Poemas de desilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas de desilusão

Inverno frio de meu coração

 
Inverno frio de meu coração
 
Fico as vezes sem os momentos, perco-me dos instantes da vida
Como um sombra me padeço na desilusão
Para uma direção os ventos me leva em sonhos
Quem causa tudo isso é você um amor não correspondido
Fico noites sem dormir, te amo tanto, acordo nas madrugadas
Aquele silêncio vazio vivo em espanto
Inverno frio de meu coração, nevoando

Flores de minha boca que choram na primavera
Folhas de outono, caindo em lágrimas no chão
Verão de meus lábios ficam sem o brilhos do sol quando não beijado, minha alma chora
Na desilusão meus olhos triste em lágrimas
Pingam as gotículas em minha dor

Ando pelo mar da vida em busca de ti
Nem o tempo apagará os meus passos
Somente você me completa
Vou pelos caminhos dos teus olhos tentando te encontrar
Você é o meu amar, o meu mar
Por você morro de paixão, hoje sou somente solidão

Autor: martims
JOS´SE CARLOS RIBEIRO
12.08.2015

http://www.entendaoshomens.com.br/wp- ... omem_dormindo-635x415.jpg

http://pantokrator.org.br/po/wp-conte ... oads/2011/10/fraqueza.jpg

http://2.bp.blogspot.com/-Vq74aDswoh4 ... k01qcbtufo1_600_large.png
 
Inverno frio de meu coração

Ode desencantada - Poema de Aniversário

 
ODE DESENCANTADA

[Quase cinquenta anos a caminhar contigo, Poesia]
In “Ode à Poesia” de Pablo Neruda

Quase cinquenta anos a caminhar contigo, Vida.

Tento recordar um só momento em que não me sentisse impotente ante a força do teu (a)braço… Mas não consigo.

As minhas recordações falam de sangue, suor e lágrimas.
E o meu currículo apenas consegue apresentar vitórias efémeras e alegrias desmaiadas.

Em mim habita um fantasma que engoliu a língua e que tenta gritar, num misto de dores de estômago e de sobrancerias destroçadas.

Além do mais, doem-me os músculos de carregar o monstro da amargura;
E dói-me o coração de tanto bater por paixões alienígenas;
E dói-me a cabeça de tanto congeminar planos inúteis, para escapar das minhas próprias teias…

Vida!... Oh, vida!...
Muitos itinerários acidentados e objectivos sempre longínquos!...

Vale a pena sonhar alto para quem têm as pernas curtas e as asas cortadas?!...

Só tenho sido feliz a espaços – quando durmo – nos céleres instantes em que caso os sonhos com os devaneios…

… Mas só mesmo até os pesadelos assumirem de novo o controlo da situação!

09.09.09, ValTer Ego

[Poema talvez triste demais para este meu dia de Aniversário.]
Felicidades para todos vós!
Abílio
 
Ode desencantada - Poema de Aniversário

Sem dinheiro para o perfume...

 
Sem dinheiro para o perfume...
 
Um olhar final ao espelho...

Um casaco um pouco velho,
As calças,disfarçam bem,
Blusa já muito usada
Mas passada,
Lembrando tempo de alguém
Muito querido(sua mãe)
E sabe que ela, na vida
Nunca se deu por vencida ...

Situação complicada,
Agora desempregada
O seu dinheiro não abunda.
Vê a vida a desandar,
Sem um cais para ancorar
Como um navio que se afunda...

Olha o espelho novamente
E mesmo que tristemente
Levanta com força a cabeça
e pensa:
Que o infortúnio não vença!
Vou continuar a lutar
E a vida vai melhorar...

E a imagem altiva e bela
Lá do fundo do espelho
Olha de novo p´ra ela
E diz-lhe sem um queixume:
-Vai! Força! Arrasa!
Então,
Pinta os lábios de vermelho,
Salto alto,sai de casa,
Mas já lhe falta o perfume!...
 
Sem dinheiro para o perfume...

