Poemas, frases e mensagens de Wiscat

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Wiscat

Vendo as minhas telas e desenhos!!! quem estiver interessado e morar perto de Braga, por favor contacte-me!!!

Agora também em Vila Real

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Lídia? Alguém…? Qualquer um…

 
É triste,
Quanto o mundo me sufoca.
Sinto-me mil metades
Nenhuma bem aproveitada…
Sinto-me verdade
Que finda revogada.
Pudera ser os outros.
Pudera não dar…
Só tirar….
Pudera não ser como sou…
Ter motivos para sorrir,
Que os meus o mundo levou.

Sou tão pouco
Que caibo num abraço…
(Mas não…)
Pudera haver espaço
Para mim em corações alheios.
Mas estes fadados enleios
Não me dizem nada…
Sou triste ser esfanicado
Que viveu triste
Morreu agoniado
E agora é nada…
Pudera não ser uma alma parada
A ver o rio passar…

Lídia! Vem sentar-te a meu lado!
Ver o passar do rio lento
Vem ver Lídia…
Porque só não aguento…
 
Lídia? Alguém…? Qualquer um…

Para os que me viram ir

 
Eu pertenço às sombras…
Nunca de lá devia ter saído
Nas sombras não vejo o mundo
Que me rodeia
E posso fazê-lo como quero!
Aqui… o mundo é mau.
É mau para mim
Faz-me ansiar pelo fim
E às vezes quase que me penso
Antecipando o destino
Que todos partilhamos!
Mas o bom senso
Não deixa, isso e a memória
Dos que já não vejo.
Tenho o desejo
Estúpido de ser como todos
Não ter de tolerar piadas
Ter alguém ao meu lado
Que esteja lá para mim.
Mas isso que houve foi no passado
Agora só há dor
E o arrependimento
De ter saído das sombras…
Sinto a vossa falta
Minhas pombas,
Anseio pela malta
(Hei!!!!!)
Desejo o passado que não volta
Porque o presente não presta
Desejo-vos a todos
Junto de mim e em festa.

Tenho pena de estar longe
Tenho saudades dos meus
Dos cristãos e dos ateus
Tenho a pena nas mãos
E escrevo com sangue salgado
É o sangue das feridas
Que eles abriram
Misturado com as lágrimas
Que fizeram correr
São os motivos para desejar morrer
Mas depois penso…
E eles?
E tudo se torna mais fácil
Porque o passado já passou
Mas pelo menos
Vocês ainda existem
Gentes que o meu ser amou
E que no meu poço persistem …

Hei!!!!! Ritinha Maria! Ana Catarina! Mariana! Afonso! Hugo! Catarina (bixana) ! João Paulo (e o seu casaco)! André Bacelar! Franqueira!!! ... são tantos que nem me lembro! O Miro! (amigo da física que odeia poesia) Conto com todos os que adoro mas que agora estão longe... O que me mantém neste mundo é a vossa presença nele... Ai de vocês se ousam fugir! Porque quem vai de vez sou eu e levo os canudos comigo!!!
 
Para os que me viram ir

Recado aos vivos

 
Dai de mim ao demo as cortesias
Por maravilhosa passagem esta
Dai de mim à Morte as alegrias
Pois tão cedo não me junto à sua festa.

Sou morta e estava morta
Mesmo antes de nascer
Por isso não vivo nem morro
Nem posso eu perecer.
Então, dai ao demo a mensagem
Que tão cedo não o vejo
Dai de mim à Morte saudades
Pois com ela eu não festejo.

Mas… Se fores a deus
Dai-lhe minhas condolências,
Pois, fez ele o mundo em 3 dias
E sem riscos ou penitências
Sem se quer ser divino
O Homem esfanica o mundo
Como quem desmembra um menino.

