Poemas, frases e mensagens de SOB_VERSIVA

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de SOB_VERSIVA

"O VÓRTICE DE EROS"

 
"O VÓRTICE DE EROS"
 
"VÓRTICE DE EROS"
Larva, crisálida, esplendor, morte
Um dia por ele se morre
Num outro dia se é morto
Um dia acorda direito
Outro dia acorda torto
O Amor é o seu oposto
É Dezembro em Agosto
O Amor nunca é neutro
Senão não seria Amor
O Amor é o que é
E é Amor ou não é
Não se questione o ser
Nem se questione o Amor
Que o Amor é Ditador!

Ana C./Sob_Versiva
Faro, 16 de Janeiro de 2009.

FOTO POR ANA_C./ SOB_VERSIVA
 
"O VÓRTICE DE EROS"

"MÃE MILAGRE"

 
"MÃE MILAGRE"

Pego-te ao colo,
Meu filho.
E colo...
Colo teu corpo, tua pele
A mim.
Cuidadosamente seguro tua cabeça em minha mão.
Aninhas-te naturalmente nas minhas formas.
No meu peito, no meu pescoço, nos meus ombros.
Acalmas-te.
E eu fecho os olhos,
E sinto...
Sinto como encaixamos!
Sinto o teu coração junto ao meu,
Como um só.
Dormes seguro,
Certo que este é o teu lugar.
Beijo suavemente os teus cabelos
Colando o meu rosto a ti.
Respiras calmo.
Eu...
Eu...respiro amor sem medida!
Protejo-te, vigio e velo por ti.
Por ti...
Meu filho, por ti daria a vida!
Que nunca...
Oh, que nunca cessem os Abraços
Que nunca cessem os Beijos
Que nunca cesse a Pele
Na Grande Expressão do Amor!
Um dia...
Um dia eu serei velhinha.
E serás tu a pegar-me ao colo.
Com nostalgia,
Espero que o faças!
Que não me esqueças!
Que não olvides estes momentos,
Guardados em recônditas gavetas da tua Infância!
E nem deste meu corpo,
Este meu invólucro,
Que foi um dia a tua casa.
O teu Santuário!
O teu calor, a tua comida, o teu oxigénio.
Dentro...
E fora de mim.
Podes, e irás sair de casa.
Mas...
Que de alguma forma,
Eu nunca saia do teu peito.
Tal como nunca deixarás de ser meu!
Nunca!
Incondicionalmente!
Mesmo até exalar meu último suspiro.
Não te Amo Somente,
Filho meu.
Entrego-me!
Entrego-me com Enlevo!
E uma Profunda Gratidão
Pelo Milagre
Que Tu És!

Por Ana C/ Sob_Versiva
15 Novembro 2008

*
Permitam-me:
Este não é um "Poema de Dedicatória"
É um "Poema de Amor"
Ser "MÃE" não é um FACTO, é um ESTADO (DIVINO)!
É com forte emoção, e autêntica noção do MILAGRE DA VIDA, que de olhos húmedecidos aqui expônho este POEMA profundamente intimista...
"MÃE" NÃO PRECISA DE UM DIA PARA SER LEMBRADA!
"MÃE" É CONSTÂNCIA!
"MÃE" É CONDIÇÃO VITALÍCIA E INALIENÁVEL!

Música by Aled Jones
"O Holy Night"

Imagem por Ana C./ Sob_Versiva
 
"MÃE MILAGRE"

“ÓRION E O ESCORPIÃO”

 
“ ÓRION E O ESCORPIÃO”

De Hélios tiveste a luz
Em raios p`la mão de Aurora
E pensas, Órion, agora
Que todas teu ser seduz?

Vai-te, infâme peão
Dos deuses do Panteão
E de mim, deusa da caça
Que nada quero contigo.

És para as fêmeas um perigo
E as plêiades estão comigo
Abjecto nato do chão .

Morrerás à minha mão
És meu jurado inimigo
Cumpre a morte, ó escorpião!

(Por Ana C./ SOB_VERSIVA)

*Numa das versões mitológicas,na luta contra o desejo de Órion, Artemis faz surgir um escorpião, que o persegue,e desferindo uma ferroada em seu coração o mata.Noutras versões é o seu irmão Apólo, quem não desejando a perda da castidade da Artémis,consagrada aos deuses, faz surgir o Escorpião.
Essa cena é imortalizada no céu na constelação de Órion, tendo ao seu lado o temido escorpião.
 
“ÓRION  E  O  ESCORPIÃO”

"AMIZADE - ÁGAPE "

 
A AMIZADE NÃO TEM FORMA, NÃO TEM TEMPO, NÃO TEM ESPAÇO !
A AMIZADE É UM NÓ COM A TERNURA DE UM LAÇO!

