Poemas, frases e mensagens de Lizaaldo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Lizaaldo

salve as águas e doce rio lagartixo da Capela

 
Salve águas e doce rio lagartixo
Salve santas águas, boas de beber do VELHO E BOM Lagartixo da Capela - Por Lizaldo Vieira
.A cidade dorme, os sábios oscilam, a plebe inerte está , só a vida não cochila no reinventar dos arranjos do novo amanhã que não se cansa do por vi com águas puras
Salve o santo líquido de Capela minhas portas e janelas abertas para um futuro de cinzas que nenhum fogo selvagem do crime, vindo do canavial que comprometa com queimadas ao acesso para o pingo. salvem ao mais importante dos líquidos. Salve as águas de todos os março do velho e bom lagartixo. O melhor de nosso município está lá na mata do junco. Vem da mata a vida que tanto bem fax aos capelenses. Água para o futuro, tudo a preservar, nada a perder, desperdiçar, nessa e nem nas futuras gerações. No 22 de março, você sergipano, brasileiro e capelense celebrem o que possui de melhor na bendita cidade das águas do rio lagartixo, patrimônio sagrado da rainha dos tabuleiros, nossa. Senhora da Purificação da capela. Nem um mel, a cabaça, o açúcar, e o etanol, existiam nas hostes se não fossem as águas sagradas das nascentes do fomento de vida local. Não ao fogo dos canaviais que tanta ameaça nos traz aos doces refúgios e mananciais. Lutemos cotidianamente. Pra ter sempre preservadas as santas águas puras e límpidas do nosso santo rio lagartixa. Esse poema é oferecido por um filho seu na semana da águia, capelinha de pingos doces d’água boa de beber, queremos miss chuviscos e pingos em nosso chão, que nunca fostes princesa pois sempre será a nossa eterna rainha dos tabuleiros. Salvem a Mata do Junco, em suas caracterizações florística, as ocorrência de 100 espécies, distribuídas em 74 gêneros e 37 famílias, predominando as famílias Poaceae, Cyperaceae, Myrtaceae, Fabaceae, Asteraceae e Rubiaceae. Salvem a fauna registrada ali com ocorrência de 23 espécies de mamíferos, 20 de anfíbios, 18 de répteis, 23 de mamíferos e 134 de aves e, suas 128 espécies de aves pertencentes a 41 famílias. Das espécies identificadas, onde dez foram classificadas como endêmicas do Brasil e cinco endêmicas da Mata Atlântica, ou seja, a Pyriglena atra, Hemitriccus nidipendulus, Ramphocelus bresilius, Hylophilus poicilotis eThalurania glaucopis. Três espécies estão em alguma categoria de risco segundo a IUCN, o beija-flor-de-costas-violeta - Thalurania watertonii quase ameaçada, olho-de-fogo-rendado - Pyriglena atra em perigo e chorozinho-do-papo-pretoHerpsilochmus pectoralis - vulnerável.
Salvem as espécies da flora e fauna encontradas, o RVS protege o principal manancial de abastecimento público da cidade de Capela - o riacho Lagartixo, atributo que reforça a sua importância, enquanto mantenedor de bens e serviços ambientais e principal refugio do seu mais nobre morador que é o calicebuscoimbrai – macaco guigó de Sergipe.
Esse texto poema de pura reflexão sobre a semana da água é do filho da terra para a amada capela, a sempre santa e bendita rainha dos tabuleiros. Rio Lagatixo em Capela SE.
A cidade dorme, os sábios brincam de ver o perigo que ronda entrono. Muitos vacilam, oscilam pro mal, a plebe inerte, nem sente, só a vida não cochila no reinventar dos arranjos do novo amanhã que não se cansa do por vi com águas puras e correndo nas nascentes tranquilas e torneiras que enchem o pote da população...
Salve o santo líquido de minha e nossa Capela, minhas portas e janelas abertas para um futuro de cinzas ? que nenhum fogo selvagem ou criminoso vindo do canavial não nos comprometa o acesso. Salve mãe natureza tão rica em beleza nos detalhes e cenários detalhados do mais importante dos líquidos, O nosso H2O. Salve as águas de todos os março do velho e bom lagartixo. O melhor de nosso município está lá na mata do junco. Vem da mata a vida que tanto bem faz aos capelenses. Água para o futuro, tudo a preservar, nada a perder, desperdiçar, nessa e nem nas futuras gerações. No 22 de março, você brasileiro e capelense celebre o que possui de melhor na bendita cidade das águas do rio lagartixo, patrimônio sagrado da rainha dos tabuleiros, nossa. Senhora da Purificação da capela. Nem um mel, a cabaça, o açúcar, e o etanol, existiam nas hostes se não fossem as águas sagradas das nascentes do fomento de vida local. Não ao fogo dos canaviais que tanta ameaça nos traz aos doces refúgios e mananciais. Lutemos cotidianamente
.pra ter sempre preservadas as santas águas puras e límpidas do nosso santo rio lagartixo. Esse poema da semana da água para nossa capelinha de pingos doces d’água boa de beber, queremos mais chuviscos e pingos caindo e perenizando em nosso chão, que nunca fostes princesa pois sempre será a nossa eterna rainha dos tabuleiros.
Abraços do seu filho poeta - Lizaldo Vieira.
Esse poema de pura reflexão sobre a semana da água é do filho da terra para a amada capela, a sempre santa e bendita rainha dos tabuleiros.
Que nenhum dos seus viventes deixem que nenhum mal lhe acontece e não impeçam sua estada saudável entre nós ....
 
