Poemas, frases e mensagens de LuizMorais

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de LuizMorais

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" ... quando se usa da franqueza,tem que ter delicadeza,
explicar tudo bem direito,pra não ficar nada mal feito ..."

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Agradecimentos:

ao ZéSilveira, grato pelo mote
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Esclarecimento necessário:
"Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência"

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Sem mais delongas:

COMENTE COM EDUCAÇÃO

É preciso ter paciência,
e também educação,
pra não dar pé pela mão,
falar o que não pensa.
Quando usar da franqueza,
tem que ter delicadeza,
explicar tudo bem direito,
pra não ficar nada mal feito.

Quando der opinião,
antes deve sentir,
se a pessoa , seu irmão,
está com vontade de ouvir.
Pode estar num dia aziago,
estar com dor de barriga,
aí que vem o perigo:
logo tudo vira briga.

Quem usa sinceridade,
mostra que é bem formado,
ainda é sempre respeitado,
por tudo que tenha falado.
Não precisa grosseria,
para dizer o que pensa,
fazer circo, tropel, arrelia,
esse modo não compensa.

Também não use a franqueza,
como desculpa para ofender,
e depois pedir perdão,
assim não vai valer.
Uma boa educação,
todo homem deve ter,
se educa com devoção,
desde logo ao nascer.

Gosto de sinceridade,
não importa a idade,
no campo ou na cidade,
deve falar o que pensa,
mas, sempre compensa,
caprichar na lealdade,
ter muita cordialidade,
acompanha a sinceridade.

Já quem deseja confrontar,
age com indelicadeza,
não merece atenção,
é falta de educação.
Quem tem essa baixeza,
quer é chamar a atenção,
ser de tudo a atração,
não importa seu proceder:
- quer mesmo é aparecer.

Sei que tem o livre arbítrio,
pode falar o que quiser,
mas deve estar alerta,
para aguentar o que vier.
Quem a todos só afronta,
deve ficar envergonhado,
só defeito no outro aponta,
não vai ser mesmo apoiado.

E o principio consagrado
na física muito estudado
para toda força de ação,
não importa a qualidade
há sempre uma reação,
em igual intensidade,
mas vejam que fadário:
- o sentido é contrário.

Por final, é verdadeiro,
um ditado com saber,
pro useiro e pro vezeiro:

“ quem fala o que quer
escuta o que não quer”.

links para este poema no blog VelhoPescador

http://velhopescador.blogspot.com.br/ ... comente-com-educacao.html

OBS. O poema em apreço foi escrito de inopino, sem maiores cuidados e sem revisão. Como toda obra digital, este poema é dinâmico e poderá ser alterado a partir de correções porventura efetuadas. Para maior clareza, farei constar a ordem e a data de cada alteração.

***** 1ª revisão - 02.04.2013/13:54 hs
***** 2ª revisão - 02.04.013/16:39 hs.
 
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Um poema leve - nas asas leves das aves

 
... por si só as asas vejo,
como auras de róseas musas...”
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- Nas asas leves das aves -


A vida tem muitos ventos,
tantos dutos,
mas nas asas leves das aves,
pelos ares antes vagos voam sonhos.

Do alto,
tão leves como naves,
nas brisas, sem fadigas,
refutam o luto num viés azul.

Na lida cavo a vida,
alegre fito,
sem deixar de lado o eito,
por si só as asas vejo,
como auras de róseas musas.

Vendo voos, alegro a alma,
tristeza já não sinto;
as aves em bandos ledos
levam nas asas leves
ainda um pouco de luz.

11042016
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.

Para uma segunda feira e uma semana que se inicia, um poema leve, nas asas das aves.
 
Um poema leve - nas asas leves das aves

Quando um poema é apenas um poema

 
Entendo que um poema pode sim ser apenas um poema, não direcionado a ninguém.

“ Desse grande desatino já declino,
à ninguém eu discrimino,
talvez esteja apenas tergiversando quando afirmo,
a quem pensa que possa ter sido eu ...
se foi... se fui... não sei, não me lembra se sou...
já fui... ou ainda serei...”

Não haver arremesso de barretes, nem aleluia de carapuças. Sem referencias indiretas, sem acusações ou ataques sub reptícios apesar de fazer menção a qualidades pejorativas de terceiros:

“ Não azucrino, não alcunho de caprino,
de filho adulterino;
nem amofino dizendo bizantino de nariz aquilino,
chamando de suíno de olhar bovino,
ao leporino assassino... “

Um poema pode ser um escudo, com versos de auto defesa.

