Poemas, frases e mensagens de Lucineide

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Lucineide

A VOZ DA NATUREZA

 
A VOZ DA NATUREZA
 
 
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A VOZ DA NATUREZA

Vejo a beleza da natureza
no canto dos pássaros,
na melodia da cachoeira,
abraçando as pedras,
e no vento que sussurra
poesia às árvores.

Escuto a voz da natureza
na música cantada pelo mar
aos pescadores,
no zumbido da abelha
produzindo seu mel,
e na flor que desabrocha
delicadamente,iluminando o dia.

Escuto poesia no canto
das lindas gaivotas
reverenciando o mar.
E quando vejo o jangadeiro
cheio de esperanças,
também escuto
a natureza a cantar.

Sinto a poesia na alma
de quem nunca viu
o pássaro,a cachoeira,
a árvore, a abelha,
o mel, o mar,
o pescador, a pedra
e a flor.

Vejo belíssimas poesias
quando seus dedos reproduzem
com maestria cada som
que lhe é soprado
aos ouvidos, pela natureza.
E cada nota musical
é um pedacinho
de uma linda oração
à mãe natureza.

Lucineide
 
A VOZ DA NATUREZA

CORTINAS SOLITÁRIAS

 
CORTINAS SOLITÁRIAS
 
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CORTINAS SOLITÁRIAS

Paira em meu coração grande saudade
De alguém que não faz parte do presente,
E no passado me fazia contente,
Enchendo meus dias de felicidade.

É deserto agora dentro de mim
E não há nada que me dê alegria
Quando durmo sou minha companhia
Acordando minha estrada é sem fim.

Dentro de mim um silencioso mundo
Querendo reviver o que passou
Abre cortinas no vazio profundo.

Muitas vezes não sabendo quem sou
Afogo o vazio nesse lago fundo
Para não se acabar o que ficou.

Lu
 
CORTINAS SOLITÁRIAS

FOFOQUEIROS

 
FOFOQUEIROS
 
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Tenho pena das pessoas fofoqueiras porque
elas são frustradas , infelizes e mal amadas.
A fofoca torna as pessoas deselegantes, feias,
medíocres , indecentes,venenosas e azedas.

Em todos os lugares há pessoas fofoqueiras.
Ninguém está imune a esse tipo de gente.
Mas só há fofoca porque tem quem compre.
O bom mesmo é nem ouvir o que elas dizem.

Infelizmente tem gente que não faz nada,
e procura se ocupar com a vida dos outros.
Se trabalha, faz todo trabalho mal feito,
já que seus olhos não enxergam a si.

O olhar do fofoqueiro é cheio de maldade,
assim como sua língua é puro veneno.
Melhor é não respirar o ar que ele respira,
nem comer da mesma comida que ele come.

Não compre nem ajude a espalhar nenhuma fofoca,
pois o fofoqueiro tem no peito a semente do mal.
Fofocar é como rasgar um travesseiro de penas,
é como espalhar poeira de carvão numa ventania.

Lucineide
 
FOFOQUEIROS

MODERNIDADE

 
MODERNIDADE
 
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MODERNIDADE

O povo vivia muito diferente
No tempo que não tinha celular
Sabia bem como se comunicar
E se mostrava muito mais contente.

As ruas eram repletas de alegria
Pelas brincadeiras da meninada
E pela vizinhança na calçada
Que trocava informações todo dia.

Hoje em dia quem não possui celular
Parece que não vive neste mundo
Todo mundo quer se modernizar.

Compra um aparelho para falar
Vive em torno dele a cada segundo
Logo o estresse passa a lhe visitar.

Lu
 
MODERNIDADE

SER ANJO

 
SER ANJO

Ser anjo é esquecer sua dor
para aliviar a dor do outro.
Anjo se entrega sem cobranças,
confia, não prende , liberta.
Não é tão fácil ser anjo.

Ah, não há escolas para anjos!
Se tivesse já teria fechado
por falta de professor.
Porque todos somos aprendizes
numa escola de todos
A escola da vida.
Mas nem todos
aprendem a ser anjo.

Ser anjo meu amigo
é lavar as feridas do outro
com as suas chagas abertas.
É enxugar as lágrimas de alguém
Com seu coração inundado de pranto.
Ser anjo é não saber por quem chorar
porque suas asas são ninhos
para muitos desabrigados.

