Poemas de esperança

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas de esperança

Os meus passos

 
Os meus passos

Os meus passos vacilantes, subindo o monte,
é íngreme, escorregadio, mas tenho coragem.
Vou subindo devagar e cheia de precauções,
vontade e persistência serão a minha imagem.

Socalcos exigem perspicácia, leveza, agilidade
pular bem ou com a força mental elevar a pulso
um corpo fatigado de vários anos peregrinando
mas que a ânsia de aspirar mais alto dá impulso.

Penoso, doloroso quanto sofremos na escalada
a saudade, sede que não mata a bilha de água fresca…
só o consolo da brisa divina sempre afeiçoada!

Das quedas ergo-me, as feridas lavo-as no açude,
atado o lenço branco, tudo serena e se aquieta,
subindo, passo a passo chegarei, Deus me ajude!
 
Os meus passos

Se tu soubesses

 
Se tu soubesses

Se tu soubesses meu bem
quanto eu gosto de ti.
Guardei-te no coração
porque uma ternura assim
acho que nunca senti.
Mesmo que o teu ardor
por mim, não seja igual
dá o teu a quem quiseres,
nem por isso eu deixarei
de te querer bem, afinal.
Enraizada no meu âmago
não vale a pena lutar
seria uma luta injusta
fazer-te este pedido
…se me pudesses amar!
Seres o Sol da minha vida
seres a Lua feiticeira
ficar nas nuvens pairando
sem medo dos altos voos
ó, poesia fagueira
pois tenho de confessar,
nunca estás longe de mim
dou por ti, suspiros e ais
e noitadas de prazer
só por te amar tanto, assim.
 
Se tu soubesses

*A corrente da Vida*

 
*A corrente da Vida*
 
 
Janelas abertas...
Sopra a brisa fresca com aroma de capim cidreira,
Invadindo as pequenas frestas e recantos do meu interior,
Que se deixa mergulhar na magia gostosa de um Bom Dia...

Soa o sino na igrejinha distante,
E daqui, escondida em minha solidão,
Absorvo vozes melodiosas, feito um coral de anjos,
Na homenagem sacra do dom da Vida,
No reconhecimento pleno do dom da Simplicidade...

Nuvens de algodão cumprimentam o raiar da manhã,
Os pingos de ouro florescem no jardim primorosamente tocado,
E a vinha, a perder de vista, me presenteia com seus cachos robustos,
Delicadamente depositados na cesta de vime trabalhada...

Calço as botas enlameadas da noite anterior,
Protagonistas do trabalho árduo na madrugada afora...
Ajusto a sela no dorso da imaginação,
E galopando em meio à melodia da lição de cada dia,
Vou seguindo ao encontro de todo entendimento....

Acima das colinas, o chamamento da Luz...
Posso ouvir a voz do coração vindo da Magnitude dos rios,
Posso Agradecer a revoada de pássaros que me dão passagem,
E uma prece devotada flui majestosamente,
Dos meus lábios contritos e plenos de Fé...

...........................................................................................................

As dores existem para que sejam trabalhadas em nosso lado “humano”.
Os desencontros de almas são oportunidades de redenção,
De perdão,
E de reconhecimento, para que possamos perceber que, sem o “outro”, nada poderá evoluir. Nem o mundo, nem você mesmo.
Nada é por acaso. O raso necessita do fundo; o côncavo, só existe quando se une ao convexo; o Bem só permanece se rejeitarmos o Mal. A Razão jamais sobreviverá sem a Emoção.
Nada e ninguém vive só...somos uma corrente Única e Infinita...
A cada elo que se parte nessa irmandade, o Amor não flui, a Luz não completa a sua jornada, o “dar as mãos” fica interrompido, o Esperar torna-se doloroso e sem significado.
Nessa hora, o mundo silencia, e aguarda pacientemente que o fio condutor volte a se moldar ao próximo fio condutor, para que a continuidade do Todo permaneça.

Esse é o Caminho...
Essa é a Verdade....
Essa é ...A VIDA!

(...Isso já foi dito, há muito, há muito tempo atrás...)
 
