Poemas, frases e mensagens de deborabenvenuti

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de deborabenvenuti

A Imaginação e o Pacote

 
A Imaginação e o Pacote
 
A Imaginação tinha uma mente prodigiosa. Não havia nada que fizesse com que ela parasse de imaginar. Cada acontecimento era um motivo de investigação. Nada passava despercebido para ela. E muitas vezes a sua intuição estava certa, isto é, na maior parte das vezes tudo o que ela imaginava tinha relação com determinado acontecimento. Era como se fosse um enorme quebra-cabeça, que ela estava sempre tentando encaixar. Cada peça era analisada cuidadosamente, até que tudo pudesse se encaixar. E quando isso não acontecia, ela então observava por outro ângulo, fazia outra analise da situação e procurava uma solução. Até que um dia, a Imaginação recebeu um pacote, vindo de além-mar e ficou muito curiosa para saber o que continha o pacote. A pessoa que o enviara, disse que admirava muito a Imaginação e como prova disto, estava enviando o tal pacote, como prova de seu amor eterno. A Imaginação ficou surpresa, pois não esperava por isso. Mas logo que o tal pacote chegou, ela se admirou com o peso e com o preço que precisaria pagar para poder receber o pacote. Desconfiada, ela então resolveu dizer ao remetente que ele mesmo pagasse o transporte, porque afinal de contas, presente é presente. Seria um Cavalo de Tróia ou algo parecido? A Imaginação ainda não conseguiu encontrar a peça que falta para montar o quebra-cabeça. E se isso acontecer, com certeza, ela irá concluir a investigação.

Débora Benvenuti
 
A Imaginação e o Pacote

O ACENDEDOR DE CORAÇÕES

 
O ACENDEDOR DE CORAÇÕES
 
 
O ACENDEDOR DE CORAÇÕES

Era uma noite gelada e fria,
em que o sereno da
madrugada caia.
O vento castigava a quem
não se abrigava da noite
que se prolongava,
como uma ave de rapina,
estendendo as suas garras,
até alcançar o raiar do dia.
Nessa noite o Amor
se compadeceu,
de todos aqueles
que não tinham um amor,
para chamar de seu.
Acendeu um candeeiro
e saiu na noite escura,
como um curandeiro,
procurando um coração,
que precisasse de um pouco
de paixão,
para dar vazão à emoção
que fazia eco em seu coração.
Andou por muito tempo
e foi acendendo todos os corações,
em que a chama da paixão,
o vento do tempo apagara.
Por onde andou,
só encontrou as cinzas
que a paixão deixara,
nesses corações que nunca mais
amaram e já haviam esquecido
o quanto o Amor os havia aquecido.
Acendeu tantos corações,
até que o fogo do seu candeeiro apagou
e com o vento como açoite,
voltou para o seu leito
e dormiu como nunca antes
havia feito,
nos lençóis amassados e desfeitos...

Débora Benvenuti

ESTE POEMA DEU ORIGEM AO TÍTULO DO MEU LIVRO
" O ACENDEDOR DE CORAÇÕES"
 
O ACENDEDOR DE CORAÇÕES

AS QUATRO ESTAÇÕES

 
AS QUATRO ESTAÇÕES
 
AS QUATRO ESTAÇÕES


As quatro estações
queriam se encontrar,
mas não sabiam o que fazer
para esse sonho realizar.
O Outono então pensou
num plano para poderem se comunicar.
Escreveu com gotas de orvalho,
numa folha seca,
uma mensagem que fez o vento carregar,
até o Inverno encontrar.
E com o frio que fazia,
o Inverno soprou
com toda a força que podia,
a mesma folha até a Primavera encontrar.
A folha flutuou no ar por muitos dias
e num belo jardim florido se deixou ficar.
Um pássaro que por ali voava,
a folha foi juntar,
para o seu ninho com carinho, afofar.
Percebeu a mensagem que a folha trazia
e viu que precisaria encontrar alguém
que a fosse levar.
Como o seu ninho não podia abandonar,
pediu ao beija-flor,
que fosse de flor em flor
a mensagem entregar.
E num belo dia de verão,
as quatro estações se encontraram.
O dia amanheceu com cerração,
depois a neblina se dissipou
e o sol aqueceu tanto,
que derreteu as nuvens.
Elas caíram em gotas
que rolaram pelo chão,
com tanta força
que causaram uma inundação.
O frio chegou de repente
e fez todo mundo vestir um casacão,
para espantar o frio,
fora de estação.
E as quatro estações
comemoraram o encontro,
tomando um belo quentão
ao redor do fogão...

