Poemas juvenis

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas juvenis

admiração

 
admiração
 
no céu de um campo árido
palavras rodopiam bailarinas
pisando o ar como fios
de algodão

ah,
se teus salpicos de pétalas
assim se semeassem
em meu pobre
torrão...

borboletas se arriscariam
a pousar em minhas
mãos.
 
admiração

Rosa Bela

 
Rosa Bela
vagarosa,
tímida moça
nordestina.

Esquiva e esquálida,
no corpo de menina,
deixa longe as saias
na areia branca e fina.

Perto da alma,
vê espinhos.

lumina-se na oração.
Lê versos inspirados
no amor e no perdão.

Dobram lágrimas
espelhos quebrados.

Pulsos cansados
sangram no chão.

Rosa Bela solta as cores
no cinza das paisagens
desenhadas no sertão.
 
Rosa Bela

O amor de Pocotó

 
A índia Monny
usava plumas de ema
e pavão.

Colares de dentes,
pulseiras de capim
e unhas de gavião.

Sabia dos mistérios
das almas da selva,
sentia as estrelas
na palma da mão.

A luz dos olhos,
chegava às nuvens,
iluminavam manhãs.

Leve caminhava...
Movia os ombros,
adornados com fios
de seda e lã.

Dormia em taperas,
não via perigos
no meio das feras.

Duendes moravam
no meio das grutas.
Recebiam de Monny,
peixes e frutas.

Entre palmeiras
nascia a tarde
vagarosa e fria.

A índia Monny
ouvia longe,
o eco do amor.

Aproximava-se o índio,
que imitava cavalos.

Cheio de calos,
andava a mancar
e sempre a dizer:

'pocotó',
'pocotó',
'pocotó'...

A índia Monny,
cansada de ser só,
soltava os cabelos
no meio do pó.

Ao amanhecer,
ao longe ouvia:
'Pocotó', 'Pocotó...'

Sem tréguas, sem réguas,
o sol iluminava as águas,
as flores e as ervas.

Jovens e velhos
pararam de pescar,
caçar e correr.

A índia Monny
tornou-se mulher.

Debaixo de chuva,
Celebraram o encontro
da lua e do sol.

A índia Monny
ouvia luares
e trovões.

O amor ilumina as trevas,
escreve e acalma
a fúria dos leões.

Espalha-se no vento,
sem pena, sem dó.
 
O amor de Pocotó

Chamar a juventude

 
Fecho os olhos
e tal como uma criança
corro campos e apanho flores
cheia de esperança.

Desabrocho como um bebé
gatinho poças de lama
perco-me nas cores da lua
no colo de uma ama.

Deito-me na relva
e respiro fundo
penso nas coisas boas da vida
e nas coisas más do mundo.

Suspiro,
com canções de amor
Arrepio-me,
com a reflexão de dor.

Estremeço a pensar
no meu trajecto e a minha via
Por agora, vivo o presente,
o futuro, quero viver um dia.
 
Chamar a juventude

simplesmente singela

 
Simplesmente singela

tu que tens olhar de criança que atrai sem querer
que tens cheiro de menina que harmoniza prazer
que sussurra como vento me levando a adormecer
tu que falas como donzela a pegar na língua sem querer
tu que andas toda apressada me levando sempre a correr
para chegar perto de ti e não saber o que dizer.

barreto e fiuza
 
simplesmente singela

penteando

 
serpente
rastejando
no cabelo
mordendo
pensamento
envenenando
a mente
 
penteando

Férias ! ( que estou quase a ter) e Verão que nao vou esquecer - Raquel Cordeiro

 
O primeiro dia de férias
Não há como descrever
Tudo é mais calmo e simples
e a qualquer hora posso comer
Verão é diversão
É piscina
São festivais de verão
É passear o cão
Para quem o tem
Senão…
Azar meu bem
Está hot todo o dia
E mesmo quando há trovões
Há sempre parvalhões
Que vão para a piscina
Todo o dia
Com a Maria
A Maria são todas as raparigas
Que quando há trovões
Vão para a piscina com parvalhões
No Verão vou à praia
Vou nadar ou comer um gelado
Ou as duas coisas
Dá tempo para tudo
Quando se é sortudo e destinado
Sortudo e destinado
É aquele que pode sempre comer um gelado

Raquel Cordeiro
 
Férias ! ( que estou quase a ter) e Verão que nao vou esquecer - Raquel Cordeiro

Dança feminina nas nuvens

 
Dança feminina nas nuvens
 
" E não deixeis que nenhum homem vos engane, porque aquele dia não virá enquanto o homem do pecado não for revelado, o filho da perdição. Ele se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou a objeto de culto, de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus."

2 Tessalonicenses 2.3-4

Sob as nuvens rosadas e afáveis
Os graciosos pés femininos giram
Na bela dança cortês, a cerúlea
Atmosfera encanta os céus...

Dança vaporosa e única nos
Altos Céus de antiga criação
Os feminis pés deslizam pelas nuvens...

Seres alados transmutando-se
Na própria própria leveza aérea,
Dança livre de movimentos precisos,
Meditados, as nuvens vem e vão nesta dança.

