Poemas, frases e mensagens de PROTEUS

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de PROTEUS

VOCÊ

 
VOCÊ
Autor: Carlos Henrique Rangel

Você
Sombra feminina
Ocupando meus olhos
Onde quer que eu vá
Permeia meu caminho
Iluminando os passos.
Você
O paraíso vislumbrado
Temperado com a doce
Incerteza de Hades.
Ai de mim
Que só sou por você.
Que ainda sou...
E você
Nem imagina
O que pode ser...
Sombra feminina
Emoldurando minha vida...
O impossível pode ser
Você.
 
VOCÊ

O RIO

 
O RIO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Sobre a balaustrada
Vi o rio
E seu caminho.
O meu?
Eu não sei
Do caminho.
Não conheço
Minhas margens
Não vejo a foz.
De onde estou
Não vejo o outro lado.
Da nascente
Não lembro.
Meu caminho 
Não é protegido
Por balaustradas
É inseguro como a vida.
E já provocou tsunamis.
Outras vezes
Foi manso 
Como um regato 
E beijou flores
Nas margens.
Meu caminho 
É menino antigo.
Teimoso, rebelde.
Mas segue.
Eu não sei
Do meu caminho.
Caminho.
Adivinho e mal.
Sigo os sulcos
E me derramo  Cachoeiras.
Meu caminho 
Tem águas límpidas.
Às vezes turvas e barrentas.
Meu caminho
Brinca comigo
Assusta-me
Ou me faz rir.
Eu não sei do caminho.
Aprendo a cada dia.
Ou tento.
Deixo-me levar
Para ver onde vai dar.
Eu não sei  do meu caminho.
Repito.
Caminho.
 
O RIO

LAMENTO

 
LAMENTO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Melhor esquecer
E me chafurdar
em minhas esquisitices.
Carente sou
E sei...
Mas não será você a suprir
Meus desejos...
Eu me perdi no passado
E o presente me persegue
Amedrontando meu cotidiano
Com sua sombra.
Até quando meus Deus?
Até quando?
 
LAMENTO

ENTÃO

 
DISTANTE
Autor: Carlos Henrique Rangel

E tem essa boca que não é minha
Que desejo rente aos meus lábios.
E tão distante está nesses centímetros
Que nos separam.
Não tenho você agora
Como nunca a tive.
Só lamento os carinhos que perdeu
E eu...
Seremos sempre esses conhecidos distantes.
E tem essa boca que não é minha
Que desejo sufocando meus lábios...

E tão distante.
 
ENTÃO

ALIENÍGENA

 
ALIENÍGENA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Acabei me perdendo
Nesse amor de mentira...
Sou um ogro desejando fadas
O impossível que sei e sinto.
Sou a completude do desespero.
O fundo do poço de um Romeo
Não correspondido...
Onde a Julieta? 
Essa interplanetária obsessão?
Eu sei...
Em meu coração. 
 
ALIENÍGENA

SAUDADES

 
E apesar do Sol que me aquece
Há um frio aqui no peito...
Um vazio reservado aos que não estão.
Sei que não há distância para o coração...
Mas a saudade sobrecarrega o corpo
E transborda em lágrimas...
Esse rio de emoção.

(PROTEUS)
 
SAUDADES

O TEMPO DE CADA UM

 
“O Tempo, esse tatuador de rugas
Já beijou minha face
E o espelho não me deixa mentir.
Tenho cinzas nos cabelos
E finjo...
Não quero crer.
Esses olhos cansados
Já viram tanto
E, no entanto,
Muito mais querem ver.”
(PROTEUS)
 
O TEMPO DE CADA UM

MANHÃ

 
MANHÃ
Autor: Carlos Henrique Rangel

Seu olhar pela manhã
É o que espero todos os dias.
Tudo só começa
Com esse sorriso.
Esse bom dia.
É isso que sou
Essa manhã
Nascida do seu olhar
Renovada a cada dia.
 
MANHÃ

PERFEITO

 
PEFEITO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Não faço tudo
Só o que você quer...
Te abro a porta
Faço o jantar...
Te mando flores
Quando você não
esperar...
O que você quer
Não precisa dizer...
Eu adivinho
No seu olhar.
Não sou o homem perfeito
Mas tento.
Posso tentar...
Sei te tocar
Se você deixar
Se você quiser
Se você pedir
Se você implorar
Com um olhar...
Mas...
Penso, amo e desejo
E também quero pedir
Quero olhar.
Adivinhe meus segredos...
Mas se não adivinhar
Posso sussurrar...
 
PERFEITO

A SUA PRESENÇA

 
A SUA PRESENÇA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Paira sobre mim
A sua presença quase virtual
Acompanhando a vida
Fazendo-me melhor.
A sua presença...
Desejada
Querida.
Essa mão estendida...
E eu a desejo
E esse sorriso.
Vontade de te fazer minha
O que já é
O que já sou.
Paira a sua presença
Atormentando meu desejo
Por mais você
todas as horas do dia...
A sua imagem
A sua presença.
 
