Poemas, frases e mensagens de ALLANpp

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de ALLANpp

Sou como todos nós!
Pó de estrela na matéria!
Partícula divinal na essência!
Único na criação!
E apenas mais um rosto da galeria de rostos, na coletividade!
Mas com um diferencial;
Procuro a felicidade em cada passo e não somente no fim do caminho!

Tecla, tecla, teclado Dó-Ré-Mí.(27.01.2011)

 
Tecla, tecla, teclado Dó-Ré-Mí!

Quero hoje lhes falar,
sobre algo especial para mim!
É minha amiga BelaRose
e seu teclado Dó-Ré-Mi...

Quando um dia me contou
que só se aquietava com o teclado,
fiquei muito interessado
no teclado Dó-Ré-Mi.

A ela fiz muitas perguntas,
indagações e questionamentos...
Não entendia como um simples teclado
soltando sons meio embriagados,
ter nas notas ditos talentos!

Perguntei-lhe se o teclado,
meio novo meio usado,
era capaz de me dobrar
com seus encantamentos.

Ela sorrindo me narrou
que o amigo Dó-Ré-Mi,
só si permite o Si, Lá, Sol
se o ouvinte for poeta,
um poeta “Sol, Lá, Si”.

Neste momento quanta tristeza!
Sem jeito e envergonhado,
pois meu coração poeta
era meio relaxado...

Disfarcei meio discreto
as anemias de meus talentos,
pois o som que escutava
não me tinha encantamento!

Eu tão tolo doutrinado
com o Dó, Ré, Mi do mundo,
que não ouvi o Sol, Fá, Mi,
que de lindo era absurdo!

Observei atentamente
tentando me concentrar,
mas só ouvia barulho...
Si, Ré, Mi, Dó...
Dó, Ré, Mi, Fá...

Olhei para BelaRose
e os olhos dela brilhavam,
os dedos dela cantavam
sobre as teclas do Dó-Ré-Mi.
Pareciam dançarinas
na dança dos quinze anos,
dançando avidamente
sem erros e sem enganos...

Foi aí que percebi
como ela viajava,
entregando-se ao Dó-Ré-Mi;
Como ele a inspirava!

Então meu coração poeta
ouviu misteriosamente,
o som da mais linda música
que ali se fez presente...

Foi então que deslumbrei
o famoso Dó-Ré-Mi...
Desde o início já tocava
os acordes Sol, Fá, Mi!

Minha amiga BelaRose,
com você eu aprendi,
que o poeta só é poeta
se desvendar o Dó-Ré-Mi...

Fala-lhes agora o poeta,
sem receio de errar!
Esse teclado tem um dom!
O dom de tudo acalmar...

Tecla, tecla vai teclando...
Tudo, tudo acalmando...
Dó, Ré, Mi...
Dó, Ré, Mi, Fá!
 
Tecla, tecla, teclado Dó-Ré-Mí.(27.01.2011)

PARIR NÃO É FÁCIL

 
Parir Não é Fácil

Uma ideia nos arremete
a um universo de pensamentos
e a um oceano de emoções;
Faz um homem sorrir o outro chorar,
uma pessoa pedir e outra doar...

Induz a uns verem peixe
e a outros verem aviões.
Nos dá o direito de imaginar,
de querer, de amar
ou até mesmo desprezar...

Essa bendita ideia
já é concebida pronta.
Perfeita para que veio,
completa para o que serve.
O autor da obra não erra em nada...
Parecendo até que nos afronta!

Mas há um momento mágico,
delicado e perigoso...
O momento do parir!
Esse parir das ideias
as fazem retas ou tortas,
nascendo um completo em tudo
ou bizarras e mortas.

É nesse mesmo parir
que precisa ser bem planejado,
esculpido e lixado,
recortado e pintado,
e somente aí contemplado...

Deve pari-las com exatidão!
Da ideia espelhando a verdadeira virtude,
o verdadeiro desejo
e a sublime razão.

Para que no colo do sonhador,
seja sentido o ardor
e refletido o vigor
do sorriso ou da dor
que quis compartilhar o autor.

Ficar grávida é fácil;
Parir já não é tão fácil assim!
 
PARIR NÃO É FÁCIL

Mágoa Cega!

 
Mágoa Cega!

Aos olhos que veem sempre beleza
vai toda minha gentileza,
pois aos meus que de tanta pobreza,
não sabem mais contemplar.

Peço então desculpa
por não saber na incerteza,
se o belo é mesmo beleza,
ou belo só parece está.

Espero que não se zangue comigo,
pois meus olhos antes eram tão vivos
e hoje por terem sido feridos,
carregam um grande martírio,
de não ver mais a beleza
e a ela não mais encontrar...

Saiba que não é culpa minha,
pois meus olhos antes sorriam...
E outros por inveja e ganância
me roubaram o sorriso e a esperança...
O brilho que a vida dá.

Agora só resta às gentilezas
de sempre emprestar outros olhos
para reconhecer a nobreza,
que antes em toda beleza,
trazia na delicadeza
o dom de me fazer amar.
 
Mágoa Cega!

Malandro na Eleição

 
"Nunca publiquei obra de terceiros, mas esta fez-se oportuna demais!"

