Poemas, frases e mensagens de Correa

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Correa

No Colo da Rosa

 
A página em branco se engrandece frente aos meus olhos
Agrega-se com o hipnotizante silêncio da música
Pesam as pálpebras que desobedientes (?)
Aproximam suas margens
Lá se vai o que é próprio e o que antes era alvo
Transforma-se em noite
Noite estrelada dos bandolins

E o ar se torna um delicado de moléculas quase róseas
Etéreas
A textura das pétalas em meu rosto
No abraço afetuoso de suas folhas
Ah pude sim deitar em seu colo
Perdido no afago suave
Quando pude regá-la com minhas próprias lágrimas
Não encontrando uma palavra que definisse o momento
De inigualável sentimento

E aí entendo porque do lado de cá tentamos
Inutilmente definir o que é amor
Os que mais se aproximam trazem nos lábios
Segredos que apenas quem é mãe pode dizer

Porque existe um estado onde o amor
É simplesmente....o amor
A realidade a essência do que ainda não compreendemos
A pureza do coração da chama que caminha pela noite
Não existem paixões não há lugar para as vicissitudes
E a madrugada observa com admiração os vaga-lumes
Pequenas fadas que nos fazem sorrir iluminando nossa mente
Em doces inspirações que julgamos serem nossas

Mas as estrelas devem dormir
O sorriso precede o afastar das pálpebras
A folha agora exibe seus rabiscos
Sentimentos que compreenderemos
Quem sabe ...
Através de nossa própria evolução
Aqueles momentos de vida real
Entre cada última expiração

Bom dia Girassol...
 
No Colo da Rosa

Feliz Ano Novo (de novo e mais uma vez)

 
2015 ano novo então seja atencioso liberte seu lado carinhoso
Brinque pinte o sete qualquer número
Gostou? Então repete solte a criança
Dê a si próprio a esperança
Inove renove

Coma chocolate, sem exagero, lambuze-se
A melhor massa é a que você amassa com as suas mãos
Abrace apertado chore bem chorado
Valorize a vida uma de cada vez

Mude de ideia sei lá ouça Wanderléia
Faça diferente dê um abraço em seu gerente
Um beijo em toda essa gente
Poxa invente!

Compre um livro mas leia
Mostre que há sentimento nessas veias
Extasie-se e por favor esqueça o êxtase
Experimente mas não seja imprudente

Escreva uma carta use a caneta
Deixe de lado o email
Ainda se lembra onde ficam os Correios?
Mostre um sorriso ao seu freguês ele vai voltar outra vez

Faça um esporte deixe de lado a preguiça
Evite a linguiça coma uma fruta
Desfrute a vida!

Ame sua família estando ao lado dela
Ame seus filhos um beijo de boa noite
Pode ser de bom dia ou por motivo algum
Só pra deixar claro que os ama
Recarregue o amor

Pare de fumar comece a respirar
Use filtro solar e lave as mãos
Mas não esqueça do sabão

Levante! Deixe o mais velho sentar
Ouça o vento soprar
Não jogue lixo no mar

Cante escreva dance e gire
Desafinado ou sem métrica
Ponha pra fora
Tudo que está guardado

Suba na árvore solte uma pipa
Não complica!
Tente invente
Ponha pra funcionar sua mente
Aja mais espere menos
Reflita sempre não há tempo a perder
Convide um amigo visite um abrigo
Garanto que vão adorar sua chegada

Compre flores converse com seu anjo
Faça um arranjo descubra novos odores
Mas não esqueça de agradecer
Por tudo que a vida lhe oferece
Alegrias e dissabores

Guerra de travesseiro apague a luz do banheiro
Viaje a Portugal pule carnaval
Mas não faça mal
Não é suficiente
Então saiba que terá de fazer o bem

Não permita que o orgulho e o egoísmo
Se apoderem de você
Ignore os que tentam lhe desviar
Esqueça a vingança
Não reclame pare de choramingar
E faça algo de produtivo

Antes de apontar os erros de alguém
Veja se você não os tem
E mesmo que não os possua
Reflita sobre os outros
Que provavelmente mantem

Feliz Ano Novo a todos nós
Beijos e abraços bem apertados
Em cada um de vocês...
 
Feliz Ano Novo (de novo e mais uma vez)

As quatro estações de seu olhar

 
Quando fixo em seus olhos
Consigo perceber as quatro estações
Se alternando em cada amanhecer

Quando olho para os seus olhos
Vejo seus cabelos esvoaçando
Acariciando o ar que os rodeia
Do mesmo modo que a chama da vela
Soprada por sentimentos que acredita disfarçar

Quando contemplo seus olhos
Vejo as lágrimas de outono
Trazidas pela saudade do calor
Percebo suas folhas caídas
Em um sorriso agora amarelo

A vontade de acreditar em não encontrar um caminho
Apenas para se esconder da dor
A firmeza do tronco desalinha-se da realidade
De cinzas é feito seu castelo

Quando observo seus olhos
Vejo na frieza do inverno de seu olhar
A busca da felicidade
O calor que sobrevive escondido
Sob o fogo da canção

Vive nas coberturas
Cercada das imaginárias labaredas da falsidade
Quando a música que captura o momento
Revela entre outras coisas um toque claro de solidão

Quando vislumbro seus olhos
Vejo um infinito jardim ainda submerso em angústia
Flores guerreando na vontade de desabrochar
A primavera que tenta ocultar
Ou talvez realmente não saiba ainda
Quão maravilhosa é a vida em sua eternidade
Falta-lhe, quem sabe, valentia

Mas quando fecho os meus olhos
E direciono aos seus
Vejo que terá de confiar no amor
Aquele que um dia acredita ter lhe sido insolente

Deixe o pássaro voar por dentro de sua mente
Permita que ele leve as asas incandescentes
A resposta estará sempre no amor
Não se dê ao trabalho de tentar entender
Apenas siga as estrelas
E acredite
O verão chegará novamente...
 
As quatro estações de seu olhar

Quando choram as guitarras...