“ Somente os ingênuos desmerecem o leão,
tenha juba, seja calvo, seja seta, seja alvo
- exceções feitas ao profeta e ao dentista.
Ele permanecerá altivo na savana donde o urro
mais que um murro estremece os saburros
a quem envenena recendendo açucena,
tomando a pena, encenando carta chilena...”

Mesmo havendo uma conotação mais agressiva nas palavras.

Moderadas....

“ Se não brame, com um sussurro cala o zurro
verga a cerviz das tolices do casmurro;
Daí tremem os burros que se borram nas ceroulas,
fogem as hienas, com a cantilenas das almas tão pequenas.
Sempre digo... não me chega aos joelhos
quem acena coisa amena levantando as antenas.”

Com alguma agressividade:

“ ... ferindo a quarentena
com adaga sarracena
caíram-te as melenas
levadas pelas gangrenas
havidas das pontes de safenas ...”

com muita agressividade:

“ Não me engana a chicana da boa samaritana
da profana sempre emana a novena obscena,
Não me condena... tão serena...
mas contracena com a hiena
atrás da persiana onde a vida é mundana.
Como pode a puritana virtual era ratazana na real? ”

ou extremamente agressivos:

“ defecam na folha branca então imaculada
o prato infecto de lentilhas decompostas
enfiado guela abaixo sem recato
entre os vãos dos dentes podre que ornam
as bocas malditas depositárias das fezes
e das palavras ferinas que cospem...”

Um poema pode ser livremente inspirado em acontecimentos, mas não ser resposta, mesmo podendo conter situações ou menções que foram ou possam ser interpretadas como reais.

“Mas não ressalvo ser o alvo.
Se o destino ferino é ser o calvo,
o felino, dito mofino anunciado pela caterva...
... não me enerva.
Como o frango no losango,
não me zango dum fandango.
Me conserva ser a água que observa...
se preserva, é pequena ...sempre amena,
antes que ferva para ser inundação.”

Um poema pode ser a descrição do estado de espirito do “eu lírico”

“ Sou como genuíno beduíno,
observo a caravana,
deixo os leões nas savanas africanas.
Me reservo soer cabotino
com versos clandestinos.
saídos do intestino,
mas a discórdia não dissemino.”

Um poema pode ser uma pergunta. Um questionamento: é possível escrever versos mais agressivos sem que sejam direcionados?

“ Digo isso como hino cristalino,
minha voz não troa,
soa à toa como gelo fino,
Superfino, sou menino,
mas com milongas de um tango argentino.”

Eu digo que sim.



“ Fui candango, sou calango...
mas um dia... um dia...
um dia serei orangotango pilotando um carango
de campana amoitado, se calado agoniado;
silenciado
só se sangrado
à durindana,
destripado,
amarrado ao pé da cajarana.

16112015
 
Quando um poema é apenas um poema

Meu limite será a ponta da corda

 
"... Os esforços não terão sido em vão enquanto acordar,
sei dos riscos enquanto visito as tão escuras veredas, ...”
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- Meu limite será a ponta da corda -


Meu limite fatal será sempre a ponta da corda,
a morte bailarina dança ao som de melodia letal.
Sei que vou morrer, mas não será neste momento,
haverá escrita a hora certa para o encontro final.

Esgotadas lágrimas, olhos marejados em indagações,
neste instante que estou gostando demais da vida.
Aquela que me amou, ficará calma no sofá da sala,
não me acompanhará, nem ira o destino desafiar.

Os esforços não terão sido em vão enquanto acordar,
sei dos riscos enquanto visito as tão escuras veredas,
enquanto as retas da vida em sinuoso arco transformar.

Sem palavras, não irei arrependido, será enfim a meta,
mas, se pessoas distintas já disseram que fui um artista,
talvez, alguém ainda vai dizer que em vida fui um poeta.

28082015
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
 
Meu limite será a ponta da corda

Dois espressos, sacerdotes e um guaxinin

 
"...no silêncio sonante da nave central,
embalado pelo pêndulo do incensário...”
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- Dois espressos, sacerdotes e um guaxinin -


Mal começa o expediente
há sonhos inspirados por velas,
pelas pedras ocas dos cais.
Dois expressos favoritos,
torrão de açúcar suavemente azul...

..........................................................

Serão grilhões da vida
ou somente feitiços de sonhos
nesse desejo insano por reconhecimento
para acordar quando a noite é negra,
sonhando com Angelina Jolie,
num mundo de memórias randômicas,
o mundo quieto de memórias
sem respostas da noite abafada.

