Poemas, frases e mensagens de Hisalena

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Hisalena

Se eu pudesse...

 
Se eu te pudesse amar neste exacto momento,
Acredita que o faria sem qualquer hesitação,
Sei que disse o inverso mas a verdade mesmo
É que não quero que te afastes da minha vida,
Não consigo controlar este sentimento cá dentro,
Esta ansiedade de te ver, de te saber presente,
Esta vontade de te tocar, de te beijar, de te abraçar,
Não consigo evitar que o pensamento voe para ti,
Imaginar o que estás a fazer, com quem estás,
Sentir ciúme de pensar que podes já não querer…
Não consigo evitar este desejo que me consome,
Esta vontade ácida que me queima por dentro,
Este querer ter-te por perto, um segundo que seja.
Se eu te pudesse amar neste exacto momento,
Acredita que o faria sem qualquer hesitação
Não porque tenho pressa, não por capricho,
Não para satisfazer um desejo ou uma vontade,
Mas apenas e só porque queria amar-te
Antes que tu decidisses ir-te embora…
 
Se eu pudesse...

E se um dia...?

 
E se um dia eu tivesse coragem...
Para te contar o segredo que finjo não guardar?
Para te dizer o que finjo não perceber?
Para te revelar o que finjo não conhecer?

E se um dia eu tivesse coragem...
Para dar asas ao sentimento que trago no peito?
Para dar voz ás palavras que calo no coração?
Para dar largas a toda esta contida emoção?

E se um dia eu tivesse coragem...
Para dizer tudo o que sinto por ti?
Para dizer tudo o que significas para mim?
Para dizer que quero ser sincera por fim?

E se um dia eu te tivesse coragem...
Para te confessar toda a minha paixão?
Para te declarar todo o amor que escondi?
Para te dizer que estou farta de viver sem ti?

E se um dia eu tivesse coragem...
O que farias tu se eu tivesse coragem?
 
E se um dia...?

Não me peças...

 
Não me peças que te dê a lua
porque não o posso fazer,
não queiras que seja só tua
a beleza do suave entardecer.

Não me peças que te dê as estrelas
porque não as consigo alcançar,
não queiras ser o único a vê-las
nem queiras seu brilho aprisionar.

Não me peças que te dê a força do mar
porque não o posso jamais conter,
não queiras o seu impeto domar
nem queiras o seu encanto perder.

Não me peças que te dê o mundo
porque não é meu para poder dar,
não queiras ver para além do fundo
porque nada mais vais encontrar.

Não queiras que te dê tudo
porque nada tenho para oferecer,
não queiras mudar o meu mundo
nem lançar amarras para me prender.
 
Não me peças...

Lágrimas

 
Na areia húmida desta praia deixo a marca dos meus passos
Impressa com a força do meu desanimo e dos meus cansaços,
Marcas que se vão apagando com as lágrimas que se escapam
Dos meus olhos, lágrimas que me atormentam e me matam.

Lágrimas de terna saudade da pessoa que eu já fui um dia
E que se perdeu algures nos labirintos desta vida estranha,
Lágrimas de mágoa por tudo o que em tempo sonhava e queria
E que com o tempo se tornou numa ilusão fosca e tamanha.

Lágrimas que o vento que corre ao cair desta tarde outonal
Aos poucos vai enxugando até ficarem apenas finos traços,
Lágrimas que se misturam com o salgado das ondas do mar,

Lágrimas que me lembram que tudo um dia tem o seu final,
Lágrimas que vão além dos sentidos, das almas e dos espaços,
Lágrimas de quem hoje desistiu de continuar a sofrer e a chorar.
 
Lágrimas

Inspiro...

 
Inspiro o perfume fresco a verde, a terra, a chão
E uma paz profunda e estranha enche-me o coração,
Fecho os olhos e absorvo esta imensa tranquilidade,
Sinto-me em paz… sem tempo, sem espaço, sem idade.
 
Inspiro...

