Poemas, frases e mensagens de Salvador

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Salvador

"A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo."

Victor Hugo

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Mar de Silêncios

 
Mar de Silêncios
 
 
Mar de Silêncios

Tão só

 
Tão só
 
Quantas vezes rodeados por tantos e afinal sozinhos?
Com quem contamos, nos momentos em que precisamos de paz?
Com os que estão logo ali, ou com aqueles que não estando, estão?
Nos tempos que correm, estamos tantas vezes sós, compenetrados nos nossos pensamentos, ruminando nos nossos problemas, ao mesmo tempo que sorrimos, para não perturbar a paz alheia!
 
Tão só

Afinal, quem sou eu?

 
Existem dias que me questiono,
Dias eternos que não cessam.
Busco nas minhas memórias rebuscadas a solução,
Uma resposta que não chega,
Apenas a incerteza e a solidão!
Passo dias em busca de acalentar o encontro, de mim próprio.

Não sei quem sou, mas será importante?
Porquê, perder tempo a buscar a resposta para algo que não surge …
Quando urge, viver estes míseros minutos da nossa existência, sem prudência
Para quê, buscar respostas onde elas não existem … ou existindo, desprezo-as!

No fundo, sei o que procuro e … acho que vejo a resposta, a qual temo.
Mas procuro confundir a minha própria mente … dormente e sonhadora,
Adormecida, para não acordar, para uma resposta que afinal, prevejo,
Revejo-me noutra realidade … sou de um mundo por nascer … inexistênte!

Quero esquecer quem sou, apenas sonhar e amar ...
Quero ser o vento, voar sem rumo ou direcção, sentir-me livre.
Polinizar as flores perfumadas que me cercam e procuro cativar,
Enfim … quero alimentar os momentos que passam altivos e viver …VIVER!!!

João Salvador
 
Afinal, quem sou eu?

O poder da palavra (Ódio versus amor)

 
O poder da palavra (Ódio versus amor)
 
Existem palavras que ecoam pelas nossas almas inquietas. Palavras que transportam a mente para um mundo inseguro, cheio de encruzilhadas e obscuridade, mundo que afinal apenas existe nos fantasmas de um passado recente … ou talvez não!

A insegurança que sente um coração apaixonado pode dever-se ao ciúme ou simplesmente a uma doença que abala os alicerces de uma relação … a possessão!

A doença espalha-se pelo corpo como um cancro maligno, fazendo com que aqueles que padecem de tal doença, destruam com a sua loucura o amor e a transformem em ódio!

Estes dois sentimentos apesar de se encontrarem em pólos opostos, de serem antagónicos, por absurdo que possa parecer, assemelham-se a dois irmãos gémeos com personalidades distintas, metamorfoseadas em algo forte e incontrolável … são elas a alegria e a tristeza; o carinho e o repúdio, são afinal o amor e o ódio o bem e o mal!

É na verdade na palavra imponderada e lançada que nascem os mais díspares sentimentos, esses dependem desde logo de quem os sente, da sua personalidade e do seu modo de absorver a dor ou o amor!

Todo o ser humano é diferente, reagindo às suas próprias inseguranças, infundadas ou não, através de uma poderosa arma … a palavra.

As nossas inseguranças reflectem-se nas nossas reacções, nos nossos actos, mas também na postura, no modo de estar, no modo de ser de quem profere as palavras que nos atingem como o gume de uma espada, trespassando os sentimentos.

Nem todos estão munidos de escudos ou os conseguem construir para se protegerem da palavra lançada que se espeta no corpo e espalha a insegurança na alma dos mais incautos!

As inseguranças navegam ao sabor das ondas, galgando rochas, chicoteando as praias da nossa consciência, que se vê afogada num limbo entre o amor e o ódio!

A indiferença, ainda que de amores possessivos se trate não existe!

Todo aquele que usar a arma mais poderosa da humanidade deve reflectir seriamente antes de a proferir, pois após lançada pode trespassar os corações mais sensíveis, podendo transformar uma dor de amor em ódio visceral!

João Salvador – 29/07/2014
 
O poder da palavra (Ódio versus amor)

Vírus da ignorância

 
Vírus da ignorância
 
A ignorância espalha-se hoje como um vírus.
É recorrente ver-se os ignorantes a rirem-se daqueles que erram, porque estes trabalham, buscam metas, vivem e lutam!

Seguramente que aquele que faz, que labuta, que se esforça, saberá rir dos próprios erros, reconhecendo-os e corrigindo-os.
Não necessitará do riso malicioso, depreciativo daqueles que o pretendem derrubar ou denegrir-lhe a imagem!
 
