Poemas, frases e mensagens de OTiagoM

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de OTiagoM

FLASH

 
FLASH
 
Lute, concorra
Conquiste, morra
Se Aliste, apele.
Negue, sele
Viaje, mude
Mantenha, Estude
Passe
Repasse
Perceba, mire
Espere, atire
Vista, calce
Suma, salve
Goste, rime
Escreva e termine

Rio de Janeiro, em um dia qualquer na primeira década do Século XXI, Tiago Malta
 
FLASH

XVIII

 
XVIII
 
Venha boa nova me mostrar
Sendo fértil a mente e a terra
O que se colhe neste lugar
Se trabalha muito e não se aferra

do Livro Teorema Menor
 
XVIII

Fluência, manifesto poético pró Malkaviano

 
Fluência, manifesto poético pró Malkaviano
 
Se me chamares na minha casa
Para contar novas notícias
Do pasquim da depressão
Eu baterei a porta na sua cara.

Minha biga esta cansada dos velhos Shires
Preciso de Cavalos Árabes
Para atravessar essa seca
E chegar em Pasárgada.

É engraçado o medo que uns têm de pular o muro e continuar a jornada.

Calmaria?!?!?!
Foda-se a calmaria!!!
Prefiro o caos amigo que há de salvar meus versos.

Prefiro que meus olhos revirem
Minha boca gargalhe
Em vez daquela estática.
Não cheguem perto poetas medrosos
Estou cansado das mesmas notícias
Disfarçada de poemas baratos
Com as mesmas estrofes
Tétricas e obtusas.

Criando novos versos
Destruirei velhos sonetos
(os em formação são bem vindo)
Para que a nova poesia surja
Extinguindo a métrica nunca alcançada
(as uvas estão verdes)
Alcançarei a todos.

Sétimo Caderno da Sabedoria - Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2002
 
Fluência, manifesto poético pró Malkaviano

Soneto Eletrofobia

 
Soneto Eletrofobia
 
Turbinas são feitas de desejos engarrafados
Grandes hélices cruzando sonhos deformados
Carne cortada ao meio liberta a Alma
Redemoinho da palavra fluída.

Na Fabriqueta da contra-máquina tem duas Placas:
“Proibido jogar chaves de grifos (e Afins) na Engrenagem!”
“Proibido Gerar Lixo no Recinto!”
Não se para o tempo, Maquina burra.

Flua nessa pangeia ilusória
Reflua como cosmo que se extingue
Para alguns é a cadeira elétrica que julga.

Indefeso, Julgaram-te forte e sábio
Criança replicante dentro do relógio injusto
O futuro lhe brilha nos olhos com raiva

Do livro sonetos Reunidos
 
Soneto Eletrofobia

Formigueiro Humano

 
Formigueiro Humano
 
Mas se você tiver coragem, De passar na Cinelândia
Na véspera de natal ou um tour pela Ceilândia
Se você for um figurante na multidão
Que anda apressado com medo de ser assaltado
Você é um homem comum...

Você é um cara comum,
Apenas um Kara Estressado
Que anda nesta porra com medo de ser Assaltado

Olha o Homem formiga, Correndo com receio de ser atacado
Foi pro meio da rua e foi atropelado
Retendo o tráfego, ele só queria fugir
Agora saiam correndo a cidade vai explodir
Ela já esta toda inchada por causa de seus hematomas
Então saia da frente que agente irá partir
Um mundo não é um caos, somos expurgo do inferno
Estamos presos aqui, nessa bosta somos internos

do Álbum Cabelo Ruim
 
Formigueiro Humano

Das 5 as 10

 
Das 5 as 10
 
Mente Ociosa, mente parafuso
Corpo Estressado, corpo confuso
Na Cidade inchada pegando na enxada
Olhar pela maçaneta uma vida privada:

A solidão me deu uma esmola
Pegar um trocado trocar por cola
Não ser só mais um drogado
Aqui eu sou #OVICIADO

Viver o "não viver" da rua
A rua não é morta, a rua é mortal
Resistir é dolorido como corte

Essa é a rotina de uma cidade imunda:
(...) Ta aqui, ta na terra
Estar aqui é estar na Guerra (...)

