Poemas, frases e mensagens de WesSouza

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de WesSouza

Hino ao Desconhecido

 
Hino ao Desconhecido
 
Amo àquelas histórias estranhas, complexas,
Únicas, de caráter singular e pureza...
Amo o gosto do sutil, do informe,
Das maneiras nunca antes vistas.

Ao Desconhecido honro como um
Pagão aos seus deuses queridos,
Nada mais desejo sentir, pensar
Ver além desse grande deus,
Quem me trará a visão deplorável
do Conhecido?

O Desconhecido desvela tudo profundo,
Tudo se move através dele, eu mesmo
Sou este desconhecido querendo me conhecer...

Banho-me nas águas do sagrado Inominado,
Visto-me com as vestes da metáfora, ano
Com as sandálias do silêncio e mistério.

Amo ao Desconhecido como se em mim
Houvesse apenas essa essência, como
Se sempre fora um ente estranho, insondável,
Como se tudo fosse apenas Desconhecido!...

Movo-me nesta essência purificada
Com todos os meus sentidos, nela me
Alivio de qualquer idiossincrasia,
Construindo em mim as profundezas
miraculosas do Desconhecido!
 
Hino ao Desconhecido

Dança feminina nas nuvens

 
Dança feminina nas nuvens
 
" E não deixeis que nenhum homem vos engane, porque aquele dia não virá enquanto o homem do pecado não for revelado, o filho da perdição. Ele se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou a objeto de culto, de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus."

2 Tessalonicenses 2.3-4

Sob as nuvens rosadas e afáveis
Os graciosos pés femininos giram
Na bela dança cortês, a cerúlea
Atmosfera encanta os céus...

Dança vaporosa e única nos
Altos Céus de antiga criação
Os feminis pés deslizam pelas nuvens...

Seres alados transmutando-se
Na própria própria leveza aérea,
Dança livre de movimentos precisos,
Meditados, as nuvens vem e vão nesta dança.

A dança feminina nas altas
Nuvens observa o mundo da superfície
Na despreocupação dos passos e na
Elegância vital da beleza e do eterismo
feminino!
 
Dança feminina nas nuvens

Women

 
Women
 
Compreender as mulheres é como tentar compreender o Self. Você começa com entusiasmo e logo joga todas as suas perguntas e tentativas fora.
 
Women

Esforço coletivo

 
 Esforço coletivo
 
A grande estátua
Construída por
Mentes em desenvolvimento.
 
 Esforço coletivo

Credere

 
Crer é combater todos os demônios internos e externos que impedem a crença.
 
Credere

O suicídio de Kleist

 
O suicídio de Kleist
 
O romântico poeta lamenta a Vida,
Melencolia e desespero caminham ao lado.
O tédio rotineiro habita em sua mente.



O espírito romântico lança as
Asas sobre cada jovem, sobre cada
sensibilidade.
Kleist, de temperamento nervoso caminha
Nas garras da loucura e extrema sensibilidade.

Os poemas criados na dor fugaz,
A obra salpicada de sangue e medo
Atroz levam o jovem Kleist à terrível morte,
À morte romântica e terrível de si mesmo.
 
O suicídio de Kleist

Virginitas

 
Virginitas
 
Sangue intocado nas mãos do mundo,
Sangue de coagulação clara e perfeita,
As fibras do corpo marcadas com
Toques de sacralidade virginal.

Virginitas, o sacral mistério da
União da alma ao espírito, Virginitas
Sempre bela e pura... Virginitas que
Observa a concupiscência corporal,
Os vícios da carne e sangue.

O sangue intrahumano carregado
Nas veias, artérias e tecidos molda
O corpo a Virginitas, o sacral,
Virginal e luminoso mundo anímico.

Virginitas leva o homem ao mais
Indescritível momento de purificação,
Leva o homem a sua essência universal,
Afoga a bruta natureza no sangue da
Matéria, da carne e da finitude.
 
