Poemas, frases e mensagens de ALINE.LIMA

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de ALINE.LIMA

Sentir É Mais Que Saber.

 
Entendo o seu pensar com o meu sentir.
Eis a minha maneira de compreender,
sentindo, é assim que sei.
Sentir é muito mais que saber...
Quando razão alguma é capaz de explicar,
quem sente, entende.
Na emoção encontro o meu porquê...
Sentindo, faço viva a poesia, sei o que é vida,
perfeita sabedoria, sinto o que é viver.
 
Sentir É Mais Que Saber.

Amor de Poeta

 
Nessa vida insana, meu amor às cegas,
é entrega intensa, infinita , completa.
É sentir sem tréguas, sem limites, sem regras.
Amor de alma, de poeta.
É sonho que a realidade engana,
que me salva de mim.
Que me traz e me leva além do desejo
e ao ordinário profana.
Querer que a nada se nega,
que por todos os instantes do tempo me chama,
realiza o seu destino,
eterniza-se o meu começo e o meu fim,
reconhece a minha essência em si,
e a arte do encontro proclama.
 
Amor de Poeta

Vento

 
Gosto do vento, porque ele não tem forma,
porque ele pode ir e vir de qualquer lugar, sem que ninguém possa vê-lo, e ainda sim ter a certeza de que ele está lá.
Aprecio o sentimento de liberdade que somente o vento me dá, a sua capacidade de constantemente mudar.
Admiro que ninguém possa tê-lo, e que a todos ele possa tocar.
Vento que transforma, que traz e que leva , que me faz voar .
Me arrebata num vendaval, ou me acaricia numa suave brisa.
Seja sopro ou ventania...
Vento que me hipnotiza... Que me faz sonhar.
Na sua lógica natural e intangível, prova que nem tudo o que é real, é necessariamente visível.
Gosto do vento porque ele me faz crer...
No impossível.
Que existe muito mais do que meus olhos podem ver.
Gosto do vento , porque ele me lembra você.
 
Vento

Além da Essência ( Dueto com Murilo Celani Servo)

 
Nesta manhã saboreei a mais forte da saudade
Agora mesmo pensei, onde tu andas neste instante?
Desejo tão distante, razão que me priva a liberdade.
Lá fora um sol provocante, luz que te brilha radiante.

Na escuridão o vazio da tua ausência me invade,
Nem o tempo da eternidade me dá de ti o bastante,
Tu, que a tudo completa, faz inteira a minha metade.
Vem... Ilumina a realidade, amor da minha alma amante.

Em cada verso meu coração em fogo, é rima, é o grito.
Do amor errante e infinito, que me transcende a paixão
Além em essência, ao teu espírito, em forma do escrito.

Palavras perdidas, sentimento maior a tudo o que já dito.
Amor que desperta a vida e os sentidos, seu lugar é a imensidão.
Cumpra o seu destino, traga para a ilusão o real que te faz mito
 
Além da Essência ( Dueto com Murilo Celani Servo)

Amores de Conveniência

 
Realidade fria, de amores ordinários e emoções vazias,
onde os sentimentos se curvam a conveniência.
Todos vagam sem intensidade , sem essência.
Rebanho obediente as mesmas regras, cordeiros vazios de verdades, cheios da mais covarde prudência.
Relacionamentos pautados na frieza do pragmatismo e seus interesses racionais ,
sempre de acordo com o comodismo e a ignorância dos padrões sociais.
Corações de pedra adormecidos na capacidade de amar
e de serem amados dolorosamente esquecidos.
Resistentes ao despertar, vagam por noites escuras na ilusão
de já haver amanhecido.
Quem não conheceu o amor pode até ser perdoado
por se contentar com tamanha subserviência.
Agora quem já o conheceu e se entrega ao mundo
onde ele morreu , todos os dias paga o amargo
preço pela sua demência.
 
Amores de Conveniência

Palavras ao Vento

 
Um poeta leu os meus pensamentos,
transcreveu a minha alma em versos.
Tanto de mim conseguia dizer.
Palavras ao vento...
No som do silêncio, os sussurros da brisa
lembram-me de nenhuma delas esquecer.
Céu e inferno no mesmo universo.
amor e sofrimento , ternura e desejo
alegria e tormento no mesmo querer.
Palavras ao vento...
Tanto de mim havia em você.
Olhe pra dentro, sei que ainda pode ver,
o mundo lá fora sem amor nada tem a oferecer.
Volte... Tenha coragem , não esqueça a sua humanidade, não deixe que ninguém impeça o seu coração de bater.
Sobre os seu sonhos não há normalidade que importe.
Volte, para o seu caminho, há outra escolha que não seja desaparecer.
 
Palavras ao Vento

Amanhecer...

 
Quando a escuridão vier,
que haja verdade suficiente em você
para que nada obscureça a força da sua fé.
A noite que invade os seus dias terá fim,
tenha coragem para acreditar,
e nenhuma sombra irá te abater.
Que seja o chamado da luz o que você possa ouvir
que haja somente amor e verdade nas promessas que o seu coração fizer.
Permita que a sua alma eterna possa suspirar
a magia da vida que flui em seu ser.
O universo que vive em você vai te libertar
e todos os sonhos o seu coração irá conhecer.
Acima das nuvens escuras você será capaz de voar.
Então você saberá...
Outras noites escuras virão,
mas apenas para que você possa ver a beleza
de cada novo amanhecer.
 
