Poemas, frases e mensagens de soldantas

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de soldantas

Poeta por vocação. Membro da Academia de Cultura da Bahia; do Comitê Executivo de Autores da Câmara Bahiana do Livro; Professora e Locutora. Atuou em rádios AM, FM e LM, foi Presidente da ARCOBA (associação de Rádios Comunitárias da Bahia)

ENTRE CAMADAS

 
Quisera eu ser de mim, o meio
- O que fica entre as camadas
Não seria a vista de olhos alheios
Sobre as pálpebras das palavras.
.
[center]Eu, de mim, seria o abraço
E o braço aberto pro coração
Seria as mãos de meus passos
E os meus pés seriam o chão

Meu espaço seria oculto
Mas, eu seria vulto diáfano
Transcenderia os muros
Que aqui fora são embaraços

Ivone Alves Sol
 
ENTRE CAMADAS

NAS ALTURAS DA NOITE

 
NAS ALTURAS DA NOITE
 
NAS ALTURAS DA NOITE

Tudo é tangível nas alturas da noite
Os sonhos tocam o céu e espargem
Livre, a alma divaga entre as cores
Pincelando o que encontra nos ares

E o poeta levita em sua miragem
Tão leve como plumas ao vento
Dança, abraçado a uma imagem
Emoldurada em seu pensamento

A vida é legível nas linhas da noite
Marcas do cerne são nelas explicitas
Em versos de cânticos e clamores
O poeta é audível nas noites da vida

Ivone Alves SOL
 
NAS ALTURAS DA NOITE

Mais um ano enSOLarado!

 
Mais um ano enSOLarado!
 
Eu vi os anos passarem
Primaveras mudarem de cor
Vi o pintor brincar com a arte
Na tela da face que mudou

Eu vi o sol abrir o céu
Vergel em nuvens brancas
Vi os barcos de papel
Remarem minha criança

Eu vi tantas vistas
Tantas pistas de esperança
Vi artimanhas embutidas
Num canto da lembrança

Eu vi a dança do vento
No tempo que passou
E o que restou dos momentos
Que a vida expirou

Eu vi o tempo esvair
Ao perseguir aos sonhos
Vi o tamanho do porvir
E seguir os anos

E assim passara o tempo
Levando os momentos e me deixando
Ficando eu sigo vivendo
E a vida me espiando

Ivone Alves Sol

Por mim e para mim, em meu aniversário de 02 a 31 de agosto.

Estive em tudo que vivi, até quando não vi, atrás das nuvens...

Sol

[/center]
 
Mais um ano enSOLarado!

BREU

 
BREU
 
BREU

Ainda existe em mim um entardecer
O luzir de um Sol a se despedir
O partir sem seguir e em saber
De um incontido querer ir

Ir para onde eu não sei
Ou saiba talvez – sem me dizer
E, sem porque, seguirei
Eu irei, sem me ver...

Pois se vejo, é tarde
O Sol evade – fico breu

Ivone Alves Sol
 
BREU

TRAÇOS INACABADOS

 
TRAÇOS INACABADOS
 
TRAÇOS INACABADOS

Enfada-me o embaralhar das letras
O tilintar dos fonemas desafinados
E atados em dedos – sem destreza
Acho ser, de tristeza, que elas falam

Enleio-me nos traços inacabados
Num quadro pintado sem colorir
Pois de mim, só tenho o que calo
Nos calos da voz furtada de mim

Queria trocar essas letras por falas
Que traduzissem meus sentimentos
Que meus dedos mostrassem a cara
Do que vive no mundo de dentro

Mas, os meus fonemas são vazios
Espargem arredios, ao que profiro
Inquiro em que tom Deus me ouviu
Pois, nem Suas réplicas, eu decifro

Ivone Alves Sol
 
TRAÇOS INACABADOS

TANTO SABER, NÃO SEI...

 
TANTO SABER, NÃO SEI...
 
