Poemas, frases e mensagens de fernando7fonseca

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de fernando7fonseca

Você aqui

 
você está fazendo o errado
dentro do mundo do que é errado
você se odeia
enquanto adora
fazer o que abomina como inexato
do inexato

briga com seu próprio corpo
encara sua própria idiossincracia
procurando sincronia
em toda falta de sintonia
entre você
e sentido
 
Você aqui

Peixe grande 3?

 
Sou uma piada
contada em coreano.
A emoção se traduz.

Quando a realidade se torna efeito especial
e a verdade me põe dúvida,
me perco em meu sentido,
como uma alma que parece transcender.

A carne clama meu nome
e o desenvolvimento da paz toma o lugar
do crescimento pensante.
 
Peixe grande 3?

Não Importa Nada Agora

 
Quando outro abraço não conforta
e outra conversa não escorrega pelo tempo do prazer,
volto ao meu pesadelo de ideias idiotas
corrompidas pela verdade tão dura de se aceitar.

Fico aqui pensando nos por quês,
batendo um papo com todos os que estão em mim,
entre perguntas e ansiedade,
o futuro incerto é minha única certeza agora.

Me sinto fraco e perdido,
uma vergonha para todos os pólos em que já estive.
Rejeitado e amado
se diluem em uma única Lua com seu sorriso torto.

Como eu poderia lhe dizer
que aquele ser bruto não era quem sou?
Quem ousaria entrar aqui
e ver no que aqueles comprimidos me tornaram?

Salvação era a palavra de ordem
e me levaram ao fundo de toda falta de agradecimento
pela sua presença, seu amor, sua companhia.
A culpa não é minha e por isso é toda minha.

Já faz tanto tempo.
Tempo que só corre ao seu lado,
em pulos e danças, piruetas na chuva,
escorregando pelos dedos nas cordas.

Culpa.
Palavra que doi em nós.
Tempo.
Essa jaula que pus em mim.

Ao fim de todo ódio,
reencontro sempre o mais puro amor,
a impureza do meu desejo
de ter tudo para mim.

Saudade que corta e envergonha
e me vê como o fraco mais uma vez.
Espero que ele volte a me controlar,
embora se torne cada vez mais difícil, tão sozinho.

O confiante que se foi
e levou junto o meu amor, minha garota.
Meu amor, meu prazer em correr até o ultimo degrau,
levando você no colo ao topo da colina de paz.

Quase fugimos de todos.

Queria libertar a nós dois,
hoje só quero me entorpecer confortavelmente.
É só mais um pedaço dessa angústia,
me tornando cada vez mais tolo e não eu.

Quando todo o tempo do mundo não será suficiente.
Não é que não se tenha ninguém,
é que existem abraços e existe o lar.
Doce lar de calor e cheiro suave.
 
Não Importa Nada Agora

Peixe grande

 
Eu quero olhar dentro
do olho
de vidro
da velha
do castelo.

Um elemento impossível
e um mundo real,
com gigantes,
com profecias,
com magias,
com mentiras verdadeiras.

Amor tardio bem-vindo após a doença,
por culpa
por saber,
por medo
por enxergar.

E eu, que pensava que gigantes escurecessem a noite com a vibração da voz de baixa frequência e alta intensidade!

Vendo a vida nunca saber
aonde ir,
por onde acabar,
de onde surgir,
onde está.

Curioso pelo fim, meus pelos tentam fugir de mim e perdem seus chapéus.

E eu, que vi a cidade parada no tempo,
todos imóveis,
tudo esquecido,
quase acreditei que você me enganou!
 
Peixe grande

A busca

 
Supondo existência.
Apenas um olho para ver.
Sentido Etéreo, incompreensível.
Como o Cosmos em nossa finitude.

Perdido em certezas.
De tempo e espaço.
Não podemos senti-lo.
Não podemos imaginá-lo.

Dois olhares deslumbrantes.
Céu abarrotado de não-pensar.
Proporções perfeitas a se colidirem.
Atrações e repulsas em harmonia.
Aqui em baixo chamamos de Amor.

Acasos e acasos.
Desencontros que nos trouxeram aqui.
Por um segundo, nem teríamos existido.
 
A busca

Melancolia

 
M alditas trevas, tão adoradas!
E ntre um sorriso e outro, sob a alvorada,
L evando-me a dar outra baforada,
A brandando toda a minha dureza,
N este mundo em que pousa a avareza
C oncentrada nos atos de nobreza,
O nde a impureza insiste em fazer sua morada.
L á, o abatimento é consagrado
I nstrumento pra correr na estrada.
A qui, o sentimento permanece inalterado.
 
Melancolia

Caminhando pela chuva

 
Vejam aquele homem
seguindo o caminho da chuva,
esperando por mais e mais,
se contentando com as grades.

Há uma voz cantando só para ele
e um revólver em seu bolso,
observando quem não é reparado
enquanto empresta seu isqueiro.

Todas as coisas que podem estar girando
se enrolam em sua indiferença.
Um amor, outro amor e mais um
passam pela rua em corações vagos.