Virginitas

s.t

 
Sacrifico o meu desenvolvimento enquanto pessoa, sacrifico a minha prosperidade, sacrifico o melhor em prol do bom e do que gosto, do que quero ser e do meu bem-estar. Pois assim eu não terei algo melhor sentindo-me culpado por desejar viver como queria ou gostaria.
 
s.t

s.t

 
s.t
 
Como é bom ter crenças e seguro: Você acredita firmemente que existe um Céu e Inferno, ou que 2012 foi o começo da Era de Aquário, ou que existe milhões e bilhões de planetas habitados por vida inteligente. Você acredita que a Vida toda é dirigida por uma entidade que alguns chamam Deus, Buda, Alá, Entidade Cósmica, Absoluto, Cristo, etc. Você pode viver cada dia sem nem ao menos querer jogar fora todas as crenças e observar o mundo com sua própria razão e intuição. Você se torna totalmente seguro em tudo que acontece no mundo, mesmo que os acontecimentos sejam demasiado simples e que saibamos que é o homem que cria a vida na Terra. Como é reconfortante saber que mesmo que você nunca tenha sabido de nada, tudo já está determinado e que você com suas crenças faz parte dessa grande Teia que muitos chamam de Destino.
 
s.t

Mulher e divino

 
Mulher e divino
 
Na mulher, a vida espiritual nunca se realizará completamente, mesmo que ela venha a ser considerada uma santa,mística, ocultista como existiram muitas pela História, a mulher não consegue realizar o divino nela porque a sua energia intrínseca bloqueia a totalidade do espírito. A mulher é matéria e continuará sendo matéria por toda a eternidade.
 
Mulher e divino

Almas piedosas

 
Almas piedosas
 
Almas levadas ao mundo da piedade
Gozam na ajuda e amor ao próximo,
Almas de piedade sublime, almas
Cuja piedade atravessam os séculos!

Almas de santos e anjos cujas
Asas se abrem diante do mundo,
Almas de pia e santa felicidade.

Nos píncaros paradisíacos as almas
Revestem-se fulgural mente, almas
Celestes que descem ao mundo de carne e
sangue.

A piedade e compaixão destas almas
Enobrece o espírito humano.
A piedade coroa a humanidade
No amor e no calor piedoso e sagrado!
 
Almas piedosas

Toy Story I

 
Toy Story I
 
Andy é um garoto feliz que adora brincar com seus brinquedos. Ele inventa mil e uma brincadeiras com o brinquedo Cabeça de Batata, um tiranossauro Rex, um porquinho em forma de cofrinho, e o seu brinquedo favorito: o xerife Woody. Woody e Andy sã inseparáveis, e Woody tem uma firme lealdade a Andy.

Entretanto, em cada aniversário de Andy os brinquedos ficam apreensivos em serem descartados, mas Woody os encoraja. Andy ganha um brinquedo especial: Buzz Lightyear, e os outros brinquedos ficam empolgados com Buzz. Buzz pensa ser um verdadeiro patrulheiro espacial, cuja missão é defender a galáxia do vilão Zurg( outro brinquedo).

À medida que o tempo passa, Andy começa a preferir brincar cada vez mais com Buzz, deixando Woody em segundo plano. Woody que sempre fora o preferido não aceita ser trocado, e arma um plano para se livrar de Buzz, porém o plano falha e os demais brinquedos descobrem o plano de Woody e o expulsam do quarto.

Buzz e Woody se perdem de seu dono, e vão parar em uma máquina de brinquedos no Pizza Planet. Um vizinho de Andy: Sidy, consegue pegar Woody e Buzz na máquina de brinquedos, mas Sidy é um garoto cruel e adora torturar os próprios brinquedos.

Na casa de Sidy, Woody e Buzz sofrem a crueldade de Sidy, e tentam escapar, mas Buzz quebra um braço e descobre o que Woody sempre lhe falava: que ele é apenas um brinquedo e não sabe voar.

O filme de animação Toy Story foi o primeiro longa-metragem da Disney Pixar. O longa-metragem tem mais dois filmes, e recentemente foi produzido um curta-metragem chamado Toy Story de terror.

Por ser o primeiro dos longa-metragem da Pixar, Toy Story teve uma excelente recepção entre o público infanto-juvenil.

