Poemas, frases e mensagens de trovaliz

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de trovaliz

O Cachorro e o Gato

 
Enquanto um gato valente,
Passa a língua pela barriga;
Um cachorrinho pintado,
Só pensa em fazer intriga.

Late e pula no quintal,
Todo eriçado se esconde;
E o gato incomodado,
Com raiva nada responde.

Depois, então pensa o gato:
Oh! Seu cachorro atrevido!
Estou de mal com você...
Não gosto do seu latido.

Mas, assim por sua vez,
Pensa o cachorro pintado:
Ah! Se eu te pego gatinho...
"Bichano" tolo atentado.

Todo pomposo o "bichano",
Agora, pensa orgulhoso:
Jamais eu vou ser amigo
De um cachorro raivoso!

Porém, num gesto de amor,
Ambos, logo se olharam...
Esqueceram a velha rixa
E bons amigos ficaram.

O gato cheirou o cão
E miou, todo fofinho...
O cachorro sem maldade,
A calda abanou mansinho.

Que lindo! Os dois animais
São amigos! Que legal!
Fizeram então as pazes,
E foram brincar no quintal!
 
O Cachorro e o Gato

A Formiga

 
A incansável formiga
Trabalha sem reclamar.
Não sei se é remunerada
Ou gosta de cooperar.

Nunca vi uma formiga
Queixar-se que está cansada.
Trabalha por conta própria
Ou é assalariada.

Alguém diz, maldosamente:
- Formiga, também tem fome,
Dá duro sem ganhar nada;
Se não trabalhar, não come.

Formiga não tem preguiça,
Está sempre a trabalhar!
Não é como certos homens
Que querem só vadiar.
 
A Formiga

O Pássaro (O Sabiá)

 
O sabiá pousou
Na mais alta paineira...
Voou por entre ramagens,
E cantou, no meu pé de laranjeira.

Todo dia, o sabiá
Vem cantar no meu quintal...
Do meu pé de laranjeira,
Ouço o canto matinal.

O sabiá foi embora,
Voou e foi pra floresta...
Hoje, na mata distante,
Canta junto a uma orquestra.

Os pássaros ali gorjeiam
Numa grande sinfonia...
Sabiá lá na floresta,
Canta com muita alegria.

Sabiá estou lhe esperando,
Venha pra velha paineira...
E depois volte a cantar
No meu pé de laranjeira.
 
O Pássaro (O Sabiá)

A Chuva

 
A chuva caía sobre a terra seca,
Molhando aos poucos até inundar;
Águas corriam pelo solo molhado,
Abrindo sulcos no chão, a rolar.

Pássaros voavam pra se abrigar da chuva,
Escondidos nas árvores encharcados;
Eu cá comigo a sussurrar sozinho:
Oh! Coitadinhos como estão molhados!

Pessoas correndo passavam por mim,
Procurando abrigo pra se proteger;
Umas enroladas da cabeça aos pés,
E outras ensopadas de frio a tremer.

E a chuva caía embaçando tudo...
Raios e trovões causavam terror;
Chegou à estiagem, e a chuva cessou,
Fazendo bom tempo com sol e calor.
 
A Chuva

Deixa Rolar...

 
Deixa rolar...

Quando você passa por mim
Esnobe seu jeitinho de amar...
Finja que olhou, mas não me viu,
E deixe o nosso amor assim rolar.

Talvez, ao voltar, você me veja,
Na roda dos amigos, a lhe esperar;
Não finja ocultar-me, sem falar,
Não deixe o nosso amor assim rolar.

E agora você passa com as amigas,
Não ouço seu jeitinho de falar...
Disfarça e faz de conta não me ver,
Deixando o nosso amor assim rolar.

Tristonho e sozinho vou-me embora;
De longe a vejo, assim se afastar,
Talvez, amanhã nos encontremos...
Deixemos nosso amor assim rolar.
 
Deixa Rolar...