"Não somos o bastante para nós."

 
"Não somos o bastante para nós."
 
Momentos de sonho encantado
Muitas palavras envolventes
Sem perceber esqueci o passado
Éramos nós... Somente.

Tivéssemos parado o tempo,
Naquele bom dia!
De certo não estaríamos
Agora vivendo melancolia.

Saudades... Deixará.
Em meu sofrido coração
Mas amizade assim não dá
Prefiro viver na solidão.

Tentei te ajudar a viver o amor
Amor fraterno sem maldade
Mas vejo que prefere a dor
Ilusões e falsa felicidade.

Hoje me resta a triste narrativa
Que não somos o bastante para nós
Em lágrimas só resta á certeza
De saber e dizer que seremos sós.

Love Will Lead You Back - Dayne Taylor
 
"Não somos o bastante para nós."

Minha luz quebrada

 
Minha luz quebrada
 
MINHA LUZ QUEBRADA

Quando dei por mim o Sol se punha
Com a Saudade, fiquei desatenta.
A Vida é testemunha
Do meu calar, desta memória sonolenta.
Não sei o que é feito de mim!?
Ouvi rumor trazido pela ventania
Que na estrada, já lá bem no fim!?
Uma silhueta imprecisa se via.

Raio a raio vai-se o Sol a diluir
Cansei de remar contra maré e até de lembrar
Perdi agilidade tropeço ao seguir
Repouso agora na inquietação
Nu trago o olhar e o coração
Apenas os sonhos continuo a desabotoar.

Já se fecha o dia, minha luz quebrada
Os pássaros regressam ao ninho com saudade
Eu sinto-me nesta viragem mutilada
E aos meus dedos vai faltando vontade.
Da terra o cheiro a tojos e giestas
Em mim a estranheza de mais um dia passado
Balouçam as folhas a que o vento faz festas
E eu sou a menina sonhadora,
Num sonho encantado,
Já da Vida perdedora...

rosafogo
 
Minha luz quebrada

Sem palavras

 
Sem palavras
 
As palavras maternas são como chuva

ácida que danificam o que tenho de

mais belo, são como o perfumado fruto

conhecido como Abricó de Macaco que

pesam, mas só servem como

ornamento.

Ah! Quem me dera se houvesse por

um instante, alguma intenção de

agradar, acolher, apoiar, mas não,

suas palavras são infestadas de

enxofre, desmancham sorrisos,

amedrontam só me entristecem.

Creio que qualquer estranho seria

capaz de, em poucas palavras, fazer

brotar um sorriso, aquecer meu

coração, transmitir ternura em um

aperto de mão, através de um abraço

ou espontâneo sorriso!
 
Sem palavras

"soneto de perde-la outra vez,"

 
 
"Dar-vos uma resposta sadia. Meu espírito está doente."

(Hamlet) Ato III cena II

ela caminha entre pegadas deixadas daqui
na minha memória que provoca-me onde caí
ela me diz. ela me chama à vez que eu desejo
em um desmaio solícito que não acorda o erro

eis me defronte à mácula que deitei a contar
um, dois, três pontos de um nome pra desviar
a minha carta me queima os dedos e me serve
a minha queda de não espera-la ainda me rege

mas eu nunca perguntei-lhe qual à sua opção
eu nem sequer lhe respondi à minha dúvida
eu acreditei na mentira que eu desenhava

onde, por meios obscenos, eu a queria e amava
a minha culpa me parte em partes de fé absurda
pois eu escrevo na mesma lápide desta deserção

e eu procuro..
e eu encontro..
e eu torno a procura-la(então).
 
"soneto de perde-la outra vez,"

Olhe-me nos olhos

 
        Olhe-me nos olhos
 
Porque me feres paixão?
Não sabes que te amo e espero
Não quero sentir na pele a ilusão
Olhe-me nos olhos e confere, é vero!