Tantos sacerdotes e um guaxinim,
soluçavam na missa de réquiem
mirando as tranças de Genoepha
galgando as muralhas de Camelot.

Tanta fuligem tingindo os rostos,
deixando negra a cara do elenco
no silêncio sonante da nave central,
embalado pelo pêndulo do incensário
balouçado pelo diácono estressado
tinindo de frio em opa opaca demais.

Se alguma coisa foi deixada para trás
do que foi o horror, a vergonha aliás,
observe na mortalha na caixa de strass
tons de branco antes do amanhecer lilás.

. . . . . . . . . . . . .

Nesse meio tempo surgiu a faxineira,
removeu as aparas de papel inservíveis
e foi embora fechando o escritório.

20012016
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
 
Dois espressos, sacerdotes e um guaxinin

reflexões de um luze-cu

 
" ... Ouves um bom conselho:
quem nasceu para pirilampo, não será escaravelho...”

..................................................

Descontente com seus apelidos,
desconsolado, com certo azedume:
meditava, sorumbático, o vagalume,
“ - Me chamam de caga-fogo, caga-lume,
luze-luze, piscacu. Não é chorume.
Não tenho atrativos, nem perfume
vivo sempre na noite, no negrume,
Não está certo, não é coerente,
ser apenas um coleóptero pentâmero
que emite luz fosforescente ”

Ouviu então de um mais velho:
“ Na criação não metas o bedelho.
Tudo está em seu lugar
tudo tem o seu parelho.
Não passas de um fedelho
metido a fidalguelho.
Continuas voando pelo campo,
emitindo seu relampo.
Ouves o bom conselho:
quem nasceu para pirilampo
não será escaravelho.”

“ – Foi bom que a mãe natureza
não respondeu teu queixume,
não te fez um escaravelho!
Vejam só que triste o costume,
terias que passar o resto da vida
empurrando uma bola de estrume.”
 
reflexões de um luze-cu

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Da cor da vigília tensa de uma noite solitária

 
"... percebo que a estrela da manhã
é da cor da vigília tensa de uma noite solitária...”
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- da cor da vigília tensa de uma noite solitária -


Se horas mortas das noites de solidão
busco inspiração para escrever poemas,
percebo que a estrela da manhã
é da cor da vigília tensa de uma noite solitária.
Porque tudo fica estranho sem você
sem o ardor dos seus olhos,
refletindo calor nos meus,
a sensibilidade das suas palavras
a sensualidade da sua presença.

08122015
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
 
 Da cor da vigília tensa de uma noite solitária

Exercício 16 - O mal e a mente

 
”...é o mal inclemente, tão letal na mente,
crucial e ardente. É o colapso total ...”
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- Exercício 16 - O mal e a mente-


I.

Vem o mal à mente,
é o colapso letal,
o acidente total,
inclemente e fatal.

Insiste o mal,
letal na mente,
inclemente,
expia crucial e fatal
o acidente total.

É o mal inclemente,
tão letal na mente,
crucial e ardente.
É o colapso total,
o acidente fatal.

II.

O mal na mente,
a mente inclemente,
ardente e crucial,
o colapso letal,
é acidente fatal.

O mal é inclemente,
fatal e ardente
na mente crucial,
o colapso total
é acidente letal.

O mal é letal,
inclemente fatal,
da mente ardente,
colapso inclemente,
acidente crucial.

III

O mal é crucial,
inclemente letal
na mente fatal.
O colapso ardente,
acidente inclemente.

O mal é ardente,
é inclemente total
na mente letal.
É o colapso crucial,
o acidente ardente.,

O mal foi fatal,
crucial foi letal
na mente total.
O colapso ardente,
acidente inclemente.

08042016
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.

Um tanto confuso, mas foi um bom exercício.
 
Exercício 16 - O mal e a mente

paralelas

 
"...visitando corações,
jornada estafante,tentando saber ..."
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paralelas

por estradas desconhecidas
veredas sombrias,
caminhei...
busquei nos caminhos
amor e felicidade
visitando corações.

jornada estafante
tentando saber
se a felicidade
cruzaria minha estrada,
ou se corriam paralelas
sem nunca se encontrarem.
 
paralelas

Testemunhas silentes

 
Desta modesta campa que habito,
o imponente mausoléu em frente,
vestido em bronze e granito
quase toda a luz me furta;
deixa-me ver apenas exíguos lampejos
das gotas de orvalho nas flores de murta,
como delicadas contas de lágrimas jacentes,
testemunhas silentes deste sofrimento interminável.
 