 
Permanecia sentado sobre à banqueta
Os pés molhados pelo vai e vem das carícias do mar
Notas que imploravam ao poeta
Amor esperança ou quem sabe ousadia

Olhava ao alto
Não haviam estrelas
Assim acreditava
Os astros haviam sido esquecidos
Assim imaginava
Nuvens e relâmpagos calaram as rimas
As sombras abraçavam à escuridão
E era assim que tudo via

Nas ruas choram as guitarras
Flautas amargas guiando corvos e cobras
Lá fora uivos de sentimentos sem acordes
Cordas escolhendo seus corpos e cartas

E ouvia obsediado a cada voo na noite...
Olhe ao seu redor
Não existem mais canções de amor
Seus dedos estão congelados
Já não existe amanhã

Mas um Homem caminha
Nas costas sonhos e magia
Era diferente da maioria que o cercava
Lembrou rapidamente de quando os tinha

Num ágil movimento
Quase reflexo do que ainda existia
Conseguiu perguntar
Como chegou até aqui?
Nunca desisti
Como consegue ouvir a canção?
Como consegue ainda ter inspiração?
Mantive acesa a chama em minhas mãos

Mas não entendo sempre acreditei
Acreditar meu querido é diferente de ter fé
A fé é a certeza que existe dentro do coração
Mesmo que adormeça
Essa você nunca perde
Mas a crença pode muitas vezes ser manipulada
Pelos vizinhos que você mesmo atrai

Olhe para dentro
Peça perdão traga lá do fundo
Uma sincera oração
E recomece cada passo
Agora na correta direção

E por entre as nuvens sorriu o luar
Das teclas aquecidas renasceu a melodia
Na verdade eu diria despertaram as canções de amor
E invadiram a madrugada brilhando sob as estrelas
Nas serestas que trouxeram a doçura no olhar em cada janela

E a música se espalhou lembrando quanto é importante
Manter acesa a chama que está em sua mão
Um pequeno pedaço do fogo no infinito universo
A grande fogueira chamada Fé
Que nos guia pelos longos labirintos
Trazendo a certeza do encontro de Planos
Cada vez mais elevados
Basta pra isso que tenhamos atitude
Seguindo as notas da infinita partitura da Música de Deus.
 
Quando choram as guitarras...

Acumuladores

 
Acumuladores compulsivos são pessoas que acumulam um incontável número de objetos, na maioria das vezes sem valor ou que já não mais os tem como antes, em sua própria casa ou em outros lugares. Desnecessário citar aqui todas as consequências prejudiciais à circulação dentro da casa e todos os problemas de saúde relacionados. Se a pessoa não aprender a se desapegar de tudo aquilo só irá piorar, certo?
Então...porque falo isso? Existem pessoas que acumulam mágoas e ressentimentos. Elas simplesmente não conseguem esquecer. Passa o tempo, e tudo continua ali. Decepções, agressões, lembranças vivas e dolorosas. E tudo vai se acumulando, impedindo a livre circulação das boas energias e dificultando mais ainda a eliminação do que nos fez sofrer anteriormente. POR FAVOR, não estou dizendo aqui que não há motivos para sentir essa dor. Qualquer traição ou agressão a princípio nos faz sofrer, mas há sim algumas vezes que, na verdade, existe uma hiper vontade do orgulho em não admitir que possa haver um outro ponto de vista, e que não ocorreu qualquer intenção de violência, mas isso é outra história. Todos nós ao longo da vida somos atingidos pelo outro, principalmente pelo outro mais próximo.
Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel no livro “ Caminho Verdade e Vida, no capítulo “Aflições” nos fala sobre os dias de inverno ríspido que passamos ao longo das estações. Ele deixa claro que não é proibido chorar, claro que não, mas relembra da acessibilidade universal de Jesus Cristo. “ Não ouvidemos, portanto, que nas aflições é imprescindível tomar-Lhe a sublime companhia e prosseguir avante com sua serenidade e seu BOM ÂNIMO “
É compreensível que muitas vezes esse rancor venha de muitas vidas anteriores...mas em alguma delas isso vai acabar, podem ter certeza...
Mas voltando....a energia vai com o pensamento certo? Já está mais do que provado que essa energia boa ou ruim afeta a vibração das moléculas de água. Vixe!!!!! Nosso corpo, é formado de, com variações pessoais, de 70-75% de água. Estão percebendo???? Nossas mágoas, nosso ressentimento, nosso ódio, desejo de vingança, tudo isso faz com que fiquemos doentes, já que nosso corpo recebe toda essa energia negativa. Todo bem viver físico depende essencialmente do metabolismo da água. E vamos pro médico, sem conseguir definir nosso problemas, e acabaremos tomando os milhões de ansiolíticos que são prescritos (inclusive por mim)
Já notaram que as pessoas que tendem a guardar muitas mágoas são mais reclamonas, geralmente se queixando de algo, acreditando que é um triste carma? Não acreditam que podem encontrar a felicidade, não mostram sorrisos verdadeiros e muitas vezes se resignam na dor, quando na verdade não é assim que funciona. Não é essa resignação orientada por Jesus Cristo. Tenhamos fé, acreditemos em nossos sorrisos...sim, sorrir!!!!!!!!!!!
Só existe uma forma eficaz de resolver isso, de esvaziar o corpo de maus pensamentos, de reciclar as energias: Perdoar!!! Perdoar os amigos e os inimigos. O Mestre ao dizer que deveríamos amar nossos inimigos, não disse que deveríamos ter ternura por eles, mas sim que deveríamos entender, respeitar, ajudar e apoiar. Ternura diz respeito a espíritos afins. Agora, já notaram como é mais difícil perdoar o mais próximo????? Parece que dói mais quando vem de quem amamos. Na verdade, é que em relação aos mais distantes dizemos que perdoamos, por não ter muito contato ou coisas assim, mas não perdoamos de fato. Mas os próximos!!! Releiam o post de ontem da cerâmica...sugiro isso.
Se estamos acostumados a perdoar, mesmo as mais graves, se isso já é natural em nós, essas coisas magoam, mas logo passam, e não acumulam...seguimos em frente com “ serenidade e bom ânimo”, mas para quem não tem essa facilidade isso infelizmente não acontece.
“ Vigiai e orai” sempre sempre e sempre! A oração sincera muda nossa frequência, já falamos n vezes sobre isso, então rezem...exercitemos...comecemos com os pequenos perdões, agradeçamos porque, como diz Dr Inàcio, nossos agressores são benfeitores às avessas, uma vez que fazem com que reavaliemos nosso íntimo, mostrando o que está fora, qual o nível de nosso orgulho. Pedir perdão é se arrepender, é tentar corrigir se possível, e prometer não mais repetir: “ Vá e não peques mais”, mas aquele que perdoa demonstra uma caridade sublime, mostra o quanto deseja ser feliz. Não revidemos, respiremos fundo, conta até 10, sei lá, até mil, mas não iniciemos a discussão.
Não acumulemos, entreguemos à terra, que saberá reciclar toda essa energia trevosa em lindas borboletas. Fiquem com Deus.

