Poemas, frases e mensagens de Creusa Lima

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Creusa Lima

O TREM

 
“O tempo não para”, disse o poeta.
Multidão - formigueiro ambulante
desprendida sorte no meio-fio da calçada...
Trem da vida sobre trilhos sem cessar,
subidas e descidas dos vagões,
interrupções n’alguma estação.
A vida é assim,
mistérios...dom precioso e divino!
Embarque...riso e alegria,
desembarque, dor e pranto inevitáveis...

O mesmo trem para todos...
a diferença é vista de dentro
há muitos solavancos no percurso
solenidades acontecem ao anoitecer,
encontros e desencontros também,
porque os vagões são diferentes...
as vontades são adversas...
as combinações não se cruzam...
a vida é assim...
misteriosa...como noite sem lua!

Há um túnel que transpõe a montanha
o trem rompe-o na escuridão
os faróis são acendidos
o maquinista aciona a buzina
um feixe de luz clareia ao longe
alguém viaja sozinho e calado
o outro, ao seu lado, está cheio de amigos...
um terceiro chora...
o filho desembarcou antes dele...
quem sabe foi um engano?

Amanhã é outro dia – o sol virá sorrindo!
A viagem é ininterrupta
o trem não pode parar...
O maquinista é onipotente.
A criança já cresceu...
a neve correu para o oceano
a maré ficou revolta
o monte virou planície...
o homem virou ancião...
desce na próxima estação.

Assim é o trem da vida
levando seus viajantes
As estações continuam em algum lugar
em pontos estratégicos... ilimitados
para embarques e desembarques
dos seus passageiros,
das breves ou das longas viagens
donde se deixam saudades imorredouras
ou se passam desapercebidos...
ou as luzes do seu vagão foram apagadas...

(inspirado numa mensagem que recebi chamada A viagem de trem de autor desconhecido)
 
O TREM

COISAS DE MENINO

 
Aventurar pela ai - em descoberta inocente
traquinas brincadeiras de trejeitos enfadados
coracão de menino – mil sonhos alimentados
entardecer caindo, olhos postos no poente

Nuvens de algodão, correm pelo céu tangente
arfa peito apressado, céus, em raios riscados…
relampejos e trovões disputam quaisquer traçados
corpo arrepia… medo… coruja pia eloquente!

Rumo seguro pra margem pisada impaciente
ventania toma conta, cabelos meus açoitados
vejo cada detalhe há muito, pois, conquistados!

Hora de ir pra casa – proteção – minha raiz!
um sapo coacha ali… um pirilampo acolá,
vou correndo bem feliz – cheirinho bom de jantar!
 
COISAS DE MENINO

Minha Face

 
Começo perpendicular
Meio do pensamento
duras rajadas do vento
digo os segredos meus
coisa que nem mesmo sei
da minha face acerquei
tristeza à luz do dia.

Pensamento viajante
sem alívio açoitado
dor que me consome...
nas asas do meu destino
sinto o gosto do teu beijo
meu presente realejo
mil anos apaixonada!

À bordo voo sozinha
bem ao raiar d’aurora
antes de o sol desenhar
meu coração aos pedaços
nas nuvens por sobr’o mar
minha saudade explode
dissolvendo na minh'alma.

O sentido das coisas
perderam-se por aí
enquanto eu por aqui
vago em desalinho
grãozinho n’oceano
desenganos c’esse Fim
até esqueci de mim.

Olho-me no espelho
Não reconheço quem sou
desbotada pelo tempo
Essa face qu’era minha
Hoje, me vejo sozinha
Sem esperar por ninguém
sem ninguém por esperar.

Solidão perpassa alma
Sem tino compassiva
minguando a cada dia
morro dentro de mim
porque minha face assim...
Triste, tão triste, enfim,
indo alheia de mim!
 