*A corrente da Vida*

O Céu

 
O Céu

Quando te sentires cansado e triste
ajoelha na terra e olha para o céu.
Estende os teus braços, mãos abertas
entrega-te a esse espaço divino
recebe dele as energias poderosas
que te vão dar alegrias, forças certas.

Descobre que aquela cor azul
é a mais bela de todas as cores.
O manto leve, etéreo tudo cobre
não só os mares, mas a terra
onde todos nós possamos viver
sem distinção entre rico e pobre.

Depois retomemos a serenidade
um alívio para a nossa alma
um pedido de amor e irmandade
como flores coloridas respiremos,
levemos o aroma do que colhemos
sentindo uma grande felicidade.
 
O Céu

Um Novo Capítulo II

 
Um Novo Capítulo II

Adeus, pela última vez.

Me vou, de vez eu vou embora
Em frente, sem olhar para trás
Tudo já foi bem pensado
Com um só resultado

Eu estou indo ver outras paragens
Sorver essas milhentas aragens
Que me irão fazer renascer

De nada adianta insistires
Já se gastaram todos os perdões
E caso não saibas, os encontrões
Com que fizeste tua vida a me dar

Nos olhos levo pauzinhos a abri-los
Não vás tu me tentar iludir de novo
Vou deixar a cidade e mudar de rio
Esse meu destino é escolha minha

Por uma vez, não irás mais mandar
em todas as minhas razões e ideias
que as décadas passaram tão rápido
e apenas tu comandaste essas rédeas

Vou embora com o espirito livre e
Vou dançar todo o tempo que me apetecer
Com a música aos gritos
Vou voar no trapézio alto de um jardim

E daqui a nada já chego ás estrelas
Ansiosas de me conhecer e brilhar
Já reservei o meu poiso na querida Lua
E tirando o chapéu ao Sol me despedi

Falta-me ir beijar e abraçar o meu Tejo
Que me deu tantas telas mágicas
E agradecer-lhe por todas as nuvens
Passageiras de chuva muito necessária

Adeus, estou partindo e vou em frente
Estou indo pela última vez, vou

Fuuiiiiiiii

Figueira da Foz, 2 Outubro 2016

Maria
a que se cansou de ser flor e se deixou fazer semente
num outro lugar junto a um rio que corre para o mar.
 
Um Novo Capítulo II

Para quem escrevo?

 
Olho-me ao espelho e
a interrogação fica na boca
porquê esta pressa louca?
Há sempre uma hora a morrer
um dia a desaparecer
e eu aqui entre os outros
julgando-me forte
olho as minhas pegadas sobre a terra
caminho, sonho
e esqueço a morte.

E escrevo para quê?
E para quem escrevo?
Certamente para quem lê!
E para quem não lê,
e todos são uma multidão.

Para ti, são as palavras
que sem quereres lê-las
te vão entrando no coração,
se não te forem indiferentes
terás a minha gratidão
gratidão dum
coração que não pára
como o mar,
pois há nele memória e solidão,
enquanto o poeta caído
continua a sonhar...

Escrevo a palavra quotidiana
e o que digo é pouco ou nada
falo do tempo e da saudade
nesta língua por mim amada.

natalia nuno
rosafogo
 
Para quem escrevo?

Aquela árvore

 
Aquela árvore

Olho-te, bendigo-te
para ela vai ternura.
Plantei-a, cuidei-a
como a uma criatura.
Tão pequenina era
cavei a terra, afofei
aquela mini raiz…
com as mãos a tapei.
Reguei-a sempre
no tempo escaldante
e ela agradecia
a água refrescante.
Veio o chuvisco, vi
com grande euforia
que ela despontava
e crescia, crescia!
Começa a criar tronco
e de braços abertos
à Natureza, ao Céu
emancipados, libertos.
O verde lindo, surgindo
folhas arredondadas
macias, sinuosas
fortes mas delicadas.
Hoje uma árvore, bela
pujante bem copada,
refresca e perfuma
na sombra desejada,
soa o frufru das folhas,
e naquele suave torpor,
inspira-me e avenada
faço poemas de amor!
 
