Poemas, frases e mensagens de Ibernise

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Ibernise

Nunca adie o grande amor,
Se a aurora indecisa demora,
Tenha o tempo a seu favor,
Dê vida a sua alma agora...

Ibernise,
www.casadapoesia.org
Indiara (Goiás/Brasil),18.06.2009

SOMENTE POR TE AMAR* (Inédito!)

 
SOMENTE POR TE AMAR*

Eu queimo, eu definho, eu pereço
Porque vivo nosso conto de fadas
Até te encontrar em um recomeço
Em dias de céus, e dias de nadas.

Quedamo-nos nas fofas camadas
De ti e de mim, mais me conheço...
Eu queimo, eu definho, eu pereço
Porque vivo nosso conto de fadas.

E simplesmente por te amar, teço,
Palavras na superfície espelhada,
Em que te vejo, e em meu avesso
Cozo, fio em teus beijos, alucinada,
Eu queimo, eu definho, eu pereço...

Ibernise.

Indiara (Goiás/Brasil), 28.04.2009.
Poema Inédito!
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

CONVITE
Você está convidado a participar dos Ciclos de Poesia consagrado aos 7 Pecados Capitais:Um projecto Lusófono.Antologia virtual, sem custos financeiros, em e-book, entre outros benefícios, conheça esta iniciativa. Inscreva-se.
Mais informações em:http://7pecados.blogtok.com/menu/1/16420/sobre/

Email. para inscrição ibernise@hotmail.com

Para desativar o som clique no canto superior esquerdo do video. Obrigada.
 
SOMENTE POR TE AMAR* (Inédito!)

SONHO MEU (Inédito!)

 
SONHO MEU

Meu sonho numa manhã de domingo,
É um convite nos sinos das catedrais...
Se somos velas a iluminar consumindo,
Eu te aconchego neste lume de sinais...

E me vejo a rir e chorar em tantos ais...
Em divisas de dóceis ninhos flamingos...
Meu sonho numa manhã de domingo,
É um convite nos sinos das catedrais...

Aves em revoada no remix de pingos
Num céu azul a furtar cores, em termais,
Num clima nublado a entoar respingos
És horizonte de panoramas colossais,
Meu sonho numa manhã de domingo...

Ibernise
Brasília (DF/Brasil), 09.03.2010.
Núcleo Temático Romântico.
 
SONHO MEU (Inédito!)

COISA BONITA

 
COISA BONITA

Você fez de mim uma caixinha bonita
Com a ternura que o cuidado transforma.
Era tronco polido, de transmutada forma,
Hoje objeto pleno de sentimento e vida...

Madeira de naufrágio por você modelada
Se tornou uma caixa de jóias e raridades,
Com o efeito mais belo que é a amizade,
Sua melhor criação artesanal, dedicada.

Labor no meu desejo pleno convertido.
Algo que transforma e é transformado,
Fruto doce que alimenta e é alimentado,
Alvo do afeto que contém e é contido.

Seu amor, nesta caixinha guarnecida,
É prazer que me mantém mais aquecida...

Ibernise.
Indiara (Goiás\Brasil), 26.07.2009.
Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

Scorpions -Wind Of Change (Acoustic version)
Apresentação da banda Scorpions no Monastério Lisbonense )(Portugal Lisboa - 2001).
Clique no canto superior esquerdo do video para desativar a música. Obrigada.
 
COISA BONITA

LASCIVA SOU TUA, MEU AMOR (Inédito!)

 
LASCIVA SOU TUA, MEU AMOR

Durmo no teu colo... Todas as noites...
Sonho com teu abraço colado em mim...
Sonho acordada, sorrio com tua corte...
Grudo em ti, escuto teu coração assim...

Tremo agarradinha, sinto teu cheiro,
Teu pulsar desejante... E ao sentires o meu,
Mais me apertas, contra os pelinhos de teu peito
Nesse jeito de aconchego que é meu e teu...

Inquietações me impedem de dar um só passo
E não arredam, nem cessam, e te convidam...
E assim me deitas de improviso no teu espaço
Onde completas meu prazer e choro comovida...

