Poemas, frases e mensagens de Piatã

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Piatã

Penélope

 
Eu conheço a pureza do ar
E vivo fincado com os pés no chão

Eu já tive o prazer de viajar
Mas sempre há um doloroso adeus

Eu já deixei de me vingar
E sem querer fui vingado

Eu já quis abraçar a mudar o mundo
E inerte, fiquei parado

Eu nunca de tudo desisti
E mudando, fiquei mudado

Contra a injustiça me revoltei
Mas conformado, atuei

Sem ver compreendi o visível
De olhos fechados vi o real

E sabendo da realidade, coitado
Optei, vez por outra, pela ilusão

Sentindo o hálito sagrado
Profanei a mim mesmo

Levantando o cálice de ambrosia
Certa vez, não o levei aos lábios

Luz tão forte me alcançou e sem querer
Dei-lhe as costas e vi minha sombra

Quis ser eu mesmo, eternamente
E de mim mesmo fui afastado

Sabendo tudo que sei
Ignorei

Por quê?

Por que velejar e não levantar as velas?
Por que voar sem abrir as asas?
Por que lutar sem morrer?
Por que nadar sem mergulhar?
Por que viver sem ser?

Eu tive tudo e tudo o tenho
Eu conquistei o direito de me ser
À dama que a me aguardar
Às noites destece seu tecido
Eu lhe digo,
Não desista, já estou a chegar

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Penélope

Penélope II

 
Te amo
Te espero
Te bebo
Venero
Me subo
Te grito
Procuro
Insisto
É tudo
Que quero
Um beijo
Seria
Demais
Ousadia
Pedir?

Princesa
Querida
Me espera
Me chama
Me chove
Me ama
Me engole
Me vive
Me tira
A lama
Jogaram
Em mim

Te quero
Te sinto
Preciso
Não minto
Que faço
Sozinho?
No espaço
Me perco
Te sonho
Percebo
Que estás
Tão longe
Tão longe
De mim

Teus olhos
Não vejo
Perfume
Só sinto
Lampejo
Imune
Me quer
Não quer
Dizer
O que sei
Algum dia
Verei
Teu corpo
Em mim?

Me chama
Me grita
Me espanta
Insista
Sou teu
Acredita
Herói
Por vir
Me ganha
Te quero
Pedido
Sincero
Me ouve
Me toca
Te quero
Agora
É tempo
Aurora
O Sol
Nos chama
Me ganha
Me ama
Me espera
E lembra
Quem fui
E serei

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Penélope II

Melodia de um guerreiro

 
Tambores do lado esquerdo do peito anunciam
A batalha que está por vir
Os fracos correm aos montes
Sem saber aonde ir

Mas dos fortes eu faço parte
Do poder interno aprendo a arte
Enquanto marcho na trilha divina

Com um olhar intenso
Aprendo o doce do vermelho
Ah... se soubessem qual a sobremesa
Que lhes espera após o enterro

Mas não é por ela que nascemos
Nem por ela que iremos viver
É pelo ideal que o coração luta
E é por ele que irá morrer

Nossa maior dádiva é o chão que treme
Ao retumbar de nossos pés
Olhar para o lado e ver
Gloriosos irmãos de fé

E que venham os touros, bestas e dragões!
Pois fortes e unidos vamos nos manter
Não há honra maior do que saborear
Esta magnífica arte de viver

Irmão fiel...
Nosso é o céu!
Dos guerreiros, heróis... dos deuses

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Melodia de um guerreiro

Vassalagem

 
Te venderia por um beijo o meu abraço
E fingindo que não me satisfaço
Como que quem pega e depois solta
Devolveria o beijo a teus lábios
E pegaria meu abraço de volta

Ser mendigo de tua esmola
É ser gênio sem escola
Meu coração coloco à venda
Saiba que tudo podes exigir
Até que muitos juros ele renda

Viveria, por ti, numa eterna barganha
Da qual quem perde é que ganha
Seria feliz como teu súdito e empregado
Tuas ordens seriam as doces carícias
E tu, a rainha de meu reinado

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Vassalagem

Canto à Princesa Peregrina

 
Porque demoraste tanto?
Ouviste nosso lamento?
Vens acabar o tormento
Por fim secar nosso pranto?

Quem fica sem teu alimento?
És fundamental, garanto!
Fresca vida tanto quanto
O Sol com o qual me esquento

Sem teu hálito não levanto
Heroína de nobre intento
Tu sem algum julgamento
Amas a todos, que espanto!

De audácia e refinamento
É revestido o teu manto
Espantas nosso quebranto
Até logo! Frio elemento

Oh, querida! Não sou santo
Mas a além do firmamento
Levarei, sim, teu fragmento
Sempre cantarei teu canto

No meu coração sustento
Teu sutil nome, que encanto
É Primavera! No entanto
É em teu poder que me assento

Te ansiarei sem desencanto
No próximo isolamento
Hoje és sem fim sentimento
Meu amor, como te amo tanto!

