)

Malta: concurso à vista!!!

 
O movimento pró-Luso lança o seu primeiro concurso subordinado ao tema Máquina do tempo (se eu pudesse viajar no tempo...) com as seguintes condições:

Condições gerais do concurso:
1. Os textos deverão ser enviados por PM para o utilizador pró-luso.
2. Este concurso está aberto a participações em prosa (com o máximo de 500 palavras) e em poesia (com o máximo de 150 palavras)
3. Os textos serão sujeitos a aprovação organização nos seguintes termos:
3.1. Os textos participantes serão sujeitos à aprovação dos promotores deste concurso.
3.2. Todos os textos serão publicados, no mesmo dia, de forma anónima. Até serem publicados os resultados, o conhecimento da identificação dos autores ficará reservada aos elementos supervisores do concurso, ficando estes inibidos de participar no concurso, quer com textos quer na votação.
3.3. Cada concorrente poderá enviar apenas um texto em cada modalidade.
3.4. Só podem concorrer autores que se encontrem registados no Luso-poemas e cuja data de registo seja anterior à data de publicação deste concurso.
3.5. Serão excluídos textos que:
3.5.1. Possam conter conteúdos considerados ofensivos.
3.5.2. Possam conter conteúdos considerados xenófobos.
3.5.3. Que violem o respeito pelos direitos de autor.
3.5.4. Não se enquadrem no contexto do concurso.
3.5.5. Contenham graves erros ortográficos ou de sintaxe (verificação feita pelos supervisores do concurso).
4. Identificação dos textos:
4.1. Os textos só serão identificados depois de publicados os resultados da decisão pelo júri.
4.2. Não será permitida qualquer identificação dos textos pelos autores durante o período de duração do concurso. A violação desta regra implica a retirada do(s) trabalhos correspondentes do espaço reservado ao evento.
4.3. Caso sejam enviados textos com títulos iguais, os supervisores do concurso procederão à diferenciação os textos no momento da votação.
5. Sistema de votação:
5.1. A votação para escolha dos textos preferidos ocorrerá num período de 5 dias lineares após a sua publicação.
5.2. É obrigatória a votação dos participantes sob pena de exclusão do concurso.
5.3. A votação é feita através da escolha de 10 (dez) textos, escalonados por ordem decrescente (atribuindo 1 ao texto preferido e 10 ao texto menos preferido), devendo ainda ser separadas por prosa e poesia (se a definição do concurso assim o exigir).
5.4. Cada votante assinará a sua escolha e fará o envio da mesma por PM (mensagem privada) dirigida ao utilizador pró-Luso. Por favor tenha em atenção que apenas serão consideradas as PMs dirigidas para este utilizador.
5.5. O resultado final da votação será publicado 24 horas após terminar a votação.
5.6. Todas as escolhas de cada um dos votantes estarão disponíveis (se solicitadas) com a devida identificação.
5.7. Desta votação poderá participar qualquer elemento registado no Luso-Poemas.net até à data de publicação do concurso.
5.8. Os participantes do concurso não poderão votar no seu próprio texto. Se o fizerem, ser-lhes-á solicitada nova votação. Se persistirem o texto a concurso será retirado.
5.9. Caso haja menos de 10 textos a votação, os luso-poetas são convidados a votar em todos os que forem propostos, respeitando as regras acima referidas.
6. O autor do texto vencedor será alvo de uma entrevista.
7. O pró-Luso reserva o direito de atribuir eventuais prémios suplementares ou promover o possível destaque de trabalhos presentes a concurso, independentemente da sua classificação.
8. A supervisão do concurso reserva o direito de deliberar sobre todas as situações omissas neste regulamento.
9. A participação no concurso não dispensa a leitura e aceitação das condições acima expostas.

http://www.luso-poemas.net/modules/ne ... t_id=25085#forumpost25085

Participem, concorram e votem
 
Malta: concurso à vista!!!

A nossa terra

 
A nossa terra!