salve as águas e  doce rio lagartixo  da Capela

Vivo por sorte - Lizaldo Vieira

 
Vivo Por sorte– Lizaldo Vieira
Em puro cenário
De cobiça
Injustiça
Má sorte
Falam disso
Daquilo
Não citam o desequilíbrio
No alto
Médio
E no baixo
Ribeirinhos lamento
Choram de dor
Por tantos desatinos
Punhal travado
Ao coração
Do rio irmão
Que um dia
Chamaram
Da unidade e integração
Hoje
Salta aos olhos
Tamanha desolação
Tanto descaso
Tanta lorota
Com tal proposta
Da revitalização
Sobra desequilíbrio
Dias sombrios
Tudo morre
Nada fazem
Não socorrem
Ao valente
Nilo dos tupinambás
Morre a foz
Também meio
No inicio
Já tá no fio da navalha
Falta respeito
Enganam os tolos
Sobram ruínas
Vidas em desgraça
Cadê puto
Pilombeta
Mandins
Matricham
Cará
Piaba de manteiga
Piau cachorro
Sarapó
Jundiá
É só trairagem
Não sabemos o que se passa
Nos projetos
Da montante
Muito menos
Com a juzante
Tudo nas barbas do doutor
Que licencia
Silencia
É miserável
Quem licenciou
Mandaram pras cucuias
O resto que se dane
Ele está secando
Engolido
Pelo tenebroso
Transposição chegou por lá
Vai mesmo acabar
A vida
Já era
Agua no pote
Deus me livre
Destino ignorado
Morrem de sede
As ciliares
Peixes piranha
E a gente
Tanta indiferença
Desamor
Impudência
Como ver moda de viola
Carrancas e xokos
Cantilena é uma só
Adeus Opará
Se a alma desse irmão
Vespúcio esqueceu
De salvar
 
Vivo por sorte - Lizaldo Vieira

No caminho do rio tem algo a mais - Lizaldo Vieira

 
No caminho do rio tem algo a mais – Lizaldo
De crime
Violação
Aberrações
Indecifráveis
Não só pedra
Esgoto
Veneno
Gato e sapato
Muitas barragens
Hidroelétrica
Transposição
Poluição
Devastação
Contudo
Ter o rio
Ver o rio
É preciso
Nos tempos do aquecimento global
No caminho dos sete bilhões
Humanos
Extraterrestre
Irracionais
Saciar a sede
De água que lava a alma
É questão de vida
É vital
Não esqueçamos que os rios
Assim como o homem
Tem algo incomum
Há sempre um vilarejo
Uma cidadezinha
Povoação
Uma cidade
A metrópole
A rotina cotidiana
Será sempre amainada
Tendo o rio
Lago
Mesmo o riacho
Em seu entorno
Vida que segue
Estabelecendo limites
Gerações
Após gerações
O povo brasileiro ouviu o grito de independência
Ás margens do Ipiranga
Não por acaso
O Rio Nilo
É considerado pelos egípcios
Como um presente
Quando parte da população
Cerca de 90%
Encontra-se estabelecida em suas margens
Sem esquecer que
A origem da civilização egípcia deu-se
Há aproximadamente 5 mil anos
Em suas margens
Independente de qualquer coisa
Precisamos ver rio de água doce
A gente não esquece as boas coisas
Água bem friazinha da fonte
Um bom copo d’água
Na hora em a sede mais tirana bate
Ninguém resiste
É gostoso a esse riachinho
Roncando na enxurrada
Quero muito você
Pertinho de casa
Beleza da natureza
Quero ver por mais longa jornada
Jorrando água boa de beber
Por tua fonte sadia
Quero saciar–me da sede dessa água amazônica
Rio da vida
Da sustentabilidade planetária
Da-mi pote d’água
Tenho sede
De novas civilizações
Com gosto e jeito de deixar continuar
O rio vivendo em seu leito
Caudaloso
Piscoso
Largo
Profundo
Se embrenhando
Sertão adentro
Matando a sede
De valente gente
 
No caminho do rio tem algo a mais - Lizaldo Vieira

Sou mais esses bichos soltos - Lizaldo Vieira

 
Sou mais esses bichos soltos – Lizaldo Vieira
Moças e moço
Bichos soltos
Aos pulos
Gargalhadas
Gente grande
Muida
Morena
Raçuda
Que dança na chuva
Pula com uma perna só
Atira pedra no rio
Faz música de sovaco
Boneca de pano
Ventilador de abano
Cata piolho
Tira bicho do pé
Sobe na jaqueira
Tira manga do pé
Chupa pitomba
Sem engolir o caroço
Faz farofa
E beiju de mandioca
Assa o milho na brasa da fogueira
Sou mais
Guris e gurias
A sugar mel no favo
Das nativas
Irai
Irapuá

Jandaira

Jandaira amarela

Jatai

Jataí Acreana

jatai d terra

Jataí da terra

Jataí Negra

Jupará

Lábios de morena

Lambe olhos

Mandaçaia

Mandaçaia


Atola as mãos e pés na toca do caranguejo
Chupa o leite da cabra
O come carne de galinha
Criada solta na malhada
Sou mais esses seres indefesos
Sem maldades
Vestido de nada
Brincando de corre
Corre
Perna de pau dos Xavante
Arranca mandioca
Peteca
Figuras de barbante
Piões dos Gabili do Oiapoque
Perna de pau dos Xavante
Arranca mandioca
Arranca mandioca
Figuras de barbante
Corre na vereda
Contrariar zumbi
E caipora da mata
Por fim
Sou mais os marimbondos
Beija moça
Festa de meninos
Vivendo os mimos
Do mundo pueril
Nos cafundós dos Brasis
Onde meninos e meninos
Brincam de casinha
Faz beiju de tapioca
Constroem casa de marimbondo na areia
Em seguida
As meninas percebem a existência da casa de marimbondos
E tentam destruí-la.
Ao fazê-lo
Saem correndo com os meninos em sua perseguição
Depois de um tempo de alvoroço
Cantarolando
Areia
Meu bem areia
Alecrim Dourado
Tirei da Viola
A Linda Rosa Juvenil
Eu Fui No Itororó
Onde Está a Margarida
Castanha Ligeira
 
