Poemas, frases e mensagens de Onde_está_o_@mor?

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Onde_está_o_@mor?

EU GOSTO DE CABRITAS

 
EU GOSTO DE CABRITAS
 
Eu gosto de cabritas
Mas tambem gosto de ovelhas
Agradam-me as mais novitas
Gosto tambem das mais velhas.

Das tetinhas lhes tiro o lête
Pra Dona Tina fazer o quejo
Pois se um home as tem, que aprovête
Quando lhe chegar o desejo.

Mas quando o bode está á cóca
Tenho de ter munto cuidado
Senã o bicho desaustinado
Parte-me os dentes da boca.

Tenho 5 na fotografia
Ficaram bonitas as diabas!
Mas vou arranjar mais um dia
Co que á mais por aí é cabras!
 
EU GOSTO DE CABRITAS

Os legumes da menina Greice

 
Encontrei a menina Graça
Em voltando aqui ao luso
Escreveu umas coisas tais
Que até corei e fiquei confuso

Ela diz que as verduras fazem bem
E que a carne é fraca prá gente
Mas eu acho que a carne faz falta também
Pra vivermos saudemente.

Quem nã gosta de umas carnes generosas
Assim de a gente se ficar babando?
Pessoas moças ou mais idosas
Todas as estão desejando.

E eu atão, que só com a cachaça
Esqueço as mágoas do amor na tasca
Precisava era assim de tal Graça
Pra ir arrebitando e sair da casca.

Se a menina quizer vir á Funcheira
Provar as carnes que fazem cobiça
Estou capaz de cozer uma farinheira
E de arranjari uma linguiça.
 
Os legumes da menina Greice

Sempre contigo

 
De amores me perdi
e sonhei intensamente
Imaginando-te a ti
comigo no serro poente

os anos já passaram
lembra-me assim essa noite
e as febres que me deram
por essa visão tão forte

Vivo aqui na Funcheira
velha aldeia perdida,
mas vou correr a terra inteira
por ti amor da minha vida.
 
Sempre contigo

AOS MESTRES. AS PALAVRAS QUE APRENDI NO LUSO

 
Compadres estou muito contente
Por andar a escrever aqui
Porque com gente tão inteligente
Palavras novas aprendi.

Aos mestres agradeço
Por partilharem sabedoria
Eu a eles com humildade pesso
Que me ensinem a cada dia.

Com o Mestre Domingos da Mota
Aprendi a palavra CAGARRA
Aqui diz-se caganeira mas nã importa
Desde que aja quem varra.

Com o Mestre Fotograma
Aprendi logo a DEFECAR
Que é o que na Funcheira se chama
Ao nosso gesto de cagar

Com o Mestre Migueljaco
Aprendi a dizer CONTUNDENTE
O meu Português é fraco
Mas ele sabe ensinar a gente

Com o Mestre Zesilveira
Aprendi que FAKE é fajuto
Não sei linguagem estranjeira
Mas disse-me o Xico que é culto

Com o Mestre Deus AMANDU aprendi
Que amando afinal tem U no fim
Com ele muito aprendi aqui
Coisas tão boas para mim

Agora sei mais portugês
E nem precisei de professores
Porque vos tenho a vocês
Amigos e Mestres como Doutores

Obrigado a todos digo
E perdoeme por favor
Se me esqueci de algum amigo
Mestre Poeta Escritor
 
AOS MESTRES. AS PALAVRAS QUE APRENDI NO LUSO

Á MINHA MELHOR AMIGA MARIA JOSÉ E AOS COMPADRES SILVEIRA, ESCORPIO E MARTINS

 
Á MINHA MELHOR AMIGA MARIA JOSÉ E AOS COMPADRES SILVEIRA, ESCORPIO E MARTINS
 
Minha amiga pianista
Não precisa vir á Funcheira
No Luso a menina é artista
E é a melhor companheira.

Eu sei que é verdade
Que me quer como irmão
E que esta bela amizade
Já nã tem separação

Nunca fui bom nas escritas
Reconheço, nã minto não
Mas escrevo as palavras ditas
Pelo meu pobre coração.

Nã gosto de confusão
Isso nã é pra mim
Tenho a menina no coração
Como uma flor do jardim.

A saúde é valiosa
Pode contar comigo
Voce é pedra preciosa
Para este seu amigo.

Compadres deste assunto
Martins, Escorpio e Silveira
Venham comer um presunto
Na adega da Funcheira.
Podemos escrever em conjunto
E beber um copo de Vidigueira
E no meu Fiat Punto
Passamos pela Zambujeira.
 