Aquela árvore

"Nada é pra sempre."

 
  "Nada é pra sempre."
 
Nada é pra sempre
Nem a tristeza inconsolada
Muito menos a alegria estridente.

Não... não pode durar...
A angustiante espera
Nem o brilho do olhar.

Nada é eterno
Nem a dor que dilacera a alma
Nem o calor do abraço fraterno.

Tudo muda...
O abrigo que acolhe
O medo que expulsa.

Porém prossigo...
Na esperança de um novo dia
Com passos firmes vendo o sol que se irradia.

Miley Cyrus - The Climb
 
  "Nada é pra sempre."

Quando a Chuva Passar

 
Quando a Chuva Passar
 
O vento gela meu coração

movendo a água da chuva

Com o frio

restos de sonhos são levados

assim como os antigos amores

Sigo solitária o meu caminho

Tentando alcançar o tempo

A vida vai correndo

Durmo nas paradas

Não desejo freiar nem chegar ao fim da estrada

Quero viver

Ir em frente

Posso até pegar atalhos

Molhada, danço ao vento para me secar

Nem tudo acaba em tempestade

Sei que nos trilhos de um novo dia

irei te encontrar

Teu mistério irá me aquecer

As nuvens dissipar

Em dias de Sol e noites estreladas

iremos bailar!
 
Quando a Chuva Passar

DE CÉU EM CÉU

 
DE CÉU EM CÉU
 
A solidão percorre o meu peito
sombreado
Só um raio de sol na tarde fulgura
Meu coração é um vale desolado
Onde a tarde se fez tarde é noite escura.
Só o silêncio ficou...
E um aroma suave a madressilva
Com minhas lembranças doces estou
E a memória para lá do tempo
impulsiva.
Ouço gorgeios, parece choro!
Canticos belos em coro
Deixo-me alheia a tudo
Nas brumas do meu outono mudo.

Trago risos nos lábios fatigados
E lágrimas a turvar minha melancolia
Andam meus pensamentos agitados
Mas em sorriso ou pranto, sinto
uma doce harmonia.

O vento me afaga o rosto
Enquanto o sol me ignora
Chega a lua o sol é posto
No paraíso me sinto agora.
Levam-me meus passos de caminhante
Em sonhos de amor até à aurora
Corro atrás dum misterioso amante
Em dedos enlaçados caminho fora.

rosafogo
natalia nuno
 
DE CÉU EM CÉU

O Deus Que Habita Em Mim!

 
O Deus Que Habita Em Mim!
 
O Deus que habita minh'alma,
Vem da aurora dourada
Com seus raios vivificadores
Que renovam as Esperanças e a Fé
Para um novo dia...

Vem dos lírios dos campos e
Dos jardins floridos...
Vem do crepúsculo do Sol com
Seu espetáculo de cores douradas
No horizonte...

Vem da noite enluarada
Com suas estrelas brilhantes,
Reluzentes, estrelas cadentes
E sua Lua encantada...

O Deus que habita minh'alma,
Vem do divino orvalho
Da madrugada
Com suas gotículas prateadas
Caindo sobre as flores delicadas...

Vem do lindo azul do mar,
De toda à natureza,
Das matas verdes e igarapés,
Cachoeiras e do lindo
Canto dos passarinhos
Como o canto do rouxinol e
Do bem-te-vi...
Vem dos Salmos de Davi....

O Deus que habita minh'alma
É o Deus do Amor, da mística rubra flor,
Do peregrino e trepidante beija-flor,
Dos nobres sentimentos
E enlevados pensamentos...

Vem da chuva que faz brotar...
Vem do místico arco-íris
Com suas cores sutis...
Vem da melodia
Da inspirada poesia...

Enfim, o Deus que habita em mim
É o mesmo que está em toda parte,
Em tudo e em todos,
No meu e no teu coração,
Somos filhos da mesma criação,
Do mesmo Pai Criador,
Portanto, somos todos Irmãos,
Filhos do Amor!

Elias Akhenaton
 
O Deus Que Habita Em Mim!

