Poemas, frases e mensagens de IsabelRFonseca

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de IsabelRFonseca

NADA PERTENCE

 
NADA PERTENCE
 
NADA PERTENCE

Nada me dói mais do que a própria dor
Nada me pertence nesta maldita terra
Nada me afoga nesta areia do deserto
Nada é por culpa deste meu cansaço
Nada é do silêncio da minha pobre alma
Nada me faz sofrer nesta bendita vida
Nada é ou foi deixado ao acaso
Nada é mais doloroso do que a solidão
Nada há de apagar as rugas do meu rosto
Nada se sente, nada se apaga da mente.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
NADA PERTENCE

"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"

 
"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"
 
"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"

Pé descalço, coração de pedra magoado
Que cega esta nossa
Mais que nossa idolatria
Voluntária morte
Esta mortal vida, mal vivida
Onde deixamos reinar a tirania
Tão mal servida
Que bravas águas
Lágrimas no oceano profundo
Perdidas e esquecidas
Que chorei na mocidade
Daquelas que já foram celebradas
Noutra idade
Relembradas em liberdade
Sentidas de bravura
Águas claras
Mostrai-vos tão nossas conquistadas
Da memória antiga
Pé descalço e já magoado
Quando não poder ser amado
O canto das aves
Alegraram o meu pensamento
E o meu ouvido
O perfume das flores
Mostraram-me o céu na terra
Vivo isento e pobre sem abalar
O sentimento da fraca
Humanidade que se vive neste mundo
Cada vez mais frio
De calor humano
Pé descalço e magoado dos caminhos
Onde o mais escuro é claro
O mais leve é pesado
O mais brando é duro
Como as fragas das serras
De giestas, estevas.
Que cega esta nossa idolatria
Desta nossa voluntária morte
Sem viver a mortal vida
Reinando a tirania
Fechando os olhos
De sermos mal servidos
Pé descalço, magoado coração de pedra!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"

"FOLHA"

 
"FOLHA"
 
"FOLHA"

Amo-te com as lágrimas da felicidade
Por toda a minha infinidade
Escrevo-te meu amor este poema
Com a saudade estas palavras
Que tu talvez nunca irás ler
Amo-te mesmo com medo
Das horas que apoderam-se de mim
Escrevendo-te com a dor
Do nosso amor já amadurecido
Amo-te nas horas de entrega
Onde nos conjugamos
Nas lágrimas de dor convertidas em alegria
Feitas em dias, horas, minutos de felicidade
Sem limites onde juntos
Juramos ao luar amor eterno
Amo-te tanto que dói, só de te o dizer
Escrevi numa folha tudo que sentia
Mas nunca, irás ler
Porque rasgarei a folha, lançando-a ao vento
O malandro do vento
Trouxe de volta a folha com toda a felicidade.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"FOLHA"

" ROTA PERDIDA"

 
" ROTA PERDIDA"
 
"ROTA PERDIDA"

Perdida durante muito tempo
Andei de mim mesma
Diambulando pela vida
Voltei e encontrei-me.
Em cada passo uma nova estrada
Em cada degrau um novo caminho
Com otimismo....Com fé
Com esperança
Traçei uma nova rota ao encontro contigo
Na profundidade dos teus olhos
Perdi-me de mim
Ou talvez seja a metade que deixei contigo
Onde encontrei-me em nós.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.
 
" ROTA PERDIDA"

"OH VALE SENTIDO"

 
"OH VALE SENTIDO"
 
"OH VALE SENTIDO"

Oh vale encantado da tempestade sentida
Oh livro que acabei de ler
Que deste-me a serenidade
Que eu tinha perdido a lucidez
Que deixei de sentir, sentimento adormecido
Esquecido, abrasador, vida amarga
Oh alma que te perdeste
Em trilhos, caminhos da saudade
Entre estevas, estevinhas, olmos
Fragas, oliveiras e castanheiros

