Sonetos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria sonetos

No Silêncio...

 
No Silêncio...
 
 
No Silêncio...

No silencio da noite que não passa
Minha'álma sai a procura da tua
O frio é intenso e me trespassa
Um vento que assobia lá na rua

Sozinha converso com a solidão
Que escuta atenta como irmã
Olho o relógio e já é de manhã
Desabafei coisas do meu coração

Respiro lavo o rosto e escovo os cabelos
Por segundos penso diante do espelho
Meus sonhos estão presos em castelos

O sol já acordou e está brilhando
Por ser sábio lhe peço um conselho
Desisto ou continuo sonhando?

♫Carol Carolina
 
No Silêncio...

Diamante

 
Diamante
 
imagem Google

Consigo auto-estima de um diamante,
Visando o sentido metafórico;
O intuito do mais raro brilhante
Quem fractura o dinamismo hermético?

Actualmente ninguém me fragmenta,
Só me extenua quem contenho gosto;
Estou assim já com planos de menta,
Que o gosto nunca emborque o desgosto!

Hoje, expugnação do novo lado!
Não tentem quebra-lo, é aguçado,
Já fez escorrer estranhos rubis.

Só quero esta força até partir
Ou fragmento-me dispersamente
Quiçá a quem um dia me fez sorrir.

Íris Correia/ Quandoachuvacai-A.C.O.R
 
Diamante

MANHÃ DE MARÇO...

 
MANHÃ DE MARÇO...
 
Manhã de Março...

Manhã de março quente e nublada,
O verão de nós vai se despedindo,
Tempo de férias de toda a garotada,
Saudades dele estou sentindo...

O outono muito próximo, chegando,
Depois dele vem o frio, as invernadas,
Com suas noites geladas de geadas,
É o inverno com o Minuano soprando...

Lembranças sempre guardo do verão,
É a estação quente e muito colorida,
Tudo é festa fica alegre o coração...

Ver crianças correndo a brincar
Parecendo que tudo tem mais vida,
A tua volta fico sempre a esperar....

♫Carol Carolina
 
MANHÃ DE MARÇO...

TE RECORDO...

 
TE RECORDO...
 
Te Recordo...

Olhando o céu pela janela
A noite silenciosa está lá fora
A lua sempre em sua sentinela
Estrelas enfeitam o céu agora.

Suave chega o perfume das flores
Que desprende vindo do jardim
Lembranças afloram dentro de mim
Como uma bela tela em cores

Um amor que pouco durou...
E que Deus levou para morar
Saudade foi o que restou

Tua imagem trago no coração...
Está sempre a me acompanhar
Doce e eterna recordação

♫Carol Carolina
 
TE RECORDO...

BELA FLOR TRISTE...

 
BELA FLOR TRISTE...
 
Bela Flor Triste...

Sou bela flor e hoje estou entristecida
Talvez tenha que morar noutro jardim
Minha cor está sem viço e amarelecida
Meu coração guarda uma dor sem fim

O beija-flor que sempre passa por aqui
Beija-me os lábios para o néctar sugar
É provável, não irá mais me encontrar
Que doces lembranças guardarei de ti

Sou uma flor que não tem a liberdade
Como outras que escolhem onde brotar
Sigo meu rumo com o vento é verdade

Meu destino um lugar que desconheço
Entre flores, novo jardim me acostumar
Quem sabe um milagre ainda mereço.

♫Carol Carolina
 
BELA FLOR TRISTE...

Soneto do despertar

 
Soneto do despertar
 
De herança, o conhecimento colectivo,
De legado, a formação, a crença, a tradição
Ficar estagnado e agir só com a razão
Processo mental condicionado e adormecido

Romper barreiras e abrir a consciência
Reconhecer o eu profundo e se entregar
É um passo dado para o simples despertar
Quebrar sofismas para encontrar a essência

A inteligência ao serviço da loucura
Desperdiçada em paranóicas ilusões
O segredo não está nas religiões

É Deus contigo numa mesma pessoa
Tu só dependes da tua espiritualidade
Dentro de ti a luz da chave da verdade

Maria Fernanda Reis Esteves
49 anos
natural: Setúbal
 
Soneto do despertar

SEIS HORAS DA TARDE...

 
SEIS HORAS DA TARDE...
 
Seis Horas da Tarde...

Seis horas da tarde soam sinos
Anunciando a hora da Ave-Maria
Começam a revoar os passarinhos
É chegado mais outro fim do dia.

A noite descerá seu negro manto
Mãe terra vai dormir feito criança
Todos embalados pela esperança
De um mundo igual e com encanto.

Amanhã quando o sol se levantar
Avisando que o dia está chegando
Com seus raios voltando iluminar

Começa um corre corre costumeiro
Dos passarinhos o alimento buscando
Do homem para ganhar o seu dinheiro

♫Carol Carolina
 
SEIS HORAS DA TARDE...

