Poemas, frases e mensagens de Vigilante

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Vigilante

A palavra uma arma

 
Vivo rodeado de palavras. Não poderia ser de outra forma. Encontrei este refúgio há demasiado tempo e o mesmo tempo só me fez ainda mais perder-me nele. A palavra está presente no nosso dia a dia. Na leitura. Na fala. Na comunicação. A palavra pode aconchegar. Pode magoar. Pode ferir. E mesmo que o ferimento não seja visível, este poderá magoar ainda mais do que aquele que se pronuncia. Existe quem afirme que "a palavra é uma arma". Não contesto. No canhão de uma arma que facilmente representaria o texto, passam as balas envoltas em palavras que quando disparadas formam frases que podem ferir o mais sensível.

Pudessem as palavras ser usadas de outra forma. Pudessem as pessoas se apaixonar, como eu apaixonei, pelo poder das mesmas. Pudesse o mundo dar mais importância a cada palavra que milhares de pessoas escrevem, vivem, sentem e transmitem. A vontade é que um dia a palavra usada para o bem possa ter tanto impacto como a que é usada para o mal. Um sonho.

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A palavra uma arma

No teu corpo

 
Se me perder no teu corpo, não desejo mais me encontrar. Ficarei à deriva nas tuas curvas até alguém me procurar. Marcarei um encontro, que será no teu umbigo e junto aos teus seios eu criarei o meu abrigo. Contigo sinto-me completo, no incompleto da minha existência. Contigo o amor não se esgota, és a minha dependência. Nas linhas do teu corpo, escrevo um poema que um dia irei ler, entrelaçado entre gemidos que o teu corpo vê ceder. Dentro de ti lamento, não conseguir escrever o que sinto, e o teu coração em sentimentos assemelha-se a um labirinto. Não fales mais. Não digas nada agora. O sol já se foi e eu mal vejo a hora. De retornar aos teus braços, para me completar novamente, nas palavras de um poeta que sobre o sentimento não mente.

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No teu corpo

A chave do maior tesouro

 
A chave do maior tesouro
 
A vida brindou-me de várias chaves. Brindou-me de vários caminhos que se perdiam entre obstáculos que sempre me conduziram a lugar algum. Brindou-me de várias escolhas que metaforizadas em portas, foram sendo abertas, sem hipótese de serem trancadas por uma chave que as aprisiona-se de forma definitiva. E aí entra o passado. Aquele que caminha nas nossas costas, como da sombra se tratasse. Esperando. Olhando. Contemplando cada passo, cada passo que o recorda e o transforma em algo mais do que uma simples sombra.

Passado. Porque passas e ficas para me atormentar. Passado, porque não vens, apenas para passar?

Eu vivo o presente. O presente onde te conheci. O presente onde me apresentas-te a chave que me permite o acesso ao teu coração. Um acesso exclusivo e privilegiado a todos os patamares que constituem a palavra amor. A vida ofereceu-me muitas chaves, mas perdi-as amor. Posso guardar a tua no coração? Podes talvez fazer uma cópia e guardar junto ao teu coração? Algo que me permita ter a certeza que não perderei ou esquecerei o caminho correto para atingir o teu coração.

Sabes vida, o passado é mau para mim. Sabes amor o meu presente é bom graças à tua presença. Mas vida agradeço-te por colocares no meu caminho a pessoa responsável por curar a minha vida. Pensei por tempos que tivesses esquecido as nossas conversas. As nossas longas noites em que sofríamos de modo conjunto e da forma como nunca te esqueci. Ensinaste-me a seguir em frente vida. A seguir a frente contigo. Como seria possível deixar-te para trás?

Obrigado vida por me dares o prazer de descobrir um anjo. Estava ferido, as asas pareciam não voar. Mas com o passar descobri que as asas estavam em perfeitas condições, o seu coração é que era fraco e tinha uma força insuficiente para a fazer voar. Decidi ajudar este pequeno anjo, enchi o seu coração de amor e finalmente o anjo voou. Bem alto e fez brilhar tudo à sua passagem.

Vida, só me deste o dom da palavra, mas agradeço-te, porque sinto que eles me escutam. Sinto que tenho a capacidade de escrever em palavras o que muitos sentem exclusivamente no coração. O que muitos gostariam de dizer, mas se sentem presos na hora de escrever. Todos os sentimentos e sorrisos que provoco, devo-te a ti vida e devo a ti amor por me motivares dia após dia.

