Poemas, frases e mensagens de Fanny

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Fanny

CLAUSTRO DA ALMA

 
CLAUSTRO DA ALMA

*Fanny*

Perdeu-se a luz do olhar... a janela
do sonho enclaustrou -se em neblinas...
Solidão encarcerada sem uma estrela
a fulgir neste claustro em ruínas.

Quedo-me na nostalgia do abandono...
Ouvem-se sonâncias perdidas no horizonte
que cingem a minh' alma neste outono
algemando os meus passos sem ponte.

Quisera resgatar oásis de primavera
que despontavam na janela do coração...
Absorver o aroma jovial da quimera.

Quisera agarrar as alas errantes do vento
Evadir -me das brumas desta prisão
E adejar até aos confins do pensamento.

16/08/08
 
CLAUSTRO DA ALMA

PODE SER...

 
PODE SER...
 
PODE SER...
*Fanny*

pode ser que o tempo te devolva o sorriso
o momento esquecido lavado pelo pranto
das estrelas… sentimento dúbio, impreciso
que desabrigou o coração, aluindo o canto

poder ser que o torvelinho da lembrança
varra do céu o teu pensamento em turbilhão
evitando que soçobres na vastidão da vingança
e despertes no horizonte sensato da tua missão

pode ser que o tempo reescreva a fantasia
que florescia no jardim encantado do universo
e componha no silêncio das estrelas um só verso

pode ser que eu te sinta nas linhas apartadas
buscando letras inquietas, rimas de saudade
que a ilusão ampara no poema da eternidade.
 
PODE SER...

ILUSÕES

 
ILUSÕES
*Fanny*


Voam ilusões no céu enrubescido...
partem plangentes em asas de dor...
afagam-se no sol débil, adormecido...
escondem-se em notas dolentes de amor.

Os sonhos esvaem-se em enxurradas...
As ondas levam-nos sem piedade...
Chora o azul em névoa, desconsolado...
Ultima-se a poesia... em fatalidade.

As pálpebras da noite unem-se em luto...
As estrelas choram sem resplendor...
O vento recolhe o devaneio, resoluto...

Ilusões meigas adornavam o meu ser...
Eram candeias fulgentes de encanto
que se extinguem no soluçar do anoitecer.
 
ILUSÕES

MURMÚRIOS DO TEU PENSAR

 
MURMÚRIOS DO TEU PENSAR
 
Escorrem murmúrios do teu pensar em minhas alvoradas de sonhos, beijo-os com os meus lábios de rosas vermelhas que te segredam instantes orvalhados dos meus olhos de safiras. Sentimentos peregrinos dançam nas asas de uma memória sem Tempo, corações entrelaçados de reminiscências, leves como brisas de jardins alados, livres como duas andorinhas embaladas por sinfonias de Primavera.

*Fanny*
 
MURMÚRIOS DO TEU PENSAR

ENQUANTO HOUVER ILUSÃO

 
ENQUANTO HOUVER ILUSÃO
 
Enquanto houver ilusão
meu coração será um pássaro livre a esvoaçar
pelo firmamento da emoção e das fantasias...
O meu olhar terá o sorriso das estrelas,
arco-íris de sonhos flutuando em melodias
amorosas e secretas do Tempo...
Enquanto houver ilusão
bordarei versos azuis de quimeras pelo Universo,
perfumarei o jardim da minh'alma
com aromas eternos de Primavera.

*Fanny*
 
ENQUANTO HOUVER ILUSÃO

Miragem

 
Miragem
 
Cheguei como pluma ao oásis do teu pensamento
Fiz-me luz de lírios brancos, com vestes de estrelas e luares refulgentes…
Diademas nos cabelos com flores de estrelas colhidas nas alvoradas da tua saudade…
Fiz-me miragem celeste que tu aconchegaste na morada secreta do Tempo…
instantes mágicos perfumados de mistério.

E tu poeta?

Um dia… ousaste entoar a melopeia dos trovadores celestiais,
suave e secreto encanto que seduz as fadas do vento…
e a tua canção de versos desfez neblinas e lamentos…
fez brotar em mim cascatas de Éden azuis
que agora escorrem nas alamedas dos meus sonhos...
Flutuo ainda em nuvenzinhas de ternura pelas infinitas
galáxias das auroras enfeitiçadas… levada pelas brisas estonteantes
dos teus abraços.

*Fanny*
 
Miragem

VEREDAS DE SILÊNCIO

 
VEREDAS DE SILÊNCIO
 
VEREDAS DE SILÊNCIO
*Fanny*

Caminho nos socalcos do destino
e perscruto veredas de silêncio
nos tropeços das lembranças...
Pensamentos que se esvaem
nos ventos dilacerantes da Razão...

Desfolho pétalas de ausências
pedaços de sonhos sem fragrância
que se perderam na apatia
desta minha alma privada de mim...
Peregrina de dor...num jardim sem nome...
alma errante... sem fim.

Naufrago a esperança do meu sonhar
e perco-me no oceano da solidão
vagueando por sonhos interrompidos...
asas quebradas...voos proibidos...
emoções negadas...reprimidas...contidas.

