Poemas, frases e mensagens de murilocs

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de murilocs

Através

 
Alcanço por vôo o infinito da tua cor
Com olhar que por sonho tudo é viver
Em que o brilho reflete-a em cada flor
A manhã que à visão se tem sem querer

Pelo real sólido que a digestão me é dor
Ilusão ausente em dias que me faz carecer
Da esperança que o alcance me é clamor
Ao encontro que a vida é tudo alvorecer

Jardins coloridos desenhados na imaginação
Acendem o coração com a luz da liberdade
Com o desejo que respira um ar de afeição

Pelo quadro sonhado em que rompe a ilusão
Transcendendo a solidez com a identidade
Que me torna existente aos olhos da razão
 
Através

Anacrônico

 
Em cada fração do tempo vejo transcender a estética
Da face que menina o sorriso é a luz do meu instante
Risco teu olhar rasgado na forma de uma arte poética
Em época densa que me é dor quando você distante

Escrevo versos com a esperança do teu crivo dialético
Enxergar-me livre da ilusão de um poema brilhante
Ao real do teu olhar na cor de uma atração frenética
Desanuviando o meu desejo de um sonho nu e errante

Vestindo-me em ti pela inércia da espessura do presente
Ao encontro do pulsar de quem me faz sorrir o coração
Pela ciência que torna belo este sentir infantil e ardente

Anulando o que me destoa do possível que se sente
Pelo intervalo que o disfarce não esconde a emoção
Em cotidiano existente, mas que pra ti sou distante
 
Anacrônico

A Cor do Sentido

 
Pelo ar que respiro procuro o sentido
Escravidão é desejo enquanto refém da ilusão
Do não real de qualquer sonho que bandido
Perdura o objeto no pensar da imaginação

Durante o escuro em que o viver é proibido
O despertar do olhar ao intuito da emoção
Conhecer da atração de um sonhar revestido
No colorido de um tempo figurado na canção

Pela manhã é delírio que se esvai já distante
Retorna a ficção pelo cotidiano bruto que chora
O passar da hora do intervalo eterno e constante

Entre a noite e o dia que o ressuscita adiante
Ao tempo que o rumo se distância de outrora
Pelo grito consciente que o desperta no instante
 
A Cor do Sentido

Aborto do Sentido

 
Se um dia você se deparar com meus olhos a chorar
Minhas desculpas pela erupção de todo o meu sentir
Ao som de um grito que sem controle me faz abortar
A mentira de um riso que o real em mim se faz despir

Pelo cotidiano que desbota a incerteza de caminhar
Destinando o viver em apenas uma forma de existir
Congelando o sentimento de um coração que apesar
O desejo de amar perdura a paixão que lhe faz sorrir

Lá fora o vento sopra a ideia que tenho de liberdade
Que mesma distante, insisto procurar em cada instante
Com a percepção de saudade dos meus sonhos de verdade

Deixe-me a essência da flor que o respirar me é vontade
Em solidão por esperança a um convívio pra lá de confiante
Onde o brilhar dos olhos refletem cores de amizade
 
Aborto do Sentido

Horizonte(Dueto Com Aline Lima)

 
Vida na arte pela contemplação ao mar
Olhos fixos pela harmonia do instante
Paralisante a alma que a cor ao olhar
Leva-a ao tempo de um infinito distante

Sem barreiras pela liberdade do vôo e lugar
Na velocidade da luz que a torna brilhante
Respirando os sonhos pelo alcance do ar
Em que a visão pelo seu estado errante

No seu caminhar, andarilha do vento
Toca o sentir, transcende o sonhar
Desejar expresso no romper do firmamento

Viajante sem destino, além do seu tempo
No alvorecer do pensamento faz do céu o seu lar
Segredos confessos no silêncio do esquecimento.
 
