Textos de desilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria textos de desilusão

Aos Amigos que estão de partida do Luso

 
Meus queridos amigos,

Eu compreendo bem a vossa posição, de onde resulta a vossa saída do Luso. Desde há algum tempo, meia dúzia de arruaceiros, resolveram tomar conta do Luso, para poderem ter a visibilidade que não conseguem, usando o mérito da sua escrita, apenas.

Sentiram-se frustrados por não conseguirem ultrapassar a sua mediocridade, e resolveram "limpar" o site de quem lhes fazia sombra.

Parece, que há uma certa reserva em se citar os nomes, dessa gente miúda sem escrúpulos, que, através de comentários extremamente agressivos e de deplorável índole, tenta destabilizar as pessoas que frequentam o Luso Poemas, para que estes, sentindo desvirtuados os objetivos que os levam a voltar aqui todos os dias, optem por abandar o Luso Poemas.

Pois, nesse papel imundo, eu tenho visto, da Turminha do Amendoim, dois usuários e uma comparsa, um trio subejamente conhecido por assumirem um papel degradante, neste site, principalmente, sendo que um deles o parece fazer por se sentir subjugado por uma atração homosusual pelo outro, quiçá, uma carência sentimental que o tornar uma pessoa dependente da pessoa do outro. Infelizmente, eu fui convidado, pelo dono do site, a retirar os seus nomes, nomes estes, que toda a gente sabe de quem são. É o tapar do sol com a peneira, mas enfim... Eu espero que um dia cresçam e amadureçam.

Só lamento que a administração do Luso permita a prática do insulto gratuito no site, deste modo completamente aberto, ou ligeiramente camuflado. A bem do vosso site, tudo tem um limite - que seja no razoável, então.

Caros poetas que já anunciastes a vossa saída, pessoas que eu tanto admiro, amigos de verdade, eu também me vou daqui, por as mesmas razões. Já desde há algum tempo que eu estou a refletir sobre isso. Então, eu aproveito a vaga... Apenas, irei ficar mais um - dois dias, talvez - para despedir-me pessoalmente dos amigos que me são mais queridos.

Que os nossos caminhos se cruzem, por aí...

Eu também vou manter vizível a minha participação no site, até esta data, embora, eu não pense postar mais nada aqui.

apsferreira
 
Aos Amigos que estão de partida do Luso

do mar que era leite

 
banhava-me em mar de leite
e o tempo ronronava
tão bem que não demonstrava
ser o eco do meu canto.
mas como todo canto
guarda sombras
uma deixou o tropeço
levando a chávena
ao chão. ..
o leite se espalhou
e se coalhou sem movimento
pra marear
alguns vieram dar apoio
dizendo que nem todo mar
pode ser de leite
que também poderei navegar
em outras seivas...
outros vieram confortar
declarando que da coalhada
poderia fazer saboroso queijo e
ainda vieram uns dizendo
que já haviam passado por isso
e que conheciam a minha tristeza
e tristes, juntaram a minha
com a deles e foram embora me
deixando mais triste ainda...
d'alguma forma todos
tentaram ajudar
mas ninguém revelou como
trazer de volta o meu mar...
 
do mar que era leite

É esquisito!

 
É esquisito!
Não sei se vos acontece isto, mas quando vejo um conto ou uma poesia minha impressa num qualquer jornal ou livro acho que por muito mau ou bonzinho que seja, como tenho eu a veleidade de pensar que ao deixá-lo de recordação à família, um dia eles terão vontade de o ler ou o meterão na prateleira para folhear num dia de tédio? Nunca os vi muito entusiasmados, mas eu fico feliz de o ter feito. Afinal somos todos iguais mas em tempos diferentes, já ouvi esta frase e assim é. Daí a pouco tempo tudo é retrógrado ou obsoleto para os tempos que vão correndo e eu quem sabe? Serei um dinossauro de ideias fantasmagóricas ou conversas tolas de amor, amizade que já não se usam… A família ainda em torno para não nos dispersarmos, gostava que assim continuasse. Mas a cabeça quem para?…O fim, sim. Só desejava que o mundo se tornasse mais atilado, quando vejo pais e mães às turras, os filhos são de uns e outros, biológicos outros não, companheiros tríplices, as mulheres também por consequência e também sogras de mini saia e sogros idosos que parecem adolescentes, não me levem a mal se veem nisso uma crítica, dizem que é progresso, pode ser que seja …eu fico perplexa, porque para mim é falta de ética, viver o nosso tempo e ser contemporâneo, sim, mas com bom senso, viverem em família, amarem-se e conversarem como adultos com respeito e mais bem comportados, isso sim. As crianças aprendem com os adultos e como se os exemplos são deploráveis até na própria linguagem. A liberdade não é libertinagem é exatamente o uso errado dela em si própria e é a irresponsabilidade que prejudica o próprio e não só, mas, muitas outras pessoas. Já ultrapassei o meu tempo e atrapalhei tudo, vou ligar a energia positiva que a bateria está a ir abaixo, precisa de ser reposta…até lá!
Helena
 
É esquisito!

