Prosas poéticas

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria prosas poéticas

Quem é Eureka?

 
Quem é Eureka

Tem vezes que Eureka
não tem coragem para escrever,
não tem coragem para comentar,
não tem ânimo para ler os amigos.

E, tem vezes que Eureka
envia tudo para o alto e manda brasa,
num falatório, por vezes demasiado longo,
que vos torra a paciência e a sua boa sorte.

Que fazer com Eureka?
Ser-se seu amigo? Talvez
Fingir não se ter aborrecido? Decerto
Relevar sua insistência? Muitas vezes

Mas Eureka ama intensamente
Seu eterno namorado, ai pois que sim
Fazer leituras de vossas poesias, claro.
Imaginar-vos como serão, evidentemente.

Eureka vive sempre intensamente e no limite,
Não tem meio termo, por mais que tente
Não quer ser vulgar, nem se propõe a artista
Não é poeta, não é escritora, apenas partilha

E, se vocês a pudessem ver no seu recanto
Como tão diferente seria do que a imaginam
Pois Eureka é mulher/adolescente ainda
Se nega a crescer e a se tornar adulta para a vida
Pois foi na infãncia que descobriu toda a sua alegria.

Ai, ai... tem vezes que Eureka se mostra nuínha
E vocês nem se dão conta da sua transparência
E, envergonhada, tem vezes em que Eureka
Se mostra retemperada como uma senhora deve

Mas, tem vezes que vocês nunca poderiam imaginar
Até onde vai a dualidade brava desta Eureka/pessoa
Ora sanguinária e feroz, ora doce e enamorada
Eureka pode ser uma boa amiga para qualquer um
Ou
Eureka se torna inflexível, austera e implacável
Tudo isso faz de Eureka a Maria dos Reis Rodrigues
Esta aqui, que não tem pejo em vos dizer tudo o que for preciso
A bem ou a mal da verdade, pois é essa a sua perseguição.
A verdade, a beleza de tudo o que vive nas palavras e no Mundo

Eureka/Maria
 
Quem é Eureka?

CINQUENTA ANOS

 
CINQUENTA ANOS
 
Meio século de vida! Vida vivida sofrida,
corrida, querida - vencida: Vencida, num
tempo: Tempo, passado numa velocidade...
Não percebida!... Quanto tempo perdido
ao invés de ser vivido.
Horas, minutos - segundos preciosos...
Dispersos; confesso: Não vi o tempo passar por mim. Passou como relâmpago no abrir e fechar dos olhos. Hoje posso afirmar que não devemos perder tempo com coisas irrelevantes ao contrário, devemos deixar pra lá tudo que não nos faz bem! E viver cada momento como se fosse o último.
Porque esta é a porção que nos cabe - cada segundo deve ser vivido como se não restasse mais nada!
Sejamos felizes com o que temos.
Sei que no meio do tempo tive momentos bons - mas houve outros ruins enfim a vida é mesmo assim: cheia de altos e baixos. Nessa trajetória houve sim; dias primaveris - felizes momentos ímpar. Bem como a chegada dos meus filhos - posterior dos netos,
parte do meu tesouro bem - preciosíssimo! Posso dizer que sou
privilegiada alcancei a graça - o meu maior tesouro: Jesus Cristo
na minha vida... O meu coração é um baú que guarda muitos tesouros
tem uma joia de raríssima beleza - aquele que Deus separou para mim...
O meu amor. Ainda constituem-se pedras preciosas de maior quilate
minha mãe, meus irmãos. Há amigos que se comparam ao valor de rubis!
Eu só tenho a agradecer a Deus pela bênçãos alcançadas de poder chegar aos cinquenta anos cheia de fé e esperança - acompanhada de pessoas maravilhosas e pelo privilégio de estar em boa forma e aparência ... Inibindo o tempo.

Obrigada Deus!

Por Mary Jun - 23/10/2014
 
CINQUENTA ANOS

O meu caderno quadrículado

 
O meu caderno quadrículado

havia um mistério na escrita feita
sobre uma folha quadriculada
as letras contorciam-se para nele
harmoniosamente se desenharem

simbolicamente ou não comecei a perceber
que bloqueava as minhas palavras nas quadrículas
numa razão agora mais fácil de compreender,
havia de aprisionar todas as emoções nessas folhas
e dessa forma eu conseguia escrever.

e nessas quadriculas eu consigo viver intensamente.