Horizonte(Dueto Com Aline Lima)

Multiface

 
Meu olhar indefinido sem saber qual é a face
Do riso verdadeiro, quando a minha intuição
Enxerga-te bem distante além do teu disfarce
Delatando a falsidade ao apertar a tua mão

Tuas cenas e teatros enriquecem o meu impasse
Perpetuando a dúvida quando sempre digo não
A demagogia colorida que faz ser o teu passe
A turma de minha classe a procura de afeição

Vendo-te no espelho disforme em sua máscara
Derrete-se bem diante do brilho do meu olhar
Fugidia a fantasia que tentou me conquistar

Pela falácia do discurso que pluraliza a tua cara
Enfeitado pela retórica que me fazem abortar
A confiança que desejas, não irei a ti depositar
 
Multiface

Cor De Um Tempo

 
Cotidiano ilimitado por alegria e diversão
Nada denso em relação ao tempo presente
Quando as cores refletiam viva a emoção
No olhar da criança de uma idéia inocente

Sorriso em face pelo mundo sem concessão
Desafiava o perigo no preencher do instante
Com alma e desejo que transcendia a ilusão
Perpetuando o júbilo que hoje se faz distante

Seqüestrado pelos anos de um real crasso
È condenado em caminho que lhe é destino
Prender o choro pela memória ao passado

De uma época remota esquecida no compasso
Vela a juventude por não mais ser um menino
Seu coração apaixonado que o tempo fez legado
 
Cor De Um Tempo

Percepção dos Sonhos

 
Adormecido pelos sonhos noturnos
Quando escuro o quarto, clareia-te
No silêncio do pensar de um coração
Em fuga à ilusão no degusto ao desejo
Pelo o ensejo da surdez ao grito da razão
Palpando o real que até então impalpável
Acontece no descanso do que é corpo
Quando a alma por torrentes emoções
Reflete o brilho da luz do teu olhar
 
Percepção dos Sonhos

Pensar Você

 
Pensar você é pensar a flor
sentir a tua essência pela brisa refrescante
admirando o mar ao além do horizonte
ser mais forte que a dor..., você e eu
no infinito do desejo de nós dois.
 
Pensar Você

Cântico do Tempo

 
Canto a saudade de um tempo dourado
Pretérito perfeito de cores em total coesão
Com a canção que o sonhar me é apaixonado
Pelo silêncio que o pensar, vive um coração.

Dimensão infinita de um cotidiano alternado
Entre o real do presente e o que foi uma paixão
Em manhãs de brilho de um céu azul e ilustrado
Pelos sonhos que o riso chovia em mim a emoção

Regresso à infância pelo refrão que a candura
Mais uma vez me faz acreditar de ser imortal
Com as ilusões de uma criança em aventura

Pelos dias que o sentido era a própria loucura
Vivendo a imaginação em que a essência floral
Perfumava o meu mundo com arte e pintura
 
Cântico do Tempo

Extremidades

 
Almas eqüidistantes vestem a nostalgia
Extremos sentidos respiram distantes
ao porque da razão ausente na forma
à teoria do instante escuro da poesia.
Versos sucumbem pela melodia do vazio
no interior do silêncio profundo do dito
Cores de uma arte em criação e sintonia.
pelas entrelinhas que o grito é pura rebeldia
Fui poeta, fui eu, fui tudo que lhe sorria
acendi a chama, anulei o frio, trouxe à luz
as manhãs dos dias que a alma nos refletia
em essência e cor que a imagem nos seduzia
 
Extremidades

Seiva dos Olhos

 
Alma nua que o disfarce
Não disfarça a estrada
Percorrida pela lágrima
Em fendas de rugas
De uma face cansada

Pela corrente do tempo
Constante viver é cor
Da arte que pinta a manhã
Em esperança de se vestir
Um mundo de rosa e flor

Canta um pássaro errante
Ecoando a natureza seu grito
Em harmonia ao instante
Da primavera do soar do dito
Ao retrato de um olhar triste
 
Seiva dos Olhos

Ao Seu Destino

 
Lua crescente em céu noite além de fulgor
Acolhe em manto um desejo apaixonado
Refletindo na eternidade a face de um amor
Errante ao infinito com querer de ser amado

Ilusão de olhos abertos defletidos pela flor
Ao destino da cor que o retrato é dourado
Insônia do real de um amanhecer delator
Em busca de alguém que se tem em fado

Decanta o tempo pelo cessar de um céu denso
Iluminando a intuição quando resgata a poesia
À limpidez do olhar em direção ao seu intento

Anelo ao extremo lança-se ao limite do senso
Com a nudez da arte, esboço de sua alforria
Desata-se da razão pelo seu anseio intenso
 
Ao Seu Destino

Cores Pra Viver

 
Solte ao vento os cabelos e deixe que ele leve
O perfume à distância, a quem chega à sensação
De ser o poeta da sua lua, do poema que se descreve
Por sonhos que a essência, dá-se forma à inspiração