A história é envolvente, mas Andy tem muito pouca profundidade psicológica, mas é ompnesado pela lealdade e confiança de Woody, pela generosidade do cachorro de mola Slinky, pela franqueza do Senhor Cabeça de Batata, pelo espírito visionário de Buzz e pelo amor incondicional de todos os brinquedos que alegram a vida de Andy.
 
Toy Story I

Esquecimento

 
Esquecimento
 
A memória perdida dos dias
Aumenta os minutos decorridos,
Perde-se áqueles aconteceres dos
Dias e noites vagos e cambiantes...
Perde-se o essencial e primordial de tudo.

Esquecimento da morte, das sensações,
Percepções do mundo... Esquecimento a brotar
De toda a vida deixada em pegadas precisas
e breves.

Esquecimento dos toques das flores e
Do odor de chuva e terra...
Esquecimento do gosto do café e chocolate,
Do sabor dos beijos na face e na boca.

O esquecimento abre ao homem a estrada
Do vazio, do inconstante, das noites de
Terror e frio, leva para longe o
acontecido de todos os tempos.
 
Esquecimento

S.t

 
S.t
 
Um escritor foi para os planos astrais em seu sonho, e visitou lugares e cidades em que a Arte era uma necessidade constante. Ele se perguntava se as pessoas daquelas cidades amavam realmente a Arte ou se era apenas mais um vício comum na vida das pessoas, logo ele encontrou um artista daquelas cidades que lhe disse o seguinte:

- As pessoas que amam a Arte como uma necessidade amam mais do que aqueles que apenas ouvem uma música, veem um quadro, assistem uma peça apenas uma ou duas vezes na vida. Assim como o artista que não pode parar de criar, pois seu dom morre junto com ele quando a inércia toma lugar, o fruidor sente a mais vital necessidade de estar sempre em contato com a Arte.

O escritor que não gostava de sempre se dedicar à literatura, todos os dias começou a brotar de sua imaginação e inspiração novas estórias.

Poemas
 
S.t

Fuga dos fascistas de Novgorod, Kukryniksy

 
Fuga dos fascistas de Novgorod, Kukryniksy
 
Precisão histórica. Movimento dinâmico e preciso. O " Outro" lado da guerra. A guerra patriótica. Momento de glória e sofrimento. Sacrifício. Martírio. Duas ideologias opostas na luta. Guerra pela liberdade. Lutando para combater a escuridão. Raro momento de beleza na guerra. Desenho sensível e histórico. Lembranças de duras batalhas. A guerra contra " a besta fascista". Micro-história. Momento de intensa luta. Front " elétrico". Front moderno. Inverno destruindo o corpo e mente dos alemães.
 
Fuga dos fascistas de Novgorod, Kukryniksy

A casa mórbida dos meus sonhos

 
A casa mórbida dos meus sonhos
 
As vozes ouvidas na minha residência
Quebrada ecoam pelos jardins antigos.
Os túmulos conversam entre si no meu
Momento de sono, as janelas desenham
Símbolos disformes e estranhos.

Respiro um frio e desesperado ar
Dentro da minha casa esquecida,
Os rios morrem e renascem na minha casa.

Sinto a sombra da solidão pousar
Sua mão escura e horrível no meu
Corpo, sinto os ecos e vozes
Na minha mente a sussurrar palavras
desconexas.

Na mórbida casa a presença do oculto
Apresenta-se diante de mim sempre.
Presencio diante do quarto a atmosfera
Secreta e peculiar destas inexplicáveis vozes,
Formas e sentimentos que dominam o meu mundo.
 
A casa mórbida dos meus sonhos

O suicídio de Hêmon

 
O suicídio de Hêmon
 
A casa dos Atridas marcada está
No férreo coração dos deuses,
A desdita perpétua da real família
Presente está em todos os familiares...

Morte, despedaçamento, loucura e
Parricídio... A maldição dos Atridas
Vive em cada assassinato, em cada tragédia,
O cerco se fecha diante de cada um.

Hêmon, jovem príncipe e futuro rei
Comove-se diante da desgraça de Antígona:
Diante de leis morais todo homem
Sensato e honesto curva-se esquecendo
Da fidelidade ao pai e país.