Já disse várias vezes que te amo, mas nunca é demais, por isso – Amo-te. Amo-te na expressão completa da palavra e não apenas como um artifício que serve para embelezar um belo texto de amor.

Não te amo somente por me fazeres sentir bem. Amo-te sobretudo por me fazeres sentir mal nas alturas em que esqueço de lembrar da vida.

Para mim o amor é isso. Mais que palavras. Mais que sentimentos. Acima de qualquer gesto que possa ser feito apenas para cumprir palavras. O amor é entrega. Dedicação. Empenho. Preocupação. Partilha e cumplicidade. Amor é saber que para além de alguém especial se tem um amigo. Que para além de um ombro que se beija, se tem um ombro que nos ampara. E esse meu amor, é o amor que me dás. Por isso obrigado.

Confiram o artigo original no meu site oficial!
 
A chave do maior tesouro

Vigilante & Cláudia - Destino

 
[Vigilante]

O destino, que duas paixões juntou
Paixão de poetas, que a poesia proclamou
Mundos cruzados em paixão e poesia
O destino a nós nos traz o dia-a-dia

Fico feliz, por te ter encontrado
Amiga, companheira, agora a meu lado
Partida de um destino alado
Concretização de um pedido desejado

[Cláudia]

Vida…tudo é incerto
O que ontem estava bem
Hoje já não é correcto.

Destino… não sei se esta traçado
Apenas achei que sim
Quando o meu coração era amado.

[Vigilante]

Respeito o destino, além de não acreditar
Que ele tenha capacidade para comandar
Acredito antes na força de lutar
Lutar e conquistar igual a ganhar

O destino nos juntou por uma razão
Escrever-mos juntos o que vai no coração
Sendo assim só me resta agradecer
Obrigado destino pelo que acabaste de fazer

[Cláudia]

Achei que tudo fazia sentido
Ganhei tudo o que achava perdido…
Afinal por que foi que te conheci?
O destino não me disse que te arrancaria de mim.

Agora longe eu estou perdida.
Se estava tudo traçado,
Porque errei na saída
Destino amaldiçoado?

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E um grande obrigado á Cláudia, por este bonito dueto!
 
Vigilante & Cláudia - Destino

História de um sonho (Parte 1 de 2)

 
História de um sonho (Parte 1 de 2)
 
Todos encerraram em si próprios um sonho. O sonho é indispensável à vida, na medida em que nos incumbe de alcançar um pretexto para a sua existência. Mas este sonho, não sobrevive mediante a temporária morte do nosso ser. O sonho forma e abraça a linha da vida, de olhos cravados para o dia, construindo com suas pedras o caminho a pisar. Segue-o como equilibrista. Partilho um amor narciso pelo sonho que me lidera e ofusca. O nascimento é a abertura da contagem decrescente para o paralelo com a morte. O início do fim do sonho. Vivemos para sonhar e eu sigo vigilante, no meu sonho de ser poeta. Escrevi outrora algo que soava como o seguinte:

“Sonhei. Peguei nos flocos de sonho, distintos no Inverno da minha vida e pensei. Em cada um guardo um segredo que não contei. Guardo um beijo que não dei. Guardo um sonho que não concretizei. Por isso neva, no Inverno da minha vida, nevam sonhos na neve fria e despida. Por isso permaneço, permaneço a ver nevar, por vezes paro e abdico, abdico de sonhar”.

Cada um de nós guarda um sonho, e se o guarda carrega-lhe importância. Eu costumo por várias vezes, viver num mundo mágico que apelido de fantasia. Nesse mundo, assim que fecho os olhos para a realidade, torno-me poeta. Na realidade em que vivo, apenas escrevo. Na realidade somente sou o que da fantasia não trespassa. A realidade é para mim a consciência da nossa passagem pela vida, a constatação de que estamos efectivamente vivos. A vida não é mais do que um resguardo mental, que edificamos mediante os tijolos e cimento disponível. O tijolo é todo o artifício físico necessário a uma boa e forte estruturação da vida humana e do sonho. O cimento é a força necessária para arrastar esses sonhos a bom rumo. Como o rio teima em cair no mar, o meu sonho despenha-se na meta.