Sonetos Reunidos, 02 de Abril de 2000
 
Das 5 as 10

Soneto Artificial

 
 
O problema da educação é uma articulação da esquerda festiva.
A miséria é a doutrinação ideológica da "esquerda caviar".
O problema da educação é a doutrinação ideológica.
A miséria é a doutrinação ideológica dos esquerdopatas.

O Bolsa Família é uma estratégia dos esquerdopatas para transgredir.
O Bolsa Família é um complô da "esquerda caviar"
O Bolsa Família é uma criação do comunismo.
O Bolsa Família é uma criação dos vândalos para transgredir.

O Golpe de 1964 é uma forma orquestrada dos vândalos para aterrorizar.
O Golpe de 1964 é uma criação dos petralhas
O Golpe de 1964 é uma estratégia dos esquerdopatas para ameaçar.

A violência é uma forma orquestrada da esquerda festiva.
A inflação é a doutrinação ideológica para regular o livre mercado.
A violência é uma forma orquestrada das feminazis .

Rio de Janeiro, 01 de Julho de 2014, dedicado a Renato Nascimento
 
Soneto Artificial

VII

 
VII
 
Quem é o bobo que se engana
Pela procura da perfeição
Isso que procura não existe
Procure ter mais percepção
Pra retirar o melhor de si e das pessoas.

do Livro Teorema Menor
 
VII

Brincando com Esquilos

 
Brincando com Esquilos
 
Não quer poder querer?

Iremos passar por ai pregando nossa maneira de encarar o mundo...

Psicodélicamente você poderia se julgar errado,
Mas como estou estudando
Não há um conceito errado
Apenas caminhos diferentes.

Anarquicamente falando nasci livre
Por isso estou neste momento articulando
Sobre o que restou entre você
E você mesmo

Hutiistamente dialogando suas ideias estão atrasadas
As vezes tenho pena das sua ideias vulgares
Mas como um bom calando
Eu pixo suas obras de Faixada.

Anarquista Eu?
Epicurista consciente
Politico
Sócio tático

Sou a favor de idéias livres e pensamentos virgem
Não é preciso fumar
Não é preciso decifrar o enigma
Eu não preciso viajar

Deixo a gestalt entre aberta para expandir meu jardim epicurista.

Do Quinto Caderno da Sabedoria - 06 de Julho de 1999
 
Brincando com Esquilos

Okçuluk e D'k tahg

 
Okçuluk e D'k tahg
 
Como pode coexistir amor e ódio
Dentro da mesma caixa de Luz
Numa proporção equilibrada
Fornecendo o poder de Sermos soldados de ambas as forças

Eu não acredito no puro
Nem mesmo no podre
No final, sou eu que me curo
No assunto não a mais estou “a par sobre”
No fundo estou lá no fundo

Vontade, sem isso o que vale?
Não há graça nenhuma em ser arrastado
Não há nada que vem de graça
E nem sempre se paga apenas com a vontade

Eu lutarei contra todos
Todos que sejam contra mim
Porque nascem hoje sem vontade
e lutamos contra essa doença.

Do Sexto Caderno da Sabedoria, 04/03/2000
 
Okçuluk e D'k tahg

O que é de B.O.B.

 
O que é de B.O.B.
 
Todos querem me matar
É sério!
Todos
Querem
Me
Matar

Oh só:
Meu trabalho quer me matar de cansaço
Meus pais querem me matar de angústia
Meus amigos querem me matar de tanto beber
Meu filho quer me matar de rir
Minha esposa quer me matar de prazer

Em fim,
Todos querem me matar
E cabe a mim
Escolher a melhor forma de morrer

Rio de Janeiro 22 de Julho de 2016 - Cantinho do Poeta Feliz, Volume 2
 
O que é de B.O.B.

naD Doq (Manifesto psicodélicamente Apológico)

 
naD Doq (Manifesto psicodélicamente Apológico)
 