Cair da tarde

 
Cair da tarde
Estou na minha janela perfumada
pelo aroma intenso da trepadeira
que enfeita esta casinha graciosa.
Olho, lá no alto está a lua feiticeira.

Estava cheia, mas cheia, enorme
banhada de prata toda iluminada…
uma ténue auréola a lua circundava
como se fosse uma noiva velada.

E no mar, naquela imensa superfície
nem o traço do horizonte se avistava,
e as ondas, no seu vai e vem constante
prateadas pelo luar, que lindo estava!

Caiu a noite tão depressa, recolhi-me,
não fechei a janela o calor é ofegante,
recostei-me na cadeira, e a brisa ténue
esperei, olhando um céu deslumbrante!
 
Cair da tarde

Separação das Águas

 
As fontes e as águas num só rio
e as margens à esquerda e à direita
e os dias a correr e o desafio
de acarar desaforo ou desfeita

e as estrelas polar e da manhã
e a lua e o sol em cada mão
e o tempo delido com afã
e a noite a crescer no coração

e o avesso às vezes que desponta
e dispara a cegueira e atira um nome
e a palavra mais dura do que a afronta
e a sede revirada contra a fome

e o leito do rio já sem voz
a chegar tão vazio até à foz

Domingos da Mota

também in http://fogomaduro.blogspot.com/
 
Separação das Águas

Ano de 2015

 
Ano de 2015

Cantemos Hosana! Renasceu o Deus menino.
Ano Novo, vida nova, coração cheio e renovado
caprichando a embelecer com leveza este ano,
de espírito aberto, alegre, são, entusiasmado.

Céu azul cheio de estrelas, mesmo que nublado,
vem trazendo logo a aurora e o sol a despontar.
Luz, serenidade e beleza que a natureza nos dá.
Que o nosso Deus manda amor para nos alimentar.

Que alguém nunca desista de viver seus ideais
concretizar seus anseios apesar das amarguras
ter coragem e discernir as coisas que são reais.

Aí vem um novo ano, saudemo-lo todos de pé
pedindo atitude e que a esperança não seja vã.
Para o Mundo e todos nós, Paz, Amor e muita Fé!

Vólena
 
Ano de 2015

A poesia

 
A poesia

Lindo o poema em que a liberdade da alma
parece uma ninfa percorrendo todos espaços
do nosso coração sempre em flor e no ar deixa
um perfume suave nas nossas mãos, nos abraços.

Se alguém encontrar palavras contagiantes
que apelem a um evocativo convite, ao calor
de uma paixão ousada, abraços, dramas, dores
e carícias, beijos sôfregos, sussurrante amor.

A um mar murmurante, flores, cor, ciúme ardente
a silhueta perfeita, cochas redondeiras, belas faces,
tristes, risonhas, olhos meiguinhos e boca carente.

Assim como num sonho tudo brilha, fenece ou é fantasia
tudo se esfuma nas nuvens ou rola ao sabor do vento,
do Sol, da Lua e de tudo entrelaçado se faz a poesia.
 
A poesia

A FLOR DA AMIZADE...

 
A FLOR  DA AMIZADE...
 
A Flor da Amizade...

Andando pelas calçadas da vida encontrei
Uma semente que estava no chão jogada
Levei para casa e no meu jardim plantei
Contava os dias, para ver logo brotada.

Aguei, cuidei, até que finalmente ela brotou
Suas verdes folhinhas começaram a crescer
Acompanhei o botão que começou a aparecer
Fiquei na expectativa e uma flor desabrochou.

Era grande a flor que ali surgiu
Diferente de uma beleza sem igual
Fiquei olhando e ela me sorriu

Encantadora verdadeira raridade
Falou seu nome era muito especial
Muito prazer me chamo AMIZADE!

♫Carol carolina
 
A FLOR  DA AMIZADE...

LIÇÃO DOS PASSARINHOS...

 
LIÇÃO DOS PASSARINHOS...
 
Lição dos Passarinhos...

Comigo me peguei confabulando,
Como somos eternos insatisfeitos.
Estamos quase sempre reclamando,
Em tudo procuramos os defeitos...

Se está quente reclamamos do calor.
Se faz frio nos queixamos da friagem.
Dias de chuva, pedimos a estiagem.
Terra seca Deus do céu é um horror...

Hoje os passarinhos me acordaram
Era uma lição que devíamos aprender
Felizes saudando o sol eles cantavam...

Parecendo um grande coral em sintonia
Depois voaram em busca do que comer
Na luta da sobrevivência de mais um dia...

Carol Carolina

[youtube.25,25]http://www.youtube.com/watch?v=Hmy5yLJMD2k&autoplay=1[/youtube]

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LIÇÃO DOS PASSARINHOS...

OUTONO...

 
OUTONO...
 
 
Outono...

As tardes ficaram mais cinzentas,
As árvores, nuas sem folhagens.
As ruas hoje quietas, sonolentas,
A cidade vestiu nova roupagem...