HI5 vs LP vs BlogTok

 
Olá mundo!...

Arriscar um texto tendo que atravessar um deserto de areias movediças, só mesmo para quem sabe voar. Vou arriscar:

Ser poeta é antes um ser amante, ser amante é um ser que ama, daí que possa provocar todo o tipo de ciúmes, desde os mais originais e pueris até aos mais doentios que possamos imaginar ...

Só ando na net há uma dezena de anos e acontece que sendo muito pouco tempo imaginem aqueles que estão dar os primeiros passos. Tudo pode acontecer, porque somos 6 mil milhões (?) e como tal a Internet, fiel imagem do mundo real não é mais nem menos do que o próprio, tão imundo.

Costumo dizer se o mundo está mal é porque as pessoas são más, nem mais nem menos. Busco neste espaço a diferença e tudo faço para estar no lado oposto da mesma, mas aí é que reside o problema. Podemos quase dizer algo do tipo "quando a esmola é grande o pobre desconfia" tal como quando a alma é grande todo o mundo dúvida, critica e apredeja.

Assim já deu para viver as mais loucas histórias sob o signo do bem e do mal, e algumas bastante desagradáveis. Muitas vezes tentei chamar à razão e na maioria das vezes só agravei a contenda. Perdoei sempre os erros e difamações dos outros e solicitei perdão se me excedi, mas começo a aprender também que ás vezes perdoar não é melhor do que desmascarar.

Começo a pensar levar á praça essas contendas e em vez de discutir a mesma sob emails ou mensagens privadas, assumir a atitude, de quem não deve não teme e trazer essas tristes realidades para discussão cibernética. Somos o que somos com ou sem espaço virtual e como tal só quem mostra o que é, é que vale pelo que é.

Este não é um texto de defesa ou ataque mas sim palavras para um pouco de reflexão. Parece-me que alguém se sentiu magoado e tomou o outro por toda a gente e encerrou nessa pessoa a maldade do mundo. Julgar é fácil e é tão fácil julgar bem como mal, daí o oportunismo da facilidade.

Vejo vítimas dos abutres que abundam na Internet que atraíndo para certos espaços estão a deixar as pessoas mesmo zonzas. Refiro-me a todos os Hi5 que começam por ser desdenhados como de Macdonalds para engordar almas e que toda a gente crítica mas por força devemos consumir. Estamos na infância da net, que é fruto de um novo paradigma civilizacional que ora começa sob o signo de uma civilização que perece a cada letra ou sílaba que se escreve neste mesmo espaço (net). Somos aprendizes de um fogo que descobrimos e em vez de aprendermos a usá-lo para aquecer ou para afuguentar as feras, estamos a usar o mesmo para queimar o próximo como se de repente estivessemos numa guerra civil global.

Malta, minha gente, isto é fogo, admirem-lhe a beleza, profitem da sua utilidade, aqueçam as vossas casas e a alma e continuem a pensar que não se deve brincar com o fogo.

Somos os adolescentes de uma internet povoada por crianças "maldosas", oxalá possamos ser adultos hoje para poder ensinar este novo caminho que nos leva rumo a novos mundos. Todos querem ser navegantes nestas águas, todas querem ter uma palavra a dizer, mas cuidado que este mar também tem gigantes e seres malvados e as tempestades afundam todas as cascas de nozes em que embarcamos. Que os Hi5 sejam não a experência de vergonha mas sim a marca que vai fazer a diferença entre o que não se deve consumir. Que os Hi5 fiquem para o futuro como o exemplo daquilo que não interessa a ninguém sob pena de não ultrapassarmos uma potencial amizade global que podemos alcançar.

Este texto continua em tudo o que já foi escrito e se possa escrever em simples projectos como o Luso e o Blogtok.com

PS.: Edito este texto que já foi comentário ao tema "perdidos no Hi5, faz agora muito tempo)
 
HI5 vs LP vs BlogTok

"daquele risco de paredes.."

 
 
"(...)Apaga-te, apaga-te, chama breve! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre palhaço que por uma hora se pavoneia e se agita no palco, sem que depois seja ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de som e fúria, que nada significa."

