Poemas, frases e mensagens de Venore

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Venore

A morte do amor

 
O amor nasceu e foi enterrado
Nasceu e sangrou até morrer
Viveu na sombra do pecado
Agora não pode mais viver

Há uma cratera em meu corpo
Onde costumava ficar meu coração
O que era inteiro agora é oco
O que era céu agora é chão

O que era riso agora é lágrima
De prazer passou a dor
Em minha alma grande mácula
Luz escassa que cessou

O que dizer quando a lágrima escorre lenta?
O que dizer quando não tenho o que dizer?
Como respirar quando a dor é violenta?
Como pensar se eu começo a ensandecer?
 
A morte do amor

Melomania

 
Perco os meus sentidos
E encontro o sentido musical
A música aos meus ouvidos
É uma união transcendental

Eu sou o corpo que vibra
E produz propagação
A sensação auditiva
Faz sangrar meu coração

O prazer é sentido em cada poro
Em cada milímetro da minha pele
Na alma das vozes decolo
Nem gelo, nem fogo me ferem

Então eu sinto a alma de todos os seres vivos
Eu sinto a morte de tudo que antes vivia
Minha voz ascende e enche o ar

Em vão tentam conter o que antes era reprimido
Mesmo com o corpo preso minha voz ainda irradia
Grita de alegria na habilidade de voar.
 
Melomania

Ando em ruas vazias

 
Ando em ruas vazias
Desistindo de viver intensamente
Não percebi o quanto caia
Estou sofrendo amargamente

Ando em noites tão frias
Com a certeza que se foram as minhas chances
Rapinando minha alegria
Restando a cinza nas minhas nuances

Ainda com minhas fantasias
Procuro um lugar seguro
Busco a porta do céu
Céu no meio do escuro

Na ausência de minhas companhias
Quero restituir o meu amor
Quero restringir minha saudade
E acabar com a minha dor

Ando em ruas vazias
Sem saber onde estou
Nem aonde vou
Com minha alma vazia.
 
Ando em ruas vazias

Sinto

 
Estou perdida no meio
Eu sinto muito!
Sinto o espaço entre a alegria e o sofrimento
Sara-me!
Sinto-me quebrando por dentro

Sinto tanto
Sinto o vento em mim
De frente para mim
Sinto frio
Chuva pela janela
Nenhum lugar pra ir

Nunca me senti tão só
Eu sinto...
Sinto...
Você também está sentindo?
 
Sinto

Sedução

 
Beijo venenoso condutor da morte lenta
Doce mas tenebroso
A cada segundo o desejo aumenta

Vítima da sedução
Droga ilícita que me faz definhar
Vício sem solução
Minha vida vai acabar

Morrendo aos poucos emergida em prazer
Suando frio com meu corpo a trepidar
Agora sei que o culpado é você
Por se envolver e depois me matar

Seu sorriso sarcástico me leva a loucura
Misturando ódio e desejo
Olhar enigmático que me causa tontura
Meu coração acelera enquanto eu rastejo.
 
Sedução

Toque meu coração

 
Toque meu coração!
Quero sentir essa canção, a canção da vida em mim.
Toque meu coração!
Não quero mais chorar mágoas sofridas,
Não quero mais sofrer quanto eu sofri,
Não me faça sentir que é uma despedida,
Mais que suplicando volto a te pedir:
Toque meu coração!
Ao te sentir meus sonhos irão renascer,
Toque meu coração!
Está ficando escuro, muito escuro para ver,
Toque meu coração!
Não quero que seja uma despedida,
Toque meu coração!
Por favor!Me Traga de volta a vida.
 
Toque meu coração

Eis a guerra

 
Ouvi alguém dizer que incendiaria o mundo.
Pensei em ficar isolada e sem aliados.

Ele matou alguém com o apoio da mão negra.
O exército está em marcha! O sangue está no chão!

Alguém declara guerra. Outro responde ‘’guerra!’’
Uma alma pura se desespera, é obrigada a guerrear.
Todos declaram guerra.
O corpo e a alma entram em guerra.
O monstro interior liberam
Na necessidade de matar.
 