Algumas frutas caem da árvore,
vivem sua glória para gozar a morte.
Ele nem olha, mas ele sabe que está lá,
mais um sentimento desperdiçado.

Você já viu os cigarros acesos na chuva?
Pequenos degraus para sufocar a solidão,
conversas jogadas em cima de uma mesa.
E ele não esboça um movimento.

A chuva continua caindo
e não há mais ninguém ali.
Eu vejo sua chama mais uma vez.
 
Caminhando pela chuva

Como fui falso com vocês!

 
Eu só quero zombar do mau poeta que fui
"Poeta" de mim mesmo
Quase poeta de minhas próprias
Vergonhas megalomaníacas
De mostrar a mim mesmo que passei
De acreditar que viverá um outro eu
E um dia esse outro eu vai rir de cada palavra
E escrever novamente outras palavras piores ainda
Cada vez mais sem ritmo e senso
Fingindo falta de senso com a realidade
Ou qualquer coisa que esteja fingindo fingir
E nunca mentirá a mentira de antes

Como fui falso!
Como senti
E ainda quero sentir em cada letra uma pontada
E ai de você que não conheceu quem eu sou quando não sou palavra
Não sei o que você está fazendo aqui e nem necessito saber
Saber é fingimento, é emoção
E emoção não é inteligência

Não há você, senão o agora
Então não renegue-se desprezando a forma como você escolheu passar o tempo

Ah, passar o tempo!
Como se ele tivesse a propriedade de estar errado!

E ainda há quem continue
Teimoso em encontrar beleza em tudo
Por um será lembrado como o esquecido

Quanta pretensão em escrever baboseiras com as palavras certas!
Sou eu que não sou
 
Como fui falso com vocês!

Paro minha mente para um pensamento

 
Não gosto de mostrar ao mundo
que sou canhoto,
porque não sou.
E passo o cigarro para a mão direita
para não lembrar
da origem do hábito.

Na rua, onde eu costumava sentir
o desejo pela nicotina,
eu só poderia segurar a fumaça
com a mão esquerda.
Eu não me desprendia de você.

Meu cérebro hoje tentou
novos meios para me terrificar,
os antigos não mais fazem efeito.

Talvez haja alguém a gritar Brian
e se tornar certo
em 20 anos-luz mais próximo
dos sons nesta sala vazia.

A doçura entra em minha música,
conserta o buraco e pinta as paredes.
Ei, criador de todas as notas;
a onde, afinal, eu pertenço?
 
Paro minha mente para um pensamento

Ao seu olhar

 
No fundo, ela é apenas uma garota
acanhada ao lado do seu amor,
procurando proteção em meus braços,
fingindo que finge para si mesma.

Encurralada entre femme fatale
e pensamentos temerosos,
em busca de uma resposta
para seu ser e para seu poder.

Afim de mantê-los em seu calcanhar,
todos os olhos alheios se fecham
para sua tristeza (esquecida).
Ela só quer extrair as pérolas
e poder escolher qual combina mais com seu coração.

E hoje eu tenho seu rosto.
 
Ao seu olhar

Outra isca ineficaz (Peixe grande 2)

 
Miragem!

Salvo o animal
da morte,
para que eu possa
comê-lo.

Agradece e se vai
com seus pedaços suculentos
a um outro encanto.

Apenas outra obra inacabada,
romance desromantizado,
minha vida
gasta,
suja,
perdida.

Só o tempo me vem de presente,
esticando-se sem querer parar,
sem querer chegar,
nem desaparecer.

Limpo a idiotice plasmática
escorrendo em meus lábios,
desinfeto meu sentimento
e tento outra vez.

Envelhecem e deixam de aprender.
Enrugam-se e tornam-se iguais.
Só há grande diferença
entre um novo velho
e uma criança!
 
Outra isca ineficaz (Peixe grande 2)

Conversando com quem eu sempre fui

 
Tomando minha alma como pagamento,
virando do avesso a lembrança antiga,
as melodias claustrofóbicas trazidas pelo vento
me lembram que a criança ainda não encontrou sua amiga.

Mais vivo que a própria vida que eu conhecia
um sonho ou dois restaurados em um anel de metal.
Transbordando a piscina de uma varanda vazia,
corações afogados pelos meus pés e minha alegria letal.

Grite para mim, o lado de lá cantou melhor.
É a mentira que traz à tona a verdade,
o reencontro com meu corpo, que já sabia de cor
as cores desse sutil veneno que me entrega à liberdade.

Estou vivo e moldando o mundo inteiro.
Rasguei do dicionário a página do medo.
Me torno mais velho e não sou mais o forasteiro.
Hoje eu sei que ainda é muito cedo.
 
Conversando com quem eu sempre fui

Tradução de uma letra em português

 
Como se samba,
meu som se sonho
como se não basta
o que meu olho olho.
 