Minha Face

OLHOS DA TERRA

 
Águas que brotam dos olhos cativos da terra
Merejam ao pé da montanha e ali se encerra
gritos do verde morrendo por água que seca
flores também choram e morrem por homem que peca

Vales e montanhas desnudos por homem que erra
sem verde qual vento cortando planalto ou serra!
miragem ao longe, horizonte cinza... careca...
criança faminta com sede – que antes sapeca!

Horrores – tragédias - trucidam por causa da guerra
ganância de homens loucos – política emperra!
matando de forma cruel toda a vida que há...

Na terra...na água...no ar...aonde homem irá?
escrito descrito – verdade – enfim far-se-á
paraíso que foi – que divindade proverá?...
 
OLHOS DA TERRA

REBELDE CONTIDO

 
Se já sou quase nada, sem ter esperança
nesse mundo torpe sou reles andarilho
vivo ao relento, mas tenho confiança
canto o que quero não faço estribilho

Rebeldia contida disfarçada herança
durmo ao relento ou em cima do trilho
idéia abstrata que outro não alcança
traídor não serei - mas lustrarei o brilho!

Singrando os mares nessa minha andança
luto por uma causa, não admito encilho
amanhã outro dia, pra nova aliança...

Humildade caminha induz rumo certo
diretriz é estrada - conduz lealdade
vitória no fim, vejo a paz muito perto!

Deletando mentira - salvando verdade!
 
REBELDE CONTIDO

TECENDO A RAÇA

 
Um galo canta ao longe na madrugada fria
em instantes são vários galos num mesmo tom
anunciam felizes o alvor d’um novo dia
raiar dourado, luz do sol é tudo de bom!

Galos de bem ajuntam-se toda manhã
vêem o sol a sorrir por sobre a serra
sentem no calor - gosto fresco de maçã
galos justos com essa força se encerra

Todos por todos, todos por si, todos por um,
lei esta pra vencer qualquer obstáculo
galos q’embora feridos fazem jejum

Mesmo assim tão fracos são sustentáculo
vidas d’outros tantos galos sem desjejum
tecendo toda uma raça, galos da terra!

Correndo na busca do milho pra qualquer um!

(inspirado no poema Tecendo a manhã de
João Cabral de Melo Neto)
 
TECENDO A RAÇA

TEMPO

 
Ocaso sereno faz-se leito ao sol dormente
no momento final, qu’em luz neonatal a lua cheia
extremos atraentes planeta azul incendeia
no contraste dos teus seios alusão contundente!

Tanta exuberância faz-se fêmea docemente
amanhece...sol aquece toda vida lisonjeia,
anoitece...a lua cheia, descendo em manto clareia...
relva fresca...mato à dentro, paulatinamente.

Lua recolhe exausta...sol passeia febrilmente
desnuda qualquer segredo borbulhante de areia
colore arco-íris onde vento serpenteia...

Marca era que se esvai, como sereno que cai...
lua matreira que vai esgueirar-se atrás do monte
mistérios d’um amanhã adormecidos num ontem!
 
TEMPO

SONETO PARA UM BEM-TE-VI

 
Amanheceu! O sol raiou, meu bem-te-vi!
Trouxeste aqui, teu coração premonitor?
Passarinho, que canto mágico, encantador!
Jeito moleque vem e repete com frenezi!

Freneticamente, tão de repente te vi
Digo por quê, causa de quê já não sou
teu bem querer – todavia, teu ex-amor,
se bem me viu, se iludiu, pois, mal te vi!

Cantiga morna estribilhada ao meu ouvir...
disseste que viu não sei o quê, nesse teu show
asas sensuais – dançar lascivo - se enganou!

Ah! compreendi no teu cantar apaixonado...
Ó bem-te-vi pedes perdão desconsertado!
És perdoado! do teu amor me convenceste.
 