Oh vale encantado entre as serras e os montes
Deste nosso e amado Portugal
Onde a raposa, repousa e faz o seu covil
Onde as cobras mudam de pele
Onde anda a alcateia deste lobo solitário
Oh vida triste, vazia, sozinha
Onde mato a sede na fonte no monte
Deste vale encantado,que é a minha vida.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"OH VALE SENTIDO"

SONHO ETERNO

 
SONHO ETERNO
 
 
SONHO ETERNO

Tu vieste atrás de mim silenciosamente
Era mais do que fazer amor, muito mais
Era rasgar a pele do corpo na louca sã
Desta loucura de sermos nós mesmos
Volto as minhas ausências de memórias
Noites chuvosas onde a lua estava chorar
Sem ouvir os pássaros no sol da manhã
Acaricias o meu corpo com um belo sorriso
Dos teus lábios, na penumbra dos meus olhos
Suores e tremores percorriam o meu corpo
A cada acordar depois de uma noite de amor
O meu desejo é no fim do sonho torná-lo eterno
Um sonho que me ajude a libertar o meu lado
Selvagem, entre o meu delírio, a minha vontade.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
SONHO ETERNO

AMOR DE FRUTOS VERMELHOS

 
AMOR DE FRUTOS VERMELHOS
 
 
AMOR DE FRUTOS VERMELHOS

Amo-te agora, depois, logo, sempre
Entre os frutos vermelhos do bosque
Não interessa o lugar, nem a hora
Morangos, framboesas, mirtilos
Com a certeza, da fome do meu ser
Alma inquieta, vontade opressora
Eu, tu, nada, ninguém mais existe
Somos o fruto do desejo da entrega
Amoras, cerejas, groselhas, melancia
No abraço firme que nos aconchega
Boca de lábios mordidos, de amplos beijos
Na troca de fluidos, nas carícias ocultas
Mãos inquietas, que revelam os desejos
A força, a vontade de querer amar-te
No desejo tão nosso que nos seduz
Amam-se sem segredo, sem medo, pelo encanto
Onde as almas que brilham, ocultas no tempo
Não é apenas sexo ou corpo, é sim um amor verdadeiro
Amo-te agora entre os frutos vermelhos do bosque.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
AMOR DE FRUTOS VERMELHOS

VOAR

 
VOAR
 
 
VOAR

A solidão enfeita o meu ser
Desnudando-me a alma
A desilusão faz-me crescer
Por instantes um breve sorriso
Por momentos quero gritar
Perder-me sem me reconhecer
Deixar-me adormecer no tempo
Voltar a ser criança de baloiço
Voar para o útero de minha mãe
Numa paz, num silêncio absoluto
Mas as paredes da minha alma
Fingem não escutar a minha dor.
A solidão enfeita desnudando-me.

ღ❣•*¨*•.¸¸ƸӜƷ.¸¸.•*¨*•❣ღ

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
VOAR

COZINHO NO FOGO

 
COZINHO NO FOGO
 
 
COZINHO NO FOGO

Cozinho no fogo do teu olhar
Desejos de pensamentos carnais
Piso a neve fria branca descalça
Vomito palavras ardentes na alma
Que me queima o sangue do corpo
Letras tuas que saem da minha boca
Na parede do nevoeiro de pura neve
Entre a chuva silenciosa de um silêncio
As mãos invisíveis acariciam os quadris
Que se escondem quando a memória
Do corpo é a luz do próprio pensamento
Sente um beijo suave sobre o coração
Eterna noite nos teus quentes braços
Entre todas as carícias de beijos sem parar
Cobrindo todo o teu corpo frio, no meu
Flores da minha agonia, do meu desejo
Outono, primavera, verão, inverno em ti
Cozinho no fogo da tua carne de tantos desejos
Desejos do meu corpo ao encontro do teu.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
COZINHO NO FOGO

" CARTA SIMPLES" Amo-te António.. !

 
 " CARTA SIMPLES" Amo-te António.. !
 