Débora Benvenuti
 
AS QUATRO ESTAÇÕES

A SOMBRA E A SOLIDÃO

 
A SOMBRA E A SOLIDÃO
 
A SOMBRA E A SOLIDÃO

A Solidão esgueirava-se pela estrada
e procurava um lugar onde pudesse
se abrigar,antes do escurecer.
Percebia que estava sendo seguida,
mas toda a vez que olhava para trás,
não via ninguém com quem conversar.
Precisava desabafar,
mas nem isso conseguia,
por que ninguém a queria escutar.
Seus pezinhos doloridos
estavam cansados de tanto andar.
A luz do luar fazia a imagem
da Solidão aumentar
e ela percebeu alguém ao seu lado
a soluçar.
A Sombra saiu da escuridão
e a seu lado foi se postar.
Era imensa, gigantesca
e aquela hora da noite,
parecia ainda mais sinistra.
A Solidão sentiu a presença da Sombra
que não parava de se lamentar.
- Estou cansada, estou confusa.
Mal podia a Sombra estas palavras formular,
antes que se pusesse novamente a soluçar.
Por onde eu ando,continuou a Sombra,
fico num canto esquecida,
quieta,calada,muitas vezes sem me mexer
e quem eu sigo nem percebe
a minha presença ao entardecer.
Quando a luz da lua reflete os meus passos,
muitas vezes eu assusto quem eu sigo
e ninguém percebe que eu sou apenas
uma Sombra amiga.
- Pois eu, disse a Solidão,
sofro muito mais discriminação.
Ninguém quer a minha companhia,
vivo só, na escuridão.
A Sombra então se aproximou da Solidão
e a envolveu com seus braços enormes.
Ficaram as duas quietas, caladas,
observando um raio de luar
iluminar seus corações.

Débora Benvenuti
 
A SOMBRA E A SOLIDÃO

A CONSCIÊNCIA E O CIGARRO

 
A CONSCIÊNCIA E O CIGARRO
 
A Consciência e o Cigarro

A Consciência sabia
o mal que o cigarro fazia.
Mas isso não a impedia
de fumar um Cigarro
todo o dia.
Na carteira,
Uma frase advertia:
Fumar é prejudicial,
Causa dependência
e Impotência sexual.
Com o passar do tempo
a Consciência foi entristecendo.
Já não sabia mais
o que estava acontecendo.
O prazer que antes ela sentia,
aos pouco foi desaparecendo.
E quanto isso acontecia,
a Consciência ia entristecendo.
Sentia-se pálida e tremendo.
Seus desejos eram substituídos
pelo Cigarro que consumia.
E quanto mais fumava
mais percebia
que algo acontecia.
Já não conseguia
mais transar como queria.
Mas pensava que podia
tomar um Viagra
e o problema com o tempo,
desaparecia.
Só que isso nunca acontecia.
Tomar Viagra
já não mais resolvia.
Quem sabe tomar dois,
Fumar um cigarro depois.
Um pouco de álcool, quem sabe,
seria uma boa solução,
para resolver os problemas
que a Consciência sabia que existia,
mas que não admitia.
Enquanto o vício persistia,
a Consciência buscava no Cigarro
afogar as mágoas que sentia.
O Cigarro era seu Amigo,
disso ninguém discordava.
Ele era o companheiro inseparável
e dizia que ajudava.
- Se quiseres emagrecer
e mostrar a todos o seu poder,
dizia o Cigarro à Consciência
quando ela se sentia enfraquecer.
Fume-me até o dia amanhecer,
Jogue fora todos os seus princípios
Eu estou aqui e todos os seus
Problemas eu posso resolver.
E a Consciência assim procedia,
mesmo vendo o que acontecia.
Fumou tanto, até que um dia,
a tosse o acordou
quando o dia amanhecia.
A Consciência ouviu do médico
Tudo aquilo que já sabia...