Ibernise.
Indiara, (Goiás,Brasil), 22.07.2009.
Inédito nesta data.
Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

Para desativar a Música clic no canto superior esquerdo.Obrigada
 
LASCIVA SOU TUA, MEU AMOR (Inédito!)

BRILHA QUE TE QUERO LUZ* (Rondel Inédito!)

 
BRILHA QUE TE QUERO LUZ*

Mostrando uma forma segura, num jeito de céu,
Deposito em Tuas mãos o meu grande segredo.
Saio da solidão Te conto meus sonhos, tiro véu,
E em Ti me abandono no mais supremo enlevo...

Entre olhares vejo as cores da terra, arvoredo,
Brinco de ser criança descobrindo pote de mel,
Mostrando uma forma segura num jeito de céu
Deposito em Tuas mãos o meu grande segredo...

E Te encontro aqui, neste lugar, meu menestrel,
Meu mundo era estranho e convulsivo degredo.
E tudo o que me valeu foi um destino e o papel,
Às vezes de escrita aberta, nos signos do medo,
Mostrando uma forma segura, num jeito de céu...

Ibernise
Indiara, (Goiás,Brasil), 16.01.2009.
Poema inédito nesta data.
*Núcleo Temático Filosófico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

Para desativar a Música clic no canto superior esquerdo.

CONVITE
Você está convidado a participar do ciclo poético consagrado aos 7 Pecados Capitais:Um projecto Lusofono.Serão sete ciclos iniciando pelo pecado: Vaidade.Mais informações em:
http://ciclosdepoesia.blogtok.com/
Email. para inscrição ibernise@hotmail.com
 
BRILHA QUE TE QUERO LUZ* (Rondel Inédito!)

É NOITE DO MEU AMOR (Inédito!)

 
É NOITE DO MEU AMOR

No ato do amor, meu amado,
Clame em versos só para mim.
Conte histórias, lindos fados
Sussurre mentiras de folhetim.

Fale-me segredos indecentes...
Audição só nossa à luz da lua,
Tempestade de almas cedentes
Onde sou tela, nas mãos, tuas...

É momento nosso de presença
E saudade, onde teu rosto beijo,
Toco e acaricio na confluência,
Em que te encontro e me perco...

Ibernise.
Indiara (Goiás\Brasil), 10.08.2009.
Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

Para desativar a música do vídeo clique no canto superior esquerdo.Obrigada.
 
É NOITE DO MEU AMOR (Inédito!)

CONVIVÊNCIA* (Inédito!)

 
CONVIVÊNCIA*

Tu me falas e ouves com o olhar...
Sintonia quase sempre telepática.
Percebo em tua face o teu desejar,
Teus disfarces, medos e estáticas...

Entre estrelas, cometas na mágica
Tua, carícias. E a cada despertar,
Tu me falas e ouves com o olhar...
Sintonia quase sempre telepática.

Neste clima me sinto tua a levitar...
És amor que em chamas plácidas
Me aderes na intimidade deste lar,
E se me reinas em tantas práticas
Tu me falas e ouves com o olhar...

Ibernise
Indiara (GO), 17.10.2008.
Inédito!
*Núcleo Temático Romântico
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 1998.
 
CONVIVÊNCIA* (Inédito!)

AMOR BELO E REAL (Inédito!)

 
AMOR BELO E REAL

Misteriosas coincidências de nosso romance,
Que fascinam, a ti e a mim, meu doce amado...
Dimensão que embeleza a vida, nova chance
De seduzir o tempo num presente ao teu lado.

Espaço onde as palavras voam com o vento.
Brisa que nos faz sentir o mundo, dar passos...
Nos aproxima e nos redefine em cada evento,
No entusiasmo e alegria é prazer e embaraço...

Nesse tempo nos tornamos pessoas melhores,
E provando os benefícios deste grande amor,
Ficamos aptos a apreciar o belo, nos mores...
Virtude que não abrimos mão até o sol se pôr...

Ibernise
Indiara (Goiás/Brasil), 21.08.2009.
Poema inédito nesta data.
Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

Para desativar a Música clic no canto superior esquerdo.
 
AMOR BELO E REAL (Inédito!)

Ponto Claro (Inédito!)