(Macbeth)

é contagem! ou exílio e confronto de um apego irreal. é o conto de um dia mau.. menos porém, a parte que deflagra o nome dela.. das todas vezes que que me reportei.. todo o lado que me propus em desfiar.. e mais um dia. e outro mais! uma parte disto. eu insisto. é tão difícil.. tão íngreme. que, tenho por vontade, derrotar. devastar. não mais deixar por existir. seja da memória provocada.. seja o aço que tempera a cada ato de descer e descer. caminhar entre o fogo dos meus olhos. iluminar-me à esta intromissão. por nome de desvia-la primeiro.. por âmbito de volta-la, então! das.. quatro cenas que eu te pensei, só um pouco de si permaneceu.. e. esta linha que te precede. é. a causa desta febre.. é o método que tenho de usurpar-te.. é esta parte. qual pecado anunciado. testado. tentado. abrindo a porta do inferno.. e. ainda lá, o meu palco e a minha mão. pois é o fogo que te convoca.. e me torna em foguear.
 
"daquele risco de paredes.."

PLÁGIO – OS POEMAS DE AMOR E DOR FORAM PLAGIADOS

 
PLÁGIO – OS POEMAS DE AMOR E DOR FORAM PLAGIADOS

Uma das vantagens da Internet, nomeadamente do GOOGLE, é a de conseguir localizar os nossos trabalhos ou até parte deles.
Sempre autorizei a editarem os meus poemas com os devidos créditos.
Ao acaso procurei no Google pelo nome do poema “DURMA MINHA MÃE” que em tempos editei no meu antigo blog. Fui detectar este poema publicado num blog sem que constasse o meu nome. Esta situação é recorrente. A amostragem foi de 1 para mais de 300 poemas e o resultado está à vista. Já não é a primeira vez que isto acontece, tendo no passado localizado poemas meus inteiramente plagiados.
Não sei qual o interesse do plágio na poesia.
Aconselho vivamente aos plagiadores a plagiarem, também, as minhas dores para não ficarem só com os textos, ou com os poemas, que tenho escrito e livremente dado a conhecer. Assim é batota!

Estas atitudes merecem a minha e a vossa reflexão.
A minha poesia “sai” espontaneamente, sem ser por encomenda. Assim, quando editava um poema que escrevi naquele momento, não me preocupava com o seu registo. (Registava depois)
Nunca quis ser mercantilista da poesia. Porém, começo a ponderar não mais editar os meus novos poemas sem os registar, embora, a sua maioria, esteja legalmente depositada e salvaguardada.
Se continuar a publicar é unicamente por todos aqueles que ao longo destes 5 anos me incentivaram a escrever e que sem nada dizerem se identificam com o que escrevo.
Fico farto! O Plágio é tanto que chega ao ponto de disputarem a autoria dos meus poemas. Um já se retratou e retirou a sua autoria apagando o poema! Ainda só procurei no Google por uma dezena de poemas e já apareceram centenas de plagiadores ou que omitem a autoria dos poemas.
Fui encontrar um poema plagiado que foi editado por mim num livro em Almada.
Existem alguns que até transformam os poemas em pensamentos e dizem que os poemas são desconhecidos. Uma verdadeira clonagem, pirataria da pior.
Encontrei um poema metido disfarçadamente no meio de outros. Isto assim não dá!
Sejam todos muito felizes. Respeitem os direitos de autor, afinal apenas exijo que coloquem o autor do poema. Será muito?
Façam um teste com um poema vosso. Coloquem parte de um poema no Google busca personalizada com esse texto obrigatório e vejam quantos assumiram a autoria dos vossos poemas.
Para aqueles que colocaram a autoria obrigado. Para a maioria, aqueles que gostam da minha poesia, contem comigo aqui ou noutro lugar. Vou repensar tudo isto e talvez editar em livros os meus poemas.
Obrigado
Rogério Martins Simões
 
PLÁGIO – OS POEMAS DE AMOR E DOR FORAM PLAGIADOS

Futilidades de um Nada

 
Futilidades de um NADA
O ciúme trai o mais íntimo de todo um ser, renega-o na sua doação, aprisiona-o em correntes de maledicência e de enredos tenebrosos, culpa-o e sentencia-o a uma morte lenta de si mesmo, cerca-o de inimizade e de troça, esvazia-o da sensibilidade e da razão, arrasta-o para a loucura da incerteza e tortura-o na contínua justificação sem causas.

O que nos resta depois? NADA!

Também NADA existiu. Durou o NADA tempo demais como erva daninha que não foi mondada no seu rebentar de veneno e de cupidez.