O sofrimento da amada coloca-o
Diante da fúria paterna e do desejo
Em aliar-se à proteção das leis espirituais.
Os laços de sangue ao morto negado o túmulo
Comove todos os sentimentos de Hêmon.

A Vida torna-se inútil e desprezível,
Como aceitar que Antígona pereça por
Um homem já morto, mas que lhe é
Negado o frio e escuro chão da Hélade?

O jovem príncipe tranca-se no
Quarto, as mãos passam por uma adaga
Os dedos deslizam sobre o cabo da adaga...
A mente e o coração brigam, os dedos apertam
Fortemente o cabo da adaga... A adaga levantada
O brilho da adaga cega o raciocínio de Hêmon,
Ele a coloca rapidamente em seu peito,
A dor em seu rosto o faz cair e pensar
Rapidamente no tresloucado ato, logo ele
Fecha os olhos e o sangue corre pelo
Chão trazendo uma tragédia a mais no mundo!
 
O suicídio de Hêmon

O virtuosismo como demonstração de talento

 
O virtuosismo como demonstração de talento
 
O virtuosismo como demonstração do talento, genialidade e criatividade

A modernidade inventou o mito da arte verdadeira, em música, a burguesia do século XIX erigiu como música de talento aquela que vai
direto as suas ideias e gostos sobre música, as vanguardas artísticas, a despeito de não terem rompido com todas as regras acadêmicas, eram vistas como indecentes, imorais, frias e erradas no contexto e na forma.

O virtuosismo foi alçado não apenas a categoria de exibicionismo , mas a de perfeita e completa dominação de uma Arte, em música, o pianista que toca com mãos rápidas uma mazurca ou polonaise de Chopin, ou uma sinfonia de Mozart, é mais que hábil manualmente, os jornais irão dizer que ele(a) tem um talento nato, uma emotividade sincera e transparente, que contagia os espectadores. A velocidade é notória e sinal de genialidade.

Em literatura, o número de obras escritas, os títulos ganhos legitimam o escritor, não importa quais ideias, conceitos e pensamentos uma obra veicule, ela é cânone por ter ganho um título, o escritor pode alçar-se a categoria de intelectual que a modernidade tanto aclama o escritor, hoje o escritor fala de Literatura a Física, não que seja uma atitude que é restritiva, mas todo escritor hoje é um palestrante.

Quando a modernidade diz que obras artísticas devem ser produtos de sua própria mentalidade, ela cria um conceito não apenas narcisista, mas também exclusivamente individualizante, os programas de televisão, os filmes românticos cujos happy end legitimam uma ideia presa dentro de alguém, os best sellers, mas até mesmo uma audição forçada da Nona Sinfonia de Beethoven, tudo imiscui-se num brilhante e veraz virtuosismo.
Mas este virtuosismo é apenas artístico? A forma ainda é senhora de todo " bom gosto"? Não, evidentemente que o virtuosismo mesclar-se-á ao aspecto manual( uma boa ferramenta ou objeto é aquele que impressiona nossos sentidos, sem termos necessidade de saber a funcionalidade. Exemplo: batedeira elétrica).

Virtuoses sentem-se num mundo cuja arte e técnica( a palavra grega para arte é tekné) devem ser rápidas, velozes, martelantes( os pianistas que se apresentam tem a ideia de martelo no teclado); nada mais além do imprevisível, do inaudito( mesmo que em tantos milênios de música universal universal tenhamos visto todas as estéticas), da especificidade, muitos virtuosos dirão que são especialistas em determinado compositor, isso tudo no entanto não é mais que um novo filistianismo, um termo que os românticos Schumann e Schubert já haviam comentado, divulgado e escarnecido publicamente, não deve-se no entanto levar o termo além de um comentário fortuito.

A necessidade de sempre romper uma tradição, uma geração, época ou comportamento, cria bizarrices e idiotices que são mais alardeadas que fofocas de traição conjugal, isso no entanto serve aos show- business, às revistas; aos panfletos e até mesmo aos virtuoses, já no século XIX não víamos Paganini, aquele " demônio do violino" fazendo acrobacias de circo com as cordas? Liszt( enquanto virtuose, não compositor), não se mostrava nos salões parisienses indo de um teclado a outro como se uma chuva de notas invadisse o local?