Vírus da ignorância

Luz de uma musa perdida

 
Luz de uma musa perdida
 
Nasceu hoje um dia belo, brilhante e promissor
Aquela penumbra triste ilusória e mortal
Essa desvaneceu-se por breves instantes
Afogada pela luz emanada pela musa

Relembrastes o sorriso de outrora
Vislumbrastes seus cabelos ondulados
Os olhos suplicantes orando pelo amor
Sentistes o contágio de um sorriso amado

Recordais a silhueta da sereia que amais
A sua pele cristaliza que ainda desejais
Seu pescoço tocado por ornamentos
Lugar que queríeis ocupar, sentir a sua pela

Chorais emocionado a sua presença ausente
Que seguis silenciosamente como um fantasma
Não apoquentais a decisão do que vos foi exigido
Viveis deambulando por uma vida errante

Tal, não impede os vossos sentidos
Que ocasionalmente afloram na mente
Pois, mirais a vida da mulher que guardais
Nos beirais dos doces sentimento de amor!

João Salvador - 10/06/2014
 
Luz de uma musa perdida

Traída pelo mar

 
Choras angustiada o teu sofrer
Banhada num mar de lágrimas
Que toldam o querer
Jazes, abandonada à repulsa do morrer!

Ditames da honra, traçaram o destino
Mutilam as esperanças do amor
Provocaram um tumulto de vontades
Choras desalmadamente a perdição!

Que esperas agora, após a tempestade?
Tudo te foi roubado pelas ondas
Cujos braços húmidos abraçaram
Esse corpo de sereia, mas logo o abandonaram.

Nada esperes do mar revolto
Esse apenas buscou a saciedade
Não procurou o teu viver, mas
Manchou-te a alma, deixou-te sofrer!

João Salvador – 07/04/2015In “A eterna Essência do meu ser”
 
Traída pelo mar

Capítulos incompletos - Aparição

 
Capítulos incompletos - Aparição
 
Ele surgiu no horizonte, escondido por entre as árvores que ladeavam a alameda. Os olhares cruzaram-se. Não acreditava no que via
- Impossível não podes ser tu, és uma miragem, vives numa outra realidade, num outro mundo que não o meu.
- Sou o que vês, o que sentes, sou as tuas memórias.
- Desejo tanto que sejas tu, quero tocar-te, amar-te, explorar os tempos de uma vida perdida ...
- Meu amor a minha única realidade és tu! Ainda que vivas das recordações de um beijo fugaz, de um amor imaginado! - Ela correu para o abraçar, mas a sua imagem desvaneceu-se. Afinal era apenas uma doce miragem ...
O fantasma do amor apagou-se com as névoas matinais, mas o que sentiu, isso foi bem real!

João Salvador - 03/02/2016
 
Capítulos incompletos - Aparição

Superação

 
Superação
 
Busco a superação,
A minha ...
O melhorar, dia após dia,
o aperfeiçoar as imperfeições.
O limar das arestas,
provocadas pelos erros,
cinzelados, cravados por esta vida errante.
Uma vida marcada pelo destino.

Viso corrigir ou atenuar as falhas,
apenas as minhas,
não as dos outros.

Não vivo completo,
sou incompleto,
errático ... humano.

Quero ser melhor hoje,
do que era ontem!
 
Superação

Fantasmas da alma

 
Fantasmas da alma
 
Soltais a voz dos fantasmas que apoquentam a alma
Gritais uma dor intensa que se espeta no peito
Cravada pelo próprio punho das vossas mãos
Sois vós que dilacerais o coração perdido

Sereis incapaz de amar … ou apenas cobarde?
Como permitis um sofrimento tão atroz
Chora o corpo martirizado pela saudade
Jorrando das vossas veias o sangue que amou!

Sois a névoa de um homem outrora romântico
Um ser opaco a quem a luz se apagou
Viveis sentimentos retalhados, esfarrapado pelo tempo
Cujos retalhos dos doces momentos não ousais unir!

Sois tão cobarde que envergonhais o amor.
Deixai o coração pulsar, aquecer o corpo
Acariciai os vossos sentimentos escondidos
Vivei a loucura da paixão, pois a vida logo se apaga!

João Salvador – 01/08/2014
 
Fantasmas da alma

O erro como parte da aprendizagem

 
O erro como parte da aprendizagem
 
O erro faz parte do processo de aprendizagem.
Um dia nunca é igual ao outro.
O nosso estado de espírito é variável assim como o erro, que acompanha a nossa vida, dia após dia, hora após hora, pois este não escolhe o tempo, o momento - simplesmente surge quando tem que surgir, pois não somos máquinas perfeitas.
Tem dias que somos um desastre total, mas somos como somos ... seres humanos, falíveis!
Que ele sirva para aperfeiçoar e aprimorar o sorver dos ensinamentos da vida.
Nunca estar satisfeito, melhorando continuamente, aprendendo, é o caminho para sanear o erro, o lapso ... sem esquecer que errar é humano!
Fazer mea culpa é ser grande, humilde, homem ...