Auto retrato

 
Eu sempre fui uma rapariga bem-comportada,
nunca tive vocação para uma alegria desmedida,
para paixões loucas regadas com beijos quentes
ou para amores vividos em plenitude e serenos.
Eu sempre quis da vida o que ela tem de bonito,
Eu sempre quis que gostassem de mim, por mim,
Eu sempre fui menos de seduzir do que ser seduzida,
Sempre fui dada a paixões intensas em sentido único,
A pessoas que não mereciam o que eu tinha de melhor,
A pessoas que na verdade não me amavam de coração,
Sempre fui dada a casos improváveis e mal resolvidos,
A pessoas complicadas e com bagagem pesada atrás,
A pessoas que não me faziam sentir bem nem completa…
A certa altura deixei apenas de tentar… na verdade desisti…
Desisti de acreditar que merecia ser feliz e viver a vida,
De acreditar que merecia sentir o calor de uma paixão,
De acreditar que merecia alguém que me arrepiasse
Com um simples toque, com uma simples palavra no ouvido…
Desisti de acreditar que era digna de esperar um amor,
Que era digna de que alguém invadisse o meu espaço,
Que era digna de me sentir desejada… de me sentir mulher…
Desisti durante muito tempo… fechei todas as portas,
Ergui todas as barreiras, entabuei todas as janelas da alma,
Remeti-me a uma clausura voluntária dentro de mim…
E um dia… um dia acordei e questionei-me…
Questionei todas as minhas verdades instituídas,
Todas as minhas convicções, todas as minhas regras,
Questionei todas as minhas razões, todas as motivações,
Todas as minhas opções… toda a minha vida na verdade…
E um dia… de todas essas dúvidas e questões,
De toda essa vontade intempestiva de viver a vida,
De toda essa vontade de arriscar sentir, ousar e querer,
De toda essa sede insana de mudança…apareceste tu…
E a minha vida passou de um filme a preto e a branco
A uma projecção cheia de luz, de desejo, de querer e de cor!
 
Auto retrato

ÉS!

 
És o meu mágico eclipse lunar,
o feitiço que me faz flutuar,
a poção que me deixa embriagada,
és o meu tudo e és o meu nada.

És o meu poço de mágicos desejos,
o fruto de todos os meus ensejos,
a miragem que vem no deserto,
és o meu longe e és o meu perto.

És a minha estrelinha da sorte,
o brilho que me faz ser forte,
a certeza no meio da confusão,
és a minha luz e a minha escuridão.

És a minha loucura anunciada,
o caminho para me sentir amada,
a calma no meio da ventania,
és a minha noite e o meu dia.

És a essência dentro do meu ser,
o amor que não posso perder,
a cura para toda a minha dor,
és a minha paixão e o meu amor.

És tudo o que eu um dia sonhei,
a alma gémea que tanto busquei,
a bússola que me indica o norte,
és o meu azar e a minha sorte.

És a outra metade perdida de mim,
a flor mais doce deste meu jardim,
a única mentira que um dia foi verdade,
és a minha vida e a minha eternidade.
 
ÉS!

Quero-te!

 
Faz-me falta sentir o mel do teu beijo.
Faz-me falta sentir os teus lábios no meu pescoço.
Faz-me falta sentir a tua boca na minha.
Faz-me falta sentir o calor do teu abraço.
Faz-me falta sentir as tuas mãos no meu corpo.
Faz-me falta sentir a tua respiração no meu ouvido.
Faz-me falta sentir o teu coração a bater junto ao meu peito.
Faz-me falta sentir o teu sorriso sereno e doce.
Faz-me falta sentir os teus dedos entrelaçados nos meus.
Preciso da loucura controlada do teu beijo faminto.
Preciso do calor do teu abraço apertado e desejoso.
Preciso da ternura dos teus lábios nos meus em uníssono.
Preciso das tuas mãos a descobrirem o meu corpo.
Preciso do teu sorriso, do teu olhar, do teu toque…
Preciso de ti… mas mais do que isso… quero-te!
Quero-te num desejo que não queria sentir,
Quero-te numa vontade que não consigo controlar,
Quero-te sem medos, sem reservas, sem promessas,
Quero-te sem condições, sem cobranças, sem vergonha,
Quero-te… desejo-te…assim por inteiro, em mim…
 
Quero-te!