Mas devíamos nos perguntar: qual a necessidade de tanto exibicionismo? E a vontade de se auto- afirmar?Hoje alguém pode criar qualquer obra de arte que seja " nova" e com isto torna-se um brilhante executante, os best sellers são um exemplo, um determinado autor que tenha captado o gosto do público, sempre repete as mesmas fórmulas, o cantor de músicas populares idem, assim tudo passa pelo mesmo crivo de seletividade: a engenhosidade e o virtuosismo.

Acreditamos mesmo que virtuoses são deuses mandados a nós; pois nada conhecemos, fazemos ou concretizamos, o que é a humanidade senão uma grande aldeia mal realizada?Assim, precisamos de uma pessoa que preencha nossas expectativas, ela deve ser diferente em tudo aos nossos olhos, até mesmo sua respiração é perfeita, equilibrada.
Fala-se de um Inconsciente Coletivo, ele teria força se a humanidade fosse completamente individualista? Heróis, virtuosos, estadistas, existiriam se pouco ligássemos para o que tem a dizer com a grande necessidade de atenção?Ou a escolha é realmente individual como muitos pensam fazer?

Três perguntas pertinentes, mas as quais serão sempre abertas, talvez nem respondidas, exceto pelos presunçosos.

A modernidade erigiu o mito de sofisticação ligado ao gênio, mas vamos nos assustar, a própria modernidade não acredita mais em gênio, talvez apenas aqueles que são vendidos em lâmpadas a modernidade apenas acredita no êxito, o famoso " estar acima " dos demais, mesmo que saibamos que virtuose não seja tão diferente dos outros, talvez pior em aspectos ignorados.

É lugar comum também que quem não segue o breviário dos virtuoses seja desqualificado, atrasado, rude, invejoso, o não seguir as regras virtuosísticas que tolhem até os mais estúpidos dos artistas, encontra ecos em grandes e imortais espíritos, em música, Debussy e os modernistas, em pintura, Kandinsky, Picasso, Braque, etc, e assim a falácia do artista ou cientista ou mesmo qualquer tarefa que seja efetuada em alguns aspectos diferentemente do usual seja considerada errada e refeita para que alguns ditadores da correta forma possam se sentir honrados com um trabalho que pertence a humanidade, não apenas a ele.

Em literatura, uma arte que até então não havia fixas regras para a prosa, lembremos que havia conselhos( como a Arte Poética, de Horácio), torna-se completamente opressiva, a linguagem, o léxico, agora é praticamente toda a obra, isso, obviamente entre os mais puristas, aqueles que provavelmente querem ainda tentar uma linguagem do século XIX, não o conseguem, frustram-se, e acabam pregando o breviário da escrita hermética.

A desqualificação de tudo que seja acintosamente obscuro nos faz pensar que hoje tudo é em qualquer grupo, um clube, uma sociedade secreta, e quem não está inserido em qualquer grupo, pode ser considerado alhures um sem eira nem beira, até mesmo tem-se a coragem de nomear um filme com o título: Sociedade dos poetas mortos, acaso os poetas são um grupo à parte? Socializou-se tudo que era individual; nada mais é feito através de um pensar ou agir autônomos, pode-se até mesmo conjecturar sinceramente se tudo isso não é uma prática nacional-socialista, a coletividade depois das loucas e malfadadas teoria sobre grupo do Nazismo, sempre retornam quase com o mesmo escopo, tudo define-se ao Volk, ao que pensa, age e legitima, eis o pensamento de nossa época.