Solidão

 
Passou por aqui, um dia,
A malvada solidão;
Insistente, ela parou,
Em frente ao meu portão.

Acho que foi atrevida,
Até sem educação...
Entrou sem ser convidada,
E ganhou meu coração!

Jamais eu imaginei,
Que a solidão, de repente,
Passou pra me visitar...
E conviver com a gente.

Hoje, triste e solitário,
Coloco-me a perguntar:
Quando você vai embora...
E no portão, quem irá parar?

Eu poderei ser feliz
Longe dessa solidão;
Se assim, a felicidade,
Visitar meu coração...

Se ela chegar, um dia,
E parar no meu portão...
Com prazer irei dizer,
Um adeus à solidão!
 
Solidão

O Passarinho

 
Na prisão de uma gaiola,
Indefeso e tão sozinho;
Canta de olhos fechados
O pobre passarinho.

Solitário onde vive,
Só fica no poleiro...
É um passarinho triste
Por viver prisioneiro.

Ele tem água limpinha,
Comida nunca lhe falta.
Recebe o melhor trato...
Mas tudo isso não basta.

Coitado do passarinho
Nesta triste solidão...
Hoje, vou lhe soltar,
Desta terrível prisão.

A portinhola da gaiola
Abri bem devagarzinho...
E num gesto decisivo,
Foi saindo de fininho!

Está livre passarinho,
Desta minha crueldade!
Voa, voa passarinho...
Vai viver em liberdade!
 
O Passarinho

O Rosto da Janela

 
Quando por ali eu passava,
Um rosto à janela eu via,
De uma velhinha triste,
Que quase nunca sorria.

Um dia, ao passar ali,
A velhinha da janela...
Olhei, não mais a avistei...
Então, senti falta dela.

Bati à porta da casa,
Perguntei a uma senhora:
- Onde está a velhinha?
Que disse: - ela foi embora!

O rosto da janela,
Em meu coração ficou...
- Para onde? - Interroguei...
- Partiu, a morte a levou!
 
O Rosto da Janela

Canção de Amor

 
Se eu soubesse cantar, cantaria,
Para ti uma bela canção...
Que falasse do amor que sinto
Por ti, minha rica paixão.

Se eu pudesse, gritaria teu nome,
Numa linda canção de amor,
E diria o quanto te adoro...
Pediria atenção, por favor!

Se eu pudesse, pegaria o luar,
Com as estrelas, então te daria...
Junto a mim, te faria feliz...
Num herói, assim me tornaria!

Se eu pudesse dizer com palavras,
Meu amor sinta como te amo!
Expressaria os meus sentimentos...
Nesta doce canção, eu te chamo!

E assim meu amor ouça agora:
- Fica perto de mim, por favor...
Vou cantar para ti nesta hora,
A sublime canção de amor!
 
Canção de Amor

A Busca

 
Em mar revolto,
Ou calmo mar,
Não desanimo
De navegar...

Sempre sozinho
Em meu barquinho,
O mar revolto
Quer me tragar...

Navego em busca
De um ideal...
Por esses mares
Vou navegar...
 
A Busca

A Borboleta e o Passarinho

 
Singela borboleta que voava,
Lutando pra poder sobreviver;
Não sei o que da flor ela tirava...
Absorvia o néctar pra viver?

Voando sem parar, à flor alcança;
Não resta muito tempo a perder...
Agora sobre a flor ela descansa...
A vida é curta e não pode morrer.

Voava sem maldade, junto a um ninho,
Sem perceber, vagando ali se via...
E de repente um cruel passarinho,
A pobre borboleta perseguia.

Não pode se esquivar do inimigo
Que num gesto traiçoeiro a tragou;
Jamais imaginou tanto perigo...
Aquele passarinho a devorou.

Seus restos ali se viam ai que pena!...
Como marca sobre a flor então ficou;
É triste recordar-me desta cena...
Pois lembra o amor que cultivou.
 