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Canto à Princesa Peregrina

Libertas quae sera tamen

 
Sempre o corpo quer ser
Livre e seu rumar tecer
Liberdade real esquece
Verdadeira é a do espírito
Sendo assim o corpo adstrito

Dominando o corpo a mente
Deve estar e guiada anuente
Da Vontade Maior, interna
Essa força sempre tem-se
Nada a pára, nada a vence

O inimigo adota tática
Audaciosa, cruel é a prática
Dirá ser teu ser, não o creias!
Desconfia! Não és temor
Acredita em teu interior

Disciplina é a ponte que liga
Ao destino, nós, e obriga
A ceder a vida o prêmio
Nossa glória tão almejada
Alma amada enfim achada

Quem tem tudo, tudo teme
Sem desejo tem-se o leme
Da alma, o servo, é que é sim, livre
Tendo o Todo se é vivente
É liberto o Ser Consciente

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Libertas quae sera tamen

Lugar Devido

 
O tempo não confia, avança, não espera
Cavalgando no galope da história
Não se demora, vive na memória
Do futuro, querendo ser quem não era

Passa a vida, te cobra, sempre intriga
Te pergunta: “Que vais fazer, amigo?
És verdadeiro? Que flertas comigo?
Acaso me achas simples rapariga?”

O homem, coitado, quer mas não consegue
Deter o tempo o tempo todo, e a vida
Definitivamente conquistar

Homem! Teu coração ao presente entregue
Aí és eterno, acredita sem medida!
Estás no lugar que devias estar

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Lugar Devido

Amante Perito

 
Quantas mil vezes teve o poeta
Que sentir sua profunda dor
Para que os feridos no autor
Encontrassem a borboleta?

Quantas vezes o trovador
Teve que descobrir sem ver
Para que o amante do saber
Lesse o verso libertador?

O que música há de escrever
Quantas notas inauditas
Para ter suas belas escritas
Teve de ouvir dentro em seu ser?

É por isso que essa tal tinta
Com a qual ele sempre escreve
É eterna tanto quanto breve
É fulgor que o Universo pinta

O que a Natureza descreve
Teve ele que ver vezes muitas
Para ler-se as poesias fortuitas
Que tornam do pesado, leve

O amante é quem mais se apropriou
Do poeta que é só um amador
Mas para discorrer ao amor...
Amar uma só vez bastou

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Amante Perito

Ode à Musa

 
Sinto a tua presença,
Pois meu coração agora bate mais forte

Entra tranqüila como sempre o fazes,
Hoje estava à tua espera

O chão foi limpo,
Não deixarei que sujes teus sutis pés

Deixa teu presente,
Que em seguida o levarei

Mas agora, ó Musa,
Senta-te aqui ao meu lado

Tua generosidade impossível seria de retribuir
Porém, hoje o assento está coberto de linho
E os ventos virão pela janela para refrescar tua face

Descansa, minha dama,
Hoje dormirás sob minhas carícias

Porque tu és grandiosa em tua humildade
A estrela que brilha serena no céu escuro
Dando coragem aos cavaleiros para seguir viagem

Dorme no ritmo de teu coração puro
Porque tu trazes vida aos doentes

Tu és o melhor consolo aos tristes e deprimidos
Até mesmo aprisionas o tempo,
Eternizando momentos de glória

Musa, tua generosidade,
É do tamanho do oceano

Esquenta como os braços de Apolo
E embriaga de paixão até os mais duros

É uma honra ser mensageiro de tuas belezas,
Pois elas são sublimes em seu ideal

É um privilégio ver reluzir a quem tocas,
Pois não há espetáculo mais belo para a alma

É divino te sentir próxima,
Um presente vindo dos céus,
O melhor que poderia haver

Por isso, Musa,
Já que não posso te beijar,
Sopra-me ao ouvido teus segredos

Por isso, eterna dama,
Já que não posso te levar,
Leva-me em teu doce andar

Por isso, princesa,
Já que eu não posso te ter,
Tem-me em teu coração

Carregarei teu olhar no meu,
Farei das tuas palavras as minhas
E de tua verdade a de toda a humanidade

Mas nunca me esquecerei, ó Musa,
De quem doura nossas artes com toques de divindade
És tu, de sutil andar e generosidade grande

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Ode à Musa

Verso do Verso

 
Eu dos versos não sou adverso
Da poesia sou seduzido
A tinta que versa o verso
É a musa que canta ao ouvido

E a rima que se aproxima
Também me traz a Verdade
Inteira ou pela metade
Vinda do alto, lá de cima