Sou mais esses  bichos soltos - Lizaldo Vieira

Ignorábimos - Lizaldo Vieira

 
Ignorabimos - Lizaldo Vieira.
Todo me desatina
Maltrata e desanima
Compromete e ignora
A autoestima de um beócio
Desenganado na estrada errante
Sinais lastimáveis de nossa insana Ignorância
Sabedoria em demasia
Ou irresponsabilidade
Pra tantos
Uma festa
Para outros
Sobra de agonia
Toda hora
Muitos os dias
Nuvens escuras
Anunciam o mal tempo
Carregado de maldades
Não são anúncio de boas chuvas
Ao contrario
Prenunciam tempestade de fumaça
Fogo na mata
Me faz ficar siri na lata
Perguntamos á paisagem fúnebre
Quem seria responsável por crime de tal mente
Com a vista e mente tontas
Arvores retorcidas e bichos mortos
Ficamos com o calado por resposta
Nas naquelas parágens
Tudo é sacanagem
Só cana com fogo amuado tem vez
Pasto de gado bem gordo
Quem abastecem ao mercado do tio insano
Porque ter mata verdejante
Rios e ciliares não são importante
Se a fome de riqueza e poder
Tocam a bolsa dos valores
Por isso
Não mais ficar entusiasmado
Com certos projetos tidos bem intencionados
Carregados com palavrar de efeitos
Do tipo
Pelo desenvolvimento sustentável
Por uma economia solidaria e equilibrada
parece festa de carnaval
Só para turista estrangeiro ver.
Tudo por um bife suculento que o exterior não abre mão.
Enquanto nos outros
Cá pelas léguas tiranas dos quinhentos anos de exploração
Nos damos por conformados
Com o milho soja transgênicos por aqui semeados
O veneno
O pesticida e agrotóxicos que por aqui matam nossa biodiversidade
Irmãs siames de insensibilidade ambiental
E caus social
Semeados e criminosamente implantados
Nas terras de ninguém
Se o que convém
È estar bem com o mercado
E com o colonizador
Tá certo doutor de meia tigela.
No final das contas
Tá tudo certo
Temos bastante massa de manobra
Objeto em voga
Na moda....
 
Ignorábimos - Lizaldo Vieira

Bafo de bode - Lizaldo Vieira

 
Bafo de bode – Lizaldo Vieira
Tudo magi
Baile perfumado
Forró de candeeiro
Mauita cana caiana
Pouca grama
Zona tonta de cheiro
Se tem catinga de bode
É festa do pai de chiqueiro
Que ronda o terreiro
Desconjuntando narinas
E anima as burregas
Imundice de galinha
Não parece coisa pequena
Desmanchando reunião das ônus
Evacua fila de metro
Espanta ate festa de urubu
O bicho tá solto
Tasmânia
Maria-fedida
Gambá em desespero
Café pequeno
Coisa brava
De louco
Tudo indica que é flatulência de porco
Ou boiada em desmantelo
Que nada
Todos abjetos
Vem de lá da cama onde o tinhoso
Do inferno perdido apronta
Casa das almas em purgação
Todos devotos do chifrudo
Mijões de fogo
Línguas de faísca
Restos de feira
Protagonistas de senas dantescas
Do quanto pior
Melhor para o sangue sugas
Tem barriga vazia no ano que vem
Deus nos acuda
Salve o Zé ninguém
Desses “cordeirinhos” vestidos de gente
Cara e corpo travestidos de semideuses da grana
Pão e circo pros bananas
Abram as masmorras
Soltem os primários
Enjaulem os phds
Donas dos crimes
De fome
Prostituição
Corrupção
Violação
Propagadores da miséria nas casas de noca
Os canalhas sabem o que
Não merecem credibilidade
Mais se acham
Pouco importa se sobrara ser vivente nas freguesias de hoje
E do amanhã
Esperando dos bons costumes
Os resultados da empreitada
que se resolve a super lotação do planeta
Ou o bicho vai pegar
Antes do fim do mundo chegar
Não se sabe quando
Enquanto pés de cobra deslizam na relava
Chinelos surrados apagam tudo na passagem da cabroeira
Desdentados e descamisados
Ainda lotam o boteco da garoa
Esperando pinga da boa
Pra que tudo se resolva
Quando o porre do amanhã raiar.
 