Amiga
Cheguei, sabes, vim de comboio para poder gozar plenamente este regresso á minha terra, vim quase sempre á janela e embora tivesse visto algumas pequenas clareiras, penso que de vários fogos tão frequentes pelo calor do Verão, tudo o resto lindo! Como é magnífico respirar o ar puro, olhar longe aquele Céu azul, o sol esplendoroso que doira tudo, alegra e dá felicidade. Jamais poderia apreciar tudo isto se fizesse a asneira de vir a guiar desperdiçando estas belas paisagens verdes que enchem os pulmões de ar puro, tanto como os olhos de tanto matiz, cores brilhantes e variadas , desde as casas brancas de telhados vermelhos como os campos de papoilas aos amarelos, azuis, flores e barras a contornarem os “prédios” como nas aldeias diferençam as várias povoações. Tanto no Alentejo, como em regiões do Algarve, mas não só. Aqui estou! Feliz! Já dei uma passeata até ao rio, que serenidade, a água pura
coleando as fragas num rumoroso som musical que contagia e dá vontade de cantar ou assobiar mesmo desafinada que aqui só nos criticam os passarinhos. Para pular pelas margens
tirei os sapatos e satisfiz os meus pés encalorados, bem bom!
Os frutos fazem descaradamente provocação à minha secura e gulodice, disso não tardei, nem resisti e deitei a mão a um pêssego, já nem sei quem é o proprietário mas diferença não lhe
faz, boa gente amiga de dar. Se soubesses a festa que me fizeram, tudo eram beijinhos e abraços sempre com aqueles suas expressões engraçadas e puras. Para eles eu sou eternamente a menina e eu já tinha saudades destes paparicos…Esta terra é muito bonita e bem antiga, como sabes. Vou aproveitar estes dias para revisitar todas estas relíquias tão velhinhas e sempre novas…igual a si mesma. Foi este o meu berço onde embalo tantas recordações até do primeiro piropo que me fez ruborizar… beijinhos e até lá! Helena
 
A nossa terra

Dispensados de ler...

 
Dispensados de ler…

Acabei agora a minha última refeição do dia, comi pouco, não me apetecia, pois o chazinho das cinco tinha sido farto.
Fazia anos um amigo e havia um bolo óptimo de chocolate e amêndoa, comi uma fatia e para mim foi o suficiente, além de não ser gulosa, só como o que tenho na vontade mesmo. Fui dar a minha voltinha digestiva e quotidiana o que faço sempre depois do jantar e do almoço não a protelo, acho saudável e revigorante na minha idade e cumpro. Descanso então um pouco num sofá e converso um pouco. No meu quarto tenho a minha mesa de trabalho, vou para lá, tenho ali o computador e aproveito o meu tempo, dou corda aos neurónios, trabalho as articulações, faço a circulação de sangue pelas pontas dos dedos e os minutos que correm sempre novos põem-me cada vez mais velha, parece um contra senso mas é a verdade…há que dizê-lo. Os pés ponho-os assentes na beirinha da gaveta
de baixo para não ficarem pendurados e inchados mas isto é segredo…chiu! Hoje estou um pouco mais lenta mas não
admira foi dia de ginástica e bem puxadinha, para não variar, mas com muita graça, acreditem. O dia foi todo muito preenchido. De manhã depois do pequeno almoço fui rezar o terço á capelinha, o que é diário. Fiz uns arranjos que precisava, vim ao skype ver e conversar com uma das minhas filhas, a seguir a ginástica, quase de seguida o almoço, leitura, vi os muitos e-mails que me mandam, lindíssimos. Agora não tenho jogado snooker porque os parceiros têm estado adoentados mas quase todos os dias jogo a canasta e há coisas sempre divertidas para contar, atendi todos os telefonemas e que são imensos como calculam. É verdade esqueci-me de dizer que fui apanhar um pouquinho de vitamina D, abençoado Sol! Já é tarde e foi uma grande patetice contar o que foi o meu dia, desculpem, mas apeteceu-me…Vólena
 
Dispensados de ler...

Bela-rosa

 
Bela-rosa

Bela-rosa, flor que enfeita e dá felicidade
perfeita, aroma muito suave adocicado
envolve trepa qualquer varanda ou janela
com um abraço bem gentil, engrinaldado.

Uma paisagem de coloridos um vislumbre
na sua forma folhosa e na encorpadura
bem agarrada à terra mãe e bem tratada
alegremente, pelos anos ela se dá e dura.

Precisa de alguns cuidados na Primavera
a estação privilegiada para a renovação.
Mão amiga rega, refresca, guarda, espera.

Revemos em breve a natureza e sua magia.
A bela-rosa despontando, reflorescendo
nas folhas verdecidas, em grande euforia!
 
Bela-rosa

Um dia!

