Poemas, frases e mensagens de Naya_Jonas

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Naya_Jonas

A moradora do chalé ataca novamente

 
Súbita, ela planejava outro ataque.
A malvada mulher sabia como conquistar um homem, se vestiu com roupas sedutoras e deixou a mostra as pernas compridas.
Um jovem, bonito, a esperava... ele não conhecia a maldade que cercava os pensamentos da moça.
Ele esperava impaciente, encostado em uma arvore, as crianças, novamente, brincavam de roda na esquina, e o homem se irritava com o som desafinado da canção débil.
Quando todos se calaram e a musica parou, a senhorita saiu em busca de mais um galantiador.
Seus olhos olhavam pro nada, e seus ouvidos, atentos, tentavam captar um sinal da bela dama.
Até que se pode vê-la ao seu lado.
A voz da jovem era encantadora e irresistível.
O estudante não piscava diante de tanto beleza. Desta vez ela não precisou beija-lo, bastou que o vento movesse seus longos fios ruivos e ele se apaixonou.
 
A moradora do chalé ataca novamente

Crianças do Futuro...

 
Está noite eu sonhei...
andava pelas ruas desertas de São Paulo
e tentava descobrir algum jeito de modificar o mundo.
Procurei vários modos mas não encontrei.
Enquanto eu seguia pelas avenidas agora movimentadas da cidade grande observei uma enorme porta azul.
Abri a porta desconhecida e segui em busca de alguma resposta.
Encontrei um salão grande, com diversas crianças sentadas em frente a tela do computador.
Ouviam musica, jogavam e riam das piadas fúteis que encontravam.
Interessei-me em perguntar se eles estudavam, mas não ouve resposta, seus olhinhos, já fundos, não piscavam diante de um universo tão extenso.
Eu estava mesmo confuso, procurava um modo de mudar o mundo, mas acho que ele mesmo fez isso, criou um jeito de todos se desligarem do lugar cruel em que vivem.
Seria este realmente o fim do mundo?
Seria essas as crianças do futuro?
 
Crianças do Futuro...

A princesa rebelde

 
Era uma vez uma linda jovem que vivia com os pais em seu adoravel castelo. Ela vivia o sonho de toda e qualquer garota, mas com certeza, não o seu. Ela nunca quis ser princesa, odiava seus vestidos longos e detestava ser tratada com se fosse de vidro. Era um problema para os pais, que não podiam ter mais filhos e precisavam passar-lhe a coroa. Achavam que tudo fosse fase, e que no aniversário de 17 anos da menina, tudo mudaria. E realmente mudou. Áquila, não satisfeita de ter de receber tantos convidados, num dia que ela desejava só pra ela, se trancou no quarto. Seu vestido violeta estava sobre a cama, e uma coroa de diamantes gritava pelo aconchego de seus cachos ruivos. Mas ela nunca se deixou levar por nada disso. Já tinha planejado fugir com o jardineiro, e assim ela faria. Vestiu-se com seu vestido mais escuro, colocou sobre a cabeça um véu e desceu as escadas. Os convidados não conteram o grito de espanto quando a viram. Dentre eles estava o principe Cáspian, um lindo cavaleiro dos olhos grandes e castanhos mel. Cabelos negros e pele clara. Áquila se distraiu ao ve-lo e se sentiu congelando por um momento. Não sentia nada pelo jardineiro, decidiu fugir com ele pelo simples fato de confiar que ele a levaria para um bom lugar. Apesar de não desejar tudo aquilo, que poderia ter, havia algo ali que ela sempre quis. Cáspian. Ela sempre se sentia fraca quando o via, parecia perder as forças tão depressa que sentia nauseas. Ele desde sempre a fez ama-lo. Ela já perdera a conta de quantos anos estava entregue a esseamor. Ninguém nunca percebeu, ambos estavam prometidos a outros. Ela desviou quando viu Reinald, seu noivo, se aproximando.Mas ele a segurou pelo braço e sussurou grosseiramente:

- O que pensa que está fazendo festida nesses trajes?

Ela soltou-se e saiu, deixando-o sem resposta. Virou-se de um lado para o outro, procurando pelo amigo jardineiro, que fugiria com ela; mas parou quando viu Cáspian em sua frente. Os olhos dele poderiam iluminar todo o reino. Ela pensou. Talvez nunca tivessem chegado tão perto; não sem um motivo. Ele aproximou a mão do rosto dela, e com delicadeza, retirou o véu de seus cabelos. Ele a olhou e sorriu.

-Está linda Áquila!-ele a segurou pela mão e a conduziu conforme a musica.

Ela sentiu um friozinho inundar seus nervos. As borboletas pareciam dançar dentro de seu estomago, e ela corou.

-Áquila, vai memso fugir com ele?-ele perguntou de subito.

-Do que está falando Cáspian? -gaguejou.

-Sabes muito bem do que falo.- ele pensou um pouco, e antes que ela pudesse responder, ele continuou.-Olhe pra mim, não posso deixa-la ir, não sabe quanto tempo esperei pra te-la, não posso deixa-la ir.