A SUA PRESENÇA

PEIXE

 
PEIXE
Autor: Carlos Henrique Rangel

Era uma vez um homenino
Que virou peixe.
Sim, virou peixe.
Para falar de amor,
De sentimentos quase ocultos.
Palhaço...
Peixe palhaço...
Como peixe dizia coisas.
Sim, Peixes falam...
Língua de peixes.
Sentimento de Peixes...
Escondido nas águas o homenino
Dizia o que pensava e sentia...
Peixes também se apaixonam
E sofrem...
Mas as águas disfarçam as lagrimas...
O homenino-peixe
Apaixona sempre e sofre ...
Quase sempre.
Mas...
É um peixe, e as águas....
Bem...
As águas, disfarçam as lágrimas...
O homenino continua...
Sempre é bom nadar...
Em águas claras.
Águas claras...
Ás claras...
Para não chorar.
Mas...
Se chorar não tem problema,
As águas disfarçam as lágrimas...
 
PEIXE

ASSIM

 
ASSIM
Autor: Carlos Henrique Rangel

Basta que esteja aqui
Assim...
Bem perto de mim.
Nada a declarar...
A timidez é minha mordaça.
Apenas te olhar bastará.
Que esteja aqui
Assim...
Que eu possa continuar
Meus diálogos imaginários.
Sorrisos de cumplicidade...
Esse mentira de amante
Sonhador.
Basta que esteja aqui...
Assim..
 
ASSIM

O QUE SOU

 
O QUE SOU
Autor: Carlos Henrique Rangel

Eu acredito no Globo
Acredito na Globo.
Eu acredito no que vejo
Acredito na Veja.
Sou o que sou
E Isto É.
Quem me diz o que sou?
Tenho valores alugados
Emprestados
Deturpados
Não sou mais
Se é que um dia fui.
Tenho mais
E quero mais.
Limites não há
Para o que posso ser
Porque querem que eu seja
O que querem que eu seu seja
Acreditando ser quanto menos for.
 
O QUE SOU

POR VOCÊ

 
POR VOCÊ
Autor: Carlos Henrique Rangel

Por você joguei luzes ao vento
E o mundo se coloriu.
Por você
Eu atravessei oceanos...
Em pensamento
Subi geleiras virtuais
E voei ao firmamento.
Por você
Alimentei-me de medos,
Naveguei em lágrimas
E amarguei solidão a dois.
Tudo por você...
Por você
Visitei mundos loucos
E me procurei no outro.
Só você...
Só por você...
Eu me travesti
Em deus do Mar
E fui anjo noturno
Para te visitar.
Por você
Bebi líquidos gelados
Em noites quentes
E me derramei em palavras
Sobre papeis.
Só por você sou poeta
Entre poetas
E me torno Melhor.
 
POR VOCÊ

NUBLADA

 
NUBLADA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Nubla-me a alma
Essa cansada de “nãos”...
Você não será minha
E toda a minha devoção
Não passa de uma doce tortura...
Essa ferida aberta no coração.
Mesmo presente
Distante estou do sucesso...
Esse que almejo
Essa fantasia que me permito viver.
Se há futuro?
O futuro é esse presente de carência...
Essa alma nublada
Que se arrasta pensando em você...
 
NUBLADA

SABER

 
SABER
Autor: Carlos Henrique Rangel

Eu sei...
É minha culpa
Se já não consigo ser o que era.
Nossa culpa.
Nada pode ser o que foi
E sou o que sou
Por tudo que passou.
Eu sei...
E há essa sombra do desconhecido
Presa como corrente
Em nossa memória.
A vida parece nublada
Como as tardes de inverno.
Clamamos por um pouco de luz
No fim dessa estrada.

Eu sei...
 
SABER

CAMINHOS

 
Eu não sei dos caminhos do mundo.
CAMINHO...
 
O não saber me guia
E me faz sábio na descoberta.
(PROTEUS)
 
CAMINHOS

não saber

 
NÃO SABER
Autor: Carlos Henrique Rangel

O eterno não saber
Me faz te entender
Ou quase.
Somos tão diferentes
Que a distância 
É o que temos em comum.
E o comum nos cansa
E nos mantêm.
Eu não sei o que fazer.
O eterno não saber
Me faz permanecer.
A fronteira na cama
Nem mesmo o sexo a rompe. 
O algo em comum que existia
Perdeu-se no lugar comum
E esse cansa.
O eterno não saber
Me faz te entender.
 
não saber

QUE NÃO DIZ

 
QUE NÃO DIZ
Autor: Carlos Henrique Rangel

Eu sei.
Tenho essa expressão
Que não diz
E tanto tenho a dizer...
Não digo.
Não preciso.
Eu sei...
Melhor seria dizer.
Coragem...
Falta coragem para dizer.
Tenho essa expressão
Que não diz
E tanto diz sem dizer...
Coragem...
 
QUE NÃO DIZ

TE AMEI

 
TE AMEI
Autor: Carlos Henrique Rangel

Eu te ame por trás dos montes
Por trás dos muros.
Eu te amei em escadas rolantes
Te amei em chamas
Em torres em chamas...
Em sonhos.
Todos os amores em sonhos...
Mas te amei.
Mesmo que só eu
Te amei em transe.
Em piscadelas noturnas
A luz da Lua.
Em passeios de ônibus...
Em taxis sem rumos
Sim eu te amei
Em sonhos te amei.
E te amo ainda...

Não sei...
 
TE AMEI