A crença cega e arraigada em um Volk que canta em coro todas as ideias, não morreu com a queda dos regimes fascistas, ainda está viva nas propagandas de carros, perfumes, objetos sofisticados, etc. O cinema transformou-se em um intenso desenrolar de ideias preconcebidas, atitudes e valores morais ou amorais são ressuscitados várias vezes: a punição de um ambicioso ou alguém que deseja saber mais do que deve, o incentivo a avareza e o poder são colocados como pontos máximos da vida de um homem; o desrespeito as diferenças, a ainda submissão feminina vista como atitude honrada e correta, e a punição a mulher que tenta se libertar desse jogo cruel, há muitas personagens femininas fortes e que são protagonistas mas que também não se alçam sem ajuda e sempre sendo masculina. São ideais, perfeitos aos olhos de quem os produz, cresceram sob estas leis autoritárias, são ideias fixas que apenas através de um longo e sistematizado processo de desconstrução pode-se vir a entender. O happy end talvez não seja o grande paradigma, ele conforta e até alimenta o interior do ser humano, o que seria de tramas tão pobres em conteúdo sem um happy end?, apenas um eterno e imutável jogar o que se passa no papel através de personagens é o que desqualifica qualquer obra de arte, a arte não é imoral ou moral, é amoral, como disse um escritor inglês.

Arte virtuosística apenas nos serve para deleitarmos nossa incapacidade manual, claro que, não neguemos que é sedutora, charmosa, porém realmente interna? O que é bem fazer uma obra? Depois das vanguardas; podemos ainda retornar aos antigos sistemas em pintura, poesia, conto ou mesmo ao romance? Quando se abre um leque por demais estreito, deve-se fechá-lo imediatamente ou jogá-lo fora? Se o talento está em seguir normas e imposições, qual seria a capacidade para isso? Prática? Estudo?

O gosto de uma mídia experiente em quase 300 anos, isso apenas para citar a famosa indústria cultural é completamente padronizado, todas as classes sociais tem seus ídolos, seus representantes, poderíamos dizer que até cada país tem seus ou seu representante, porém seria precipitado tal afirmativa. Des- condicionar um gosto arraigado é tarefa das mais difíceis, toda pessoa que já tem um gosto padronizado, mudará pouco, convidemos um apaixonado por rock a ouvir a música de Bach e teremos uma recusa seca, idem em literatura para os autores mais salutares, o gosto não apenas é uma escolha, mas um universo fechado, estático, imóvel, é sem conceito a qual Kant escreve.

A cisão entre a cultura erudita e popular ainda acolhe milhares de seguidores, um muro de ideias e conceitos ainda se mantém, há teatros que não apresentam os dramas menos clássicos, as peças populares, há bibliotecas que pode-se ver pelo acervo que é devotada a um tipo apenas de Literatura, eis essa pequena estupidez que ainda toma conta de nós.

O virtuosismo encarrega-se de amalgamar os dois aspectos artísticos: o popular e o erudito, não que a cisão seja plena, mas em música uma sinfonia de qualquer compositor sendo tocada em um violão nos faz estranhar e pensar se ao menos houve um pouco de estudo para isso, se sim, por que fazer isso para o violão, um instrumento que revela mais sons salutares aos ouvidos ? Aquele pianista que é tão aclamado, precisa tocar uma valsa de Chopin ou Strauss, inconsciente ou conscientemente, rejeita de todo a prática pianística em executar a obra plenamente em seu estilo, sem contudo apenas fazer um pastiche, ele( a) prefere viver sua própria ideia musical, nunca se esquece porém de demonstrar sólidos conhecimentos em harmonia e melodia aos demais, assim, a obra é mais um pout- pourri que originalidade, o artista é esquecido pela performance de um virtuose!

Assenta incrivelmente favorável as pessoas de nosso tempo, a diferença, mas não a diferença meditada, refletida, não, esta é considerada um ultraje ao nosso tempo, mas a diferença dissonante, aquela que fere dentro de si cada pequeno pedaço da alma que deseja exultar ao lado de toda realização, ser diferente é não preocupar-se se o que se mostra é salutar, obviamente que nisto também há um valor pessoal, porém diluído.

É costume dizer que a volta as antigas fontes é falta de criatividade, talento, mera cópia, aceitemos parcialmente a premissa, mas as ideias que jorraram durante o turbulento ano de 1789 na Europa são completamente originais? Digo, não havia quase quatro séculos de absolutismo despótico na Europa? Vamos A falta de criatividade não está em usar um acontecimento histórico, assim cria-se muitos filmes e pequenos quadros na televisão, mas em quebrar algumas estruturas de reconhecimento, Shakespeare não é mais aquele escritor em busca de uma verdade para ele e para nós, mas um homem que vive de sua pena, atormentado por ter conquistado um público tão vasto na sociedade. Vemos claramente que alguns filmes e outros relativos ao gênero audiovisual, colocam seus próprios conceitos de vida em personagens tanto fictícios quanto reais. Até mesmo as obras podem ser algo relacionado a vida, apenas aqueles aspectos mais prosaicos, como se a Literatura fosse prosa chã e simplória.

