Poemas, frases e mensagens de Mark

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Mark

Encruzilhada

 
Bloqueado na encruzilhada
Opções, uma nova cartada
Possibilidades, incerteza na decisão
Receio da escolha em vão

Fantasmas do presente
Ignoram o futuro em mente
Sem o toque da sensibilidade
Repletos de segredos de vaidade

Afastando os demónios incompetentes
Procuro as direcções eficientes
As placas em branco, sem rumo
espelham a névoa; branco o fumo

Um passo em falso e tudo se perde
areias movediças aos meus pés verdes
algo palpável na névoa que cega
estrada comunicativa que sossega

Contemplo as placas brancas, sem rumo
No meio da névoa, do branco fumo
Avanço, um passo descarado
Afasto-me do presente desconfiado
 
Encruzilhada

Saudades

 
... não tenho saudades tuas, essas saudades são tuas e não me pertencem... tenho sim, saudades de ti!
 
Saudades

Sede

 
Bebi da água da tua alma,
Viciado na tua paixão de vida, sufoco...
Aquela gota de desejo que impede a minha respiração,
Que paralisa todos os meus sentidos,
Que me atira para o meio da escuridão,
Que cobre o meu céu de nuvens diluvianas.

Aquela simples gota que paira sobre o meu ser,
Aquela simples sensação que congela a minha vontade de continuar...
Sufoco, engasgo-me ao beber da tua alma,
Mas é impossível parar,
Preciso da tua paixão, da tua vida...
 
Sede

Bela Arte

 
Porque é a arte bela
apenas quando a rosa morre?

Porque se descreve a beleza
apenas quando as lágrimas caem?

Porque se vira a página
apenas porque se sonha?

Não podia a pintura ter um sorriso?
Não podiam as palavras brilhar ao sol?
Será a felicidade um espelho da Tristeza?

Eu escrevo porque o Sol desapareceu,
Eu pinto porque a rosa morreu,
um Soneto, uma lágrima de quem sou eu...

Mas se estiver feliz, o que faço?
 
Bela Arte

Transparência

 
O silêncio é a voz que aconselha o coração a libertar o esplendor dos segredos através das janelas dos olhos
 
Transparência

Porque Chove quando procuro o Sol?

 
Como sou eu a vida
que se desmoronou dentro de mim?
Não vejo senão janelas e paisagens longínquas
que embarcaram numa viagem
pelos meus maiores receios,
Uma viagem rendida aos meus meios
de uma vastidão imaculada
de asas partidas e ensinadas.

Como sou eu o calo de uma árvore
que tombou sob o sopro de Deus?
Ou serei eu o próprio sopro que tombou a árvore?
Sem raízes, cresceram e desapareceram
com as nuvens que entristeceram...
Pintadas de branco numa tela branca,
Tropeço nas minhas raízes
e lembro-me de como ainda existo
como uma sombra sem presença,
Infrutífera, desdenhosa e sem crença.

São nestes pedaços de papel onde escrevo,
onde gastei a tinta da caneta
que sempre me foi companheira,
Onde me viro para a chuva
que sempre veio quando procurei o Sol...
São nestes pedaços de papel onde me banho
nas águas divinas de mundo superior,
Gota a gota, a beber do sofrimento do céu,
O horizonte que chora a alma que se perdeu...

Peguei nas minhas asas ensinadas
e tentei voar sobre o mar,
Mas caí e afoguei-me no sonho de separar
a terra do ar,
E acabei por me enterrar
Na tristeza ainda por acabar,
Perdi-me no horizonte ainda a chorar...
 
Porque Chove quando procuro o Sol?

Terramoto

 
Com um estrondo,
o mundo decompondo
a vida, sobrepondo
o limiar tresloucado,
do Deus abastado,
de um povo sacrificado
pelos seus pecados
e dos sonhos sagrados
 
Terramoto

Outono

 
No pavor da queda das folhas da noite
O sabor das pétalas ressequidas
sobre eternos campos floridos.

Rastos de campos de terra batida
em rios desaguados das chuvas esguias
O verde refrescante trocado pelo castanho doentio

Escondidos sobre as asas negras do nosso abrigo,
Cegos ao esplendor dos céus zangados,
As lágrimas que perfazem o teatro fatigado.