Eureka
 
O meu caderno quadrículado

Eterna chama

 
Eterna chama

O ser portador de uma sensibilidade exuberante
nasce criança pequena apaixonado pela música
dentro do seu peito a música pulsa com o coração

ela encaminha a sua vida e lhe dá o mote
num qualquer acorde que ouça
esse ser desperta e se estiver triste
vai renascer ali mesmo com essa alegria
que não o consegue deixar cabisbaixo e
que o transporta ao mundo mágico da dança

o seu corpo move-se natural e harmoniosamente
ao ritmo de sons que comandam o seu espírito
e a sua alma eternamente jovem nunca será
capaz de lhe negar os movimentos de sempre
que vivem livres dentro da sua própria vontade

e porque a dança lidera toda a sua vida
esse ser é um espírito livre num Mundo
demasiado entorpecido pela futilidade

por isso, alegra-se e vive o momento presente
dança, mesmo que sentado sente o ritmo
e deixa os seus pés dançarem sobre o chão
porque eles saberão sempre o que lhes faz falta

tateando o chão com a planta e os dedos dos pés
eles sozinhos dançarão uma valsa inteira
de febre celeste e milenar em que os astros reluzem
sob a existência dessa inesgotável energia amorosa

e não haverá outro como o primeiro amor da sua vida
– a música e a dança reunidas em movimento –
que o acompanharão até ao limiar de todas as estrelas
no infinito universo da sua e de cada existência
assim tão apaixonadas pela Vida.

Eureka, num dia em que não pode dançar.
 
Eterna chama

Ao cair da tarde

 
     Ao   cair  da  tarde
 
Ao cair da tarde!
Sempre me encontra melancólica no
silêncio de meus sentidos.Vem descendo a cortina e, o sol vai dizendo um breve adeus.
Uma paisagem bucólica onde a calma
é minha companheira,recolhida em devaneio percebo a beleza do entardecer
Pássaros se recolhem,a natureza se prepara para adormecer.
O sol da mais uma espiada e se esconde por traz da nuvem
Uma parte do universo já adormecido da lugar a primeira estrela que desponta timidamente e ,lindamente se chega a gloriosa lua
Eu me despeço da tarde e, sei que não tarda e, como prece digo um breve adeus!

nereida
 
     Ao   cair  da  tarde

Alentejo, o ninho da liberdade

 
Alentejo ao Sol é um orgasmo no ventre do meu país. Há sempre nos montes oiros de saudade. Agarram-se à terra sobreiros orgulhosos donos das sombras. Nos ombros da brisa sentem-se asas a trinar o trigo das searas. Os pássaros cavalgam aos milhares os horizontes quentes nas horas lentas. Grita nos povos um fogo alvoroçado. Em cada galho de gente ardem as línguas, corpos vergados em doces afagos a florir raízes, fundas, cada vez mais fundas num infinito ciclo de amor retorno. Escancaram-se os braços ao pó dos dias, que dão o flanco às noites mornas no silêncio dos arados. Lá cheira a amantes saciados, em poesias a germinar searas de ilusões. Come-se a esperança nas casas de Catarina, e cantam-se os filhos em Vila Morena. Nas palavras ceifam-se todas vontades num sorriso aberto a convidar à partilha numa oração feita de pão. Só lá à noite se ouvem rir alto os girassóis. E eu pergunto: onde se pousa a liberdade? No alto ninho da cegonha, pronta a voar feliz.