Quando falo do Post de ontem me refiro ao seguinte: "Quando os japoneses reparam objetos quebrados, eles enaltecem a área danificada preenchendo as fissuras com o ouro.
Eles acreditam que, quando algo sofre um dano e tem uma história, torna-se mais bonito.
A arte tradicional japonesa de reparação de cerâmica quebrada com um adesivo forte e spray, imediatamente após a cola, com pó de ouro, chama-se Kintsugi.
O resultado é que as cerâmicas não são apenas reparadas mas tornam-se ainda mais fortes do que seu estado original. Em vez de tentar esconder as falhas e fissuras, estas são acentuadas e celebradas como as que se tornaram, agora, as partes mais fortes da peça.
Kintsukuroi é o termo japonês para a arte de reparar com laca de ouro ou prata, o que significa que o objeto é mais bonito por ter sido quebrado.
Levemos essa imagem para o terreno do humano, ao mundo do contato com as pessoas que amamos e que, às vezes, ferimos ou nos ferem.
Quão importante resulta a reparação!
Como é importante também entender que os vínculos fissurados ou quebrados e nossos corações machucados, podem ser reparados com os fios dourados do amor e se tornarem mais fortes.
A idéia é que quando algo valioso se quebra, um bom caminho a seguir é não esconder sua fragilidade nem sua imperfeição, e repará-lo com algo que toma o lugar do ouro - vigor, virtude...
Isso mostra as imperfeições e fragilidades, mas também é uma prova de resiliência: a capacidade de recuperarse, e são dignos de muita consideração."
 
Acumuladores

Madrugada sem ponteiros

 
Então eu digo
O negrume dos olhos
Ou mesmo a castanheira
Não tem o controle de impedir
Tão pouco refletir
O toque dos mais atentos
Embora não conheça quem consiga
Enxergar através
Da densidade dos oceanos

Mas existe um momento
Vestido de fraqueza
Quem sabe força
Quando os mares revoltos
Envoltos em ilhas
Encontram a chama

Da afinação desse encontro
Surgem os tons numa frequência
Que só a natureza percebe
E as nuvens deslizam em cascata
Vindas por detrás do passado das colinas
Estendendo-se em um grande véu sobre o vale

Os cascos na pressa dos relinchos
Levantam as gotas ao cruzar o riacho
Gotas essas que molham seu corpo
Fruta atrevida que adoça meus lábios

E o fogo se espalha no ritmo dos violinos
Alterando a cor envolvente do horizonte
O carmim penetra à neblina e de longe
Já não se distingue entre a madrugada
E o fio vermelho do entardecer

Teu corpo desenhado pela terra
Esculpido pelo vento
Incorporado pela leveza
E iluminado pelo movimento das chamas
Grita gira e geme
Em passos felinos rodeia a língua de fogo
E se entrega ao calor

Mas a canção chega ao fim
Nos fios de seus cabelos
Cordas de um bandolim
Naquela hora sem ponteiros
Quando pude sentir
A força de todos os elementos
Vivos em harmonia...dançando dentro de mim.
 
Madrugada sem ponteiros

Canteiro de Estrelas

 
Há uma simplicidade nas estrelas
Há um perfume que se espalha
A letra de uma canção que rega os olhos
Nascem então as flores e os
Canteiros se entrelaçam através dos olhares
Criam-se os sonhos
E tudo seria tão elementar e mágico
Se os pronomes pessoais fossem apenas cinco

Não chegaremos a lugar algum sem o outro
Aproveitemos o momento que se aproxima
Fazer de três dias uma semana
Uma semana um ano
Um ano a nossa própria vida

Quem sabe através dessa Passagem
Buscar a salvação que nada mais é
Do que uma reparação por nossos próprios débitos
Renovar atitudes
Sejamos menos cegos
Limitamo-nos a um único dia sem o sabor da carne
Permitindo que ódio, raiva e vingança sujem de sangue o restante da classe

Há uma simplicidade na mensagem das estrelas
O que em nenhum momento significa dizer
Que existe facilidade em manter verdes e saudáveis
Os canteiros entrelaçados através dos olhares

Amor e caridade
Simples mensagem de infinita sabedoria
Ninguém será feliz sozinho
Não fomos criados para tal
Na partitura das estrelas está a letra da canção
E ali está escrito o real sentido de humildade
Se quer realmente ser feliz e caminhar livre pela noite
Retire de seu canteiro qualquer folha de orgulho

De certa forma você não encontrará a felicidade dentro de você
Ela virá de fora pra dentro através do sorriso conquistado
Das lágrimas secadas do abraço oferecido
Do exemplo que coloca no parapeito de sua janela
Amor e caridade simples assim

Que a rosa que você oferece a alguém
Seja sempre mais bela do que aquela
Aquela que mais você gostaria de receber
Que Deus abençoe a todos.
 
Canteiro de Estrelas

Por entre lobos e estrelas

 
Deveriam sofrer as estrelas
Ao menos inconformar-se
Calar suas luzes dar seu próprio jeito
Mas não...

Todos estão ali mendigando
A maioria pelo menos
Os apaixonados pedem a eternidade do momento
Os que choram pedem o fim do sofrimento
Em sua direção lamentos e sorrisos
Dor
Quão frágeis são nossos ternos vestidos e pelos
Puídos por nosso próprio pensamento

De fato, olhar às estrelas é enxergar o passado
Algumas nem mais estão ali
O que vemos hoje nos foi enviado muito tempo atrás
A matéria se foi mas a luz permanece em sua jornada
Talvez por isso nos arranquem suspiros entre um abrir e fechar
Um piscar de vida

Elas deveriam sofrer
Mas não...
Elas aprenderam....
Durante essa abençoada e incompreendida jornada
Elas aprenderam...

