Poemas, frases e mensagens de DianaBalis

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de DianaBalis

Amo

 
Amo
 
Sinto um acalanto sagrado
Nesse desejo incontido
Rasga-me por dentro todos os sentimentos
Num drama de afago e fogo
Lento gosto o amargo tosco ensejo
Uma brisa suave
Em morno mar
Cabe-me à veste
Tolhida e sem amigos
Revertido num longo vestido de seda
Sem acessórios íntimos,
Choro compulsivamente
Sinto tanto medo?
Como amar com dor?
Se esse amor, nem me chama?

Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 2015.
 
Amo

Peixe

 
Peixe
 
Colore a vida e nade contra à mare
Rebeldia é chama de dia quente
Renasce contra o córrego da vida
Amanhece e já chove.
Os sem terra, sem água, sem árvores ou moluscos,
Unem-se as areias e desterros,
Só transcorrem as lágrimas agudas oriundas da esperança
Falta o reflorestamento, peça ajuda as borboletas.
Viva com atitudes
Nade e reflita,
Mas suas nadadeiras continuam sem asas..

Rio de Janeiro, 24 de novembrpo de 2014. Diana Balis.



Autor Pintura: Renato Zorzenon
 
Peixe

Volta revolta

 
Volta revolta
 
Quero ser nós
Ataduras enroladas
Braços e destinos
Desatinos desmedidos.

O medo do incerto
O desejo de ir
Isca de vontades
Volto amordaçada.

Embrenhada expectativas
Vida de escrituras
Caneta de bico de pena.

Livre ao escrever
O ser volta
Da revolta.
 
Volta revolta

Nuvem de Prata

 
Nuvem de Prata
 
Carrego comigo o solo
No cheiro de jasmim
O sereno apreço
É canto de passeio
E relva abatida.
Gorjeiam passos entre as margens e marés,
No alvorecer, remete cartas à alguém,
Distante e tão longe, que é perto.
A alma acalentada, cobiça seus beijos molhados.
O suor é de sedenta espera.
Por tantos anos escrevo
E você,
Como vai meu amor?

Diana Balis, escrevo cartas de amor a alguém que desconheço.
 
Nuvem de Prata

Neblina

 
Neblina
 
Tem uma página em branco esperando por mim. Ela me condiciona ao vício de escrever. Porém os assuntos fogem das minhas tremulas mãos. Caem como folhas ao vento e inertes, entre as passagens dos caminhos por onde andei e percorri, uma floresta, uma cachoeira, um rio, uma pedra, um azul e uma partida. Quem me dera pudesse eu, apenas dizer sobre quem parte...Porém, nos lábios vermelhos e aguçados, só posso dizer de mim, e do que fui um dia, a mente que invente algo rompente e com o despropósito de sentimentos. Como se eu conseguisse, como se fosse fugir do vazio que drago na boca da noite, e adentrando a roxa, coxa, e negra dos cerrados sentimentos, cerro os olhos com uma tênue água que cabe no peito da solidão que neblina meu ser...Rio de Janeiro,11/09/13. Diana Balis.
 
Neblina

Translúcido coração

 
Translúcido coração
 
Palpita a mente que canta
O sonho do barco içado
Das bocas caem marujos
Sedentos aos córregos apaixonados
No lagrimejar gotejo de orvalhos
A noite dorme sem sonhar
O coração translúcido transpassa
A vontade eterna do amar.
 
Translúcido coração

Andorinha e a Borboleta Amarela

 
Andorinha e a Borboleta Amarela
 
A Andorinha sai em busca de caça.
A Borboleta amarela é suave.
E o vôo liberta as vontades.

A Borboleta amarela
Dança com as brisas e apetites.
Adolescer sem medo.

A Andorinha selvagem
Emergirá em golpe fatal.
Mas teme a água fria,
Esconde-se medrosa.

A Borboleta encanta o mar.
Nem pensa em fugir,
Corajosa segue feliz.

Andorinha raciocina...
Independente da presa,
Hoje é dia de caçar a dor.
Aquiete-se!
 