Débora Benvenuti
 
A CONSCIÊNCIA E O CIGARRO

A PRIMEIRA EDIÇÃO

 
A PRIMEIRA EDIÇÃO
 
A PRIMEIRA EDIÇÃO

A Imaginação acordou toda animada.
Desceu da cama afobada,
vestiu a roupa apressada
e saiu de casa bem cedinho,
quando ainda era madrugada.
Não se importou com o frio,
nem com a cerração
que deixava tudo embaçado.
Vultos se aproximavam
e a Imaginação ficava assustada,
com cada aparição que avistava.
Numa curva da estrada,
alguém apareceu assim do nada
e surpreendeu a imaginação,
quando ela ainda se aproximava.
O vulto se agigantava como uma sombra.
emoldurada pela cerração que aos pouco
se dissipava.
Era a sua amiga, a Curiosidade,
que a espreitava toda a vez que saia
de casa e como sempre acontecia,
ela mal se continha,
para saber os acontecimentos do dia.
- E então, Dona Imaginação,
aonde vais tão apressada?
- Tente descobrir, já que tens ouvidos tão
afiados e estás sempre tão bem informada.
- Diga-me uma só palavra,
respondeu a Curiosidade,
ficando cada vez mais agitada
e correndo atrás da Imaginação,
que carregava consigo os seus versos
mais antigos.
- Estou à caminho da Editora,
disse a Imaginação a sua amiga.
Mais alguns dias e poderás descobrir
todos os segredos que estive a encobrir,
e que agora todos poderão conferir.
A Curiosidade mal se conteve,
nem se despediu da Imaginação
e como sempre acontecia,
correu o mais que podia
e ia contando a todos,
que a Imaginação estava preparando
a sua primeira Edição,
e que muito em breve entraria em circulação!

Débora Benvenuti

A PRIMEIRA EDIÇÃO DO MEU LIVRO JÁ SAIU E SE ENCONTRA À VENDA NO SITE DA " CORPOS EDITORA".

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O LIVRO CHAMA-SE " O ACENDEDOR DE CORAÇÕES" E USA SOMENTE A PROSOPOPÉIA COMO FORMA DE ESCRITA.
ESTE FOI O POEMA QUE DEU ORIGEM AO LIVRO:

"O ACENDEDOR DE CORAÇÕES"

Era uma noite gelada e fria,
em que o sereno da
madrugada caia.
O vento castigava a quem
não se abrigava da noite
que se prolongava,
como uma ave de rapina,
estendendo as suas garras,
até alcançar o raiar do dia.
Nessa noite o Amor
se compadeceu,
de todos aqueles
que não tinham um amor,
para chamar de seu.
Acendeu um candeeiro
e saiu na noite escura,
como um curandeiro,
procurando um coração,
que precisasse de um pouco
de paixão,
para dar vazão à emoção
que fazia eco em seu coração.
Andou por muito tempo
e foi acendendo todos os corações,
em que a chama da paixão,
o vento do tempo apagara.
Por onde andou,
só encontrou as cinzas
que a paixão deixara,
nesses corações que nunca mais
amaram e já haviam esquecido
o quanto o Amor os havia aquecido.
Acendeu tantos corações,
até que o fogo do seu candeeiro apagou
e com o vento como açoite,
voltou para o seu leito
e dormiu como nunca antes
havia feito,
nos lençóis amassados e desfeitos...

Débora Benvenuti
 
A PRIMEIRA EDIÇÃO

O Blog Falante e o Informante

 
O Blog Falante e o Informante
 
O Blog Falante e o Informante



Quando anoitecia
e todos dormiam,
era hora em que
muitas coisas aconteciam.
Sem saber que era observado
O Plágio aparecia
e muitos poemas do Blog,
desapareciam.
No outro dia,
em outra página
eles eram postados
por alguém que dizia
que não sabia
de onde eles eram clonados.
O Blog sempre avisava
ao visitante mal informado,
que os poemas ali postados
eram todos assinados.
Mesmo assim,
eles eram copiados.
E quem os copiava
sempre dizia
que jamais seriam identificados,
Ao que o Blog respondia...
Vai nessa...Vai nessa...
Cuidado que estás sendo
Observada...
Clonar o que não te pertence
Pode ser muito complicado...


