Poemas, frases e mensagens de Scarlett O'Hara

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Scarlett O'Hara

Minha poesia é inconstante como a minha personalidade, eu tenho mais lados que um dado e mais máscaras que o povo. :(:

Amor "Gramatemático"

 
Amor "Gramatemático"
Eu era um artigo indefinido (um nada...), querendo achar uma definição e eu ficava lendo dicionários tentando descobrir algum significado, procurando a palavra certa... Até que um dia encontrei o 'amor' e a minha vida fechada abriu um parêntese, então eu fiz um sorriso :), mas logo em seguida fiquei meio confuso com uma dupla de artigos não definidos na mesma frase e depois de tanto quebrar a cabeça tentando analisá-la descobrir que os dois artigos, 'com' preposição, formavam um par (um garoto 'com' uma garota). E assim a gramática se transformou em matemática.
...mas de repente me deparei com a divisão, depois virei a unidade de um conjunto vazio. E foram marcas "de+" nessa subtração, tantas que eu joguei fora a calculadora (a tristeza era incalculável...), sem você sou menos eu, é desigual. (E eu inverti o sorriso):
...difícil aceitar o singular quando já se foi plural, e 'nós' sem "s" dá nó... nó na minha cabeça, eu não consigo entender o porquê. O 'S' de "nós2" era tão bonito^^. S + 2 é = a coração (S2), S - 2 é = a coração dividido (S/2).
Mas talvez quando você mudar o seu "advérbio de tempo" o clima fique mais favorável a conjugação:
Eu te amo, Tu me amas e ele não importa, sempre achei que o nosso romance tinha pronomes demais.
E quer saber, mesmo que você coloque um ponto-final na nossa história, eu apago e coloco uma vírgula,

{[( :P'ra Sempre ♥♥)]}
 
Amor "Gramatemático"

January's River

 
Escuto ibope
E piro nos palitos
do pirulito pop.
Pinto a língua
de azul
e mastigo Bubbaloo
com absinto.

Vivo a juventude
e fumo Hollywood
com os olhos
Que pingam na chapa
do fast-food.

O outdoor é o mapa
na hora do rush:
- O sorriso é um verniz!
Puxe um beck,
num MC Lanche Feliz.

Viro Barbie,
faço pirraça
e na fumaça
que me abafa,
junto tampas
de garrafa
e coleciono brindes
nos brindes
com Coca-cola.

O consumo
me consola
se a verdade
dói a vista:

E canto jingles,
imito gringos,
viro turista
em Copacabana.
Carioca
com etiqueta
americana.
 
January's River

Canção de Ninar

 
Canção de Ninar

Nina,
a menina
nina.
Nina,
a menina
que nina.
Mimada
menina,
levada
menina,
Hoje nina,
Nina, a menina.
Manhosa
menina
dengosa
menina,
Nina - menina
o sonho fascina.
 
Canção de Ninar

Em Preto e Branco

 
Eu caí num clipe musical antigo
Onde a “mocinha” é sempre esquecida na chuva
E o “príncipe” vai embora com os meninos maus
Fazendo cavalo de pau com as motos.

Eu caí numa TV antiga com chuviscos
Meu mundo tem se bordado em preto e branco
Eu tentei rabiscar as telas com giz amarelo
Mas o meu sol se apagou para sempre...

Não adianta usar giz para desenhar castelos
Porque a tempestade sempre vem um dia
E no fim fica a espera, do vento levar as ruínas
Para o orvalho se desprender dos olhos.

Eu estou trancada nesse porão escuro
Escutando o som mono da tela cinza
Tentando aos últimos suspiros energizar vida
Entre os batimentos do meu coração.
 
Em Preto e Branco

Catador de Sonhos

 
Catador de Sonhos

Recolho farelos de sonhos
Para empoeirar minha casa
Não tenho vassouras...
Mas tenho asas.

Recolho farelos de sonho
Para enfeitar meu caminho
Não tenho cansaço
Tenho alma de passarinho.

Recolho farelos de sonho
Que foram jogados fora...
Só pego o que preciso
Sou catador da nova aurora.
 
Catador de Sonhos

Angel

 
Angel

No arranjo
de cabelo
da estrela
enfeitada,

mora
um anjo...

vagante
na solidificada
tristeza
turva...

que ama,
e semeia
nuvens...
mas colhe
chuva.