[Série 03]
 
Recado aos vivos

Tentar ser feliz e ver só desespero

 
Encerro em mim
Memórias de uma noite negra
Que me afasta das parcas
Alegrias do mundo em redor
Pudera nessas usar facas
Matando memórias com o sabor
De uma vingança a sangue.

Mas as memórias não se matam
Só as leva o tempo
E este demora a apagar as dores
Provocadas pelos calores
De uma noite infernal.

Onde está a minha corda de vontades?
Para eu me poder matar…
Onde estão as igualdades do mundo
Para eu poder ir ao fundo
Com relativa placidez…

Digo adeus… “Adeus”
Digo nunca… “Nunca mais”
Digo que os dias meus
Verão os seus propícios finais
Digo que esses tais
Deixarão de ser dia,
Pois para mim a escuridão avança
E o meu ser dança
Alegre, ansioso pelas trevas…
Porque então serei só eu
Sem ninguém para me chagar…
E o mundo será só meu…
O meu mundo de sonhos…
 
Tentar ser feliz e ver só desespero

Portugal…quem enganas Portugal?

 
Se na vida serve-me nada e nada parece chegar
Então sou alma parada que não anda nem deixa andar.
Porque… se não se move a alma! Não o fará o corpo
E se dizem que há que ter calma, eu digo: “esta tudo morto”.

Está morto este país, pátria que me viu nascer
Pátria que é infeliz, nação que anda a sofrer!
Que anda nas bocas do mundo por todas as más razões
E são só palavras ocas as que enchem corações.

Eu sonhei acordada, com uma nação gloriosa
Mas esta nação parada é de laia desditosa!
Quem vive olhando o passado não pode olhar para a frente
Quem não se diz parado sabe-o melhor em sua mente!

Quem pensas enganar, oh pátria mal acabada?
Eu continuo a sonhar e tu continuas parada…

http://wiscatafeiticeira.blogspot.com/
 
Portugal…quem enganas Portugal?

O medo além morte

 
Tenho medo…
Tanto que nem me ouso mexer,

Tenho medo de ser derrubada
Numa batalha qualquer…
Tenho medo de não ser amada
E de saber que ninguém me quer.

É o ódio, é o medo…
É o que me faz andar
E contar-vos-ei um segredo
Já não consigo parar…

Já fugi de tantas vidas
Já fugi de tanta gente…
Agora que já cai
Tu parece diferente.

Nada disto faz sentido…
Já vendi a minha vida
Tudo parece vazio
Eu sei que estou perdida…

Agora fiquei só com a dor
Com o ódio e o medo
Far-me-ás um favor
Torna-me um ser mais ledo!

É o ódio, é o medo
É o que me faz andar
Se alguém me ama em segredo
Não consigo acreditar!

Já fugir de tantas vidas
Já fugir de tanta gente
Agora que não há mentiras
Eu posso seguir em frente…

A minha vida foi curta
Nunca mais acaba a minha morte
E se eu já perdi a luta
Não te quero a mesma sorte!

Aprende com o que te digo
Não vendas a tua vida
Porque ela não é um castigo
Nem uma luta perdida.

É o ódio, é o medo
É o que me faz andar
E vou te contar um segredo
Já não consigo parar…
Já fugir de tantas vidas
Já fugir de tanta gente
Sabendo que nunca vivi
Tudo parece diferente.
 
O medo além morte

O verdadeiro amor

 
O verdadeiro amor…
Será que existe?
Eles dizem tê-lo visto
Por isso não desisto
Até o encontrar!
Mas será verdade?
Não será mais uma lenda?
Algumas lendas são verdadeiras
Mas será esta uma realidade?
Ou terei dedicado a minha vida
A uma estulta busca?

Sinto que procuro um fantasma
Um espectro errante!
Pois toda a gente fala nele…
Mas poucos parecem tê-lo visto.
É tudo um sonho distante
Que me faz pensar:
Se calhar não é coisa que se busque
Mas sim que se ache por acaso. - Wiscat
 
O verdadeiro amor

Portugal, triste, só e magoado

 
Porque é que vejo este país
Apontando o chão com o nariz
Com a cabeça pendente de mágoa?
Porque lhe sai dos olhos água
Que nem lhe lava a alma?