Débora Benvenuti
 
O Blog Falante e o Informante

O Circulo

 
O Circulo
 
Sentimentos incoerentes,
Sensações inconsequentes.
São estes sentimentos que invadem a alma da gente.
O círculo se fecha e roda intermitente.
Depois de estar lá dentro,
ninguém mais sai nem entra.
O sentimento sofre com o desgaste,
tudo muda de repente.
E o que era belo se torna um sofrimento.
Ninguém mais sai nem entra
e o círculo gira intermitente...
Quando para,
é só por um momento.
Mas estamos tão obcecados que é difícil sair de dentro.
Espiamos para fora,
mas o medo nos apavora.
Será que teremos tempo de girar o círculo novamente?
Experimentar novos sentimentos
e entrar em outro círculo,
com uma pessoa diferente?
A sorte está lançada
e o círculo gira indiferente...
Quem está dentro quer sair.
Quem está fora quer entrar.
Você sai ou entra?

Débora Benvenuti
 
O Circulo

O SEQÜESTRO DA IMAGINAÇÃO

 
O SEQÜESTRO DA IMAGINAÇÃO
 
O SEQÜESTRO DA IMAGINAÇÃO

A imaginação estava desolada.
Queria escrever alguma coisa,
mas não saia nada.
Desta forma,
ela ficava inconformada.
Sabia que era muito requisitada
e qualquer coisa que imaginasse,
sempre se transformava
em versos,
que ela a todos contava.
Porém, algumas vezes
passava a noite acordada.
Espiava pelo buraco da fechadura
e percebia que alguém
sorrateiramente a espionava.
Isto não a intimidava
e na hora que acordava,
sentia-se reconfortada,
sabendo que podia imaginar
tudo o que quisesse
e para isso
fazia muitos versos.
E tantos versos fez
que a muitos encantou,
com essa forma simples
de dizer tudo o que pensou.
Sabendo disso
e depois de muita informação,
alguém seqüestrou a Imaginação
e a escondeu em outro site,
onde só quem entrava
possuía a chave do cadeado,
que ficava trancado a sete chaves.
Só quem sabia jogar
poderia naquele site entrar.
A Imaginação gritou por socorro,
sabendo que quem a criou,
nada entendia de jogo
e precisou de muito fôlego
para resolver a situação.
Depois de uma investigação sigilosa,
a Imaginação enfim,
Saiu vitoriosa.
Jogou o jogo cautelosa
e voltou às páginas de onde saíra
com uma menção honrosa.

Débora Benvenuti[
 
O SEQÜESTRO DA IMAGINAÇÃO

A RAZÃO E A EMOÇÃO

 
A RAZÃO E A EMOÇÃO
 
A RAZÃO E A EMOÇÃO

A Razão e a Emoção
eram duas amigas inseparáveis.
Tinham as suas divergências,
porque a Razão sempre achava
que sabia tudo,
embora a Emoção muitas vezes
superasse a Razão,
em todas as suas argumentações.
Viviam as duas num mesmo coração,
nem sempre com a mesma convicção.
A Emoção era muito sensível.
Bastava alguém falar macio,
pedir baixinho,
contar algum acontecimento triste
e lá vinha a Emoção crescendo
dentro do coração,
até sufocar a Razão,
naquele espaço tão pequeno,
onde as duas conviviam,
sempre que podiam.
Quando a Razão percebia
que a Emoção se envolvia
em algum assunto do Coração,
chamava a sua atenção,
mas nem sempre era ouvida
e tão absorvida ficava
em suas emoções,
que não ouvia os argumentos
da Razão.
Quando percebia que havia agido
por impulsos,
seduzida pela Paixão,
ficava decepcionada com o Coração
e o culpava por toda a sua
agitação.
Prometia a si mesma,
nunca mais cometer os mesmos erros
e ouvir a voz da Razão.
O problema é que a Razão
nem sempre tinha razão.
Então a Emoção se sentia perdida
e acabava culpando o Coração,
por colocar a emoção
sempre acima da Razão...