Alentejo ao Sol é um orgasmo no ventre do meu país. Há sempre nos montes oiros de saudade. Agarram-se à terra sobreiros orgulhosos donos das sombras. Nos ombros da brisa sentem-se asas a trinar o trigo das searas. Os pássaros cavalgam aos milhares os horizontes quentes nas horas lentas. Grita nos povos um fogo alvoroçado. Em cada galho de gente ardem as línguas, corpos vergados em doces afagos a florir raízes, fundas, cada vez mais fundas num infinito ciclo de amor retorno. Escancaram-se os braços ao pó dos dias, que dão o flanco às noites mornas no silêncio dos arados. Lá cheira a amantes saciados, em poesias a germinar searas de ilusões. Come-se a esperança nas casas de Catarina, e cantam-se os filhos em Vila Morena. Nas palavras ceifam-se todas vontades num sorriso aberto a convidar à partilha numa oração feita de pão. Só lá à noite se ouvem rir alto os girassóis. E eu pergunto: onde se pousa a liberdade? No alto ninho da cegonha, pronta a voar feliz.
 
Alentejo, o ninho da liberdade

Fui

 
                    Fui
 
Fui um pássaro
Fui um pomar
Fui um só amar
Fui criança mimada
Fui jovem sedutora
Fui mulher inspirada
Fui mãe dedicada
Fui esposa sonhadora
Fui uma flor encarnada
Hoje...hoje, não sou mais nada!!!

Nereida
 
                    Fui

Sobre Ser Mulher

 
Sobre Ser Mulher
by Betha M. Costa

Mulheres só entendem o sol a amorenar sua pele, o vento a lhe sussurrar segredos aos ouvidos, as águas a acariciarem o seu corpo, enquanto a lua enlouquecida faz-lhe confidências de amor.

Mulheres entendem o cântico dos pássaros, o gargalhar da felicidade, o pranto dos desvalidos, a angustia dos solitários, o coro dos anjos na dança das marés, fases da lua e dos hormônios dentro de si.

Mulheres gostam da chuva que cai do céu e daquela que as molham por dentro, até transpirarem por cada poro o perfume envolto na aura mágica do êxtase.

O entendimento feminino vem da terra que semeia no seu ventre frutos de santidade ou pecado, e, do fogo da sabedoria que lhe incendeia na mente a essência do poder da vida: o barro da terra crescendo sob seu ventre por meses a fio, os seios pesados de alimento, o corpo crescido, a alma elevada até a explosão de novo ser.

Entender vem do saber-se inteira, tendo algo a completar-se a cada dia, na poeira da estrada que às vezes cega os olhos pela paixão por um homem que só é verdadeiro nos seus sonhos, por que o sonho mata a fome e a sede de desejo que lhe massacram corpo e a alma.
 
Sobre Ser Mulher

Poema e Poesia

 
Poema e Poesia
 
Poema e Poesia
by Betha M. Costa

Acabou a poesia que me sustinha a fé nos dias, e corria bicho solto pelas campinas do meu querer. Aquele que rolava em novelos de prazer pelas ladeiras dos sentimentos, bolhas d’água e sabão, delicadezas a explodirem em festas no ar.

Triste ver um poema espalhado pela casa, mãos perdidas dos dedos pelos cômodos, sem poder na pena e tinta tomar vida.

E um grito canta da sala à varanda, uma música cai do piano, uma lágrima alimenta o aquário e a alegria sai pela porta da frente. Na soleira um sorriso sem viço sobre o tapete de boas vindas.

Tudo por causa daquele nome retido na boca, que feito um livro guardou as palavras, e, levou consigo os meus versos. Sem ele não existe poesia que valha um poema.

*Imagem Google
 
Poema e Poesia

sou a tua obra assassinada

 
estas pinturas de dedos cortados, saídas da impossibilidade irónica do comodismo, caem sobre mim como telas escuras onde te sinto no ridículo de uma miragem. corro a aprontar o meu corpo na água que me lava os olhos e vejo-te chegar nas
interrogações. de boca aberta vou sorvendo a presença onde te afirmas e eu dispo ali a tristeza. já nua passas em mim a tua lixa crua, bebes-me os sentidos, negas-te e ris. brincas-me nas tintas do sangue que me escorre das ausências e admiras de longe a tua obra assassinada.
 
sou a tua obra assassinada

COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES! [2]

 
COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES! [2]
 
