Poemas de relacionamentos

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Por quê, digo eu?

 
Por quê, digo eu?

Não sei a razão mas este advérbio
empregamos todos com frequência
nem sempre é pela melhor intenção…
e tanta vez faz perder a paciência.

Por quê pergunta a criança curiosa,
arguta, muitas delas até à exaustão,
as respostas por muito persuasivas
têm sempre mais uma interrogação.

Quantas pessoas só por curiosidade,
descobrem as fraquezas de alguém
e falam delas à vontade, que falsidade...

pela sabedoria, bondade e ciência
abençoados sejam os por quê e o porquê,
porque, são feitos de paz e inteligência.
 
Por quê, digo eu?

AUSÊNCIA DE AFETOS

 
AUSÊNCIA DE AFETOS
 
Sabem a fome e a sede
sabem a solidão e a morte
do grito do silêncio...


sabe o tempo
que atravessa as vísceras
da manifestação do amor
que a tudo entremeia
e trespassa...


sabe aquilo que pulsa
o que morde
o que dói
o que arde...


sabe a agulha fina
da existência
que ao levar a linha
singular da vida
pelas tramas delicadas dos dias
cose momentos únicos
que não restornarão...

da ausência de afeto nos dias
dispenso o desvario.

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
AUSÊNCIA DE AFETOS

Presente mais que perfeito

 
o sol se mistura com a chuva
e decalques dourados
rodopiam no ar;
é uma nuvem que brinca, sem se importar
com o sol, sobre um pequeno
pomar onde uma Lady cuida das plantas,
tenras e perfumadas, recém brotadas.
no angulo do quintal o quadro
mostra que o tempo há muito
plissou-lhe a pele e escalou
seus cabelos em tons de prata crua,
mas suas mãos não perderam o
viço da suavidade; seus toques bailam
nas miudezas que acabam de vingar
com um carinho maternal.
sua voz sai como um segredo;
como se um tom mais alto
pudesse danar a sedosidade
dos brotos, e suspiro com inveja
santa inalando junto com minha carência
o ar perfumado de ervas molhadas,
quando aqueles olhos jades
caem sobre mim com um sorriso
de quem vê sua menina,
como se eu fosse ainda a menina
que balbuciava lhe pedindo o colo;

- mãe!
 
Presente mais que perfeito

minúcias

 
quando se
despede
o amor
esbofeteia
para não ser esquecido

às vezes a dor
amortece e vira
campo de estudo
onde o objeto
é o eu afugentado
de tudo
sofrendo
por algo que foi
e que não quer
mais ser
e ser alimento
pra dor
é sucumbir
pro absurdo.
 
minúcias

Amizades de então

 
Amizades de então

Uma palavra às vezes fere,
Quando não há interpretação,
Quando a maldade chega disfarçada,
Causado enorme confusão.

Sentimentos que se apagam,
Amizades de então,
Sonhos brancos ou coloridos,
Nem sempre nos embuço da emoção.

A fé que segura nosso povo,
Mesmo com fantasias do quero ser,
Nem mesmo segurou a palavra,
Quando briguei com você.

Mas quando beijo tua mão,
Sentindo o cheiro de teu perfume,
Esvazia minha arrogância,
Ti abraço com muita ternura.
 
Amizades de então

Brother

 
Brother
 
Estou perplexa com suas atitudes

Não julguei que a nossa amizade terminasse assim

Você não se arrepende de nada?

Lembre-se das palavras ditas por nós dois

Pensei ter te feito entender

Não sou sem noção

O amor que te confessei é de irmão

Não importa o que você faça ou fale

Só quero fazer você abrir os olhos e o coração

Perceba a minha versão

Não foi egoísmo nem quis tirar sua paz

Para que jogar meu charme?

Não se trata de azaração

Tentei apenas chamar sua atenção

Queria ver meu nome adicionado novamente em sua

agenda, pois te considerava um brother, um amigão

Será que passarei uma eternidade me perguntando

qual o motivo da minha exclusão?

Ainda te espero bater a minha porta

Nunca é tarde para o perdão!
 
Brother

A estrada de um poeta sonhador…

 
Sem vacilar…fiz-me à estrada
A caminhada de toda uma vida…
Olho em frente sem desanimar
No meu coração, a paz me acompanhará
Irrequieto vou, entre as feras lançado
A vida lá atrás, nada mais me diz
Sem qualquer impedimento prosseguirei.

Não tenho passaporte, não tenho alvíssaras
Na mão, apenas um cajado, sigo decidido
As recordações de uma vida amargurada
Levo-as na bagagem, continuarei viagem
Sou o escolhido…sei que nada me deterá.