Quando os virtuoses encaram ou analisam( são verdadeiros manuais) mostram que a qualidade deriva de esforço, vitalidade, prática habitual, esquecem que as grandes obras também são simples, acessíveis, claras e parecem mais brincadeiras que nos encantam, isso porém, deve ser esquecido, a técnica que assemelha-se a produção de automóveis é soberana.

A produção virtuosística , entretanto, não é de toda ruim, ainda vemos solos em piano sendo executados não apenas com habilidade monstruosa, mas com sincera e visível produção sentimental, vê-se que a música principalmente, ainda não tornou-se mecanizada, automatizada( sem excetuarmos obviamente algumas estéticas que aproximam a música do som aleatório), ainda é fluida, escorre como uma linfa ou uma gota de mel, nos transporta para longos sonhos que não queremos acordar.

Fosse o virtuosismo apenas o motivo, esse motivo ainda deve ser explicado e também sentido com as nossas faculdades cognitivas-sensoriais, se vejo um violinista mais destruindo que tocando um Stradivarius, a sensação além da visual de vê-lo eclodir milhares de arpejos em escalas quase indistintas mesmo aos ouvidos especialista, ainda é um exercício de técnica, não artístico, exercício de superioridade em estudos.

O motivo enquanto fim e não meio, comove alguns grupos que veem a técnica como todo o trabalho artístico, não apenas uma causalidade e digamos das primeiras, mas acessíveis, fosse assim nosso Ocidente teria que desprezar as músicas orientais, não por falta de estruturas, mas sim o cromatismo que se assemelha a outras experiências em música.
 
O virtuosismo como demonstração de talento

Teiresias Foretells the Future to Odysseus, Henry Fuseli(1800).

 
Eterismo profético. A vidência infernal. A jornada da alma do herói. O profeta do além-túmulo. Formas evanescentes como o "mundo do profeta". Atenção de Ulisses à previsão do profeta.
Aspecto sombrio da própria profecia. O vaticínio infernal. As almas contemplativas do Hades. O "claro" das almas contrastando com o "escuro" do profeta. O "escuro" do profeta retrata a alma caótica e perturbada do vidente. Profeta clássico. O profeta está entre o lado humano e divino do mundo. O profeta aponta o caminho da Vida. Ulisses entra em contato com o seu eu infernal. A spata na mão do guerreiro simbolizando sua vida terrena. O cajado descansa no corpo do profeta. O vago e o sublime na profecia. Dorso belo e perfeito como lembrança ao clássico que se vira as costas. O profeta não se aproxima do mundo terreno representado por Ulisses. A alma próxima ao profeta tem o rosto voltado para baixo e à direita representando o inferno e o sobrenatural. Almas entregues ao "voar" dentro do Hades. Corpo ascético.
 
Teiresias Foretells the Future to Odysseus, Henry Fuseli(1800).

Nume

 
Nume
 
Floresce Luz bendita abaixo dos montes,
Rios e planícies, nasce o nume levado
Pelas estrelas ao mundo todo,
Nume antigo, preclaro, acompanhador da
Vida e do Mistério nele encerrado.

Sagrada luz que alimenta a
Vida, tudo provém do nume
Secreto e invisível, tudo respira
Através desta Luz rara e divina...

Nume, tu és a verdadeira divindade
Por trás de todos os segredos, em Ti
Mora a essência do divino e material,
O mundo move-se por Tua radiante Beleza.

Crias e destrói, dás a vida e a tira,
As estações são as tuas vestimentas,
O Tempo é a tua casa provisória, O Universo
Navega em tuas essências e de tuas mãos
O Fogo Sagrado vive e é descoberto.
 
Nume

Não há tanto para falar de mim, porque já ouvi tanto e sempre soube que tudo negativo sobre mim era apenas uma aparência que prefiro não dizer nada sobre.