A Copa do Mundo
É um universo de emoções...
É a junção de um sonho,
Paixão e amor pela pátria amada;
Que é enaltecida através do futebol.
Esse conjunto que reúne nações...
Faz-se diferenciado de todas as modalidades
Esportivas dentre outros mundiais...
A nacionalidade, o amor de um povo por sua pátria é imensurável.
Aonde o sangue corre em suas veias.
Essa corrente de força unida fala alto aos corações,
Pois existe o amor de almas, mesmo que sejamos
Contra os desatinos de seus governantes...
Pausamos para então:apreciarmos um grande espetáculo
De raça, garra, luta e determinação.
Até mesmo de cenas que nos parecem
Quase impossíveis quase milagres...
Num arranque de força e limitação humana acontece o gol
Tão esperado para se fazer ecoar o grito preso na garganta.
Dessa forma a Copa torna-se o maior espetáculo do mundo;
Aonde os jogadores reinam como gladiadores diante de uma arena eufórica.
São craques numa harmonia tal qual uma orquestra cheios de maestria...
Pés dourados valsam: através de toques sutis dribles perfeitos...
Acompanhados de um coral em seu esplendor... (Sua torcida)!
Aos nossos olhos algo bonito de se ver, tão fantástico que ficamos estáticos
Boquiabertos, olhos arregalados, o coração... Tum,tum... Fascinados pelos feitos
Da bravura dos atletas que, nessa hora torna-se ilimitado em suas habilidades...
Entretanto são os mesmo pés que fazem as lágrimas rolarem sejam de alegrias e /ou
tristezas entre perdedores e vencedores!
COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES!

Texto escrito para o concurso!
 
COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES! [2]

In Extremis

 
Há inquietantes cheiros no ar, fragrâncias intensas que nem a chuva consegue levar.
Cristalizações de plasma vivaz. Que cheiro adocicado, cadaverina negra flor de lírio.

O perfume desenha a leveza do desespero, que tem o brilho,a dor, o desejo.
Dou comigo às voltas na cama. Caio no mais profundo de mim.

Hoje é dia de exorcismo.
Confesso: “ Tenho uma amante”

Tento resistir, mas não consigo, não adianta, não quero.
Só de olhar para Ela, a sentir, uma dor trespassa alma.
É linda, poderosa, deixa-me completamente indefesa.
Seu encantamento é tão grande que me apetece ser possuída, ali mesmo, a todos os instantes.
Sentir seu frio, sua pele alba, sua língua vagarosa.
Quero-a, Quero-a.

Hoje percebi, que não consigo mais esconder este meu adultério moral,
Podes julgar-me. Estou aqui.

Entendo a natureza humana como incompleta, um puzzle no qual por cada peça colocada, revela duas em falta e quanto mais amo, mais preciso amar, ser amada, tu não?
Ela ama-me. Com toda a força que não tenho, como nunca ninguém me amou.
Está comigo desde o meu primeiro momento de existência mortal, nunca me abandonou.
Conheces alguém que esteja sempre presente onde estiveres? Eu não, mas ela está.
Quero-a só para mim. tenho ciúmes. Sei que ela é me infiel, a todos seduz, a todos quer e, no final ninguém a consegue negar.
Seu nome?
Queres saber o seu nome?
Morte, conhece-la?.
 
In Extremis

Saudade do Caminho da Roça

 
Saudade do Caminho da Roça
 
Quem nunca teve a oportunidade de

morar em uma cidade pequena deveria

experimentar. Eu saí de minha cidade

(considerada a maior do meu Estado

após a capital) e fui trabalhar na "roça".

No começo me desesperei, chorei que

nem bebê estranhando um colo que

não é o da mãe. Encarei pelo salário

tentador, mas aos poucos fui me

adaptando e confesso que passei

momentos incríveis por lá.

O trabalho era bom, meus pacientes

tornavam-se meus amigos, era uma

grande satisfação. Levavam-me

presentes(galinhas, ovos, aipim,

feijão...) eu sempre aceitava porque

sabia que eram dados de coração.

Não havia festas com bandas

reconhecidas nacionalmente quanto

mais banda internacional, mas não

faltava diversão. Tinha boate domingo

a tarde no melhor bar da cidade e

vários forrós espalhados pela região,

eu dançava com todos sem distinção.

