Poemas, frases e mensagens de Chó

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Chó

Jogos de palavras

 
Não sou idiota.
Antes o fosse...
Antes o fosse e faria jogos de palavras contigo,
Alterava o sentido das coisas,
Quebrava as regras,
Mudava tudo...

E se idiota fosse,
Tudo teria mudado.
Os sentidos,
As regras,
Tudo!
Mas nada mudou...
(Ou mudou?)
 
Jogos de palavras

Ampulheta

 
Dizem que o tempo é o melhor amigo
De todos aqueles que de amor têm sofrido,
É o grande agente do esquecimento,
O apaziguador do sofrimento.

Aquecendo um coração esquecido
Nasce o sol todo o dia com ardor,
Mesmo não tendo merecido,
Teve o melhor do nosso amor.

Agora apenas a revolta está presente,
Para esse tal que sofreu,
O tempo tudo curará brevemente
Essa raiva que não desapareceu.

Vira esse objecto intrigante,
Aquele a que vida chamas...
Cabeça levantada e força avante,
Não deixes ninguém ver essas lágrimas!
Que derramas...
 
Ampulheta

Eu acredito... mas ela não!

 
Só queria acreditar em nós
Agarrados, abraçados, entrelaçados!

Só queria acreditar, acreditar, acreditar...
Porquê? Era a causa dos todos os problemas,
Aquilo que sempre quiseste, o que sempre sonhaste...
Mas também o que sempre desperdiçaste!
Não me arrependo da escolha feita
(Ao contrário dela!)
Nunca ligaste a boca ao cérebro
E me perguntaste o quanto fizeste para me sentir bem!
(E tanto queria essa imagem na minha tela...)

Foi uma guerra interior
(E as linhas que escrevo são sobre quem não quero escrever mais!)
Mas ainda hoje sinto aquele calor,
Por ser tão difícil amar
Um ser que nem um desejo sabia guardar!

Acreditei e acabei desolado,
Completamente destroçado!
(Entretanto renasci mais forte...)
Nunca antes, nunca depois!
Mas para a eternidade ficará essa imagem...
(A de nós os dois!)
 
Eu acredito... mas ela não!

Poeta louco

 
Chamam-me louco por ser poeta,
Maluco por andar à descoberta,
Um incompreendido na sua meta!

Sou aquele que escreve sem sentir,
O que usa a camuflagem para se abstrair
Daquela vida que ainda está por definir.

Por vezes dou por mim a pensar:
"O que seria de mim sem cultivar
O vício da escrita que não pára de aumentar?"

E só uma resposta consigo obter,
Mas certamente em segredo a vou manter
Com medo do "bichinho" perder!
 
Poeta louco

Quero ser diferente!

 
Ser diferente, qual o problema?
Algum dia irá haver sábia resposta
Para tal dilema?

Desprezável é o que ri do diferente
Com a sua preconceituosa mente,
Porque não poderá alguém inovar
Quando a tendência é copiar?

É melhor ser odiado,
Do que uma vida atormentado
Se para receber amor
Implicar ser actor.

Ainda quero ser diferente,
Quero alterar esta filosofia
Mas serei forte o suficiente
Para mudar isto? Quem sabe um dia...
 
Quero ser diferente!

Vida de Adolescente

 
Ó miserável adolescente,
Vida por vezes deprimente
Decisões importantes começar a tomar
Para a tua longa caminhada continuar.

Por vezes precisas de gritar,
Precisas de te soltar,
Dispensas toda a pressão
Que te colocam na palma da mão

Ó miserável adolescente,
Ter uma vida normal
E em que sejas independente
Não passa de um pensamento banal.

Pensamento esse que tem a sua veracidade
Mas que nem todos dão louvor,
Ó fruto da mocidade,
Mostra-lhes o teu valor!

Esta coisa do ser adolescente
Tem muito que se lhe diga,
Coitado deste pobre inocente
E da sua miserável vida.
 
Vida de Adolescente

Anarquia interior

 
em regras,
Sem autoridade,
Sem leis,
Sem individualidade.

Sem organização,
Sem obrigações,
Sem poder,
Sem preocupações.

Sem saída,
Sem oportunidade,
Sem nada mais a fazer...

...adeus Sociedade.
 