O sol dourava o horizonte com tanto vigor, que parecia pairar no céu pequenas barras de ouro. Olhando pela janela, tudo parecia ganhar vigor, com a esplêndida cor, que o sol dourava. Eu perdido em pensamentos tingia o meu caderno com versos de esquecimento. Ponderei que tudo o que escrevera ninguém iria ler, tudo aquilo era efémero demais e acabaria por desaparecer. Mesmo assim escrevia, sobre um sonho que devorava a minha existência. Mesmo assim escrevia em grande o que em pequeno tinha de experiência. Continha um sonho.

Existe quem sonhe em grande, mas lute em pequeno, pela concretização do que pensa ser impossível. Pobres que desconhecem que a possibilidade apenas é impossível mediante duas letras. Nada é impossível a partir do momento em que nos comprometemos à sua concretização. A impossibilidade apenas reside na mente de quem a engorda. Eu não alimento o impossível, porque o alimento só lhe dá eficácia na sua afirmação e força para destruir o que delimitamos como sonho. O que espaça a impossibilidade da possibilidade são apenas duas letras que simbolizam respectivamente, coragem e medo.

Todos sonham. Mas sonhamos de forma insuficiente para recrutar coragem para transformar esse mesmo sonho em realidade. Falta coragem para provocar a fantasia dentro de cada ser e arrebata-la para o exterior com uma porção de realismo. A cascata da coragem não ascende no momento em que o sangue bombeia o cérebro e nos faz sonhar em grande. A cascata da coragem, apenas corre, sente e por fim morre, na pele de quem não a tem. E assim se desvanece o sonho.

Todos sonham. Mas o medo que designam de fracasso, cega-os ao ponto, de desconhecerem a proporção de sucesso. Entram assim numa teia de deduções pessimistas e de sorrisos minguados, transformam o sol negro e obscurecem o sonho. Pudesse ao menos a coragem pegar em seus braços o medo e marcharem anexos no curso da luta. Pudessem ao menos estes dois se fundir e no final dessa luta conhecer o sucesso. Pudessem ainda existir como entidade viva e fazerem brotar uma alma morta que mora dentro de um indivíduo enclausurado nos seus medos.

Aprendi a mensurar meu sonho e a impingir limites que facultam um afastamento mímico do que apelido de decepção. Sofremos porque tencionamos. Sofremos pelo facto de alimentarmos uma reprodução magnificente que se traduz no produto diminuto que colhemos. Cessa o que outrora se assemelhava grandioso, perdura somente a desilusão do pequeno que obtemos. Mas o que seria a vida sem um sonho? Ou vários?

Vigilante World
 
História de um sonho (Parte 1 de 2)

Vigilante - Amizade

 
Inúmeras vezes me pergunto o que é a amizade
Definição mental, laços de fraternidade
Amigo é aquele em quem podes sempre contar
Juntos em problemas que não consegues ultrapassar
é aquele que se ri, só para te animar
Carrossel de emoções que te fazem alcançar
Centro de conselhos em que só a palavra soa
Ensinamentos são mágicos, de moedas sem coroa
Amigo é a discussão, amigo é o perdão
Pois depois da guerra vem sempre retaliação
É dar sem receber, é amar sem perceber
é sentir a dor de ver alguém sofrer
amizade é tudo isto, amizade é muito mais
pena que só as guerras venham nos telejornais
Pena que a amizade não sejam só flores
Tal como as rosas têm espinhos de várias cores
Escudo de identidade, falsa e imune
Amigos são esquecidos na rotina do costumo
Atitudes tomadas por vezes irreflectidas
Letras da palavra amizade, destruídas
Amizades trocadas por amores incertos
Corações preenchidos por espaços abertos
corredor de sentimentos, em que nada falha
Se Perdoas-te o inimigo, então leva a medalha
Continua canalha, no mundo que criaste
sozinho e abandonado a paz encontraste
A tua definição de felicidade é degradante
Problemas acumulam-se, de forma constante
Não tens a quem desabafar, pensas que não precisas
Pensamentos escuros geram façanhas suicidas
Valoriza o amigo não caias na valeta
Sê verdadeiro para contigo, boy, desperta
Amizade é importante, amizade é essencial
Para perante a sociedade seres alguém normal