Porque vejo o Portugal
Que é feito do passado
Porque te vejo tão mal
Tão só e magoado…?

Porque tenho olhos na cara,
E porque levanto a cabeça,
E olho para o céu
Desejando, cegamente,
Que o pior não aconteça.

E o céu é tão grande
Como o mar que conquistamos
Mas que o nosso fado mande
Que na mágoa nos percamos…
Avançamos levemente
Para a nossa sepultura
Guiados pela serpente
Que nas trevas nos murmura…
Dá-nos mentiras a comer
E faz-se cumprir o fado
Portugal que vais morrer
Triste, só e magoado…

se alguém não conseguiu entender a serpente é o nosso primeiro
 
Portugal, triste, só e magoado

O Meu Dragão

 
O Meu Dragão
 
Recortado no céu azul
Plana uma besta enorme,
Que lentamente consome
O brilho do sol.
Longas assas estendem-se
Nos céus…
Os guerreiros rendem-se
Perante sua beleza
E sabedoria.
Sua ousada destreza
A cortar os ventos
Ilumina os olhos
Das crianças…
Suas escamas são
Delicados folhos
Mas impenetráveis escudos.
Seus olhos são mudos
Mas contam histórias
De cem vidas
Com mil memórias.
Seu rugido penetrante
Perturba a mais impassível
Das almas!
E é com esta temível canção
Que levanto a cabeça
E vejo no cavalete
O meu dragão… - Wiscat
 
O Meu Dragão

Desabafo

 
Desabafo
 
Odeio as gentes que o mundo pariu e odeio o mundo por me ter parido com elas...
 
Desabafo

Inocentes Combatentes

 
Inocentes Combatentes
 
Caminho pelas ruas
Das vossas cidades
E lamento as cruas
E desnecessárias mortes
Que descambam no ventre
Do mundo. Fortes
Os inocentes se aguentam
Não prosperam nem se acalentam,
Mas seguem inabaláveis
Pelo mundo
Caindo uns após outro
Em guerras desnecessárias.
Armadas crianças párias
Igualam as hostes inimigas
E caiam inertes
Levadas por mil fadigas
Ou por uma bomba
Que teve a sorte ou o azar
De encontrar o inimigo
Que nunca chegou a ser ameaça.
Sóbrios e sem graça
Os inocentes tombam
Desnecessariamente… - Wiscat
 
Inocentes Combatentes

Ouvi! Que os mortos vos falam – Quem são os mortos?

 
Ouvi! Que os mortos vos falam – Quem são os mortos?

Senhores, está na hora de ouvires de novo aquilo que mortos têm para dizer. Vos vejo sentados de cabeças nas mãos, tombados pelo desespero, desejando o destino que me foi dado. Saibam que a ninguém desejo tal fado. Mas sejamos verdadeiros, os enleios dos outros são sempre melhores que os vossos. E desejar o que não se tem está na vossa natureza.
Mas quem somo nós? Os mortos que caminham entre vós que tanto somos invejados sem entender porquê… Somos corpos despidos de alma que a culpa comeu. Somos pêndulos perpétuos na berma do abismo interdito.
Somos os que não nutrem afectos por nada. Sentimos a pena e sentimos a dor, não compreendemos a alegria dos que correm por amor. Se algum dia gostamos de algo esse dia já se foi.
Não nos ligamos. Nem no amor nem no ódio. Inventamos rotinas para não termos de vos ver, todos os dias, a andarem para frente enquanto nós damos uma volta para nos acharmos de novo no mesmo sítio. Fingimos conversas e sorrisos pois a vossa tristeza incomoda. Adaptamo-nos às vossas necessidades. E às vezes não percebemos os vossos limites… Mas aceitamos.
Não julgamos. Um morto olha para alguém e sem esforço se vê na pele dessa entidade, sem esforço a perdoa, sem medo a aceita… E há uma culpa qualquer que está lá e que incomoda quando não fazemos isto. A culpa que nos comeu a alma mas que ficou por lá… A consciência do morto é a mais pesada pois não é consciente por ele mas sim por todos os que nos rodeiam.
Vós tendes grandes problemas, o amor que vos consome, o ódio que vos tenta, a dor que vos desespera… Mas não é a quantidade de problemas que nos separa uns dos outros, nem tão pouco a gravidade dos mesmos.
É o facto de nós aceitarmos os nossos problemas e as nossas agonias como parte de nós… Vocês recusam-se a aceita-los e perdem o pouco tempo que têm a lutar contra eles.