 
Um dia…
Os dias parece que encolheram, mas eu encolhi com certeza não sei se por ter vivido tantos Invernos de chuva se de tantos anos de vida, se de tanto chuveiro todos dias, é extraordinário mas verdadeiro, fico a pensar se o senhor doutor que me diz ter uns ossos estupendos, como minguam desta maneira…O porte já não é o mesmo mas ainda estou inteira e faço por isso, mas como suportar agora aqueles saltos que mais me parecem uns calces e escadotes nos meus pezinhos, ui! Já não há segurança nem cara para isso, seria ridícula aos meus próprios olhos e o que seria noutros olhos sempre prontos a ratar nas nossas casacas…mas ficava mais altinha, paciência, é um dom que julgo não ter perdido, a esperança é uma virtude, coff! coff! Agora um saltinho mais baixinho, que hei-esticar algum dia! Ainda sou tolinha, mas que fazer sou mulher gosto de me apresentar como me sinto bem, que as coisas amargas não se veem, estão guardadas no coração e são só minhas, não gosto de as dividir com ninguém. Feitio! As boas essas sim, gosto de as partilhar, a ironia, a resposta quase sempre a jeito ficaram programadas e a tecla ainda continua a funcionar já um pouco gasta mas não é admiração. Sorriso, riso e beijinhos não os perco de vista são os meus cartões de visita e com simpleza não gostava de os perder. Como veem ainda gosto de escrever mas não tenho a veleidade de pensar que sou escritora ou poetisa, porque não sou de todo, mas um entretimento para o meu tempo vazio, de devaneio e lazer. A vida foi árdua de muita labuta, mas que lembro com nostalgia, um puzzle que ainda construo com muito amor e profundas mágoas mas também de muita felicidade, alegria, amizades que permanecem enquanto puder desfrutar a vida… depois continuar peregrinando até que Deus me julgue, deixe entrar no Céu…mesmo que o meu amigo São Pedro me dê antes com a chave na prosápia…um dia!
Helena
 
Um dia!

Não era uma vez

 
Era uma vez um homem que engoliu um tempo de vontades, que ruminava de tempos a tempos.
Marcava tempos sem tempo nenhum e falava calado a toda a hora.
A sua garganta funda afunilava as palavras que corriam mais do que ele em noite de lua cheia, mas vazia de tempo. O amor é um tipo engraçado, apesar da Graça ser uma rapariga solteira, que vive na Póvoa de Varzim.
Dizem que o mar da Póvoa, farto em tudo e quase nada, levará para longe todas as promessas conseguidas nas brasas de um sonho onde serão lembradas nos anais da época.
Por sua vez, sempre que era, não era, pois das unhas pendiam algemas que assustavam os dedos.
Enfim, não era uma vez, nunca!
 
Não era uma vez

Na esperança de apaziguar...#.#.#

 
O Umav é o fotograma, que é o Ricardo e que nunca negou isso. Sei que isso é verdade, porque conversei com Ele pelo Skype. É gentil e muito tímido. É fato.

O Caio é mesmo o Caio, sei disso porque também já conversei com o mesmo pelo Skype,
embora sem a utilização do vídeo. Ele fala a verdade quando se refere aos seus outros perfis.
Suas fotos estão expostas no Facebook, acredito nessa realidade.

O Zésilveira, de fato, é o Zésilveira. Pessoa a quem me identifiquei desde o início, devido ao apoio recebido, quando alguns à época me atacaram por causa de um poema, fraco por sinal, que brincava com a minha dificuldade de trânsito por este site. Sou amigo do mesmo e conversamos por horas, usando a ferramenta Skype.

O Azke, apesar de não ter tido o prazer de uma conversa, amigo(s) do Luso me confirmaram que, de fato, é Ele mesmo, o da foto do perfil.

Prefiro acreditar em todos porque assim não perco tempo e fico na paz..(rs..).

Também porque observei que as coincidências que ocorrem nas letras, nos levam a acreditar em fantasmas ou em coisas inexistentes. Darei um exemplo: Uma vez li um poema que parecia ter sido escrito para mim, algo deletério, com xingamentos pra lá de chulos. Qual não foi minha surpresa, quando um outro rapaz tomou os xingamentos para si e entrou na página referida com palavrões e uma violência extrema. Pensei: Afinal, o poema era para mim ou o rapaz estava certo, era de fato dirigido a Ele aqueles impropérios? E assim aconteceu com muitos outros escritos que preferi não responder porque ademais, não queria entrar nessa frequência.