SONETO PARA UM BEM-TE-VI

ABENÇOADAS MÃOS

 
Abençoada seja! em cada toque seu, ó mão!
entrelaçada n'outra mão, num bem-querer todavia
sujas da massa do trigo depois de fazer o pão
calejadas... engraxadas... da lida do dia-a-dia

Abençoadas sejam com cinco dedos em cada
criativas no trabalho de todo profissional
cumpridoras dos deveres - existentes na jornada
estendidas para o bem num afeto sem igual

Dententoras de um sentido, talvez, mais divinal!
prontas pra atender qualquer tipo de ensejo
imaculadas sejam - que não pratiquem o mal!

Caso elas lhe faltem em desproposital lampejo
outros sentidos têm - estejam bem natural!
Nas graças e dons recebidos, por um desejo:

Abençoadas sejam, mãos do homem coerente!
Com muito amor envolve todo ser inocente!

AMIGO ROUXINOL

Prazer tenho de sobra nesta vida
desde muito cedo, quando levanto
meu rouxinol escuto embevecida
a saudar-me alegre num lindo canto!

Canto que há muito me presenteias
rouxinol querido, vens ficar comigo!
És parte de mim - a mim lisonjeias
com tão lindo canto bondoso amigo!

Não quero nunca que vais embora
teu cantar alimenta meu coração
fico triste chegas depressa, na hora!

Presença constante não existe solidão
amigo rouxinol, vens logo sem demora!
fique aqui comigo, ontem, hoje e agora…

A vida inteira cuidarei de ti com gratidão!
 
ABENÇOADAS MÃOS

APOTEOSE

 
Ora o cetro se levanta
enquanto luzes como contas
d’um rosário vão caindo
Carnavalesco desvairado
dançando fantasiado
passarela d’alegoria.
Colombina aveludada
põe teu samba na avenida
e... entontece Pierrot.

Pierrot apaixonado
põe teu amor pra corar
dessecar-se ritimado
na bateria do samba
abrilhantante calor.
Verão incendioso!
Fevereiro, um anão
de segredos incontáveis...
Mestre-sala no portão.

Bateria no repique
da cuíca o chorinho
do cavaco esfolado
do sambista puxador
rebolado da passasista
abre-alas sonhador.
Sambódromo arreado
sapateia o tamborim
certifica a apoteose!

Cortejada a alegoria
artífício da explosão
da fumaça e do balão
alça os céus e se dispersa.
Musa quebrando no samba
não há cansaço na festa
cordão traçado na roda
Porta-bandeira no salto
confere teu estandarte.

Explode a ilusão
configurante da festa
d’um Marquês galante
em teu cavalo alazão.
Sapucaí deslumbrada
borda o Rio de Janeiro.
Gentes e Continentes
aplaudindo corcovado
por vezes num sobrado.

Precedente quarta-feira
das cinzas badala o sino
flâmula rompe avenida
esvoaçando ao samba
gente brasileira canta
Luzes dessa ribalta
aclamando glamurosa
samba enredo no gogó
encanta festa maior !
 
APOTEOSE

QUERER É PODER

 
Caminhos escuros de angústia te vergam
lágrimas cortantes em teus olhos explodem
sepultam-te sonhos que nas sombras enchergam
tripudiam-te, sem um dó, teus brios sacodem!

Queres voltar? Raiva e revolta te cegam
transpondo os espinhos – tuas forças eclodem
vês uma luz – querer e emoçao se integram
refazes inverso razao e alma, sim, podem

Ajuntam coraçao e juntos se apegam
acham n’outro ser, a si mesmo, nessa ordem...
amor puro, absoluto, ambos, alegam...

Ajustados, raiva e revolta implodem!
teus olhos me vêem, vejo-os, num espelho?
refletido em mim, em ti, Deus verdadeiro!
 
QUERER É PODER

NO TEU GALOPE

 
Vou me perder na tua noite cavalgando
nos coracóis dos teus cabelos enlaçado
meu desejo mais ardente derramado...
no teu delírio, beijos meus te dominando.