Andorinha e a Borboleta Amarela

Brotar no sonho

 
Brotar no sonho
 
O sol aquece a alma desprezada
Na verdade calada do dia
O subúrbio murmura alagamentos
Tempo que arde nas saudades do amor
Vagueia amarrado aos pés envoltos nos plásticos
O aeroporto está chamando por mim
Atenção paixão onde mina a alma
O brilhante ardor da vida aguarda
No tempo da espera para dizer sim
E agora que já vai partir
Espera por mim
Fui abraçá-lo
E nunca saberá
Infelizmente
O avião partiu comigo,
Sem você.
 
Brotar no sonho

Vida

 
Vida
 
Morte breve nos seus braços
Em pé, na calçada do leblon, sem saltos altos
O beijo trespassado em esperas
Esvai na imaginação do afeto.
Tonta fui em abraçar-te!
Mais cega fiquei refém da paixão avassaladora.
O amor solitário abre-se
Em noite de árvore natalina brilhante na lagoa
Expressa e colore o meu corpo de esperança.
Vejo que já parte,
E nada além do teatro infiel,
Nem amante, nem amado.
Um beijo da noite quente suado no rosto suave...
Quantas vezes mais, terei de viver esse amor?
 
Vida

Amor folguedo

 
Amor folguedo
 
Colinas verdejantes passeiam aos pés descalços
Os ventos exprimem solfejos na madrugada de amor
Borboletas azuis revivem o dia de sol adorador
A nascente é córrego destilado de prazer
As montanhas embrenhadas adormecidas ao lazer
Em folguedos polvilham pólen nas bromeliáceas atadas.
O gosto suave de flores e abelhas zumbindo enamoradas.
No fervor feitiço dos movimentos espalha-se primaveril
Amor e folia nos vértices da euforia servil.

Rio de Janeiro, 21 de maio de 2009.
 
Amor folguedo

Adoração

 
Adoração
 
Um lugar comum de mãos dadas
E o sino toca para dizer-me bom dia
O afago nos cabelos
Um beijo macio e suave para acalmar
O laço de fita vermelha nos cabelos das meninas, filhas, que brincam no quintal
O fogo amarelado da lenha preparando a comida
O frio e o agasalho
Entre os sorrisos e abraços
O touro a me congelar a espinha e o medo
Um rato roendo as botas
Um gato correndo da toca
Um gesto, uma veste, despe?
O corpo nu suave alinhado a cama entregue O amor
Meu amor
Estou esperando com as malas prontas.

Diana Balis
Rio de Janeiro, 23 de novembro de 2014.
 
Adoração

Noite sem luar

 
Noite sem luar
 
Sou uma trova de um soneto sem rima
E maldita num veludo escuro encorpado e aquecida.
Abasteço a fronte da pele que chora minguas entre as mágoas,
Nada vale a pena...
A vida me acolhe e visita,
O visível abalo da dor cálida se veste e despe.
Sinta o corpo ao vento, ar em movimento, freme, treme, congela,
Ajeita o resto de mim que despenteia a cabeceira
E perto da estante uns livros,
Vagos sentidos do existir.
Nessa noite serei sua página em branco.
Imprima seu sorriso e colha seus frutos.
Anote seus obstáculos,
Para na emersão do horizonte
Revelar a negra noite sem luar.

Rio de Janeiro, 25 de maio de 2011.
 
Noite sem luar

Convite a 1a Antologia Revista Poesia Legal

 
Convite a 1a Antologia Revista Poesia Legal
 
Convite a participação de novos autores e poetas
A Revista Poesia Legal, será lançada em março de 2015, no Rio de Janeiro.
A Revista Poesia Legal será realizada em parceria com autores e poetas.
O olhar a paisagem, um poema por meia página, sobre a foto que o escritor escolher de sua Cidade (com os direitos de imagem permitidos e poesia).
Os Poetas são nossos convidados, a revista é cultural.
Todos receberão no mínimo 5 revistas e escreverão em meia página, toda colorida com as fotos e 3 linhas de biografia.
As Revistas serão distribuídas nas escolas e hotéis de nossa Cidade.
Editor da Revista: Neri Paula
Coordenação Geral: Gisele Sant Ana Lemos
Nossas propostas posso enviar por email: dianabalis@gmail.com
Inscrições até dia 15 de fevereiro de 2015.
 