Verdades que te digo e, não vês
Mas me retrucas com inverdades
Te espero e, te direi uma só vez
Com pureza e propriedade

Senhor piedade! Amei
Não mais eu direi te quero
Simplesmente acompanharei
Em volteios pelo salão,ao ritmo de bolero

Nereida
 
        Olhe-me nos olhos

Se o relógio parar

 
Se o relógio parar
 
SE O RELÓGIO PARAR

Enquanto na luz dançam grãos de poeira
e o relógio taquetaqueia
eu medito cansada e absorta
sentada, com o livro à minha beira
haja quem leia!
Que hoje não leio nada, estou morta.

Estou o tempo a controlar!
Ele que tanto me contraria
e se a poeira assentar
talvez escreva poesia.

Não faço ideia da hora
a vida está toda na minha mente
agora até ela me ignora
me dá sempre uma resposta diferente.

Gosta de me desencorajar
e o relógio continua a taquetaquear.

À minha frente minha chávena de chá
olho fixamente a janela
estou só, tanto se me dá!
Que ninguém se aproxime dela,
escrevo meias palavras e ao de leve
bebo meu chá, um suspiro me susteve,
de dar um grito, prefiro a serenidade
assim me deixo na sombra da tarde.

o tempo tanto me contraria
mas o relógio parou
a poeira assentou
e eu escrevi esta poesia.

Poesia de saudade!

natalia nuno
 
Se o relógio parar

"soneto sem identidade"

 
 
"Colocai-a na terra e que de sua bela e imaculada carne brotem perfumadas violetas!"

(Hamlet) Cena I, Ato V

por cada palavra que despede-te breve em conflito,
de cada exemplo revelado, por demasia deste grito,
é.. auxílio! quase um preço, quase(um) quadro exilado
é.. conflito! à guerra do pecado que não morre afogado

aprendi o exercer-te sob água à escuridão dos teus olhos
eu pressenti quando faltaria o ar e vi-me a morrer, tão logo
te gritei.. te denunciei ao meu último conto livre desta vida
te amei.. entre sopros e convulsões súbitas quando à descida

lembrei-me das tuas linhas verticais e novamente, te achei
eram uns sonhos descobertos! tais ilhas e versos incorretos..
eram temores que eu te acabaria à pintura fria que te perdurei

eis-me ao centro dos teus pensamentos.. quais te fossem facas
eis-me sangrar à liberdade do confronto! eu perco, eu. te espero
nada tenho, que não este assombro. nada crio, que não esta carta

que você nem sabe..
nem vê, e.
nem te cabe.
 
"soneto sem identidade"

O TUDO E O NADA

 
O TUDO E O NADA
 
"Só uma palavra me devora, aquela que meu coração não diz"
- Fagner-

Veja só
o que restou:
– o vazio!
e o vazio é tudo!
Preenchê-lo para quê
se já transborda
de nada!

para que
transfusão de versos
onde pulsa transtorno
que é poesia

sossegar
o que me agita
a escrita
onde nem imaginas

libertar o grito
que a garganta
estrangula

tanto me aturde
e fascina
o que te define

Eu te amo sim!
Sim, eu te amo!
ecos somente
no vazio
de poemas
mal lidos
nenhuma palavra
foi mordida
nos versos minguados
do meu estio

Restou sim
o tudo e o nada
só pra não te dizer
- estou sentida!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
O TUDO E O NADA

Este poema...

 
neste poema há o rosto
duma mulher triste
nas palavras abriga-se assustada
tem a idade dum tempo sem idade
e o bocejar cinzento
quando o pensamento se passeia
pelos labirintos da saudade.
neste poema há ainda outros sinais
palavras surdas de consoantes e vogais
que ora são rios de mel
ora são agitações e fel...

este poema é feito
de cicatrizes, rugas e sonhos
e insónias que não deixam adormecer
encantos e desencantos
memórias de momentos de prazer
de ternura, de dureza e insensatez
de palavras surdas providas
da minha surdez...
palavras encostadas aos meus lábios
alheias ao tempo
surgem em ventos de desejo
recordando o tempo que me agasalhou
outrora...
e eu acalento o sonho...hora a hora...

natalia nuno
rosafogo
 
Este poema...

