Poemas, frases e mensagens de Ricardo_Barras

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Ricardo_Barras

Descomentário

 
desnecessário mostrar a cara
ou dar a conhecer quem sou
que bastem as palavras que dou
(ainda que carecendo ultimamente)

a minha identidade é conhecida
para os mais velhos daqui
(sou memória esquecida
e já nem tenho interesse aqui)

portanto mostrar a cara em humildade
recuso pois já mostrei tão mais que o suficiente

ao escrever mostro a minha alma
e a alma não traz cara, certamente.
 
Descomentário

Homenagem a -Transversal-

 
Uma pessoa que é capaz de juntar as palavras; que, adaptando-as a si (?) ou, talvez, ao sentir que percebe de outro ser, de outra alma; que as ordena na consistência de um suspiro - não um suspiro para fora, mas antes um suspiro para dentro, que se escapa dos pulmões e invade as veias, irriga as células, alimenta a vida íntima da alma de cada um.
Conhecimento, ou desconhecimento, de tal pessoa - quando talvez apenas da sua existência se consiga saber a presença, ao passo que o conhecimento físico é limitado pela circunstância, e a alma tão somente revelada por letras e linhas moldadas pelo sentir - mas ainda assim se mantém a grandiosidade que a simples palavra consegue transmitir, a crença do "quero ser assim" - que eu gosto de substituir por um "quero ser melhor que!".
Quem? Quem é? Quem foi? Quem será? Não sei. Não tenho ideia de saber, por certo. O meu conhecimento, já de si reduzido, não estende os seus "tentáculos" a tais altitudes.
Mas o brilho de um homem - ou mulher, quando o caso - consegue sempre abrir os olhos de quem está preparado para ver - ofuscando e fechando os olhos dos que se fecham na sua única compreensão.

Simplicidade, profundidade...
 
Homenagem a -Transversal-

Porque não penso noutro tema cada vez que entro aqui

 
Fase I :

Enquanto escrevo
Deposito-me.

Jorro de mim por completo
Cada palavra é minha
o meu ser
o meu pensamento.

Fase II :

As palavras mal fadadas
O peso que corrompe.

O verso que liberta
ATPs que a vida não retorna
o peito cheio aberto
na simplicidade de ser.

Fase III :

O agoirar das palavras alheias
Os olhos de sebo que as lêem.

O interpretar incomum
A frouxidão mental
O vómito fácil e podre
De sílabas não direccionadas.

Fase IV :

Os gritos e calamentos
Os sabões e os jumentos.

Os proclamadores e altruístas
de tigela meia de porcaria
(em que eu não diria porcaria
se pudesse dizer a realidade).

Fase V :

A capa dos que ficam
A máscara de ferro.

Os códigos de conduta injectados
os dedos e a língua cortados.
As palas nos burros,
coitados.

Fase VI :

O desaparecer e a angústia
O chico-espertismo e a incúria.

O perder da arte em si
a condução dos gatafunhos
acaba a arte por ser apenas
aquilo que querem ler os grunhos.

Fase VII :

O esbanjar de palavras finas
Tias de Cascais na esplanada.

As brisas invariáveis
dos mesmos traques humanos
e as senhoras refilando:
são rosas! são rosas, fulano!

Fase VIII :

A total decadência
Dum sítio já sem consistência.

As mesmas paredes pintadas
Pelos mesmos azedos comuns
A colectividade reduzida
Ao nojo de alguns.

Fase IX :

O respeito no desrespeito
A saída por respeitar.

As paredes pintadas de excremento
Os exilados e a sua paixão.
As paredes da casa por dentro
E os que ficam chamam-lhe prisão.

Fase X :

O querer mostrar-se e ser
O querer ser

O pensar poder
O não poder
O nojo hipócrita
Dominando, afinal.

ATP = adenina tri-fosfato. Moeda energética celular.

Enfim. Realmente, é triste o que se passa aqui. Leio o que escrevem os que sempre li e, mesmo que não me lembre sequer de que possam ter alguma vez infringido a nova conduta, percebo-os também a eles, na sua maior parte, revoltados.

Portanto agora não podemos escrever como a poesia é: nós. Não nos podemos escrever. Seja na arte erótica, seja no vocábulo poderoso que é a injúria. Por medo de que pessoas sensíveis leiam? Certamente haverá melhor método para tal.

Tanta coisa e nos anos que aqui passei, nem se lembraram de melhorar, por exemplo, a secção de comentários. Não tenho forma de saber se me respondem aos comentários que faço, porque algo tão simples como um banner indicando comentários respondidos não é implementado. Mas mesquinhices implementam-se. Enfim, típica gerência portuguesa.
 
Porque não penso noutro tema cada vez que entro aqui

Ode ao bom sabor

 
Da mais alta montanha
Corre um rio de chocolate
Que uma selva de morangos banha
Num planeta semelhante a Marte!