Bafo de bode - Lizaldo Vieira

Vai tudo se acabar - Lizaldo Vieira

 
Vai tudo se acabar – Lizaldo Vieira
Por isso que canto
E não me canso
Samarica parteira
Chegou apavorada
Com égua espaduada
E cassuá no lombo
É o último cristão que vem ao mundo
Nessa ressaca de fé
Ou de festa
...Quarta-feira de carnaval
Tudo no vinagre
Uma peleja danada com as cinzas
E farrapo de gente na testa
Resto de feira de Itabaiana
Quem vai querer bugiganga
Cebola roxa e banana nanica
Penico de barro
Cabeça de bode
Tripa de porco
Espora de cavalo
Osso de correr
Cavaco chinês
Pipoca pra banguelo
Pente de pentear macaco
Barraca enrolada
Picuá as costas
Com direito a regate
Vamos embora mulher
Chegar cedo em casa
Fazer o último neném
Tartaruga mandou avisar para urubu
Que quer ir pro farrabufado no céu
Nem que seja dependurado nas asas da NASA
O fim do mundo
Tá chegando
É nóis
Zefinha e Raimundo
Puro sovaco de aleijado
No fundo poço
Acostumados a comer carne de pescoço
O Buraco é mais em cima
Osso duro de roer
Fim do dia
Descanso do jegue arigó
Simbora pro bar
Comer a última tripa assada
Com pinga e caju azedo
Boa pedida numca será 51
Não sai da cabeça
Uma película de filme mudo
Muito bom nesse restinho de mundo
No fim de tuto em dois mil e doze
Tô todo prosa
Só assim não se fala mais em fmi
Já é oficial
Temos 100% de Royalties a serviço da educação
Pagamento de impostos sobre venda de banana
Melhor para o custo de vida
Vai ser zerado
Num posto de gasolina qualquer
Vamos encher o tangue sem nada a pagar
Pra depois
Curtir o os últimos instante á granel
Vamos à atalaia
Abraça as ultimas ondas
De lua cheia
Será mesmo que o Roberto continuará afirmando
Que esse cara é ele
Nesse fim de mundo
Nada pra nico
Fica bem na fita o macaco guigó
Agente continua na luta pela não extinção
Do ultimo ser em degradação da natureza
Tudo dá no mesmo mane luís
A arca de Noé
Não veremos mais por aqui
Não teremos tempo de refazê-la
Se é pra acabar o restinho de mundo
Deixa-me pelo menos escutar
Um baião
Do centenário do lua
Rei nordestino
Pois nunca mais quero ouvir essa estória
de que o meu TATU BOLA
Mascote da copa
Tem o falido apelido de fuleco
 
Vai tudo se acabar - Lizaldo Vieira

Quinzena do medo - Lizaldo Vieira

 
Quinzena do medo – Lizaldo Vieira
Aquelas noites silenciosas
Naquela estrada velha
Cheia de santa cruz
Espantalho no milharal
Curral velho
Sem gado
Na tremenda escuridão do caminho da Fortina
Tudo é tenebroso
Tudo faz medo
Para homem
Mulher e menino
Gente obrigada a esse ermo
Por obrigação
Naquelas paragens
Cheiro de enxofre no ar
Coruja cruzando a estrada fria
Neblina cercando a sobra
Porque será faz tanto silencio no Beco Escuro
Só de pensar
Em passar naquele lugar
De calafrio
O cavalo refuga a sobre parada
A alma treme sem dó
Tanto silencio e segredos
Até gavetos se escondem
Ninguém estala o dedo
Medo
Em prosa e verso
Vez por outra
Bacurau quer ser perverso
Rasga o verbo
Naquele véu da noite de prender o folego
No beco da lama
Nenhum boteco aberto
Tudo longe
A casa tá longe
Nade se levanta
Só o medo por companhia
Ninguém se aventura em tossir
Por ali
Topada é silenciosa
Suspiro profundo
A lua cheia do cavalo de Jorge
Nem pisca o olho
Diz que tudo é assombração
Na meia noite de sexta
Uma estrada lenta
Céu enfarruscado
Vento lento e manhoso
Um vento frio assovio no ouvido
Grilos sapos fazem um coro torturador
E agora
Como atravessar a cruz da donzela
O pior de tudo
É olhar para traz
Será que viramos estátua de sal
Arre diacho
Quanto tremer de queixo
As pernas trôpegas
Por mais veloz
A estrada parece não ter fim
Lembro-me de estórias medrosas
Quando criança
Tinha que ouvir
Pra não sair de casa
Naquela escuridão
Tudo que mais é ouvir uma voz
Vindo da freguesia
Sinal de gente viva
Nem que seja uma reza na novena
De mãe jurema
Nada que faça lembrar momentos de Vampiro
Lobisomem
Saci-pererê
Nada que arranque o suspiro
O galo calou
Nem o sino da matriz tocou
Nossa senhora nos livre do canto das Aves agorentas da eia-noite
Dessa canção anormal das noites de
Lua cheia
Cruz credo
Chega pra lá coisa ruim
Sai de mim
Chega de assombração
Não faz meu corpo tremer
 
Quinzena do medo - Lizaldo Vieira

Noel descaracterizado e ante ecològico - Lizaldo

 
Noel descaracterizado e ante ecológico – Lizaldo
Se fosse avisado da sua contribuição para a destruição
Do meio ambiente
E do inconseqüente
Aumento do aquecimento global
Noel
De bom velhinho
Não tem nada
Tudo miragem
Mirabolante
Dos comerciais
No mundo dos terráqueos
Pois sua ação de caridoso
Extrai da Terra
A cada festa nababesca
Milhões de formas de vida
Arre diacho com tantos perus
Pra morrer por dia
Quantos litros de água serão sugados
Em formulas de wisque
Vinhos
Espumante
Cervejas e cia
Refrigerantes
Quantas galinhas cairão do puleiro
Pra penaram na água quente
Outros tantos
Bois
Suínos e cordeiros
Para satisfazer
Enfeirão com suas carnes
e sacrifício a mesa farta
Na versão
Ceia natalina
Até que o galo cante
Anunciando a comilança
Papai Noel
No caso
Assume por estas e outras
Seu lado ante ecológica
De vilão da vida
Negando a velha imagem de bom velhinho
Que o natal revela
E rapidamente se alastra pelo mundo
Difundindo no rou rou rou
Com sua barbas compridas
E saco vermelho
Escondendo o nada
O decreto de uma festa de mentiras
De certo
O velho Noel
teria de tomar certos cuidados ambientais
Antes de atender as gamas
De demandas consumistas
Sem o o mínimo de consulta
Ás entidades de proteção ambiental.
Sò então
O natal seria verdadeiro
mai agradável
Menos opulento
Panfletàrio
Coisa divina
De todos
Universal
Jamais
Essa coisa descolada do real
Purpurina defantasia
DO mundo dos negócios
Ojeto
Comercio
Onde nâo se pode sonhar
Com coisa cristã
Poemas divinos
Festa e guerra dos meninos ecológicos
O presente seria uma benção
Jamais um fardo
Ou marmota obrigatória
É preciso começar a advertir
Ao bom rapaz:
Das fabricas de sonhos
Mesmo porque
Tenho certeza
Muita gente
Já está começando a desconfiar
Dessa tal felicidade planetária
Cantada em verso e prosa
Da estória de querer agradar
Á todos do mundo
Nas incontáveis confissões
E pedidos de presentes
Bem ao gosto do consumismo
Os ruídos das ruínas ecológicas
Ao que sobrara para o futuro
Bem que estão aí
A REFUTAR
As ruidosas promessas barbuda
 