Esse NADA pode-se resumir a pequenos devaneios, grandes ilusões e uma insensível troca de fluídos orgânicos.

E do NADA existente fica a culpa que esse NADA tenha acontecido por um estúpido desejo sexual de momento.

Não espanta que a culpa se avolume nesse NADA. Como NADA que foi, não tinha uma base sólida de sobreviver ao ciúme.

E o ciúme matou o suposto "amor" que era NADA!

Assim, também o NADA pereceu. E nem deixou saudades, apenas um CIÚME raivoso. RIP

Não! Mil vezes não! Prefiro a perene solidão, minha odalisca preferida!
 
Futilidades de um Nada

"não é nada!"

 
 
"Colocai-a na terra e que de sua bela e imaculada carne brotem perfumadas violetas!"

(Hamlet) Cena I, Ato V

diz-me, por que tem de ser assim? qual revolta de asa voltando-se..

ou revolta. qual ensaio falho de um sorriso acabrunhado.. um lapso, até! tal fosse uma outra mera ilusão. diz-me da tua parte que te renega o próprio ventre.. que te apega aos sonhos alheios de outras poças que não te compreendem. que não te podem ser e ver! diz-me dessa tua ignorância fingida em não notar o lado dessa tua grandeza excessiva.. o teu espaço mediante à tua fome, então.. diz-me da tua partida. destas águas ilhadas de si. qual inferno perante-ato ao rumo de não achar-se a pertencer.. diz-me onde te param os pés! onde te comovem os teus olhos mareados qual te fosse este, o teu próprio nome. diz-me da tua rebeldia insana em não querer ser feliz.. dessa onda farta de tristeza nefasta a reinar-te em letras afogadas de mágoa.. diz-me da tua mágoa! grita.. esperneia e diz horrores, mas..

(...)
 
"não é nada!"

CRIANÇAS

 
*** CRIANÇAS ***
Com nome, sem nome, codinome, com fome
Com calça, sem calça, descalça, q canta desgraça
Rica, pobre, nobre, descobre...
que tudo é seu, contanto que sobre
Travesso, avesso, revesso, um gesso
uma perna quebrada em pleno farol
Bola, de pano, de meia, ou de papel
Sapato, que brilha, escova, engraxa,
dos outros, e os seus? pés descalço
Vida, corrida, doída, falida, desmilinguida
E o povo? de novo! nada!!!
Não lembra .............
o passado, estragado, estraxinado, roubado
expoliado, explorado, aviltado, injustiçado
Como o gurí, do barraco, do morro, da ponte do viaduto
E o vendaval?
Que nada!!!
Tá lá embrulhado no jornal...
Muito mal...
*** Rosa Mel ***
 
CRIANÇAS

Robot(woman)

 
Robot(woman)
 
É feito de espasmos o riso que me assola e me povoa a mente. Fico absorta e nesta ausência de sentir, hiberno no limbo dos inadaptados. E canto, canto, com a voz vazia, um peito em brasa.
Só para sustentar o que já foi dito, já não falo sozinha, isso eu fazia quando não tinha coragem de dizer o que me vai na alma.
Sei que não sou bicho, maugrado me quererem a todo o custo domesticar. Lamento, mas não vai dar. E começa a ladainha...
já ouvi este som tantas vezes, água mole em pedra dura, podem crer que, em mim não fura. Sou de mim o original, não sou molde em papel vegetal, dava jeito, temos pena, mas não dá.
Se há coisas que não se dizem, se há sorrisos que devemos rasgar a quem nos quer, literalmente, lixar, se a verdade é conforme e consoante, doravante, doravante, lá, lá, lá…
Prefiro ficar num canto a ver a hipocrisia passar…Lá,lá,lá…
Talvez, um dia, quem sabe… Eu, na minha senilidade, esqueça a verdade e quem me deu o ser e me passou os valores e acene a outras vontades e me transforme num robot (woman)…
Até lá…lá, lá,lá!!!

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
Natural: Setúbal
 
Robot(woman)