Vivo com tristeza moro com a solidão sofro com a desilusão

 
Vivo com  tristeza moro com a solidão sofro com a desilusão
 
Passos que me levam
Uma tarde sentida de onde os ventos trazem
Somente amargura
Não sei por onde meus sentidos si foram
Deixando em mim uma terrível dor

Nada mais me toca, sou um neutro nessa vida
Tudo se acabou, os sonhos de mim se refugiaram
Vivo com tristeza moro com a solidão sofro com a desilusão

As essências me abandonaram, em vão me deixaram
Um ser sem vida, pelo amor nocauteado
Mais ainda por ti apaixonado

Autor: martims
12.05.2015
JOSÉ CARLOS RIBEIRO
 
Vivo com  tristeza moro com a solidão sofro com a desilusão

Poeta Tosco

 
Escrevo a vida
Mas não amo os poetas
Choro até por isso
Perdi o sonho
De tantos ver e
Poucos sentir
Escrevem em bicos de pé
Dizem o que não dizem
Levam o mal a falar
Nas costas da vida
Encontram-se nos desencontros
Nas palavras usadas inventam
O abuso nas considerações
O Ego inchado da ruralidade
Da escrita encontra
Estimulações para a sua própria
MASTURBAÇÂO
Parceiros não têm
E nos coitos manuais interrompidos
Falam dos outros
Esquecem-se deles
E depois
Lemos vida sem vidas
Sozinhos comentam:
-1,2,3, agora é a tua vez
De nada dizeres.
Deles não falam
Ficamos sem saber
Se nada tem
Ou escondem o que não tem
E o monstro volta sempre
De tempos em tempos
Eis de novo o tempo
De quem é dono de todo o templo
Mágico, mestre-de-cerimónias
Dono do convento
O pregador
O espírito
A palavra do senhor
Vira o silêncio
Em gritos escaldantes
De apelo às comadres
ESTAS
Vestidas a rigor
Tamancos altos
Sobem para o carrossel
Dando curso com perna pequena
Deste LUSO eu sou
Também
Pouco, talvez!
Do erro, também!
Foleiro,
Visto-me de quando em vez
Mas atenção
Morrerei de pé como as árvores
Que passaram cá por casa
E quanto à coragem
Não duvidem!
Em primeiro sou nervo
Depois poeta tosco
E de nada me interessa a pena
Se eu ficar com pena
 
Poeta Tosco

Chuva Miúda

 
            Chuva  Miúda
 
Chuva miúda que cala os ossos
Um adeus doído que cala o coração
Tão incrédula,incompreensível,sem razão
Evaporados estão os sonhos nossos

Uma lágrima teima em pingar
Sobre o bilhete,sem doçura
Entregue sem ter mesura
Um suspiro se perde pela restinga

Um trem ao longe apita na despedida
Vai levando meu amor
Vai deixando sua dor
O dia sorri,missão cumprida.

Nereida
 
            Chuva  Miúda

última leitura

 
delineio esquálidas palavras que um dia transpiraram
percorrendo, incansáveis, tardes laranjas.
tentei por longos dias mantê-las vivas,
orvalhadas e aquecidas
para que não notassem
a (nossa) apatia.

perdidos atos...

letras afinaram-se,
perderam a robustez,
desnutridas da emoção
falida de nós.
divorciados ficamos das frases
dos parágrafos que sempre
pediam nova junção
e
para trabalhar a continuidade
dos capítulos.

do romance que entre
as páginas selou a rosa
que não quisemos levar,
pra não termos que presenciar
a degeneração da cor
e o silêncio do perfume...

aberto agora está
o passado
mostrando o flagelo
de nossas crias
no deserto escrito por nós.
 
última leitura

Loucos Desejos

 
Mãos malditas com loucos desejos
não me fustigueis com o vosso olhar
que, em horas despidas e de sonhos cruéis,
sois monstros multiplicados por mil,
silêncios parados de encontro ao nada.