Hoje...

 
Hoje tudo o que eu queria era enrolar-me
No silêncio apertado do teu forte abraço,
Ficar assim, pertinho de ti, e perder-me
Para além do tempo, do ser e do espaço…
 
Hoje...

"Um livro pela reconstrução"

 
Numa hora como esta em que olhamos em volta e pouco se vê para além da destruição, da mágoa, da tristeza e da angústia de quem vê o telhado de uma vida literalmente arrancado de cima da sua cabeça a única sensação que me ocorre é incredulidade e impotência.
Sentimo-nos impotentes face a uma força que chegou sem avisar e que à sua passagem devorou literalmente tudo o que encontrou como se de um monstro faminto se tratasse.
Sentimo-nos impotentes face a um cenário de ferro retorcido, chapa amolgada como se de uma simples folha de papel amarrotada e atirada ao lixo se tratasse, telhas partidas, estruturas destruídas e vidros estilhaçados onde se reflectem os rostos cansados e ainda atónitos de quem vê parte da sua vida reduzida a estilhaços.
Sentimo-nos impotentes face às árvores arrancadas pela raiz como se fossem simples e frágeis ervas daninhas.
Sentimo-nos impotentes face à catadupa de emoções que nos passam pela cabeça e que não sabemos explicar.
Sentimo-nos impotentes e divididos entre a alegria das vidas que não se perderam e a tristeza das que nunca mais serão as mesmas.
Sentimo-nos impotentes face ao que não podemos e não sabemos explicar e sentimo-nos impotentes face à percepção de que apenas nos resta aceitar.
Sentimo-nos impotentes, pequeninos, frágeis, inseguros mas sabemos que é preciso renascer do caos como a Fénix renasceu das cinzas, sabemos que dependemos de nós próprios e da boa vontade dos que connosco partilham o mesmo espaço e fazem parte desta comunidade a que chamamos casa.
Sentimo-nos tristes, desamparados, sentimos vontade de baixar os braços mas sabemos que não podemos, sabemos que é preciso recuperar o que o vento levou e sarar as feridas que não se vêem.
Eu pessoalmente sinto-me triste, olho a terra a que chamo minha e não a reconheço, vejo a tristeza e o desalento no rosto de pessoas que toda a vida conheci, vejo a mágoa, a tristeza, a decepção e o desencantamento… mas vejo também o esforço e a vontade de virar esta página… sinto vontade de ajudar… quero ajudar… preciso ajudar… e o meu contributo será o valor das vendas dos meus livros até ao Natal (para começar).
Mas ao ter esta ideia surgiu-me uma outra: a de lançar um desafio a todos e em particular aos amigos das letras com quem me fui cruzando ao longo do tempo e com quem tenho caminhado ao longo dos anos: que cada um dos autores com livros publicados doe entre 50 a 100% do valor de um dos seus livros para apoiar a reconstrução daquilo que o tornado deitou por terra e achei que poderíamos chamar a esta iniciativa “Um livro pela reconstrução”.
Neste momento disponho apenas da informação referente aos donativos destinados aos concelhos de Ferreira do Zêzere e Tomar se alguém tiver informação referente aos outros concelhos afectados poderá partilhá-la.

Municipio de Ferreira Zezere - Tornado 07/12/2010
Banco: Santander Totta
NIB: 0018 0003 24243099020 84
IBAN: PT50 0018 0003 24243099020 84

A Cruz Vermelha Portuguesa criou uma conta para apoio às vítimas do concelho de Tomar - Caixa Geral de Depósitos com o seguinte NIB: 0035 0813 000 568 302 305 8

Sei que esta iniciativa é uma gota de água no oceano, mas sei também que juntos podemos fazer a diferença. Agradeço desde já a colaboração de todos os que se juntarem a esta causa comum: ajudar aqueles que sofreram na pele as consequências do tornado que ocorreu no dia 07/12/2010.