Ser rico

 
Ser rico

Ser rico é ser feliz, ter nobreza de sentimentos, deitar-se
com a sensação de um bem-estar e de uma serenidade tal
que depois da oração que cada um apresenta ao Pai lhe dá
a confiança de proporcionar uma noite calma e adormecer
sem qualquer dificuldade. Um sono bem dormido é um passo
para o dia seguinte começar da melhor maneira. Há mais
disposição para as beijocas da manhã, contar um sonho
divertido, fazer umas partidas, umas cócegas nos pés dos
dorminhocos pequeninos que tanta pena faz, acordar.
Ter a felicidade de poder manter uma casa com o benefício
de um emprego regular e uma vida digna. A isso eu chamo,
privilégio e haver saúde o maior de todos. Claro que temos
todos vontade de concretizar planos que às vezes não são
propícios por termos despesas extras mas com orientação
sempre se vão fazendo uns progressos. Hoje compreendo
que será quase impossível a mulher não ter de se empregar
para ajudar o marido nas despesas do lar. A vida está cara,
as creches uma loucura para os bolsos dos pais em principio
de vida, que seria a altura mais que indicada para os terem.
A saúde da mãe e das crianças devia ser prioridade para
qualquer país que se preze, pois serão os continuadores
no mundo. Infelizmente não vejo qualquer sinal de bem
fazer, por mal haver, como se costuma dizer. Em dia os
miúdos são filhos de pais quarentões ou pouco menos, o
que traz complicações e mais acompanhamentos médicos
dispendiosos o que seria evitável. Assim acabam por ficar
por ali, um único filho. As crianças tornam-se egoístas,
por vezes pouco educadas, pela mimalhice de que dispõem à
vontade sem competidores à altura. Os colégios melhores
as roupas de marca, mesmo que os próprios nunca tivessem
nada disso e na sua meninice vivessem regradamente pela
família que tinha talvez menos posses mas mais filhos que
eram ensinados e bem educados que não se importavam
de vestir a roupa que já não servia aos irmãos mais velhos
e eram crianças felizes com poucos brinquedos a que eram
afeiçoados. Alimentavam-se bem, tudo fresco e ecológico e
não comidas de boião, nem sumos de frutos engarrafados,
como tudo era diferente e mais económico. Com tudo muda!
Prós e contras do progresso ou estarei eu a ficar saudosista?
Helena
 
Ser rico

Bye Bye

 
 
Este sentimento durou pouco

mais de quatro semanas.

Mas um belo dia...

Meu coração acordado, já sofrido e

cansado, que nem quebra cabeça, estava

em mil pedaços e parecia dizer à figura

ao lado: -Tome aqui seu pedaço!- e

antes que o silêncio se prolongasse ao

máximo fugiu dali feito ladrão no meio

da noite.

(Preferiu a solidão)

Para que insistir, se a minha

felicidade não estava mais ali?

Sou sóbria o suficiente, parei de ficar

me enganando, encarei o fato, agora é

aguentar a consequência do ato.

Pedi demissão! Quero navegar em outras

águas!
 
Bye Bye

Tenham vergonha!

 
[font=Georgia]É quando a nossa vida dá reviravoltas de 360 graus, quando olhamos à nossa volta e sentimos o chão fugir de baixo dos pés, ou organicamente o sol penetrar na pele como se fosse gelo e não... abrasivo.
É quando nos sentimos perdidos, sós, quase em transe, desorientados, que precisamos dos amigos!
Amigos?
Amigos...
Amigos... ???
que palavra tão banalizada nos tempos que correm, que tristeza!
Só nos momentos mais difíceis da nossa vida temos efectivamente a percepção precisa da sinceridade desse belo sentimento, o mais NOBRE NA MINHA OPINIÃO.
É quando sentimos o mundo desabar repentinamente sobre nós, sobre as nossas perspectivas e sonhos. Só nesses momentos é que sabemos verdadeiramente quem gosta de nós o suficiente para se preocupar connosco. E é tão simples e espontânea essa necessidade, céus!!!!
Basta uma palavra amiga. Um olá. Uma palavra de esperança. Um abraço. Apenas... é tão fácil que quase me leva a gritar como se me imaginasse neste exacto momento num despenhadeiro a gritar em desespero até ouvir a minha própria voz de revolta em eco...
- TENHAM VERGONHA!!!!!!!
Se possível sempre que utilizarem a palavra
"Amigo/a" primeiramente procurem dentro do vosso coração se a sentem no que de mais sagrado e belo essa palavra representa. Depois... se estão verdadeiramente disponíveis para olhar para fora do vosso mundo. Esse carrossel tão estreito que vai girando à volta de vós. Não desgastem inutilmente a palavra e muito a menos a banalizem. Amigo? É aquele que se preocupa quando estamos tristes, a passar uma experiência terrível na nossa vida. É aquele que está ao nosso lado (ainda mais presente) nos momentos maus da vida. É aquele que ri e chora connosco. Mas sobretudo, fundamentadamente... aquele que sabe que nada é certo, muito menos o que apelidamos de felicidade. Que amanhã, poderá bater à vossa porta qualquer infortúnio, o caos que é sentir-se (inexplicavelmente) abandonado por aqueles a quem mais nos demos. É que isso?
Isso... caramba.... não faz o mínimo sentido!