Noel descaracterizado e ante ecològico - Lizaldo

Independência do Barriga Verde - LIzaldo Vieira

 
Independência do barriga verde – Lizaldo Vieira
Salve a teimomosia
A valentia
A irreverência
Gente que bebe
Pinga do junco
Se arrocha no buzu
Xinga
Briga
Mata
Morre
Com fogo e faca
Nada sai de graça
Nessa eterna desgraça
Mais também samba
Zomba
Manga
Pula feito pipoca na panela quente
Salve nossa gente
Nua
Crua
Descalça
Cristã e valente
Malandra
Apesar da desgraça
Nos barracos das favelas
Nas terras áridas
Tem feras
Feridas
Lutando contra a miséria
Há mil anos instalada
Sedente de providencia
Não sede de comida e agua
Mais acima de tudo
Da tal justiça social
Olhar pros quatro cantos
Contar a reca de barrigudinhos nos dedos
Os dias que faltam
Fazer figa
Pro fim do mês chegar
Pra ver ovai cair
Na conta da bolsa fome
Fome de boas almas
Que com justiça
Governe o mundo
Arre égua
Que processo infindo de sacanagem
Nunca culmina com a emancipação de ninguém
Santa ignorância
Amarrado no cordão
Vida do lixão
Lá vai o zé ninguém
Checar a pendura na bodega
Aumentar o fiado
Culpar á quem..
Cristovam Colombo
Alva Brasil
Pedro primeiro
Por interminável dependência
PROBLAMAS DE RAIZ
Jornal
A rádio
A televisão
E internet
Nem falam da vida em desgraça
Por que agora a independência
É celebrada
E o barriga verde ao largo
Catando latinha e pet
Vendo carrões voando
Gente bebendo e pulando
Na fantasia do mundo de exclusão.
 
Independência do Barriga Verde - LIzaldo Vieira

Feito gaiato - Lizaldo Vieira

 
Feito gaiato - Lizaldo Vieira
Chegou no barraco
Tempo bom
Pra gato a sapato
Alivio imediato
Nem foi previsto pela moça da previsão
Tão pouco
Perguntaram aos universitários
Só sei que chegou
Cedinho
Sequer bateu palmas
Nada de aviso prévio
Quem nem ramas de maxixe
Se esparramou no lugar
Lançou luzes na casa inteira
Fez a festa no quintal
Abriu as roseiras
Lançou aromas silvestre em todos os lugares
Fez ondas pulares
O galo acordar a vizinhança
Também fez o meu dia se desmanchar em alegria
Por ser portador do cântico dos meus santos
Porque melhor é o teu amor do que o meu
Suave é o aroma dos teus unguentos
Pois teu amor derramado
Tem o nome do meu Deus
Que muito significa para toda eternidade
Como a macieira entre as árvores da floresta
Em mim faz uma festa
Assim devia ser o amado entre os outros homens
Como um lírio entre os espinhos
Perfumando outros lares
Enfim
Já é natal
Pra quem quiser
E quem vier
 
Feito gaiato - Lizaldo Vieira

Porque morrem as baleias

 
Porque morrem as baleias - Lizaldo Vieira

Porque...
O mar
O rio
Corrego
O riacho
A lagoa
O açude
Não tão pre peixe
Nem golfinhos
Nem sereias
O mar
O rio
Corrego
O riacho
A lagoa
O açude
O mangue
Tão pra lixo
Pra esgoto
Pra petroleo
E eu
Que não poluo
Coverso com meus botões
O que fazer...
O que fazer
 
Porque morrem as baleias

sabores e cheiros do campo - LIzaldo Vieira

 
Sabores e cheiro do campo- Lizaldo Vieira
Que ainda revivo
Com licença
Tio Zé
Tia Neuza
Tô em casa
Bença vó bina
Vamos pra lenha
Quero ver as mata
Sã e salva
Andando por brejeiras veredas
Beliscando frutas silvestres
Pegar água no riacho
Colher pitomba
Jabuticaba
Despetalando margarida
Brincando de bem me quer
Tão bom refazendo coisas boas
Da vida esquecida
Casinha simples
Quatro águas
FOGÃOZINHA DE LENHA
Janelinha e porta na frente
Outra janela no oitão
Portinha estreita ao fundo
Lado da sobra das bananeiras
Um aroma de flores da laranjeira
Perfuma o ninho de simplicidade
Uma jaqueira frondosa dá o ar da graça
Bons sinais
Que esse ano venha carregado
De muita jaca ouro
No quintal de meia tarefa
Uma miada de legumes e vegetais orgânicos
Esbanja coisa que presta
Coentro
Cebolinha e alho roxo
Couve manteiga
Cenoura
Salsa
Batata doce
Quiabo
Maxixe
Pimenta malagueta
Pimentão vermelho
Tomatinho selvagem
Vagem
Agrião
Hortelã
Capim santo
Erva cidreira
Manjericão
Feijão verde
Fava
E feijão de corda
Completam o cheiro e sabores do campo
Depois
É sentar no batente da porta
Debulhar fava
Temperar com as ervas á gosta
E quiabo
Preparar aquela galinha
De capoeira
Está pronto meu prato predileto
Com todos os segredos e sabor da roça
Que bom
O aroma da comida caseira estimulando os sentidos da saudável gula
Pra quem não abre mão
Gosto que faz bem
E não engorda
Depois
É tirar uma fresta
Ouvindo ruídos de pássaros
Ver abelhas no zunzum
Engenhando o mel de flores de plantas rasteiras e arbustos
Vindo lá de dentro da capoeira
Isso é que vida terapêutica
Isso é que é vidão á brasileira
Com cheiro do mato
Terra molhada de tardinha
Podem até dizer que sou nostálgico
Mais tudo isso dá prazer de viver
Com as coisas do campo
Do meu Brasil fantástico
 