Débora Benvenuti
 
A RAZÃO E A EMOÇÃO

A LUZ E A ESCURIDÃO

 
A LUZ E A ESCURIDÃO

- Eu nasci iluminada,
disse a Luz à Escuridão.
- E eu nasci antes do Nada,
disse a Sombra entusiasmada.
Era tal a competição,
que nenhuma das duas queria
se ver em menor proporção.
- Mas eu ilumino os caminhos
de quem anda sozinho,
disse a Luz, sem hesitação.
- Eu sou muito amada
pelos namorados,
disse a Escuridão.
Todos me procuram
quando estão apaixonados,
por que é na minha sombra
que vivem uma grande paixão.
- Mas eu também sou muito procurada,
ninguém vive sem iluminação.
E é a minha luz que todos buscam
quando estão sem direção.
Além disso,
eu costumo me transformar
em muitas cores
e isso me dá muita emoção.
Às vezes apareço após a chuva
e no céu formo um grande colorido,
à que todos chamam Arco – Íris.
Não existe quem não me admire
e eu causo muita sensação,
nesses momentos em que todos
apontam em minha direção.
- Pois eu ainda contesto toda essa explicação,
disse a Sombra com uma vaga sensação,
de que a Luz estava com a razão.
- Então vejamos quem é mais importante,
disse a Luz `a Escuridão.
Vamos sair juntas e ver quem consegue
vencer essa competição.
A Luz se transformou em um clarão
tão forte que todos pensaram
que era um trovão.
Então escureceu de repente
e todos ficaram na escuridão.
Foi um apagão, todos gritaram
e virou tudo uma grande confusão.
Somente quando a Luz voltou
e iluminou a Escuridão,
foi que as duas perceberam
que de nada adiantava
toda essa discussão.
Tanto a Luz quanto a sombra
tem lá a sua apreciação.
O certo é que ninguém gosta
quando o caos gera toda essa
confusão.

Débora Benvenuti
 
A LUZ E A ESCURIDÃO

Quando o sol se por

 
Quando o sol se por
 
Quando o sol se por docemente
e os últimos raios iluminarem o poente,
a tua sombra se projetará suavemente
em minha mente,
qual pássaro que adormece
assim que anoitece...
A noite estende seu manto
e nem percebe o meu pranto
que se desfaz como por encanto,
quando adormeço no meu recanto...
Delírios, sonhos, canções,
habitam cada cantinho do meu coração
e eu embalo esses momentos como
se fossem fragmentos da minha solidão.
A tua imagem se sobressai e se esvai,
sumindo de mansinho, a cada minuto
que transformam a minha noite
num eterno e imenso caminho,
onde não há espaço para o teu carinho...
Quando o sol se por em todo o seu esplendor,
a minha noite será eterna sem o teu calor...

Débora Benvenuti
 
Quando o sol se por

As Lágrimas do Silêncio

 
As Lágrimas do Silêncio
 
O Sonho deslizava suavemente
pelo tapete mágico da mente.
Seus pezinhos delicados
estavam machucados
de tanto andar ao relento.
Fazia frio e o sereno da noite
era tão intenso,
que mais parecia um véu
salpicado de gotículas brilhantes.
O Silêncio adormeceu,
cansado de esperar pelo Sonho.
E quanto mais esperava,
mais cansado ficava.
Sabia que um dia o Sonho
estaria de volta
e o Silêncio poderia adormecer,
aconchegado ao Sonho.
E os dois assim apaixonados
viveriam novamente lado a lado.
O Sonho sempre aparecia
quando o Silêncio adormecia.
Era tão delicado,
que por onde passava
rabiscava palavras de carinho
na memória do Silêncio,
para que ele quando acordasse,
lembrasse de tudo o que haviam
sonhados juntos.
Mas muitas vezes o Sonho desaparecia,
cansado de ser só sonho.
E quando isso acontecia,
o Silêncio entristecia.
Ficava calado por longos períodos
e nem mais um som se ouvia.
As lágrimas do Silêncio
escorriam por sua face,
feito lâminas de aço.
E quando o Sonho aparecia,
o Silêncio se desfazia.
A lágrima que escorria,
Desaparecia...