Virou o rosto incredula, e procurou por Reinald, ele estava do outro lado do salão, dançando com uma das convidadas. Apertou a mão de Cáspian e o puxou para fora. Olhou em seus olhos e teve certeza do que queria.

-Fuja comigo, venha comigo e seremos felizes, londe de tudo o que se compra, pois nada disso compra amor, nada disso compra meu amor por você.

Ele sorriu, não conseguindo conter a felicidade. E então eles fugiram, para um lugar longe, onde ninguém pudesse encontra-los. E do jeito que sonhavam, foram felizes para sempre!

Redação pedida pela professora de portugês. Tema- Conto de Fadas.
 
A princesa rebelde

Lagrimas na Chuva...

 
Era uma menina sozinha descendo pelas ladeiras da cidadezinha do interior, que faz divisa com o estado do Paraná, com apenas 231 anos de emancipação política, de população tranqüila e festeira, cidade fria e aconchegante, terra de tropeiros e estudantes, silenciosa e agitada.
Terra de lua prateada tomada pelo intenso ar gelado.
Seus olhos não viam ninguém e ninguém a via, apenas um gato preto a acompanhava, mais por curiosidade do que afeição.
Ela observava o chão de terra batida e desviava das pedras trazidas pela chuva.
O céu negro dando impressão de extrema melancolia, assim como o semblante trágico no rosto da garota.
O tempo novamente fechara e uma gota de chuva caiu sobre seu rosto, o vento frio lhe dava pavor, junto com a chuva as lagrimas molhavam sua face, como se quisesse abastecer a cidade mais do que a represa Pilão d’Água.
Seus pés descalços, com os sinais visíveis do chinelinho de dedo surrado que ficara esquecido atrás do fogão de lenha. Se não havia proteção para o coração também não necessitavam os pés.
Suas roupas rasgadas e agora molhadas roubavam-lhe a beleza, seus longos cabelos ruivos maltratados com o tempo balançavam com forte vento, seus olhos azuis inundados de lagrimas refletiam seu sofrimento, seus pensamentos voltavam aos fatos inesquecíveis e a raiva em seu rosto era assustadora.
O gato já não a seguia, fugira logo que a chuva começou.
A esperança de que a chuva parasse consumia seu ser.
O desejo de que o sol aquecesse seu corpo gelado era mais forte que nunca.
Com os olhos embaçados ela não podia ver, seus passos cada vez mais lentos...
Seu corpo aos poucos perdia a força, talvez pelo frio, com a chuva e o sofrimento.
Já não sentia total movimento de seus membros, tentava permanecer firme no caminho mas não resistira a lama no chão, sobre o mesmo agora encharcado ela se deitou, não queria ficar ali e se entregar, mas estava fraca, cansada.
Seu corpo agora não se movia apenas um imenso desejo de permanecer viva continuava com ela.
As vielas da adormecida cidade puderam presenciar o som das lagrimas quentes tocando as lajotas de pedra sabão, contrastando com a beleza angelical via-se um corpo inerte no chão.
 
Lagrimas na Chuva...

Nunca mais...

 
Quantas vezes eu acreditei em simples palavras e cartas de amor, me dizendo que eu era seu grande amor.
Quantas vezes acreditei em suas mentiras.
Acreditei pois você falava com um olhar magnífico que me fazia pirar, mas o tempo foi passando e descobri que até mesmo o olhar era falso. Tudo foi uma grande ilusão, tudo não passou de falsas promessas.
Mas hoje eu entendo que foi melhor assim, decidi que jamais acreditarei em alguém como acreditei em você , pois te dei minha vida, meu coração, e o que você soube fazer?
DESPEDAÇA-LO!!!
Mas eu te agradeço por me mostrar que você não era nada do que eu pensava e queria. E mesmo que esse amor demore a passar, eu jamais me entregarei assim novamente.
 
Nunca mais...

Ladra de Coração.

 
Já não se ouviu mais a cantiga infantil, o silencio se tornou completo no quarteirão abandonado.
O jovem já impaciente revirava os olhos sem direção.
O salto da mulher quebrou o silencio já perturbador.
Os magníficos olhos pretos do estudante pararam sobre as longas pernas da misteriosa dona do chalé.
-Olá.- disse a voz suave.
O hálito da moça soprou na face do homem já bobo com tal beleza, ele enfeitiçado, não pode responder.
A jovem sorriu ironicamente, deu-lhe um beijo e completou o encantamento.Ela o levou consigo até o chalé, que por dentro era bem maior do que aparentava ser do lado de fora.
O moço, hipnotizado, entrou na ultima cápsula vazia da sala, até que perdeu seus movimentos e congelou.
A bela dama espreguiçada no sofá, ria malvada.
O cavalheiro aparentemente morto a olhava com desprezo, pois agora apaixonado sabia que viveria eternamente na companhia apenas das moléculas de gelo que queimavam sua pele.
 
Ladra de Coração.