Instante poético que o brilho límpido em cor de neve
Descortina desejos que brotam a cor de uma paixão
Pela metamorfose do tempo de uma duração breve
Em desequilíbrio a terra pela poesia em tentação

A uma alma apaixonada que pela prosa não disfarça
A volúpia que se aflora pelo o riso que não se contém
Em beleza as cores que ao olhar seu coração esgarça

Em disritmia acelerada pelo caminho que lhe marca
O destino dos passos em direção ao encontro de quem
A beleza lhe possa florir as cores de sua graça
 
Cores Pra Viver

Poesia, Face e Sentido

 
Pelo interior de uma poesia de forma densa
Um olhar é atenção ao conteúdo do escrito.
Viaja pelo tempo em cor de alma intensa
Pela a transparência da verdade do dito.

Pulsa no íntimo o sentido do que se pensa
Formatando a ideia de libertar o seu grito
Ao poema que a norma se faz suspensa
No silêncio do verso ausente de espírito

Luz alheia que a essência despe a verdade
A manhã por liberdade, as flores que ao dia
Diluem a dor de um sentimento de saudade

Distancia-se do clichê refém à eternidade
Mais do mesmo quando o novo não se cria
Ao mundo que a sombra está aquém da igualdade
 
Poesia, Face e Sentido

Pela Ilusão De Um Sonho Real

 
Perco-me nos instantes de um sonho de ilusão
Em que a face em retrato me é viva e real
Ao encanto da cena que tu me tens a visão
Ainda adormecido pelo devaneio atemporal

Refém da vontade de acordar teu coração
Pulsando a emoção em que teu olhar frontal
Ao meu, desanuvia um sentimento de paixão
Despertando o silêncio que me torna irreal

Pois já se passou muito tempo que fez à poesia
O cartão postal do meu riso que ao teu fez-se brilho
Pelas noites em que meu pensar por ti se perdia

Na esperança destes versos sobreviverem ao teu dia
Pelo amanhecer quando tudo se esvai por trocadilho
Por não se acreditar na rima que transcende a fantasia
 
Pela Ilusão De Um Sonho Real

Nada Além

 
Pois já são tantos os motivos
Que murcham as flores do nosso jardim
Estando nós apenas na espessura do presente
Sucumbamos pelas intempéries da ocasião
Rebeldes nas veias por olhos sem disfarces
Arrogante e provocante sem saber o porquê
Quando o tempo, mas do que suficiente
Não foi capaz de nos escrever.
Mas o que será da nossa próxima manhã
Sem a essência que nos fazia respirar?
Interage em nosso espelho, o instante
Do tempo que nos levou a colidir simpatias
Pela brutalidade sólida de um amor puro alma
Em que os dias não foram o bastante pra viver
O que então fora do tempo insiste em nos dizer
 
Nada Além

Manifesto Desejo

 
Submisso desejo a timidez que o sossega
Ao recíproco sentir de um outro coração
Em cotidiano nu que se respira entrega
Mas que o impulso se faz ausente de ação

Apenas um grito que ao tempo descarrega
No desencarne das horas seu olhar em atração
Em ímpeto inerte que por medo a alma nega
A quem o reflexo se desvia da mesma direção

Carência de corpos pelo silêncio frio sem cor
Em que o instante amuado se faz vazio o existir
Pela vida que os passos seguem busca ao amor

No encontrar dos olhares de expressão de fulgor
A intenção se manifesta na esperança de colidir
A paixão que o tempo se encarregou de compor
 
Manifesto Desejo

Lábios Secos

 
Olhares já não disfarçam desejos
Segredos nus, cotidiano inquieto
Pelos sentimentos que exalam
Essências tonais e vermelhas.

Lentidão é hora, lábios ressecados
Pelo espaço contido no pudor
Desafiando o instante perigoso
Por faces que delatam ardor.

Vencidos pelos efêmeros intervalos
Não cabem na espessura do presente
Em que o toque próximo ao ato
Esvai-se pelo limite do tempo carente.
 
Lábios Secos

Além Mar

 
Minha paixão é o mar
na cor de um entardecer.
Pelas ondas que vem
a saudade trás você.
E pelas ondas que vai
um pouco de mim
Pelo azul do espelho
seu olhar reflete ao meu
Mas eu tenho um amor
maior que esse mar
Um amor que não é dor
e que você pode ser a cor.
 
Além Mar

Murilo Celani Servo