Lá não havia academia, mas havia

muitas chapadas e vales para percorrer

a cavalo ou fazer trilhas(caminhadas,

corridas), as paisagens eram lindas,

um convite ao deleite, bastava

escolher a melhor opção e seguir o

caminho da roça.

Oh saudade! Oh tempo "bão"!

Obs: Não são definições do dicionário, mas servem para facilitar o entendimento.

Roça= como nos referimos às cidades pequenas, com número pequeno de habitantes e distantes da capital ou dos grandes centros urbanos.

Bão= bom
 
Saudade do Caminho da Roça

Diz-me...

 
Diz-me. Em que rua estavas, quando passei, sem que reparasse em ti!
Diz-me. Em segredo, todas as coisas que mutilam o teu desejo e que, assim, encobrem a alegria do teu rosto. Podes contar-me tudo o que quiseres, desde que o teu olhar sorria e a tua boca se encha de palavras quentes, para que as deites cá para fora, onde estarei, pronto, para as receber e partilhar, assim, as minhas emoções para que se unam com as tuas.
Diz-me. Diz-me que deixas o teu coração falar. Diz-me que não impedes o teu sentimento de se mostrar.
Diz-me que procuras a felicidade, e que, quando a encontrares, saberás reconhece-la, agracia-la e guarda-la. Diz-me que não tens medo de ser feliz!
Diz-me que nunca esquecerás as letras que usas para construir o mundo, nem que seja, apenas, o teu mundo…
Diz-me tudo! Diz-me… que eu serei um ouvinte activo, liberto de preconceitos, para que entre as tuas palavras, possa sonhar as minhas e assim, construir o meu mundo também.
Mas, diz-me! E mesmo que queiras o silêncio, diz-me, por gestos, ou por imagens, para que encontre uma ponte neste caminho minado. Será como que um fortalecer, entre murmúrios, que outras almas porfiam em fazer acontecer.
Diz-me.
Diz-me que deixas o teu sorriso fluir.
Diz-me que te libertas de mim, de ti, e que, assim, consegues ser a essência.
Não tenhas medo de nada. Diz-me…
 
Diz-me...

" SOMBRAS...SÃO AS PROMESSAS"

 
 
https://www.youtube.com/watch?v=Qx_S_hjUPTw

SOMBRAS ...SÃO AS PROMESSAS

Verde e vermelho são as cores da bandeira da TERRA DO NUNCA...
Porque nessas cores mora a VERGONHA ...E A MORTE
Alimentados com votos, que dão dinheiro aos partidos que apregoam, defender seus patriotas
Todos eles nada mais fazem que retorica
Os que conseguem o "CADEIRÃO"
"Embrulham-se" em ACORDOS/PROTOCOLARES assinados com tinta TENEBROSAMENTE CRIMINOSA
Verde e vermelho são as cores da bandeira da TERRA DO NUNCA...
Uma terra onde as trevas nascem em cada segundo e o poder do NÃO que escraviza e hipoteca VIDAS

SÃO SOMBRASSSSSSSSSSS...SÃO SÓ SOMBRASSSSSSSSS

Branco, é a cor vestida por aqueles que de forma briosa
Defendem o juramento que um dia fizeram
Branco, é a cor vestida por aqueles que lado a lado caminham na batalha desleal de um poder assassino
Mas branco, também é a cor vestida daqueles que acorrentados a ordens, MENTEM e NEGAM aos que só tem como promessa o acabar de vida.

SÃO SOMBRASSSSSSSSSS...SÃO SÓ SOMBRASSSSSSSS

VERGONHA...MUITA VERGONHA é a cor que tinge este povo que vira a cara para não saber
VERGONHA...MUITA VERGONHA é a cor que tinge este povo que grita GOLOS enquanto arrotam a cerveja que nem lambuzes e que escarram anedotas aos políticos enquanto todos eles matam os compatriotas
Covardes, canalhas é o que são... vergonhoso Zé Povinho
Segues as noticias com lamentos
Mas que fazes TU??????...povinho cego
Estás a espera que um santo milagroso saia do meio do NADA e TUDO faça acontecer???
Palermas...de que esperas para tirar os cravos das metralhadoras e construíres desta vez alguma coisa com as tuas próprias mãos????