 
Ponto Claro

O que vejo nunca é o que existe...
Meus olhos sorriram, porque te vi,
Quando os teus me fitaram, e riste...
Mais naquela contemplação insisti...

E nos seguimos por um bom tempo
Porque de perto queríamos nos sentir
Entre tantos eus e enquantos corri,
Mas escapaste no intervalar sentimento...

Me entregaste a magia do que me deras
Ainda assim acenei, toquei tuas mãos
À luz de sonhos e chama de quimeras
Me consolei num sorriso de ilusão.

Ibernise.
Indiara (Goiás\Brasil), 09.09.2009.
Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.
 
Ponto Claro (Inédito!)

Semente Tua (Glosas)

 
Semente Tua

Teatro é forte matiz
Nas cores da cultura
É canteiro, é matriz
Da safra, semeadura.

Da fonte a natureza
Tudo que nos faz feliz
Beleza estética, riqueza
Teatro é forte matiz

Nesse tempo a passar
Vê-se áurea candura
Paixão de rio a mar
Nas cores da cultura.

Abraço de fiel sintonia,
Tal leito de pureza e raíz
Nós em fé e harmonia,
É canteiro, é matriz.

Vive a cena à saudade
Do que crê ser pura
Vinha de felicidade,
Da safra, semeadura.

Ibernise
Barcelos (Portugal), 13JUL2011
Núcleo Temático Educativo.
 
Semente Tua (Glosas)

Monólogo Ilógico

 
Monólogo Ilógico

_Adultos são pura hipocrisia. Não têm um pensamento sincero da ponta do cabelo a unha do pé…
_Por que tu achas que os anos vão passando e as pessoas vão ficando frias? Incapazes de um sentimento honesto, sincero.
_Não sei, não.
_Não é uma condição genérica. Há casos e casos. Assim também, como nem todo infante é inocente, puro. Há casos e casos. Aprendes-te a lidar com tuas verdades? És capaz de as enfrentar todo tempo e toda hora? Sobrevives pela tua verdade ou pela mentira de cada segundo que vives? Falas somente verdade, falas! Te dou dois minutos…
E tu sabes o que queres? O que te falta? O que desejas realmente. Podes contar aqui e agora? Anunciarias ao mundo? Não? E a hipocrisia? É a tua e a do outro. O infantes menos formados em aprendizagem e os adultos de qualquer idade, bem formados, ou não são mais convenientes. Conveniência é sempre sinônimo de hipocrisia. Quanto mais conveniente o ser humano, mais virtuoso, e mais hipócrita. Só os loucos são puros, porque conseguiram subverter suas próprias verdades. E se privaram dos seus sonhos, por não mais acreditarem. Por descobrirem, afinal, que quase todos eram impossíveis, e sem asas para voar, dispencaram do alto de suas convenientes mentiras. Não podendo mais sair do chão, perderam a noção, da impureza mais pura, a essência humana.
_É…
_Não sentir mais a fruta, nem a desejar, nem saber que o apetite faz buscá-la e quiçá, encontrá-la. Pois apetece-nos comê-la, não interessa se há virtude ou pecado. Apetece-nos amar nossas paixões…
_Egoístas...
_Pronto somos todos egoístas. E sendo egoístas somos fraternos, porque na hipocrisia protegemos a nós e ao outro, o acolhemos em nosso colo, dizemos-lhe o que quer ouvir e damos-lhe o que acredita que temos, sem o termos, ainda assim tendo dado...
_Será que foi isso que Ele nos ensinou quando disse 'amai ao próximo como a ti mesmo'?
_Ah! Já não sei mais nada…

Ibernise.
Barcelos (Portugal), 12.10.2010
Núcleo Temático Filosófico.
 
Monólogo Ilógico

MADALENA... (Inédito!)

 
MADALENA...

Para ver as pessoas passarem, trouxe minha cadeira para a calçada, mas antes
vesti um manto encantado para não obter retornos destes contactos e, dali, olhava até onde a vista alcançava…Até quando a reta da rua se encontrava com a curva
e essa engolia a todos...

Alguns passavam novamente outros nunca mais apareciam… Uns passavam conversando, outros de outros sorriam, uns assobiavam, outros cantavam, mas o certo é que para nenhum eu aparecia… O manto me dava poderes, mas não os que eu queria, carecia…

Ganhara aquele artefacto de esconde-esconde quando, por um imperativo da vida, perdera família e amigos, todos os amigos, menos um, que nem era um, era uma… Madalena.

