Poemas, frases e mensagens de PedroGabi

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de PedroGabi

Gosto de escrever as coisas simples da vida.

Tão simples e tão complicada... a vida

 
Calo-me nesta vertigem delicada
Num espasmar constante
Em te querer ter….minha
Nestes braços desalentados
Onde o tempo me sangra
E tu que pensas que já te esqueci
que já não sofro sem ti
Ah como estás tão enganada
Deusa da minha alma
Só calo-me para te ouvir
Lambendo as saudades de ti

Não sou poeta, mas sinto-te
 
Tão simples e tão complicada... a vida

Rascunhando fragrâncias VII

 
Mas um rascunho a juntar-se aos outros, mais um que escreve o meu corpo em dedos hesitantes e trémulos. As letras desaparecem, já não querem escrever-se em palavras, em frases perenes de mim.

A calma sem ti é enganadora, tudo se engana no meu corpo, neste corpo envelhecido à luz dum clarão, aquele em que um dia eu vi nos teus olhos, quando me olhaste felina…

Bebi palavras, beijos e caricias, esvaziei a eternidade e enchi-me de loucura deste amor errante nas ondas bravias de ser simplesmente quietude do tempo, do tempo que passa por mim.

É manhã, reina o silêncio no meu peito, a vida entra-me pela porta adentro, os carros a deslizarem-se velozes querendo ultrapassar o tempo, as nuvens a moverem-se preguiçosas numa eterna caricia ao mundo que se destrói lentamente… e onde estás tu? Porquê não estás aqui na ponta dos meus dedos febris? A pele desidrata-se em gretas famintas, invadindo a alma, a alma que anseia por ti, não há tempo, ele esgota-se no ar que me enche os pulmões, nas cores que inundam o meu olhar, nos passos que precedem os meus pés, nos suspiros que exalam no vento do meu devaneio…

Suspiro lentamente e encho-me de vida, daquela que ao teu lado eu já vivi, nesta teimosa obsessão de te sentir assim… e fecho os olhos num sonho sem fim…..

(…)
 
Rascunhando fragrâncias VII

Rascunhando fragrâncias VI

 
Estou aqui, neste casulo amargo, que me amarra o peito, tenho saudades de ti, da tua voz que expirava carinho e me fazia sentir tão especial...por onde anda esse teu desejo de me ouvires, essa inquietude diária de me sentires? Penso em tudo o que sentimos, nos nossos risos cúmplices, nas nossas expressões libertinas, nos nossos carinhos...e choro mesmo que as lágrimas não brotem da retina entristecida, porra choro, é tão difícil esquecer...pensar em deixar de te sentir...calar a vontade de falar loucuras, de gritar bem alto, "não esqueças o que já sofremos e o que já gozamos juntos". Talvez seja isso que acontecerá, mas porra és tão injusta vida. Estou cansado, já não sei como lutar...oro uma prece "ajuda-me destino, ajuda-me a não a perder".

(...)
 
Rascunhando fragrâncias VI

Rascunhando fragrâncias III

 
Esperei-vos numa rua qualquer da cidade. Sentia-me ansioso, as pessoas passavam por mim ora lentamente, ora apressadas como a crise que nos sufocava.

Chegaram num ambiente de satisfação. Cumprimentei o teu marido
- Olá tudo bem?

E beijei as tuas faces num cumprimento banal, a minha mão apertou calidamente a tua cintura num gesto infinito de ternura.

Queria abraçar-te, olhar-te profundamente a perguntar-te silenciosamente, como te sentes? Mas olhei-te simplesmente de relance.

A tarde decorreu em amena conversa, falamos de tantas coisas, as nossas opiniões eram manifestadas livremente, sem timidez, nem castrações. Passeamos pela promanade, elucidaste-me sobre alguns pontos turísticos da cidade, sentia-me feliz, tinha-te ao meu lado, falava-te e até de vez em quando podia tocar-te ao de leve.

Eras como o sol que brilhava intenso, no céu azul do cosmos e no céu sombrio da minha vida.

Sabia que essa tarde iria terminar, mas naquele momento não queria pensar nisso, só queria saborear-te num sabor partilhado é verdade, mas mesmo assim saboreei-te em aromas múltiplos, que banharam o meu corpo de espumas acariciantes, como as que trajavam as águas límpidas do oceano reflectidas pela luz solar.

Sabes? Talvez nem te tivesses apercebido do que aquela tarde significava para mim. Senti-me dono do tempo, do tempo desenhado por mim.

E a tarde caiu sobre o meu olhar...já sem ti...

(…)
 
Rascunhando fragrâncias III

Rascunhando fragrâncias II

 
A cidade move-se densa a meus pés. O sol beija-me no lado direito do rosto, como uma carícia suave, querendo me presentear com um pouco do seu calor. Uma ligeira aragem arrepia o meu corpo madrugador.