Elas aprenderam que tristeza difere de sofrimento
E elas ficam tristes por nós
Mas ao invés de derramarem lágrimas nos enviam luz
Fé esperança e acalento
Mas elas não sofrem

Entenderam do centro de sua elevação as origens da aflição
Vindas de horas passadas ou tempos esquecidos
Todas justificadas e necessárias
Único caminho até estreita porta

Mas onde estão os lobos?

Eles sabem bem disso
No seu enorme amor
Se lançam de encontro
Mas esquecem que suas garras causam dor
Fazem sangrar
Tornam-se impróprios

E uivam solitários na direção das estrelas
Simplesmente porque não sabem abraçar
E erram e machucam e de novo e mais uma vez
Quem disse que os lobos não sabem amar?
Mas eles machucam...
Talvez não saibam
Mas trazem a consciência dolorida

E elevam seus olhos não à lua mas às Estrelas
E retirando força do medo que tem
Uivam para que elas os escutem
E passados minutos de carinho da luminosidade que elas emanam
Eles agradecem lembrando que o Caminho ainda é muito longo
Mas dure o tempo que for
Doe o quanto doer
As Estrelas aprenderam o que é o amor
E estarão sempre ali
Acompanhando e guiando nossos passos
E por entre lobos e estrelas fica o amor
A vontade de aprender
De agradecer

Obrigado a cada uma de vocês...
Fiquem com Deus.
 
Por entre lobos e estrelas

Oceano de sonhos

 
E eu paro e permaneço
Simplesmente a te olhar
Por vezes me parece tão distante
Como se estivesse zelando por cada um
E não me encontrasse
No interior deste círculo

E aí percebo que está onde deveria
Lamentando que eu tenha me afastado
Talvez sufocado ou mesmo afogado
Por ondas gigantes de sentimento
Na urgência de chegar a algum lugar

Ah o mar
Vultuoso azul onde se agregam
Lágrimas e sorrisos
Evaporados e condensados
Num ciclo sem fim

E na capacidade do equilíbrio das marés
Por entre monções de afetos e entregas
Talvez se encontre o mistério da felicidade
Espíritos que buscam, sofrem ou simplesmente
Vagam nesse oceano de sonhos chamado vida

Nessas linhas que aqui escrevo
Que não se leia tristeza mas eventualmente
Não se vislumbre alegria porque são apenas palavras
E estas nunca terão a capacidade de compreender
Ou traduzir os infindáveis igarapés que conectam
Mente, alma e coração
Fluido vital

E me apazíguo em saber que a lua continua ali
No mesmo lugar
Que depende de mim me aproximar ou me afastar
Regozijo-me na certeza de que na sombra projetada deste luar
Surge por trás deste corpo um par de asas
Não, não as tenho
Mas sinto a presença de quem as possui
Seu toque, suporte, o seu soprar

E então resta voar
Na direção dos sonhos e objetivos
À esquerda o cuidado e a sabedoria
Aprendida ou relembrada
Do outro lado a velha ousadia
e no centro minha fé

Só peço a Deus não permita que eu me desvirtue novamente
que eu continue seguindo em frente
Que eu consiga manter viva
A capacidade de assimilar o que ouço vejo e sinto
Que o vento sopre enquanto assim desejar
Sim eu sei, depende de mim a direção das ondas desse mar.
 
Oceano de sonhos

Chamado pelas Estrelas

 
O vento chega quase que surpreendo-me
Não, não tenho palavras a serem levadas
E no sorriso de seu toque eu envergonhado percebo que
As palavras são dele e olho então aos céus atendendo ao chamado

Uma a uma as estrelas começam a brilhar
Uma a uma começam a cantar
E logo se espalha o espetáculo de luz e som
Frente ao coro divino ajoelho-me em admiração e respeito

Há um caminho reto a ser seguido
E em algum momento nos desviamos
Atravessamos largas portas várias delas
Atraídos provavelmente pelas promessas douradas
Do orgulho e de sua cúmplice
A vaidade perniciosa que habita nossas atitudes

De repente você de fato acredita
O mundo deve girar ao seu redor
Esquecendo-se que quanto mais é cedido
Maior será a cobrança
Essa é a Lei e o que Ele escreveu nas areias do Universo
Nenhuma onda tem o poder de apagar

E se uma a uma as estrelas começaram a cantar
Um a um vamos despertando
Reconhecendo o aroma de novas flores
Sem no entanto esquecermos dos antigos frutos
Logo chegará a mudança
E muito dessa renovação já vive em nossos lares
Azuis e cristais

Deixemos de lado a cólera e a depressão
Ervas daninhas que interiorizam energias desequilibradas
Tornando-nos cegos e surdos
Alguém afiança que esses sentidos nascem dos olhos e ouvidos?

Tenham fé, sinônimo de certeza
Deem as mãos amem-se
Mesmo que ainda não compreendamos o verdadeiro significado disso
O magnetismo proveniente desse sentimento
Replanta a lágrima da dor que agora renasce em pétalas
Um colorido aroma de fraternidade e agradecimento

E o vento retorna tocando minha pele
Chamado pelas Estrelas e não por mim
Mas humildemente peço a ele
Recolhe então essas palavras
E se encarrega de levá-las
Uma a uma as estrelas começam a brilhar
Uma a uma começam a cantar
Um a um aos poucos vamos todos despertando

Que assim seja.
 