João Salvador - 10/02/2016
 
O erro como parte da aprendizagem

Rende-te ao amor

 
Rende-te ao amor
 
Os raios de sol iluminam-te, dançando em teu redor
Tua face irradia uma beleza que invejaria os deuses
Todo o céu faz uma vénia e se arrasta a teus pés
Acariciando-te o rosto com subtileza e ternura

Sentas-te no teu púlpito de mar
Onde as ondas amansam banhando teus pés
Teus cantos de sereia nutrem as almas
Sedentas de amor, adormecendo … saciadas!

O próprio vento rende-se a ti
Sussurra-te ao ouvido palavras doces
Acariciando-te a alma com a sua brisa!

Apesar de venerada pelos elementos sentes tristeza
Sentes falta do amor (puro, verdadeiro e arrasador)
Rende-te a ele. Ali sentir-te-ás completa … e desejada!

João Salvador - 26/12/2012
 
Rende-te ao amor

Estudo e não sei quem sou!

 
Estudo e não sei quem sou!
 
Por mais que me estude não me conheço.
Uns dias sério outras louco ... como me queres?
 
Estudo e não sei quem sou!

Dor da saudade

 
Dor da saudade
 
Porque fere a saudade?
Que tormentos afligem o pensar?
Nuvens pairam sobre ti,
Temendo o amanhecer!

Uma dor terrível aperta o peito,
Implacável, sem tréguas,
Persegue a alma,
atrofia o coração!

Vem mulher,
Vem depressa,
Afaga-me esta dor ...
de amor!

João Salvador – 22/10/2014
 
Dor da saudade

A minha Infância

 
A minha Infância
 
Hoje acordei saudosista, algo me percorre o pensamento … o meu passado,
Sonhei com a minha infância, com tempos que não voltam,
Lembrei-me da minha mãe, que me alimentou e me criou,
Do tempo em que brincava nos campos, sem preocupação de vida,

Tempos áureos e duros é certo! Tempos que não esqueço, era feliz!
Era uma criança não abastada, pobre, mas preenchida de vida; de luz; de amor,
Foram tempos sublimes! Olhava a minha mãe, da sua face brotava um sorriso,
Um sorrido cristalino que me enchia o coração,

Nada mais necessitava, nem de pão nem de bens supérfluos que de nada me serviam,
Queria apenas o sorriso da minha mãe, o seu carinho ….
Existia amor e eu vivia num mundo colorido que era só meu.

Onde está esse amor agora? Vivo num mundo decadente e podre!
Vivo num mundo que não conheço, bolorento e sem sonhos,
Num mundo sem fulgência, rodeado pelas trevas, onde o amor pelo próximo se esfumou,

Vejo apenas a escuridão. Onde estão os sentimentos? Onde está o amor?
Já não vejo, o brilho da minha mãe, do seu amor, do seu carinho. Perdi-te!
Ai que saudades do meu tempo de criança, onde o mundo era colorido e belo!

João Salvador
 
A minha Infância

Angústia

 
Angústia
 
A mores renascidos
N o calor de noites escaldantes
G anham folego na paixão oculta
U rge juntar os corpos suados
S entir o prazer da luxúria
T irar proveito da vida, matar a angústia!
Í nfimos momentos de êxtase, idealizados!
A tingidos pelo limiar do prazer carnal.
 
Angústia

Em que estou a pensar?

 
Em que estou a pensar?
 
Em que estou a pensar?
Ora ai está uma questão de difícil resposta ...
ou talvez não.
Respiro os teus suspiros,
piso as tuas pegadas,
absorvo o teu perfume,
guardo os fios dos teus cabelos sedosos,
que o vento amavelmente transporta até mim.
Nada teu é perdido em mim,
um simples olhar,
ainda que não mo dirijas,
é para mim uma bênção,
um milagre da tua existência ...
e da minha!
A forma do teu corpo povoa a minha mente e alimenta a luxúria,
os pensamentos ... a paixão!...
Em que penso?
Será mais em quem penso ...
penso em ti mulher, em ti!
Desejo tanto que voltes para mim?
Não entendo os medos, a vida,
que importam as regras, as normas, a sociedade.
Que interesse tem a vida sem loucura,
sem te sentir, sem te ter?
Que importa mais um dia igual?
Quero pensar em ti ... quero-te se tu me quiseres! Dá-me um momento para recordar,
para ecoar na eternidade da minha curta vida!
Para que esperar o tempo passar?
Que razão temos para nos afastar?
Entende, ninguém te ama como te amo.
Perguntas-me como sabes que te amo,
não estarei iludido, cego,
pela perdição dos pensamentos?
Responder-te-ei que não sei definir o amar,
apenas o sentir.
Não será amar, o sentir saudade,
o viveres na mente deste ser,
o alimentares desejos, vontades, paixões,
perdições ... então se não é isso não sei o que é o amor.
Sei apenas que preciso de ti!
E tu que queres?