Criei Vespas, Carrapatos, Vermes
Comunicando Varias vezes
Corri
Voltei
Conduzi o Volante
Contrai Varíola
Camuflei
Verdades
Capciosas
Vasculhando
Casas
Valorizando
Costumes
Vertigens
Coma, Vida
Carcaça, verbetes
Culpei Você
Comandei Vingança
Colori Vapores
Carro Veloz
Costa Verde
Companhia Violenta
Comerei Voado
Calculei versículos
Contudo
Vou-me
Comprar meus Vícios
em alguma boca do
Comando Vermelho.

do Sétimo Caderno da Sabedoria
 
naD Doq (Manifesto psicodélicamente Apológico)

Fonética

 
Fonética
 
A fila fala, revela
Família na vala, sem vela
Valores voláteis, fatal
Vale um velório, falido
Fula folia, vivida
Vai viajar ouvindo Vivaldi
Foi festejar
Fez
Um Faquir faminto e uma Vaca farta
Falar o que vale
Feixe de luz
Sossegar o facho
Fivela de ferro na cara com raiva.
FAP!!!
É fatal

Rio de Janeiro, Maio de 2001, Tiago Malta, Oitavo caderno da sabedoria
 
Fonética

Quadros

 
Quadros
 
Nada que faço faz sentido,
Pois nada é feito pra mim.
Se em uma só alma a vida fosse baseada
Não teria uma pá de indivíduos a seu redor
Para irmos embora não me diga
Se quiser ficar só, se mata, hein?

Pois a idéia é sempre ter uma pessoa para ficar ao lado da outra
E é assim que mostro que tudo é feito sobre medida
Pra nunca, nunca estarmos sós
Trancados no escuro do quarto com os pulsos cortados.
Mas se você não tem ninguém, ninguém mesmo
Há algo de errado, você não deve estar enxergando direito
E aí te ajudar eu não posso.

Eu, preso na parede fria,
A vos observar, anos de existência tenho,
Mas nunca aprendi a caminhar
De onde vim não quero lembrar
Era tão perigoso... Mas nunca fui rude.

A vida ensina varias lições
E nem todas devem ser seguidas, lembre-se
Ande, caminhe e siga sua vida
Sem perder o contato com os demais discípulos
Se Ra te esquece à noite, faça uma fogueira,
Ou abrace a lua cheia com sua frota de estrelas
E agasalhe-se e debaixo das cobertas
Fique com seu amor.

Epílogo:
Malandro não corra só pra vir me furar
Pois você pode cair e a navalha em seu peito pode entrar
É a vida seguindo seu rumo
Com homens não muito homens
Pensando que se protegem atrás do ferro frio.

Esse poema faz parte do Cantinho do poeta Feliz

Para Baixar na Integra
http://www.mediafire.com/download/dvp ... ntinho+do+Poeta+Feliz.rar

Incluído : Audiobook, E-book e a HQ Quinteto do Patinho Feio.
 
Quadros

>Quero<

 
>Quero<
 
Quero
Menos ausência
Mais Amor
Menos briga
Mais beijo
Menos Calma
Mais Calor
Menos distância
Mais dogma,
Pois amor não precisa ser provado
Menos espinhos
Mais encontros
Menos fim
Mais força
Menos grito
Mais gozo
Menos hiato
Mais horas
Juntas
Menos indiferença
Mais invenções
Menos Juras de amor
Pois quem jura mente
Mais Jornadas
Menos karma
Mais kaiambá
Menos lágrimas,
Mas de emoção podem
Mais liberdade
Pois o que é, não precisa de gaiolas
Menos é mais
Mais é menos
Menos Não
Mais Ninjitsu,
Pois passou de10 anos juntos é bom ser ninja
Menos obrigação
Mais ostentação
Pra ter orgulho o que conquistamos
Menos piração
Mais porres
Adoro com você
Menos quantificações
Pois é imensurável
Mais química
Pra mais respiração
Menos Raiva
Mais Risos
Menos só
Mais somos
Menos trivial
Mais tantra
Menos uivo,
Pois é o grito da matilha que se desfaz
Mais união
Menos vaidade
Mais vitória
Menos Workaholic
Mais W00t
Menos Xarrasca
Mais Xenhenhém
Mais yin
E mais yang
Menos Zebras
Pois vai dar certo
Mais Zzz
E adormecer com você
Mais ou menos é isso que eu quero.