Ouve-me

 
Ouve-me

Ouve a minha voz que te não vejo mais presente
no meu pensamento que sempre te quis ou desejei
sussurro, clamo, grito no meio de tudo ou de nada,
mas o eco vai e vem, mas quando chega diz: não sei.

Um sentimento de perda, um vazio desventurado,
amargura, a fatal agonia que se entranha na alma.
Depois o pensamento sempre sensato, aclara-se
escolhe a solução com domínio e vontade, acalma.

A noite é boa conselheira a almofada o confessor
as lágrimas oferecem-se ao lençol ainda acordado
aguardando a esperança ao chegar do alvor!

Outro dia, outra aurora vem despertar o meu olhar
a vontade de viver que parecia querer esquecer,
e chega de novo o amor que me abraça e vem beijar.
 
Ouve-me

Sou Poeta sim porque não?

 
Sou Poeta sim porque não?
 
SOU POETA SIM PORQUE NÃO?

Levanto um muro e fico só?
Tanto que poderia dizer-te!
Mas de mim não tenhas dó,
Que hei-de sempre querer-te.

Hora a hora Deus melhora
E o dia hoje me é vantajoso
Em meus versos digo na hora
Bate meu coração!Bate corajoso.
A Vida é este palco
Onde sou o que quiser
Mas nada nem ninguém acalco
Na estrada que percorrer.

Se sou isto e sou aquilo?!
Não sou eu imitação!
Meu caminho, vou segui-lo!
Atrás do muro não fico não.
Sou testemunha, vejo tudo!?
Estou no palco, faço feitiço
Finjo ser cego e mudo
Censura, não me importo com isso.

Tenho registo de memória
Sou Poeta e até fogosa
Conto p'ra todos a minha história
Sou *Poeta e também rosa.

rosafogo

Afinal cheguei à conclusão que sou mesmo Poeta.
Me desculpe quem assim não achar.
 
Sou Poeta sim porque não?

tempo solvente

 
preciso de um tempo menino
correndo pra lá e pra cá
com uma pipa colorida
disputando o céu com os pássaros,
medindo forças com o vento
até cansar os braços.

necessito de um tempo
menino
iluminado por um sol
a pino
deixando pele morena-dourado
e com um ardido avermelhado
lançando no ar o cheiro
de moleque queimado.

preciso de um tempo menino
correndo de peito nu
e pés descalços
com a pura intenção
de se atirar no primeiro riacho

preciso de um tempo
menino
mergulhando e boiando
com alma entregue
desobrigada de ser triste
desobrigada de compromissos

careço de um tempo criança
pra amolecer o adulto tempo
que sedimentou sentidos,
enrijeceu sentimentos
e esgotou os pressupostos
pra triturar seu estado granítico
 
tempo solvente

Peço Perdão!

 
Peço perdão!...

Pelos cânticos defraudados
que nunca chegaram a ser a música dos sentidos;

Pelos sorrisos que despertei
para deixar consumir em sonhos sobressaltados;

Pelas sementes que agitei ao vento
e nunca cheguei a lançar na terra ávida;

Pelas palavras que bordei à toa
e que sairam mortas da boca para fora...

Há sempre perdão a pedir
quando se abre o peito aos fantasmas!...

O passado não perdoa
e persegue aqueles tentam moldar conveniências.

Posso enganar toda a gente e viver uma farsa
e no entanto não consigo iludir a minha consciência.

A verdade hasteia uma bandeira única
e é com ela que tenho de viver.

Peço perdão – nada mais justo! -
pelas pedras avulsas que espalhei pelo caminho!

18.04.2009, Henricabilio
 
Peço Perdão!

A Paz Verdadeira

 
A Paz Verdadeira
 
 
"- Vovó ...o que é a paz? - indaga a criança aflita
a mãozinha na minha se agita
na núvem escura...o céu cinzento
detém os olhos a chorar...

ao longe, desencantada avisto homens feras
a lançar amarga sorte
pedras, lama, sangue e morte
as mesmas e infindáveis guerras e trevas
no velho mundo ...a mesma estrada!...

