Poemas minimalistas

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas minimalistas

leio o silencio

 
 
mordo as horas
para ouvir o grito da tarde
que se cala, feroz

poxa, queria fosse
o tempo um alazão veloz
levando-me até às nuvens
onde dormita tua voz

nas páginas varridas
nem vestígios dos
teus versos,
sobrevoo linhas
desse silencio atroz

os dias morrem,
meu amor,
morrem os dias,
no tempo
carente de nós.
 
leio o silencio

Me dá um abraço…

 
Me dá um abraço…
 
O calor dum abraço afetuoso,
abre todas as portas d’alma
e cede paz eterna ao coração.

Adelino Gomes-nhaca
 
Me dá um abraço…

Morreu de amores

 
Morreu de amores
 
Imagem google

Preciso que um dia chova,
Uma chuva de estrelas
para vires comigo, vê-las!
Se não chover, idealizamos.
Só desejo olhar-te até que amanheça.

Apenas uma vez!
Apenas uma vez!
Apenas uma vez!

Apenas mais uma vez!
Apenas mais uma vez!
Apenas mais uma vez!

Porque só gosto de ti assim!
Coisa pouca.
Coisa pouca.
Coisa pouca.
Coisa Louca.
Coisa Louc.
Coisa Lou.
Coisa Lo.
Coisa.
Cois.
Coi.
Co.
C.
.
Quandoachuvacai-A.C.O.R
 
Morreu de amores

nas paredes noturnas do silencio...

 
para dar
certo
certo
erro
desperta
convicto
de que
tudo dará
certo

auto
avaliar-se
diariamente
que
evolução
acontece
somente
quando
ocorre
lubrificação
na engrenagem
da mente

infinitos pontos luminosos
florescem
quando o céu escurece
 
 nas paredes noturnas do silencio...

Hermético

 
O poeta escreve:
visto casacos de neve
e camisas de nuvens.
Quem ouvirá o poema?
 
Hermético

Em alto relevo

 
Fortemente se impulsionou
no peito
que a pele
tomou posse da forma
Gravado assim
o coração
ficou
inchado e
inchando
inchando
e inchado
de amor
bombando

um dono
chamando
 
Em alto relevo

Tudo ou Nada

 
 
Nada é cinzento,
E nada malvado;
Tudo é sentimento,
E nada reprovado!
.
Nada é desagradável;
É tudo aceitável.
Nada te pertence;
Pois quase tudo é nosso!
Nada é desgosto;
Tudo terá gosto!
.
É tudo agradável,
Tudo é um canto,
Tudo é possível,
Tudo é um encanto
e voa até anoitecer
até o dia desaparecer!
.
Ana Relvas Osório Relvas/A.C.O.R
 
Tudo ou Nada

Rua torta

 
lua cheia à meia porta;
na hora morna, longa é
a curva na rua torta.
 
Rua torta

O sono das palavras

 
A poesia guarda-se.
Ouve o som do aplauso
na ausência de beijos.

{Dormem as palavras}
 
O sono das palavras

pre.enchidos

 
das palavras
interstícios
recebo
somente

elas inteiras
vastas cidades
são
e me perco
nas ruas...

perambulo
atrás de quem
não esqueço

minimo espaço
entre uma vogal
e consoante
não mereço
mas é da compressão
das letras
que me abasteço
 
pre.enchidos

à beira

 
 
se é sol que te percorre
vejo estrelas pululando afoitas
em teu dorso

se é luar, prata derretida
é adorno
tremeluzindo no teu corpo.

atravessas
meus olhos em saltos
como riacho nos cascalhos

à margem sou flor miúda
reluzindo brilhos respingados
 
à beira

é prioridade, ouvir (te)

 
ecoa,
tiquetaqueante,
na memória
teus sonidos

lembranças
apenas
já não faz
sentido

já dura a fome
[por muitos dias]

e o pão que falta
é teu sorriso
 
é prioridade, ouvir (te)

cordilheira

 
cordilheira
 
~~~^^^^^~~~

I - do descontrole...

da porteira sem tramela
fogem loucas
manadas de palavras.

II - da maldade

sujeira se estampa
em todas as cores, mas
na branca aparece mais,
por isso nesta
pede se paz

III - do amor...

regador vazio não
viça flores...
cheio demais
afoga

IV - do tempo...

havia um céu azul
havia pipa
havia metros de linha
havia controle no chão
havia vento
havia tempo
e céu
e papel
e carretel

V - da leitura...

boa digestão
não dá acidez e
regurgitação

VI - do amor ideal...

d'um sonho encantado
esquiva se um príncipe
trêmulo e assustado

VII - do erro

da lama pegajosa
pode nascer belas
esculturas

VIII - do inferno

a mente quando inflama
arde por dentro
e queima por fora
 
cordilheira

Teus olhos

 
leio teus olhos...
vejo o azul nas almas.
nas calçadas, a chuva
acalma as manhãs.
 
Teus olhos

corredor

 
a vida se escorre grão a grão
abrindo ravinas largas
e finas, dobrando
pele das
mãos
.
.
.
.
.
vaza
dos poros
pontos de segundos
se apertando no caminho
pro tempo passar de fininho
 
corredor

Tombos

 
pom....bos
bam.....bos

tom.....bam

bam.....bos

{fazem}
cenas
...

no templo
a hora é clara
luz e sombra
no filme noir.
 
Tombos

suspiros de amor e ódio

 
escrevem no céu
nuvens teu nome

raivosamente
mordo a saudade
quando teu
olhar lembranças
se oferta
sedução
loucuras
paixão

furiosamente
beijo
a grotesca
malícia da ilusão

massacro
o chão
cuspindo ardente
sensação
levando à morte
tuas manifestações

da lama
recolho pedras
tuas palavras
na terra
rebelo
trazendo te
de volta
pras mãos

estatueta
de adoração
 
suspiros de amor e ódio

clorótico momento

 
acamado
pálido
modorrento
debilitado lápis
conforma-se
à mercê da cura
ou morte
da criação
 
clorótico momento

Lágrimas

 
Lágrimas
Se lágrimas, por nós,
vertidas da saudade,
a sede desponte,
juro-te, meu amor,
que jorraria,
de meus olhos,
água pura de fonte.

Lisboa, 29/06/2015
 
Lágrimas

Cada segundo bendiz

 
Quer saber
em qual momento
é feliz?

Veda boca
e o nariz

Quando
respirar...
me diz.
 
Cada segundo bendiz