Oh, eu sei!
E de tanto saber desse amor,
Dei-lhe cor, sintonia...
Dei-me, em poesia e em louvor!
O porquê dei, é que não sei.
O que ganhei não o retratou...

Ivone Alves Sol
 
TANTO SABER, NÃO SEI...

DIA DO SEMORADO

 
O amor e o tempo namoram.
Namoram tanto, tanto...
Que tantos se desesperam
De tanto esperar o tempo de(s)namorar
São semorados, mora?
Na mora dos anos setenta
- Aquela que o Jovem Guarda,
Como o tempo aguenta
Dar tanto tempo ao amor?
Como se acalenta
Quem somente esperou?
Saber o tempo passando,
O amor expirando, com os dias,
Viver somente aspirando...
Ah, a vida não é só poesia!
Viver é sonho tocado...
Espera-se amor revelado
Na pele,
No tato,
A dois...
No sonho materializado...
Na vida de um dia desperto
No meio da noite!

Ivone Alves Sol
 
DIA DO SEMORADO

Azul

 
Azul
 
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Azul

Não era azul aquela água do mar azul.
Mas, o mar também não era azul!
Azul era a cor do céu dançando nas ondas...
Que onda! O céu estático dança
- Nas ondas que embalam o mar!

Não era blues o som das ondas,
Mas o céu trajava azul.
Do seu capuz, a sombra,
Num mar aberto ao olho nu.

Não era azul o mar...
E o céu, também não!
Azul era o olhar
Sobre a imensidão...
Do céu e do mar!

Ivone Alves Sol
 
Azul

SER PAI..

 
SER PAI..
 
SER PAI...

Não basta oferecer uma vida
É necessário ensinar a viver
Nem apontar um caminho
Se junto não percorrer

É preciso ser pai para saber pedir
Quando mandar for agressão
Saber a hora de desistir
Quando o filho tem razão

Ser pai é missão involuntária
Experiência diária de aprender
É compreender a lição da falha
E torná-la apta para crescer

É ceder seu império ao coração
E na coroação abdicar de ser rei
Passar a vez ao filho que estende a mão
É reinar sem impor leis

Ser pai é ser careta, porreta...
Homem austero, garotão...
É ser imperfeito na medida perfeita
Ora amigo, ora irmão.

É humano ser pai
Divino é saber sê-lo

Ivone Alves SOL
 
SER PAI..

CASAMENTO CAIPIRA

 
CASAMENTO CAIPIRA
Autora: Ivone Alves SOL

NARRADOR Gente a esperá
Em noite de São Jão,
Noiva no artá
Só farta chegar o Jão!

NOIVA: Ai meu Santo Antonio,
Quê do meu Jão?
Será que vai deixar eu
Dispois de tanta produção!?

NARRADOR Jão é cabra de palavra,
Bem que pensou desisti...
Mas se assim o fizesse,
Tinha que se ver com seu Didi!

NOIVO Oxente, minha Fulo de Maracujá!
Ainda ta aí a me esperá, tá?
Magina se eu ia deixá ocê,
Prantada nesse artar!

NOIVA: Eu sei meu beija-flor,
Que a mim tu tem amô!

NOIVO: Vamos padre!
Case nois nesse momento...
Não tem nenhum impedimento,
Prêsse nosso casamento.

NARRADOR: O padre já cansado,
Não quer mais perdê tempo!
Chama os dois pra frente,
Prumode fazêo juramento.

PADRE: Então venha para cá
João Lutero Jatobá,
Trazendo consigo a sinhá
Maria Fulô Maracujá.

NARRADOR: Os dois vão pro artar
Cheios de felicidade,
Quando de repente:
Aparece uma beldade!

AMANTE: Ô Jão Lutero sei lá de que!
Acha que vai se casá é?!
Ocê imbuxa eu e vai casá,
Cum outra muié?