(Estou aberta a comentários, sugestões e opiniões sobre esta ideia)
 
"Um livro pela reconstrução"

Sinto falta

 
Sinto saudades de ti… acredita que sinto mesmo!
Sinto a tua falta… juro-te que é mesmo verdade!
Não penses sequer que te estou a mentir…
Sinto falta dessa tua voz doce e sensual
A dizer-me coisas baixinho no meu ouvido…
Sinto falta desse brilho maroto do teu olhar,
Esse olhar com que me despes a alma…
Sinto falta de te ouvir em segredo sussurrar
Que gostas de sentir o meu carinho…
Sinto falta das longas horas de conversa
Onde o tempo passa sem hora e sem pressa…
Sinto falta desse teu abraço apertadinho
Que me aconchega e faz sentir protegida…
Sinto falta do teu beijo quente que me entorpece
A alma e me faz derreter os sentidos pouco a pouco…
Sinto falta das tuas mãos a deslizar no meu corpo
Desbravando novos rumos e novos caminhos…
Sinto a falta da tua presença leve, solta, descontraída,
Capaz de fazer soltar o meu lado mais louco e sensual…
Sinto falta de tocar a tua pele quente e apetecível,
De percorrer os traços do teu corpo em câmara lenta…
Sinto falta de perder os meus dedos nos teus cabelos
E de te acariciar com ternura e descontrolada paixão…
Sinto falta de ti! Sinto falta de te ver! Sinto falta de te ter!
Sinto falta de sentir o que sinto quando estou contigo!
 
Sinto falta

Pétalas desfolhadas...

 
Foste embora quando nada o fazia prever,
partiste sem um adeus que fosse,
nunca olhaste para trás para ver o que ficava
e atrás de ti ficou um mundo incrédulo,
uma imensidão de pessoas que não queriam
e não podiam acreditar que fosse verdade.
Deixaste para trás a vida que era tua por direito,
deixaste o mundo que te estava guardado,
deixaste um rasto de dor e de pranto.
Partiste... não podia acreditar que tivesses
ido embora de uma vez por todas...
não podia acreditar que nunca mais iria ver
o brilho do teu sorriso ou a juventude do teu olhar.
Não podia ser verdade! Recusei-me a aceitar...
mas tive de aceitar... tinhas mesmo ido embora
para nunca mais voltar. De ti ficou a doce lembrança
de uma pessoa muito especial. Durante muito tempo
a noite era fria e triste no gelo da perda, mas depois...
depois passei a olhar o céu todas as noites,
passei a ver em cada estrela o brilho do teu olhar
e em cada raio de luar a magia do teu sorriso
tão doce, tão terno e ainda tão juvenil.
Partiste na flor da idade e deixaste espalhadas no chão
as pétalas desfolhadas da vida que era tua.
Continuo a olhar o céu todas as noites, pois só assim
o tempo passa e tu continuas pertinho de mim...

A todos os amigos que infelizmente partiram na flor da idade... em especial a uma querida amiga que há muitos anos partiu num mês de Julho...
 
Pétalas desfolhadas...

Anjo de Luz

 
O teu sorriso tem o brilho jovem
de uma vida à espera de acontecer
e do teu doce e terno olhar chovem
sonhos de uma vontade cheia de querer.

Trazes nas mãos um futuro expectante,
uma mão cheia de incerteza e esperança,
trazes no teu ser essa magia constante
de quem sonha o que o horizonte alcança.

És um desses seres de luz especial
que enchem esta vida de luz e de cor,
és um anjo do bem que vence o mal
e que ao passar espalha pétalas de amor.
 
Anjo de Luz

Um beijo...

 
Um beijo... é apenas isso que hoje lembro,
foi apenas isso que me ficou na memória,
um beijo que num outonal dia de setembro
poderia ter mudado o rumo da nossa história.

Um beijo... é apenas o que lamento até hoje,
é apenas o que ainda hoje me faz pensar,
um beijo que talvez nos tivesse levado longe,
um beijo que talvez ainda pudessemos trocar.