Mas do firmamento caem chuvas de estrelas...
são as lágrimas serenas da compadecida lua...
Quem sabe elas me guiem...me acendam
novos caminhos...e alumiem
os lugares solitários da minha alma?
 
VEREDAS DE SILÊNCIO

OÁSIS DE ETERNIDADE

 
OÁSIS DE ETERNIDADE
 
OÁSIS DE ETERNIDADE
*Fanny*

Fragmentos soltos dos mesmos sonhos... Sim!
Pétalas de amor colhidas no jardim do infinito
Bouquets de versos perfumados só para mim...
Recolhi-os nos trilhos secretos do destino.

Eu bem te vi naquela rua de tormento...
Estavas com um manto amargo de dor...
Ah amor! Aninha-te em meu pensamento...
Escuta a melodia dos meus versos de amor.

Quisera eu tecer as malhas de um novo destino
Com linhas de estrelas das novas constelações...
Derramar chuva de esperança em teu desatino.

Quisera eu desafiar os labirintos da saudade...
Bordar de flores o arco-íris das tuas emoções
E espargir suas cores num oásis de eternidade.
 
OÁSIS DE ETERNIDADE

LÁGRIMA DE SAUDADE

 
LÁGRIMA DE SAUDADE
 
LÁGRIMA DE SAUDADE

*Fanny*

Um dia chegaste quando a aurora despontou
nos silêncios das minhas esperas solitárias.
Chamaste-me de teu anjo...de teu amor...
e eu segui teu rasto de flores de um jardim habitado
onde o amor floresce com as estrelas do teu olhar.
Jardim proibido que sempre a ti me conduz...
onde me visto com teus afagos de luz
e me perfumo com teus aromas de jasmim.

Segredaste ao vento tuas vontades...
e as brisas do desejo derramaram a lua
em minha essência...minha alma ficou nua,
embalada por mágicas ansiedades.

Oiço a tua voz...adivinho teus pensamentos
que a distância não consegue afastar...
O sol traz-me o bailado do teu sorriso
que eu não cesso de imaginar ...
e sinto o teu abraço quente que me desafia
a ficar em teu refúgio de secretos anseios.

Beijo a melodia dos teus encantados versos
que abrilhantam as estradas do meu universo
alamedas etéreas enfeitadas de infinito e poesia.

Quando a noite chegar envolta de lembranças
sentirás o suave toque do meu meigo olhar,
sentirás o esvoaçar dos meus sonhos
a espargir fragrâncias da almejada esperança.

E, se por acaso, sentires um orvalho na tua face,
é simplesmente uma lágrima da minha saudade
que te murmura o meu grande amor... sem idade.
.
 
LÁGRIMA DE SAUDADE

GOTAS DE SAUDADE

 
GOTAS DE SAUDADE
*Fanny*

Brotam gotas de saudade no olhar...
Caem dolentes no crepúsculo da solidão...
Submergem no triste abismo do mar...
Perdem-se na corrente da ondulação.

Esmorecem os meus olhos vazios...sofridos!
Sangra o coração, matizando a essência,
num profundo torpor incompreendido.
Artimanhas vis do destino, sem clemência.

Deambulo ferida na penumbra do sonho...
Jaz o silêncio perplexo, escuta-se o vento
inflamado de dor...Toca-me medonho!...

De asas quebradas, despojada de razão,
cerro as janelas da alma...aninho-me
no leito da nostalgia, afago a recordação.
 
GOTAS DE SAUDADE

ESTRANHA SAUDADE

 
ESTRANHA SAUDADE
 
Há dias que vem uma saudade de não sei onde…uma fragrância de rosas que se esconde nos cantos secretos da alma…uma melodia que canta no coração e me faz flutuar no horizonte de uma memória guardada, tesouro de recordações, murmúrios de brisa que me trazem oásis de palavras tuas, aquelas que nunca foram ditas e ainda são pronunciadas pela voz do teu olhar…

*Fanny*
 
ESTRANHA SAUDADE

Chovia...

 
Chovia...
 
Chovia intensamente lá fora enquanto ela mergulhava na procela da sua existência. Havia uma simbiose perfeita entre o seu estado anímico e a paisagem que os seus olhos vislumbravam. Uma espécie de solidão acompanhada... refúgio interior com quem partilhava o seu desalento. O orvalho dos seus olhos reluzia na escuridão do seu ser... gotas despojadas de ternura que teimavam em rolar pela sua face pálida sem brilho.

Até quando a tempestade lá fora permaneceria de mãos dadas com a sua solidão?

Fanny
 
Chovia...

Dá-me...

 
DÁ-ME...
*Fanny

Dá-me versos perfumados
de rosas purpúreas...
incensos de estrelas
nos meus cabelos...
luares de primavera
no desassossego da minha alma.

Dá-me aquele sonho azul
que ficou pendurado
nas linhas do Tempo...
Ele perdeu-se no labirinto
do sentimento e não sabe regressar.

Dá-me a brisa do teu pensamento
que passou por mim
e eu não senti...
levou-a o vento sem brandura!
Deixa que as palavras
do teu coração flutuem
no horizonte do meu poema
feito de cristais e auroras boreais.