Se ao menos nos revelássemos
entre Almas e Ruas cá dentro por achar,
Descobriríamos a tristeza do Mundo
em nossas lágrimas a acumular...
 
Outono

Big Brother

 
Na mente,
decadente,
do olhar demente...
estrategicamente
e internamente subscrito,
sob o olhar aflito
de um triste conflito.
Perda de identidade,
roubo de intimidade,
crime organizacional
da alma experimental.
A montanha monumental
de uma tortura mental,
sem questionar a liderança
de uma herança
sem balança,
no limiar da vingança!
Na mente,
decadente,
do olhar demente...
A mão conivente
que rasteja debilmente
sobre a palavra eloquente
cantada assiduamente.
Inexistência de moralidade,
no objectivo de futilidade,
acima da Divindade
de um mundo sem credulidade
e das chamas da irmandade.
Deserto de emoções
de cegas adulações
na inverosímil calmaria
acreditamos na Utopia
 
Big Brother

Ignorância

 
Eu já fui uma criança de África...

Eu já vi as chamas,
as labaredas do nosso sentimento;
A solução que a humanidade inflama
no incêndio do mundo sem entendimento.

Já vi as crianças de África,
Já vi a sua desolação;
Eu já fui uma criança de África
sem ter essa cotação!

Já vi os comerciantes de rua,
Sorridentes a impingir bens roubados,
Já vi o artista, malabarista que flutua
alegre, de bolso vazio e os polícias incomodados.

Já vi os mendigos mendigando,
Já sublinhei a sua tristeza dizendo não;
Já encontrei a sua pobreza m'enganando,
O sonho destroçado de alguns que vão.

Já vi os refugiados sob o desabrigo da chuva,
Almas mortas à espera de salvação;
Já vi, mas tenho a visão turva,
Coração palpita mas ignoro a sua condição!

Já fui uma criança de África
sem ter essa cotação...

Desculpem-me se já vi mas não sinto,
O frio dos outros não me preocupa
A minha alma está abrigada, não minto,
Olho apenas no ecrã o meu reflexo, peço desculpa...

Eu já vi as chamas,
as labaredas do nosso desentendimento;
A isolação que a humanidade inflama
no incêndio do mundo sem sentimento!
 
Ignorância

Não quero sonhar

 
Não quero sonhar,
A dor é uma realidade falsa,
uma aparição desaparecida
que insiste em assombrar.
Viro Lua no adeus ao Sol,
Pálida, fria, solitária
Triste e encantada
nas noites insanas...
Não quero sonhar,
Crio raízes de realidade
para impedir que se fechem as janelas
numa casa onde a solidão reina,
cada escada é uma melodiosa tortura
a cada passo profundo na escuridão.
Não quero sonhar,
Falsas expectativas que fazem desmoronar paredes,
Barreiras invisíveis da minha salvação.
A cada sopro de sanidade
Abandonam-me, desprotegendo-me
na nudez pura de toda a magnificência da tua beleza.
Não quero sonhar,
Não quero virar Lua nem dizer adeus ao Sol,
Não quero caminhar pelas escadas da minha casa
onde os muros há muito desmoronaram,
onde não existe nem saída nem entrada,
onde apenas tu existes como figura falsa,
como reflexo inexistente,
como aparição desaparecida...
Quero-te tocar,
quero-te chamar,
mas não ouves ou não queres chegar,
não me vês ou não existes,
és a dor da falsa realidade do meu sonho.
Quero-te tocar, não te quero sonhar!
 
Não quero sonhar

Ser

 
Sou a vida, sou a morte
Sou o tudo, sou o nada
Sou o sonho, sou a realidade
Sou a fantasia, sou a sanidade
Sou a ilusão que nasce na escuridão
Sou a luz que vive da integridade perdida em vão…
Sou o certo, sou o errado
Sou o paraíso, sou o inferno
Sou a alma, sou a pedra
Sou o rio, sou o oceano
Sou aquilo que existe que nos faz perder a razão
Sou a sombra que caminha por entre o esquecido como o vento do furacão
Sou o planeta, sou o universo
Sou a água, sou o deserto
Sou o sentimento, sou o gelo
Sou a lua, sou o sol
Sou o eco que vibra nas paredes da mente
Sou a voz que encanta e embala deliberadamente…

Serei eu amor?
 