Ah, como é difícil ser anjo !
Muitos o querem ser
mas nem todos conseguem.
Porque quem conseguiu
aprendeu chorando.
Um anjo não dorme no ponto.
Anjo não mora no paraíso
porque lá não tem sofrimento.
E anjo aprendeu a ser alento
Ah, não é fácil ser anjo!

Lucineide
 
SER ANJO

MEDO

 
MEDO
 
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Medo

Relâmpago afiado
Fúria do trovão
Na escura madrugada

Lu
 
MEDO

DANÇA DOS AMANTES

 
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Dança dos amantes

Seus corpos se tocavam loucamente,
E neles ardia o fogo da paixão.
Eles se amavam com sofreguidão,
Entrelaçando-se completamente.

Eram dois amantes apaixonados,
Havia em seus olhares cumplicidade.
Arrepios eram de felicidade,
Que até eles ficavam emocionados.

Seus gemidos devagar se espalhavam.
E a lua lá fora que testemunhava,
Invejou os carinhos que eles trocavam.

Uma estrela solitária passeava,
Sentindo o doce aroma que exalavam,
Abraçou-se a lua que se arrepiava.

Lucineide
 
DANÇA DOS AMANTES

SAUDADE

 
SAUDADE
 
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SAUDADE

Quando vivemos alegrias,
Quando compartilhamos
Abraços e sorrisos,
Deixamos saudades
No coração das pessoas.
Saudade só se sente
De algo ou de alguém
Que fazia nosso coração
E nossos olhos sorrirem.
Saudade só se sente
De um belo passado
Que nunca morrerá.
Saudade está escrita
Em nossa mente
E teima em sair
Quando bem quiser.
Porque ela é livre,
E ninguém manda
Em seu querer.