Lembro-me da noite passada, essa outra noite em que também te vi, lembro-me de segurar o copo com a mão trémula. Um pouco de álcool para disfarçar a minha perturbação.

A ansiedade que sentia, foi-se dissipando aos poucos, ao som da voz que me falava tão de perto, a de uma senhora que eu acabara de conhecer, e me olhava dissertando sobre a crise e as penúrias existenciais.

De vez em quando os meus olhos beijavam-te secretos, e as conversas generalizavam-se nos sentires individuais de cada um dos presentes.

O fumo do cigarro, abundante diga-se em abono da verdade, tornava o ambiente um pouco sufocante. Entrava-me pelas narinas em forma de perfume demoníaco, provocando-me formigueiros de desejos, sentia o gosto do cigarro na minha boca gulosa…da tua

Era mais uma noite supostamente de pândega, de descontracção, de convívio. Tentei participar nas conversas banais, mas sentia-me perdido nos movimentos do teu corpo, olhando-te de esgueira.

A música em tons altos, soava na aparelhagem do bar, as vozes elevavam-se para se fazerem ouvir, o ambiente adensava-se nas palavras faladas.

Alguém comemorava o seu aniversário, o bolo com as velas apareceu e o cantar dos parabéns fez-se ouvir em unissílabo, é tempo de alegria, de convívio.

Os meus olhos percorriam a sala, um sorriso desenhava-se no meu rosto e juntava-se aos teus...

(…)
 
Rascunhando fragrâncias II

O sabor dos teus lábios

 
O sabor dos teus lábios
são fagulhas incandescentes
purpuras desvairadas
navegantes do tempo
são delírios impios
caricias desejadas
na carne plantadas

O sabor dos teus lábios
são plantios de rosas
de pétalas encarnadas
lírios orvalhados
na minha pele cansada

O sabor dos teus lábios
são esvoaçares de mariposa
nos ventos de outono
língua de silêncios
deixada sem dono

O sabor dos teus lábios
tem aromas de saudade
pira de incensos
pêndulos de liberdade
 
O sabor dos teus lábios

Rascunhando fragrâncias IV

 
Como dizer-te que preciso de ti mais do que nunca? Como posso correr, romper a noite e aninhar-me nos teus braços como um falcão desprotegido?

Agora que as sombras desfizeram-se num romper de uma renovada aurora, mas onde os sonhos continuam bruma esvoaçante na orla do rio que navega sem mim. Como posso? Diz-me tu que me sabes teu...

Como posso olhar-te e disfarçar a minha dor. Sabes? Às vezes o simples olhar sobre ti, a mulher que um dia tive nos meus braços, provoca-me sensações dúbias onde a saudade, a dor, a ternura, o orgulho perpetuem lado a lado, fundindo-se num gigantesco sentir que me obstrói a garganta num silêncio proscrito, levando a afastar o meu olhar entristecido das fotos que proliferam pela casa.

O céu adquiriu uma nova tonalidade, na força vital de um novo espaço temporal, que me envolve numa disputa olhos nos olhos com o destino, mas onde me sinto perdido nos dias sem ti, como complemento de mim.

Dizem que a vida é sábia, mas às vezes não sabemos alcançar o que ela nos ensina e o coração continua cansado de sentir e de viver em utopia perigosa mas bela, onde o corpo se enche de todos os sentires da vida.

Hoje foi o último ciclo perigoso e sinto-me liberto, mas apreensivo também. Como posso continuar com a esperança injectada se não te tenho nos meus braços? Se não te posso beijar sempre que desejarmos? Se não posso acariciar esse corpo que me enlouque? Se não te posso levar a essa viagem sonhada, ao paraíso terreste? Se não posso aprender aquele tango desajeitado que um dia prometeste ensinar-me?

Porque havemos de desejar alguém que não pode ser nosso? Que química é essa que nem os próprios quimioterápicos desfazem? É amor dirão alguns, pois é…aquele amor que permanece altivo, orgulhoso de existir na ponta da lança de cúpido transpassando o peito, pungente

Tantas perguntas …. mas uma só resposta. É a vida e essa tem que ser vivida olhos nos olhos, apesar dos nossos medos, das nossas revoltas, dos nossos remorsos, dos nossos desafios e desejos, caminhando sempre na dádiva de estarmos vivos

Deixa-me abraçar-te
no silêncio dos teus lábios
mais um vez

Deixa-me deslizar ao sabor
do teu perfume só desta vez
antes que a noite acabe

Deixa-me soletrar-te
estrelas dum céu
que só eu vejo com nitidez
antes que desapareças outra vez

Deixa-me sonhar-te mesmo que depois
esfumasses rasgando o infinito

Deixa-me amar-te
na utopia de todas as coisas
porque só assim conseguirei viver

(…)
 
Rascunhando fragrâncias IV

Rascunhando fragrâncias I

 
Naquela noite olhei-te, todas as emoções foram atabalhoadamente metidas num saco e o meu corpo hirto tentou descontrair-se. Já há algum tempo, hum….muito tempo, uma eternidade que não te via, que não te sentia presença em mim.