Débora Benvenuti
 
As Lágrimas do Silêncio

O Acendedor de Corações e o Amor

 
 
Meu Livro " O Acendedor de Corações pode ser adquirido no site da Editora Corpus - Portugal
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O Acendedor de  Corações e o Amor

A IDEIA E A EXPRESSÃO

 
A IDEIA E A EXPRESSÃO
 
A IDEIA E A EXPRESSÃO

A ideia percorria livremente
os caminhos que a Imaginação inventava.
As duas se encontraram numa curva do caminho,
por onde a Imaginação se perdera,
na última vez que acatara um pensamento
que a Idéia tivera.
As duas eram inseparáveis,
mas muitas vezes discordavam,
por que a Expressão
às vezes aparecia e em tudo se metia.
E essa intromissão
nem sempre era acatada
com convicção.
Talvez a Expressão
sofresse um pouco
de divagação.
Expressava-se muitas vezes
de forma incerta
e isso fazia a Imaginação
ter uma Idéia distorcida
de cada situação.
A Expressão era muito altruísta,
mas muitas vezes
era mal interpretada.
Tropeçava nos pontos,
escorregava nas vírgulas
e muitas vezes não aceitava
a Idéia que a Imaginação criava.
Então,as três decidiram
fazer uma reunião,
na qual decidiriam
quem daria opinião.
A Idéia chegou à conclusão,
que deveriam anotar tudo o que
a Imaginação dissesse.
E cada qual foi se expressando livremente
conforme falava o coração.
Fizeram anotações e finalmente
a Expressão se organizou:
Anotou tudo o que foi dito
e não mudou nenhuma vírgula.
Só tropeçou no Ponto Final,
que apareceu de repente
e fez a Expressão finalizar
essa pequena estória
que acabava de contar.

Débora Benvenuti
 
A IDEIA E A EXPRESSÃO

VENDEM-SE SONHOS

 
VENDEM-SE SONHOS
 
Vendem-se Sonhos

Cansei de guardar comigo
tantos sonhos antigos.
Eu os mantinha assim guardados,
muitos deles separados,
com rótulos coloridos.
Alguns Sonhos Eróticos,
que jamais foram vividos,
nem sequer exibidos.
Por isso o valor de mercado
é muito valorizado e
deve estar sendo cobiçado
por algum colecionador de
Sonhos não Sonhados.
Se você estiver interessado,
em ver um destes sonhos realizado,
entre em contado comigo.
Envie e-mail, mensagem ou torpedo
e não tenha medo de ser enganado.
O sonho será enviado
para o endereço indicado.
Só tem um problema
que precisa ficar esclarecido:
O Sonho só poderá ser Sonhado
com a dona deste anúncio,
que deverá ser acompanhado
por um belo champagne, gelado.

Débora Benvenuti
 
VENDEM-SE SONHOS

A Mão Direita

 
A Mão Direita
 
A Mão Direita

A Mão Direita era sábia e inteligente. Quando era jovem,passava o tempo livre folhando livros e mais livros,em busca do conhecimento e do saber.Depois que logrou êxito em seus estudos,conseguiu um bom emprego,formou uma família, mas nunca deixou escapar uma boa oportunidade, assim que ela aparecia. Por entre seus dedos ágeis, iam se somando grandes investimentos e assim ele formou uma base sólida, criou uma empresa e passou a administrar os seus funcionários pessoalmente. Todos o consideravam um homem bom. Distribuía igualmente a quem precisasse, o que para ele não fazia falta. Era honesto e muito competente em tudo o que fazia. Mas tinha um defeito, como não poderia deixar de ser. Ficava horas e horas observando o que fazia a sua mão esquerda. Se ela cometesse um engano, a advertia verbalmente e de forma ríspida, para que todos pudessem ouvir. Muitas vezes humilhava os dedinhos da mão esquerda, que não eram tão sábios quanto os dedos da sua mão direita. Não admitia erros e não suportava que alguém lhe dissesse que estava errado. A Mão Direita tinha um ponto fraco: era apaixonado pelo Dedo Mínimo. Por esse dedo, fazia o possível e o impossível. Assim, se alguém precisasse chegar até ele, bastava que falasse ao ouvido do Dedo Mínimo, para que a Mão Direita escutasse. Entretanto, tudo o que fazia a Mão Direita, a esquerda ficava sabendo e muitas vezes, de forma não muito agradável. Assim, os dedinhos da mão esquerda trabalhavam sempre de cabeça baixa, temendo por seus empregos. E eram monitorados o tempo todo por câmeras de vigilância, para que não perdessem um minuto sequer fazendo algo que não se relacionasse exclusivamente com seus afazeres. Todos trabalhavam com medo e a Mão Direita dizia que só assim todos poderiam respeitá-lo e trabalhavam exaustivamente porque precisavam do emprego. Algumas vezes a Mão Direita ameaçava tirar da Mão Esquerda, os anéis que havia dado em um momento de complacência. Então os dedinhos da Mão Esquerda ficavam deprimidos e angustiados e já não conseguiam trabalhar nem dormir descansados. Um dia apareceu um sábio que confabulou ao ouvido da Mão Direita:
“ Que não saiba a Mão Esquerda, o que faz a Mão Direita...”