A Borboleta e o Passarinho

O Garoto do Portão

 
A mocinha da esquina,
Anda a fim de um garotão;
Ela fica toda dengosa,
Ao vê-lo no seu portão.

Meu querido... Ela então diz:
- Eu o amo de paixão...
Oh!... Meu garotão sarado...
A quem dei meu coração!

O garoto quando ouve
A sua declaração,
Fica todo eriçado,
E não perde ocasião.

Certo dia, ele a deixou,
E foi grande a desilusão...
Sofrendo as conseqüências
Daquela cega paixão.

Os jovens, porém erraram,
Por não terem preparação...
Para os dois sem experiências,
Foi grande a decepção!

A menina não desistiu;
O rapaz era bonitão...
Mais tarde, a moça casou-se,
Com o garoto do portão.
 
O Garoto do Portão

O Gato

 
Estava tomando sopa,
A campainha tocou;
Fui ver quem tinha chegado,
E a sopa ali ficou...

A pessoa do portão,
Era um vendedor de roupa;
Ao retornar encontrei
O gato tomando a sopa.

Também tinha que chegar...
Por favor, vê se me poupa!
Esse tal de vendedor...
Na hora da minha sopa?

Então atirei um pau
Naquele malvado gato,
Que berrou e deu um pulo,
E ainda quebrou o prato.

Não fiz como dona Chica,
Pois, eu não me admirei...
Até hoje não entendo,
Como, o gato eu não matei!
 
O Gato

Quando a Saudade Chegar...

 
Se um dia tu partires para longe,
Chegar tua despedida...
Lembra-me-ei de ti -
Deixar-me-á saudades
das experiencias vividas.

E tu, contigo levarás,
Certeza em teu coração,
Que um amigo irás deixar...
Com quem pudeste contar -
Nos resta a separação!

E eu cá, tenho a certeza,
Que contigo me alegrei -
Meu prezado, assim te digo:
Vou perder um grande amigo,
Mas de ti lembrar-me-ei.

Sorri e sofri contigo,
E também pude chorar...
Procurei te compreender -
Quero hoje te dizer:
Em ti pude confiar.

De ti, recordar-me-ei,
Com estas trovas que fiz.
Não estarás ao meu lado -
Que Deus te abençoe amado,
Quero que sejas feliz!

Talvez, nunca mais nos veremos...
E este amigo, não mais tenha vida em si.
Se tu ficares sabendo...
Estes versos que estás lendo...
Eu também fui, já parti.
 
Quando a Saudade Chegar...

O Gato e o Rato

 
O gato escondido,
Esperava o rato;
E o rato na toca
Com medo do gato.

Saia o gato,
O rato invadia;
E muito guloso
Roía, roía...

O gato saltava
Pra cima do rato
Que, muito atrevido,
Comia no prato.

O rato fugindo,
Com medo do gato,
Tomou suas tralhas
E fez ninho no mato.
 
 O Gato e o Rato

Borboleta

 
Eu fico a observar a borboleta,
Altiva, delicada e multicor...
Embora um pouco tímida ou xereta,
Sua sina é envolver-se com a flor.

Nas tardes de verão, ali passava,
E indecisa, no jardim ela chegou.
Seu belo colorido me inspirava...
Serena sobre a flor então pousou.

A tarde chega ao fim... Logo anoitece!
E ela, ali está beijando as flores...
E toda a Natureza a enaltece...
Num mundo encantador, com muitas cores!

Eu paro a meditar... Que emoção!
Com prazer, me torno mais discreto...
Ingênua... Mas me traz inspiração...
Sem rumo, vive neste mundo incerto!

Abraça-se à flor... E ali sorri...
Agora, abre as asas para o mundo...
Vivendo seus momentos... Cai em si –
Quem sabe, num desejo mais profundo!

Um dia, já foi larva... E pra que serve?
Envolto num casulo que a esconde...
Talvez, sua existência seja breve...
E na metamorfose... Esteve aonde?!