Gostei de olhar-te miúda esquiva, sim para mim continuas a ser uma miúda de olhos ternos e corpo de mulher.

Tinha-se passado tempos de reflexões, de controlos íntimos. Mas sabes? A vida também é isso, controles e mais controles para que as relações resultem em convívios agradáveis…
Não deixei de me perguntar e tu? O que estarias a pensar? A sentir?

Achei-me ridículo, o passado para ti ficou no passado, quer eu gostasse ou não. Existem coisas que se movem à revelia dos nossos quereres, dos nossos mais sagrados desejos. Hoje reconheço que tens uma relação estável com aquele que verdadeiramente amas, com aquele que escolheste para partilhar os teus desejos, os teus sonhos, a tua velhice… e eu sinto-me pequenino, estúpido e ridículo por ainda te desejar.

Embora os meus olhos fugissem aos teus, observei-te atentamente, no convívio ameno com o teu amor, com os teus amigos, esses amigos com quem podes conviver, com quem avidamente esperas calor. Aqueles que te dão sorrisos…e voltei a sentir-me tão pequenino… sou um quase nada na tua vida.

Esta sensação tão desagradável, que me apertou o coração e que me socou o estômago com luvas de boxe, raivosamente…este louco ciúme.. apoderou-se de mim. Não me achas tão ridículo? Envergonho-me de os sentir…mas senti-os.

Não me interpretes mal, fiquei contente por teres amigos e te divertires, sei o quão importante na nossa vida é termos amigos que nos apoiam, que gostem de nós, mas eu queria pertencer a esse círculo de amigos com quem convives de perto, queria puder demonstrar-te em todos os momentos possíveis, a minha ternura, a minha amizade.

A vida é um manusear de tempos e espaços e eu sou como um pássaro perdido na primavera…sem querer saber o caminho de volta.

Não sei porque te escrevo, não te quero perturbar, acredita. Sei que por muitos momentos és feliz e espero que eu também possa contribuir para essa tua felicidade, porque os amigos dão-se mutuamente e porra nós somos amigos sim, é essa a minha consolação. Talvez quisesse mais e mais, porque sou humano, um ser que te ama, insatisfeito, sempre carente…mas quem o não é diz-me?

Uma lágrima teimosa liberta-se-me no parapeito da vida, que se movimenta mesmo aos meus pés, em forma de cidade

Deito-me e sonho que te procuro, que te encontro mas que não consigo te tocar. E o desejo morre para além do sonho, agonizando no meu peito.

(…)
 
Rascunhando fragrâncias I

Rascunhando fragrâncias V

 
Mais um dia a acrescentar à minha vida, a esta minha vida desalinhada, onde as ondas do tempo transpassam-me altivas e apressadas, distante…, deste amor que sei teu, tão distante que apetece ressuscitar novamente, a teu lado, como o sopro do um vento tempestivo abraçando-te felino.

As palavras fogem-me, mas com a tua presença elas já não seriam necessárias, silenciosas deixariam as mãos sussurrarem paixões, os olhos murmurarem “amo-te princesa” e o corpo deliciar-se no teu….frémito.

Tem tempos que não te falo, deste meu jeito de te sentir rainha, no meu peito cansado.

Sei que não sou o “príncipe dos teus olhos”, não cavalgo no cavalo que sonhaste, nem as minhas faces te lembra um Adónios, mas sei que te adoro, neste meu castelo feito de sonhos e de desejos, onde a paixão e a loucura prevalecem na minha mente insana…

Ah quando te penso…quando imagino esse teu corpo que um dia acariciei… esses teus lábios de mulher que um dia aprendi a beijar… e esses teus olhos que me fascinam e me tornam imortal. Quando te penso…todo o meu corpo goteja ternura… que salga o meu olhar perdido, nesse oceano de desejos e de sentires.

O que será esse desejo constante de se querer ser desejo eterno nas mãos doces da ternura e da paixão, esse irrequieto pensamento ambicioso e ciumento de ser mais… essa constante volúpia de querer rodopiar, na dança quente dos corpos nús, esse querer ser vida nos teus braços…

Soa triste esta minha maneira de escrever a tristeza, sei que gostarias de que assim não fosse, mas que queres… mais um dia… e… outro e assim passam os dias velozes a caminho do fim. Este fim que sei que será longo e longe de ti.

Beijo-te princesa

(…)
 
Rascunhando fragrâncias V

Espero que gostem do que escrevo e que dêem a vossa opinião. Obrigado