Cruel amor
que lhe
conduz
ao frio
em agasalho,

e agora,
no menor
retalho
de luz,

ele fecha
os olhos
de guarda-sol.

A desilusão
o fisga,
como um
anzol,

e o anjo
em aflição,
embarca
na dor
-navio...

onde
seu peito
de
canta-vento,
planta
o vazio,

no acalento
da angústia
cruel.

E ali...
o anjo guarda
a chuva...

no coração
de papel.

___

- 16/02/12 -
 
Angel

Rock-Exorcismo

 
Rock-Exorcismo

Que se faça o tributo
Ao Deus Rock
O amor imortal do ser humano
Realizem a cerimônia do diabo
No seu ato mais profano.

Tochas ardiam
Como corpos em chamas
Consumidos pelo pecado
Desfigurado à face do homem animal
No grito de prazer:
“É Rock’n Roll!!”

Só o Deus do Rock pode nós salvar
Da tosca hipocrisia
que baba na face das pervertidas freiras
Das evangélicas que vomitam asneiras.

Celebrem a inquisição da Razão!

Que se acendam as fogueiras
Para queimar as bíblias
E que comece a cerimônia!
Em nome do Deus Rock:

Pinto minha cabeça de rock
Pinto meu pinto de rock
Meu pinto é roqueiro
Minha cabeça é roqueira
Meu Rock Senhor
Canção de louvor.
Amém Deus Rock
Amém!

Coloro minha alma de rock
Coloro minha perereca de rock
Minha perereca é roqueira
Minha alma é roqueira
Minha Rock Senhora
Canção de louvor.
Amém Deusa Rock.
Amém!

Pintado e colorida
O pinto e a perereca
Abençoados pelo Deus Rock
Até que a impotência os separe
Amém!
 
Rock-Exorcismo

Sem Porto

 
Sem Porto

As sombras que povoam
o silêncio dos meus olhos perdidos
alagam a minha tristeza...

Quem me dera que o amor
fosse como um barco, que quando triste
se esvai na correnteza...

Guardo os ventos
na incisiva esperança de um sopro
por essa sede da areia.

Mas meu mundo náufrago
é sempre engolido pelas lágrimas...
dessa maré cheia.
 
Sem Porto

Ode ao Amor Urbano

 
Ode ao Amor Urbano

Dedilharei em tons de pluma
A lira das bailarinas de Afrodite
No som “aquarelado” da bruma
Entre a rebeldia do grafite.

Picharei em cada muro urbano
As cifras da nossa canção
Na serenata da guitarra ao piano
Pelas gravuras da erudição.

Quero a sabedoria da rua
Quando a lua traz o véu da noite fria,
E a saliva desliza na pele nua
Entre os becos da orgia.

E na poesia da lírica trança
Agridoce amor que tanto zelo,
Te convido ao empirismo da dança,
No baile (funk) do castelo.

[scarlet+cacau]
 
Ode ao Amor Urbano

Mar

 
O marasmo
de Mara,
folha
de maracujá,

faz ancorar
a formiga.

Sopra, Mar,
Pra que
a folha siga.
 
Mar

A Menina dos Cabelos Em Caracóis

 
A Menina dos Cabelos Em Caracóis

A garota que vai passando
Com os seus aflitos olhos castanhos
Sente o peso no olhar do mundo
Aos seus tons “estranhos”.

A menina que desce a escada
Carregando seus cabelos encaracolados
Traz o tom de seus negros cabelos
Em seus cadernos rabiscados.

A garota tão séria da sacada
Que observa os conceitos tortos
Da pacífica rua sem cor ou vida
Onde caminham os humanos “mortos”.

Quem sabe ela seja áspera
Ou apenas não desperdiça o sorriso
A jovem dos cabelos em caracóis
Que foge do artificialmente liso.

Mas quem sempre ri de tudo
Muito provavelmente não ri de nada
E vão gargalhando os comuns
Nessa “sub-existência” acinzentada.

A menina “esquisita” que vai passando
Desperta a atenção da rua pacata
As pessoas iguais a seguem olhando
Cada uma, com sua “vida” chata.

“Porque ela não está camuflada?”
No inconsciente eles vão perguntando.
Tem que ter coragem para ser o que se é
É por inveja que estão julgando...
 