Chamado pelas Estrelas

Assim disseram as estrelas

 
E então eu volto ao mar
Já quase deixando de existir o receio ou a mágoa
Porque assim me diziam as estrelas
Enquanto sentia o toque frio em meus pés
Convidando suavemente a nele misturar-me
Como o cão que arranha a perna
Na esperança de fazer o homem segui-lo

Da costa o vento me traz uivos solitários
Alcateias desfeitas
Crianças que esperam as respostas desse mesmo vento
Choram e maldizem a permanência do vácuo
Não escutam e não conseguem ser ouvidas
E as lágrimas se combinam às gotas do mar
Lançadas pelas ondas
Transformando-se em maresia

Fluido dolorido esse
Que ao tocar o solo
Se converte em lindas canções e poesias
Solidão que ganha ritmo e palavras

Questiono então a razão de tal fenômeno
Não, não consigo aceitar que expressões tão sublimes
Sejam provenientes unicamente da dor
E vejo o quanto podemos ser ingratos e egoístas

Procuramos e encontramos as estrelas
Quando nos vemos na escuridão
Percorremos o caminho de nossa alma
Quando sozinhos nos vemos sem qualquer opção

Sim eu sei não são todos assim
Mas por vezes quando se aproximam as estrelas
Quando o vento volta a soprar
Esquecemos de agradecer

E deveríamos voltar repletos de gratidão e sorrisos
Seguir o caminho percorrido
Maravilhosas canções e poesias
A alma magnetizada pela fé também pode trazer
Fazendo-nos suspirar de encanto
E acreditem são ainda mais belas
Porque a gratidão é uma das mais graciosas virtudes

E aqui no meio de tudo
Onde o véu que nos separa permanece suspenso
Posso ver e sentir onde nasce a maresia

Correntezas se alternam a tentar nos guiar
As aparentes mais suaves e coloridas
Garantem nos levar à terra firme e prometida
E seduzidos por suas juras acabamos abraçados à tempestade
Devolvidos sobre pedras cercados por essa mesma maresia
Arrependimento, ou não

Se tivéssemos tido a coragem de enfrentar as ondas bravias
Do outro lado estariam as sinceras e verdadeiras estrelas
Aguardando-nos em solo
Onde a brisa nunca salga a pele

Retornaremos de volta ao mar
Quantas vezes forem necessárias
Até aprendermos a superá-lo
Não por sorte
Mas pela certeza do que nos aguarda
Assim disseram as estrelas
As mesmas que estão ali por toda parte a nos guiar

Então de asas molhadas a ave que me acompanha
Devolve-me à areia molhada
O toque frio me desperta
Olhando as estrelas e a coruja que se vai
Chamo o vento e agradeço
Obrigado
 
Assim disseram as estrelas

Na direção da noite

 
Olhar na direção da noite
Traz paisagens e conceitos divergentes
Um quadro negro desenhado de astros ao acaso da matéria
Ou quem sabe levantando o véu
O turbilhão de estrelas do que eu acredito
Ser a verdadeira realidade que nos aguarda
Um movimento de energia que por mais que pareça desorganizado
Caminha em curso de instantes distintos com um só objetivo

Crenças e decisões podem variar
De acordo com os sonhos e o livre arbítrio de cada um
Mas independente do que acreditamos
Temos a obrigação de respeitar os que dividem este espaço conosco
E é tão difícil nos despirmos de todo esse orgulho e egoísmo
Que nos leva a ferir até mesmo quem dizemos amar

O que sobra então aos inimigos?
Aqueles que fazem questão de mostrar que sabem
Onde está o nosso centro da dor
E devolvemos com o ego arroxeado e vitimado as agressões
Em palavras, gestos e ironias

Não, dar a outra face não significa
Que devemos andar de braços dados
Com quem não temos afinidade
Dar a outra face revela de forma brilhante
Que em nada útil se reverte a vingança
Pior ainda a calculada revanche
A dor que me foi causada é só minha
E não deve ser devolvida

Se entendêssemos que a vítima de hoje foi o algoz de ontem
Que o verdugo do dia anterior é o que hoje chora
Talvez assim fosse mais fácil entender
E ninguém me convencerá que violência não gera violência
O perdão é muito mais afiado e eficiente que qualquer fio de espada

Aprendamos a ser humildes
Conheçamos qual é o nosso papel em meio ao turbilhão
Porque certamente temos um
E peço a Deus que mantenha nosso olhar aberto na direção da noite
Rogo mais, imploro que nos mantenha fortes no caminho até ela

Mas de nada valem palavras enquanto um conjunto de letras
Elas apenas serão realmente sinceras
Quando transformadas em atitudes
E aí sim a poesia do que somos preencherá a madrugada
Apontemos a nossa mais rigorosa crítica
Na direção de nossa própria luz

Sejamos poetas então....
 
Na direção da noite

Colibris e Andorinhas

 
Quantos de nós cruzam o dia temendo a noite?
Perdoe-me Pai por todas as vezes que assim o fiz
Nossas atitudes não devem ser reguladas por medo
Muito menos por desprezo desrespeito ou
Simplesmente convenção
Que acreditemos em nossa própria oração

Fé e coração não se resumem ao primeiro dia
A valsa que nasce com o sol se estende triste ou alegre
Adentrando a madrugada
E cabe a nós buscar a felicidade ao final dessa jornada

Observemos o simples o óbvio o que de tão próximo
Eventualmente chora com o esquecimento
Senhor obrigado pela terra que pisamos e sujamos
Ignorando que ela precisa diariamente se manter firme
Para que possamos continuar pisando e humilhando no dia seguinte
Até que aprendamos a agradecer

Obrigado meu Pai por nos ensinar diariamente
Por não desistir nunca de nenhum de nós
Alegres e depressivos
Fortes e fracos
Bons e maus
Instantes apenas de cada espírito na eternidade do universo

Obrigado colibris e andorinhas
Voem
Obrigado pela capacidade de amar e de sonhar
Voem também junto às aves cada sonho que brota à nascente
Fluido único que nos dá vida que nos faz gente

E no centro de tudo se encontra a magia
E o que seria então esse encanto que rodeia que invade cada lugar
Que parece surgir do nada e embeleza o mundo em cores e estrelas
Magia nada mais é do que a Fé
O que chamam de milagres vejo como a força de Deus em cada um

Obrigado Pai por entender que conectar-se nada tem haver com converter-se
Agradeço por cada aula ofertada através da frustração
Foi assim que consegui crescer um pouco mais
Momentos em que confundi sonhos desfeitos com desilusão
Que seja feita a Sua vontade aprendamos de vez essa lição

Perdoe-me por cada verso que escrevi e não segui
Perdoe-me pelos momentos que não pude sorrir
Perdoe-me pelas estrelas das quais esqueci
Perdoe-me pelas mágoas que causei
Pelas desculpas que eu não pedi
Pelas vezes que não encontrei outra opção em meu coração
Por todas as vezes que não tentei...
... e falhei

Obrigado a cada um de vocês.
 