Também já pensei nessa confusão de falsos perfis e cheguei a imaginar que havia uns 20, todos comandados por uma única pessoa. Nóia. Piração. As coincidências eram tantas que não parava de crescer a minha desconfiança e os números de falsos perfis...(rs..). Me toquei e deixei de mão, afinal tenho uma vida fora desse espaço que é menos ilusória e mais rica, embora continue sendo uma holografia irritante..(rs..)

Por que estou dizendo isso? Todos Vocês que estão aqui nesta página(de início, esse texto seria postado na página do Azke, em seu escrito intitulado "Ingreme"), primam por uma boa literatura e, na minha opinião, são bons escritores, com rasgos de genialidade em alguns momentos, assim enxergo, sinceramente. As brigas, quando são virulentas, penso, trazem bem mais prejuízo do que algo de valor. Nem vou me alongar nesse tópico, porque todos sabem das perdas inerentes.

Fico mesmo encantado quando observo um debate acirrado, mas sem ultrapassar o nível do respeito. Não compreendo que uma pessoa, poeta, escreva tão belas linhas, aceite descer a um nível que não combina, mesmo, com aqueles poemas que brilham com um fulgor que não sei como classificar.

Aos poemas, senhores, porque isso é o que mais sabem fazer neste site. Brilhar, neste site, é a vocação dos poetas, de vocês, claro.

Com amizade,

Milton

Em tempo: Meu Skype é: Srimilton ...e todos do Luso estão convidados para um bate-papo rápido, usando essa ferramenta. Espero ter contribuído para apaziguar, caso contrário, minhas sinceras desculpas.
 
Na esperança de apaziguar...#.#.#

Velhusco

 
Velhusco
Nunca tinha ouvido esta palavra, mas um dia por acaso estava a passar o Verão numa pequena terreola quando passaram por mim umas aldeãs com umas enormes cestas à cabeça, equilibrando-as numas pequenas rodilhas ou sogras, coisas que julgava já nem se usarem, umas pequenas rodelas grossas feitas de pano enrolado para não magoar a cabeça e aguentar os pesos. Elas muito direitas rebolando as ancas e chinelando, lá iam conversando, riam
e pisavam o chão sem desequilibrar qualquer um daqueles possantes objectos cheios de produtos hortícolas que me deixaram espantada e boquiaberta, como conseguiriam elas aquele prodígio? Extraordinário! Bom neste momento ultrapassei-as e ouvi uma dizer para a outra e não consegui ouvir o resto da frase. O sol estava a esmaecer. Eu como de costume apanhando as florinhas campestres pela berma da estrada e embora um zangão me andasse a sarrazinar aos ouvidos e me enervasse continuava, mas não sem deixar de pensar…velhusco? Uma palavra que nunca me tinha sido apresentada. Comecei a fazer um esforço de memória e a refazer as primeiras palavras para relacionar pela conjectura da frase a palavra ouvida. Seria um pássaro ou um outro animal roedor, sabia lá! Continuei o passeio mas de vez em quando tudo me vinha à ideia…entretanto olhava aquela paisagem encantadora, as árvores de copa redonda repletas de fruta, os campos cultivados e matizados de cores vivas e aquele cheirinho adocicado das trepadeiras que subiam pelas paredes e muros dos quintais muito arranjados e limpos, um mimo para os olhos. Cheguei a casa dispus as flores pela sala sentei-me a descansar, mas o velhusco não me deixava em paz. Levantei-me de um salto e fui buscar o dicionário, procuro…velhusco, significado, velho!. Aí estava a palavra mistério que tanto me intrigara. E eu dizia irritada, velhusca tonta, velhusca tonta… ali estava a frase feita que tanto me intrigara. Uma expressão bem velhinha . Aprende… Helena
 
Velhusco

Um dia...