Loucura d’alma escorrida, transbordando
nas curvas da tua estrada sou açoitado...
lua morre em meu desejo encrespado,
no galope do teu prazer me libertando.

Amada minha, hei de morrer me encantando
de tanto amor, no teu abraço enamorado
fiquei por ti, à moda antiga, acalantado!

A ti me presto ao teu feitiço de amor fogoso
segredos detalhados nesse divã amoroso
em que meu eu já se perdeu pra nunca mais!

(Inspiração profetizada nas canções do Rei,
enquanto eu as ouvia, o soneto ia tomando forma)
 
NO TEU GALOPE

DESENCONTRO

 
Logo que amanhece, vejo-me a meditar!
Vale ainda em sombras – uma idéia a fervilhar!
Água morna em cristais, que se rompe da nascente,
destes olhos tao azuis, caem em triste vertente!

Amor puro, inocente, fez teu coraçao vibrar
blusa de chita vermelha já deixaste de usar
toda tarde na varanda olho-te displicente
pensamento distante faço-me complacente!

Da saudade que machuca - dor que tendes no olhar
vazio que vem da alma – nao me ouves soluçar
parede que separa nosso quarto de dormir...

Conheço teu padecer – porque nele sei sentir
toda a tua solidao qu´em meu peito se alojou
amor do teu coraçao – nunca, ao meu escutou!

Qu´em ferida profunda – certamente, dissecou!
 
DESENCONTRO

PECADO MORTAL

 
As promessas que a mim encantam à luz da lua
nosso caso de amor que a nós dois seduziu
estrela cadente que aos deleites assistiu
sob o sereno da noite aonde me fazias tua!

Amor insano que em chamas me punha nua
do teu êxtase no meu prazer nunca se viu
loucura assim - tu e eu – jamais se repetiu
se o amo assim – a lua chora - inunda a rua!

Se for pecado ter um prazer que se acentua
libidinoso no teu desejo que assentiu
quero morrer nesse pecado tornar-me vil…

E… vê-lo assim… nessa fissura que perpetua
tanta saudade vem ofegante ao beijo meu
em meu afago derrama todo desejo teu!
 
PECADO MORTAL

SONETO DE GRATIDÃO

 
Quisera agora estender a mão
receber divinas bênçãos do céu
elevar agradecida meu coração
adoçar meu espírito em teu mel

Em finita devoção ajoelhar-me
por tanta graça a mim concedida
por teu amor não mais pecar-me
orar, louvar a ti Jesus, agradecida!

Em tuas mãos ponho a minha vida
canto hosana, hosana em teu louvor!
curvo-me em tua face compadecida

Minha fé crescerá no teu amor
e se morrer sei que estarei ungida
junto a ti não sentirei nenhuma dor

para sempre eternamente n'outra vida!
 
SONETO DE GRATIDÃO

UM TOQUE DE DEUS

 
Alegria de viver após orar silêncioso,
que meu coração invade doce chama perspicaz
fogo vermelho dos céus faz a alma mais audaz
Divino Espírito…Deus! Meu farol primoroso!

Vem aquecer meu coração tornando-o fervoroso
Faz levitar-me feliz! Meu louvor… fervor tenaz!
olhos cerrados de lágrimas brisa passa num zás!
Foi um toque de Deus num sussurro carinhoso!

Vem, abraça-me, pai amado… Sou vitorioso!
Mais alvo que a neve, minh’aura reluz em lilás,
aspergido pelo pai… agraciado demais…

Rendo-lhe graças Senhor! – Coração tão amoroso!
esteio forte, derrama em mim, fogo de luz!
Quero pronto estar para o reino de Jesus !