Colibris e Andorinhas

( Novas ) Crenças e (Antigas) Verdades

 
Nas inúmeras oportunidades em que a madrugada
Concedeu-me o prazer de seu afago
Questionou-me sobre a linha de minhas crenças ou verdades
E a lua preenchendo a taça tornou-se violeta

Acredito na inocência e na ousadia
Existe uma resposta mesmo que nunca
Cheguemos ao alcance desejado
Acredito que há uma razão sempre há
Mesmo que apenas nos toquem os insanos resultados

O olhar é mais sincero que a palavra
E a melhor audição vem do coração
A sensibilidade é uma dádiva sim
Percebi isso um pouco mais tarde

Acredito em anjos e demônios
No anjo que caminha ao meu lado
Nas corujas na águia e no condor
A maldade nos rodeia, de fato vive livre
Ou amordaçada dentro de cada um
Acredito no que escrevo e no universo

O que você faz ou deseja para alguém
Retornará em três flechas afiadas ou um trio de carícias
Que seja bem vindo o livre arbítrio
Sim as bruxas existem
Acredito na magia e na canção

Acredito no fogo e no rodopio de saias coloridas
Na dança com os pés descalços riscando o chão
Na cabana e nas caravanas castanholas e paixão
No sorriso e nas palavras que o vento me sopra

O desabafo é preciso
Um grito a ser libertado
Creio na família e no casamento
Filhos netos e toda geração
No piano como instrumento do espírito
Cães e gatos, mais nos gatos

Acredito nos dragões
De outro plano surgem caminhando ou escrevendo
Encantando-nos com sua sapiência e segurança
Amigos incondicionais de cada feiticeiro de algum tempo atrás

Acredito nas palavras de Alice
A felicidade já existe quando a desenhamos
Da aquarela de nossa vontade
Acredito na juventude e beleza de Volena
E que criar discórdia é pura babaquice

Descobri que é muito mais gostoso
Amar do que ser amado
Os olhos revelam muito mais sensualidade
Que qualquer curva onde possa pousar minhas mãos

E talvez você não preste atenção em nada disso
São só algumas de minhas verdades e insanidades
Mas seja qual for sua opinião
Te peço acredite no que você carrega no peito

Através da taça vejo agora a lua
Branca recolhendo as estrelas
Fica a tênue neblina por onde
Ouço o bater das asas
Levando à madrugada um pouquinho
Do que canta o meu coração.

Aos poucos venho trazendo de volta algum dos textos que me foram inspirados. Uns em novas imagens outros no exato desenho que foram tatuados. Faço isso porque ainda acredito neste site, e de alguma forma estamos todos conectados. As tempestades são desagradáveis mas de certo necessárias. Espero que grande estrelas logo voltem. Beijos e abraços
 
( Novas ) Crenças e (Antigas) Verdades

Sob os verdadeiros véus da face

 
E o que seriam as pálpebras senão
Delicados véus que ao se fechar
Separam-nos da rudimentar atmosfera
Que estamos condicionados a acreditar

Fecham-se as cortinas
Apagam-se a luzes
Restam os sinos que aos poucos
Emudecem trazendo a noite

E hoje entendo
O que eu mesmo escrevi tempos passados
“Sou mais morcego que andorinha
Livre na noite escravo do dia”

E a noite ilumina diferentes caminhos
Entregar-se à sonífera espera de mais um dia
Desprender-se talvez em meio ao breu junto às estrelas
Ou ainda reabrir antigos véus... esquecidos
Por entre troncos e folhas
Ainda firmes, verdes e vivos

O fascinante mundo
Onde vivem e viveram
Bruxas e paixões
Feitiços e feiticeiros
Amizades e magia
Corujas águias e Fé
Mas também dor e solidão

Sim, a Fé modela as asas
As mesmas alças que livres
Nos elevam em voo
Nos fazem seguir no mistério
Onde seguir em frente ou de volta
Nos levam ao mesmo lugar

Ingênuos são os que acreditam que encontrarão a felicidade
Nesse curto momento de nossa existência
Após cada viajem junto às estrelas
Mais tenho a certeza que não conseguiremos aqui
Definir o que é amor
Simplesmente porque nos faltam ainda sentidos desconhecidos
E já foi dito a felicidade não pertence a essa terra

Mas podemos sim e devemos nos aproximar cada vez mais
Façamos florescer as virtudes
A humildade e a coragem em resignar-se
Reconhecer e oferecer-se como abrigo a quem precisa
Não vejam nessas palavras apenas um demonstração de fé
Mas efeito consequente também à lógica e à ciência

Me agarrarei na força do vento
Se me dói ou me acaricia
Vai depender das feridas que eu mesmo abri ou não
Mas é essa força que tornará minha pele cada dia mais leve

E quando levantarem-se os véus
Ainda embaçados pela neblina da madrugada
Quem sabe poderemos perceber
Que há muito mais por entre esta rudimentar
Atmosfera do que insistimos em aceitar
Nas veredas dos simples fatos e verdades
 
Sob os verdadeiros véus da face

Um Pequeno Pedaço de Vento

 
Ele trazia nas mãos
Um pequeno pedaço de vento
Sobrevoavam-lhe as aves
Imaginando transpor
O imenso manto verde

Fixava o olhar
O reflexo devolvia-lhe
Seus próprios receios
Impenetrável
Ninguém jamais alcançara

Num leve movimento
Lançou o pequeno pedaço...
De sonhos e
Por um segundo apenas
Quebraram-se os espelhos

E voou floresta adentro
Guiado pelas sombras
De uma noite sem luz
Desviando-se dos troncos
Que estendiam seus galhos

E na mácula do bosque
O fogo ardia de encantamento

Ave peregrina que voa
Pra dentro de seus próprios olhos
Quando um pequeno pedaço de vento
Ilumina a lua que sempre esteve ali

Dentro de cada um existem
Florestas ou oceanos
Argila, terras pretas e roxas
Lindos parques ou crepúsculos
Pouco importa

Nas mãos de cada um
Existe um pequeno pedaço de vento
Que se transforma em ciclones ou vendaval
Que o leva na tortuosa viagem
Para dentro de si

E tenta voltar em brisa
Semeando palavras que nascem
Diferentes em cada corpo ou interpretação
E no final é o que vale a nós
Levar ao leitor sentimentos tão distintos
Vindos de um simples...
...pequeno pedaço de vento.
 