Chamava-se Madalena e a tinham como pecadora… Mas não era… Madalena era única filha na casa de muitos filhos, e como meninas não se misturavam com meninos, eu não podia brincar com Madalena…

Mas ela era mesmo minha amiga… E eu fugia para irmos brincar, e foi ela minha amiga tão, tão, querida que me dera aquele manto poderoso, para ninguém me bater, para eu fugir e com ela ir me encontrar…

Hoje não sei mais de Madalena, mas a vejo em todo lugar… E o presente que me dera, o manto mágico, continua a me dá poderes especiais os quais uso em causa própria e de outros… Magia usada mais em causa própria, confesso.

Ainda gosto de me esconder, de algumas pessoas, de algumas situações da vida… Por que? Porque gosto de surpreender… Esta vaidade cultivei desde cedo, quando não sabia o que era ter ou ser, ou ser e ter… Será que faz diferença?

Sei não… Naquele tempo em que perdera tudo, e me sentira um nada, eu tive tudo… Tive o amor de Madalena… Minha amiga que me fez sentir ser alguma coisa… Agora, que tenho tudo, aquela essência que ficou, talvez seja alguma coisa no nada, do tudo que talvez eu possa ser um dia… Quisera ser pelo menos um pouco do que fora, para mim, Madalena.

Madalena, foi pro mar e eu fiquei a ver navios...

Ibernise.
Goiânia (Goiás/Brasil), 26.02.2010.
Núcleo Temático Filosófico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

Para ler comentário elucidativo deste texto em outra fonte visite:
http://www.ibernisemaria.prosaeverso. ... isualizar.php?idt=2109221
 
MADALENA... (Inédito!)

NEM ERA PRA SER E FOI... (Inédito!)

 
Nota da autora.
Poema dedicado as crianças vítimas de incesto.

NEM ERA PRA SER E FOI...

Uma vez ele lhe deu dengo e chamego
E nem sabia, era uma questão de apego...
Não queria, mas não fez um só apelo.
Incesto de corpo nu, precoce, em pelo…

E o ato se fez na nudez não castigada
Pelo vício da luxúria, na violação casta,
Numa vista interior de cara e fachada
Água que não mata a sede e devasta…

Na friagem e abandono sente o mundo
No qual, entre prisões familiares vive,
A criança violada... E a violência maior

A deixa vazia, e o ferimento é tão fundo
Que sem espelho, tudo reflete e revive
O espantalho cujo retrato conhece de cor…

Ibernise.
Acau (Paraíba/Brasil), 15.01.2010.
Núcleo Temático Educativo.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.
 
NEM ERA PRA SER E FOI... (Inédito!)

À SOMBRA DA ÁRVORE*(Inédito!)

 
À SOMBRA DA ÁRVORE*

À sombra de uma árvore frondosa
Vou amar você que é meu amado
Me deixarei envolver tão amorosa
Em teus beijos, abraços apertados...

Dormiremos abraçados à saudade,
Sonharemos com o nosso tempo
Que nos concedeu tanta felicidade,
Este é o momento que contemplo...

Imagens de longe, longa estrada,
Onde rios e margens eram tudo...
Juvenis e juntos sós, noite calada...
Sonho, linda mentira, era mudo...

Falo promessas, construo castelos;
Neles, e sobre você, só meu desejo...
E assim me comprazo, em anelos
Que me lançam por onde lhe vejo...


Ibernise.
Indiara (GO), 02.12.2008.
Poema Inédito.
*Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/ Lei n. 9.610 de 19.02.1998.
 
À SOMBRA DA ÁRVORE*(Inédito!)

A Falta de Dar o Receber

 
A Falta de Dar o Receber

Atingir o bem, a beleza e a verdade
Num afeto mais verdadeiro e eterno
Compensa tesouros a reluzir o externo
Por sentir o valor daquelas entidades.

Céu e mar refletem cores da imunidade.
E no campo, as nuances do ser materno,
Acasalam no aconchego c'o ser paterno,
Se no mundo todo reina a fraternidade.