Ser

A Nu...

 
O espaço vazio,
Distante, afélio.
Quase invisível, incolor,
Sem se notar a dor
sob o abrigo abafador

O espaço vazio,
Inquieto, cheiro a bafio.
Impaciente, escondido,
Socialmente suspendido,
Pessoalmente esquecido

O espaço vazio,
Abrigo fugidio.
A presença imponente
da tua figura adjacente
que me devora vorazmente

O espeço vazio,
desapareceu sem vestígio.
Agora cheio de resquícios
da verdade sem indícios
de esconderijo sem vícios

O véu levantou,
a nu, o corpo e alma escutou
a silenciosa voz que acalmou,
e o abrigo insensato que derrubou.

A voz que agora incendiou
um espelho de olhares destapados
sem véu, sem amarras ou sentimentos vedados.
Sem roupa, verdadeiro e só, perante ti...
 
A Nu...

Inércia

 
Adormeci sem ter acordado,
a olhar para o mundo vedado
intransponível para mim,
Aqui permaneço na inércia sem fim.
Sentado, parado no tempo,
A vida inteira passa por mim,
Pessoas caminham sem me ver,
Apenas sombras e vultos
impossíveis de entender...
Impossível de alcançar,
o Sonho que se virou doente
e a minha prisão envolvente
suspira num desespero sem par!
Acordei sem ter adormecido,
Cresci sem ter nascido...
Congelado no tempo, neste olhar
vou morrer sem ter vivido...
 
Inércia

Arcanjo

 
Não vivo neste mundo
Não sou senão tu que vives dentro de mim
Asas bem debruçadas
Lentamente transfigurado
Solitariamente incumbido na tristeza, envolvido...

Assolado,
pela pele agarrado
Preso nas sensações da falsa perfeição

Realidade
a tragédia mascarada
A vida evoluída sob um pretexto de mágoa

Eu paraliso...
Uma pegada na sombra, uma sombra na escuridão
Uma invisibilidade e o sangue que cai...
Não pertenço,
Devolvido de qualquer espectro,
Real ou fantasia, eterno ou finito
A pérola da mancha negra da Lua

Ele debruça-se sobre mim,
Cospe a alma e eu existo,
A invisibilidade e o sangue que cai...
A certeza e o muro que desmorona,
A simplicidade o o sorriso que morre...
A faca que trespassa a parede da demência
Vontade, mágoa, malvadez, suicídio
A queda, o desejo do sangue que cai
os olhos que se negam a fechar...

Não vivo neste mundo
Não sou senão tu que vives dentro de mim

Deus que realiza, que engana
Deus que se solta, que infama
Deus que vive na sombra do meu pecado
Na natureza e na morte que me guiam sobre o solo da tua insanidade...

Na polaridade negativa de energia cósmica
Não pertenço a ti,
Preso pela pele de mim,
pela alma
Rejubilo com a força de ti,
Ignoro a fraqueza de mim

Não vivo neste mundo
Não sou senão tu que vives dentro de mim

Inimigo de ti
Inimigo da humanidade
Força da verdade e do sangue que cai
Faca nos pulsos e os olhos que se negam a fechar
O sangue que cai...
Não vivo neste mundo
Não sou senão o Arcanjo que vive dentro de mim...
 
Arcanjo

Inacabado

 
Tentei fechar a janela mas o muro ruiu,
Tentei congelar a alma mas o coração separou,
Visto de fora sou o espirito inquieto
O tijolo que tombou a barreira do vazio

Uma barreira intransponível que prende a alma,
Levianamente o seu toque suave na pele
Desmascara a presença invisível com superior calma,
Divinamente sossegando o espírito assustado
Nas orlas brancas que antes foram dele...