Dá-me a emoção celestial
que me ensinaste a entender
nas sendas misteriosas do Universo.
Não deixes que me perca na vacuidade
da existência, na dolência perene do sentir.
 
Dá-me...

TERNURA E SAUDADE

 
TERNURA E SAUDADE
 
Hoje vesti-me de estrelas e luares...
banhei-me nas brisas de ternura
que tu semeaste no infinito azul da minha alma…
ganhei asas de vento e flutuei para um lugar chamado SAUDADE.

*Fanny*
 
TERNURA E SAUDADE

ENCANTO

 
ENCANTO
 
Encantam-me as estrelas quando elas cintilam com o sorriso dos teus olhos
e me fazem acreditar que o amor ainda existe…

*Fanny*
 
ENCANTO

CÂNTICO DE ALVORADA

 
CÂNTICO DE ALVORADA
 
A alvorada cantou quando a ternura do teu olhar acendeu o infinito azul da minha alma.
Voei com as tuas asas brancas de seda, colhi estrelas, bordei-as nos véus das galáxias distantes…
Murmurei à lua meus versos, meus segredos e o silêncio da minha voz fez-se cântico...
suaves acordes de ti nas avenidas airosas do Universo...

*Fanny*
 
CÂNTICO DE ALVORADA

CAMINHAR

 
CAMINHAR
 
Pudesse eu caminhar sem destino e absorver
a poesia dos instantes que me vestiram de esperança e sorrisos.

Hoje, as minhas viagens não passam de ilusões perdidas e estagnadas...
sufocadas pelas teias do real.

Passeio por veredas de tristeza onde somente colho pétalas magoadas
que caíram do meus olhos cansados de sonhar.

Queria tanto caminhar e encontrar
a música do silêncio que me roubaram!
 
CAMINHAR

MURMÚRIOS DE SILÊNCIO

 
MURMÚRIOS DE SILÊNCIO
 
MURMÚRIOS DE SILÊNCIO
*Fanny*

Murmúrios de silêncio entoam no horizonte...
e eu flutuo em suas harmoniosas sinfonias,
embalada pelas brisas dos pensamentos.
Apago as paisagens das vãs utopias,
calo a voz das falsas ilusões...
e minha alma voa lúcida no tempo.

Ecos de mim desabam nas linhas do firmamento!
Deixo-me levar pela consciência que me fala,
encontro verdades camufladas... agora reveladas.
Afasto as sombras das quimeras que me perseguiam...
e recupero o oásis das minhas emoções perdidas,
reencontradas agora, na aurora do silêncio.

As minhas paisagens enfeitam-se de poesias,
escrevem sonetos floridos,
perfumados de esperança...
versos de estrelas resplandecentes
que reacendem luares de sonhos esquecidos...
Devolvem-me a Primavera dos devaneios.

Murmúrios de silêncio...melodias secretas,
brisas azuis que acarinham e libertam a alma,
músicas de magia...cascatas de sonhos
escorrendo no infinito dos meus pensamentos.
 
MURMÚRIOS DE SILÊNCIO

SILÊNCIO PROFUNDO

 
SILÊNCIO PROFUNDO
 
Chega a noite densa e tortuosa, como tantas outras que me beijam no silêncio profundo do sonho, e deixo que a indolência me invada numa carícia magoada, num desvelo inóspito dos sentidos.

Evado-me no vácuo da existência... procuro os códigos da alma perdidos no labirinto do pensamento, perco-me nos sons negros que me gritam em sussurros delirantes... agasalho-me no manto penoso da solidão que desliza pardacento no meu corpo iluminado de trevas.

Busco-me na identidade que se esvaiu pelos intervalos do Destino, mas os meus olhos turvos cegaram nos caminhos sombrios que o meu coração inócuo abraçou. Granjeio as minhas palavras de estrelas, mas a penumbra deitou-se ao meu lado... as nossas mãos entrelaçadas dançam agora na música arquejante dos crepúsculos nebulosos e lacrimejantes...

Sei que um dia me fugirá o verbo da alma, sei que habitarei os confins corpóreos do silêncio e o meu nome extinguir-se-á no grito do vento, infinda procela que assolará irreversivelmente a vertigem do meu ser...

Fanny
 
SILÊNCIO PROFUNDO

VEREDAS DO SONHO

 
VEREDAS DO SONHO
*Fanny*

Estarás sempre no infinito do meu sonhar
Porque tu és a eternidade do meu sentir...
Passo de dança no horizonte do meu olhar
Flutuando suave nas constelações do porvir.

A tua voz é uma melodia etérea de alento
Passeia mansamente nas sendas do coração
Murmúrio de anjo... toque meigo de vento...
Semeia ternura nos acordes da sua canção.

Voas amorável no horizonte emudecido...
Pousas no crepúsculo da memória, vazando
Pérolas de saudade no rosto esquecido.

Calam-se os versos peregrinos do alvorecer...
Ecoam gritos silenciados nas veredas do sonho...
A minh’ alma errante num eterno querer!
 
VEREDAS DO SONHO