Mais um dos meus sons!
http://www.myspace.com/vigilantefndsoldier
 
Vigilante - Amizade

Carta de Suicídio: Desabafos de um abuso

 
Carta de Suicídio: Desabafos de um abuso
 
Estou assustada. Escrevo no papel, nesta carta, palavras com tanto medo, que não seria capaz de as proferir a alguém. Sou fraca, por recorrer ao papel, mas sinto que as pessoas são também fracas e inúteis demais para me ajudarem, ou sequer para perceberem o que se passa à minha volta. Sinto nojo das pessoas... como podem elas cometer tão grandes erros, e não consigo perceber o porque de os cometerem comigo. Sinto-me perdida. Pensei que ele fosse meu amigo, pensei que o que fazia era por me amar... Fazia tudo para o manter com um sorriso na cara, e confesso nunca ligar ao facto de ele ser mais velho que eu 20 anos. Não pensava com a cabeça, apenas seguia o coração, e percebi tarde, que tudo o que ele fazia era aproveitar-se de mim, do meu corpo, e de tudo o que podia tocar. Por vezes, quando me deito, ainda o sinto em cima de mim, sinto o seu peso, o seu bafo a tabaco, a forma como que agarrava. Nunca me bateu, mas por vezes ficava tão chateado, que via nos olhos dele que tinha essa vontade. Mas que culpa teria eu? Confesso que nem sabia o que ele me tentava fazer... Só me lembro de o ver nu, tal como eu, e eu? Ficava quieta, deixando ele fazer tudo o que queria do meu corpo. Tinha alternativa? Não, a minha vida era isso.... sem mãe, sem pai, só me restava aquela casa... Pensei que aquilo fosse certo. Mas não era... Estava farta de tudo, um dia, decidi enfrenta-lo, ele ficou fulo, e tentou bater-me. Foi aí que cometi o pior erro da minha vida. Peguei na sua arma, escondida na sua gaveta e sem pensar, simplesmente disparei. Fiquei apavorada, vendo-o desvanecer-se, vendo seu sangue manchar a cama. Não era isto que queria? Pensei que fosse, estava livre, mas novamente sozinha. Não aguento tudo isto, sinto que esta vida não foi feita para mim, e que estarei melhor noutro local qualquer. Quando leres esta carta, provavelmente estarei morta. Serei fraca? Não sou, apenas não encarei a vida da melhor maneira, e talvez me faltasse alguém a quem contar tudo isto, alguém que não tinha. Espero poder ser feliz, num outro mundo, porque neste apenas fui vitima de um grande abuso, que deram neste grande desabafo.

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Carta de Suicídio: Desabafos de um abuso

Versos de amor...

 
Amor,
nunca tinha sentido...
Dor,
nunca tinha sofrido...
Quando pensares que tudo foi em vão...
Procura lá fundo no teu coração
Amor é o que sinto, e agora percebo a razão
Pela qual não controlamos o nosso coração

Amar,
sentimento que agora sinto...
Amor,
é o que neste momento transmito...
Inspiração?
é uma e não a troco por nada nem ninguém
o sentimento é tão forte, amo-te como amo minha mãe
estas rimas mostram que és a dama escolhida
e é certo que contigo quero passar a vida

Não tenho, nem nunca vou ter medo de esconder
Tu és a dama escolhida, é em ti que traço o meu viver
Traço o meu perfil, traço o meu agir
Quero-te por amor e nunca para curtir
Sabes que não sou mentiroso para mentir
O sentimento é o mais verdadeiro que pode surgir
Tu és especial, tu mereces tudo
O sentimento é tão forte, o sentimento é tão fundo
Pelas vezes que partires eu ficarei nesse fundo
Lembra-te nesse momento, que constituis o meu mundo
...

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Versos de amor...

Flores da vida

 
Flores da vida
 
Inocência, numa menina,
que cuidava sua flor,
Carolina imagina,
dar ao mundo mais amor.

Flor, essa despercebida,
maltratada, sem valor,
tal como a vida perdida,
destruída, por um sonhador.

Que não sonha, só vive,
mas se não sonha, morre,
foi algo que na vida obtive,
o rio que sempre corre.