Uma Morta
 
Ouvi! Que os mortos vos falam – Quem são os mortos?

O poeta

 
Um poeta é uma pessoa como as outras só não tem medo de escrever aquilo que os outros não ousam pensar.
 
O poeta

Aos carrascos dos poetas

 
Cegueira a vossa,
Que ousa decapitar
As mais belas gargantas,
Que cantam beleza
Em cada verso.
E vós, com dureza
Nos ouvidos,
Na mente,
No ser…
Reles carrascos de versos lidos
Cabisbaixos e de olhos escondidos
Cingem de vermelho
As linhas da verdade,
Vermelho sangue
Sangue de poetas.
Seres que deram sua lealdade
À língua que os alimenta
E ao povo que os atormenta.
Seres que de forma indignamente discreta
Morreram com a pena nas mãos
Sonhando com versos
Que só à morte cantariam. – (Wiscat ^..^)
 
Aos carrascos dos poetas

O quadro da sociedade

 
Que se danem esses que de mim nada querem saber, nem de mim nem dos outros! Oh… eles! Esses, reis auto-proclamados, que fingem interesse nos súbditos para que não se levantem contra eles em fúrias. Sentados em tronos de trapos ostentando na cabeça coroas da mais pura cartolina! Nobres aos olhos de um espelho sujo, arrastam atrás de sim um manto de serapilheira singela!
AH-AH! Que triste figura a deles. Mas e os outros? O povo dos falsos reis? Esses não têm problemas em seguir debitadas leis e fingir-se interessados porque é sabido pelas corujas que aqueles que sonham liderar não têm problemas em acatar leis.
E nós, meus amigos? E vós? O que sois neste mal concebido quadro? Sois cavaleiros nobres em cavalos brancos de ouro artilhados? Sois damas imperturbáveis fieis a princípios pelo coração divulgados? Sois guerreiros que lutam contra a injustiça?
Nobre figura a vossa… mas triste, pois os vossos esforços caiem em charcos e as vossas palavras são escutadas por surdos.
E eu? Não decoro a cabeça com coroas de cartolina, não lanço palavras inflamadas contra falsos reis! Sigo os líderes sonhando liderar? Também não... Sou todas essas coisas e sou nenhuma!
 
O quadro da sociedade

A muralha

 
Mandarei levantar a muralha mais alta.
Mandarei que nela não se façam portas
E que não se incluam janelas.
Mandarei levantar uma besta intransponível
Que inibirá o mais temível
Dos corações ousados!
Não deixarei ver profanados
Meus alicerces sonhadores
Não deixarei ver meus sonhos caçados
Por execráveis caçadores!

A muralha beijará as nuvens,
Nem mesmo os pássaros a poderão transpor.
A muralha velará secretamente
Um vulto sombrio.
Que nenhum ser prudente
Se atreverá a perturbar.
Mas a prudência, já não é coisa deste mundo,
Vós, cavaleiros que buscam renome,
Importunam a fera sombria.
Com uma tal folia
Que não parecem perceber!
Meu coração só quer paz
Como nasceu ele quer morrer!
Deixai as minhas sombras em repouso
Deixai-as viver em paz!
Que mal vos fiz eu?
Que mal vos firam elas?
Vós apareceis espicaçando
A tristeza dos meus versos!
Depois partis voando
Como cisnes dispersos…
Deixando o meu coração despedaçado
Em fanicos esmorecidos!