Convite a 1a Antologia Revista Poesia Legal

1a Antologia Revista Poesia Legal, lançamento dia 27/03/2015.

 
1a Antologia Revista Poesia Legal, lançamento dia 27/03/2015.
 
A Revista Poesia Legal é um projeto

de poesia e intercâmbio de coautores
nacionais e internacionais. Uma
proposta inovadora de escritores e
artistas plásticos do Brasil e de Portugal.
Visa a aproximação do escritor
junto ao leitor adolescente. A escrita
literária está envolvida com “O
olhar a paisagem” das fotos e pinturas
apresentadas por seus 61 autores.
Com a revista, criamos mais
um espaço de expressão da vida
na interlocução de poesias com as
paisagens. A Revista Poesia Legal é
um projeto Cultural que com certeza
chegou para marcar uma época
social de participação e luta, porque
nós fazemos a diferença através da
Cultura. Homenageamos o poeta
Manoel de Barros e outros artistas
expoentes do cenário cultural nacional.
Os poetas integrantes do cenário
cultural brasileiro são do Ceará,
Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,
Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande
do Sul e São Paulo. Há também representantes
de Portugal, Barcelos
e Lisboa, e temos certeza que sua
aceitação será excelente junto aos
leitores.
Gisele Sant´Ana Lemos e Neri Paula (Coordenadora e Editor)
 
1a Antologia Revista Poesia Legal, lançamento dia 27/03/2015.

Amor de primavera

 
Amor de primavera
 
Alcança a ternura da pétala
Cai suave como jasmim
Branco é pedido de paz
O amor como avatar
Correndo passarelas distantes
Percorrendo labirintos descontentes
Nem tudo são as flores que cheiram
Por vezes esse desalinho
Agrada o olhar
Vejo tão longe,
Nesse instante,
Sinto o amor brotar.
Como a blusa que declina,
Dispo à sina
Aceitando só o piscar
Cauteloso
Nunca negou um luar
oh flor perene.
 
Amor de primavera

Fui ao além, acha-me.

 
Fui ao além, acha-me.
 
A corrente imaginária é fria e árida, o tempo percorre as raízes do espaço ínfimo, entre tronco e folhagens.
A imagem da paisagem é espera...fui ao além em busca de mim para achar-te.
E devorada as plantas como nutrientes das expectativas, a vida fez-se de um encontro.
O amor reina entre as bromélias e um tronco de árvore partido.
A vida invade a manhã por trás da colina.
E onde o sol se abre, é aí sim que abraço o tempo sem medo de ser apenas plâncton.
As correntes são marinhas.
O sol forte adorado, bate no mar ao acalentar as montanhas entre o lago azul e a espera de amores.
O suave vento que balança as folhagens, vem sem temor resgatar o fundo do poço das águas mais límpidas.
E lodo é sinal de vida num fundo imaginário.
É como um lindo lago azul que colore a passagem, o caminho é seco e tenho esperança.
Quimera o momento de encontros, não haverá mais?
Como posso refletir num deserto árido sem água?
Como planejar um futuro sem ser de mim a sua presença?
Como posso deixar de amar-me?
Não sei mais em que ambiente cercam as folhagens entre as raízes. E não quero ser a terra rachada.
Vivo a sobrevida do encontro com a luz.
E adormeço seus sonhos em noite caladas.
E na imaginação do ardor, o calor do amor, abre-se a manhã de luz.
Aninha-se em meu colo solitário e quieto, sem expectativas, apenas respira e sente a vida, abrem-se as pétalas da flor.
 
Fui ao além, acha-me.

Quarto fechado (poemas em série) Homenagem ao pintor Edward Hopper.

 
Quarto fechado (poemas em série) Homenagem ao pintor Edward Hopper.
 
I

Esquecida no quarto

Guardo um retrato

Amarelado de um jardim

II

Flores secas

serão as janelas

Abertas por mim.

III

Aquecida no quarto

O sol tranquilo invade o dia

Coleciono barcos

E vivo maresias

IV

Antes nada

Agora nada

Amanhã

Deixarei de navegar.

V

O quarto isolado

É o mundo inteiro

O sol estende cortinas

E habita o humor.