(Vóny Ferreira)
 
Tenham vergonha!

Poderia...

 
Poderia...
 
Poderia...

Poderia até saber em que lugar tu mora,
Nunca teria forças para bater a tua porta.

Poderia atravessar o país só para olhar nos teus olhos,
Nunca enxergaria minha face que te ama.

Poderia gritar no alto de um edifício
Jamais ouviria o meu gemido de dor.
Por falta desse amor que recusas me oferecer.

Ah! Tanto poderia fazer por ti e nada seria
Suficiente para toca tua alma de poeta incrédulo e arrogante...
Foge da fúria de uma mulher mirabolante.

Poderia fazer tu sonhar acordado e preferes dormir,
Ao invés de ouvir um Eu te amo!

(¯`v´¯)
.`•.¸.•´ ♥;;;;;
¸.•´¸.•´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•´ .•´ ¸¸.•¨¯`•.♥;;;;;...Elliana Alves

Não fuja de mim porque posso ser teu amanhã...
Eu te amo e isso é real e imortal...

Ao meu poeta!
 
Poderia...

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Anda-me a fazer alguma confusão e já não é de agora, o tema comentários no Luso, reparo que volta e meia lá vem o dito cujo à baila e o que mais me intriga é as pessoas dizerem que vão sair ou saem mesmo por causa deles, pois bem, na minha modesta opinião acho que o facto de nos podermos comentar uns aos outros é salutar e fomenta a camaradagem entre poetas, se não imaginem virem aqui todos os dias postarem os textos e nada mais, seria um site senão morto pelo menos moribundo, e o interesse depressa deixaria de existir, mas, como em tudo na vida existem regras das quais não nos deveríamos esquecer onde quer que fosse, se eu gosto de interagir no site assim como tantos outros o fazem, existem pessoas que pela sua maneira de ser são mais fechadas ou simplesmente acham uma perda de tempo andar a postar quase sempre as mesmas coisa nas páginas uns dos outros, porque ninguém é infalível e comentar uma vintena ou mais de textos por dia é obra, acabamos por nos repetir muitas vezes, mas o que é a amizade senão uma repetição constante de gestos de carinho e compreensão, voltando aos que não são dados as estas coisas, têm todo o direito de o fazer e tem que ser respeitados por isso, fico confusa sempre que alguém diz que foi agredido verbalmente porque não comenta ou porque foi mal interpretado no raciocino que fez sobre determinado texto, existe uma coisa chamada liberdade de expressão que nos dá o direito de nos exprimirmos livremente sem por em causa a integridade de terceiros, assim como existe o direito ao silêncio, a partir do momento em que publicamos um texto num site deixa de ser nosso e passa a ser publico, se não queremos comentários mais aborrecidos sobre aquilo que escrevemos restas-nos criar um blogue e fechamo-lo a comentários é fácil. Penso que sempre que alguém é ofendido dentro do site pelo facto de comentar ou deixar de comentar o devia tornar publico e não guardar só para si, afinal somos um comunidade ou não?
Ontem fiquei triste ao ver que um dos melhores poetas do site vai sair, refiro-me ao Raul Cordeiro, mencionou que um dos motivos da sua saída é o não ser dado a comentários e ter sido ofendido por isso, é de lamentar tal situação, acho que nunca comentei nenhum poema dele, se o fiz não me lembro mas era uma das minhas leituras preferidas , assim como mais uma meia dúzia de poetas que raramente comento, talvez porque ache que a qualidade do que escrevem é tão elevada que não estou à altura de comentar ou simplesmente com receio de distorcer a beleza da poesia com simples palavras, também acontece com poetas que comento quase diariamente tem escritos que me tocam tão fundo que prefiro passar em silêncio, mas é o meu modo de estar, cada um é como é. Penso muito sinceramente que devíamos parar e pensar um pouco.
 
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CIVILIZAÇÃO, POR ONDE ANDAS?

 
Escrevi há algumas semanas, se na verdade pertencia-mos à raça humana e volto a fazer a mesma pergunta.

Por tudo e por nada, agridem-se as pessoas, mata-se sem motivos aparentes, incendeiam-se carros e florestas, enfim é um nunca mais acabar de disparates e sempre com más consequência.

Na selva, os animais defendem e protegem os filhotes na nossa raça abandona-se bebés.

Acabo de ler que em Inglaterra, ontem se durante o treino de uma equipa de futebol, o treinador de 36 anos foi morto com dois tiros por um homem encapuçado que fugiu e a policia ainda não esta do assassino.
É a morte de homem que ganhava honestamente a sua vida e assim ajudava à sobrevivência dos seus, agora é uma família que fica enlutada.