Um Pequeno Pedaço de Vento

Por um segundo apenas

 
E o que aconteceu?
O que tornou meus olhos frágeis e molhados?
O que mudou?
O mundo se tornou mais cruel?
Ou serei eu...que não consigo mais
Por qual motivo fortalece o desejo de retornar
Mesclado ao prazer de ficar

A lágrima umedece o solo
Onde novas flores trarão novos sonhos
Temos que mudar tenho que fazê-lo
Existe amor, não vê?

Existe todo um universo
Uma fortuna de sentimentos
Basta para isso...acreditar
Levantar a pedra
Tirá-la do local
Deixe que eles vivam que retornem

O cão que abana o rabo
O gato que entrelaça suas 7 vidas por entre nós
O pelo branco dos coelhos
Pão de queijo aroma de café
Os olhos da coruja
O soldado que retorna e nem sabe onde esteve
O abraço o carinho o amor
Sim existe o amor!!!

Pedimos pedimos e imploramos
Nos queixamos, ofendemos elevamos a voz
E blasfemamos
Mas não temos a capacidade simples de sorrir em direção à vida
De agradecer

Do alto de nossa ingratidão e cegueira
Acusamos a Deus de ser injusto
Nos conformamos e dizemos sem acreditar
Ficará para a próxima encarnação

Mas a próxima a seguinte e mais a outra não serão melhores
Nção enquanto não entendermos que não somos tão bons assim
Nem tão ruins
Que nossa opinião não é a mais certa
Ou que tem algum significado para alguém
Enquanto não perdoarmos
Seja quem for
Do que for
Enquanto não acreditarmos que podemos ser amados

Sei às vezes é tão difícil tão mais fácil falar
Quase impossível acreditar na magia
E preferimos nos resignar
Confiar que a vida não é um conto de fadas
E desligamos as luzes
Sentamos ao escuro
Deixamos para trás Paris

Desculpe dizer
Mas existem duendes
E também as fadas
Olhem para o Céu
Uma boa ação um ato de Fé e caridade
Um de cada vez
O amor cobre uma multidão de pecados

Acendamos a luz
Levantemos os glúteos achatados
Sim! Achatados
E não adianta silicone ou malhação
O original continuará marcado pela inércia
Por permanecermos esperando

Queremos que as estrelas venham até nós
Pois bem elas estão aqui
Mas continuamos fazendo guerra
Entre os muros de casa e das nações

Não mudaremos o mundo não porque não podemos
Mas não enquanto deixarmos de lado a Reforma Íntima
Enquanto não resolvermos nossas pendências no interior de nosso próprio lar
Enquanto não ensinarmos nossos filhos a sorrir
Enquanto nós não aprendermos isso

Tudo que eu peço a vocês é que tentem
Que se permitam acreditar que há um motivo para tudo que passamos
Para cada dor cada angústia cada sofreguidão
Se não acreditarmos realmente não fará sentido
Dor e trevas então
mas olhe...olhe bem...olhe ali adiante

Olhe aquela estrela, que desce e se aproxima
Não ...é um vaga-lume
Siga-o deixe-o guiá-lo
Chore, chore e corra por entre as folhas
De pés descalços claro..
Deixe que a luz crie uma sombra ao seu lado
Leve-a consigo

Corra, corra mais rápido
Olhe...os pirilampos se encontraram ..quanta luz!
Não, não é um sonho...
São todos que sempre estiveram ao seu redor
acreditando em você

Tudo que peço a vocês, tudo mesmo
Em meio a toda essa luminosidade e sentimentos
De alegrias, filhas das lágrimas e dores
Tudo que peço a vocês
É que por um segundo apenas acreditem
mesmo que por só um segundo
acreditem que há muito amor ao redor de cada um

A felicidade surgirá
Poque a eternidade nada mais é do que um encontro de segundos
Um de cada vez
e lá na frente ela estará nos esperando de braços abertos
Cantando uma canção
Fiquem com Deus
 
Por um segundo apenas

Noite de arco-íris

 
Aonde estaria eu naquele momento?
Tanto tempo caindo talvez tivesse esquecido
A direção contrária das imagens e oportunidades perdidas
Certamente ainda muito longe de onde deveria
E mais ainda de onde gostaria
Aonde eu estaria naquele instante?
Se eu abrisse os olhos, será que eu lembraria?
Se eu tirasse o capuz conseguiria olhar para mim mesmo?

Fechei os olhos clamei ao vento
Leve-me contigo não quero esperar por mais outro dia
Seja minhas asas permita-me...voar
Ali nascia uma amizade diria quem sabe cumplicidade
Sonho e ousadia
E eu pude ouvir pela primeira vez o que ele me trazia
A lição inicial chamava-se humildade

No carinho das nuvens pude reconhecer do que são formadas
Ali encontrei tantas lágrimas evaporadas
Pude ver as minhas
E o vento me confidencia que nas chuvas ou no orvalho
Elas retornam ao nosso encontro
Trazendo as respostas que ainda não aprendemos a compreender
E o conforto e agradecimento pelas que levaram alegria
Em minhas mãos gotas que representavam antigas dores
Lágrimas que a misericórdia de Deus transformava em aprendizado

Lá em cima era atingido pelo aroma das flores
Pelo perfume de tantas Poesias e Poetas
Pelo brilho dos olhos de cada criança
Miados e latidos, a revoada de pássaros por sobre a maresia
Pela segunda lição que o vento me trazia

Lembro que na infância as nuvens me divertiam
Eram aquelas imagens que invadiam a mente fazendo-nos sorrir e criar
Hoje posso senti-las novamente
Talvez uma diferente melodia me fazendo entender a importância do perdão
Ah perdoem-me então e por trazer novas lágrimas
Mas é tão linda essa canção que toca diretamente em meu coração
Acho que é a “sua canção”... e pude perceber que o vento sorria