CARTA SIMPLES

Amo-te António...gosto de ti..
Como eu gosto de ti..talvez tu não saibas
Como é bom envelhecer contigo
Aconchegar as tuas costas,
quando adormeces no sofá.
Esperar-te à noite...
sobre a nossa cama velhinha de ferro.

Creio que foi o teu olhar,
que eu quis navegar.
Quando te conheci e te vi...
eras tão bonito e continuas a sê-lo.
Foi amor à primeira vista, um encantamento....
um deslumbramento, de uma miúda de 17 anos....

Passados todos estes anos..
(29-vinte e nove anos) de casados,
(10-dez meses) de namoro,
cá estamos nós meu amor...
na luta da vida que nunca foi fácil,
ouve alturas que as dores e sofrimento,
a necessidade, a falta de tantas coisas,
más decisões...Más escolhas
Trouxeram-nos muitos dissabores.

A nossa vida foi feita com alegria,
amor, esperança e muita fé.
Passámos por privações muito dolorosas....
e no final ficámos mais fortes,
mais unidos e muito mais apaixonados...

Muitas vezes gosto de observar-te,
sem que dês por ela,
olho para ti em silêncio,
és o homem que amo e desejo.

És um pégaso meigo, honesto, apaixonado,
ciumento, possessivo e eu meu amor ...
sou um cavalo selvagem,que não consegues domar..
é isso que completa-nos
tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais,
como uma tempestade de vento e chuva...
que acalma de repente.

Gosto de beijar-te com ternura enquanto
vemos um filme,
talvez seja melhor fazermos amor..foste apanhado
gosto de irritar-te, de provocar-te eu sei
afinal estamos a envelhecer
Mas não estamos gastos para o amor, para amar.

Onde estão as nossas memórias,
os sonhos esquecidos, guardados,
a nossa prioridade são os nossos filhos,
lindos perfeitos que Deus nos deu
uma grande bênção.
Afinal eles são o maior tesouro que conseguimos juntar
Oito (8) diamantes
cinco meninas e três rapazes que são o nosso orgulho

Eu sei que amas-me, que te revês nas minhas rugas,
na minha fuga do tempo.... vamos ser velhos,
amigos, cúmplices, amantes, companheiros
Apaixonados de tantos invernos
De tantas primaveras, de tantos sorrisos
de tantas alegrias e tristezas,
de tantas aventuras.

Afinal, ainda não temos netos, eu sei, tu
Tal como eu gostaríamos
de os conhecer, mas temos que ficar à espera
Depois meu amor, ficar contigo e morrer no teu sorriso
...António

12-01-1985
Maria Isabel Morais Ribeiro da Fonseca

Isabel Morais Ribeiro da Fonseca
 
 " CARTA SIMPLES" Amo-te António.. !

SINO DA MEIA-NOITE

 
SINO DA MEIA-NOITE
 
SINO DA MEIA-NOITE

Eu quero impregnar a tua pele
Moldá-la como uma artesã
Mas sou apenas uma pobre poeta
Às vezes triste com tua ausência
Outras vezes melancólica como as cotovias
Que voam entre sombras e suspiros
Gotas de orvalho de sentimentos
De abraços nostálgicos em chamas
Que consomem o meu sangue
Talvez um limbo da vida e da morte
Estou farta da minha louca loucura
Bússola de uma trepadeira invisível
Onde pulas o meu muro quente
Para alcançar o santuário dos meus seios
E as flores do meu jardim secreto
Vento refluxo das ondas da almofada
Para escrever um sonho no coração
A andorinha procura um ninho nas ondas
Da tua boca no beijar do teu silêncio em sal
Janela da nossa cama, vejo a lua, o vento chegar
Carícias de mel, como se de uma fragrância se tratasse
Beijo da nossa cumplicidade
----- no tocar do sino a meia-noite.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
SINO DA MEIA-NOITE