Débora Benvenuti
 
A Mão Direita

QUEM SE AMA SE TOCA

 
QUEM SE AMA SE TOCA
 
Quem se Ama se Toca


Não sofra por antecipação,

faça o auto-exame

para sua prevenção.

Quem se ama se toca,

não se esqueça disso

em nenhuma situação.

Mas se tocar só

não é suficiente

para uma constatação.

Para ficar tranqüila,

faça um diagnóstico

que aclare as suas suposições.

Se encontrar algo estranho,

quando fizer a apalpação,

como um pequeno grão

do tamanho de um feijão,

fique alerta.

Podem aparecer outros sinais

sem nenhum sintoma,

como algumas imperfeições

na pele que circunda a área da mama.

São indícios de um problema

que requer investigação,

mas que muitas vezes tem solução,

se for tratado no início

com muita convicção.

Basta fazer exames

para saber com exatidão,

se há uma possível formação

de nódulos.

Eles nem sempre são malignos

e podem se tratados com seriedade

pelo seu ginecologista.

Informe-se sempre que houver suspeita.

Procure sempre orientação.

Quem se ama se toca

e afasta para longe

a incidência desse mal

que atinge a nossa geração.



Débora Benvenuti[/b]
 
QUEM SE AMA SE TOCA

A IMAGINAÇÃO E O ECO

 
A IMAGINAÇÃO E O ECO

A Imaginação andava apreensiva.
Há muito tempo não conseguia imaginar.
Já se sentira assim um dia
e quando isso acontecia,
de nada adiantava chorar.
Seus pensamentos se confundiam
e ela não conseguia mais pensar.
Então saía a caminhar...
Seus passos a conduziam,
sempre ao mesmo lugar:
- O alto de um penhasco
onde podia a tudo observar,
até que pudesse se acalmar.
Parou um instante,
Ouviu o Silêncio,
Falou ao Vento,
Sentou no rochedo
e começou a soluçar.
Pensou que nunca mais voltaria
a se lançar no espaço.
Suas asas estavam gastas
e a impediam de voar.
Então gritou bem alto:
- Eu quero voar...
Eu quero voar...
E o som retumbava,
trazido pelo Eco,
e ela ouvia o que ele dizia
e mal conseguia acreditar:
- Eu quero voar soava tão nítido,
que algo dentro dela
começou a despertar.
Essa voz que ela ouvia
a incentivava a voar.
Então se lançou no espaço,
abriu as suas asas
e percebeu que ainda sabia voar...

Débora Benvenuti
 
A IMAGINAÇÃO E O ECO

A MURALHA INVISÍVEL

 
A MURALHA INVISÍVEL
 
A MURALHA INVISÍVEL

Meus passos apressados
se perdem na bruma do passado.
Tudo o que eu havia pensado
hoje não tem mais nenhum significado.
Percorro as ruelas estreitas
do tempo e me vejo perdida
num emaranhado de laços,
treliças de momentos
adornados de tormentos.
Tento desvencilhar-me,
desfazer os laços,
caminhar sobre os meus próprios passos.
Mas vejo que por mais que o faça,
continuo presa numa muralha invisível,
que me prende os braços.
Te vejo do outro lado
a acenar-me,
com os olhos marejados
de felicidade.
São lágrimas que escorrem
na tua face,
misto de desejo e renúncia
de um amor que nunca poderá
se tornar realidade.

Débora Benvenuti
 
A MURALHA INVISÍVEL