(Por Ana C/ Sob_Versiva)

*****

PARA TODOS OS QUERIDOS AMIGOS QUE TENHO AQUI .. E PARA O MEU QUERIDO POETA / SER / LUZ > KAM MEI TA
 
"AMIZADE - ÁGAPE "

"TESTAMENTO DE UM PÁRIA"

 
Este chão é testemunha
Da desordem mental
De quem faz coisa nenhuma
Nem olha de frente o mal.

Vejam, de fome padeço.
De doença, desfaleço.
De vocês... eu me despeço.
Não é isto que eu mereço.

Nesse vosso Santuário
No conforto dessa área
Não há lugar para um pária.

Para alguém como eu
Que nascido plebeu
Nem a Vida tem de seu.

(Por Ana C./SOB_VERSIVA)
 
"TESTAMENTO DE UM PÁRIA"

" CANTO "

 
*CANTO*

Canto o que espero
Escondo o desterro
Do que desejo.

E quero...
Quero cantar um Canto
De Encanto e Esmero.

Enquanto o Pranto
Que a Ti levanto
Quero escondê-lo!

Assim o faço
A cada passo
A cada coisa
A cada abraço.

Como um bagaço
Que sente o laço
No seu cachaço
Mas quer esquecê-lo.

E tudo isto
Num grande misto
De ouro e visco
No qual me visto
Num belo manto
De luz e encanto.

Ahh... Ouçam o canto
Que ainda flúi
Deste meu peito
Por entre o pranto!

E dir-me-eis
Se algo mais vedes
Que o seu Encanto.

Assim o fui
Assim o sou
Se o serei...

Sei que o cansaço
Mais do que nunca
Me dá um abraço!

Aquele abraço
Que eu queria dar
Ao sol e à vida!

Qual vai, qual fica...

Só o sussurro
Que a Ti levanto
Me ditará
A minha dita!

(Por Ana C./ SOB_VERSIVA)
 
" CANTO "

"EXISTIR"

 
Existo porque penso...
E por pensar , Descarto a possibilidade de não existir !
Logo, existo , ainda que numa Matrix que possa ignorar !

(Por Ana C./ Sob_Versiva)
 
"EXISTIR"

“ EU ABRO MADRUGADAS ”

 
Por mim não se abra o dia.
Morra o astro em agonia.
Porque eu abro madrugadas
Entre fado e guitarradas.

Por mim não construam estradas.
Não vou a lado nenhum.
Entre fado e guitarradas
Morrem dias, um a um.

Porque morto já eu sou.
Mataram-me, e inda aqui estou
Noite após noite, em veladas.

E quando se fecha a noite
Fecho a minha porta ao dia
E apago-me, em alforria.

(Por Ana C. / SOB_VERSIVA)

*VIDE "A HORA DO ENCONTRO DOS NÁUFRAGOS" , um conto futurista, Orwelliano ou Kafkiano, se assim o acharem, que contextualiza os contornos deste personagem que " Abre Madrugadas" !
Cumprimentos!
 
“ EU ABRO MADRUGADAS ”

"AS SETE VIDAS"

 
Vens-me tu falar de trapos
Vestindo-me eu de farrapos?
Não é uma hipocrisia?
E eu, lúcido ainda to digo!

Não venhas carpir comigo!
Olha bem para os meus olhos
Vês, acaso alguma lágrima?
Já nenhuma está comigo!

Já foram todas vertidas.
Já morri as sete vidas.
E mais setenta de troco.

E não, eu não estou louco
Só não quero estar contigo
E lúcido, ainda to digo!

(Por Ana C./SOB_VERSIVA)
 
"AS SETE VIDAS"

DOMINGO DE PÁSCOA (O Terceiro Dia)

 
DOMINGO DE PÁSCOA
(O Terceiro Dia)

“Tenho-vos dito isto para que em Mim tenhais paz : no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, EU VENCI O MUNDO.” ( João 16: 33 )

Pequeno, olho para Ti, ó ser Altíssimo
E apesar de virem ao peito Tuas Dores
Este Dia é a Vitória sobre os Algozes
A Assombrosa Manhã da Ressureição
Na qual todos obteremos a Salvação
Mediante a nossa Fé e nossa Acção
É a Vitória da Vida sobre a Morte
É a Chave que abre da Morte o grilhão
É o Poder do Espírito sobre a Carne
Que por Amor desceu e se fez homem

É o Júbilo da Cumprida Profecia
É a Alegria da Manhã de um Novo Dia!

(Por Ana C. / SOB_VERSIVA)

*Sinto o teu regaço manso
Em Tua Paz e Amor descanso
Sou, e volto a ser criança.
 