Tradução de uma letra em português

O bigode de Salvador Dalí

 
O bigode de Salvador Dalí
 
O pensamento lógico (ou o que supomos ser a lógica, de acordo com nossas limitações) restringe a arte e o que ela, supostamente, deveria ser: reflexo do pensamento único de cada homem, cada artista. E restringe a criatividade e a imaginação, ao colocar uma cerca envolvendo a loucura, se proibindo de alcançá-la.

Não seria isso, por si só, uma loucura, um atentado contra a nossa própria mente e sua complexidade - sua vontade de imaginar?

Então, por que tanta gente tem medo de expor o que pensa, sendo que todos tem seus pensamentos "malucos" guardados? Nossa mente não funciona da forma que a expomos. Nós pensamos de forma diferente da que demonstramos a todos.

"O maior inimigo da criatividade é o bom senso."
(Pablo Picasso)
 
O bigode de Salvador Dalí

Razão para me conhecer

 
Talvez eu esteja à procura de seus pedaços.
Loucura.
Pedaços da sua energia.
Loucas.
Me divirto.

Minha mente.
É tudo para mim.
E o que excita ela...
ah! Alguém sabe!
Vai saber que coisa estranha é esta!
O que excita a minha mente.
Não é a Astronomia.
Nem a Música.
Nem o que me entorpece.
Afinal,
é outra coisa o que me deixa alucinado.

Tem um pedaço aqui neste copo,
outro naquele beijo mordido
e mais um naqueles ventos cancerígenos
que deliram meus olhos.

Mas deixa pra lá... (Não existe...)
 
Razão para me conhecer

Fingindo estar em paz

 
Nem toda paz é monumento.
Me sinto entorpecidamente tranquilo,
mas preciso do meu amuleto,
pois nem toda resignação é completa
e minha serenidade é incerta.

Engano meu cérebro,
regando com jarros de felicidade
o meu campo agora deserto,
onde nenhuma flor
se arriscou a penetrar com verdade.

Me distraio procurando estas letras
que digito por pensar tanto em dor.
E a calma flutua pelo meu corpo,
que finge que a morte não é maior.

Mais palavras desajeitadas
para guardar em mim
e sentir a reprovação de seu coração.
Mais motivos para acreditar, enfim,
que sem jeito sou eu.
Voltarei ao meu violão.
 
Fingindo estar em paz

Guardado Aqui, Bem Iludido

 
Eu não quero ter
dela
o que eles tiveram.

Isso não me interessa.

Eu quero a melodia
que sua vida canta,
um canto para o meu dia.

E a outra parte não me cabe.

Não desejo seu segredo,
nem seus desejos sujos.
Quero sentir o seu além
e nada mais.

Quero te encontrar,
quero sua aura.
Ouça seus próprios sons.

Não me importa tanto o seu corpo.
 
Guardado Aqui, Bem Iludido

Aborto de mim mesmo

 
Do meu sangue, fiz aborto.
De outro modo não há de surgir,
dentre os mundos, alguém lúcido.
Pondo os pés no cais do porto,
vi, sem temor, uma sereia a emergir;
dos meus sonhos, o mais plácido.

Talvez, enfim, não seja morto,
que eu hei de encontrar o conforto.
Seguindo meu roteiro com realeza,
surgiu você com toda a sutileza.

Entre divagações, conheci esse novo nome,
sílabas que não possuem a sonata do seu.
Embora esse possa, enfim, matar minha fome,
não quero que você se torne peça do meu museu.
 
Aborto de mim mesmo

Contando as horas

 
Pela janela, vejo um céu estrelado
pairando sobre um prédio desbotado.
Tudo escuro em minha casa;
só vejo - do cigarro - a brasa.

Quando a noite gela,
imobiliza cada osso;
e fico aqui sem ela
pisando o fundo do poço.

E o desalento vem, cruel,
a roubar meus simples versos,
que não alcançam o papel
e ocultam-se, perversos.

Não consegui sequer contar
quantas horas do meu dia
eu gastei tentando lembrar
reminiscências cheias de ousadia,
porque eu não conseguia,
nos sonhos, as horas enumerar.
 
Contando as horas

Observando sua vergonha

 
Eu estou bem,
apenas sinto a falta do fogo
de dois seios redondos
me observando.

Na mesa, existe apenas uma,
que me olha timidamente
por seu ego inflado
estar a meus pés hoje.
E eu vejo sua mente:
a lembrança permanece.

E ela cita seu charme,
sabendo que minha mente gosta de ouvir
a singularidade humana
coincidente com suas diferenças.

E eu sei que há a pirraça exótica.
Eu lembro e ela também.
Não tem por que durar.
Não é algo mais que instinto.

Sim, fiz versos (tortos) a você.
Seus planos de instigação
foram bem sucedidos.
Mas saiba que não existe nada além.

Eu sei,
você aprecia o transparente
e a arte que pode ser feita com o próprio corpo,
pois você é:
o que você é
e o que você quer ser.

Sendo carne,
também tenho minha curiosidade,
mas seu jogo não é melhor que o meu.
 
Observando sua vergonha