Um beijo... uma coisa tão simples e natural,
um beijo que podia ter decidido a nossa vida,
um beijo que sem ter sido acabou por ser fatal,
um beijo que foi sem ter sido a nossa despedida.
 
Um beijo...

Desabafo!

 
Hoje não me sinto europeia, nem ibérica nem sequer portuguesa… hoje sinto-me basicamente á rasca! Ah pois é! Eu e mais uns 10 milhões de fantoches que são manipulados por um bando de salteadores engravatados que parecem decididos a alcançar a gloriosa destruição deste país.
Pergunto-me como é que em meia dúzia de séculos um país passa de dono de meio mundo a pobre arrendatária da ponta mais ocidental da Europa! Fantástico!
Mas no meio de tanta desgraça ainda encontro coisas que me fazem rir… é… este bando de salteadores que nos tomou de assalto consegue fazer verdadeiros números de circo: por um lado defende os pobres idosos sozinhos, isolados… muito nobre… mas depois espolia-os de parte das suas pensões e reformas fruto de uma vida de trabalho a construir o país que agora querem desmoronar, afastam-lhes os filhos que vivem noutras paragens porque o custo dos combustíveis não permite grandes avarias, aumenta-lhes os transportes, fecha-lhes os centros de saúde, as farmácias, as lojas e por aí fora…
Consegue informar com grande propriedade e certeza que estamos no bom caminho quando toda a gente vê o número de desempregados a aumentar e a economia a ser asfixiada numa tentativa de morte lenta… muito bom!
Consegue assim de uma penada assaltar-nos, espoliar-nos, despojar-nos da nossa dignidade, da nossa honra e do nosso orgulho… diria até que em breve conseguirá espoliar-nos da nossa nacionalidade. Grandes feitos, hem?!
Que esse bando de abutres sedentos de poder que paira sobre nós sem sentir o cheiro da podridão que nos emana das entranhas erre… bom ainda se pode aceitar… mas que não saiba fazer mais nada se não errar, mentir, espoliar, denegrir … bom aí já me parece demais.
Hoje não me sinto europeia, nem ibérica, nem sequer portugusa… hoje sinto-me basicamente á rasca… sinto-me asfixiada, sufocada, humilhada, abandonada, envergonhada e revoltada! Sinto-me revoltada por estar a ver o meu país a ser morto aos bocadinhos… envergonhada por ver que os seus sequestradores e malfeitores não são punidos e vivem lautamente na sua confortável distância da realidade, que se pavoneiam por aí dando-se ares de grande coisa quando não passam de marionetas nas mãos daqueles que na verdade nos governam: a Europa rica, desenvolvida e com esperanças de recuperação.
Pergunto-me se este bando de salteadores consegue dormir à noite sem beber uma garrafa de um bom vinho topo de gama, sim que vinho nacional é uma pobreza, ou sem os preciosos comprimidos de uma qualquer marca famosa e conhecida… pergunto-me se conseguem pousar a cabeça na almofada e sentir-se gente!
 
Desabafo!

Amei-te...!

 
Amei-te com a força intempestiva do vento norte,
Com o fogo ardente que brota dos misteriosos vulcões,
amei-te com o estrondo iluminado de mil trovões,
Como lotaria onde se materializa o azar e a sorte.

Amei-te com a leveza cristalina do mais puro cristal,
Com o perfume das rosas que abrem os seus botões,
Amei-te com a doentia esperança que é fatal,
Com a coragem destemida dos mais ferozes leões.

Amei-te cada dia que passou desde que te conheci,
Amei-te cada hora que por ti esperei e te desejei,
Amei-te cada minuto desde que ansiei por ti,
Amei-te cada segundo que contigo eu passei.

Amei-te… mas afinal foi tudo tempo perdido…
Partiste com as mãos vazias com que chegaste,
Deixaste apenas o meu coração no chão caído
E a certeza de que afinal tu nunca me amaste…

(a um coraçãozinho partido mas muito especial... Força!!!!!!!!!!)
 
Amei-te...!

Perto de ti eu sou...!