Ao ver o reflexo, vejo o meu corpo inacabado
Desconhecendo a realidade alterada, vedada
Desaparecida em tempo jamais pensado.
As portas superiores abrem-se para o sossego eterno
E o passado inquieta-se sob as ondas do Oblívio

Olho para baixo, para os lençóis
Vejo a forma antes minha
Visto de fora sou o corpo quieto
A barreira tombada e a vida inacabada
 
Inacabado

Paraíso Caído

 
Dor,
Voador,
Sonhador,
Ardor do violino compensador
melodia que disfarça a negritude conquistadora.
Ama,
Triste Panorama,
Épico Drama,
O olhar e a chama
que incendeia o Mundo que proclama.
Nos teus olhos
perco os versos,
os sonhos,
os abafos que encorajam à queda,
à cidade que degreda
e às queimaduras da labareda.
Triste destino,
culpado o assassino
de sensações endócrinas,
A moldura que abomino,
o Homem clandestino...
O puro corroído
e o Paraíso Caído...
 
Paraíso Caído

Tempo perdido

 
Perdi o tempo,
Perdi as horas que foram,
As horas que se enterraram na pele.

Perdi-me na encruzilhada dos ponteiros
sem descortinar minutos das horas
com os segundos a flutuar por mim.

Que lugar é este?
Afogado em águas estagnadas,
As ondas encontram casa por outras areias.

As mãos escorregadias de sonhos alterados
sou incapaz de me agarrar ao leme
e de conduzir a vida... congelo...

Perdi o tempo, as horas...
Enterraram-se na pele e congelaram,
Olhei o mundo lá fora e chorei
pelos momentos que já passaram...
 
Tempo perdido

Segredo

 
ssshhh... Não fales,
o segredo que assopras ao meu ouvido
é meu e de mais ninguém!
A minha alma agarra o teu suspiro
e prende-o na câmara escura, esquecida,
nas paredes únicas do nosso entendimento.

O segredo que se reflecte nos teus olhos
direcciona-se apenas ao meu ser,
o meu coração respira-o, sente-o
e sente a dor de tanta beleza pura...

De tanta inocência acumulada,
rimos e choramos juntos como crianças.
Crianças numa praia à beira-mar
com os pés envoltos nas ondas
estilhaçadas na calmaria das pegadas desertas.
 
Segredo

Poema Épico Celestial

 
Minha alma, meu Anjo,
Sob as asas de Gabriel eu esbanjo
a minha forma sem forma; desaparecendo
sobre os homens escurecendo
o caminho iluminado, obtendo
a esperança de um ser sem norma

Meu guerreiro, meu Arcanjo,
Com a espada ardente eu abranjo
o mundo nas minhas costas com um grito,
uma vitória épica, não um mito
Na batalha infernal de poder
A Humanidade de asas a erguer

Meu jardim, meu Principado
A seta no meu coração espetado,
perda do amor na moldura desvanecida,
As lágrimas na tristeza da despedida,
O sol aquecendo a sensação enfraquecida.
Meu Haniel de pétalas desabrochadas

Meu sorriso, minha Virtude,
O toque de Raphael, a sua saúde
Orientador da cura divina,
A presença de Deus na pura medicina.
Sarar às chamas do Homem em ruína,
O sorriso interno da tua magnitude

Minha segurança, minha Potência
Sei que jamais mostrarás a tua ausência
Protecção contra o poder maligno,
Valor, moral, sopro indigno.
Kamael, disciplinador condigno,
Veracidade irreal da minha consciência

Minha batalha, minhas Dominações
O canto épico das minhas inspirações
Vasto e perigoso o demónio interior,
Sobre as ondas do vil corruptor,
Alma que é Réu do divino corrector,
Constante guerra com os corruptos corações

Minha possibilidade, meu Trono
Nas minhas mãos o futuro que visiono,
Anjo que junta as partículas em separação,
Aclamar ao sentido de união
Do senhor, a superior protecção
O assento que todo o ser ambiciona

Meu conhecimento, meu Querubim
Sabedoria no centro do mundo em frenesim,
Impetuosidade liberta no caos universal,
Originalidade de um mundo ideal
Raziel, guardião do conhecimento sensacional
e da Humanidade no caótico festim

Minha pureza, meu Serafim
Meu ser de corpo de cetim
A força universal da criação,
Esplendor das estrelas na tua mão
Alto, alto, o sol e lua contigo brilharão,
Uma leve brisa lustrosa no mais divino jardim
 
Poema Épico Celestial