- onde encontrar a paz? Insiste, ainda, a menina
os olhos úmidos ao faiscar das metralhas;
pergunta o mesmo a orfandade e a viuvez
e tem como resposta a desolação a hediondez...

ergo a fronte em pensamento
minh'alma se eleva num momento
em silêncio a rogar inspiração
não tão longe geme de dor a multidão
do céu escuro rompe a batalha
mais uma, entre tantas, na História
por vitórias transitórias
através do ribombar do trovão...


corpos na vala. O mundo se cala!


recomponho o sentimento
e, na natureza vou buscar
definições de Paz que pudesse
acalmar e ensinar
como uma prece aponto à menina
indefesa ave em seu ninho
a proteger os seus filhotes com carinho
das rajadas de vento e tempestade
que a tudo desata e desfaz
confiante no porvir da alvorada
que há de trazer pra ramagem
a serenidade da paz!...


indico o tronco podado
a lei da natureza a recompor
pra que na Primavera seguinte
possa encher-se novamente de flor!

desse modo, amada menina
é que a Natureza a tudo renova
mediante as lutas da prova
sob o Sol da Verdade que traz
aos seres famintos de esperança
as bençãos da Paz!

por ora, és uma criança
acalma-te e descansa
não te aflijas e guarda a lição:
- a Paz sempre verdadeira
deves construí-la inteira
por dentro do coração!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)

Poema que tem como inspiração, as crianças, e em especial , minha neta Rafaella, de 11 aninhos!
 
A Paz Verdadeira

A Vida é sempre nova!

 
Na Vida tudo é novo.
A música que ouço – apesar de se poder repetir –
Contêm novidades pois o momento é sempre diferente.
E o pensamento que me percorre o cérebro nunca é o mesmo.
E o sonho que ganha forma é também outro.
E o poema que escrevo neste momento
É diferente daquele que escreveria noutro instante.

Em tudo existe o perfume da novidade para dar brilho à Vida!...
Quem sabe quantos se alimentam desses momentos
E quantos os desperdiçam?!...
Quem desfruta, pode registar e aprender.
Quem não o faz, permanece à margem e nunca saberá da sua perda.

E a Vida segue nova – sempre nova –
Para dar melodia e cor à nossa existência!...

Saibamos ser merecedores da sua mensagem!

12.08.2009, Henricabilio
 
A Vida é sempre nova!

A minha ilha enlutada

 
O pranto ressoa na ilha enlutada
no enlameado das aguas em furor
jaz sem honra a beleza amortalhada
d´um exíguo paraíso outrora em flor

Suspende-se a vida em estupefacção
de um povo bravio, soterrado na dor
perdem-se vidas na estúpida tragédia
e ao olhar incrédulo … surpreendido
junta-se a agonia do futuro sem cor

Em momentos de autentico desalento,
alimentando-se da sua própria dor
cerram forte os punhos…. crentes
trajando a ilha de renovada cor

Num pranto incontido …sufocante
chora-se os corpos na morte perdidos
e murmura-se uma prece resignada
de um povo, unido na reconstrução.

Escrito a 22/02/10
 
A minha ilha enlutada

Poeta por um dia

 
Um dia acordei e disse:
A partir de hoje, vou ser poeta…
Poeta, tu?
Sim, porque não?
Basta somente que eu sinta borboletas,
saltitando em meu coração,
que, por mais que tu digas…
Poeta, tu?
Virás um dia segredar-me ao ouvido…
Por favor, as tuas palavras fazem-me falta.
 
Poeta por um dia

Palavras arrancadas à terra

 
Da rocha crua
arranquei a Palavra bruta...
A caneta foi o cinzel
com que pintei a página nua.
[Uma suada disputa
saída da pele.]

De mãos abertas
talhei o sentimento...
A caneta foi o desperta_dor
para acordar as palavras certas.
[As palavras são o alimento
que dão à vida o vigor!]

De sorriso franco
aceitei o desafio com denodo...
As palavras sejam grandes ou pequenas
são a Luz do meu en_canto.
[Serei poeta, pintor, qualquer outro?...
Não!... Sou Homem, a_penas!]

A que duras penas!...

30/07/2008, Abílio Henriques
 
Palavras arrancadas à terra