sabores e cheiros do campo - LIzaldo Vieira

Cheio e meado - Lizaldo Vieira

 
Cheio e meado - Lizaldo Vieira
Quem sobreviveu ao sumiço dos dinossauros
A formação do gelo
Dos continentes
Depois dos sete dias úteis
Para a criação
Tudo
Hoje podes
Suporta
Até ser frango de chocadeira
Não importa se tudo é problema
Pra nós
Ou pro futuro
Somos todos incendiários do bombril
Ignorabimus o passado de contemplação
Ao mau poder instalado
Já não temos hora marcada
Para caminhar rua
Chegamos tudo ao mesmo tempo
Convocados pela net
Turbilhão em alvoroça
Pote cheio
Meado até o pescoço
Era da erosão
Tudo na tora
No grito
Tufão enlouquecido
Mundo sem razão?
Desequilíbrio esmerado
Canção de boa primavera
Não se canta
Pois não encanta mais
Os céus de anis
As novas gerações de opiniões tatuadas
Ditam as regras
Derrubam tabus
Só o tempo servirá de mediador
Na interpretação do caos.
Instalado nas ruas
Duras e cruas
A ideia dos limites estourados se espalha
Já nem pensamos no melhor
Nada vale o quanto pesa
O tempo já não tem tempo
De se aclamar
Tudo vai à onda do mar revolto
Na de contemplar o redentor
De braços abertos apicuns e favelas
Mesmo perto da cerimônia do raiar do novo dia
A emoção perene
Parece diste da flor da pele
Será que já merecemos tantas tempestades de desmistificações
Desapontados com a urgência das emergências
Pensar no futuro
Parece inviável
Mesmos que mares e terra
Apresentes-nos
Sem perspectivas
Embora vivenciando os instantes delicados
A protagonizarão da camisa de força
Dos indivíduos regulados pela contra Mão da mobilidade
Da via Crucis social
Esperamos em todas as gestações sobrevivam
Às tormentas da entronização que o novo tempo rivaliza
E protagoniza sem inexpiável mente sã
 
Cheio e  meado - Lizaldo Vieira

Meu Arajipe - LIzaldo Vieira

 
Meu arajipe – Lizaldo Vieira
Capital do meu Sergipe
Mel de engenho
Agua de coco
Manga
Mangaba de caída
Licor de jenipapo
Rape de tabaco
Farinha de Itabaiana
Terra do morro e urubu
Ponto do Imperador
Poema de Hermes fontes
Amores de Marcelo Deda
Picolé de graviola
Caninha de cabaça
Cana caiana
Pitu de riacho
Pernas de pau
Cajueiro e papagaio
Caldinho do siri
Aracaju dos nossos gostos
Saberes
Sabores
E desgostos
Meu ara
Minha mangaba madura
Meu sabor gostoso de comer
Meu cheiro
De mar moreno
Vida mansa
Tranquila
Serena
Bonita
Pequena
Meu arajipe
Pedacinho e cão de um povo bonito
Perdido no atlântico
Gosto de você Aracaju
Por todo que vem
Por tudo que tens
Que convém
Por tudo que é lúdico
Quero-te bem
Não mais a pacata
Sempre graciosa e pequena
Bucólica morena
Agora
Centenária
Moderna e desafiante
Brasileirinha á beira mar
Onde viver
Crescer
É amar
E sua sina
Pra toda vida
Aracaju que anda pujante
Não mais a vapor
Como dantes
Nem de bondinhos na linha de ferro
Agora, cortada por ciclovias.
Rodovias
Muitas vezes tornando
A vida sem vias
Num inferno
Coisas dos tempos modernos
Aracaju
Não mais com rios de águas límpidas e puras
Dos caranguejos e siris
Que muito reinaram por aqui,
E do desfile garboso dos botos
Na ponte do imperador
A agora de mangues poluídos
De rios mortos e fedidos
Com águas turvas e escuras,
Fruto do tal progresso desalmado.
Aracaju ainda de praias bonitas
Onde se desnuda a beleza morena
De suas lindas pequenas
E onde o poeta vai se inspirar
Aracaju das ruas estreitas
Do beco dos cocos
Do mercado velho
Do Tales Ferraz
Das belas avenidas
Por onde passa o progresso
Tangendo a vida
Pra lá e pra cá.
Aracaju, do tudo um pouco,
Dos sábios e loucos...
De sua gente descente,
Que vive no fio da navalha
No gueto
No morro
No centro
E no bairro
Do indo e vindo
De brancos e pretos
Na bicicleta
Ou á pé
No busu ou a cavalo
Mas, acima de tudo
Gente tinhosa
J Inácio
Inteligente e respeitosa
Afeita ao trabalho
Aracaju de povo descente
Que vive e deixa viver
A quem se deixar amar por esse chão amigo
Gentílico que vira e revira mundo
Céus e mares
Sem deixar que atrapalhem
Sua volta ao pátrio torrão.
É bom viver com você
Aracaju
De ontem e de hoje
De pessoas e nomes queridos:
Zé peixe
Ofenísia Freire
Tetis Nunes
Luiz Antônio Barreto
Eurico Amado
Célio Nunes
Aldecir Figueiredo,
Wellington Elias,
Severo Darcelino
Vilder Santos:
E do poeta Lizaldo
Também
Aracaju
Dos Josés
Manes
Mãe preta
De dona Josefa
Da Margarida
Tia Isabé
Aracaju com todos os sons
Todos os tons
Todo calor.
Aracaju de nossas vidas
Bonita
Atraente
Atrevida
Tu reinas
Com todos os deuses
E sonhas
Com todos os santos.
Aracaju sempre disputada
Enamorada
Nunca rendida...
Aracaju de todos os rostos,
Sabores
E gostos:
Da mangaba,
Do jenipapo
Da pitomba,
Da goiaba,
Da manga
E da jaca,
Do doce de leite e de coco.
E da pinga com casca de pau.
É por esse jeito
Com essas virtudes e defeitos
É a você que amamos
A você Aracaju
Das muitas dores
Dos muitos sons e tons
Dos muitos gostos,
Dos Nossos rostos
Aracaju dos muitos sabores.
E dos muitos amores.
 