Testemunhas silentes

Balada das almas farfalhadas aos breus

 
”... No espaço nefando brilham os olhos como lanternas,
naquela escuridão cumprem os séculos em degredo...”
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- Balada das almas farfalhadas aos breus -


Há nas profundezas ferais dos abismos tenebrosos,
antros onde vis os demônios rezingam imprecações;
é de lá que nos braços da noite em ritos ominosos,
abjetos os murmúrios soam como tétricas canções.
Outros malditos elegem os cumes das montanhas,
précitos píncaros são telhados para o medo abrigar.
Lá pairam os espectros de ações sórdidas tamanhas,
como acalantos da Morte trovas soam naquele lugar.
No espaço nefando brilham os olhos como lanternas,
naquela escuridão cumprem os séculos em degredo,
logo ao longo da noite fechada explodem luzernas,
antegozam o terror dos mortais delindo-se na medo.

Riem seres indignos abrigados da fúria dos ventos,
soam atraentes os ambientes inóspitos ao mortal,
daquelas íngremes paredes desafiam os elementos,
desfiando como em criptas loquelas do lúgubre ritual.
Lá sob o céu se acoita o séquito sacudindo as asas,
nas lapas jazem fora dos corpos provocando arrepios,
se ora abertas as campas restarão todas elas rasas,
estarão aliados nas grimpas todos os seres sombrios.
Grassa macabra funérea comemoração dos lutuosos,
medram os espíritos negros em festividades fatais,
completam aquela funesta toada gemidos tenebrosos,
em vão temerosos oram para a salvação os mortais.

Faz apelos o rei, recheados de negra circunstância,
aos milhares os espectros respondem aos chamados,
não escondem os mortais o pavor de tanta jactância,
desferindo dolorosos gemidos na agonia abafados.
Satã é o rei, faz a chamada para os eventos do mal,
na eterna exaltação de farfalhar as almas aos breus,
levar aos seres viventes o nefando tormento infernal,
colher almas perdidas para a celebração nos apogeus.
Pairando sobre as ondas colhe as almas dos afogados,
festeja às dos suicidas mortos ante os inúteis apelos,
às dos mortos nas guerras alicia aos bramidos irados,
as obriga aos festejos dos ritos, os satânicos anelos.

Não haverá repouso para as almas, nem aos corações,
lá se fecham os olhos para o bem, é adverso o outeiro,
penarão em imutáveis sofrimentos qual denso nevoeiro,
os gemidos e gritos dolorosos romperão as imensidões;
jamais desfrutarão da beleza que há no esquecimento,
pares serão da liturgia macabra, só restará o lamento.

23032016
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
 
Balada das almas farfalhadas aos breus

Invada-me a luz de estrelas

 
"...vi-me às turras com alguns desamores,
atingiram-me o peito, deixaram-me chagas..."
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- Invada-me a luz de estrelas -

Perpassaram-me uns tantos dissabores,
vindos quiçá de algures longínquas plagas.
Vi-me às turras com alguns desamores,
atingiram-me o peito, deixaram-me chagas.

E quando posto o sol miro o firmamento,
aguardo ansioso todos os pontos luminosos.
Doces bálsamos na forma de lenimento,
procura-os amiúde estes olhos ansiosos.

Na rútila forma de raios de luz tão pura,
quero contemplar o céu tão atento,
ver no clarão das estrelas doce figura.

Então, banhe-me, luz do céu tanto sublime,
ora traga para esta alma um último alento,
invada-me, este meu tormento de vez ultime.
 
Invada-me a luz de estrelas

Pobre poeta acuado

 
"...procura a rima apropriada,
enquanto lá fora, tudo transpira poesia...”
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-Pobre poeta acuado-



Pobre poeta acuado!
Rompe a madrugada
na mesa de um bar;
escreve no guardanapo
poemas para a amada.

Procura a rima apropriada,
enquanto lá fora,
tudo transpira poesia
quando a lua ainda brilha,
despindo a túnica de prata
no final da noite nostálgica.

09122014
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
 
Pobre poeta acuado

Algoritmo espectral

 
... De feitiços durante a noite
brotam escadas celestes...”
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- Algoritmo espectral -


Algoritmo espectral
com símbolos pagãos
ao fundo inocentemente
assusta os anjos em férias
na montanha russa gigante,
alimentando a chama sagrada
exortando olhares mundanos
para o itinerário da luz
até os portais da eternidade.

Incrível rota
repleta de sonhos,
elementos abstratos
num universo complicado
para a mente humana comum.
De feitiços durante a noite
brotam escadas celestes
entrançadas em coroas.