Não interessa a terra onde vai aportar,
Não há lembrança que arrefeça o calor
Da riqueza do texto, que a alma escreve

Em dádivas, ofertadas aos quereres. Dar
Não afeta a falta, que a tantos, hão de pôr
O que sobrar no tanto que, querer, deve.

Ibernise
Núcleo Temático Filosófico.
Barcelos (Portugal), 02OUT2011
 
A Falta de Dar o Receber

Felicidade, Toma Conta de Mim...

 
Felicidade, Toma Conta de Mim...

Quando a felicidade toma conta de mim
É a paixão que se incorpora e manda
Cada centelha que acende para este fim
Faz do meu corpo o que quer, comanda.

Dançar pode ser apaixonante medicina
Terapia para uno ser, em corpo e mente,
Cura de tantos males e, afinal, ensina
Um caminho para alegria permanente.

Viver a dança é viver a vida em harmonia,
Compartilhar ritmos e sentir a sintonia,
Dos passos na abstração do momento

E no delírio que a música flui, e irradia
Se materializa o valor da ação e parceria
Na contagem e coreografia do movimento.

Ibernise.
Barcelos (Portugal), 17OUT2010
Núcleo Temático Romântico.
 
Felicidade, Toma Conta de Mim...

ALGUNS PASSOS DA HUMANIDADE

 
ALGUNS PASSOS DA HUMANIDADE

A paixão arde,
Mas a todos invade...

O desejo trai,
Mas a todos atrai...

O amor surta,
Mas a ninguém assusta.

A fantasia domina,
Mas a todos contamina...

E o prazer?...
É a razão de viver...

I - CONFLITO DOGMA E CIÊNCIA

Gregor Johann Mendel "o pai da genética" (Heizendorf, 20 de Julho de 1822 — Brno, 6 de Janeiro de 1884) foi um monge agostiniano, botânico e meteorologista austríaco.Mendel propôs que a existência de um par de unidades elementares de hereditariedade, agora conhecidas como genes.

Como plantas e animais
Passam suas características
De uma geração a outras mais?
A resposta está no sexo... Mas era tabu demais
Genes, o par de unidades elementares da hereditariedade...
Descoberta em cuja via a ciência a cada dia se refaz...

II - CIÊNCIA VERSUS DOGMA: PRIMEIRO IMPACTO - SÉCULO XIX

Charles Robert Darwin (Shrewsbury, 12 de Fevereiro de 1809 — Downe, Kent, 19 de Abril de 1882)Em seu livro de 1859, "A Origem das Espécies" (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life), ele introduziu a idéia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural.[1]

Homem e o macaco têm
Um ancestral comum
Ambos são movidos além,
Por um instinto primitivo...
Genético inconciliável, sem
Quase pistas, camuflado...
Olhos à face não se sabe de quem...

III - CIÊNCIA VERSUS DOGMA: SEGUNDO IMPACTO - SÉCULO XX

Sigmund Freud (Příbor, 6 de maio de 1856 — Londres, 23 de setembro de 1939) foi um médico neurologista judeu-tcheco, fundador da psicanálise.O homem é movido pela pulsão sexual (instinto primitivo, pulsão primordial)a descoberta do inconsciente.Considerando o simbólico na estrutura das palavras estudando protocolos de seus pacientes na clínica terapêutica, descobre o desejo articulados aos traumas gerando fantasias, mentiras que traem o Ego, que assim não é senhor em sua própria casa. Circuito neurótico conflitual: mentira-fantasia-desejo-pulsão-instinto animal. Controle\ descontrole da neurose: Sonhos (descargas emocionais que controlam a pulsão). Sonhos acontecem na angústia.Quando a ação dos sonhos se tornam insuficientes, traumas se instalam,
Se a angustia persiste vem o stresse, se persiste o stresse, surgem os sintomas somáticos. Por não existir a condição espontânea do domínio do Eu, a neurose é sintoma comum em todos os seres humanos.

Todos mentem
O que os faz mentir?
As fantasias do inconsciente
O que os faz fantasiarem: O desejo
O desejo trai e atrai soberbamente
E o que move o desejo? A pulsão
Atemporal, irracional... Inconsciente!