A dança feminina nas altas
Nuvens observa o mundo da superfície
Na despreocupação dos passos e na
Elegância vital da beleza e do eterismo
feminino!
 
Dança feminina nas nuvens

Arco-íris

 
Arco-íris
 
Arco-íris

O vermelho com o amarelo
Formam a cor alaranjada
Junta-se o azul e o amarelo
E a cor verde está formada
Mistura o vermelho e o azul
E a cor violeta é alcançada
As cores que se misturam
São chamadas de primárias
E as cores que se produzem
São chamadas secundárias.
Juntando as cores primárias
A cor preta estará formada
Do branco nascem as cores
No arco-iris encontradas.

jmd/Maringá, 08.04.2016
 
Arco-íris

Último jogo

 
         Último  jogo
 
Não importa vencer
Sem nunca participar,
Não é futebol
Se não tem quem torcer,
Não é basquete
Sem cesta pra jogar
Se não tenta
Nada vai ganhar
Se não treinar
Nenhum ponto vai somar
De o máximo de si mesmo
Assim vai melhorar
Não pode ter medo
Se não tudo pode acabar

Tiago ( meu neto) Nereida


Oi caros amigos não reparem uma avó
coruja, que quer que o mundo conheça
Mais um poeta em formação
Obrigada por lerem
 
         Último  jogo

Valeu a pena!

 
Senti revolta, desespero. Fúria e dor. E tanto amor... Não me arrependo da atitude. Tive medo de te perder. Hoje olho para ti e de repente voltaste. Voltei a ver o meu doce menino. Rebelde mas bondoso como mel. Percebi que é muito fácil desviar caminho. Os amigos nem sempre são os certos. Não lhes chamo amigos, lamento. Para mim um amigo não nos arrasta na sua capa. Um amigo não nos influencia naquilo que quer para ele. Um amigo ajuda-nos a voar e a superar. Quando se é jovem não se entende assim. Os amigos são os maiores e queremos segui-los. Ignoram-se as regras, objectivos, vontade própria. Vencer na vida é ter atitude, saber dizer não. É preciso chamar á razão, mostrar a indignação. Bati, gritei, chorei, castiguei... Afastei-te porque entendi ser o melhor para ti. Para mim, para todos os que nada faziam. Agarrei-te com todas as minhas forças. Reuni as condições possíveis e tomei decisões difíceis. Agora vejo-te sorrir e meigo como já não via. Vejo-te mais feliz quando pensei ver-te triste. Falas das aulas, dos testes e olhas de novo para mim. Então valeu a pena mudar! Eu sabia que a tua rebeldia falava mais alto. Mas eu não te podia deixar trepar mais. O amor faz-nos dar a volta ao mundo se for preciso. Agora não era o fim do mundo mas amanhã não sei. Tinha de ser agora... Os teus verdadeiros amigos continuam contigo. Muitos outros farás e vais ver que eu tenho razão! Ser rebelde faz parte da adolescência, também fui. Mas ser irresponsável é um hábito... A responsabilidade adquiri-se e trabalha-se. A vida não é fácil, há tempo para tudo. E o tempo para estudar é agora, está nas tuas mãos!
Nas minhas está o amor e dedicação!

Carta de uma mãe amiga e dedico a todos os jovens que precisem de reflectir e que tenham amor e valor na vida!
 
Valeu a pena!

Poema Português - Raquel Cordeiro

 
Quando as portas do castelo se abriram
Todas as princesas caíram
E já com o rabo no chão
Se ouviu um gritão
Era a rainha
Tinha descosido a bainha
E o rei como ficou?
Rebolou, rebolou e rebolou

Raquel Cordeiro
 
Poema Português - Raquel Cordeiro

UM LUGAR CHAMADO INFÂNCIA (A BONECA)

 
Olhos azuis,
de boneca,
fixos!

Parados no tempo
e no espaço.

Olhando... olhando...olhando.

(Talvez procurando
a menina
que com ela
brincava
no seu tempo de infância).

O sorriso da boneca
atravessou o tempo
junto comigo;

suplicando amor e carinho
para a menina que sempre fui.

Fito estes olhos
azuis,
e sinto saudades
do lugar chamado INFÂNCIA!

Onde tudo era permitido.
E os sonhos,
eram verdadeiros.

Observo os olhos azuis
e revejo os bons sentimentos
que povoam a infância
de qualquer menina
que é feliz...

(E, sendo mulher,
não pode
nunca mais olhar para trás).

Os olhos azuis da boneca,
Olham e esperam
e esperam
pela menina.

Parece-me ver uma
pequena lágrima
brilhando nos olhos
do brinquedo.

Olhos,
que fitam o tempo
passando,
inevitavelmente.

Olhos bonitos
daquela boneca
que ficou esquecida
num cantinho
da minha vida.

Saleti Hartmann
Professora/Pedagoga e Poeta
Cândido Godói-RS
 
UM LUGAR CHAMADO INFÂNCIA (A BONECA)

Aos cães...

 
---------------------------------------

============
============
Aos cães...
============
============

nem pomo insosso
carne de pescoço
em naco grosso
angu com caroço
o
os
sos
soos
sosos
ossoso
soossos
oooooooo
ssossossos

aos cães
os
ossos
!
 
Aos cães...