Por isso
Para que tal acto não mais a aconteça
Que a grande muralha apreça
E me separe do mundo
Talvez fique só mas, ao menos,
A minha poesia fará mais sentido. - Wiscat
 
A muralha

Destino intredito

 
Havia um gato empoleirado
Na cadeira ao pé da porta
Empoleirado estava o gato
E a cadeira estava torta.

Tem a penugem cor de trevas
Os olhos cor de zarcão
Empoleirada está na cadeira
Sem sombra de compaixão.

Uma névoa tenebrosa
Em torno da cadeira dança
Espirais de uma cor mimosa,
Agoiros de uma matança.

O gato está empoleirado
Na cadeira ao pé da porta
Silencioso se mostra
No alto da peça torta.

“Gato negro cor de trevas” disse eu
“Empoleirado na cadeira,
Nessa cadeira torta,
Que se queda ao pé da porta”

“Deixa-me atravessar essa porta
Ao pé dessa cadeira torta.
Encontrar o desconhecido
É o que anseia o meu ser.”

Disse eu ao gato, sem querer saber.
“Nunca, nunca passarás”
Disse o gato em tom fugaz.
Sem tempo que fosse a perder.

“Gato de olhos zarcão
Sacia o meu coração
E dá-me esse destino interdito!”
Disse eu ao gato do mito.

Mito pois era tal esfinge aterradora
Que Édipo conseguiu vencer.
Mas o gato não lança enigmas
Só agoiros sobre morrer.

“Nunca, nunca passarás”
Miou a besta aturdindo a paz.
A porta ficava fechada
E o meu coração sagrava.

Queria, o que ter, não podia
E o gato já nem respondia
Quedava-se ao pé da porta
Que para mim nunca abriria.

Acabei por me ir embora,
Parti sem demora!
Pois o destino me era interdito,
Parti com o coração aflito.

Deixei o gato cor de trevas
Sentado no seu trono torto,
E nem que se passem cem anos
O gato ficará morto. - Wiscat
 
Destino intredito

Prisão sem fim

 
Senhora coisas tais as do mundo louco.
Falta tanto… mas tão pouco
Tenho eu para dizer…
Cuido que chegará a hora de morrer
Mas a Dama passa por mim
Dizendo: ainda não…
E vejo-me numa espiral sem fim
Sinto-me só e sem coração!

Oh! Prados agónicos intermináveis,
Que balançam na monotonia.
Para mim, sois dispensáveis!
Como a noite o é do dia!

Sei, Senhora, que cuidas
Minha alma. Mas deixai-me partir!
Com as águas fluidas!
Deixai-me sorrir por uma só vez!

Anseio liberdade! Quero paixão!
Exijo saber o que é ter coração!

Prendes-me no infinito
Neste interminável maldito!
Um lugar tão grande que se tornou numa prisão!
Senhora! Estou farta… farta… farta…

Quero partir com esta canção!
Quero viver.
Pois enquanto não o fizer
Não poderei morrer…

Aqui aguardo, importunada,
Pelo vazio!
Oh, terra plana de pouco brio,
A ti já não estou afeiçoada.
Em tempos foste bela
Mas agora…
Agora és um quadro a aguarela
Demasiado turvo para ser belo… - Wiscat
 
Prisão sem fim

Seja o que for, desde que seja algo

 
Nenhum sentimento
É mais penado
Do que a sensação de vazio.
Esse abismo mal fadado
Repleto de nada!