SOMBRASSSSSSSSS...SÃO SÓ SOMBRASSSSSSSS

Arco iris será sempre a cor de quem é portador de uma doença que mata em silencio
Arco iris será sempre a cor de quem a todas as portas bate com valentia e sempre recebe NÃO
Não sou ninguém para escolher palavras licodoces e apaziguadoras
Apenas que lamento ter que assumir que nasci neste pais.
Nesta terra do nunca e que as promessas não passam de sombras escondidas por uma bandeira anedoticamente pintada a VERDE e VERMELHO

SOMBRASSSSSSSSS...SÃO SÓ SOMBRASSSSSSSS

Elisabete Luis Fialho
03-07-2014 13H30

Texto e Voz- Elisabete Luis Fialho
Imagem- Google e fotos
 
" SOMBRAS...SÃO AS PROMESSAS"

Parca razão (racionada)

 
Ando racionando tudo. Até a razão. Pois, está findando qual o arroz do mês guardado naquela lata. Vou racionando como o viço de um sorriso em seu primeiro momento, que logo em seguida vai escasseando-se para poupar as rugas. Meu tempo já está pela metade e ainda vou economizando absurdamente a razão! Sustento essa idiotia porque posso deambular dias e dias sem ingerir esse alimento; sobrevivendo da mais pura emoção, que me encorpa, que me faz golfar algo morno, amorfo! Assim me intoxico, com sintomas de uma perturbada exaltação rasa e fluida... Pegajosa!
Tenho cuidado apenas com àquela hora “dos mágicos cansaços”. Àquela hora instável, de prumos sinuosos onde escorre dos dedos o melaço dos poemas doces, seguidos de outros tantos orgulhosos e viçosos, transbordando uma "sapiência" excessiva, muito vista! Sim! Depois agradeço por terem percebido que “eu sou demais"! Ah... São nessas horas (raras vezes) que procuro a razão em generosas colheradas de Drummond, outras tantas de Cony, Veríssimo, Euclides... Cecília, Clarice e até o Rodrigues! Para matar esta fome de “falta de saber”. Desci do ponto um pouco antes e sigo com pernas débeis, apertando um pequeno punhado de razão em minha mão.
 
Parca razão (racionada)

*I don’t Wanna Dance tonight*

 
*I don’t Wanna Dance tonight*
 
 
Invadiu o mundo,
Extinguiu o canto...
Fez-se êxtase...
Prenuncio do sabor intrínseco,
Na junção entre Céu e Terra...

Nas veias o pulsar da velha canção,
Percepção apurada de todos os fins e recomeços...
Entre erros e acertos,
Quedas e danos,
Mundo mundano,
Atropelos e tropeços...

Pressupôs o todo,
Venda vendada,
O nada sem enxergar...
O suor sem piedade,
O arranhar dos sonhos nas cordas d’uma guitarra...
Boca muda e insana,
Solidão desenhada em espiral....
Fatalidade....

Dama da noite,
Numa noite eloquente,
Rastro nu,
Ventre entre os sete véus embalado,
Perfume exótico,
Gesto profético...

Respostas indomáveis, ser qualquer urgência...
Sem necessidade de explicações...
Incontidas percepções...

Um tempo maldito,
Intempestivo,
Que não perdoa perdas,
Que não tolera submissões...

Desejo uma vez mais,
No rimar do verbo escarlate,
Entre cortinas de seda,
Num ímpeto voraz...

Dos olhos o flamejar da inquietude,
Um’alucinação mordaz...

E ao cair da noite almiscarada,
Em que o suor tornara-se o significado de tudo,
Na orgia de frases soltas e desconexas,
Disse-lhe impropérios santos,
Delirantes...
Profundos tanto quanto o Ato,
Cobertos por todos os mantos...

Não houve o segundo seguinte,
Cena interrompida,
Visão distorcida...
A posse da pele turva pelos sentidos,
Numa dança em movimentos cálidos...