De cara limpa e alma lavada, prossigo
Estrada de um sentido só, o norte me espera
Venho por ti…e pela sede de aventura, irei
Entre conquistas pelas quais me entrego
Há muito que por ti espero, não te desiludirei.

Sei que não estou só, sinto-te em mim a palpitar
Estou sóbrio sim, o meu coração ainda bate
Se a minha alma vazia, tem sede de ti, sacia-me
Vem tranquilamente, nada te deterá
Espera-me além do rio, cheio de coragem
Onde a bonança, nos alcançará.

A viagem ainda não chegou ao fim
Se até aqui cheguei, prosseguirei
Esta estrada lamacenta, dá-me náuseas…
Confiança, compreensão, sinceridade
É tudo aquilo que eu mais de ti, espero
A libertação, dá-me alento e confiança
A existir demanda, não me alcançará
Pois em porto seguro, finalmente atracarei.

Dedico este poema, com todo o carinho e respeito,às pessoas que, pela primeira vez
iniciam aqui, no Luso, a sua caminhada e até nós, corajosamente, vêem.

Quem aqui pela primeira vez vem
venha em paz, em seus cuidados venha
segura venha, tranquilamente
de braços abertos carente
encare o mundo de frente
pois em porto seguro atracará.
 
A estrada de um poeta sonhador…

DESABAFO CARNAL

 
DESABAFO CARNAL
 
DESABAFO CARNAL
(Jairo Nunes Bezerra)

Na aproximação lenta desta tristonha noite.
Batendo calçada vi dela o seu vulto solitário...
Forte chuva caia sobre ela tal açoite,
E dela , mesma molhada, virei um usuário!

A minha lasciva ativada reinou na solidão,
E tê-la seria a realização de mais uma fantasia...
Aconteceu... Usei-a sem compaixão.
E sucessivas uniões levaram-nos a novo dia!

Dez reais foi a quantia que gastei na excursão,
Única opção,
Que realizou o meu desejo!

Agora abrigado em meu confortável apartamento,
Penalizado ante a chuva a solidão dela lamento,
E molhada a vejo moradora de rua sem ensejo!
 
DESABAFO CARNAL

Sou assim

 
          Sou   assim
 
Quão difícil não atender seu chamado
Não que eu queira
Entende meu amado?
Mas eu sou assim.... verdadeira!

Temerosa e incrédula
O engano de muitas vezes
Me faz assim: maiuscúla
Seguindo à sorte, seguindo os meses

Não atenderei seu chamado
A alma está ferida
o coração machucado
igual a ave que foi abatida

Pássaro que não pode voar
Arrastando-se pelo jardim
Calado não canta para não magoar
Desculpe mas... eu sou assim!

Nereida
 
          Sou   assim

Uma mãe para seu filho

 
Amar é abrir mão ao coração
É entregar ao mundo uma vida
Acompanhar de perto e sorrir
Estender a mão,dar um abraço
Mostrar que estamos perto
É simplesmente entender o outro
Saber ganhar e perder
Amar é libertar, deixar voar
Agarrar quando necessário
Amparar e acarinhar
Dói-me o peito
Sinto um vazio
Por amar, rendo-me ao teu querer
Contrariada e magoada
Fico feliz por ti
Por te querer bem
Por amar, dou-te o meu consentimento
Deixo-te partir
Realizar um desejo
O teu sorriso é a minha alegria
A tua felicidade preenche o meu vazio
Por amar, estarei sempre a teu lado
Estejas certo ou errado
O meu peito já não dói
O meu vazio desapareceu
Tudo faz sentido meu amor
Meu filho, porque estás feliz!
Estarei sempre de braços abertos
Por te amar, deixo-te sonhar!
Continuarei a ser o teu amparo.
Como vais dormir sem eu te rezar?
Como vais acordar sem eu te chamar?
Vais tomar sempre o pequeno almoço?
Já para não falar nas massagens que adoras!
Vamos ter de nos habituar a menos mimos!
Por te amar, prometo sorrir!

Este poema marca uma data importante.
 