NOIVO: Mai eu nunca vi ocê,
Nem na missa nem na carniça.
Esse guri não é meu,
Essa muié uma bisca!

NOIVA: Ah!!! Jão Lutero!
Ocê vai ter que se expricá...!
Donde vem essa bisca,
Com seu filho a carregá?!

PAI DA NOIVA: Ah!!! Mai vai mermo!
Só que num é a eu nem a ocê.
É cum delegado da puliça,
Que esse cabra vai se vê!

NARRADOR: O coração de Jão dispara,
Suas pernas treme toda.
Inté que chega uma moça
E decidida sorta a fala.

AMIGA DA AMANTE: Ontem mermo eu lhe vi,
Sua barriga só tinha banha.
Vamo logo de uma vez,
Acabe cum essa façanha!

(Amante e noiva brigam até que a noiva arranca a barriga falsa da amante)

DELEGADO: Parem ou eu atiro! (aponta a arma)

NOIVO: Eu num te disse minha Fulô,
Que só tenho ói pra ocê!
Vamo padre, nos case logo,
Antes que a comida acabe,
E a gente fique sem comê!

NARRADOR: E assim segue o casório,
Noivo e noiva no artá.
O padre não se demora,
Para não contrariar.

PADRE: (faz o sinal da cruz e diz:)
Pode beijá a noiva!

NOIVA: Ai! Eu tou tão feliz!!!

NOIVO: Ah! Minha fulô...
Eu não vejo a hora de vê ocê
Fazendo meu café,
Pegando a toalha prumode eu me enxugá,
Preparando a mesa pra quando eu acordá!

NOIVA: Oxente! É só pra isso que ocê me quer, é?

NOIVO: Não! Nóis vai fazer muitos guris, num é?!
Sorta o som!!!

Texto representado nos ensejos juninos e escolas em diversas localidades de todas as regiões brasileiras. Tenho recebido centenas de e-mails me solicitando autorização para a sua execução, o que me deixa muito honrada, pois a maior recompensa do(a) escritor(a) é ser lido(a). Eu mesma já fui a noiva em uma de suas exibições aqui em Salvador, assim como já dirigir muitas outras em escolas e em festa junina no interior da Bahia.

Espero que você também goste!
Amplexos,

Sol
 
CASAMENTO CAIPIRA

VENTO ZONZO

 
VENTO ZONZO

Não sei se existem anjos,
Nunca vi, nem os toquei.
Prefiro esse vento zonzo,
Esse sopro leve, sem lei...

Permito-me tocar o céu,
Até onde os olhos vão.
Depois disso, são véus,
Maquiados de ilusão.

Não sei quem é Deus,
Mas... Eu O sinto
- De um jeito alheio,
Sem que eu seja recinto.

Como desvendar o invisível,
Se nem me avisto, vendo-o?
Como é possível senti-Lo,
Se não o compreendo...?

Penso ser melhor poetizá-Lo
- Pintá-Lo de fantasias...
A ter que profaná-Lo,
Com tintas de heresias.

Eu jamais vi anjos,
Nem Deus...
Mas, podem ser
Esse vento zonzo,
Que balança meus templos ateus.

Ivone Alves Sol
 
VENTO ZONZO

ÊXTASE

 
ÊXTASE

Ah, como é bom o cheiro da aurora,
Desabrochando na relva do dia grise!
A espera do sol, e dos seus matizes...
Enquanto, nas raízes, a vida aflora.

Ah, essa música de onde não sei...
Esse vento cortês a me balançar,
Na dança calhada em meu olhar!
Estou dentro de mim e fora da lei.

Estou entre as cores da ilusão,
Que no coração são fatos reais.
Sou asas voando em meu chão.

E, com minhas mãos, pinto o dia.
Minha aurora tem o cheiro da flor,
Que oferece suas pétalas à poesia!