Assim, o Ego não é senhor
Em sua própria casa
Metáfora erigida a expor
E expulsar o eu racionalista
De seus próprios domínios por
Meio da descentralização
Do primo conceito gerador...

Era tudo ilusão do sujeito...
A ideia de possuir uma consciência
Autônoma, um preceito
Da existência de uma relação
Não linear, articulada ao desejo feito
No simbólico: significante/significado...
Sítio do registro nas palavras, refeito...

IV - CIÊNCIA VERSUS DOGMA: TERCEIRO IMPACTO - SÉCULO XX

Igreja Católica novas encíclicas tentam sair do radicalismo, propondo ciência e fé caminharem juntas. João Paulo II.Papa Bento XVI (em latim Benedictus PP. XVI, em italiano Benedetto XVI), nascido Joseph Alois Ratzinger, (Marktl am Inn, Baviera, 16 de abril de 1927) é o Papa desde o dia 19 de Abril de 2005.[1] Foi eleito como o 266º Papa com a idade de 78 anos e três dias, sendo o actual Sumo Pontífice da Igreja Católica. Foi eleito para suceder ao Papa João Paulo II no conclave de 2005 que terminou no dia 19 de Abril.Mas o Papa atual é de uma corrente conservadora do Vaticano, corrente diferente do anterior. A questão básica deste terceiro impacto é : O homem brinca de ser Deus....Criatura travestido de `criador`. Ética versus moral na Engenharia Genética.

Multiplicação, este é o nome do jogo.
É geral, é condição para todos igual.
Tão simples como por em pé, um ovo,
Povoar, diversificar, é coisa original...

Começo em que o verbo se fez carne
Preservar já era lei, haviam colheitas,
Mas uma era proibida, era a margem.
Tudo sugeria que não podia ser feito...

Desde o começo, era para ser assim,
Até que houve a tal primeira violação...
Beleza e cor, tudo mudou, ficou ruim...
A natureza suprema aplicou a punição...

Se o ser humano tivesse apreendido
Simples lição, o b-a-bá da educação...
Teria hoje seu mundo menos agredido,
E longe da grave ameaça de extinção...

V - HUMANOS AMEAÇADOS POR TOXINAS E RADIAÇÃO : QUARTO IMPACTO - SÉCULO XXI

A homogeneidade gerada pela engenharia genética está colocando em extinção muitas espécies. Desde nossos ancestrais recentes nosso corpo não está mudando.Toda a adaptação humana está acontecendo em função de objetivos tecnológicos.

O tempo de 5 milhões de anos corresponde ao período que os humanos levaram para mudar a si e a natureza. Enquanto 5 mil anos corresponde ao tempo que o homem moderno levou para fazer a mesma façanha.Esta celeridade na variabilidade genética esteve diretamente relacionada a variação ambiental.

O homem transformou o meio ambiente drasticamente. O ambiente varia velozmente na contemporaneidade. E o homem está vivendo experiências de padronização, homogeinização. Está seguindo padrões de: habitação, físico, hábitos alimentares etc. Está liquidando com as suas oportunidades de adaptação ao meio ambiente que muda rapidamente.

Neste ambiente inóspito que varia se homogeneizando, a vida fica sob a mira da extinção, a extinção das espécies. Neste ambiente homogeinizador os grandes vilões são as toxinas e a radiação.

Assim, grande desafio da humanidade é vencer as toxinas e a radiação. Como as práticas de desenvolvimento na contemporaneidade tende a padronizar, a seleção natural, que é soberana, escolherá os mais fortes, ou seja aqueles poucos que não se deixarem padronizar.

Fugir de detalhes padronizadores parece ser o caminho para a resistência da raça humana. A natureza é severa e sempre exigirá de seus filhos muito laborar para que conquistem o direito a sobrevivência.

Humanos de tipos físicos habituados a produtos industrializados, expostos as toxinas dos agrotóxicos, a poluição de todas as formas, etc, não terão resistência.

Cuidar em manter-se em ecosistemas compatíveis e em harmonia com a natureza parece ser uma das saídas. Em suma todos precisam de se inserirem em uma ação comunitária conjunta. Voltar aos sentimentos tribais, fraternos e solidários a sobrevivência, do meio ambiente, deverá vir sempre em em primeiro lugar. Assim tendo a consciência plena de que sem este meio natural, os seres humanos não terão para onde escapar...