Lucineide
 
SAUDADE

ROMILDO, O LOUCO DO CEMITÉRIO

 
ROMILDO, O LOUCO DO CEMITÉRIO
 
ROMILDO, O LOUCO DO CEMITÉRIO

Romildo era um rapaz muito estranho. Ele era magro, alto e tinha um olhar sem brilho. Gostava muito de acompanhar funerais, o que era muito estranho, para um jovem de 20 anos.
Ele saía todas as noites .Sua mãe, Dona Salete, dizia para todos que seu filho saia toda noite para trabalhar de guarda-noturno . Mas o que as pessoas não sabiam era que aquele rapaz era um ladrão de túmulos.
Algumas pessoas já falavam que tinham visto o rapaz nas imediações de um cemitério da cidade. E chegaram a se perguntar o que aquele moço fazia à noite próximo a um cemitério. Alguns curiosos chegaram a perguntar ao próprio rapaz , mas ele ria e não respondia.
Uma noite um homem que morava próximo a casa do rapaz resolveu segui-lo . Foi então que ele viu Romildo entrar no cemitério da cidade. Todavia o homem não teve coragem de entrar naquele lugar.
Pensou em esperar para ver quando o moço voltaria, mas acabou desistindo e foi embora .
No outro dia o senhor resolveu interrogar o rapaz sobre o que vira na noite anterior . Ele disse que o homem havia se enganado , não era ele, talvez fosse alguém parecido com ele.
Naquela noite Romildo tinha violado dois túmulos e tinha roubado objetos valiosos dos mesmos. Esse era o verdadeiro ofício daquele rapaz de olhar misterioso, que gostava tanto de funerais.
Um dia saiu no jornal a morte de uma moça de 16 anos . Ela era muito rica , talvez a mais rica da cidade. Romildo resolveu que iria ao cemitério esperar a moça ser enterrada , e, evidentemente, iria violar o túmulo da família.
Romildo observou bem o túmulo . À noite , depois que os portões do cemitério se fecharam, lá estava ele, disposto a violar um ou mais túmulos. Não teve dificuldade em encontrar o lugar onde a moça havia sido sepultada, já que sabia andar naquele lugar até mesmo no escuro.
Abriu o portão do túmulo e viu vários quadros nas paredes . Numa mesinha estava uma fotografia de uma moça muito linda. Ele observou que ao lado do quadro estava um rosário . Romildo pegou alguns objetos valiosos e resolveu levar também aquele rosário .
Mal ele saiu do cemitério percebeu que estava sendo seguido. Olhou para trás mas não viu ninguém . Quanto mais ele caminhava mais sentia a presença de uma pessoa ao seu lado. Quis correr mais suas pernas pareciam chumbo. Até que finalmente ele chegou em casa e guardou todo roubo em seu guarda-roupa, menos o rosário, tinha guardado o objeto em seu bolso da calça. Nem lembrou daquele rosário de contas brilhantes.
Romildo tomou banho e se deitou em sua cama. Tentou dormir mas o rosto da moça estava visível em sua mente. Deu um cochilo e viu uma figura estranha sentada em sua cama. Abriu os olhos mas não viu ninguém. Mais uma vez ele pensou na moça do retrato . Teve um arrepio e se enrolou . Amanheceu o dia e Romildo não dormiu nada.
O rapaz resolveu dar um tempo nas violações de túmulos e nas visitas aos cemitérios, pois estava atormentado com as visões daquela moça . Viajou para outra cidade e levou os objetos roubados para serem negociados. Mas não lembrou do rosário . O mesmo estava ainda no bolso da calça de Romildo. Todos os objetos foram negociados, menos aquele rosário . O rapaz o roubara porque achava que era valioso, mas esquecera dele.
De volta para casa o rapaz sofreu um acidente e foi levado ao hospital, mas não foi muito grave e logo foi para sua casa. Todavia perdera o dinheiro da venda no acidente.
Já em sua residência, Romildo lembrou novamente daquela moça da fotografia . A partir daí todas as noites ele sonhava com ela ao seu lado. Ela estava com um olhar zangado, mas nada falava.
Romildo estava ficando sem paciência . Não suportava mais o olhar de sua companhia noturna. Um dia ele abriu os olhos e viu a jovem com o rosto quase em cima do seu. O rapaz deu um pulo da cama e ela desapareceu de repente. A partir desse dia o rapaz nem dormia de dia nem de noite. Sua mãe dizia que ele estava muito doente, que iria levá-lo ao médico.
Foi aí que o rapaz passou a usar remédio para dormir, mas ele tinha medo de dormir. Pois todas as vezes que dormia via a moça do retrato muito zangada com ele. Romildo então resolveu acaba com o desespero dele. Resolveu enfrentar sua loucura. Quando a moça apareceu outra vez ele lhe perguntou o que queria. Ela nada disse , só olhou na direção da gaveta do armário. Ele não entendeu e ela apontou para a gaveta. O rapaz se levantou e abriu a gaveta. Para seu espanto havia um rosário de contas luminosas . Ele então entendeu tudo. O rosário era daquela jovem.
Romildo criou coragem e foi ao cemitério, mesmo não estando muito bem de saúde. Entrou sem dificuldade, como sempre fazia. A moça estava ao seu lado. Ele percebia o seu olhar, agora mais suave. Quando o jovem ladrão chegou no túmulo percebeu que estava com um reforço maior. Mas como era mestre em abrir cadeados , não teve muita dificuldade. Entrou no túmulo e colocou o rosário no mesmo lugar onde estava . Ao sair percebeu a presença da garota lhe acompanhando até o portão do cemitério. Ele tremia mas nada falava. Quando chegou no portão Romildo sentiu que braços gelados lhe abraçavam. Viu então a moça com o rosto bem próximo ao seu.
No outro dia encontraram o rapaz desacordado na porta do cemitério com um retrato nas mãos.
Desse dia em diante Romildo enlouqueceu e só falava na moça da fotografia. Os pais da moça até quiseram denunciar Romildo por roubo, mas como já estavam sofrendo com a morte da filha , resolveram deixar o caso por isso mesmo. Afinal, o rapaz estava louco. E louco não ia para a prisão.
Romildo passou a ser chamado então como o louco do cemitério. E como era louco as pessoas não se admiravam quando o viam caminhar sem rumo dentro do cemitério. Agora pelo dia, já que sua mãe não o deixava sair à noite.
Lucineide


Qualquer semelhança é mera coincidência .
 