Eis a guerra

Êxtase

 
Sozinha em meu quarto
Pensamentos voam alucinados
Mente vazia
E meu corpo cansado
Sozinha, sem ninguém ao meu lado

O vento frio traz vozes distantes
Melodias tristes e sofridas
Elas voam junto aos meus pensamentos
Fico ofegante e enfraquecida

O tempo passa, a vida passa
Presente e passado se confundem sem parar
Pensamentos voam, o vento entoa
Uma canção que me faz viajar

Não sei se estou sonhando ou acordada
Ilusão e realidade se confundem em meu olhar
Mas a realidade prevalece
Minha alma entristece
E mesmo lutando começo a chorar.
 
Êxtase

Maldito

 
Ferino, seu humor me abala
Quero cuspir em seu caráter encarniçado
Ouvindo os estrídulos da sua fala
Quero atingir os seus domínios resguardados

Sua língua inflamada pelo inferno
Vomita infâmias sobre tudo que é mais belo
Á míngua, seu coração estertora
Inda que a boca lance injúrias para fora

Pobre diabo que exala um cheiro asqueroso
Suscita as chamas de um fogo perigoso
Sua alma vaga sem eira nem beira

Lorde nefasto que acende seu próprio desgosto
Apaga as flamas de um pensamento mais bondoso
Seu corpo queima em sua própria fogueira.
 
Maldito

Ocultação

 
Desvairada! Escarnecendo sobre si e falando sozinha
Gargalhar sem sentir graça é chorar por dentro
Em seu delírio ela não caminha
Nada contra as correntes, corre contra o tempo.

Corre para dentro de si mesma, cai e se arrasta.
Dentro do seu corpo suas unhas ela crava,
Grita pra que não lhe atormentem ou ameaçassem
Jogar-lhe as feras sem dó ou piedade.

Ela não consegue permanecer presa em seu corpo.
Escorre pelos olhos, pela boca transborda.
Lá fora estão os monstros, os lobos e os loucos.
Ela grita em desespero no momento em que entorna.

Está fora! Está desprotegida!
Quer abrir uma fenda no solo e se enterrar.
Mas se desconhece, não sabe as medidas
Que são necessárias para se invalidar.
 
Ocultação

Vela

 
Deixe-me á meia luz,
Á meia sombra,
Á meia vela,
Com a minha cruz.

Vela que se consome,
O tempo some
E nessa esfera
Ninguém me espera.

Explosão do combustível;
Meu peito explode,
Líquido escorre.

O barulho me torna inaudível.
Eu me habito,
Querendo me ouvir.
 
Vela

A filha do fogo

 
Olhar intenso, porém sutil
Perdido no imenso céu cor de anil
Se esquivando do comando sem nenhuma reverencia
De tudo o que sentiu o que restou foi essa ausência

Ausência de vingança que expandiu toda essa mágoa
O que se faz quando a esperança escorrega como água?
Sublime insanidade; Não há razão, não há saída
Vivendo uma verdade que revira a sua vida

Revira o rio da mente que fica a transbordar
Presa em suas margens, refúgio num mar morto
Não há lugar pra santidade
Dá pra ver no seu olhar
Sombria claridade
A filha do fogo

Lágrima fria como um grão de neve
Interior quente, sangue que ferve
Faz o mundo acabar, virar cinza em um só sopro
Faz as feras despertarem
A filha do fogo
 
A filha do fogo

Sentimento ruim

 
Está cravado em meu peito
Um sentimento ruim,
Que me faz sucumbir
E eu rastejo.

Depois de todos os meus feitos,
Agora chego ao estopim.
Criando essa peste, o eleito
Como causa natural de meu fim.

Depois que ele estiver satisfeito,
Não restando um pedaço de mim.
Sua fome retornará a cumprir
A desgraça de outro pobre sujeito,

Que alimenta como alimentei
Os sentidos e o mal de sentir
Cada maldito sentimento ruim
No mais fundo do peito,

Cessará sua fala em seu leito
Quando o lamento cessar e assim
Repetindo o meu triste roteiro
Restará uma mancha carnim.
 