Viveu os seus momentos de esperança,
Com graça e sem ter tempo a perder...
Agora, fecha as asas e descansa...
Chegou então, seu dia de morrer!
 
Borboleta

A Lição de um Passarinho

 
Certo dia um garoto
Foi ao bosque passear;
Encontrou um passarinho
Numa árvore a cantar.

Perguntou ao passarinho:
- Por que está feliz assim?
- Para mim, meu bom menino,
Nunca tem tempo ruim.

Construí meu belo ninho
Num lugar bom e seguro...
Meus filhotes são mui lindos...
Tenho tudo o que procuro.

Deus me deu um bom abrigo
E comida pra eu viver;
Vivo livre neste mundo...
Tenho mais que agradecer.

O menino comovido,
Com o que disse o passarinho,
Foi pra casa bem contente
E feliz pelo caminho.

- Tenho um lar, uma família,
E sou tratado com carinho...
Eu posso considerar-me
Feliz como um passarinho!
 
A Lição de um Passarinho

O Homem e o Grilo

 
Certo dia, em um telhado, um pobre grilo,
Entrou em uma casa para “cantar”...
Achou que encontrou um bom abrigo;
Pensando que não ia incomodar.

O velho morador inconformado,
Xinga o grilo, e se põe a perguntar:
- Oh! Grilo horroroso e enfadonho...
Por que vieste aqui me importunar?

- Deste bairro, a tua casa eu escolhi...
Portanto eu queria te alegrar;
Não pense meu senhor, que aqui estou,
Querendo a tua casa para morar.

Disse ainda o grilo: Oh! Meu senhor,
Só vim, à tua casa hoje pousar!
Estou de passagem por aqui,
Por isso, para ti, eu vim “cantar”.

- Não gosto do teu “canto”, disse o homem;
Não quero mais ter aborrecimento...
Vai embora teu intruso, intrometido;
O teu “canto” enfadonho, eu não aguento!

Teu cricrilar enfada-me, é um agouro...
Não quero o teu “canto” mais ouvir;
Some! Vai embora, grilo tolo...
E deixa-me em paz, quero dormir!
 
O Homem e o Grilo

De Manhã Cedinho (Eu Quero Ver)

 
Eu quero ver logo de manhã
O sol raiando por detrás das matas...
Ouvir os passarinhos que alegre cantam
Gorjeando juntos fazem serenata.

Eu quero ver a praia deserta
E alguns banhistas ali a chegar...
Vão quebrando as águas, enfrentado as ondas
Pois está propício para se banhar.

Eu quero ver e ouvir de manhã cedinho,
O galo anunciando o amanhecer...
O trenzinho que passa apitando,
E para na estação pra ninguém o perder.

No alvorecer, os pardais cantando...
E o gado mugindo indo pra o curral –
De manhã cedinho tudo é mais bonito...
Vejo o céu dourado num belo arrebol.

Eu queria ser como os passarinhos,
Que cantam felizes e vivem a gorjear –
Que vão cantando agradecendo a vida,
Porque eles sabem ao nosso Deus louvar.
 
De Manhã Cedinho (Eu Quero Ver)

Nunca mais Você Voltou.

 
Ah! Meu amor que saudade,
Que me traz ansiedade,
Hoje não posso lhe ver;
Por uma casualidade,
Você foi à outra cidade,
Só para me ver sofrer.

Deixou-me na solidão,
Tão sozinho, sem razão,
Nunca mais você voltou;
Porém, se você soubesse,
O quanto me entristece...
Você foi e me deixou.

Agora veio a saudade,
Visitar-me sem piedade;
Um dia você partiu...
Fechei-me nesta tristeza,
O mundo jaz sem beleza,
Pois você nunca me ouviu.

Não devo voltar atrás,
Você não volta jamais,
O nosso amor já passou;
Talvez não mais reste nada,
Fiquei só, nesta jornada...
Nunca mais você voltou.
 
Nunca mais Você Voltou.

trovaliz