ROMILDO, O LOUCO DO CEMITÉRIO

OS SENTIDOS

 
OS SENTIDOS


Imagem tirada na Expocrato 2016

Onde todos veem dois animais,
eu vejo amor.
Onde todos enxergam irracionalidade,
eu sinto sensibilidade.
Onde todos observam com os olhos,
eu registro com a alma.
Onde todos tocam com a carne,
eu abraço com a poesia.
Lucineide
 
OS SENTIDOS

AO POETA QUE ME INSPIRA

 
AO POETA QUE ME INSPIRA
 
A VINICIUS DE MORAES

Ler as poesias de Vinicius de Moraes
é mergulhar numa profunda musicalização;
é poder enxergar uma extraordinária beleza
na sensibilidade e simplicidade das coisas.
Sua poesia é muito mais que rimas:
é sua própria alma estampada nas palavras.
Ler as poesias do "Poetinha" é abraçar com carinho uma flor, é se encher de sabedoria.
Jamais compreenderemos a poesia
desse mestre, que tanto canta e encanta,
se não saborearmos a simplicidade da vida,
a delicadeza do amor, a paixão e a emoção de sonhar.É preciso ter mais que sentidos,
é necessário ter bons sentimentos na alma.
É ajoelhar-se diante de um colibri ao vê-lo cobrindo de beijos as pétalas de uma flor.
Falar desse poeta que encanta corações
é viajar no Soneto de Fidelidade,
encontrar com Garota de Ipanema e dizer:
Eu não existo sem você.
Lucineide
 
AO POETA QUE ME INSPIRA

O SILÊNCIO

 
O SILÊNCIO
 
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Silêncio é uma prece
Que diante da brutalidade
Fala com sabedoria.

Lucineide
 
O SILÊNCIO

DORMEM OS HOMENS

 
DORMEM OS HOMENS
 
Dormem os homens
Sonhando com a felicidade,
Mas não sabem onde encontrá-la.
Vestem o corpo e pintam a cara.
Acordam assustados e não percebem
Que ela mora dentro deles.
Cada raio de sol traz novos caminhos,
Novas oportunidades e uma esperança.
É preciso abrir a porta e deixar o sol entrar.
É preciso não deixar morrer a vontade de vencer.
Há uma necessidade em acreditar
Que a felicidade mora no homem
que suporta a dor para crescer
Que aprende mais do que ensina.
E que vive sua vida para amar.
Lu
 
DORMEM OS HOMENS

FANTASMAS DAS RUAS

 
FANTASMAS DAS RUAS
 
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Fantasma das ruas

Por favor, olhe para mim amigo,
Veja e sinta o meu sofrimento.
Sabe, a rua tem sido meu abrigo,
Como e durmo , amigo, ao relento.

Mas nem sempre vivi nessa vida
Minhas roupas não eram rasgadas
Olhe, passei a provar dessa comida
E precisei andar de mãos estiradas.

Às vezes a saudade bate em meu peito,
Penso na vida que está lá no passado.
Nela eu não caminhava desse jeito:
Sujo,faminto, doente e desprezado.

Veja como estou idoso e vivo doente,
Venho clamar por sua compaixão.
Sabe, acho tenho alguns parentes,
Sou velho não me querem, irmão.

Agora sou um fantasma das ruas
Sofro por me enxergarem assim.
Quero apenas umas migalhas suas,
Por favor, olhe um pouco para mim.

Por que você me apedreja, amigo?
Quero apenas um pedaço de pão.
Olhe, sou apenas um velho mendigo,
Pedindo-lhe um pouco de compaixão .

Lucineide
 
FANTASMAS DAS RUAS

COMO CHUVA DE VERÃO

 
COMO CHUVA DE VERÃO

Você se aproximou e tocou meu coração
E eu fiz festa de sua aproximação
No momento eu estava carente

Você se aproveitou de minha ingenuidade
Fingiu sentir também felicidade
Mas seu amor foi chuva de verão

Achei que o nosso amor não ia se acabar
Mas ele foi apenas chuva de verão
Você quis mesmo foi se aproveitar
Fiquei na solidão

Eu fui somente um brinquedinho pra você
Que nem imaginou que eu ia sofrer
Com a sua ausência

Abri meu coração para você morar
Você infelizmente só quis brincar
E feriu meus sentimentos.

Achei que o nosso amor não ia se acabar
Mas ele foi apenas chuva de verão
Você quis mesmo foi se aproveitar
Fiquei na solidão

LUCINEIDE
 
COMO CHUVA DE VERÃO

DESPEDIDA

 
DESPEDIDA
 
Vejo teu sorriso sem graça
Noto que estás descontente
Já não passeamos na praça
Parece que estás doente.

Já não me esperas no portão
Não mostras contentamento
Pequena, corta-me o coração
Vendo todo esse sofrimento.

Será que a hora é chegada
De tu também me deixar?
Sentirei saudade da rosnada
E da tua forma de me beijar.

Perdão, minha querida
Por não te compreender.
Está chegando a partida
Sinto que queres me dizer.