Meu Arajipe - LIzaldo Vieira

Severo hino - Lizaldo Vieira

 
Severo hino - Lizaldo Vieira
Desde cedo
Sofrer
Chorar arriscar
Semear
Cantando
O dia brilhante
Que vimos raiar
Com cânticos doces
Vamos festejar
Nas terras ardentes
Andantes errantes
Sem destino
Incerto caminhar
Mas tem dias
Que no nosso sertão
Tem tempo pra gente sonhar
Alegrai-vos
Amanhecer com céu de brigadeiro
Desponta
Muita paz e luz
Mesmo no fim do túnel
O fim do mundo
Não seja aqui
A gente sente a dor do duro momento
Somos até burro de carga
Quase jumento
Mais a cruz pesada
Dividimos o peso com quem
Pode ajudar na carga pesada
Só com Deus
Tudo pode
Se for pra trabalhar
Levantar a casa de sopapo
Plantar a lavoura
Somos povo bravo e forte
Pronto pro labor
Nossa bandeira tem o traçado da renda
As cores do nascer do dia
A alegria da poesia sergipana
O calor da terra
Que respira amor
Enquanto as mãos ágeis da vovó
Tece a beleza da renda irlandesa
Nos terreiros da divina pastora
Se formos severos para forjar a verdade
Também livres estamos
Pra cantar defender a vida
Feita de liberdade
Cante
Dance
Cante galinho
Seu conto de alvorada faz eco
Nos lares do bravo povo setentrional
Ou lá nas terra dos cajueiros a papagaios
Sobre olhares firmes
De serigi e tobiense
 
Severo hino - Lizaldo Vieira

Buchichos do Lizaldo Vieira

 
Buchichos do Lizaldo Vieira
Acorde inquieto
Pensando no que pode acontecer
Com a gente brava e bonita
Do canta galo
Beco dos cocos
E do saco leitão
Se permanecer com tanto paleio
Uns rasgando a seda
Outros cuspindo fogo e brasa
Deixa de lero lero
Vem pra cá que também quero
Não cutuca o diacho com vara curta
Pelo que sabemos
O inferno tá cheio de valentão
Enquanto o céu
Anda pingando de mofino
Na fita do cinema
Tem sempre artista
E bandido
A inteligência sempre vence
Não foi atoa que Davi ganhou pra Golias
O dia sossegou com a noite
E lampião ficou embasbacado por Maria bonita
Vai pra lá coisa ruim
Sai de mim abacaxi
Deixa de tanto chilique
Com olhos abotocados
Cheio de mandinga
Patifaria dos diachos
Se fosse pra ver cara feia
Passa antes na feira do bode
Esse negócio de cara enfezado
Parecendo missa má encomendada
Não vem
Porque que tem
Nem cola
Pra seu veneno
Too é bem vacinado
Rezando o bendito de santos macho
Quer cantar de galo
Beberar
Encher a cara
Manda ver
Só que em outro terreiro
Mais não amola
Chega de trelê-lhe.
Na minha pescaria
Não tem toca fria
E tudo que cai na rede
Nem sempre é peixe
E vê se não engrossa o pescoço
Espinha de piaba
Também engasga gato
Pois pelo que sei
Rodela de porco Pode até parecer
Contudo
Não quer dizer
Que seja tomada
Vê se se manca
Sai de fininho
A gota já encheu o pote
Pra quem não sabe
Lorota da casa de farinha
Acaba sempre no pó
Porquanto
Buchicho bom
Bom inspirado
É sempre aquele
Do quem sabe canta
Solta o verbo
Manda bem o recado
Deixando correr frouxo
O rebolado
 
Buchichos do Lizaldo Vieira

O Brasil do antes e do depois da invasão branca

 
O Brasil do antes e do depois da invasão portuguesa.
Em 1500, sem a presença de europeus (portugueses) os verdadeiros habitantes do Brasil eram os povos indígenas. O modo simples de viver da comunidade, pouco afetava a natureza tendo em vistas que eles não exploravam extensivamente a natureza para assegurar lucros fáceis nem poder ou contrario, todos sobreviviam tranquilamente do que caçavam e pescavam. Naquele tempo o modo de vida era harmônico entre os homens e a mãe natureza. Também não existiam indústrias, nem favelas, nem muitas edificações de casas e ou apartamentos, nem tampouco agrotóxicos envenenando a terra, não havia poluição que colocasse em risco a biodiversidade; todas as florestas dos diversos biomas estavam preservadas integralmente, as aguas e todos os rios não possuíam o menor sinal de poluição. No Brasil de 1500 a única coisa grandiosa mesmo era o respeito para com o meio ambiente, os índios viviam felizes nas densas florestas, a exemplo da mata Atlântica que cobria grande parte do território brasileiro, a caatinga, Amazônia, serrado e o pantanal, todos estavam com suas áreas intactas . O Brasil daquele tempo era um país coberto de muito verde, imaginem como não era rica a nossa biodiversidade, vários animais e plantas viviam onde hoje estão os maiores municípios e estados brasileiros. Enfim, os modelos culturais e econômicos aqui implantados pelos portugueses foram determinantes para que o nosso pai se encontre hoje como está, cheio de exclusão e de muita desordem social e ambiental.
Por - Lizaldo Vieira.
 