Ontem, na Volta à França em bicicleta, dois corredores foram atingidos com balas de uma arma a pressão de ar, felizmente sem consequência grave, mas podia ter sido.
Pergunto: mas qual foi o intuito? Que ganharam os corajosos? Sim deixaram mais uma nódoa no que nós apelidamos de civilização.

A. da fonseca
 
CIVILIZAÇÃO, POR ONDE ANDAS?

do soneto repetido(pois retorna à mesma cena dela)

 
 
“Junto de vós todo o universo está comigo. Como podeis então dizer que estou só, quando o mundo inteiro aqui está para me ver?”

(Sonho de uma Noite de Verão)

da mesma carne em parte nua que te faz
letra do acervo confinado detrás dos olhos
em centésima arte, próxima carta de paz
ah-eu, livrarei-te dos meus erros expostos

da curva em pele lívia que eu puder escolher
ao espelho dos teus dias em nudez absurda
o quanto quero! o quanto quis te fazer e arder
e agora.. apenas o fogo e à margem por fuga

e eu sigo por corpos extintos à qualquer ação
me concedo perder o espaço e tempo todo teu
não me importam as cenas, as queimas, o chão

é frio, e eu apenas devo lembrar-me de te cobrir
ajustar as tuas histórias à vã poesia que te deu
que te jogou em mar aberto, digital e ainda, aqui.
 
do soneto repetido(pois retorna à mesma cena dela)

Falando de sentimentos

 
Esta é, antes de mais, a crónica do desabafo. Sufocar sentimentos não é saudável, muito menos para quem, como eu, tem a sensibilidade à flor da pele, ou não tivesse nascido sob o choque do signo de peixes com o ascendente carneiro. Sei que esta mistura é explosiva e não sei, se por culpa da astrologia ou da minha inata personalidade, peco pela sinceridade e expontaneidade . Já em troca, perdi a conta das vezes em que intuí, por parte daqueles que me rodeiam, o despeito que, infelizmente, se caracteriza pelo silêncio de familiares e amigos, relativamente a coisas que para mim sabem ser verdadeiramente importantes, como o nascimento dos meus livros, por serem algo tão íntimo, que costumo contabilizar, um por um, como mais um “filho”, algo que gerámos e nos sai das entranhas.
Não estou a falar tanto de relações virtuais, ou talvez esteja, porque essas ainda nos dão algum alento e trazem muitas vezes as palavras certas, na hora exacta, para que não nos deixemos afundar no turbilhão das emoções nocivas à nossa sanidade mental e auto estima.
O que mais magoa são os amigos/ colegas, pior ainda, a família que deveria ser a primeira a apoiar e a regozijar-se com as nossas pequenas alegrias, mas, ao invés disso, remete-se para o silêncio do despeito, que eu apelido de desamor.
Sei que as ações são de quem as pratica, mas não terem um telefonema para nos fazer ou uma mensagem de estímulo e de consideração e não serem nunca capazes de dizer, li o que escreves e achei interessante, ou, simplesmente não gostei, é revelador da importância que temos nas suas vidas.
Agora que vem aí o Natal, o consumismo e o fazer de conta que somos todos muito unidos, com o mundo a morrer à fome, era bom que parássemos para pensar a razão porque não somos capazes de ficar felizes pelos nossos amigos, mas principalmente pelos nossos familiares, que por laços de sangue ou por afinidade, afinal fazem parte das nossas vidas.
Sempre gostei de ver os outros felizes e, sinceramente, estou farta de cinismo e egocentrismo.
Remeto-me à minha insignificância, com a consciência de que o despeito é o mais triste e mesquinho dos sentimentos e ainda há muito quem se alimente desse soro letal.
Basta, no entanto, um amigo de olhar amendoado que não se esquece de nós, para dizermos que vale a pena...



Maria Fernanda Reis Esteves
51 anos
natural: Setúbal
 
Falando de sentimentos

HÁ MÉDICOS E MÉDICOS (INCOMPETÊNCIA)

 
Contei-vos a minha primeira passagem pelo hospital de forma humorística, hoje vou-vos contar a minha segunda passagem mas sem humor.

Como sabem, deixei o hospital no dia 26 de junho, sexta feira.
No sábado, 27, tinha consulta marcada com o meu médico generalista para fazer o ponto da minha saúde e eu e a minha esposa, lá fomos às 9 horas para o consultório.
Ainda não tinha feito 200 metros e nova crise e desta vez, severa. Com dificuldade cheguei ao consultório.
Quando o médico me viu e lhe contei o sucedido, ele me fez um spray sub-lingual de trinitine e ao fim de 20 minutos, a crise passou o que´não é normal, pois que com a trinitine,o efeito é rápido.. Tensão, 8 de máxima, a trinitine em pricipio, baixa um pouco a tensão arterial.