A dor se torna dormente
No rabisco rabiscado
A dor se torna passado
Quando a poesia está presente

E quis me tornar asceta
Porque tive a dor do amor
Fui vencido e vencedor
Então preferi ser poeta

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Verso do Verso

Em Seu Nome

 
Erigiram palanques de elevada altura
Proferiram palavras sagradas, verdades
Deram-lhe um povo, cor, nome, rosto e estatura
E foi assim que guerrearam, mataram... por fraudes

Se bem alvo era, não entenderam a sua alvura
Não inferiram o símbolo: pureza e paz
Se nós seus semelhantes somos, que bravura!
Não em físico será e sim na virtude assaz

E quando dele não desejaram falar
Devido à inalcançável suma magnitude
Auferiram as crenças, optaram julgar

Deus! Quanta injustiça de invisível véu
Conhecer-te na terra é a nossa plenitude
É no coração do Homem que reside o céu

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Em Seu Nome

Assim Respondeu

 
Venceste? Venci
Exército? A mim
Perdeste? Perdi
Marcado? Sem fim

Mataste? Matei
Desejo? Ele sim
Sangraste? Sangrei
Qual rastro? Carmim

Amaste? Adorei
Verdade? Uma vez
Logrado? Não sei
De novo? Talvez

Destino? Já sei
Importa? Com quem
Por onde? Verei
E a vista? Também!

Viveste? Na paz
A vida? Que tem?
Gostaste? Demais
Acaba? Vai além

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Assim Respondeu

Amigo Tânatos...

 
Dos amores que eu não tive
Nenhum me faltou

Dos ideais que almejei
Nenhum me traiu

Das poesias que não fiz
Me apropriei

Dos ensinamentos que recebi
Nenhum me foi inútil

Dos amigos que fiz
Nem de todos me despedi

Da verdade que visualizei
Nem sempre me afastei

Da vida que tive
Fui feliz

Do mestre que me ensinou
Fui fiel

Das glórias que obtive
Nenhuma me pertence

As bênçãos que recebi
Não sei todas mereci

Ao caminho que trilhei
Tudo devo

Na família sorteada
Sorte grande

No beijo da amada
A imensidão do eterno

Nas paradas da estrada
A felicidade no efêmero

Nas meditações profundas
Um deus a todo momento

No sol de cada dia
O prazer e a alegria
De ser quem fui
A gratidão de tudo que tive
E do amor que não me faltou

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Amigo Tânatos...

Do círculo não se passa

 
Um senhor, humilde senhor
Esqueceu-se de suas conquistas
Deixou para trás honrarias
Pouco lhe importava que às vistas
Fosse reconhecido de grande valor

A rainha, humilde rainha
Sorrindo docemente
Disse-lhe que não havia fuga
Era parte da linha de frente
E a muitos inspirava e mantinha

O senhor, nobre senhor
Tácito e incólume
Guerreiro veterano
Vinho em alto para o gole
Respondeu com amor

“Senhora, minha senhora
Heroína desta terra
Ápice do Império
Dama de paz e de guerra
De pé e altiva em boa hora

Meus passos são curtos
Minha caminhada, longa
Minha vida esta aqui
A trilha que se prolonga
Não deixa lugar a furtos

Não tenho aonde fugir
Aqui meus filhos foram criados
Meu sangue e meu suor
Não em lugar outro derramados
Para onde mais poderia eu ir?

Meu passado foi ao lado
Minha senhora, do seu rei
Que o foi meu também
Honra maior não terei
Do que dividir o seu fado”

Não eram poucas lágrimas
As que contidas ou externadas
Traziam do fundo do ser a paz
De cem batalhas ganhadas
A alegria de almas amálgamas

Aquela era uma reunião sagrada
Um círculo, círculo mágico
União de virtudes infindáveis
Onde não entrava o trágico
Nem a escuridão disfarçada

Foi então que o príncipe
Ah... o príncipe, ah...
O príncipe, sem palavras
Ele que gostava de falar
O glorioso partícipe

Aos pés da rainha calou
E foi em sagrados movimentos
Que disse o mais importante
A verdade de anos centos
A fronte ao solo então selou

O auge do silenciado
Foi o brado sorridente
“Não há nada maior
Nem fogo mais ardente
Do que o discipulado!

Minha rainha, minha senhora
Sou teu guardião, filho fecundo
E tu, minha mãe protetora
Até o fim, até o fim do mundo
Por ti e por nosso rei de outrora!”

“Por isso!” Por isso brindaram
Esquentaram as gargantas
Desceu doce sabor refinado
Taças cheias e dentre tantas
Vazias não sobraram

Esse é o círculo, mágico e elevado!
No qual só entra a luz
De cavalheiros e damas
E daquele que conduz
Os seres carentes ao sagrado!

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Do círculo não se passa