Podes não ser como gente
Mas pude ver em ti fidelidade.
Quando me recebias contente
Sentíamos amor de verdade.

Lucineide
 
DESPEDIDA

CHEGA!

 
CHEGA!
 
CHEGA!

Intolerância
Indiferença
Enganação
Escravidão
Insensatez
Hipocrisia
Demagogia
Politicalha
Corrupção
Maldade
Miséria
Descaso
Violência
Tristeza
Cansaço
Guerra
Pobreza
Fome
Morte
Mundo
Mídia
Luxo
Lixo



Lucineide
 
CHEGA!

SILÊNCIO E SAUDADE

 
SILÊNCIO E SAUDADE
 
O anjo da distância apontou no horizonte da minha vida.
Da minha janela olhei a tarde, o sol agora desenhava
Um quadro cinzento com um pincel triste e misterioso.
Do meu quarto vi anoitecer completamente, então chorei.
A tristeza apareceu e sentou-se ao meu lado, abracei-a.
Curvei-me desalentada, solucei em silêncio e quase morri.
Silenciosamente briguei com Deus, fiquei desapontada.
Naquele momento nada mais importava para mim.
O sol que, maravilhosamente iluminava minha vida,
Agora teimava em esconder-se,já não me iluminava.
Um rosto amado desaparecera numa nuvem escura.
Nada se ouvia , somente os soluços do meu peito.
Procurei por ele e um vazio tomou conta de mim.
Perguntei a Deus onde ele estava, silêncio...
Não pude ouvir a voz de Deus,tudo acabara !
Insisti, até que ouvi uma voz suave dentro de mim.
Um clarão apareceu e um lindo anjo me disse:
"Ele está dormindo nos braços de Deus."
Procurei suas mãos mas tudo era mistério.
Só senti o gelo de seus dedos nos meus.
Em prece elevei minhas mãos aos céus,
De lá veio uma paz infinita e tomou conta de mim.
Não sei quanto tempo fiquei em êxtase, até que revivi.
Agora já não havia tristeza, apenas uma saudade doída.
Com o tempo fui aceitando aquela saudade,
Vi que Deus realmente acolhera-o com amor,
Como um pai que espera seu filho amado.
Mandei meu coração ao seu encontro
E ele trouxe-me rosas vermelhas.
Então chorei baixinho ,o rosto amado estava ali.
Ele estava bem no rosto de três lindas estrelas.
Hoje é silêncio, ausência e saudade!
Mas Deus sorri para mim em três estrelas,
Que brilham e espalham raios de luz.
Noto em cada uma delas aquele rosto,
Que tanto me ensinou a viver e a amar.
E me ponho de pé e vejo Deus
Com um leme nas mãos a me guiar .
A saudade já não é tão doída, apenas saudade.
O silêncio ainda existe, porém já não tão intenso.
E eu já consigo ver novas nuvens aparecendo,
Pois o sol pouco a pouco voltou a brilhar.
Deus colocou lápis e papel em minhas mãos
Para que eu pudesse desenhar um novo sol
Que aparece sempre que eu respiro.
Lucineide
 
SILÊNCIO E SAUDADE

A ROSA DESILUDIDA

 
A ROSA DESILUDIDA
 
A ROSA DESILUDIDA

A rosa desiludida saiu
Caminhando devagar
Vi quando ela partiu
Tinha tristeza no olhar.

As pétalas desbotadas
Chamaram-me atenção
Pareciam maltratadas
Pelo calor do verão.

Ela deve ter embelezado
Algum importante salão
Mas deve ter muchado
Sofreu uma desilusão

Lucineide
 
A ROSA DESILUDIDA

ENTRE QUATRO PAREDES

 
ENTRE QUATRO PAREDES
 
ENTRE QUATRO PAREDES

Entre quatro paredes
Há tantos segredos!
E se tem compreensão
Tudo é perfeição.

Não há culpa nem medo
Entre quatro paredes
Quando a cumplicidade
Grita o nome lealdade.

A loucura torna-se lucidez
Entre quatro paredes
Para eternizar no coração
Momentos de pura paixão.

Correntes são quebradas
Entre quatro paredes
Cedendo lugar à liberdade
De viver com igualdade.

Os sonhos criam asas
Entre quatro paredes.
E juntos vão para o céu
Envolvidos por um véu.

Lucineide
 
ENTRE QUATRO PAREDES