Crescem montes de gelado
E abrem-se vales de amendoim!
Há comida por todo o lado
Neste planeta-pudim!

E esta comida toda que olha
O mais não comida haver
Pensa que nem há alguém que colha
O que tanto sabor tem p'ra oferecer!

E de fantasia e recheio
Como bife assado no forno
Pensando num peixe bem cheio
O meu sonho cozinha morno.

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Ode ao bom sabor

por lapso, meus caros.

 
Deus alheio vejo-me escasso

Nas mãos que carrego
Carrego-me,
sentindo

Que peso este
Que lavra de calos
Indefinindo as minhas mãos.

Deus alheio e inexistente

Como o futuro de tanta gente
E ainda assim mistérios
De como acreditar

O deuS de si suplantando
Deus é deuS e justifica
Quando convém justificar.

Deus terrível deus cai
Das montanhas da ilusão
O seu manto de penumbra
A morte humana apenas

Como se ser humano
Fosse ser mais.
 
por lapso, meus caros.

derrota humana

 
inexplicavelmente vemos
o mundo tingindo-se de cores
mais escuras que os pensamentos
dos homens feitos reféns da miséria.

banhos de sangue em ideologias
consagradas armas de destruição total
que erradicam os que prevaricam
segundo aqueles que encontram o mal
na condição de estando vivo pensar-se
não ser morto e igual e fútil

luzes trepidam nas caveiras onde
os olhos se instalavam antes para ver
a última derradeira explosão

os homens comem-se canibais omnipotentes
sobre a vigência omnipresente
de uma religião sempre diferente

o morto estará morto e errado
o vivo será vivo e iluminado
(mas a morte a todos alcança)

de lembrar que as flores na primavera
voltam sempre a florescer
e que desaparecendo da Natureza
depressa ela nos irá esquecer.

As notícias dos refugiados e das guerras e do mundo chocam. Também as notícias escondidas poderiam chocar mais gente se fossem divulgadas mais abertamente. Quem procura encontra.

Um drama humanitário. Uma possível frente de calamidade que começa a engolir o mundo na sua iminente devastação. O Homem embebedou-se de poder de tal forma que a ressaca o vai matar.

Somos bichos esquisitos.
 
derrota humana

De manhã, observo os tomateiros

 
Os caules esta manhã estavam mais fortes
Mais viçosos e altos.
As plantas crescem e eu contente a ver.

As plantas são quase como o ser,
Acuso-me de pensar isto.

Cultiva-se um e outro
Tratando-se, crescem, frondosos
Até darem frutos.

Mas os caules humanos são frágeis
Vítimas da constante mudança nas sinapses.

Um vento mais forte faz perder a calma
Vemo-nos bambolear na rajada, perdidos
Sem com que nos agarrar.

As raízes humanas são as únicas que se desfazem
Quando a mente hesita em manter-se enterrada.
 
De manhã, observo os tomateiros

Apartas-te levando-me, sempre

 
Aperto-te como se o dia fosse acabar no final desta chávena
E te perdesse no último gole,
O teu corpo apartando-se um pouco mais a cada torrada partilhada
Enquanto a tarde teima em passar constantemente

Suplico quase eternamente naqueles escassos minutos que é a minha vida toda
Por um pouco mais de tempo junto a ti

Beijo-te e cansei-me de esperar por voltar a beijar-te enquanto o beijo não cessa
Não me sei saber sem ti

(Tenho-te em mim como plena parte da minha constituição)

Espero poder dizer: presenteio-vos com um pouco mais da minha escrita. Que aceitem este presente se dele gostarem... especialmente quando não vem enrolado em fitas bonitas. Que baste o presente, assim, nu! Cumprimentos
 
Apartas-te levando-me, sempre

Árvores crescendo para o vazio

 
Vamos plantar as árvores
Que ainda faltam no quintal
Vamos ser maiores, capazes
De ver todo bem em todo o mal!

Havemos de dar as mãos contentes...
Os dias serão bem diferentes...

Não acredites em mim
Quando digo que eu sou feliz...

Que eu não acredito em ti tão pouco
Quando mostras esse sorriso louco.

Havemos de dar as mãos, contentes,
E os dias serão bem diferentes..!

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Árvores crescendo para o vazio

O candeeiro de rua - Ou a simplicidade absurda de fugir a agarrar o que mais nos convém e dá alento

 
Hoje, o mundo foi nevoeiro.
A névoa envolveu o candeeiro
De rua, que abismado se acendeu,
Dando a luz que a voltagem deu.

Se falasse, perguntaria:
"Porque raio este dia?"
Mas se não é de boca, é tristeza tanta
Por saber que quem quer, não alcança.