DOMINGO DE PÁSCOA (O Terceiro Dia)

"PALAVRAS MORTAS"

 
"PALAVRAS MORTAS"
 
PALAVRAS MORTAS

Quantas e que inspirações
Tornam um poeta genial?
Transpirações, exaustões
Até um “produto” final?

Quantas, quantas revisões
Que tolhem, colhem visões
Em dioptrias ceifadas
Para impressionar multidões?

Vezes e vezes sem dó
Está um individuo…só
Travando batalha insana
Contra a musa que o engana.

E o sono que bem cai
O léxico que se retrai
A inspiração é nula
E um homem vira mula!

Teimoso, escreve, escrevinha!
Na mesa, na escrivaninha
E se auto inflige, em torpor
Mais chibatadas de alento.

O cansaço nem se adivinha
De há tanto que instalado.
Está no seu corpo plasmado
Os sinais do anteontem.

Esgotado, cai para o lado.
Mas antes que adormeça
Corre, toma a toda a pressa
Uma qualquer transfusão.

Seja de sangue ou não
Invicto, louco, se mata!
Mais uns retoques, está quase
A parir algo para a caixa.

Mais conservante e corante
Coloca as palavras mortas
Em exposição na estante
De horrores! Arrepiante!

26 Março 2009
Por Ana C./ Sob_Versiva

Imagem por KinderTrauma!

Música:Um delitos, deleites, delícias... que guardo em vinil desde 1976 ! Os "Aguaviva" , no no meu album preferido "Poetas andaluces de ahora", gravado ainda no regime Franquista!
 
"PALAVRAS MORTAS"

"DESTINO DE UM PEREGRINO"

 
"DESTINO DE UM PEREGRINO"

Ouvem-se os espadachins
Zumbidos cortam o ar
Inóquos para quem tem cota.
Fatais para quem só tem quota.
Um golpe na morfologia
Vai directo à Emoção
Instala-se a ebulição
A tua força é medida
A tua caverna invadida
Querem ver se tu te lambes
Querem ver se já tens ferida
Paira um silêncio submarino
A luta far-te-á desistir?
Senhoras e Senhores
Despeçam-se
Aqui só ficam dragões
A arena vai ser aberta
Vénus luta contra Marte
É erótico e fascinante
Alguém pode magoar-se
Se a ferida arder demais...
Unta-se com o usual unguento
O bálsamo do esquecimento
Na forma “fingida” ou “tentada”
E todos se tornam Pilatos
Como na Vida lá fora !
Em que não há dias de folga !

(Por Ana C. / SUB_VERSIVA
 
"DESTINO DE UM PEREGRINO"

"CONTINUAS A MATAR BALEIAS"

 
"CONTINUAS A MATAR BALEIAS"

Continuas a matar baleias, não é verdade?

Para ti não há coisas alheias,
Só há tua propriedade!
Quero gritar ao hipócrita,
Mas contudo sou um só!
Quero falar de Paz,
Mas tenho comigo um nó!
Quero ser digna contigo,
Mas por ti nem sinto dó!

Consegues ouvir?
Consegues ouvir os sussurros das crianças
Suplicando baixinho por silêncio
No meio da metralha
E do seu mundo de estilhaços
Enquanto armas raivosas
Pregam um evangelho de ódio?

Consegues ouvi-las orando
Para verem mais um dia?
Mas se forem levadas sem acordar
Que Deus as guarde?
Consegues ouvi-las
Querendo se esconder
Mas falando para não morrer?

Consegues ouvir as preces das crianças?
Consegues ouvir-te?
Ou já morreste?

Continuas a matar baleias, não é verdade?

(Por Ana C. / Sob_Versiva)
(Com breve participação anónima)
 
"CONTINUAS A MATAR BALEIAS"

"POEMA DE AMOR…VIOLADO"

 
"POEMA DE AMOR…VIOLADO"

Permitem-se viajar em sonhos loucos
Ousados e intensos de emoção ao rubro
Em desejos e canções ditas por outros
Moram temporáriamente nesse refúgio
Abandonando depois, e negando tudo.

Desejam experimentar esse amor ardente
Em fantasias delirantes de outra mente.

Amam do Poeta Esse Amor que as escreve
Maior que uma loucura de comum Amante
Odeiam do Poeta a loucura que se atreve
Reprimida em suas veias a todo instante.

Desabafo de um Poema Violado...

(Por Ana C./Sob_Versiva)
 
"POEMA DE AMOR…VIOLADO"

NÃO VIVEU ESSE MORTAL

 
Não viveu aquele mortal
Que em brutal choque frontal
Se estatelou na paixão
Se entregou à escravidão
Não viveu esse mortal!