Malandro na Eleição

Era uma vez um malandro
Que fugiu da detenção
Em tempos longes, mofados
De roubo e depravação
De malandragem finória
Daria até outra história
Não fosse a convocatória
Duma bendita eleição:

É que o malandro Moleza
Como era conhecido
Se escondeu num caminhão
Pra mode não ser detido.

E deu-se então uma fuga
De grande sabedoria
Pois tinha sido traçada
Com toda geometria:
Fugia ali de carona
Por debaixo duma lona
Por sobre a carroceria.

E já no fim da viagem
Quando o caminhão parava
Moleza foi espiar
Mais ou meno onde é que tava.

Ficou então espantado
Sem muita compreensão
Pois o caminhão parava
No meio duma multidão.

A multidão se empurrava
Com festa e reboliço
Afinal, ali chegava
O palanque do comício
De onde os home ia falar
E pra Moleza escapar
Ia ser um estrupiço.

Com pouco mais foi subindo
Aquelas arturidade
Pra mode falar pro povo
De suas capacidade.

E por debaixo da lona
O malandro observou
A tal da politicagem
Por detrás dos bastidor.
Pra sua grande surpresa
Viu esperança acesa:
A política lhe chamou:

Ouviu um homem falando
Com a voz de Senador:
– Hoje vai ser moleza
Digo a você com certeza
Já temos dez orador.

Escutou um esquerdista
E agitador sindicá:
– Nós exigimo Moleza
Pro setor industriá!

Ouviu depois uma dama
Com vozeirão de artista
Era líder feminista
E dos Direito das Mulé
Que dizia com brabeza:
– Os home só quer Moleza
Mas nós mulé também quer!!

Esse magote de gente
Usava da esperteza
Em nome da capitá
E também da redondeza.

Uns falava abaixadinho
Mas demonstravam franqueza.
De tudo não se sabia
Mas lá no fundo se via
Que só queria Moleza.

Ouvindo aquele chamado
De tamanha envergadura
Moleza viu liberdade
No lugar da captura
No mei da fuga acuada
Findava sendo lançada
A sua candidatura.

Pra mode sair bonito
No pape de orador
Moleza foi se alembrando
Do que era sabedor:

Aproveitou sua fama
De ser grande atirador
E se lançou: Pistolão
De todos os eleitor.

O cartaz era uma pistola
Sobre título eleitorá
E uma frase que dizia:
Ou você dá voto a mim
Ou então vai se lascar.

E pegou o microfone
Com a maior desenrolança
Falou de roubo, de jogo
De traficança e matança
Partiu no mei três partido
Partiu depois no comprido
Dobrou e fez uma trança.

Fez de forma democrática
Um acordo partidário
Concorda quem é medroso
Discorda quem é otário
Assim tornou-se prefeito
Seu vice não foi eleito
Pois faleceu dum disparo.

Pra começar o governo
Criou logo um estatuto
Onde o produto do roubo
E o roubo do produto
Ganhava o mesmo valor
Pois a ordem dos trator
Não altera o viaduto.

Devolveu os objeto
De quem já tinha roubado
Deu maconha e cocaína
Pro eleitor viciado
Empregou a mulherada
Dos marido que matou
Pagou o bicho roubado
De cem mil apostador
Findou cercando o currá
De apoio eleitorá
E se fez governador.
(Jessier Quirino)

"Não é a política que transforma o homem em ladrão; É o seu voto, que elege o ladrão, e o transforma em político."
 
Malandro na Eleição

PASSA TEMPO (13.12.1997)

 
PASSA TEMPO!!!

Nasce a vida o tempo todo, todo o tempo...
Nesta vida muito tempo há de passar.

Passa o tempo, o tempo passa; Haaa! Ainda há vida!
Como é vida, com o tempo há de passar.

Com a vida em tempo, não tem tempo para o tempo.
E sem ter tempo o tempo passa sem parar.

Mas como a vida, o tempo passa com o tempo.
E em pouco tempo pela vida passará.

E com o tempo chega o tempo em que em vida,
vive o tempo como a vida, enquanto há tempo.

E neste tempo vê que o tempo é a vida,
e em pouco tempo a vida e o tempo passará.

Viva, viva !! Viva a vida em quanto há tempo!
Pois o tempo vive a vida sem parar!
 
PASSA TEMPO (13.12.1997)

QUINTILHARIA

 
Quintilharia

É! Os amores vem e vai...
Querendo ou tendo que querer, se vai...
E se não forem, você um dia vai...
É! Os amores vem e vai!
No descer das cortinas... Fim!
 
QUINTILHARIA

MONALISA

 
MONALISA
 
Monalisa

A essa pessoa tão bela
de sorriso sofrido mas também sincero,
deixo aqui para ela
minha vontade de amar.

Um amor singelo
e de tão raro e belo,
que se tira da alegria o berro
e o desejo de partilhar.

Amor esse que lhe entrego
para suplementar seus dias,
e no entusiasmo e alegria
fazer seu sorriso brilhar.

E brilhando seu sorriso
no afeto e no amor,
amor esse que um dia
lhe trouxe tristeza e dor,
hoje volta com fervor
em seu coração morar.

Morada para sempre
nesse coração deseja,
pois a quem sempre foi bela
e em plenitude não pode amar,
hoje esse amor desforra
trazendo-lhe de volta a vida,
que ninguém nesse mundo
nunca mais há de tirar.
 
MONALISA