Á MINHA MELHOR AMIGA MARIA JOSÉ E AOS COMPADRES SILVEIRA, ESCORPIO E MARTINS

Amor, será que ezistes?

 
Amor, será que ezistes?
 
Pensei que te tinha encontrado
Mas foi tudo uma ilusão
Porque no fim o resultado
Foi ferir meu coração.

Eras pra mim uma princesa
Adorava beijar teus bêços
Mas o que pareçia uma certeza
Bem ficou pelos começos.

Trocastes-me por outra vida
Talvez inté por outro amigo
E deixastes-me com a tua partida
Sózinho e mais mole cum figo.

Foram muitos anos, nã te quero mais
Já muito disse e prantei aqui
Quero uma mulher que acabe com meus ais
E me fassa de vez esquecer de ti.

Mas a magana da desesperança
Já não me deixa acreditar nos amores
Só me apoquenta a lembrança
Das tuas porradas e dores.

Amor, nã sei se ezistes
Ou se estás só nas poesias
E se este lobo vai ter olhos tristes
Até ao resto dos dias.
 
Amor, será que ezistes?

PARA VOCE, MARIA JOSE AQUI DESTE LUSO

 
PARA VOCE, MARIA JOSE AQUI DESTE LUSO
 
Amiga nã se va embora
É o meu sentimento de verdade
Estava sozinho e agora
Conto com a sua amizade.

Voce chama-me lobinho
E diz que dança comigo
Agora já nã estou sozinho
Tambem quero ser seu amigo.

Diz que gosta de mim
Mas do cangarejo não
Sou lobinho sim
E falo-lhe do coração.

A menina escreve bem
E de forma especial
Os outros poetas também,
Nã me levem a mal.

Gosto das suas fotografias
Saõ todas muito jeitosas
Alegram-me os dias
Porque teem rosas

A menina está longe, é brasileira
A minha sorte é mesmo torta
Se você viesse á Funcheira
Amostrava-lhe a minha horta.

Nã se va embora Maria Jose,
Nã se va embora, está bem?
Nã tenha duvida que é
O melhor que o Luso tem.
 
PARA VOCE, MARIA JOSE AQUI DESTE LUSO

O XICO BARATA TEM UMA NAMORADA

 
Senhoras e senhores
tenho uma novidade
o Xico Barata anda de amores
essa é a grande verdade.

Ele já está bem velhote
Mas não teve preguiça
Foi procurar, teve sorte
Encontrou moça roliça.

É morena a tal ceifeira
Que com ele se amanhou
Dona de uma prateleira
Que o desencaminhou

Anda sempre todo o ano
Queixando-se das artroses
E nã é que o magano
Inda sabe ir ás filhoses?

Ai quem me dera a mim
Também eu namorar
Ter uma sorte assim
É coisa que vai demorar
 
O XICO BARATA TEM UMA NAMORADA

Canção do lobo

 
Canção do lobo
 
Ao luar no velho monte
Arreganho a voz tão dorida
E o ar frio que vem da fonte
Aumenta mais a minha ferida

O uivar é a minha expressão
Um lamento que me dói
Mas não chega a ser canção
Pois no vento forte lá se foi

O vento também quis levar
A minha pastora adorada
Ela deixou de me amar
E atão fiquei sem nada

Agora passeio na serra
Com o meu velho canito
Estou cansado desta guerra
As vezes fico tão aflito

Inda é maior a tristeza
Quando a lua está a brilhar
Atão é que tenho a certeza
Que ela não há-de voltar.
 
Canção do lobo

Vem que sonhar já não basta

 
O velho Xico Barata
queria ir à televisão
escreveu esta letra
para o festival da canção

Acho os versos muto bonitos
E também com muito valor
Num momento foram escritos
Pelo compadre cantador

Sei
Sei que é tudo imaginação
Sei
Que o amor não passa de ilusão
Acordado
Faço planos para te conhecer
E deitado
Tenho ideias de enlouquecer

Hoje
Passei o todo o dia a sonhar
Ontem
Só contigo queria estar
Sei
Que a a paixão tudo arrasta
Vem
Vem que sonhar já não basta
 
Vem que sonhar já não basta

HIPERTESÃO

 
Como sabeis compadres, as saudades da minha pastora continuam fazendo-me mal

Disse-me o compadre Xico
Para eu ir ao sô doutor
É que eu muito zonzo fico
Quando vem este calor.

E eu lá fiquei esperando
Pelo doutor da Funcheira
Cá pra mim confiando
Que me curasse a zonzeira.

E o magano do doutor
Disse que eu nã tava mal
Mas que era em meu favor
Medir a tensão arterial.

Pois parece que agora
Ela tende a aumentar
Quando penso na pastora
Já nem dá pra disfarçar.