Amanhecer...

A Quem Pertence o Silêncio

 
Nunca compreendi o vazio que o silêncio tantas vezes traz.
Não o silêncio tranquilizador do contato com nós mesmos,
mas aquele silêncio que desarmoniza e perturba, que nos tira o sossego,
que em segredo nos rouba a paz.
Não há nada mais doloroso do que o silêncio que ao coração nos fala,
que ecoa no peito o som das lembranças que tanto queremos esquecer.
E o teu silêncio, diz tantas coisas... Quando o teu amor cala,
mesmo havendo tanto ainda por dizer.
O teu silêncio grita uma angústia muda e ressentida,
demonstra a mais profunda expressão do desinteresse e desprezo,
sobre ti mesmo e sobre a vida.
No teu silêncio os teus sentimentos despertam,
mesmo que você os queira adormecer.
Nesses segundos sem palavras os teus sonhos teimam em renascer.
Ninguém foge pra sempre de sentir.
Ao falar pode fingir o que não sente, mas no silêncio
não há como mentir.
No silêncio todas as verdades ousam viver.
O teu silêncio pertence a mim e o meu pertence a você.
 
A Quem Pertence o Silêncio

Maldição do Poeta

 
Minha alma na poesia escreve.
Conjuga em versos um viver de sonhar.
Nas palavras traduz um querer que a tudo se atreve.
Tece infinitas formas de amar.
A inquietude que em mim prevalece
Nas letras encontra a sua paz.
Impossível de possibilidades que acontece.
Ilusão que diante de mim se desfaz.
Intensidade que liberta, inspiração que se desprende.
Sobra tanta falta em cada rima que me completa.
Obscuridade que a luz do versejar acende.
Sentir demais, benção e maldição do poeta.
 
Maldição do Poeta

Os Versos Dele.

 
Para aquele
a quem eu tenho amado há tanto tempo sem saber,
estes são os versos que lhe fiz.
Versos sinceros e inocentes,
verdadeiros e apaixonados,
que tentam dizer o que nenhuma palavra diz.
Não se explica aquilo que apenas sente-se.
Mesmo assim escrevê-los me faz feliz,
pois estes são os versos dele.
Em cada palavra está a manifestação do desejo.
Em cada letra , um beijo.
Versos meus que escrevi só pra ele.
Nestes versos mudos que tenho a lhe oferecer,
todas as palavras escritas
e não ditas anseiam em viver.
Pois estes são os versos dele.
Ele... Que eu já amava sem saber.
Em cada verso, entrego o meu corpo e a minha alma
despidos de receios e segredos,
entrega mais sincera e completa que conheço.
Mostro-lhe a minha face e o meu reverso ,
o meu fim e o meu começo, na imensidão do meu querer o seu Amor o meu universo.
 
Os Versos Dele.

Horizonte ( Dueto com Murilo Celani Servo)

 
Vida na arte pela contemplação ao mar
Olhos fixos pela harmonia do instante
Paralisante a alma que a cor ao olhar
Leva-a ao tempo de um infinito distante

Sem barreiras pela liberdade do voo e lugar
Na velocidade da luz que a torna brilhante
Respirando os sonhos pelo alcance do ar
Em que a visão pelo seu estado errante

No seu caminhar, andarilha do vento
Toca o sentir, transcende o sonhar
Desejar expresso no romper do firmamento

Viajante sem destino, além do seu tempo
no alvorecer do pensamento faz do céu o seu lar
Segredos confessos no silêncio do esquecimento.
 
Horizonte ( Dueto com Murilo Celani Servo)

O Amor E A Sua Solidão.

 
No amor não há misericórdia
descanso, ou solução.
Não há derrota ou vitória,
pecado, e nem mesmo salvação.
Não há certezas, nem respostas,
O amor nada e tudo comporta
não cabe em si, transborda,
no imenso vazio do que não se define,
é preciso em sua inexatidão.
O amor não tem começo, nem fim,
mas imensidão.
Nele inexiste o bom ou o ruim,
culpados ou inocentes, castigo ou absolvição.
No amor há amor somente, e sua solidão.
 
O Amor E A Sua Solidão.

Até Onde Vamos...

 
Até onde vamos por aqueles a quem amamos ?
Até onde você iria por amor aos seus ?
Você iria ao inferno,
dançaria com o diabo ?
Confessaria os seus pecados,
encarando a face de Deus ?
Iria além do que os olhos podem ver ?
Acreditaria sem duvidar quando sentisse
na alma o que a razão não ousa saber ?
Enfrentaria os seus temores ?
Desprezaria os seus pudores ?
Arriscaria a sua vida ?
Mataria ou morreria sem se arrepender ?
Por amor vai-se mais longe que o distante
eterniza-se o instante , faz-se crível a fantasia
realiza-se o impossível de tudo poder.
 