Uma mãe para seu filho

Carta a um amor ausente

 
- Carta a um amor ausente -

“Minha força - o Amor”

Misto de divino e profano
teu sentir se faz imenso
um dia, eu vi a desilusão
espelhada no teu olhar

numa aflição impar eu corri
a perguntar-te o que fora
a resposta veio como um punhal
bramindo feroz num só gesto

a dor exasperante tentou
tomar conta do meu corpo
mas esse amor me protege
e eu reagi, retirando o punhal

limpei-o desse meu sangue forte
que não conhece o que é perder
e coloquei-o em cima da mesa
olhei no fundo dos teus olhos

a pergunta já tu a advinharas
e cobarde foste respondendo
tão mal quanto era a desculpa
para me ferires com teu egoísmo

acreditar nos outros sempre fora fácil para ti
duvidar de mim, era teu porta estandarte
e da vergonha que deverias sentir, nem sombras
mas eu sempre forte, lutadora e perssistente
nunca desisti de ti, lutando por ti e por mim
tirei-nos da tormenta em que nos lançaras
e foi assim que uma vez mais eu te ensinei
o lugar do sentimento que dizias ter por mim

E o nosso amor foi para casa convalescer

mas era urgente, era premente que
deixasse sair as lágrimas de meus olhos
da revolta imensa do meu interior
sem que tu as visses assim tão zangadas

na incompreeensão de todos os meus
mais delicados e nobres sentimentos
tu te achavas superior em sabedoria
do que, sempre, se deveria fazer ou dizer

Ah! Mas de lágrimas enchutas e cara lavada
eu renasci forte para pôr ordem na nossa vida
e no dia seguinte já ninguém se atrevera
a levantar um olhar na minha direcção

Nada como se dar ao respeito e tratar do assunto
em primeira mão em vez de mandar recado
foi assim que aprendi há muito em casa de meus Pais.

“Mulher honrada ou não tem ouvidos
ou se os tem precisa ver para reagir”

Eu vi, eu reagi, fim de conversa, vamos embora, que se está a fazer tarde.

Eureka, 02 Janeiro 2016
Ano de Dois mil e dezasseis
 
Carta a um amor ausente

INDEFERIMENTO

 
INDEFERIMENTO
 
INDEFERIMENTO...

Leio nas páginas do teu querer

Os versos luminosos da tua palavra branda

E decifro teus desejos impossíveis

Que escorrem da janela dos teus olhos tristes

Querendo o céu com todas as estrelas

Mas a palavra NÃO foi necessariamente imposta

E em tantas outras páginas a encontramos

E deixamos esta Sentença desfavorável transitar.

Sem recursos, sem poder apelarmos à outra instância.

Indeferindo um amor que achamos ser justo.

Então...

Ficaremos às margens de uma história

De bem com o que temos

Nas palavras trocadas...

Da música que embala....

De vagas imagens...

Mas na calma do encontro ao acaso...

Usei algumas expressões que são da área jurídica.
 
INDEFERIMENTO

es(a)quecido

 
es(a)quecido
 
acende a penumbra
que encobre
o ponto que me acende

surpreende a
busca
na intenção de me
alumbrar

aperta os botões
exercitando
os gestos atrofiados
pelo tempo

que serei archote ardente
crepitando ao teu olhar
 
es(a)quecido

PORQUE EU DISSE NÃO

 
PORQUE EU DISSE NÃO

não dá pra esquecer
teu olho no meu
teu sorriso que convidava
mas...
nas nossas andanças
ou diria melhor, nos nossos encontros
tivesses mais dedos no meu corpo
que em meu coração
vi que eu precisava muito
e talvez teu muito ainda não me
bastasse
talvez fosse o tempo que ainda
não completou teu aprendizado
ou eu que não gosto de nada suficiente.
tem que transbordar!
é... sou assim mesmo
vulcão
tsunami
ou brisa, dependendo do lugar.
tu, a linha reta, confiante
sem oscilações...
em qualquer lugar.
eu, de malas prontas
tu, gavetas cheias
não sei se tu precisas de mim
para espaços ganhar
ou eu que preciso de ti
para ganhar fôlego e sossego...
enfim,
a resposta é não.
talvez o meu coração
precise mesmo de mais dedos...
 
PORQUE EU DISSE NÃO

Uma Luta Leal

 
Uma Luta Leal
 
No fundo do poço?

Não, o poço não tem fundo

Nunca se chega ao fundo

Segue como uma aranha teimosa

Subindo, tropeçando, caindo

O importante é não desanimar

Levantar e tentar subir após cada queda

Ir se apoiando, pulando de galho em galho

feito um macaco

Na manha vira um gato para muito dengo receber

Até leão para seus direitos defender

Solte o bicho que há em você

Só não vale trair nem se transformar

em alpinista social para em seus semelhantes

pisar, subindo sem merecer!
 