Já anoitecia se aproximava a tempestade
Tolo me encolhi e quase despenquei
E compreensivo o vento que agora corria
Me tranquiliza e faz entender mais uma outra lição
Que a bondade de Deus possui diferentes formatos
Nós é que ainda não alcançamos
E acabamos por não entender a verdadeira razão da tempestade
Numa rajada ele tenta me mostrar a importância da caridade

Ah como eu queria acreditar que aquele arco-íris fosse real
E porque não seria? alguém pode questionar
Talvez porque já tenha chegado a noite diria...
O que há no final de seu caminho? ouso perguntar
Nem ouro nem prata
Ali se encontram apenas virtudes
O resultado dessas e de muitas outras lições que aprenderá com o tempo
No longo Caminho que tem pela frente por sobre essas 7 cores

Quando cheguei até você não sabia onde estava
Apenas o desejo de não mais continuar caindo
Amanheceu meu jovem
E por isso eu vim
Olhe ao lado os lampiões já se apagaram em respeito ao novo dia
Ele começa quando cada um decide acreditar
Confie em você
Não tenha medo dos temporais agora já sabe
Refaça cada passo e fique atento as inúmeras oportunidades que surgem
Em cada abençoado amanhecer

E o vento delicadamente
Como se usasse as próprias mãos
Me põe de volta ao chão
As folhas molhadas do orvalho que me acompanha
Me trazem na memória o conforto das nuvens
E a certeza de que depende exclusivamente de mim
Chegar a ser ao menos um pequeno grão de mostarda
Deus abençoe a cada um de nós

“Carlos Correa”
 
Noite de arco-íris

Vento & Madrugada

 
Logo ali qualquer lugar que fosse
Por mais que os neons e os eletrônicos tentassem
Por mais que os gritos de socorro
Disfarçados de gozo e gargalhadas insistissem
Não conseguiriam em hipótese alguma
Sobrepujá-lo
O som das ondas chegando ao litoral
Atravessando tempo e véu

O sol se foi levando com ele
Assim acreditava um pedaço de vida
A noite preocupada não sabia o que fazer
Precisava ir tinha pressa
Então chamou o vento

E com uma rosa por entre os lábios
Ele chega rápido invade a noite
Recolhe os lamentos trazidos pela brisa
E desperta a madrugada...

E o pedaço de vida levado pelo sol
Se refaz no encontro doce e sincero
Vento e madrugada agora uma força cúmplice
Um só corpo
Rodopiam em entrega e confiança
Iluminam lares e bares
Dançam giram e suspiram
Amam

Mas o mar não é a única testemunha
O mágico encontro
Entre encanto e magia
Adentra florestas cruza campinas
Umedece desertos em lágrimas de fascinação e
Ultrapassa o tempo

O amor segue seu caminho
E a vida progride purificando a canção

Cansada ofegante
No colo do vento é devolvida a madrugada
Com a rosa serenada aconchegada nas mãos
Despede-se de seu par e antes de amanhecer agradece
Estrela abençoada obrigada

Ainda à poucos segundos de adormecer
Teve tempo de suspirar e lembrar
De que vento e madrugada
Nunca deixariam de amar

Fiquem com Deus
 
Vento & Madrugada

Linguagem das estrelas

 
Vozes sem nome
Vozes que sussurram que gritam que choram
Vozes que amam se importam
Vozes que cantam
E aí vem o silêncio...
...E mais vozes que se escondem
Também mentem e iludem
E preferimos acreditar que não existem
E acreditamos

Ventos brisas temporais
Acordes de letras
Acordam-nos e caminham
O que seria o vento senão a doce
Linguagem das estrelas

Diferentes nos propósitos
Tantos e tão distintos
Como manter equilíbrio e serenidade? eu ouvi
Como reconhecer por entre as verdades e desafetos?

Não é por nada que Seu Reino está dentro de nós
Não é à toa que fomos abençoados com a consciência
Quer entender o que fala o vento?
Submeta-se à ela
Se de alguma mínima forma não lhe parecer certo inicialmente
É porque de fato não é
Não o faça

O vento traz as palavras
Mas somos nós que interpretamos sua mensagem
E seguimos por um caminho ou por outro
Esse é o livre-arbítrio
Porque a cada instante letras nos chegam
Mas a melodia da canção é nossa
E a valsa toca triste na madrugada
Ou segue sorridente saltitante pelas calçadas
Poetando e levando sorrisos nas esquinas
Onde o vento faz a curva e não consegue chegar
A não ser com a luz dos que perseveram
Cantando e aprendendo
Servindo

Mas o vento não para
A música continua
Trouxe me lágrimas e ouso perguntar porque
Imagens que me ferem e doem muito
E ele simplesmente me responde
Assim deve ser
Os escândalos são necessários...
E nunca duvidemos da justiça e misericórdia Divina
Só consegue entender quem retorna ao lar

Ah minha doce Estrela...
Como?? Como podem gotas de gente
Pequenos anjos serem tratados de forma tão bárbara?
Vestindo coletes de agonia a explodir a si
E a todos ao redor
Chuva amarga de estilhaços
A esperança queimada e esparramada
O interrompido sorriso que sequer nasceu
A roda desfeita o amor afogado

E bem perto tropeçamos com outras ainda inocentes
Estufadas barrigas de vermes e fome
O trabalho escravo os abusos sexuais
As drogas e a falta de carinho
De mãe

Por favor deixem as crianças em Paz!
Respeitem-nas!
Deixem-nas permanecer com o brilho em seus olhos
Com esperança
Porque elas são o Caminho ...

Jesus Cristo nos deixou bem claro
Teremos de voltar a ser como elas
Humildade e inocência
Preservemos a Natureza e as crianças

Enfim agora ele sopra delicado
Gira os coloridos cata-ventos
E espalha sementes o pó de estrelas
Gargalham duendes satisfeitos
Balas e sacis
Amanhecia

Ainda pude sentir junto ao vento que partia
O toque delicado de suas mãozinhas
Como a remodelar a lágrima que escorria
Em um sonho que renascia

Não há nada mais bonito que o sorriso de uma pequena criança...
Deus abençoe a todos nós
 
Linguagem das estrelas