 
Um dia

Acordei alegre e como sempre bem disposta, depois dos arranjos matinais onde o duche tem uma importância estratégica e encorajadora, vesti um roupão japonês de origem, que me ofereceu uma tia e madrinha, é lindíssimo e mesmo descalça fui arranjar o meu almocinho da manhã. Arranjei o tabuleiro com o meu café e torradinhas mais uns poucos complementos, manteiga, queijo, doce e levei-o para a salinha, sentei-me no sofá onde uma mesa enfeitada de flores , que me recebem sempre com o seu sorriso colorido e aroma suave, pousei–o. Pego no comando e ligo a televisão. Estão no intervalo, que é somente publicidade a tudo e de tudo, minutos a testar a nossa paciência e clico para outro canal. Ali uma entrevista onde todos ralham e ninguém tem razão, como diz o proverbio, apago-a. Que saturação. Entretanto acabo a refeição e apronto-me para sair mas não sem antes passar pelo piano e dar uns acordes alegres, gosto de flirtar com ele, deixa-me bem disposta. Deixo tudo nos seus lugares por que sei como saio, mas não como entro. Conselho que aprendi com a minha Mãe e nunca me esqueci, de tão bem avisado. Já está frio mas venho quente, trago um cache-nez bem giro que fiz ao serão, enquanto oiço música de grandes compositores, ontem estive a recordar o coro dos Hebreus, de Verdi, é lindo e já o tinha cantado num coro, muito bem ensaiado por um maestro amigo que infelizmente já desapareceu. Meti-me no carro e fui à Baixa. Tive de o deixar um pouco longe que o estacionamento ali é muito difícil e complicado. Fiquei espantada com o movimento. A vida tão dura… mas quase não se podia andar. Aquele sítio está completamente diferente com lojas novas e reabertas depois de duma grande crise instalada no País , que ainda estamos sofrendo, mas com muita gente compradora, montras bem bonitas e de luxo cheias de novidades, pois o Natal está a aproximar-se. Sorrisos simpáticos. Muita alegria no ar e também muitos turistas que eu vi encantados. Fiquei surpreendida deveras, de ver um pouco de fôlego naquelas algibeiras, ainda bem. Natal feliz para todos, desejei no meu íntimo. Regressei a pensar… se os bolsos do meu casaco não estão rotos e não me sobram uns euros?! Olha, amiga, se não podes comprar , paciência! Nesse dia darás um beijinho e desejas a todos um dia feliz com Jesus no coração e haja saúde... Helena
 
Um dia...

Linda a Primavera

 
Linda a Primavera

Nasci quase nesta estação primaveril e aqueci-me ao sol que se pronunciava
radioso seja por isso que a minha temperatura me parece constante…está um dia agradável, solarengo, céu limpo, a brisa suave para nos acariciar pois a nossa pele sentia a falta da sua faceta restauradora e até já lhe andávamos a dar uma cor artificial, chiu…toda a terra revive e se alegra. As árvores a verdejar, rápidas as folhas tomando formas variegadas e tons numa gama prodigiosa difícil de se definir qual a mais bela. Da terra aparecem crescendo dia a dia uma grande variedade de plantas de ornato e os arbustos estendendo a ramagem onde se pronunciam os pequeninos rebentos de cor avermelhada, As searas começam a brotar estendem um tapete ainda pouco ondulante, que se perde no horizonte dos campos. Os riachos e ribeiros vão já rumorejando pois as chuvas de inverno foram-nos enchendo e nesta altura do ano sempre chove. A água vem saltitando de pedra em pedra para alegria das margens, dos sapos, rãs e outros animais animando o conjunto. Bordejando de flores multicores as margens é a tela mais encantadora que todos gostam de reter na memória por muito tempo. O céu de azul incomparável a que uns fiapos de nuvens rosadas e esbranquiçadas dão nuances lindas e transparências de uma mão divina. A luz expande-se clara o que torna as flores ainda a florescer num arrebol de cor.
Não faltará muito para que o nosso cantinho seja um perfeito jardim, onde o amor também desponta em toda a natureza ao som do chilreio dos passarinhos e o voo das borboletas e das mulheres lindas que faz o mundo belo e encantador...
os homens também!
Helena
 
Linda a Primavera

APENAS UMA CRIANÇA...

 
APENAS UMA CRIANÇA...
 
Perambula pelas ruas nua criança
sobrevive, ousada, inquieta e não descansa
no caminho estranho arremessada, sem amigo
e sem abrigo

ainda sonha essa revel mendiga com o que a boca não pede, a alma almeja
e à fúria não cede...

na penúria em que se arrasta todo o dia
tem lá o seu canto ao léu , à margem,
onde dorme e sonha que se despe
da rota e macabra veste
de frágil criatura ultrajada, em cidadão
das promessas vãs da politicagem...

liberta-se, então , da própria sombra
que a enlaça e de pé
no destemor da sua fortaleza
veste a alva túnica de ternura
sorriso iluminado
esquece a vil fraqueza
e se eleva não mais a triste e mortal fragilidade
mas em o Ser idealizado aos paramos
da mesa farta de livro e pão e de esperança

para uma vida simples e de água pura.
não mais a desprezível caricatura
para ser somente e apenas uma criança!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
APENAS UMA CRIANÇA...