Poemas de ódio

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"soneto de nunca mais ser o que te faria"

 
 
esta(!) minha mão abomina o nome que te cerca
os meus sonhos morreram da fome que te serviu
letras vagas, telas rasgadas e a maldita espera,
apenas p'ra.. deixar o vento cair à lápide febril

os meus passos não cortam mais o caminho frio
porquê.. a cena de fogo que levava-me prece, ruiu
todas estas canções perdidas à linha prepotente..
as formas que eu te faria, não estão mais presentes

é um túmulo que acalma a história falsa que segui
é o registro do óbito em corda que desci e desci..
eu odeio o dia que te começou! todas as vezes, assim

então.. eu jogo a terra que te rompe o meu desejo
então.. será esta tragédia da informação e desapego
onde a um palmo da terra que te enterra, vejo a mim

e eu te grito, sim!
- nunca mais!
 
"soneto de nunca mais ser o que te faria"

Cinzas

 
Cinzas
Quiseras, um dia, ser Fénix
imolada de amor e renascer,
mas de amar o ciúme te traiu.
Repousas no nada; em cinza
e pó levitados por vendaval em fúria
desbravando temores de teus medos.

Não sonhaste paixões nem ternura,
só o pesadelo cobarde te sustém viva
em partículas ínfimas de ti.
Teu ser dispersa-se na raiva cega,
no ódio eterno, na fatalidade cruel
que pares e te nega a ternura fiel.

E no deserto infernal dos tramas,
ardes lentamente no fogo maldito
da perdição e do esquecimento.

Fénix não serás jamais!
Apenas pó errante, um pobre nada indesejado
desde a nascença, estéril de amor.

Restas cinza de fogueira extinta
pelos ventos fatais da hipocrisia
onde nem uma só lágrima se verte.
Se renasceres, serás o monstro ideal,
a musa fétida das trevas, e inerte
jazes sem arte nem ousadia poética.

Lisboa, 02/06/2015
 
Cinzas

Ode ao Ódio

 
Ouve as minhas gargalhadas quentes
Por esse teu corpo morto e frio.
Sente em ti esses pensamentos dementes,
Dos meus braços envoltos pelo teu sangue,
De meus dedos que sufocam teu ser.

Abraça-me com carinho enquanto minha mão
Aperta-se sobre o teu peito, arrancando-te
Aquele coração doente que tanto querias fora de ti.
Geme em mim, perde-te pelas letras do teu último folgo.
Aquece-te na escuridão que te cerca agora,
Ouve a última voz que te chama,
E te embala na magia do inferno fenomenal.

Grita por mim, enquanto te esfolo.
Grita por paz, enquanto morres na minha mente.
É um sorriso que se faz quente,
Aos segundos que se esbarram por mim.
E eu te vejo, passando pelas ruas…
E minha vontade de matar-te cresce,
E aquela outra, de manipular-te…
Oh, essa sim!
Essa vence… Sempre vence!

Nas horas em que fervilha o meu ódio por ti.
 
Ode ao Ódio

Desprezível Veraneio.

 
Desprezível Veraneio.
 
Acordo desolado em manhãs de veraneio,
O brilhar ovante do sol ofusca minha visão,
O mormaço deixa-me estuante,
E fazes com que minha pele resfrie-se com a sua proteção natural.

Veraneio, odeio-te mais que a minha própria existência,
Maldita seja a radiação cancerígena e pulsante de teus raios solares,
Odeio-te profundamente,
Por que tu existes?

Tu trazes desastres às florestas secas,
Evaporas os poços cristalinos,
Aliena a todos com suas deslumbrantes praias,
E queima-me o tecido da carne.

Desprezo o teu brilho hoje...
E nas próximas manhãs,
Odeio-te...
Veraneio.
(Niaxe Augusto)

Vocabulário:

Estuante: Febril
 
Desprezível Veraneio.