Para Vanessa Pifano do Livro Fadas
 
>Quero<

Antro-Praga (Experiência Capitulo III)

 
Antro-Praga (Experiência Capitulo III)
 
Multiplicamos, infestamos o mundo,
estragamos milenares plantações
Ofertadas a um Deus qualquer
A violência é nossa, ta tatuada na clavícula
e se esse versos não te couber mais
C:/Corte!

Cadê o Amuleto que eu procurava
Eu até me esqueci como era
O que importa é continuar
Lutar contra o Homem invisível, da Mulher Barbada e do Bicho Papão
O verme se torna governador
Domina a mente e a esfarela

Você estará de pé pra figuração
Infestando o mundo estilo bubônico
Não adianta lamentos, vamos expandir
e por fim:
- Me chame de Cólera.

do livro Gênesis Android
 
Antro-Praga (Experiência Capitulo III)

Veredito Plausivo

 
Veredito Plausivo
 
Compor tua dor
Que provoca a solidão
Soldador do ardor
Que inverte em salpicão
Rasga-se o amor
Pois causa sofreguidão
Beber outro licor
Pra dirigir com atenção
Ser seu sabor
Vou te dar muito tensão
Respirar seu calor
Mas na hora da minha ejaculação
Sentir esse pavor
Pois não quero mais paixão.

Sétimo Caderno da Sabedoria
 
Veredito Plausivo

Poesia de Abertura dos Dias Amargos

 
Poesia de Abertura dos Dias Amargos
 
Qual o Demônio que habita seus olhos?
Qual a Besta que te corrói por dentro?
Começou a semana mais longa da Terra
Em meados dela já começou a perder a fé nas pessoas
E comecei a desacreditar na boa forma.

Ter de ficar de fora, sem o tempo
Queria parar...

A Carne é transparente
Mas é fácil perceber o que nela habita
O mau não é você
E nem ao menos te pertence
O mau tenta apenas acompanhar o meio.

Dormindo não sinto nada mais
É a mesma coisa que morrer
(Blasfêmia)
Eu não sei o que é morrer
Só sei que escurece tudo
Desejo apenas que as horas passem
Para que eu possa sair dessa semana
Deixando pra traz o inferno astral
E sem receio ou anseio só quero que isso acabe.

15/09/1999 do Quinto caderno da Sabedoria
 
Poesia de Abertura dos Dias Amargos

Veng mIghtaHghach

 
Veng  mIghtaHghach
 
Metro a metro um homem poliniza os espinhos
os espinhos estão se alastrando
o homem cria seu vespeiro

livre-se
(Circulo vicioso)
Não se orgulhe
Foge!!!
(De um lado pro outro)
Cuide-se
Saia daqui
(Cadeia Alimentar)
Procure a Cidade de Cristal

Foge do espinho comum
a cidade dos lixos, das sucatas, dos entulhos
Olhe nos meus olhos
e me diga pra não sorrir.

Do Livro Cidade de Cristal e outras Historias, 07 de Outubro de 1999
 
Veng  mIghtaHghach

Mandíbula-Travessia

 
Mandíbula-Travessia
 
Tenho frio

Quero comida pra ter mais fome
Eu quero água pra sentir mais sede,
ter mais luz pra não enxergar
e um atalho pra me perder.

Quero veneno para viver mais
uma pistola pra me defender,
Quero mais choro pra lavar meus olhos
E berros fortes para minha dor de ouvido.

Uma coronhada pra dormir mais cedo
o teu perfume pra sentir mais cheiro,
Na escuridão vou ter mais coragem
e enfim recuperarei meu calor.

Sexto caderno da Sabedoria - 27/06/00
 
Mandíbula-Travessia

Vamos Unir nossos Poderes