Esta menina, sonha com um mundo diferente,
Embora ciente, que o mundo é catastroficamente carente,
Uma vida, viver, o sonho que guarda no seu coração,
O objectivo de uma luta, sem recuo ou indecisão.

Uma vida, como qualquer um pode ter,
ignorar o viver, é caminhar no esquecer...

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Flores da vida

Olho o mundo impávido

 
Olho o mundo impávido
 
Olho em volta
e noto
um mundo imaturo
que um suspiro solta,
no foco
do meu profundo.

Reparo que o mundo
apodrece com o tempo
vicia como a droga
consumida no momento.

Vejo mas não percebo,
toco mas não sinto,
não penso no que escrevo
e por não pensar não minto.

http://filhos-de-apolo.blogspot.com/
Visitem e deixem o vosso comentário.
 
Olho o mundo impávido

Primeiro capítulo do meu livro "Muito mais que apenas amor"

 
Primeiro capítulo do meu livro "Muito mais que apenas amor"
 
Por mais que o tempo me tente numa corrida. Que tudo a meu redor me prenda a uma velocidade que não consigo escoltar, tenho como plena a convicção que este pensamento, que te recapitula e dá vida, permanecerá eternamente estático na minha cabeça. Frequenta meu pensamento. Gostaria de driblar o tempo e recuar-me nele para modificar o que na altura parecia certo, e que hoje nada mais é do que puro arrependimento. Lembro-me do teu cabelo e da sua forma de ondular ao brincar do vento, a sua cor negra, suficiente para me fazer renunciar todo o medo da escuridão. Questionava-me por vezes como poderia ser tão mau e ter um caráter tão depreciativo algo que à sombra dos meus olhos era meramente belo. Os seus olhos, esses, eram raiados de mar, de um azul tão sublime que jurei que nunca os confundiria e que um dia desejaria poder navegá-los. Meros sonhos. Igual era o desejo de navegar e atracar na saliva dos seus lábios, ou se mais não fosse beijar a sua face, mas tudo o que senti desse seu paraíso foi o cheiro, o único que conseguia sobrevoar e ir mais além da distância que separava ambas as janelas. Estava e sentia-me tão perto a ti, mas ao mesmo tempo a uma distância de morte, a distância que desagregava dois corações feitos como se duas peças de puzzle se tratassem, que nasceram para estarem interligadas, tendo em conta que nenhuma funciona de modo independente.
Engraçado, lembro-me de nunca questionar o facto de sermos vizinhos e na verdade nunca termos tido convivência para além das meras janelas. Por vezes, sentia-me dentro de um livro de contos, em que procurava de modo insaciável ser o protagonista, mas o espaço cénico me impedia de brilhar e mais importa fazer alguém brilhar, ao ponto de ofuscar tão belos olhos. Perdido nas linhas que te formavam, e nas palavras incapazes de descrever tão sublime ser e tamanho sentimento, lembro-me de nunca ter questionado o teu nome. Por entre tanto amor, o nome de ambos entrava numa dimensão supérflua, sem significado ou qualquer importância, tudo para além das estrelas dos nossos olhos não tinha brilho, tudo para além da ligação mecânica que nossos corações estabeleciam, encontrava-se morto.
Nunca pensei, sequer imaginei ser possível guardar uma quantidade tão excessiva de amor dentro de tão diminuto coração. Leva-me a crer que este seria deveras grande. Será que ainda o será? Pergunto-me também se aqueles belos olhos, banhados de oceano, ainda me deixarão navegar. Será que ainda terei a capacidade dos distinguir perante uma multidão de caras? Não imaginas o quanto te procuro. Não imaginas sequer a porção de medo em mim, o medo de nunca te encontrar. A minha vida sem ti é como um velho palheiro. Sinto-me a agulha que chora a tristeza de nunca ser encontrada, não tenho mãos, nem sequer pernas, pergunto como me conseguirei mexer para ir ao teu encontro. É como se lutasse por algo que nunca irei ter, sinto-me impotente nesta luta que devia ligar-me a ti e não fazer-me perder esperanças. O meu maior medo. O meu maior medo será um dia ver-te e não percecionar que és tu. Que tenho à minha frente o ser mais perfeito que alguma vez pisou e mereceu efetivamente pisar esta terra. Seria uma dor demasiado forte, saber que te poderia ter, como minha, e deixar-te escapar novamente. Não sei porque tudo foi tão rápido. Não sei por que razão a despedida venceu o adeus nessa corrida.
Lembro o contar de cada segundo, na ânsia da tua vinda. A vontade de descobrir esse sorriso rutilando com maior intensidade que o sol. Poder iluminar novamente a minha janela. Recordo cada palavra, que inocentes permutamos e hoje apenas posso delegar o vento da missão de os transportar a teu encontro. Não sei se a culpa de não colher nada vindo de ti, possa ser do vento. Gosto de acreditar que sim. Gosto de acreditar que cada palavra que proferes ao meu encontro se perde e alimenta o mundo de amor na sua passagem. Lembro-me de quando permanecia imóvel na minha janela, nas noites em que o sol parecia brilhar a tua janela e os clarões de luz me permitiam ver perante a vidraça. Lembro-me de matar várias noites acordado, com o intuito de ver tão harmonioso anjo dormir. Por vezes admitia que flutuavas, mas não o suficiente para vir ao meu encontro. Mas ver-te dormir era como sentir-te a meu lado, o teu respirar suave e a tua bela face, o descanso final da beleza. Podiam voar e dispersarem-se horas e horas, porque todo o tempo contigo parecia reduzir-se a míseros segundos, curtos e diminutos demais para usufruir por completo da sua extensão.
Com tua partida, por várias noites incriminei a vida. Culpei a força que insistia em repelir dois corações débeis. Dois corações que demandavam interligarem suas artérias para um funcionamento em pleno, numa só palavra – amor. Rasguei as folhas mentais que tendiam a culpar o teu criador. Intentei não cuidar como seria, se tudo o que não foi, simplesmente fosse. Culpei somente a vida, de uma culpa que não lhe poderia ser facultada. Fui injusto com ela, mas seria mais injusto comigo próprio se te magoasse a ti. Lembro-me de um dia te ter escrito algo, que o vento encarregou de fazer escutar ao teu ouvido, algo como isto:

“Poderia passar o mundo a deliciar-me nas linhas do céu, mas o mundo é efémero, o céu é infinito e o meu mundo és tu. Podia então rasgar um pouco do céu para te mostrar meu mundo que ele não é tão grande como tu. Poderia ainda rasgar um pouco de mim para te oferecer, mas nunca rasgar o meu mundo para oferecer ao céu.”

Ao ouvires tamanho sentimento, recordo a imagem mais bela que algum dia estes olhos presenciaram. Esse mar belo que teus olhos conserva, fez cair uma pequena gota. Uma simples gota que criou uma cascata de sentimentos onde as palavras se mostram insuficientes para descrever. Desde então venero as cascatas, porque acredito que eles só existem porque um dia o mar chorou. O mar mostrou que é possível circular o sentimento e não aprisionar tamanha força num espaço tão diminuto. Desde então acredito que parte de ti ganha vida em cada gota, ganha vida em cada rio ou poça onde tropeço, ganha vida na água que bebo e mais importante ainda, na água que me mantêm vivo. Por várias noites chorei em vão, confiando que te podia fazer viver numa lágrima. Que te podia ver correr no meu rosto e desaguar no meu coração. Mas isso não sucedeu. Percebi assim que nada iguala tão belo mar, tão bela cor e tão inocentes olhos. Percebi que a cascata que um dia vi cair, hoje já não caí, porque a nuvem que trouxe a chuva já não está próxima dessa cascata e toda a água acabou por secar, perdurando apenas gotas, as gotas que procuro, as gotas que me levam a ti. Mas se algo não morre em mim, tem o nome de esperança. O rio sempre correu para o mar. As gotas sempre formaram uma poça. Hoje estou convicto que se seguir o seu rumo encontrarei finalmente o mar. O mais azul. Aquele que preservas puro, dentro dos teus olhos. Aquele onde pretendo mergulhar, mesmo não sabendo como o faça, onde não tenho medo de me afogar, sabendo que um amor assim não passa.