Desdém

 
Se tu achas
que não me destes
o que eu mais queria,
então te digo
que de ti eu tomei
muito mais do que podia!

by Warmien
 
Desdém

João, José e Juliana

 
João, José e Juliana
 
João, José e Juliana

Juliana, com um sorvete em sua mão
Chegou João e a convidou pra brincar
Ela aceitou e se entusiasmou com João
E na roda passaram momentos a girar

Juliana, quando o seu sorvete acabou
Aceitou uma linda rosa dada por João
E brincaram até a rosa se despetalar
Neste giro descobriu uma nova paixão

Mas de repente chegou José nesta hora
E viu seu amor com outro a se divertir
Foi e voltou com uma faca e sem demora
E golpes nos dois começou a desferir

Hoje naquele parque perto da cidade
Há duas cruzes que representam a dor
Saudades de quem foi pra eternidade
E repúdio a quem desrespeita o amor.

jmd/Maringá, 09.05.12
 
João, José e Juliana

Orestes e Electra

 
Dois irmãos compartilhando a dor
Da perda do mais astuto e valoroso
Herói de guerra, as almas dos
Filhos suspiram e clamam por vingança.

- " Meu irmão, acaso nosso pai vagará
Pelo Hades sem ter a certeza de
Que a sua morte foi vingada?
Estará em paz sabendo que um
Vil e abjeto homem conspurca
Seus lençóis com a mais baixa lascívia?

- " Electra, minha adorável irmã, tu
Sabes o quanto me dói ser o criminoso
Da mulher que me carregou em seu
Próprio ventre, a qual falei as
Primeiras palavras balbuciantes,
A mulher que me deu princípios e valores.

Oh deuses, por que não posso observar
Essa tragédia em casa alheia? Por que
Devo manchar as mãos de sangue fraterno?

Os dois irmãos reconhecem a dor,
A maldade, o crime e a morte
Através daquela mulher que fingiu
Receber seu marido em alta conta
Logo tirando seu fôlego de vida brutalmente!
 
 Orestes e Electra

Apenas Mais um Dia

 
Apenas Mais um Dia
 
 
Neste cataclismo humano, escuto vozes insanas
vozes massacrando meus pensamentos,
assisto imagens bizarras, meus olhos estão petrificados.
Um dia qualquer nada diferente do outro
apenas mais uma rotina para enervar,
e nem ao menos espero deste dia a salvação,
mas eu penso é apenas mais um dia.
São bastardos tagarelando expressões imundas,
destilando sua altives e estultícias
querendo mostrar que são imortais.
Meus olhos cegam de ódio, lacrimejam !
Um desejo de vingança atormenta meus sentidos,
mas eu penso é apenas mais um dia.
Expõem suas falsas riquezas e suas falsas escolaridades,
cospem seu veneno sujo e arrotam ameaças,
minhas mãos fechadas numa força incomum,
estão famintas pela vingança,
mas eu penso é apenas mais um dia.
E todo dia é assim,
muitos vieram, muitos vem e muitos ainda virão,
são falacias jorradas sem barreira,
causando erosão diária na mente,
mas ai eu penso é só mais um dia
em que labutei em minha vida.
 
Apenas Mais um Dia

"soneto de/para repetir a mim mesmo,"

 
 
a minha mão, agora eu sei, te demanda o ódio.
por ilusão em fé livre-absurda! o óbito da culpa!
o meu universo é paralelo ao fogo nestes olhos
porque eu não quero mais ver tal linha prostituta

em terra da mente que te vende o meu arbítrio
meu teatro ilícito em soltas vozes falsas pelo ar
e não há paredes, nestas vozes de culto explícito
ou ao curso da palavra que me vale a parte de cá

era a minha história letrada e contada pra mim!!
campos, dias verdes, o meu canto. todo o meu fim.
era a salvação que se torna inglória e infame vez

e todo o meu hábito revogado em vontade, se desfez
eu queria reinar ao tudo que te violasse, e lá. eu seria!
mas agora é uma mancha na página negra e em avaria,

..e eu te renego, então.

"(...)Apaga-te, apaga-te, chama breve! A vida não passa de uma sombra que caminha, um pobre ator que se pavoneia e se aflige sobre o palco - faz isso por uma hora e, depois, não se escuta mais sua voz. É uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria e vazia de significado."

(Macbeth)
 
"soneto de/para repetir a mim mesmo,"

Donos do futuro

 
Donos do futuro
 
Tolos medíocres e as suas promessas não cumpridas,
Vivemos em um paradoxo infinito,
Aonde colocamos os bens materiais a frente das pessoas,
Os sonhos do manhã são frustrados por aqueles que tem o poder do capital,
Detentores do apocalipse, sacramentado pela besta sacrifical.