Não sabe o que é amar
Quem não desejou morrer
Nos braços do seu amor
E fazer o tempo parar
Não sabe o que é amar.

Não conhece o desespero
Quem nas teias da paixão
Em plena sofreguidão
Foi condenado ao desterro
Não conhece o desespero.

Não provou da vida o fel
Aquele que não tendo o mel
Não conhece o seu sabor
Nos braços de grande amor
Não provou da vida o fel.

Não sofreu de solidão
Quem não nutriu ilusão
Gerada de um grande amor
Que acabou em cruel dor
Não sofreu de solidão.

Não viveu aquele mortal
Que não soube o que é amar
Não conheceu desespero
Não provou da vida o fel
Não sofreu de solidão
Não viveu uma paixão
Não soube o sabor do mel
Não conheceu o desterro
Não se soube entregar
Não viveu esse mortal!

(Por Ana C./ SOB_VERSIVA )
 
NÃO VIVEU ESSE MORTAL

"NUNCA VI O MAR"

 
"NUNCA VI O MAR"
 
MARUJOS DE TERRA

Meus olhos marejam d’água
Marujo, navego em terra
Enfuno as velas ao vento
Que ainda o peito encerra.

Mas já não é forte o peito
E vou navegando à sorte
À espera do vento norte
Eu…que nunca vi o mar.

Sempre quis ver tal lugar
Ver se existe, fora de mim
Uma tal vastidão…Assim!

Se é salgado, se é molhado
Se é mar raso ou inundado
Porque está assim magoado.

Ana C. / Sob_Versiva

08 de Janeiro de 2009.
 
"NUNCA VI O MAR"

"FALSOS ÍDOLOS"

 
"FALSOS ÍDOLOS"
 
*FALSOS ÍDOLOS*

Nem mal, nem mel e nem mil
Quero o preceito, o jota e o til
Linha por linha, até o espinho
Porque eu sei do meu caminho.

Quando pequeno, sou grande
Tal como Paulo, me expande
O tal espinho que me espicaça
E não me faz temer a vil taça.

Palavras não as levam o vento
As minhas aqui ficam escritas
E santificadas ou proscritas
Eu dou as costas ao tormento.

Mas costas, não para fugir.
Antes aqui as dou para ficar
Se me condenarem à vergasta
Em tribunal de real injustiça.

A vingança da casta nefasta
Dos altares da Hipocrisia
Dos jogos dos bastidores
Dos Fariseus de hoje em dia.

Na carne eu recebo o castigo
Porque em espírito não os sigo
Mas ferida a ferida, crio crosta
Me conforta Aquele que Importa.

E nem mal eu lhes desejo, em mel
Todos se lambuzem, mil perdões
Por eles peço, Àquele que é o Rei
Ao Qual me dei, me dou, me darei.

Ana C./Sob_Versiva
25 Setembro 2008
 
"FALSOS ÍDOLOS"

"QUEM SEGURA MEU PUNHO?"

 
Dor aguda em estado puro
Sem direito a anestesia
O desespero...maduro
Envolto em poesia?!

Oh, deuses, que ironia!
Qual a musa que me guia
Por este caminho escuro
Pelo meio desta agonia?

Quem segura o meu punho?
Que maldição ou magia
Ainda quer de mim poesia?

Deixai-me em paz, ó sequaz
Não vês tu que na tortura
Minha mão nada segura?

(Por Ana C./ SOB_VERSIVA)
 
"QUEM SEGURA MEU PUNHO?"

" EU FIQUEI AQUI"

 
EU FIQUEI AQUI
 
Bate, meu coração por quem?
Bate, porque bate.
Bate por mim!
 
Dobram os sinos por quem?
Dobram, porque dobram.
Dobram por mim!
 
Foram-se todos...Porquê?
Foram, porque foram.
Eu fiquei aqui!

(Por Ana C./ SOB_VERSIVA)
 
" EU FIQUEI AQUI"

"O FIO-DE-PRUMO" (Parte I)

 
O FIO-DE-PRUMO

Quem te deu o fio-de-prumo
Para alinhares todo o rumo
Dos que vogam nesta vida?
Quem te deu a autoridade?

De quem é essa verdade
P’la qual aferes os outros
E os sujeitas à tal vontade
Dessa doutrina que pregas?

Pregos, já os há cravados
Sim, em pulsos demasiados
Sim, em santos e em danados
Quem te deu o fio-de-prumo?

Salva-te então ó abençoado
Que não carrego o teu fardo!

(Por Ana C./ Sob_Versiva)
 
"O FIO-DE-PRUMO" (Parte I)

Esquece todos os poemas que fizeste. Que cada poema seja o número um.
*Mário Quintana*