Ela toca de subir
Eu nã a consigo parar
Fico tonto de cair
Logo me ponho a corar.

Atão pra evitar calores
E alembranças que fazem mal
Tenho de esquecer os amores
E medir a tensão arterial.
 
HIPERTESÃO

EU SINTO-ME SÓZINHO

 
EU SINTO-ME SÓZINHO
 
Estou-me sentindo sózinho
Com o coração desfeito
Ela com seu feitio mesquinho
Deixou-me práqui sem jeito

Eu nã devia querer que ela volte
Porque ela nã me mereçe mais
Quiz ir viver á grande na cidade
E deixou-me aqui com os pardais.

Eu havêra de encontrar outro amor
Pra me fazer companhia
Mas eu só vivo com a dor
De acordar sozinho todo o dia.

É que as mulheres que vejo agora
Só querem passear e vida de luxo
Mas o meu carro velho que está lá fora
Só anda até ao largo do repuxo.

Ao menos vocês amigos do luso
Estão com este lobo a cada dia
Os compadres, a tasca e as cabritas
Vão sendo a minha companhia.

Esta fotografia que encontrei tem muita sabedoria, era o que eu devia fazer á magana da minha pastora, mandá-la abalar de vez.
 
EU SINTO-ME SÓZINHO

O XICO BARATA TEM UM MAL NA PROSTA

 
O me amigo Xico
Foi-se embora aporrinhado
E eu muito triste fico
Com o que ele me tem contado.

O pobre quexava-se, coitado
De ter grande mijaneira
Que andava usando mais os postes
Que os canitos da Funcheira.

E também se andava quexando
Que o pirilampo nã funcionava
Meteu-se no médico e foi quando
Ficou sabendo o que se passava.

O medico disse - olhe, é da idade
Mas qual é o home que gosta?
Nã á decerto compadre
Que queira ter um mal na prosta!

E o Xico já é velhoti
Mas as moças inda lhe dão tremera
E agora já nada fazer podi
Ás moças roliças da Funcheira!

Anda tomando uns dicamentos
A ver se a coisa melhora
Mas ninguém lhe cura os lamentos
E acabrunhado se foi inda agora.

Por isso compadres aprovetem
Enquanto o elevador inda sobe
Que quando na velhice as moléstias se metem
O home bem quer mas nã pode!
 
O XICO BARATA TEM UM MAL NA PROSTA

A PASTORA QUIZ BEIJAR-ME

 
Ontem á noite, ai Jesus
Meu coração disparou
Meus lábios nos da pastora eu pus
E ela de verdade gostou.

Aqui na Funcheira é custume
Á noite apanhar a fresquinha
É que o sol quema como lume
E só se está bem á noitinha.

Atão ontem estava eu
Na explanada com o Xico Barata
Quando a Pastora apareceu
Tão linda que quase me mata.

Disse boa noite que é educada
E a gente respondeu
O Xico achou que já ñ tava ali fazendo nada
Alevantou-se e desapraceu.

Atão ela contou-me a vida inteira
Em Évora adonde vive agora
Preguntou-me se queria ir á ribeira
E eu disse que sim senhora.

Ela disse que tinha saudades de mim
Mas que nã queria viver na Funcheira
Eu disse que nã queria conversar assim
Aquela conversa costumeira.

Mas nã aguentei meu desejo
E áqueles beiços me lancei
Dei-lhe um grande beijo
E ela gostou do beijo que lhe dei.

Mas depois eu nã quis mais falar
Porque senti muita emoção
E atão decidi abalar
Para acalmar meu coração.

Hoje nem tive coragem de sair
Receando de a encontrar e ver
Atão e agora, a seguir
Compadres, que heide eu fazer?
 
A PASTORA QUIZ BEIJAR-ME

Viva Funcheira, Viva Portugal!

 
No dia de PORTUGAL
Haveramos de ser unidos
E fazer um bom arraial
Com sardinhas e enchidos

Para o nosso presidente
Á medronho com fartura
Porque se preocupa com agente
E pode ter alguma tontura

Vamos levantar as mãos
Com toda a nossa alegria
Somos todos bons irmãos
Aqui não falta sangria

A Funcheira é terra boa
E também é PORTUGAL
Nã julguem que é só Lisboa
La por ser a capital

Disserem me que este dia
Tem outra grande importancia
É do Camões e da poesia
Desculpem a minha ingnorancia

Inda se fosse do Bocage
Aqui no Luso meu amigo
Talvez á Funcheira viaje
Pra tomar um copo comigo

Compadres, hoje nã pensem na crise
Que isto nem tudo está mal
Gritem, que há muito quem precise
Viva Funcheira, Viva Portugal!
 