Quando a lua aparece
com vestes de seda
no cenário surreal,
o poeta trabalha palavras
- reflexos espontâneos
de uma miragem instintiva-
como se montasse intuitivo
no brilho nostálgico
um quebra cabeças sem fim
produzindo versos de amor.

17012016
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
 
Algoritmo espectral

Os amigos do bar

 
" … Os amigos do bar não vão ajudar
a acabar a tristeza, de repente ...”
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- Os amigos do bar -



Se hoje sair à rua, vou acabar em um bar,
é degradante, tenho que concordar.
Hoje estou numa fossa, quero ficar em paz,
sem dividir a minha tristeza
com pessoas que me são caras;
vivem dizendo que sou feliz
por que tenho casa e comida,
não tenho contas para pagar.

Os amigos do bar não vão ajudar
a acabar a tristeza, de repente;
não vai num passe findar,
agonia que trago no peito é ardente.
São bons ouvintes, porém,
podem compreender o que sinto.
Pessoas que frequentam os bares
- malgrado terem uma vida devassa
também contam os próprios pesares,
sem dizerem “ tenha fé em Deus, logo passa”.

16122014
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
 
Os amigos do bar

Gazal do meu amor pela mais doce das criaturas

 
"... meu amor por você - fonte de grande ventura,
é mais que o reconhecimento de tanta ternura...”
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- Gazal do meu amor pela mais doce das criaturas -


Meu amor por você - fonte de grande ventura,
é mais que o reconhecimento de tanta ternura.

Drapejo com vigor a lábaro desse sentimento
que sempre me dedicou em mais de uma jura!

Não conheço mais agruras, nem angustias,
tenho amor - pedra filosofal traz a cura!

Meus versos são dedicados ao nosso amor,
é a Musa inspiradora de todas as figuras.

Seu amor me acalma, espanta os angustias,
afasta os medos que habitam as aberturas.

Em alguém dia, se triste com pesares da vida,
sei que simples toque, um sorriso seu depura.

A magia da renovação no seu olhar fulge,
compondo em desvãos agonias porventura.

O pendão do amor encontro em seus sorrisos,
vendo nos olhos, dia a dia, mais doce criatura

Transmutou, revigorou meu peito vulnerável,
dele fez morada eterna levado a desventura

19112015
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©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.

Revista e editada. Segunda revisão e edição em 20.11.2015 -14:25 hs HBV
 
Gazal do meu amor pela mais doce das criaturas

O tempo passa

 
”... tempo passa, a razão se vai,
o desejo trai, o sonho mente ...”
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- O tempo passa -


O tempo passa, os passos correm,
o sangue pulsa, o pulso sangra,
a ideia fixa, a mente versa,
os versos jorram e o poema nasce.

O tempo passa, a razão se vai,
o desejo trai, o sonho mente,
a mente vive, a vela protela,
a ira arrasa e os lábios cerram.

As bocas calam, os olhos fecham,
o corpo morre, o morto some,
a terra come, a luz se apaga,
o silencio impera e o rio prossegue.

O tempo passa, o verso insiste,
o poema resiste, o sol persiste,
a agulha fura, o furo vaza,
a energia flui e o fluido escorre.

A vida nega, a glória tarda,
a tarde cai, o tumulo espera,
a esperança acaba
a viúva esquece e a névoa cobre.

A morte adia,
mas a poesia não fenece.
Viceja e permanece,
num verso só que seja.

06042016
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O tempo passa

Meu segredo

 
Meu segredo
 
 
" Não contes a mais ninguém esse segredo,
em confidências, um dia, só a ti revelado,
foi instante de arroubo, esquecido o medo,
ou talvez pela emoção de estar ao teu lado."

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Meu segredo

nosso amor obstinado

 
"... corrente fria abrasando sentimentos
entremeando de dúvidas o amor guardado ...”
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Nosso amor obstinado

Cai a chuva devagar,
devagarzinho
forma torrente
corrente fria
abrasando sentimentos
entremeando de dúvidas
o amor guardado
num coração enternecido.

Entenebrece o semblante
outrora feérico
agora repleto
de interrogações.

Cai a chuva, lava o ar
lava o coração
mas nosso amor
não se vai na enxurrada.

Obstinado,
fica aguardando
mais uma vez amanhã
surgir o sol do novo dia.
 
nosso amor obstinado

" ...descrevo sem fazer desfeita,
meu sofrer e meus amores
não preciso de receita
muito menos prescritores."