CORPO PERFUMADO

 
CORPO PERFUMADO
 
 
CORPO PERFUMADO

Prende-me na tua voz
- para alimentar a tua prece
Fica comigo atrás das grades
- torna-te devoto
Recicla as minhas loucuras
- só para as reinventar
Lanceta o meu corpo
- para ver o reverso do teu
Conheço a dor de cor
- que arranquei do coração
Crema o desejo nas pétalas
- soltas da tua inexistência
Ama o meu corpo na terra
- onde eu respiro contigo
Torna combustão
- o que esfumaça dos meus lábios.
Sente o calor da insônia
- a perder-se no chão das pedras
Partículas pequenas
- suspensas na ansiedade crescente
Corpo nu que flutua no vazio
- das labaredas da tua carne
Onde a eternidade solda o sentido
- recolhendo as cinzas soltas
Apaga a fome, sentirás o encanto
- do meu corpo perfumado.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
CORPO PERFUMADO

"DOCE ALMA"

 
"DOCE ALMA"
 
"DOCE ALMA"

A minha doce alma está sepultada
Esquecida...Derrotada...Aprisionada
A solidão é tanta
Que a angústia parece sufocar-me
Sufocada numa mente vazia
Que grita para ninguém ouvir
Cativa por medos
Feridas abertas que tardam em fechar.
O desespero leva-te ao delírio
E o coração parece parar
As lágrimas que caem dos olhos
Queimam-te a face
Mas que fazer quando se perde o gosto pela vida?
Vou esperar até a tempestade passar
Afinal isto não vai durar para sempre, vou acreditar
Que a minha alma vai voltar a sorrir.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"DOCE ALMA"

"DESCEM OS LOBOS "

 
"DESCEM OS LOBOS "
 
"DESCEM OS LOBOS "

Descem os lobos à aldeia
Em noite de lua cheia
Uivam ferozmente
Fecham-se as portas, as janelas das casas
Com medo da alcateia, quando na verdade
Fechamos as portas à vida
Às gentes que nos pedem ajuda
Somos egoístas, maus de caráter
Temos medo de tudo e de todos
E não é dos lobos
Sente-se o cheiro da lenha a arder
Das lareiras cheias de gente ou vazias do nada
Se tiver de morrer, morro de pé
E não subjugada a mentes hipócritas
Falsas com o coração de pedra
Pessoas que fazem as coisas
Ou dão com segundas intenções
Maldosas e muitas vezes ignorantes de si próprias
Que gostam de humilhar e escravizar os outros
Descem os lobos da serra à aldeia de noite
À chuva, ao vento
Ficam as marcas na neve,como punhais
Que deixam feridas no peito e na alma.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"DESCEM OS LOBOS "

O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO

 
O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO
 
 
O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO

Ditadores de um sonho já muito sombrio
O homem caminha sobre as palavras
Na invisível rotina, que ilumina o caminho
Entre a dolorosa seta que cerca a sua alma
Descansa na sua fé de intocável mundo
Pintou de sangue a sua própria liberdade
Há noite desenhou o céu num manto branco
Nos telhados feitos de saudade ou lamento
Caminha num chão alheio ao seu corpo ferido
Guerreiro que vive já no meio da tempestade
Alquimista quando cai a noite no noturno luar
Ansiosa frente de forma na inesperada poesia
Onde falhou o poeta, o homem que não caminha
No descontentamento, emoção do deslumbramento
Árvore estéril que usou a seiva para fazer-se renascer
Inesperado olhar desajeitado, sem medo, sem barreiras
Ele queria simplesmente um amor, antes que o engolisse
" a terra."

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO

"ROSMANINHO DA SAUDADE"

 
"ROSMANINHO DA SAUDADE"
 
"ROSMANINHO DA SAUDADE"

Quando eu morrer meu amor
Quero a minha campa cheia de rosmaninho
Para que te lembres do meu corpo perfumado.
Quando eu morrer meu amor
Planta-me aos meus pés
Camélias de todas as cores.
Para não te esqueceres dos filhos
Que eu pari com amor.
Quando eu morrer meu amor
Planta-me um roseira de rosas vermelhas.
Para recordares o amor e o desejo que senti por ti
Quando eu morrer meu amor
Canta muito, chora o que tiveres de chorar
Mas nunca te esqueças de viver, de sorrir e de amar.
E nunca culpes Deus por me ter levado.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.
 