Até Onde Vamos...

Incompreendido

 
Pensamentos seus que me consomem,
tanta vontade de conseguir te ler...
Acabar com os espaços que te afastam
e te levam de mim,deixando aqui
o que eu não sei de você.
Na ausência dos dias que não acontecem, castigo,
adormecem a minha razão, emoção e sentidos.
Saudade, certeza da felicidade
que eu não sei deixar ir embora.
No vazio que me completa, eternas horas,
na presença do amor arredio
que mostra o seu desejo de estar só.
Naquilo que me dói procuro abrigo,
lembrar o melhor,
o meu querer nunca esquecido.
A chuva lá fora, até parece que chora
é triste a certeza do que não quer ser compreendido.
 
Incompreendido

Despertar

 
Já não me assusta a escuridão do que vivi,
essa lucidez não me machuca mais.
Encontrei a minha proteção, no meu ser tenho a poesia,
a acidez das palavras vazias o meu espírito agora não corrói.
Nem mesmo a tristeza do despertar dos dias ainda me dói.
Nada nessa realidade ainda me serve , me engana ou me feri,
Verdades prontas não me interessam,
convicções impostas não me convencem,
doutrinas corrompidas e suas mentiras convictas
não me movem, ignoro o que as suas cegas certezas professam.
Restou-me o viajar no tempo...
Sentir na chuva que carrega o vento,
minha eterna espera,a promessa perfeita
que sempre me traz,
um futuro que não acontece e que em mim não se desfaz.
 
Despertar

Brasas

 
Vivemos e morremos...
Passamos pela vida como estrelas cadentes riscando o céu.
Feitos de eternidade nos perdemos no efêmero.
Instantes de viver, algum calor e claridade,
momentos de luz para aquecer e clarear o inverno.
No calor do fogo, numa grande e linda chama,
de uma vez só queimemos...
Todos morrem , poucos vivem,
e no fim, brasas é o que temos.
Inteiros de muitas partes,
cada qual com a sua alegria e a sua dor,
seu paraíso e o seu inferno.
Nascemos certos do morrer,
mas antes, que o viver venha primeiro.
 
Brasas

Indolência do Pensar

 
Trajetórias definidas, almas esquecidas,
vida que segue sem caminhar.
Realidade corrompida na indolência do pensar.
Esperança perdida, solidão do tempo que passa sem se notar.
Diante o espelho, deformidade refletida,
imagem do pesar.
Solidão ressentida, ausência imposta, calculada e medida,
quando o comodismo limita o sonhar.
Visão obscurecida, dormência do sentir,
acende-se a escuridão do olhar.
No silêncio a voz que se faz sempre ouvir ,
mesmo a quem não pode-se mais chamar.
Impeça o partir, desobedeça a ordem estabelecida.
Volte a si, livre, ouse amar.
 
Indolência do Pensar

Longe, mas tão Perto.

 
Quando se ama o distante,
vive-se a morrer por esperar.
Longe, mas tão perto, a eternidade está em cada instante,
na expectativa da troca de um olhar.
Deseja-se todas as palavras não ouvidas,
e o passar de todas as vidas em que o amor
reside na realidade do sonhar.
No ecoar do tempo, o querer maior resiste,
certeza plena da alma a confiar.
Em mim o teu lugar existe, todos os caminhos te levam a me encontrar.
Mais um passo apenas, então a alegria suprema,
ao nosso alcance o verdadeiro amar.
 
Longe, mas tão Perto.

Interior

 
A quem me olhe pouco do que realmente sou , eu transpareço.
Creio que o mundo lá fora nada tenha pra mim,
em troca, para ele menos que isso, eu ofereço.
Tudo que de fato importa, acontece aqui dentro, a intensidade do que sinto, é internamente que vivo , apenas quando encaro sozinha meu olhar no espelho , a verdade que há em mim eu reconheço.
Na eternidade do meu ser , o tempo passa mais rápido do que eu, no turbilhão dos meus pensamentos quase sempre começo pelo fim e termino pelo começo.
É no meu sentir que viajo, realizo o improvável,
vou a todos os lugares e a lugar algum,
desprezo a banalidade do existir pequeno e raso ,
cultivo a profundidade do querer autêntico, elevado e raro,
meu universo intocável , para os que fingem viver... Incomum.
 
Interior

Durante o Inverno ( Dueto com Murilo Celani Servo)

 
[b]Tempo vazio em que a poesia distante
Vela-se o passado que a dor é saudade
Presente no ar que se respira o instante
Da cor do desejo que chora sua metade

Universo agora presente real e cintilante
Reluz o brilho em toda a sua claridade.
Olhar que revela o que está mais adiante
Em cada verso um vislumbre da eternidade.

Refém do sonhar pelo interior da madrugada
Em que o acordar é ausente de cor e encanto
Quando além horizonte um coração é morada

Verdade e encontro que findam todo o pranto
Que seja feliz e livre a vida tão esperada
Almas que vão além do impuro e santo.
[/b]
 
Durante o Inverno ( Dueto com Murilo Celani Servo)