Anarquia interior

Untitled

 
Aquele tipo continuava a funcionar como a minha própria consciência, uma espécie de voz dentro de mim que - supostamente - deveria ser uma ajuda para a tomada de decisões ao longo deste tempo todo. Ao contrário do que esperei, apenas funcionou como um mecanismo que só servia para causar confusão, até nos assuntos mais básicos… Chamava-se Coração.
Era ele que mandava em mim desde que a vi, a rapariga que desde logo me chamou à atenção não só pelo seu aspecto físico, como também pela forma como encarava a vida e pelo modo como tratava a sua grande amiga Integridade. Era esta a sua companheira de sempre, aquela que nunca a deixou transformar-se no estereótipo da actual juventude, a amiga que a podia e devia fazê-la sentir-se especial.
Havia também outro indivíduo, mas este não tinha uma função tão boa. Aliás, era por sua causa que nem sempre o Coração estava bem e que a Integridade várias vezes ficava doente. O seu nome era Ciúme e, apesar de todos os aspectos negativos, era de tal forma necessário que a sua existência devia ser obrigatória para uma boa união entre Coração, Integridade e a última grande característica do que nos unia: Confiança.
Pois bem, esta última era aquela que nos mantinha sempre unidos, ou pelo menos nos fazia sentir-nos como um só quando estávamos juntos. Era a Confiança que permitia uma perfeita sintonia entre aquilo que o Coração sentia, o dom da Integridade e a presença saudável do habitual Ciúme. No entanto, a junção destes quatro amigos tinha um nome estranho: Amor. Portanto, só pode ser este amigo que me une a ela…
 
Untitled

Abutres I

 
Amigos?
Seriam eles se não estivem a fumar uns cigarros,
Bem sabem que são os causadores do meu mau estado!

Amigos?
Seriam eles se não afogassem as mágoas em algo que tanto mal me fez,
Deveriam desprezá-lo visceralmente!

Hoje sei quem eles realmente são e como estão:
Batendo o pé... impacientes.
Todos esperam a minha morte,
Vendo quem ganhará o quê com ela!

Amigos? Bando de abutres, é o que eles são...
 
Abutres I

Carta para ninguém

 
"Algures, aos tantos dias dum mês qualquer dum determinado ano

Até um dia...

Sei que é estranho começar uma carta com uma expressão típica de despedida pode parecer estranho, mas foi a única forma encontrada pela minha pessoa para demonstrar aquilo que tenho sentido senti.
Mas queres saber uma coisa ainda mais invulgar? Sempre Nunca soube aquilo que senti de forma verdadeira, no entanto, tive sempre a tendência de esconde-lo e nunca o divulgar. Talvez por essa razão tenha sido tão difícil fácil esquecer tudo o que se passou apesar das poucas vezes que Tudo aconteceu. Por isso, nada melhor começar esta carta com uma saudação despedida.
É difícil acreditar que Tudo acabou com Nada, mas ainda bem que assim foi e ainda bem que isto aconteceu pois, apesar de ter sido mais uma vez derrotado pela vitorioso sobre a vida, esta deu-me mais uma daquelas dolorosas sábias lições.
E, como não quero sofrer mais com algo que já esqueci, de ti não me despeço daquele modo tão cliché, mas com um pouco comum...
Olá!

Alguém Ninguém interessado em que leias este pedaço de texto
 
Carta para ninguém

Despido

 
O mundo corre.
Mais despido a cada volta em torno de si mesmo e de tudo o resto.
Mais só. Mais pobre. Mais frio. Mais nu.
O mundo corre. Cada vez menos.
O mundo fez juras e promessas. O mundo deixou assente que ia fazer, que ia tentar, que ia conseguir.
Frases ocas das quais se despiu assim que abriu os olhos no amanhecer seguinte.
Viu-se amparado pelo céu imenso, pelas próprias estrelas.
Enganado estava o céu quando pensou que o mundo vestiria de novo todas as juras que esquecera.
Enganadas estavam as estrelas quando pensaram que o mundo pediria o seu brilho todas as noites.
Enganado estava o mundo quando se despiu do céu e das estrelas.
 
Despido

Noite de Fevereiro

 
Noite chuvosa e fria,
Estrada molhada, deserta, escorregadia.

O rádio tocava o que querias escutar,
A tua boca falava as palavras que queria ouvir,
O momento... ah, tão bom para não aproveitar!
Quero... Quero-o repetir!

Pecados contados no banco direito,
Memórias divulgadas no assento do condutor,
Frases que me deixaram sem jeito,
Palavras com um efeito apaziguador.

A tristeza tomou conta de mim,
Como se tratasse de um nevoeiro,
E com um beijo colocaste um fim
Àquela mágica noite de Fevereiro.
 
Noite de Fevereiro

O sorriso

 
De tão profunda que foi a mudança,
Nada se guardou e tudo se perdeu,
Resta-me aquela utópica lembrança,
Aquela do sorriso que pensava ser meu.

Com a mudança ficou preso no passado,
E não fui só eu quem mudou,
Mas nem do sofrimento fui poupado,
Pois fazes parte daquilo que sou.

Carrego comigo aquele sofrimento descomunal,
Que já senti outrora,
Agora tudo não passa do pensamento banal,
"Com o tempo tudo melhora!"

Mas serei aquele que mais sofreu?
Sim! E tudo porque pensava que o motivo do teu sorriso era eu!
 
O sorriso

Vulto

 
Vulto
 
Um habitual formigueiro toma conta da minha mão. Completamente desligada do meu ser, não conseguia fazer parte de mim naquele momento, era uma mão morta. Mão essa que precisava de bater à tua porta, mas sem forças tal era impossível, tanto que alguém a abriu e daí um vulto surgiu...