O Brasil do antes e do depois da invasão branca

Chato Mundo

 
Chato mundo - Lizaldo Vieira

Louco
Miudo
Largo
Profundo
Ingrato
Se canto
Desencanta
Calado
Os males não espanta
Quando deito
Rolando ficas
Se o tempo ta feio
Bom pra dormir
Planejo tomar banho de mar
Se vou pro mato sem cachorro
Almejo pegar boi voando
Vejo o câncer nas bocas
Observo todos fumando
Ignoro a camisinha do amor
Enquanto o mundo inteiro vai abortando
Enfim
É a vida
Na lida
Pra uns ta muito bom
Ta tudo muito bem
Pra outros ta tudo mau
Ta tudo muito ruim
E a gente vai dançando
Conforme o toque
E ficando
Ás duras penas
De Pansa cheia de gazes
E com cara de tacho
Perdidos na multidão
Atrás do trio elétrico
 
Chato Mundo

BICHO - COMO TÁ QUENTE - LIZALDO VIEIRA

 
Bicho,como tá quente - LIZALDO VIEIRA.

CALOR IMPLACAVEL
QUENTE DE RACHAR
QUER PROVIDENCIA
AMAINAR
CONSULTE AS VIDÊNCIAS
AS CARTAS DE TARÔ
OS BÚZIOS
OS ASTROS
COMO ESTÃO
CUSPA NÃO CHÃO
VIU RECOMENDAÇÕES
NADICA DE NADA
VAI LÁ NO TEMPO
OLHA PRAS NUVENS
RECLAMAS PROS CÉUS
ISSO
FICA COM RAIVA
JOGA O ANEL
QUEM SABE
ATÉ OS DEDOS
ABRE AS ASAS
TIRA O CHAPÉU
RECOLHE A GOTA
ESPREME A CAMISA
ESTRELA O OVO NA PISTA
DEITA COM A JANELA ABERTA
FAZ FIGA PRO TEMPO
MOSTRA SUA REVOLTA
ORA DA DEVOÇÃO
FAZ UM PEDIDO COM ORAÇÃO
JURA AOS SANTOS
FICA DE JOELHOS
NADA RESOLVE
PEDE PERDÃO
FAZ O SINAL DA CRUZ
SERÁ QUE SÃO CASTIGOS
DOS DEUSES
CONSULTA
POSEIDON
GAIA
ZEUS
CRONOS
REIA
APOLO
HADES
OURANOS
E AÍ
NINGUÉM SABE COMO ACONTECEU
OS SANTOS E DEUSES
NADA RESPONDERAM
VAI LÁ NA COZINHA
VÊ AS PEDRAS DA SAL
DO MESMO JEITO
NÃO DERRETEU
CREDO EM CRUZ
TÁ DANADO MESMO
É COISA DO OUTRO MUNDO
FAZ OUTRO TESTE
METE A MÃO NA CONSCIÊNCIA
AQUELA FOICE MAGRA
O VELHO MACHADO
TÃO APOSENTADOS
COISA DO PASSADO
AGORA É SERRA ELÉTRICA
TRATOR DE ESTEIRA
TRABALHO RÁPIDO
PROBLEMA SEU
ESCONJURO
AUMENTOU O TAMANHO DO PECADO
MUI AMIGO
AGORA JÁ É TARDE DEMAIS
OS TEMPOS SÃO OUTROS
OSSO SEM JEITO
É PESCOÇO
DEPOIS DO FEITO ERRADO
NINGUÉM REMEDIA
O ESTRAGO
AQUECIMENTO GLOBAL
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
CHUVA ÁCIDA
TSUNAMI
TUFÕES
VAI ACHANDO
QUE É NORMAL
CONVERSA FIADA
DE ECOLOGISTAS
O MAL TÁ
NA RAIZ DO SISTEMA
NO MODOS OPERANTE
MUNDO GIGANTE
QUE TUDO PODE
NADA RESPEITA
GIGANTES ESTRUTURAS DE CONSUMO
OU CONSUMSMO
ESTES SÃO O PERIGO
TUDO É POUCO
TODOS TÃO LOUCOS
POR MAIS VALIA
LUCRO FÁCIL
A REVELIA
NATUREZA QUE SE DANE
ENROSQUES
SE ACABE
VIDA
É SÓ UM DETALHE
E O AMANHÃ
QUE FIQUE AO DEUS DARÁ
QUEM SOBRAR
VERÁ
PRA OUTRA ESTORIA
MOLHOR
OU PIOR DO QUE ESSA
CONTAR
 
BICHO - COMO TÁ QUENTE - LIZALDO VIEIRA

Q U E S E D A N E C U S T O d e V I D A - Lizaldo Vieira
Meu deus
Tá danado
É todo santo dia
O mesmo recado
La vem o noticiário
Com a
estória das bolsas
Do que sobe e desce no mercado
De Tóquio
Nasdaq
São paulo
É dólar que aume...