Ponho em seus desígnios, minha vida, meu Senhor!
autor: Creusa Lima
 
UM TOQUE DE DEUS

MEDO

 
E...a lua a recolher-se pelo grito iminente
medo humano do homem, por si só insandece
pela ganância ignóbil – sua crença esmorece
coração engaiolado... por temor deprimente

Estrela em teimosia acende no céu clemente...
desesperança que ronda, faz com que dia apresse!
na correnteza do Rio sejam postos em quermesse
olhares emudecidos... soluçares dolentes!

Inteiramente mudos – nenhuma dor já não sentem...
e... a lua comovida rasga seu véu numa prece...
uma onda estarrecida, volve-se... estremece...

Mundo violentado... ser de todo esquecido
no alto do Arpoador, sob flores de jasmim...
e...o Cristo Redentor, a socorrê-los, enfim!
 
MEDO

FOLHAS DE OUTONO

 
Vidas ceifadas ao chão
ladeira vestida de lágrimas
chuva banhando a noite
vale alagado de dor
órgãos da serra sem fala
rubro pendão na enseada...

Estrada soturna
gente sem identidade
gritos no meio do nada
encosta caída por terra
montanha despida no tombo
rosas mortas no desfiladeiro.

Cidade dos sonhos
varrida na tempestade
perfume de laranjeira
exalou para além mar
onda revolta no portão
nave pousada no telhado...

Gemidos vindos da noite
entregues ao desatino
do dia que vai nascer
rede armada na ceva
dos lambaris à piracema...
razão que a vida traduz.

Manhã d’orvalho miúdo
nascente da brisa criança
folhas vindas d’outono
balanço da esperança
tempo há de colher...
na face bendita do pai!

Dor ferina que arrasa
crença renascida ao sol
pranto secado ao poente
semblante d'olhar inocente
n’um grito que eclodiu
piedoso aos ouvidos de Deus!
 
FOLHAS DE OUTONO

ASAS DE PARDAIS

 
No pulsar dum coração sem razão para viver
ambiente tão sombrio qual vento tolhe ligeiro?
um pardal na janela vem alegrar-lhe faceiro
gorgeios d’encantos mil logo ao amanhecer

Entra-lhe pel’alma luz do sol no alvorecer
tira-lhe do âmago, o amargor derradeiro
deitam-lhe todas as rosas – flores do pessegueiro
colorindo sua vida pondo fim nesse sofrer

Algazarra de pardais não vem mais aborrecer
espera-os bem feliz entre rosas do canteiro
por certo vive alegre sua vida de solteiro

Ainda nesse caminho muito tem a aprender
sofrimento por amor que se deu não recebeu
em asas de pardais achará tudo que é seu!

Se nelas colocar – coração, amor – por inteiro!

AMIGO ROUXINOL
Prazer tenho de sobra nesta vida
desde muito cedo, quando levanto
meu rouxinol escuto embevecida
a saudar-me alegre num lindo canto!

Canto que há muito me presenteias
rouxinol querido, vens ficar comigo!
És parte de mim - a mim lisonjeias
com tão lindo canto bondoso amigo!

Não quero nunca que vais embora
teu cantar alimenta meu coração
estando triste, chegas, nesta hora!

Presença constante não há solidão
amigo rouxinol, vens logo sem demora!
fiques comigo, aceitas minha gratidão!

A vida inteira cuidarei de ti como agora!
 
ASAS DE PARDAIS

Coração Valente

 
Tens no rosto a ternura d’um anjo primaz
olha ternamente, um carinho te faz
duas gotas d’água que brotam-te dos olhos
exatamente da cor do mar de abrolhos

Noite não há sono, nada te satisfaz
dor sepulta tu’alma c’esse amor audaz
leito frio são pra ti nós de ferrolhos
do bem-querer que havia ficou restolhos

Toma-te o ombro, chora a dor que sentes
amor foi embora de ti se fez ausente
poeta já disse: de amor nunca se morre!

Coração pulsando, vida em te percorre
outro amor brotará neste peito valente
haverá de ser feliz de modo diferente

Nascerá em ti nova mulher atraente!
 
Coração Valente