"ROSMANINHO DA SAUDADE"

SEMENTE EM MIM

 
SEMENTE EM MIM
 
 
SEMENTE EM MIM

Faminta de ti, seca em mim
Sou uma ladra de mim em ti
Semente plantada em mim
Por ti, que lavra com carinho
Os cantos de um novo hino
Nas outonais folhas secas
Que nos afagam os corpos
Enlaçados num seco murmúrio
Em que só a lua nos contempla
Neste nosso recanto de amor
Chão de chuva, que faz brotar
Desta terra que já foi lavrada
Vinha no monte entre as ardósias
Que os ancestrais nos saúdam
Com um vinho da nova colheita
Onde saciamos a nossa sede
Na travessia pelo seco deserto
Do instinto que cobre-me somente
Com o teu corpo que lavra em mim
Desta sede ou talvez fome de ti " amor".

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
SEMENTE EM MIM

VINCOS NOS LENÇÓIS

 
VINCOS NOS LENÇÓIS
 
 
VINCOS NOS LENÇÓIS

Tenho fome de ti em mim
Na alma de um figo ou tangerina
Malagueta de todos os começos
Eu sou um pétala, tu um jardim
Enquanto dormes observo-te
Nas horas que me doam a tua pele
Amo as formas do teu corpo
Fogo dos olhos que em mim circula
Beberia da tua boca tolas palavras
Caminharia ao teu lado, por caminhos
Escuros de neblina entre abismos
Ficaria grávida de amor, todos os dias
Num verbo ouvido que seja eterno
Onde deixas sempre uma parte de ti comigo
E eu volto para reencontrar-te no meu colo
Fome de ti com o teu cheiro nos lençóis
Desnorteio-me nos vincos de todos os teus gemidos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
VINCOS NOS LENÇÓIS

TATUADO

 
TATUADO
 
 
TATUADO

Sílaba ao vento
...No infinito tatuado
Da morte salvo
...Canção da terra
Do céu, do sol
...Leve como o vento
Na juventude de verão
...Silvos na face
No rosto infinito
...Tatuado de morte
Na alma, no peito
...Que não cai
Na memória
...Nas ondas
Do mar revolto
..Da falta de sentido
Em cada cruz
...Em cada calvário
No grito, da voz
...O talvez no silêncio
De cada flor noturna
.....Que deixa uma marca
Tatuada na memória
....Ou no calvário de morte.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
TATUADO

"OUTONO DE LETRAS"

 
"OUTONO DE LETRAS"
 
"OUTONO DE LETRAS"

Línguas de outono, árvores despidas folhas no chão
Escrevo palavras em forma de letras
Com o desejo do vento, que quer as folhas no chão
Gravo as palavras nas rotas dum livro, que quero navegar
Dito as cartas de uma cartografia doce da minha alma
Letras engarrafadas de teu amado corpo
Mar de gestos subtis nas ondas de ti em mim
Desejo-te como as raízes secas a pedir chuva no verão
.............Outono eterno
Corpo desmaiado na memória das águas do passado
Eternos namorados nos vendavais das palavras que se cruzam
Nos teus dias e nos meus, onde não existe cegueira
Apenas sussurros, gemidos de desejos
Palavras sobre a língua do vinho fermentado
Suspiros recolhidos com o teu sorriso
Rosmaninho doce do teu beijo, licores feitos com o nosso amor
Que bebo e de ti resguardo ainda as promessas por abrir
Outono de línguas em forma de letras
Escritas no nosso pensamento
Letras engarrafadas que o vento deseja
Todas as folhas das árvores no chão!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"OUTONO DE LETRAS"

Nasci em Angola - Luanda em 1966.
Sou Portuguesa- Lisboa.
Casada e feliz-1985
Tenho 8 filhos que são o sol da minha vida.
Não me considero poetisa
descobri escrevendo por acaso