Ivone Alves Sol
 
ÊXTASE

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

 
DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
 
Imagem da Internet

O Dia 20 de Novembro é, sem dúvida, uma grande conquista dos movimentos sociais, que lutam contra o preconceito racial e pela garantia da igualdade de direitos. Esta data foi escolhida em homenagem a Zumbi dos Palmares, já que este foi o dia de sua morte, em 1695. Embora o Dia da Consciência Negra seja celebrado desde a década de 1960, somente em 9 de janeiro de 2003, esta data foi instituída oficialmente pelo projeto lei número 10.639.

Irrefutavelmente, Zumbi foi um grande guerreiro e, por conta disso, é considerado símbolo da resistência e luta contra a escravidão. Zumbi nascera livre, mas fora capturado e entregue a um padre católico, com quem permaneceu até os 15 anos, chegando a ser batizado com o nome de Francisco e a aprender a língua portuguesa e a religião católica.

Obviamente, a luta pela igualdade continua e muitas coisas já aconteceram de lá pra cá. Hoje, há uma articulação maior e muitos mecanismos são usados nesse prélio. Na época de Zumbi, a resistência e os quilombos, eram as armas mais fortes e, muitas vezes, a fuga era a única saída. Nos dias atuais, com a “liberdade de expressão” e a homologação de algumas leis, há uma disseminação maior dos anseios da sociedade negra, o que resulta em conquistas relevantes.

Essas conquistas, nem de longe, são o suficiente para garantir a inclusão plena do negro na sociedade, bem como romper definitivamente com preconceito racial. Mas, abrem fronteiras para que o grito desse grupo étnico possa ecoar, de forma mais abrangente e com uma força maior.

A difusão da cultura afro, antes proibida, sem dúvida é um dos mecanismos que fortalecem o movimento negro no país. Embora esta, também, seja alvo de exploração oportunista por parte de alguns. Vale ressaltar que somente no governo de Getúlio Vargas, a cultura afro-brasileira começou a obter aceitação oficial, após o samba ocupar posição de destaque na música popular brasileira. No ensejo, as Escolas de Samba ganharam aprovação governamental, através da União Geral das Escolas de Samba do Brasil, fundada em 1934. No mesmo governo, a capoeira é reconhecida oficialmente, e Vargas a destaca como o único esporte verdadeiramente nacional. Hoje, a cultura afro ganha destaque desde a culinária à moda.

Levando em consideração a abrangência das conquistas afro-brasileiras e a postura da postura da sociedade em geral, em relação a estas, penso que não é a Consciência Negra que se deve trabalhar e sim, a Consciência Humana. Uma vez que as instituições são formadas de pessoas e, são as pessoas que há em cada um de nós que devem ser repensadas, humanizadas. Somente o exercício da Consciência Humana poderá garantir a igualdade de direitos, sem desconsiderar as diferenças, mas não permitindo que estas, coloquem um indivíduo em condição superior ou inferior ao outro.

As diferenças étnicas e comportamentais sempre vão existir – e que bom que elas existam. O respeito às peculiaridades de cada um, ou de cada seguimento sociocultural é o que faz a diferença. Não dar para vencer o preconceito racial levantando bandeiras. Enquanto colocarmos a nossa etnia, seja ela qual for, como elemento diferenciador da nossa condição humana, vamos estar proliferando a desigualdade social.

Ivone Alves SOL
 
DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

GOSTO BOM

 
GOSTO BOM
 
GOSTO BOM

Hoje eu acordei fora do tom
- Mas também não sou Jobim
Quero o carmim de meu batom
E o gosto bom de ser assim

Quero rosas e gim pra beber
Viver o mundo em meu ninho
Ser meu mimo e meu prazer
E de meu ser, ser o destino

Quero sentir o carinho alísio
E, se possível, lençóis de Mar
Deitar em ondas paraíso
Os meus riscos de acordar

Ivone Alves Sol

Lançamento em outubro de 2011
 
GOSTO BOM

O PORRE E A CAUSA

 
O PORRE E A CAUSA
 
Hoje me degusto em porções...
Bebo-me em taça de vinho,
Mas sou absinto em frações.