Vulto que deixaste a tua marca, vulto de forma perfeitamente definida, mas acima de tudo um vulto escuro. Que seria aquele "vulto"? E eis que sinto que vai soltar algumas palavras... Solta... Solta... "Deixa esta porta aberta!", segredava-me ele ao ouvido, enquanto me interrogava agora sobre que porta se referia aquela figura encantadora...

Figura encantadora? Torna-me-ia agora um ser reles que viveria subjugado às palavras de uma sombra forte e escura? Mas ela teimava em continuar a perseguir-me e eis que uma estranha sensação de alegria e raiva me invade a alma... Ora raivoso, ora radiante... Os olhos encheram-se imediatamente de raiva, não uma qualquer... Sentia aquela raiva, de quem tinha consciência que estava a ser enganado e que se tratava de uma “canção de embalar”, que me adormeceria até ao sono da perdição!

Começava a encaixar todas as peças que o vulto me tinha dado, mas era tarde demais quando cheguei à conclusão, que era mais um vulto que me levaria até ao sono da perdição. E assim o vi desaparecer...
 
Vulto

Puxa o gatilho!

 
Puxa o gatilho!
 
Com a voz demasiado rouca
Ainda conseguia implorar,
Que aquele não fosse o único destino,
Que alguém o viesse salvar.

De arma apontada ao peito,
E com os joelhos a fraquejar,
Aquela era a única solução
Para com o tormento terminar.

Puxando daquela substância branca,
Rapidamente tudo deixou de ouvir
E puxando do gatilho...
Oh, aquela dor que mal se fez sentir!

Estava tudo acabado,
A dor e o sofrimento
E enquanto que por cá andou
A todos deixou o seu testamento...

Obs: Escrito em homenagem a um dos que mais me inspirou até hoje, o já falecido vocalista dos Nirvana, Kurt Cobain.
 
Puxa o gatilho!

Mundo em mudança

 
Os dias ficam mais curtos,
As noites cada vez mais frias,
A esperança vai-se desvanecendo
E com ela aquilo que sentias.

Os pensamentos surgiram,
As dúvidas também,
Mas o mundo não pára de crescer
Para os que incertezas não têm!

Os dias tornam-se longos
E as noites ganham cheiro,
Finalmente concretizei o sonho
De ser o teu barqueiro.

A minha boca queria falar
Com o pensamento bastante barulhento,
Eu queria falar... falar...
Oh, o pensamento...
 
Mundo em mudança

Falsa Certeza

 
Não me consigo sentir melhor,
Quando estou vagueando por aí,
Nem mesmo quando estou escrevendo,
Sobre o que nunca senti.

Então falaremos sobre nós no além,
Esqueçamos o amor que nunca sentimos,
E façamos de conta que tudo está bem
Ao contar uma piada com a qual nos rimos.

Quero sair de cena,
Acabar com este encontro arranjado,
Sem qualquer ressentimento, sem pena,
E sem a como sensação de azarado.

Sim, sou um azarado por natureza,
Sou como os dias que preferes ignorar,
Mas um dia terei a grande certeza
De que me chegaste a amar!

Após muito tempo fora devido a uma crise de inspiração, consegui escrever este pequeno poema que nem acho que seja dos melhores para estar aqui. Ainda assim, estou aberto a qualquer tipo de feedback.
 
Falsa Certeza

Amor Imperfeito - Parte I

 
Imperfeito.
Era o que aquele amor era,
Eras a presa, eu a fera,
Era tudo o que querias que fosse,
Momentos tivemos, do mais amargo ao mais doce,
Mas não passaram disso mesmo... Momentos...

Querias que fosse o teu Sol?
Eu era...
A tua Lua?
Sem qualquer tipo de espera...

Onde falhou toda esta conexão?
Onde começou a discórdia no seio da paixão?
A rebeldia, a irreverência,
Todos construíram esta deprimência.
 
Amor Imperfeito - Parte I

Luta, revolta, intervenção!

 
Avante camarada!

Segue em frente, luta, não desistas!
Contra tudo, todos, todas as coisas,
Até as mais insignificantes,
Batalha com todas as forças, usa todo o poder:
o da escrita, o das palavras,
o dos actos, o de acreditar!

Acreditemos todos que isto vai mudar,
Esforço, dedicação, trabalho:
Palavras de ordem no meio da desordem,
Palavras que querem impor...
Querem impor respeito, autoridade,
Organizar de novo a sociedade!
 
Luta, revolta, intervenção!

Amo-te

 
Palavra mais banalizada,
Mais comum, mais desgastada,
Palavra vulgarmente utilizada
Até na situação mais inesperada,
Propositadamente usada,
Sem sentido, sem nada,
E assim se dá por terminada
A típica conversa entre namorado e namorada,
Com aquela palavra tão mal aplicada
Com a qual nenhuma pessoa fica admirada,
Pelo contrário aterrorizada,
De tão mal que é empregada.
 
Amo-te