Poemas, frases e mensagens de Jardim<>

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Jardim<>

o pretérito é um gigantesco oco

 
o pretérito é um gigantesco oco,
a vida é um sumidouro
onde o destino não mede
a insolvência do tempo.

Poema do livro Diários do Desassossego
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o pretérito é um gigantesco oco

foram tantos

 
foram tantos os que te comeram, a tantos juraste eterno amor. com todos tiveste a certeza de ter encontrado o teu par. como acreditar no que me dizes, mais uma vez, com a tua mesma antiga convicção? sou apenas mais um entre os tantos que te comeram. se apenas tarde te encontrei e não pude ser o primeiro, não posso cobrar do teu tardio amor ser o último.

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foram tantos

se amor houvesse

 
se amor houvesse
 
 
se amor houvesse, bastar-me-ia isto para desaprender o meu caminho, para vagar da praça mauá à cinelândia sem direcção, quieto e calado, pequeno, leve, para me perder nas curvas e becos da cidade nua, para que me diluísse na multidão? seria suficiente para tocar os teus cabelos, para guiar os meus dedos por sob a tua saia até o teu húmido reduto, para desejar ouvir de ti um gemido? se amor houvesse, bastar-me-ia isto para admirar o céu do aterro, insano e vasto, amplo, alto, para criar asas que me levariam até ao sol repetindo o voo de ícaro? bastar-me-ia que nos encontrássemos num horizonte de eventos, que a tua respiração se fundisse à minha, que eu tornasse a crer em sonhos? se amor houvesse será que tu entenderias que por tua causa desaprendi o caminho, por tua causa vagueei sem direcção, por tua causa perdi-me, por tua causa parei para olhar o céu, por tua causa tornei a sonhar?

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se amor houvesse

na luta diária

 
na luta diária, tropeços,
pedras, nuvens, ventanias,
gasto meu tempo, perjuro,
gasto meu grama de coragem,
meu punhado de futuro.

sigo com o olhar atento,
como quem leva a urgência
de um recado, resoluto,
cumprindo algum mandado
por força do insondável absoluto.

entre as colunas da tarde
calcinadas de lástimas,
entre as paredes, descrente.
um sol melancólico queima
onde ninguém pode ser indulgente.

entre os devassados
esconderijos que busco
entre a sede e a bebida
se vai sem perceber um dia,
um mês, um ano, toda uma vida.

perdulário das horas, dos minutos,
do mundo que eu não soube decifrar,
troco por incerteza o ar errante
e por força do hábito
troco o porvir por um instante.

dos passos em que cego me revelo,
a cada queda me recobro,
preservo o fogo que em mim dura,
no qual forjo, sem medo ou angústia
as faces da máscara futura.

na treva em que me embrenho
sem saber quem sou, existo.
nas vertigens do alento,
sobre as curvas do caminho
ultrapasso a curva do momento.

outro céu, outra fome, outro corte,
por não saber quando parar,
giro e oscilo entre penhascos,
busco solução na chuva e no ar
por não haver alívio para os meus ascos.

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na luta diária

Beijo

 
Beijo
 
 
beijo as pétalas da rosa.
e na minha boca
o meu amor goza.

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Beijo

espero o momento

 
espero o momento
 
 
espero o momento de te tocar e sabes que há em ti algo que me envolve e me conquista. esta expectativa é um ensaio que atravessa o abismo entre a nossa pele, é um prenúncio de algo em que me fizeste acreditar. algo que me tome quando este momento chegar e quando de mim tu te apoderares. contento-me com o teu frágil sorriso e as tuas promessas cuja interpretação se perde diante do timbre da tua voz. profeta da incerteza, aguardo do momento a sua acontecência. calo diante da fêmea húmida que sugere cios e sonhos, diante do encanto e do encontro aguardado por nossas línguas.

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espero o momento

será que consegues entender

 
será que consegues entender
 
 
será que consegues entender que algo em mim passou a bater fora do seu ritmo, que por onde passo já não tenho pressa, que as noites deixaram de ser uma procura feroz, que as estrelas, agora conheço-as pelo nome, que naquilo que
vejo surgiram prioridades? será que percebes que mesmo acordado o meu mundo se enovela em sonhos e que a trama
da realidade coaduna com eles tornando mais leve o tempo? será que escutas a música que eu ouço quando o nosso olhar
se encontra no meio de uma conversa e de repente entre nós se faz o silêncio? ansioso por tocar nos teus cabelos os meus gestos denunciam as minhas intenções quando estou ao teu lado. será que desconfias que chegar a ti foi o mais difícil dos caminhos, o mais improvável dos acontecimentos, um lance
de dados que não aboliu o acaso? será que imaginas a extensão da minha fome quando te devoro com os olhos, a ânsia de tocar as tuas pétalas e nelas colher o perfume que fabricas? será que entendes, nas pistas que deixo, na
cadência da minha respiração, a inquietude a que me entrego, até nos menores actos, nos momentos mais
fugazes? mesmo que não vejas o óbvio, sigo assim, sem ruído, aprendendo-me um pouco mais a cada instante, surpreendendo-me, reciclando-me, recriando-me, reinventando-me, sem querer apressar as horas, sem precisar de nada além de que existas.