Viva Funcheira, Viva Portugal!

DESISTO DESTE AMOR

 
DESISTO DESTE AMOR
 
É do catano esta coisa do amor
Que em parecendo que melhora
E que até vai ficar melhor
A verdade é que empiora.

Quando a pastora voltou
Para passar férias na Funcheira
O meu coração acreditou
Que vinha para mim inteira.

Á ribera quiz ir passear
De mãos dadas e tudo comigo
Até pareceu que a coisa ia avançar
Mas ela ficou mais mole cum figo.

E o beijo que lhe dei
E que se bem calha até gostou
Nã valeu de nada, agora sei
Acabou o agosto e ela abalou.

Despediu-se em me dizendo
Que hade voltar um dia
Mas é desta que eu aprendo
E me deixo desta mania.

Compadres, estou farto de fazer ronha
Pensando nessa pantomineira
Haverei de pedir a Deus que a ponha
Longe de mim e da Funcheira!

Eu pareço um azogue estrampalhado
Que só atrai maldição
Olhai este sofrer izagerado
A estabordar-me do coração.

Adonde puderei achar o contrário,
Uma mulher que de verdade me queira
E deixar de ser lobo solitário
Uivando á lua da Funcheira?
 
DESISTO DESTE AMOR

ESTE AMOR TÃO FORTE

 
ESTE AMOR TÃO FORTE
 
Porque não te esqueço, Pastora
Se partiste meu coração
Abalaste e foste embora
Me deixando na solidão?

Digo que já nã te quero
Mas sei que estou mentindo
E á noite desespero
Com as saudades que vou sentindo.

Soubeste que escrevo no luso
E sei que vieste cá ver
Fiquei aporrinhado e confuso
O que é que iso quer dizer?

Será que inda gostas de mim
Ou foi coriosidade
De ver que o nosso fim
Me faz sofrer de verdade?

São férias e agora
Que voltaste à Funcheira
Será que vens, ó Pastora
Mangar da minha choradeira?

Ou será que nã é brincadeira
E vens acabar com esta dor
E vais comigo para a ribeira
E vamos fazer o amor?

Ai este amor tão forte
Que não me deixa esquecer-te
Estou querendo ir com a morte
Ou então voltar a ter-te

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ESTE AMOR TÃO FORTE

A Bela pastora

 
Peço desculpa poetas
Pelo meu atrevimento
Juntando todas as letras
É mesmo um descaramento

Escrevi quadras brejeiras
Daquelas de fazer corar
Tanto a senhoras e ceifeiras
A todas as vai apimentar

A bela pastora
Aquela bela pastora
Tem generosas titis
Toda a gente adora
É o povo que o dis

Quem já viu descobertas
Sabe e conhece bem
As gémeas secretas
Que essa pastora tem

Pegado ao sobreiro
Na curva da ribeirinha
Lá anda o cordeiro
Atrás da ovelhinha

Tão amigos que já são
O cordeiro e a ovelhinha
Quando ele lhe dá a mão
Ela oferece a florzinha

Preferem o cantinho
Na margem da ribeira
Para tomarem banho
Depois da brincadeira

Só que assim molhadinhos
Tal como Deus os fez
Acabam de novo juntinhos
E toca a andar outra vez.

Aquela bela pastora
E suas belas titis
Brinca alegre a toda a hora
Só para o fazer feliz.
 
A Bela pastora

Lobo solitario

 
No monte de Nossa Senhora
Á uma velha oliveira
Onde so e triste chora
Este lobo da Funcheira

Por entre nuvens sem luar
Vem a solidão escura
E se então quero uivar
É porque a dor não tem cura

Lá no cimo desse monte
A oliveira já antiga
Sempre foi uma boa amiga
Ouve tude o que eu lhe conte

Ando todo acabrunhado
Com o aperto da tristesa
E no mundo nã á riqueza
Que ponha o lobo animado

Quando subo o caminho estreito
Penso que vou pro calvario
E o vazio me enxe o peito
Faz-me sentir mais solitário

No monte de nossa Senhora
Á uma velha oliveira
E quem vem do lado de fora
Nã vê a minha desgraceira.
 
Lobo solitario

Serás minha

 
haviam muitas ceifeiras
por esse Alentejo fora
houve una na Funcheira
eu me amandou embora

não chorei feito tonto
porque não sou criança
mas este grande desgosto
inda me vai na lembrança

quando penso nisto
da-me uma dor no peito
mas isto está bem visto
não vai ter outro jeito

sei que há uma Princesa
que eu vou fazer Rainha
onde estás? Tenho a certeza
que um dia vais ser minha
 
Serás minha