João Salvador - 05/02/2016
 
Em que estou a pensar?

Amo-te, como se pode amar

 
Amo-te, como se pode amar
 
Amo-te, como se pode amar.
Desejo-te como se pode desejar.
Quero-te como se pode querer.
Mas amo-te mais,
desejo-te mais...
quero-te mais,
muito mais que qualquer outro homem.

Que outro amará como eu te amo,
que outro vive respirando-te,
olhando-te, mesmo não te vendo?
Que outro vive sentindo o teu perfume,
mesmo que o não sinta presente?
Que outro vive imaginando-te?
Que outro vive sonhando-te?

Para que outro és o templo sagrado,
para a qual rezo todas as noites?
O tempo não me assusta, sou paciente,
aguardo ansiosamente o enlace dos corpos,
dos nossos templos sagrados, a fusão!

Acendo as velas do coração,
buscando nas profundezas desta alma rendida a ti,
a chama que alimenta este amor intemporal!

João Salvador - 01/03/2016
 
Amo-te, como se pode amar

Saudades do amor

 
 
Não te iludas! A verdade é que tens saudades do amor.
Querias tanto ouvir a sua voz, ainda que uma última vez!
Querias deveras, sentir a sua presença em ti,
mesmo que longínqua, inalcançável ou ilusória.

Olhar nos seus olhos, e dizeres “AMO-TE”,
Deixares-te envolver nesse olhar … perder-te!
Sentir o toque da sua pele, quente e apelativa,
num arrepio contagiante que queres libertar.

Sentes tanta dor na saudade, que te doí sem doer!
A ausência dilacera a alma de quem ama!
Quanto não darias para tê-la por momentos?

Um ínfimo instante apenas, juntos … sós, num universo uno.
Urge, apaziguar a saudade … da tua alma!

João Salvador - 23/03/2012
 
Saudades do amor

Subjugado ao doce destino

 
Subjugado ao doce destino
 
Procurou fugir das recordações que o assolavam em todos os dias da sua vida, perseguindo-o através das névoas do tempo que se enraizaram na pele.

Mas as memórias eram tão doces, viciantes que o condicionaram num acordo tácito, por seu próprio desejo, para a vida ... até nas suas escolhas.

Não conseguiu arrancar do seu coração o amor que se agarrava aguerridamente à sua alma, possuindo-a!

Toda a sua vida o perseguiu a vontade frenética de abandonar tudo e amá-la, viver com ela. Mas a dúvida, os medos coibiram-no, castraram-no.

Subjugou-se ao meloso destino que ele próprio traçou.

Inconscientemente, a sua presença era sentida e através dela delineava as suas escolhas, olhando outras mulheres, vendo-a personificadas na sua amada.

Os feitios, a personalidade as características físicas – aqueles cabelos longos, ondulados, pretos, o olhar intenso, penetrante hipnotizador, quente, dolorosamente cativante.

Como uma lapa as recordações viviam nele e em tudo aquilo que o rodeava …

No seu íntimo queria abandonar o comodismo, seguir sem rumo, livre, apenas com o pensamento em reconquistar o amor perdido, reviver o sonho, outrora abandonado.

Não se sentia verdadeiramente feliz, nunca o foi, sempre lhe faltou algo, o desespero abeirou-se dele, lançando-o no precipício … esvaziando-o, levando-o ao suicídio das suas vontades ...

Podia ter alcançado o amor puro, o sentimento, mas deixou-o esmorecer, acobardou-se, deixou-se vencer pela sua mente doente.

A tristeza visceral atingiu-o com uma violência tal, que nem os anos lhe apaziguaram a alma, atormentando-o, perseguindo-o como um espectro, espreitando periodicamente através do seu ombro, cujo peso da dor o obrigou a ceder.

Essa alma morreu, perdeu-se nas vontades, apagou-se. É agora um farrapo feito em retalhos, um fantasma de si mesmo …

Terá essa alma salvação?
Poderá esse homem ter a ilusão remota de sentir o amor?
Será capaz de se tornar audaz?
Talvez sim, ou talvez não ...

O destino escreverá essa nova página de vida, que ditará a vida ou a morte dessa pobre alma que ama loucamente!

João Salvador - 08/11/2014 (E.G)
 
Subjugado ao doce destino

João Salvador