A Menina dos Cabelos Em Caracóis

Menina Anja

 
Menina Anja

A menina anja brinca com borboletas
No seu mundo enfeitado de esperanças
E ela roda entre o azul das paletas
Distraída com suas tranças.

Descalça segue andando pela aquarela
E mancha de arco-íris as areias
Perdida na imensidão dos sonhos
Nada ausente entre as sereias.

Menina anja cor de algodão...
Não consegue ver a maldade do mundo
Vive presa nos seus alicerces de ilusão
Trancada em sono profundo.
 
Menina Anja

Verde-picles ou Verde-azeitona?

 
Verde-picles ou Verde-azeitona?

Eu cansei dos quadrados do mundo redondo – incapazes de tentar entender um triângulo, os rebeldes optam por ser retângulos e se etiquetam com novos nomes, para dizer que não são vidros de conservas, mas para mim, eles ainda são como azeitonas submersas nas (próprias) regras. E uma azeitona verde “não” pode ser verde-picles, mas o picles e a azeitona verde - são verdes! A diferença é que e a azeitona vai na pizza e o picles no hambúrguer. Eles só complementam porcarias diferentes. E os retângulos também não são tão distintos dos quadrados, principalmente em relação aos triângulos. Os retângulos apenas estendem as duas retas exigidas para ser um retângulo e obedecem cada uma das linhas, assim como os quadrados - eles estão dentro de um circulo, mesmo que seja um círculo paralelo ao padrão verde-pepino (São tantos círculos fechados...) Eu não gosto de andar em círculos, por isso decidi ser a simetria oval, depois eu desisti... desisti de ser o ketchup anárquico e de ficar contra o patriotismo das mostardas, afinal, cada hippie com a sua maionese. Mas o meu cérebro, não é comestível!
 
Verde-picles ou Verde-azeitona?

Berlim

 
...e sem saber dela, vem a aurora,
E vai embora... mas o tempo para.
Triste janela, que meu olhar decora
E vê lá fora, o muro que nos separa.

Ah! sina de incontáveis pores-do-sol
O arrebol traz sempre o mesmo dia
Como bailarina, rodando em caracol
O tempo vai em prol da minha agonia.

Cinzenta vida, desbotada esperança...
A loucura trança, a parede inabalável (?)
Busco a saída, nessa amarga dança
Ferina lança, de um amor inquebrável.

Como transpor o imponente muro?
Tecer o futuro, entre divisões estranhas?
O berço da dor, a distância em furo...
Um amor puro... e duas Alemanhas.

***

Dueto: Helen e Michel F.
 
Berlim

Sonhos...

 
Sonhos...

Magos, fadas, Cinderela,
Cartinhas de horror e de Amor
Bruxas pintadas com aquarela
Da inocência nasce a verdadeira dor,
Deixe-a entrar...
Somos cegos derrotados
O que nos resta é sonhar
Pois os mundos estão comprados
entre os tênis da programação
(Mas os sonhos não?).

Não há esperança ou futuro
Nesse ar intoxicado (?)
Tão fascinante e escuro
Onde o herói é sempre o derrotado.
Então desista que eu luto
Contra opressão e as regras
Mas quando chorar o meu luto
É porque tiraram a ética das pedras.

Não somos todos por um só
Nessa selva de humanos
Que trituram os sonhos a pó
Nos moinhos da vida de enganos.

Talvez seja um filme de terror
Ou o nosso reflexo no espelho
Quem sabe uma história de amor
Onde blasfemo e me ajoelho
Sobre belos espinhos.

Fantasiada com roupas da moda
Deixo lágrimas pelos caminhos
Isso sempre me incomoda
Mas vou tentando esquecer.

Por cacos de vidro mastigado
Cuspo de sangue o amanhecer
Desse meu mundo comprado
Que tanto me faz sofrer.

E você está muito enganado
Se pensa que sou louca
Embora tenha perdido muita coerência
Tentando combinar a roupa.
Talvez seja a minha adolescência...

Mas espero ficar bem
Com os meus castelos sem heróis
E enquanto você não vem...
Eu vou lutando por nós.

nossa, fiz esse poema com 16 anos.
 
Sonhos...

Ronronar

 
Ronronar

Corre
e decorre
no vento

e pula
e faz firula
e faz
invento,

e se
enrola
e se
embola
no
carrapicho.