Degusto-me pelos olhos,
- Alucinógenos dos sentidos.
Sou um líquido sólido,
Minha bebida em petisco.

Corro o risco da morte,
Sou o porre e a causa...
Bebo-me de gole em gole,
Depois me quebro na taça.

Ivone Alves Sol
 
O PORRE E A CAUSA

FUGA

 
FUGA
 
FUGA

Meus olhos sorriem enlevados
- Pareço o céu das cordilheiras,
Em bosque coberto de ribeiras.
Estou numa cena cheia de atos!

Acolho o cheiro das orquídeas,
Como se fosse eu suas pétalas!
E, cada passo que dou na relva,
Esparjo, no ar, o gosto da vida.

Sinto-me atrevida e sem luvas;
Causo, nos dedos, sons de alva!
Adejo nas levezas das plumas.

Volto a mim sem fazer curva,
Penso em ser o que eu estava...
Nada restara – era uma fuga!

Ivone Alves Sol
 
FUGA

TRAÇADO SEM LEI

 
Esboço-me com os traços
Dos laços que desatei
Quero- me sem embaraço
Num traçado sem lei

Faço-me de linhas aduncas
Mas não as deixo cruzar
São abertas as minhas curvas
E as retas eu sei dobrar

Não quero mapa nem bússola
- Nada que venha me balizar
Não vou destinar a minha busca
Nem quero saber o que encontrar

Faço-me esboço para me refazer
Sempre que um traço me cortar
Se em minha busca eu me perder
Faço saber: é pra me achar

Ivone Alves Sol
 
TRAÇADO SEM LEI

HOJE!

 
HOJE!
 
HOJE!

O que há além do momento,
Há tempo além de agora?
Essa hora é tão grande...
Tão plena!
Eu vivo tudo:
Sonhos
Dúvidas
Realizo
Digo
Nego
Nego-me a pensar no depois,
A fazer depois,
A querer depois!
Mas o que farei então?
Não sei...
Eu sempre faço,
Eu só faço!
Quando acordo é sempre hoje.
Deixo que meu pensamento adeje,
Pois eu velejo
Sobre um mar de interrogações...
E, num barco teimoso,
Teimo a viver sem temer!
Se viver for pergunta,
Respondo agora
- Com outra pergunta, quiçá...
Mas sempre agora!
Até posso pensar no amanhã,
Mas viver...
Ah! Isso eu faço hoje,
Somente hoje!

Ivone Alves Sol
 
HOJE!

FUGACIDADE

 
Do que fui pouco me resta
Ainda acordo e o dia é novo
Ficam apenas horas avessas
Essas sem pressa, sem contorno...

Há sempre um espaço vazio
No canto supérfluo do olho
Onde o céu não é anil
E eu não vivo entorno

No que vivo pouco me vejo
E quando me vejo já passou
Viver é efêmero e é eterno
A vida vem e eu vou

Acordo e é novo
Olho e mudou
A vida é
Eu estou

Ivone Alves Sol
 
FUGACIDADE

EMOÇÃO SEM MEDIDORES

 
EMOÇÃO SEM MEDIDORES
 
imagem: Lu Genovez

EMOÇÃO SEM MEDIDORES

Os olhos levitavam nas águas...
Entre as pálpebras, o Sol fulgiu.
E no céu se esparziu – feito lavas,
Rubras camadas sobre o anil!

Ah! Só quem viu sabe o refrão,
Da canção que surgiu nas cores
-Tambores de onda percussão,
E emoção sem medidores!

Calem-se os cantores arredios!
No palco que se abriu no olhar,
Canta o Mar, o que o Sol redigiu!

Ivone Alves Sol
 
EMOÇÃO SEM MEDIDORES