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será que consegues entender

A casa está vazia

 
A casa está vazia
 
 
a casa está vazia, estar só torna-se um compromisso. o teu cheiro, porém, continua no ar, o mesmo ar ordinário que respiro e que traz o aroma de quando estavas aqui. a falta que me fazes, porém, é um prémio. é um presente que custei a aceitar e que me libertou do senso comum, do ofício de fabricar ilusões, da necessidade de acreditar em contos de fadas, de protagonizar ficções baratas, da dose diária de mediocridade.

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A casa está vazia

deslizo desnudo

 
deslizo desnudo
 
deslizo desnudo,
sem rumo, sem prumo,
aos ventos.

singro, sangro
sem tino, sem norte,
à sina, à sorte.

naufrago, calado, mudo,
sempre existirão
tormentas, tormentos.

sinto o cheiro
do que se foi,
do que se espera

em cada primavera,
a forma perdida
procura seus etcéteras

nos ritmos da matéria,
no fora, no dentro,
em algum lugar

onde o avesso
do inverso
insiste em ficar.

agarro o grito
agudo que brota
curto da garganta.

sussurro
o espasmo lento
de um gemido surdo.

assomam as sombras
insones, sortidas
em meio ao escombro.

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deslizo desnudo

quando acordei

 
quando acordei
 
quando acordei não posso dizer que encontrei o inesperado. aquela manhã, tantas vezes adiada, finalmente se revelava e nascia, contra a minha vontade, no ontem emaranhada. era como se ainda estivesses aqui, restos do teu riso continuavam presentes na cena, as tuas mãos a tocar-me, as minhas coxas entre as tuas, na mesma cama em que prometemos ficar juntos para sempre. a luz imprecisa daquela manhã não me permitia acreditar que o teu som havia cessado, restando apenas a ruidosa agonia dos espelhos a despertar-me para o indesejado, o inevitável e a vontade de não acordar. o itinerário do teu corpo era agora um teorema, a concretude definitiva da tua partida, na mesma cama em que a outro te entregaste.

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quando acordei

o quanto vagueei

 
o quanto vagueei
 
o quanto vagueei à tua procura, a levar comigo as tuas palavras, a fazer delas um mantra, uma prece, ao ouvi-las, a cultivar a ilusão de que não tinhas partido? quantos amanheceres permaneci a revolver as lembranças que não se desfaziam, a maneira como gesticulavas, os teus lábios quando encontravam os meus, como me recebias entre as tuas pernas, o branco dos teus dentes. o quanto vagueei a prometer-me que te encontraria a qualquer momento, a qualquer custo? essa promessa a resguardar-me da aniquilação, a sentir o teu cheiro em cada uma que despia, a chamá-las também pelo teu nome.

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o quanto vagueei

ando pelas ruas molhadas

 
ando pelas ruas molhadas
sob a noite fria.
a cada passo o peso
das histórias mal resolvidas
e dos sonhos deixados para trás.
o toque da noite é frio,
futuro mutilado, metades perdidas
que eu arrasto pelas ruas.
ausência de cores, sonhos impossíveis,
um sorriso forjado no rosto.
contagem lenta e regressiva
dos dias, fome infinita do destino.
no túnel escuro das madrugadas
as mãos geladas nos bolsos furados,
contemplo sombras que gemem,
ouço os lamentos do vazio,
o amor em lençois encardidos.
os loucos não mentem.

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ando pelas ruas molhadas

antes que eu pudesse dar-me conta

 
antes que eu pudesse dar-me conta
 
 
antes que eu pudesse dar-me conta, desde o princípio, antes mesmo de te conhecer, já te amava. cultivava este amor repleto de promessas imprevistas, noutro hemisfério, em terras distantes, noutro continente, por cruzar mares e oceanos até me encontrar. já amava a tua cor e o teu toque, as tuas palavras antes que as ouvisse, já previa o emaranhar de nós e o nosso abraço, minha ânsia em percorrer os teus relevos e os teus segredos, os teus pelos na minha boca, a humidade entre as tuas pernas. já tinha as minhas mãos à espera das tuas, sempre a guardar a tua chegada, o momento delas envolverem os teus peitos. esperei por ti, repleto de histórias de outras tantas que se desvaneceram no momento em que os teus lábios se encontraram com os meus.

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antes que eu pudesse dar-me conta

guardei para ti

 
guardei para ti
 
 
guardei para ti rosas e versos, construí cada palavra, pus em cada uma um gosto de sol e mel, procurei matizes e luzes. aguardei que sobre elas derramasses o teu sorriso ao encontrares ali o teu nome. a minha satisfação brotou entre as pétalas do jardim. o que fiz foi para esquecer as lágrimas já que agora somente os teus dedos correm pelo meu rosto.