O sol esmaecido, sem se mostrar,
Entre nuvens, tarda a aparecer.
Saudade do verão vem me trazer,
Do riso da criançada a brincar...

O outono já deu as boas vindas,
Ao inverno que está chegando,
Com o frio das noites infindas...

Do campo recoberto de geada,
E o minuano por aqui soprando,
Deixando a terra congelada...

♫Carol Carol
 
OUTONO...

VELHA CONHECIDA!

 
VELHA CONHECIDA!
 
Velha Conhecida!

Novamente cá estou eu a exaltar,
Uma árvore que é toda só beleza,
No outono floresce para enfeitar,
Dando um colorido a natureza...

Entre as outras é a mais notada,
Sua copa, um tom rosa magistral,
Dona de uma altivez é sem igual,
Ser vivo foi por Deus abençoada...

Me refiro a uma velha conhecida,
A Paineira que está a nos visitar,
Suas flores a deixam enobrecida...

Pela cidade, nas ruas é admirada,
Impossível não parar e se extasiar
É mesmo uma árvore encantada...

Carol Carolina
 
VELHA CONHECIDA!

Noites sem luar

 
Nas noites em que a Lua vai dormir,
Existe um manto escuro delirante…
Acendem-se as estrelas a sorrir,
Cada uma é rainha bem distante.

Contemplo fascinado essa magia,
Nascida de contrastes envolventes…
Um imenso azul baila enquanto é dia!...
Sublime negro atrai olhos carentes!

A noite é soberana – uma viagem.
Embarca o sonhador numa miragem,
Nesse grande oceano – um adivinho.

Vou eu, vais tu e – todos num olhar –
Conseguimos bem juntos abarcar,
Os faróis que assinalam o caminho.

17.02.2010, Henricabilio

Soneto que faz parte da poesia temática na Exposição “A terra e o mar se anuncia – Faróis” das colecções de cartofilia e maximafilia de Feliciano Júnior, patente na Biblioteca Municipal de Rio Maior entre 20 de Fevereiro e 20 de Março de 2010.
 
Noites sem luar

aquarela

 
busco aquela qualidade indefinida
que se encontra nas melhores aquarelas
onde arde a luz solar e te convidas
a viagem matinal por barco a vela

e transporta além do espaço onde se abriga
solo fértil para manchas e procelas
em torrentes derramando-se aguerridas
à mão firme que pincela sobre a tela

não está no enquadramento ou nas cores
nem tampouco em seu traçado ou naquela
paisagem sempre em mente aonde fores

é a cria dos teus óleos em m'ia pena
a tornar uma moldura uma janela
onde enfim tu me encontras e me acenas

11 sílabas, tônicas 3-7-11, primos :)
 
aquarela

Deserta Rua

 
Deserta rua, perde-se na penumbra.
Perde-se num soluço abafado e frio.
No romantismo de um coração vazio.
Perde-se e, no peito, amor reslumbra.

Sem saída e silenciosa. Como a saudade.
Amor lhe é brisa, silhueta de sensação.
Faz-se puro, no frio. Vazio, na solidão.
Numa rua sombria, decadente por vaidade.

Nostálgica, delineada por antiquários
De esperanças insólitas com valor inaparente,
Que transcende ao ermo condescendente.

E em senciência de delírios arbitrários,
Pasma que no contraste de sua desolação,
Essa rua tão deserta ainda guarda uma paixão.

Benjamim H.
 
Deserta Rua

E Deus te transformou no meu céu

 
E Deus te transformou no meu céu
 
Da pontinha dos cabelos, à ponta dos pés...
todo o corpo repousa sobre essa paz,
esse amor, esse ser maravilhoso que tu és...
Tudo o que me deixava triste agora jaz...

Abençoado ventre materno que te deu à luz,
abençoada destra paterna que te orientou,
sigo confiante os passos que você conduz,
abraço cada ensinamento que você mostrou...

Reta vou pelo caminho estrelado que se abre,
Seja Deus no céu e você na terra, meu amor...
A saudade agora é uma lembrança, souvenir...

Meu espírito contempla admirado cada milagre,
e não há mais aflição, desespero ou dor...
Fecho os olhos e agarro cada benção que surgir.

Daniele Dallavecchia 19.03.2011

Homenagem ao meu poeta e meu amor, Sommer!
 
E Deus te transformou no meu céu

Esperas...

 
Estou cansada da porta fechada.
Perdida no tempo de outras eras
Em que Primaveras eram lufada
De ar fresco, após longas esperas.

E o sol que brilhava era quente
Pintando as frutas verdes, de cor
As flores abriam e lentamente
Cobriam os campos sem qualquer pudor.

Eram os amores nascidos ali
Regados no orvalho da madrugada
Manhã plena, repleta só para ti.

Depois abriam-se caminhos em nós.
Rolava o calor por essa estrada.
Os hinos… cantavam-se a uma só voz…
 
Esperas...