VI

Um monte de roupas

A cadeira vazia

Na velha penteadeira

Habito pária

Segue uma bagunçada.

VII

Fantoches desfilam na cama

Cantam e dançam

Na memória perdida

Um jacaré malandro

Perdeu-se no armário.

VIII

Vivo deitada

Lagarta poeta

Espero as asas

Que me façam refletir.

IX

Rede enrolada

Gancho de chapeús

O Brasil

Brinca de roda comigo.

X

No grande labirinto

Sinto

Armadilhas do espírito

Livre

XI

A cigarra canta

e morre.

XII

A Cidade não será mais a mesma sem a poesia

Os homens com câncer casados, deitam-se

Querendo ser só o sexo no anexo

Sem sentimentos,

É tudo complexo.

XIII

A chuva de palavras

É retórica

Preciso abrir as portas

Ao sair

XIV

Ao fotografar toda à bagunça

Revelar os segredos

Entre as palavras

O sombrio é obscuro

A alma segue isenta de culpa.

XV

Uma cadeira revolta-se contra à bagunça

Descansada, arruma-se e segue adiante,

Vive uma personagem.

XVI

Abalem o espírito que escreve

Limpos e sujos os gestos

O que fazer?

XVII

Livros iluminados insistem em ser relidos

Vou dar um pontapé no jardim

E abrir todas as janelas.

XVIII

O sol é verde mangueira

O fruto do olhar canta

Pássaros porfiam e convidam

Como arde esse sol

XIX

No avantajar do mundo

Esconde-se o solitário quarto

No prazer de ler.

XX

Cheia de celulites

à mulher,

Foi amada um dia.

FIM.

Rio de Janeiro, 24 de agosto de 2014. Diana Balis.Homenagem à Edward Hopper e pinturas de solidão.
 
Quarto fechado (poemas em série) Homenagem ao pintor Edward Hopper.

Larvas

 
Larvas
 
Os sentimentos são os riscos da alma.
Sem eles como viveríamos?
Amor e dissabor, abafam os desabados,
A vida segue o ciclo, repleta de emoções.

As larvas em desenvolvimento, deduzem instintos
Na busca do encasular no bosque,
Devoram amoras.

A vida, cede ao vento.
No tempo do silêncio entre as folhagens e caladas,
Secretamente debulhadas secam.

Crescem afinal,
Metamorfoseando o vôo.

As larvas colorem o destino,
Velejando borboletas.
 
Larvas

Triste Olhar

 
Triste Olhar
 
Triste Olhar

Caminho na chuva por ruas escuras
A manhã vem cinzenta sem demora
E ao acordar, o sol da vida, é tênue

Sem brilho, molho a face da espera
A vida é breve e leve a bruma,
Rumo, nua, sem vento e sinto

O olhar do amanhecer do outro cogita
Derrama sem piscar ao frio da hora
É nublado o rio do córrego amor sem fio

Teço a vontade lânguida do bradar
Na partida corredora da vida,
Fez-se lodo o triste olhar.
 
Triste Olhar

Livre despertar

 
Livre despertar
 
O vôo do pássaro sonhado
Liberta as asas
Na viagem ao futuro
Em fuga ao desconhecido
Vagueia em busca de si mesmo

O vôo almejado pode ser inseguro
Num jeito de querer voltar
Mas a vida possibilita novos ares
Irá proporcionar as soluções
E no fundo de seu pequeno coração
A vida pulsará sem alarde.

E quando paralisar,
Ao bater em alguma parede,
Saberá silenciar-se
Para depois ver-se novamente livre
Ao voar ares do além mar

E longe das tempestades
E dos homens
Que não lhe retratem bem
Voe, voe como nunca!
E jamais esqueça do lugar
De onde veio
E formou sua estrutura.

A vida trará as experiências,
Novidades e encontros.
Os caminhos nem sempre serão bons
Mas ao olhar o céu azul,
O vento, o levará ao eterno sonhar.

O calor, a chuva, as árvores,
Os verdes campos e as matas floridas
As paragens em seu encanto
Libertam o expressar.
Desejo de pássaro é cantar, voar
E de mãe, é que ele aprenda a despertar.
 
Livre despertar

Diana Balis