O médico decidiu então, de me enviar para um outro hospital distante da minha casa de cerca de 35 quilómetros. Como não se consegui ambulãncia, nem o SAMU que é o equivalente do INEM em Portugal ( como vêm não é só o INEM que chega atrasado, aqui nem chegou)foi a minha esposa que me levou ao hospital.

Chegados, fomos recebidos por um cardiologista que depois de ouvir a minha estória, disse imediatamente que tudo vinha das coronárias e que o melhor seria ir fazer uma coronografia. Disse~lhe que preferia e ele respondeu: O senhor prefere e eu aconseho-o fortemente.
No dia seguinte lá fui transportado para o hospital central, em Dijon que dista cerca de 150 quilometros.

Um dia depois, fiz a coronografia e que acusou uma artéria entupida, que eu já sabia desde 2005 e o começo de entupimento de uma outra, só a artéria mamária estava em condições e uma dilatação da artéria, foi feita imediatamente com a aplicação de um stents.

Ora qui está a diferença entre dois especialistas. Na primeira hospitalização, o cardiologista recusou de me fazer este exame malgrado um pedido da minha esposa em privado e depois por mim. Não é preciso, disse ele. é preciso sim, pensar positivo!...
O segundo foi mais positivo e realista e salvou-me a vida, por quanto tempo? não sei!

Durante a mimha primeira hospitalização, o meu médico telefonou-lhe para saber o que se passava comigo e a resposta, foi... não, não há problema nenhum, talvez venha das costas!... este senhor estava a condenar a minha vida no tempo.

O que podia ter sido feito na primeira hospitalização, duraria cinco dias, assim durou 15 e que me fez correr sérios riscos.

Eis a razão da minha ausência e que sei que vos inquietou a todos e todas e uma vez mais fico grato pelos votos que foram enviados e a procura de noticis sobre o meu estado de saúde.

Assim sendo, para todos , sejam poetas ou poetisas um beijo muito grande de gratidão.
A. da fonseca
 
HÁ MÉDICOS E MÉDICOS (INCOMPETÊNCIA)

Por onde andam as verdades do SE?

 
Por onde andam as verdades do SE?
 
O SE tem causado muitas desilusões na nossa sociedade, promessas não cumpridas, vidas insensíveis e políticos falhados, ora vejamos:

Um rapaz pede casamento à uma moça dizendo:
-Se dizeres sim te amarei eternamente
A moça disse que sim, o casamento se realizou, dois meses depois, o rapaz pede divórcio à moça, a moça disse que não e foi morta a facada pelo rapaz.
***************
Num consultório, um paciente disse ao médico:
-Doutor, se me curar deixarei de fumar.
O médico curou-o e teve alta, uma semana depois, foi encontrado morto com um cigarro entre dedos.
***************
Vivia numa aldeia do interior, um senhor muito rico. Um dia, um mendigo bateu-lhe a porta pedindo cinquenta cêntimos, como era avaro, disse ao mendigo:
Ó filho, se tivesse dinheiro te daria, mas não tenho, vá com Deus.
Será que o nosso avaro venera o Deus uno e bom? Acho que não…!
O mendigo desolado foi-se embora cambaleando de fome.
Meses depois, o avaro foi encontrado morto em sua casa, deitado em maços de notas de cem euros.
**************
O amor de pai para com o filho é puro e eterno, um dia, numa conversa animada, o filho pergunta ao pai:
-Pai, se me portar bem ficarei com seus bens quando morrer?
-Ó claro, filho, quem havia de ficar com eles…!
Abraçados, foram dormir, na manhã seguinte, o pai foi encontrado morto com uma faca espectada no peito pelo filho.
***************

-Se Deus quiser, para o próximo ano haverá melhoria-dizem os governantes para se livrarem do povo.
Quantos próximos anos passaram e a melhoria se mantem ainda no horizonte das miragens?
Deus sempre quer, diminuta é a vontade dos homens.
-Se votarem em nós, o país sairá da tanga na qual foi metido - dizem os políticos na caça ao voto.
Quantas sucessões de governos foram feitas e o país ainda de tanga está?

Onde estão as verdades do se,se,se...? Evaporaram-se no caldeirão da corrupção.
O se já não é o que era, o mundo está de tangas.

Adelino Gomes-nhaca
 
Por onde andam as verdades do SE?