Ibernise.
Indiara (GO), 04.08.2009
Inédito, nesta data.
Núcleo Temático Educativo.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998

Para desativar a música clique no lado esquerdo superior do video.Obrigada
 
ALGUNS PASSOS DA HUMANIDADE

A ALMA SE VESTE DE SAUDADE (Inédito!)

 
A ALMA SE VESTE DE SAUDADE

Despi minha alma,
E só tu sabes...
A cor que ela é...

E me cobriste...
Com um feixe de luz,
Com que me coloriste...

Assim nos conectamos
Na realidade das metáforas
De nossos desejos...

E neste meio...
Foste e voltaste
À mercê de todos os meus medos...

E tanto me ofertaste
Em símiles de beijos,
Que agora escrevo
Na materialidade, deste meio,
Em que inebriado me cortejas...
Me tomas nos teus braços e me amas
Nesta harmonia de saudade
Onde me completas, e eu te perco...

Ibernise
Indiara (Goiás/Brasil), 28.08.2009.
Poema inédito nesta data.
Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

Para desativar a Música clic no canto superior esquerdo
 
A ALMA SE VESTE DE SAUDADE (Inédito!)

Já Nada Falta... (Inédito!)

 
Já Nada Falta...

Hora de olhar as estrelas
É também hora de se sentir solitário...
Se sentir como uma delas,
Como um ponto,
Um só ponto no universo...
Tão grande,
Mas constituído por um a um
De cada um dos artefatos isolados.
A antítese da companhia
Que se une
Quando se vê o todo universal,
Que é tão somente
O particular, individuo,
Em si mesmo encerrado...
Sempre querendo que o outro
Esteja a sua beira, ou ao seu lado…

Estar perto é lembrar,
É querer bem,
É sentir-se acompanhado
Mesmo quando se está só…
Perto ou longe,
Abençoada solidão
Que é, para todos, sem exceção.

Solidão que não se sente
Se os olhos miram, tão rente,
Tão dentro, tão próximos...
E dizem que acompanham
Porque se importam.
Esta identidade é se sentir… Gente.

Ibernise
Indiara (Goiás/Brasil), 01.04.2010.
Núcleo Temático Romântico.
 
Já Nada Falta... (Inédito!)

Na Fantasia, Há Mar…

 
Na Fantasia, Há Mar…

Desde sempre vivera na praia… Correndo sobre grandes tapetes de areia branca. Muito vento assanhando seus cabelos, longos e negros, enquanto sol ardia sobre o sal à revelia de cada poro ao longo de sua pele morena.

Aqui acolá se deparava com falésias… E nestas ocasiões a alternativa sensata era apreciar as ondas quebrando, numa fanfarra de sons que não paravam de ecoar como se fora a mais linda das canções, ou o mais estridente grito por liberdade.

Era pura emoção ver o espetáculo das espumas rompendo o subnível das águas, formando bordados no ar, polvilhando o ar com bolhas diamantes liberadas através de seu próprio esforço... Uma tela divinal ora em azul e branco, ora em escala colorida no contraste do sol poente…

Foram tantas as vezes que vivera aqueles momentos de encontros mágicos... No silêncio daquele diálogo solitário, entre a alma menina e a alma da mãe natureza, sempre forte, generosa, apoteótica e repetitiva. Pródiga nos seus encantos, a falar de ponderação, poder, humildade, partilha, paciência, pureza, leveza… Virtude e dignidade espraiando-se no ar…

Às vezes era aurora, às vezes era sol à pino, às vezes era ocaso… Às vezes era dia de sol, às vezes era dia de chuva. Maré baixa, maré alta… A cada dia, nada impedia que aquele diálogo mudo se consumasse. Na alegria ou tristeza, era acolhedor aquele afago entre a fantasia e a realidade, a cada evento a menina crescia e em moça se transformava…

Ibernise.
Indiara (Goiás/Brasil), 23.05.2010.
Núcleo Temático Romântico.
 
Na Fantasia, Há Mar…