Pairou o Som transbordante das bocas,
Ardência visceral...
Consumação fatal....
Desejos,
Poses e posses,
Hipnoses.....

Findou-se o Tempo....
Fechou-se a Cortina....
 
*I don’t Wanna Dance tonight*

Vai aceitar casar comigo?... Não! Não Diga Não! [1]

 
Vai aceitar casar comigo?... Não! Não Diga Não! [1]
 
A vida, a tempo: quanto tempo...
Quase morte. É, e a minha sorte?
Esperança que ainda existe.
No meu âmago...
Insiste, persiste nunca desiste.
Nasce todo dia em dias insones.
Um sonho constante de se realizar.
(CASAR)! Mas como encontrar...
Um amor verdadeiro. Não! Não! Eu não
Falo de cara metade, mas de realidade.
Pois a minha cara metade encontra-se
Comigo... Cheia de defeitos e acertos!
Entretanto guardo carinho, amor, o melhor
Perfume que é aquele que vem da minha
Essência doce e aromática.
Guardo o melhor do beijo do pejo do meu sorriso
Que tem o sabor dos favos de mel.
Tenho preferência pela autenticidade (MARIDO)
Normal, não tenho preferência de cor e / ou idade.
Basta-me que seja humano romântico e carinhoso;
...Que não tenha receio de seus medos, sonhos,
E livre do passado... Sem culpas! Um amor de realidade
E liberdade. No enlace desfrutaremos do melhor do vinho
(ALEGRIA) desvendaremos nossos mistérios e desejos
Mais íntimos na intima intimidade. E em cada êxtase...
Sorriremos felizes... Beijamos , brincamos, sorrimos...
E se necessário for: choramos juntinhos.
Vai aceitar casar comigo?... Não! Não Diga Não!

08/06/2014

Texto criado para o concurso.

08-06-14
 
Vai aceitar casar comigo?... Não! Não Diga Não! [1]

DESENGANO

 
Não queiras abrigar uma gaivota de asa ferida porque mesmo guinchando de dor, buscará seu poiso no rochedo sulcado pelo mar. Sozinha.
Não queiras uma metade de laranja se não puderes sorver igualmente a outra metade.
Não me queiras. A vida fez-me onda selvagem embalada na força das marés e na folia dos ventos, não tenho costa nem mar. Sou nómada e feita de sal. O meu brilho perdeu-se na cinza.
Não me queiras porque te encanta meu sorriso, é o único que tenho, não o sei esboçar de outra forma.
Não me queiras porque te faço sentir menos só. Eu sou solidão trajada de mulher. Sou dor apaziguada por vezes ao por-do-sol, mas regresso todas as manhãs quando a vida se ergue.
Não me queiras pelo luar nos meus olhos. Sou perpétua amante da mais bela estrela, ao seu brilho minha alma consagrei.
Não me queiras, não... vidro não é cristal.
 
DESENGANO

Chá de Acadêmicos

 
Chá de Acadêmicos
 
Chá de Acadêmicos
by Betha M. Costa

Lugares e mais lugares... Luares!Sentei-me junto aos grandes e tomei consciência do quanto sou pequena.Não gostaram quando entornei minha chávena de chá sobre a mesa.Mandaram os serviçais limparem tudo e apagarem os rastros de minha presença.

- Mesa paga de poucos comensais não é para qualquer um! - fui alertada.

Desobediente e impertinente de nascença, trago a rosa púrpura ao peito. Marca do degredo por mim mesma aposta. Mesa posta, comensais com seus lugares marcados e menu aceito como bom repasto; é para quem come e engole sem discutir o que lhe é servido.Não há mim que não tenho paladar acadêmico e num frêmito, sem dobras na língua, tenho apetite voraz por vários estilos.Além de observadora e questionadora contumaz, falo aquilo que me apraz...

Não quero minhas palavras tolhidas por quem nem sabe como foram por mim colhidas. Quero o deguste verdadeiro, com as devidas críticas positivas ou negativas, sobre pratos expostos e copo cheio de bom vinho da liberdade a me elevar aos céus. Os chás com seus sabores doces ou ácidos não foram feitos para mim!

Imagem do Google
 
Chá de Acadêmicos