Donos do futuro obscuro que assola esta existência,
Serpentes esguias que rastejam sobre a podridão desse mundo,
Devastadores desta Era, monstros que corrompem os mares,
Iludem a todos, corroem as vertentes deste mundo podre.

Sonhos fúteis das masmorras esquecidas,
Tais masmorras feitas para privar a humanidade da verdade,
Seus prisioneiros estão selados numa pedra,
Com os seus desejos corrompidos por aqueles que têm a palavra.

O suicídio vem em noites frias,
Pois este paradoxo infligira às leis carnais,
Silenciando-nos o raciocínio,
E mascarando as verdades que nos resta...
(Niaxe Augusto)
 
Donos do futuro

VOCÊ ? ...FOI O DIABO QUEM TE FEZ ....

 
Ary Bueno [ O Príncipe dos poemas e do amor ]

Uma rosa, a taça de vinho, e ela ali
Sentada, sorrindo desta minha dor
Não resisti, gritei, " Vá embora daqui"
De ti tenho pena, és inimiga do amor

Tu é vazia, só espalha esta tristeza
Secas com tua alma fria, a toda paixão
Mais um dia tu pagaras, tenho certeza
Ninguém por ti chorara ou terá compaixão

Creio que nem Deus haverá de te acolher
Pois la no céu jamais você terá guarida
E as de pagar caro tudo que fizeste sofrer
A mim e a todos nesta nossa terrena vida

Sim eu tenho a certeza, que sera tarde
Para que se arrependas de tudo que fez
Pois você, que é conhecida como saudade
Acredito que foi o tal de diabo que te fez...
 
VOCÊ ? ...FOI  O  DIABO  QUEM TE  FEZ ....

fim

 
Acabou-se a poesia,
pronto!
Acabaram-se os poemas,
estou tão farto...
Vou dormir para o meu quarto
ler um conto,
e acabar com esta porcaria
e os seus esquemas!
 
fim

UM POEMA PARA TI...MULHER MALDITA

 
Ary Bueno [ O Príncipe dos poemas e do amor ]

Como eu queria, nunca ter te conhecido
Gostaria, que a mim, jamais procurasse
Tu que faz, com que eu chore entristecido
Queria, que Deus, nosso encontro evitasse

Tu que não tem piedade, em teu vazio olhar
Semeias, tanta dor, és uma mulher maldita
Por onde passa, ninguém quer a ti vir a amar
Sua sina, sera carregar, sozinha, esta sua desdita

Sem ter um leito, para repousar, sem carinho
Sem calor, sem um sorriso para a ti alegrar
Sofrendo a mais negra solidão, neste caminhar
Tu, que jamais terá um aconchego, em seu ninho

Por ti, se sumires, ninguém haverá de chorar
Sai deste mundo mulher, abandones tua sorte
Aqui jamais terás amor, ninguém te quer achar
Todos, se revoltam ao chegares, senhora Morte...
 
UM POEMA PARA TI...MULHER MALDITA

Heracles e Dejanira

 
Heracles e Dejanira
 
O grande heleno filho do excelso
Deus do Olimpo ama a doce Dejanira.
Heracles, aquele que matou em acesso
De cólera sua mulher e filhos, novo amor
Toma conta do coração do semideus amado e
odiado pelos deuses.

Simples mulher Dejanira desconfia do
Herói,Heracles com seus apetites
Desmedidos dorme com mulheres em
Toda a Hélade... Dejanira consome-se
Na fúria e ciúmes tresloucado...

Porém a morte do herói virá
Através dos centauros, raça que
Sofreu diversas mortes pelas mãos
do herói.

Fatídica sorte leva Dejanira no
Ato inconsciente a derramar na túnica
Do herói que nada sabe do plano de
matá-lo.

Hércules ao trajar a túnica sente
A cruel chama tomar o corpo, ele
Grita e em vão tenta tirar a túnica,
Mas as chamas consomem o herói libertando
A alma e fazendo-o voltar ao mundo divino!
 
Heracles e Dejanira