Em cada dedo mora uma esperança,
em cada linha cavada uma sina apocalíptica,
dormem ruas ladeadas de luzes insólitas,
calçadas de sonhos perdidos e idiotas
onde o peregrino teima em andar.

Sonhos que escutam desespero em mudez.
Escutam? Sim..., o ruído de letras a nascer,
onde percorrem braços inertes de sofrimento,
partilham um coração que bate poesia,
desaguam dor em dedos revoltosos.

Queria ter algibeiras que fossem prisões.
Deixar-vos agoniar com a falta do olhar,
pois sois mágoa parada num trilho de escrita
onde morrem as mãos vazias de saber.

Deste inferno, diz-me a voz da rua que dorme
em miradouro onde a beleza é o precipício:
se olhares..., se sentires…, se escutares…
talvez um dia…, quem sabe hoje até…

descobrirás que se morre de ambição.
 
Loucos Desejos

poderia ter sido um sorriso poema

 
poderia ter sido um sorriso poema
 
não se fecha janela ao sol
quando este dá vida aos recônditos
impedidos de irem
ao encontro da luz

abandonos de parapeitos
entristecem flores
e entregam solidão
às colinas

teus versos ainda mastigo
mesmo que a vitamina
esteja com a validade vencida
tortuejando vigor; linha à linha
quando minha boca quer no palato
(saborear)
púberes palavras tuas
num beijo alastrado de poesia.

fome que aperreia e cava
o peito
desviando hidrografia
para túmulos abertos nas mãos

mas,
no fio de força que me resta
pergunto-te

carecias ser folha em branco
só pra ver meus olhos em pranto?
 
poderia ter sido um sorriso poema

Mentiras e mais mentiras...

 
Mentiras e mais mentiras...
 
 
Quando meu coração por você chorou,
Não sabia que ele seria enganado outra vez,
Sem saber senti o gosto amargo da desilusão,
Você mente tão bem que você engana
a você mesmo,sempre com palavras deliciosas
Falar manso,soube me envolver,soube me conquistar,
Hoje nem mais vou te perguntar sei que vais mentir novamente,
Então deixa o tempo passar,essa amargura sumir,
A decepção ganhar outros ares,me deixa só
Prefiro isso do que mais mentiras.
Jurou-me amor,que seu coração explodia de alegria quando me via
Você mente muito bem!!!
Você acha que não percebo as coisas,acha que meu instinto é pouco
Mas você se enganou eu sou mais esperta que você,
Você só é esperto no quesito MENTIRA.
Mas isso para mim não é esperteza é falta carinho,respeito amor
amizade e de ser companheiro.
Você mente muito!!!

Imagens do Gloogle
 
Mentiras e mais mentiras...

Sonho ou pesadelo

 
Sonho ou pesadelo
 
SONHO OU PESADELO?

Desenlaça-se da tua a minha mão
Ficam para trás os sorrisos
A dor chega ao coração
A saudade vem sem avisos.

Desfazem-se os ùltimos abraços
A despedida é lenta e dolorosa
Já ao longe ouço passos
O gemido duma alma silenciosa.
Sufocam-se os gestos
Ao rubro emoções
Só nos sobram restos
Prevejo angústias e provações.

Olho os retratos a sépia de outrora
Recordo momentos p'la vida fora
E a vida a nos deixar, bem chegando a hora.

Pesadelo, que me castiga com maldade
Ou sonho onde desfolho lembrança!?
À minha alma chega o bálsamo da saudade
Enquanto me debruço na janela da infancia.
Uma gota de àgua faz transbordar
Uma nuvem cinzenta do meu interior
E as minhas faces ela vem regar
Levando-me ao meu infantil frescor.

Não sei do meu tecto,
do meu chão
O meu silêncio é tudo o que sei
Nem onde perdi afectos,
onde tenho o coração
Sei apenas da saudade, esta que guardei.

rosafogo
 
Sonho ou pesadelo