Sentimento ruim

Lúcifer

 
Sua luz apagou
Suas asas caíram
Ele deixou seu amor
Onde os santos ouviram
Sua musica

O silencio castiga
Sua melodia morreu
Em seu rosto as estilhas
De um falso deus

Não há fogo
E nada aquece sua pele
Em seu corpo
O inferno se repete
E o repele

Os rejeitados o seguem
Buscam em seus olhos a salvação
Mas o inferno se entristece
Em um longo suspiro de solidão.
 
Lúcifer

Desencontro

 
A luz concede sentido á visão,
Mas eu enxergo no escuro onde não há sentido.
Não há coisa sã em minha carne
E nem em meus olhos aflitos.

Concedeste misericórdia
À miséria do meu coração.
Mas tua luz trouxe discórdia
Alimentando minha escuridão.

Em teus olhos enxergo insígnias
De fulgor, amor e verdade.
Eles são duas pedras ígneas
De intensa claridade.

Em que consiste a tua essência
Eu desconheço, não sei dizer.
No entanto tomo por referência
A esperança do nascer.

Não quero eclipsar a tua luz,
Escurecer tua visão.
Meu distanciamento traduz
O que falta em meu coração.

Queres meu calor,
Mas meu corpo está tão frio.
Sentes sede de amor,
Mas meu corpo está vazio.

E em nosso desencontro,
Eu me encontro,
Me assombro
E me encanto.
 
Desencontro

Está tudo em mim

 
A história da verdadeira dor
Como uma manta caindo sobre mim
Essa dor é real
Sinto-a aqui
Quando choro tudo acontece lentamente para mim
Não há luz
Parece ser o fim
Quando choro as folhas secam para mim
Está em mim
Está tudo em mim
Quando choro o mundo pára para mim.
 
Está tudo em mim

Voltas

 
Voltas e voltas sem intervalo
Voltas e voltas
Está tudo girando
Sou um corpo celeste no espaço
Na inércia, só, gravitando

Voltas e voltas
Quero me desvencilhar
Voltas e voltas
Me deixe ir embora
Se esse ciclo não parar vou continuar a sangrar
Está tudo girando a minha volta

O pesar de meus pensamentos me faz sufocar
Sinto algo violento me partindo
Solte as correias, me deixe respirar
Me sinto desmembrando, esvaindo

Voltas e voltas ao fundo penetrando
Violando, absorvendo devagar
Voltas e voltas nas entranhas me tomando
Se esse ciclo não parar vou continuar a sangrar.
 
Voltas

A dor

 
Abrange todo o meu corpo e vai além.
Me segura por dentro e arremete
Lavando meu todo e mais alguém,
Que mora em mim e me acomete.

Falo da dor que meus olhos refletem.
Sinto o ardor de suas mãos que repetem
Movimentos pesados e brutais,
Que caíram outrora sobre meus ancestrais.

A dor que devora e desmancha a ternura,
Preenche por dentro a carne em fervor.
Submetida á lagrimas em alta temperatura.

A dor que prepara a carne a tortura
E de cada carne quer sentir o sabor,
De cada clamor quer extrair a loucura.
 
A dor

Marcia

 
A cada dia que passar
Em cada noite que cair
Nossa amizade nunca morrerá
Sua lembrança nunca vai sumir

A cada lágrima que em meu rosto rolar
Em cada suspiro que minha alma sentir
Nossa amizade nunca morrerá
O tempo não vai destruir

A cada batida do meu coração
Em cada momento que nós sorrimos
Não deixe lugar para solidão
Pense em tudo que nós sentimos

A cada segredo confidenciado
E a confiança que passou a crescer
Não tenho você aqui do meu lado
Mas a nossa amizade nunca vai morrer.
 
Marcia

Infância

 
Repudio a minha ignorância
Neguei-me, pois nada sei
Não resta lugar em mim pra arrogância
Humilhei-me, subjuguei

Onde ficou a minha infância?
Nas margens do meu saber,
Minguando sem relevância
No ato de reviver?

Ela que ainda vive
Mas não quero perceber
Sinto que não desiste
Inda resiste pra não morrer

Ela que me agride
E me impõe o que não sei
Então me mostra que o saber
É bem mais do que eu pensei.
 
Infância