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guardei para ti

ando só pelas ruas desta cidade fria e vazia

 
ando só pelas ruas desta cidade fria e vazia
 
ando só pelas ruas desta cidade fria e vazia.
carrego comigo o hiato das impossibilidades
e a carga dos desenganos que fazem
da noite de sábado um proscênio solitário.

encarnação de vazios, deixo para trás
pontos de interrogação e concluo
que há muita incerteza nos caminhos
que se abrem à minha frente.

dialogo comigo mesmo, danço a coreografia
dos absurdos, réquiem inevitável
de um futuro que nunca existirá,
passos em terra de ninguém.

na praça dos consolos inúteis
distribuo a piedade que só os miseráveis
são merecedores, na minha andança
sem fim recebo do passado arrepios,
os sorrisos compartilhados são a véspera
dos desassossegos futuros.

ando sem rumo por ruas movimentadas
tentando olhar dentro dos olhos
das minhas verdades e sentindo
a batida do martelo dos remorsos
que só as escolhas erradas trazem.

fragmentos de promessas espalhadas
pelo chão, vestígios pelos muros
de possibilidades impossíveis
originadas no âmago das minhas covardias.

ando só e por aí me perco, uso a bússola
da minha inquietude, sigo as placas
dos meus medos, arranco da memória
uma fatia de sonhos que está guardada
em um frigorífico abandonado
e que quebra quando a toco, algumas coisas
são tão sagradas que não podem ser tocadas.

ando sem rumo, rumo ao improvável,
por alamedas, atalhos, pontes
e abismos que me conduzem.
andanças intermináveis, pelo caminho
questões sem respostas,
respostas sem perguntas,
coisas que não são nada,
nadas que me deixam mudo,
promessas que ouço do luar,
das gotas da chuva que nunca choveu.

estrada feita de horas e horas, o vento
e suas navalhas cortam constelações ilegíveis,
o espelho da finitude desfilando
vácuos inefáveis como se o passado
e o presente andassem de mãos dadas
sorrindo e falando alto nos corredores
desertos da minha intranquilidade:
a sagração de um vazio
que nega a si mesmo.

ando só e sem destino
sob a passarela fúnebre
deste céu de possibilidades mortas
e paixões cegas, enxergo a dureza
dos muros, os papéis levados
pelo vento e os automóveis, converso
comigo mesmo em profundo silêncio,
respiro a textura de um adeus
que faz a alma se encolher
até um canto qualquer
como um detento sem ambição
e sem propósitos, como quem
espera por alguém que não existe.

me prendo a ilusões que escapuliram
de minhas mãos como se nada mais
fosse possível, uma nuvem de poeira
formada por escombros de promessas
não cumpridas sufoca
as minhas esperanças e asfixia
o meu futuro e minhas escolhas absurdas.

tenho uma fascinação pelas coisas
que não existem mais, pegadas invisíveis
pelo chão despedaçado
de um caminho confuso, sonhos fatiados
pela lâmina inexorável dos impossíveis,
minutos perdidos e areias antigas
de ampulhetas emperradas pela desatenção.

encho a taça trincada
pelo grito dos desesperados
e brindo a chegada
da minha própria demolição.

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ando só pelas ruas desta cidade fria e vazia

prometi amar-te

 
prometi amar-te
 
prometi amar-te, assim por inteiro, cada centímetro teu que trazes debaixo da roupa, sem me importar se já foste santa ou puta, comprometendo-me a escutar o que dizias, real ou imaginário. prometi amar-te, lúcido ou demente, apesar das coisas pequenas e insanas, grandiosas ou medíocres, ordinárias, desprezíveis, desnecessárias ou imprescindíveis que preenchem os teus calendários, ocupam a tua agenda e que me roubam o sono. prometi amar-te, nas tuas insignificâncias e coisas tolas que transformas em holocaustos, vendo a forma como te movimentas, o teu piscar de olhos quando mentes, de acordo com os teus ardis, os teus artifícios. prometi amar-te em cada segundo que nos é subtraído e apesar da constatação de tuas trapaças, apesar dos nossos fracassos. foi só quando desisti de ti que pude cumprir a minha promessa.

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prometi amar-te

suave, reluzente

 
suave, reluzente
 
suave, reluzente; era assim que guardava
tua imagem sob o mármore negro da noite.
dias e quilômetros nos separavam,
restaram inquietações no horizonte oblíquo
das interrogações, limites projetados
nas minhas mais arrogantes ambições.
muita coisa mudara, delicadas esperanças,
inexplicáveis emoções, minha paz desaparecia,
minha calma se dissolvia, calculava tempo,
distâncias, particularidades, horas a fio
te imaginava sob o céu sedoso cor de cobre.
a ansiedade tem nome de mulher
e preta é a tarja da caixa que guarda
o sono dos anestesiados.
sonhos se confundem com fragmentos
da realidade confusa e resquícios
de amnésia, reticências do inefável.
vestia-me, olhava o espelho, nas mãos
as chaves, o cotidiano, a procrastinação.

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