 
Perto de ti sou bonita e sensual,
estrela de cinema poderosa e fatal,
perto de ti sou brilhante como o sol,
sou a tua estrela e o teu farol.

Perto de ti sou a mais bela canção,
sou o ritmo, o poema e o refrão,
perto de ti sou como as ondas do mar,
sou um barco à espera de ancorar.

Perto de ti sou a rainha do universo,
sou beleza ingénua e desejo perverso,
perto de ti sou um fogo sempre a arder,
sou vontade de ganhar e desejo de vencer.

Perto de ti sou tudo o que quis ser,
sou luar, sou estrela, sou anoitecer,
perto de ti sou um quadro sem autor,
sou prisioneira nas teias deste amor.

Perto de ti eu sou um outro eu,
sou o sonho e a ilusão que não morreu,
perto de ti sou como a força do mar,
sou paixão eterna enquanto durar.
 
Perto de ti eu sou...!

Ainda sinto...

 
Ainda sinto no meu corpo o toque das tuas mãos
Numa dança de sensual descoberta de sensações,
Numa demanda em busca de explicitas reacções,
Numa procura de calorosas e ternas sensações…
Ainda sinto na minha boca o gosto dos teus beijos
Numa mistura de vontade, de desejo e de querer,
Numa dança de lábios que já não sabem esconder,
Numa troca de caricias que não se podem conter…
Ainda sinto no meu corpo o calor da tua boca
Numa descoberta de lugares escondidos e calados,
Num acordar de desejos há muito silenciados,
Num percorrer de caminhos nunca antes caminhados…
Ainda sinto no meu peito o bater do teu coração
Num ritmo acelerado de desejo e de vontade,
Num compasso que não esconde a tua verdade,
Numa melodia que sabe a querer e a saudade…
Ainda sinto no meu corpo o cheiro da tua pele
Num misto de perfume, com ânsia e excitação,
Numa sinfonia de gestos, toques e provocação,
Num êxtase de duas almas em crescente fusão…
 
Ainda sinto...

Oho para ti...

 
Olho para ti, fecho os olhos e sorrio interiormente...
se as pessoas te conhecessem como eu te conheço...
tens esse ar de menino todo bem comportado,
sempre bem vestido e impecavelmente barbeado,
esse ar inocente, distante, discreto, quase anónimo...
mas eu sei quem se esconde por trás dessa máscara...
sei que com o simples som da tua voz no meu ouvido
me fazes vibrar como as cordas de um qualquer instrumento,
sei que com o simples toque da tua mão me levas a viajar
para além do tempo, para além do espaço, para além de mim,
sei que com o simples contacto da imensidão dos teus olhos com os meus
me fazes sentir a coisa mais importante do mundo e arredores,
sei que a simples visão de ti me faz estremecer
e me faz cambalear a alma e enlouquecer os sentidos,
sei que quando me tocas, quando me embalas nos teus braços
o tempo pára, o mundo desaparece e só existimos nós,
sei que quando me beijas com uma ternura doce e leve
fazes explodir em mim um fogo de artificio de sensações,
sei que quando intimamente te revelas e és verdadeiramente tu
libertas dentro de mim, em segredo, o meu verdadeiro eu...
 
Oho para ti...

Desfolho as letras do teu nome

 
Desfolho as letras do teu nome como malmequeres
amarelos colhidos num jardim à beira da estrada,
desfolho-as e penso no que dirás quando souberes
que me dizem que afinal por ti nunca fui amada.

Desfolho as letras do teu nome em quieta surdina
na escuridão da noite que me envolve os pensamentos,
desfolho-as e por momentos volto a ser a menina
que acreditava na pura inocência dos sentimentos.

Desfolho as letras do teu nome como uma ladainha
na esperança de que a repetição se torne realidade
e de que num passe de magia apareças junto de mim,

de que num gesto mudo ponhas a tua mão na minha
e de que por momentos o sonho possa ser verdade
e de que na escuridão da noite se faça luz por fim.
 
Desfolho as letras do teu nome

HP/