Tragam a dor
Tragam qualquer coisa!
Tragam o calor
E o frio
Tragam o tudo
E que ele dê lugar ao nada
Pois prefiro sentir
A dor!
Sentir o luto enfermiço…
A mágoa e a tristeza
Banhem-me com enguiço!
Esqueçam a pureza!
Tragam o que for
Desde que seja algo…

Pois a verdade é que
Prefiro a dor ao nada
Prefiro viver condenada
Do que não viver
De todo! - Wiscat
 
Seja o que for, desde que seja algo

Para a Minha Melhor Amiga

 
Para a Minha Melhor Amiga
 
Não sou escritora, não sou coisa nenhuma! Neste momento sou uma vergonha porque me enviaste um postal e uma carta e eu nada tinha planeado para te dar em troca. Não é bem assim, tinha planeado dar-te tudo… o tempo é que não deixa! Maldito tempo, malfadado tempo! É provavelmente a invenção do homem que eu mais odeio. Vou roubar o tempo mete-lo numa caixa e dá-lo para ti! Assim terás todo o tempo do mundo e eu poderei ter tempo para te dar mais coisas que não o tempo! (que valente confusão).
Também me lembro do que a professora disse! “Os amigos quando se afastam deixam de ser amigos”! Mas só tenho uma coisa a dizer… a genuína amizade está para a distância como o fogo está para o vento. Se supramos para uma chama fraca ela apagar-se-á mas se o vento assolar uma chama forte um incêndio deflagra-se-á. (posso não ser escritora mas aspiro a poeta) Nós somos o exemplo de uma amizade genuína e ainda vamos incendiar o mundo! (no bom sentido… quer dizer… eu talvez acabe presa por pegar fogo ao parlamento mas na altura tu já és médica, já recebes bem e pagas-me a fiança! Para não dizer que o teu pai é advogado! Estou safa!) Deixemos o futuro de parte e desfrutemos do presente!
Podemos não andar na mesma escola, (agora somos aspirantes a gaiteiras e vemos-nos mais vezes) Mas andámos sempre juntas! Partilhamos pensamentos e ideais e tu tens a coragem de ir onde eu não consigo chegar! Adoro-te por isso! Não o digo muitas vezes porque parto do princípio que o sabes mas eu adoro-te! (por favor nunca te esqueças disso)
E não sei se já te disse mas eu sou a sombra dos que amo. Quando está sol e a luz te bate de frente tu sabes que nas tuas costas está aquela mancha escura sempre a seguir-te para todo o lado (que chata). Quando a luz te bate de frente ninguém de atacará por trás porque eu não vou deixar. Quando a luz te bate por trás eu vou à tua frente! E se tropeçares e caíres não te vais magoar porque vais cair em cima de mim e eu vou amortecer a queda. (tens o joelho na minha barriga…) Mas e quando está escuro? Pensas tu. Deixas-me só no momento mais difícil? Nunca! Digo eu. Quando está escuro e não vês luz é porque eu estou em todo o lado! Só tens de chamar por mim e eu estou lá, não temas as sombras porque elas são minhas amigas! E todos os dias entra uma borboleta negar pela minha janela a dizer-me o que fizeste!
As nossas conversas feitas de silêncio são as melhores conversas que alguma vez tive! São aquelas mais contemplativas, aquelas que ninguém tem porque ninguém é como nós. Nós ouvimos o que os outros não conseguem ouvir porque nos ouvimos uma à outra! Agora ninguém me ouve também porque eu quando abro a boca não digo nada decente! É por isso que gosto das nossas conversas silenciosas! Porque não tenho de abrir a boca para falarmos como deve ser!
Tenho, sim, muitas saudades tuas! E desejo-te um feliz natal e um próspero ano novo! Concordo com a cenas das fotos!

Catarina

Ritinha gosto muito de ti!!!!
 
Para a Minha Melhor Amiga

Wiscat

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a sombra da luz mais forte é a sombra mais escura