Uma Luta Leal

MINHA VISÃO DE AMIGO

 
MINHA VISÃO DE AMIGO
 
Minha visão de amigo.

Amigos clareiam
São carta aberta
Sonho de consumo
Há quem diga ser amigo
Outros pensam ter amigos
E se machucam em crer
Amigos completam
Não apenas se aproveitam
Amigos tem o certo consolo
Não apenas esperam consolo
Amizade é troca
Intercambio.
Quando apenas se doa
No que temos ou não
Na calmaria da tempestade
A distancia retorna
Já não é mais amizade
É maldade.
Falsos amigos são safra farta
Desaparecem quando querem
E voltam quando querem
Isso é conveniência.
Amigos nos conhecem
Acompanham as subidas e descidas
Estão ao teu lado
Mesmo morando em outro continente
Respeitam sua liberdade
Seu gosto mesmo exótico
Suas roupas, sua comida, seu bicho esquisito
Amigos não reparam as mudanças
Fazem parte delas
Estão nos fios brancos e rugas
Amigos não são obscuros
Conhecemos suas escolhas
Vivem intimidade e segredos
Aprecia-se o estar junto
Amigos dividem dores
Dividem sonhos
Respeitam cada tempo
Socorrem-nos das tempestades
E comemoram as nossas vitórias
Amigos são raros
Amigos são caros
E eu continuo a garimpa-los...

Não quis escrever um poema, encarem apenas como uma divagação dos meus pensamentos após algumas decepções com pessoas que eu julgava serem amigas.
 
MINHA VISÃO DE AMIGO

tudo termina em dois silêncios se olhando

 
somos séries de fenômenos
que às vezes reverberam turbulências
e em outras, são quedas sutis de sereno.

é certo que um puxa o outro,
quando o tempo modorra abrir uma porta
é ágil em fechar outra.

em nossos momentos
de íntima cumplicidade
se nossas manhãs são feitas de remansos
as tardes trazem ventos pisoteando o céu,
como se cavalos selvagens
correndo pra liberdade.
o firmamento se estremece
nessas horas, com a fúria do tropel
rachando nuvens ao meio;
paredes vão ruindo no ar
na forma esfarelada de espelho.

quando tudo se aquieta na superfície das paisagens,
o sossego fecha a cortina e o torpor abotoa os lábios.

apenas dois pares de lagos, cheios e pacificados,
trocam reflexos silenciosos
de voos coreografados.

depois do amor, como na tempestade, sempre vem a bonança...
 
tudo termina em dois silêncios se olhando

Sem Pesar

 
Sem Pesar
 
Há momentos que não devemos pensar! Será?

Essa foi a forma de me justificar

Diante do ato que me causou tamanho pesar

Se já estávamos molhados, não adiantava recuar

Éramos três

Tentei evitar, mas você insistiu em me testar...
 
Sem Pesar

Construção

 
Construção
 
Namorado, não vais ciumar
não desejo um harém montar

Em meu coração cada um tem o seu lugar

Não vais te atrapalhar nem desconfiar

Tu és quem almejo amar de todas as formas e
de corpo e alma me entregar

Prazer só sinto quando
teus lábios vem me beijar e
tuas mãos me acariciar

Meu coração tende a disparar
quando teus sussurros escuto ao desabrochar

Tuas promessas cumpridas
fazem minha segurança aumentar e
minhas defesas da alma dissipar

Assim seguimos juntos o caminho a nos amar!
 
Construção

"soneto de proveta"

 
 
"Que eu seja cruel, mas nunca desnaturado. Meu único punhal será minha palavra."

(Hamlet) Cena II, Ato III

eis a cópula dos que navegam, desfeitos, à vil ação
a número de cartas-magras quais sujam-lhes, distantes
esméros costureiros em canção uníssona e tão infames.
eis a confraria dos bandidos descarados por indução,

tolos pedintes! nada os detém em suas ditas aptidões
quais mestres! quais musas! fingem o cenário e acreditam
quais pestes! dos célebres vermes adorados e se edificam!
alimentos consumidos às pressas e dentes finos dos anões

o casamento furtado! noiva rasgada de elogios elásticos!
pútrido troféu à alcunha de quem reflete-se neste estrado!
pobres leprosos de costas curvadas aos sonhos caídos de si

quais rentes à lâmina que os acendem, sejam longe ou aqui
um punhado de esterco, eu lhes daria! se fosse a reverter
tal ato que já caberia-lhes, nada mais é: que. o vosso ser

..e copulam, e copulam, e copulam(estas pestes..)
 
"soneto de proveta"