Hoje, esse candeeiro sumiu:
Alguns dizem que subiu
Por meio de camião do lixo.

Outros dizem que partiu.
Eu cá não acredito em nada disso:
O candeeiro ganhou pernas, fugiu.

Este poema tem um sentido mais profundo do que aquele que parece surgir à primeira vista.

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O candeeiro de rua - Ou a simplicidade absurda de fugir a agarrar o que mais nos convém e dá alento

Acerca do teu suicídio de ontem

 
Deixa que more em ti
Retira-te esse medo de ser
Estás, a morrer
Como quem se deixa cair

Não há razão que se mantenha quando sabemos ser nosso o tempo que já lá vai
E se as memórias arranham o peito o futuro parece imperfeito mas não há como
Andar p'ra trás

Levavas-te nas cavalitas do teu pensamento mas o teu equilíbrio é fraco em sonhos
Em que a corrida fica cada vez mais lenta e a porta mais longe tu assim
Não vais alcançar
(Não vais alcançar)

Sai! Levanta-te e sai de ti
O tempo passou assim a ser algo p'ra lembrar
Já passou : o tempo foi e o tempo vem para ficar
Para trás (atrás de cada momento outro olhar)

Hm...
Cada gesto é inseguro quando as mãos não sabem agarrar
Se os dedos tremem o medo já venceu e tu caíste
Num chão tão sereno e tão bom de dormir...

Mas relembra que o fim é sempre certo
Tanto quanto o “não” que toda a gente tem para dar
Relembra que o chão parece perto mas a morte ainda está por chegar

E o que vais fazer?
Levantar... levantar..!

Bom dia, tarde, noite;
Hoje inspirei-me e escrevi. Aí está ele.
Tentei fazê-lo cantável. Não sei se o cumpri.
Até já
 
Acerca do teu suicídio de ontem

Canção da Presença

 
Imagina comigo o mundo crescendo do chão
E na plenitude de viver não existir razão
Busca comigo, parte do sonho da vida
(A parte não preenchida)

O outro lado da lua é perdido p'ra sempre
Pois que não o hás nunca de ver...
O outro lado que tu tens, mostra-se tão descontente
Mas aparece tão somente no teu rosto...

Imagina comigo que isto é uma canção...
Não há forma de olhar para trás
Mas por certo sentes que bate no teu peito um coração
E de resto o teu punho sabe do que é capaz...

Eu sei, tão bem, quanto tu, da dificuldade
Que é estar por aqui. Mil caminhos, mil escolhas,
E o pior é a escolha inevitável da saudade...
Mas viver é assim: o vento traz, o mar leva...

E se agora tentas tapar-te, não olhas
Tem cuidado: hás de cair...
Se a tua alma já desespera
Não aguentarás o que está p'ra vir...

(Por isso, agarra a minha mão
Imagina o mundo comigo
E se cantares esta canção
Sabes que estarei sempre contigo...)

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Canção da Presença

XVII - Fase da Lua

 
Será pura a minha loucura
Será apenas minha a palavra
Que toca a minha volúpia
Que de desejo em fervor me agarra!

Será sempre minha, nunca tua
A minha única desmazelada forma de ser
Que tendo tantas fases quanto a Lua
Nem a mim me sei conhecer!

Serei chapéu no alto dos pés
Posto silencioso na rua agitada
Serei diferente daquilo que és:
Se fores tudo eu serei nada!

Não serei Deus, nem cruzada
Nem Diabo, nem alma mutilada
Não serei o que pensas que eu sou
Nem mesmo serei aquilo que dou!

Serei sim mudança inconstante
Mudo aqui e mudo mais adiante!
E não, não me procurem se não me mostrar!
Se não me mostrar visto não me quero

E resultado nenhum terá procurar.
Que então em cada palavra exagero
E torno a tornar a desaparecer
Vulto envolto em não querer!

Não serei mais do que me veja
Serei saliva da boca que não me beija!
Serei procurar o meu querer disperso
Que te asseguro de ti ser inverso!

Serei barco nas ondas do teu corpo!
Serei mar nas tuas curvas de enxurrada!
Serei no teu ouvido sopro
E na tua mão alma agarrada!

Serei na tua boca desfeito!
Serei no teu ritmo comovido!
Serei de ti menos eleito
Que qualquer outro já visto!

Mas depois de ti não serei nada mais!
Mudarei novamente na minha fase de Lua!
Não serei pois duas pessoas iguais!
A face que deixo integra-se tua!

Visitem o meu blog: www.umpoema-umdia.blogspot.com
 
XVII - Fase da Lua

Há quem nada possa

 
Um medo - natural como a sede -
Cresce. Seca a garganta
Da mesma maneira que querer água.