Parece
mola;

bicho
que cola
no pé,

lélé
da cachola;

que me
carrega

e me pega
na peça
travessa,

e me deixa
tonta,
de ponta
-cabeça,

e na
melodia
que voa
sem cela,

mia...
(a) Caramela
 
Ronronar

O Culpado

 
O Culpado

Há uma espada que me perfura a alma
Que me corta a garganta como fio de navalha
E enquanto as lágrimas secam no meu rosto
No meu interior a dor se entalha.

Se eu fosse uma velha a beira da morte
Talvez corresse para ter pedir desculpas
Mas a juventude carrega o orgulho intacto
E eu não vou dividir a culpa!

Não vou bater na sua porta de joelhos
Prefiro me trancar na boca da noite
Engoli a ferida a seco e costurá-la no silêncio
Fazendo dos crepúsculos um acoite.

Nem que tenha que arrancar a língua
Me morder a carne na realidade crua
Eu não vou te pedir desculpas, "amorzinho".
Por que a culpa é (toda) sua!
 
O Culpado

Arranha-céu

 
Arranha-céu

Estou no topo do arranha-céu
Assistindo os orvalhos da manhã
salpicarem as nuvens verdes.
(Se eu tivesse asas, eu saltaria...)

Meu (amado) anjo da guarda
me esqueceu aqui em cima
E agora o que me resta dessa vida?
Além da minha lacrimosa tristeza
Inundando a amarga paisagem.

Mas quem sabe a chuva verde
Guarde a esperança do sol dourado
Nas folhas úmidas da árvore azul...
(Preciso acreditar na aquarela).

Meu anjo da guarda me esqueceu
no topo desse arranha-céu.
E agora eu sinto medo dos anjos
E dos amores imortais.

Eu tenho um coração quebrado
Como as estrelas-cadentes
que eu parti com estilingue.
Do que me adianta os sonhos?
Se apesar da “chuvaria” verde
A noite ainda é gelada.

Eu tenho um coração quebrado
E um barco de papel cinzento,
Se a chuva alcançar o arranha-céu
Eu vou embora nesse mar...

Eu não tenho medo da água-viva
Que vibra no azul marinho dos olhos,
São as nuvens que me assustam
Com seus desenhos de borboletas.
Mas aprendi a não temer as rosas
Pois elas se mostram com são.

... o que não está à vista dos olhos
É a maldade dos anjos azuis,
É o espinho dos girassóis.

Meu anjo da guarda me largou aqui
E eu tomei trauma das cores.

Não acredito mais na aquarela
E as folhas úmidas da árvore anil
Não serve de abrigo para os peixes.
A realidade não cede à fantasia.

... por isso matei minhas fadas essa manhã...
Depois de dormir aqui em cima,
Eu vi que tudo sempre foi cinzento
Como o meu barquinho de papel.

E agora percebo que esse asfalto
Tem a mesma cor do mar
Talvez se eu mergulhar nesse cinza
Eu encontre o sonhado alivio
Entre as pedras-conchas.

Meu anjo da guarda me abandonou
no topo desse arranha-céu.
E agora eu tenho medo de borboletas
...
 
Arranha-céu

Anja Negra

 
Anja Negra

O sol que não brilha se desfaz em tempestade
Nas noites sombrias feita em luzes de saudade
Havia as lágrimas cristalinas de uma anja negra

A tristeza que apagava as estrelas de aquarela
Manchava de cinza as pupilas da janela
E o silêncio a moldava num casulo de seda

Entre as sombras via-se instantes de sentimentos
Como as flores mortas que foram levadas pelos ventos
Ficando apenas vestígios dessa vida inexistente

Arrebenta a alma das mariposas no grito
A melancolia tornou seu céu encantado, maldito
Deixando apenas um vazio estridente.

***

Dueto: Helen e Michel F.
 
Anja Negra

A Melequenta

 
A Melequenta

Não dá para caçar coelho
Num mato sem cachorro
Eu tentei caçar com gato
Mas fiz papel de pato.

Eu entrei pelo cano
E saí pela torneira
O mundo é tão insano
Ás vezes dá tonteira.

Minha cabeça sempre dói
Quando começo a ouvir besteiras
Minha mamãe sempre me diz
Um bocado de asneiras:

- Minha filha, tem erva
que não é flor que se cheira.
Mas meu nariz só tem meleca
Minha boca é que é fumaceira.
 
A Melequenta