Os punhos cerram-se.
(Se não roesse as unhas
Com esta força, talvez,
Só talvez,
Sangrasse um pouco)

A dúvida persiste
O medo insiste
A força evapora-se
E a garganta seca
(Não há água que me valha.)

Lutar pelo que quero.
Mas avistando já as intempéries
Temer prever fraquejar
- Incapaz de pular o muro
Cair redondo sem conseguir alcançar.

Depois os acontecimentos recentes
Fazem-se voz - Quando há agora quem não possa ter medo
E tu paralisas-te
Achas isso bem? Sequer?

Então lentamente puxar a âncora que prendia
Com cuidado para não arrancar a pele das mãos
(Há de ser precisa para agarrar tudo)
E com o medo no peito respirar!

Fechar os olhos quando os olhos enganam.
(Às vezes olhar traz ideias que não somos nós.)
E às tantas a garganta seca mas já sabemos beber.

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Há quem nada possa

boa política sim senhor

 
só falta bombardear
agora até proíbem falar
francamente lembram terroristas do oriente
matando apenas por não ser a mesma gente

de repente lápis azul
de repente cosendo os lábios
palavras escolhidas a dedo
e dedos apontando palavras

ao menos que se pode gritar noutro lugar
vociferar quantos impropérios queira
de repente vem a realidade e aleija...
e essa? como a aceitam?
 
boa política sim senhor

Pela inovação

 
Podes levantar-te
Mas voltas sempre a cair.

(Então porquê essa pressa de estar
Onde nunca estiveste?)

Ergue-te,
E faz por ficar de pé,

Nem que seja um segundo mais,
Agarra o que tens,
E trás o resto contigo,
Puxa o resto do indefinido.

(Desta vez agarraste-te
Mesmo antes de cair.)

Luta,
Vai em frente,

Tens mil razões para ser,
Podes não acreditar mas aí estás,
Em carne e osso e feito pessoa,

Se acreditas por certo vives,
E se vives e não acreditas,

Nem que seja apenas em ti,
Estás morto,

(Por isso dança agora
A música da tua despedida
Some-se o dia na noite
Como uma conta de somar.)

Como te sentes, fantasma de ti,
Finalmente de pé,
E contra a corrente?

Pela originalidade,

Pelo novo,

Pela força que se precisa...
 
Pela inovação

Onze e meia

 
O relógio pulsa... às onze e meia
As onze e meia da noite. Lua cheia
E também eu cheio. Não da mesma luz
Não do mesmo luar, apenas reflexão...

Se às onze e meia desta noite
Me quisesse comparar com a Lua
Apenas o reflexo que também eu faço...
Mas reflectir luz? Nem um pedaço...

Pulsa o relógio, pulsa o meu peito
Pulsa o que penso, penso sem jeito
E sou todo dúvida, todo sensação
Não penso com a cabeça, sinto com o coração...

(Deitado na cama, cabeça na almofada
Penso em amores passados, vontade renovada
E sou sempre ou feito de tudo, ou feito de nada
Porque são onze e meia, e antes de dormir, vejo a vida parada...)
 
Onze e meia

A VELHA

 
Este é um livro infantil. Entenda-se: infantil mas necessitado de graúdos.

Peço apenas que o visitem, que o leiam. Se têm filhos e acharem que o devem conhecer, força. Imprimam-no... peçam-lhes que desenhem a velha, o Tomás, o mundo.

E... e chega. Vejam. Deixo-vos o link. O livro é GRATUITO. É só imprimir. Custa só uns tinteiros (afinal não é gratuito).

http://pt.scribd.com/doc/93416878/A-VELHA
 
A VELHA

Apresentação

 
Boas!

Que comece por me apresentar
Bem como aquilo que venho
Nao e um sonho mas quero chegar
Ate onde me levar o que tenho.

De nome sou um outro Ricardo
Com um pouco de Alexandre para ajudar.
Mas de orgulho tenho o Barras
Que fecha a denominacao num brindar!

Sou novo e bastante parvo
E nem sequer ainda pude viver.
Pois que agora so quero

Evoluir, antes de um dia morrer.
Com este soneto me despeco:
Prazer a todos os que conhecer!

(Visitem o meu blog, se quiserem ver trabalhos anteriores: www.umpoema-umdia.blogspot.com)
 
Apresentação

Não esqueces, Nunca.

 
Tu podes olhar acima e procurar abaixo
Podes até tapar os olhos e não querer ver.
Mas não te preocupes, eu sempre te acho
Pois tu nunca me hás de esquecer.

Podes queimar fotografias
E retirar datas de aniversário
Mas as memórias minhas
Ficam guardadas no teu armário

Na tua memória inconsistente
Nos momentos mais alheios
Eu farei parte do teu presente...
E tu terás presentes feios.

www.umpoema-umdia.blogspot.com
 
Não esqueces, Nunca.