“Sei que me amparas, que não me deixas perder nos remoinhos desse mar, sei também que me amas e que nunca me deixarias afogar. Sei que tudo o que tinhas, tu me deste e eu te dei, sabia outrora tanta coisa, que hoje confesso, já não sei. Sabia que te amo e como promessa sempre amarei, sabia que me amavas, como partiste já não sei. Apenas sei como te quero, e como é grande a vontade de te encontrar, apenas eu sei como desespero, nas noites que passo só, sem te olhar.”


Hoje sem o amor desmedido que nos cegava vejo como tudo se emaranhava à nossa volta. Via como todo o mundo competia para separar o que havia nascido para estar junto. Via como algo tão exequível e fácil, ganhava contornos vastos e tudo se complicava ao ponto de ser insustentável. O que separava tão semelhantes mundos e teimava a matar o sentimento, nada mais era que, uma rivalidade na qual não participava-mos ou fazia-mos parte, mas a qual nos incluía e usava como trunfo nas guerras consecutivas. Nenhum de nós compreendia tal guerra, nenhum de nós queria fazer parte das mesma e nenhum de nós conseguia ver o seu fim, que simbolizaria o nosso ponto de partida. Algo que já tinha começado, mas que só por entre janelas se partilhava, só de janelas se via e só nas janelas se sentia. Nossos pais há décadas que mantinham uma relação distante, funcionavam como dois polos de um velho íman, que se repeliam pelas suas semelhanças. A convivência entre ambos era quase nula e consequentemente e como vizinhos, a minha com aquela pequena flor tornava-se um ato de sorte. Nunca sequer entrei no seu jardim, por mais que pretendesse regar aquela pequena flor de todo o meu amor, todo o esforço era em vão. Nada podia fazer para combater tamanha força. Éramos ingénuos, simples crianças apenas. Tenho pena de não ter maturidade suficiente para te socorrer desse castelo e te libertar para sempre de um mal que nenhum de nós cometeu. Quem me dera poder fugir contigo. Quem me dera ao menos saber porque razão partiste e porque não me incluíste no teu plano de fuga.
Desde crianças que o único contacto entre nós se processava de janela para janela das nossas casas. Descobrimos como é viver assim. Depois de vários esforços falhados de um possível encontro ou um simples contacto, aprendemos a viver com a ideia de que os nossos mundos apenas se poderiam cruzar por detrás daquelas janelas. Não imaginas no teu cérebro brilhante, o quando eu te queria abraçar. O quanto eu queria poder voar e ir ao teu encontro, mesmo sabendo que isso era impossível e que ia para além dos meus limites. Estávamos limitados, por esta luta que nos afastava e que conduziu ao nosso final. O final onde te perdi. Quando os nossos pais desvendaram o nosso mundo, tudo terminou. Deixei de te ver à janela. Deixei de te ver por completo. Até ao dia em que o meu mundo cessou, o dia em que partiste. O dia em que tive efetivamente a certeza que nunca mais te viria, mesmo não querendo acreditar nisso. Por mais que o tempo passe, ainda te procuro. Por mais que o tempo passe, nunca irá passar de mim a ideia de que um amor assim só se tem uma vez. Eu tive-te uma vez, e se acredito no amor é porque existes. Se existes farei tudo para te encontrar, e peço ajuda ao vento para te levar esta promessa “Vou lutar pelo nosso amor”.

Não percam nenhuma novidade visitem o meu site oficial :)
 
Primeiro capítulo do meu livro "Muito mais que apenas amor"

Vigilante - Amor á rima

 
Perdido, por quem me roubou o coração
Por quem dou a vida, a quem dedico esta canção
Dedicação, é o que me prende á sensação
Amor ao que faço amor á movimentação
Paz talvez, mas antes libertação
angariar de frustração, libertado nesta canção
25 de Abril, liberdade de expressão
Palavras oprimidas, fundamentam opinião
É a palavra que estabelece a diferença
Quando usada na justiça, esta dita a sentença
Meu amor por ti é sincero e verdadeiro
digo por completo que te amo por inteiro
Palavra surgiu para dar voz ao opressor
depois veio a rima, o hip-hop e o amor
Alento ao corpo um novo fervor
a rima veio aumentar o meu estado sonhador
tempos passados, de pequeno te conheci
dando uso ao papel, escrevendo sobre ti
De tanto te usar, tornou-se quotidiano
Mendigo, de te ter, de me sentir humano
és a voz, que expressa tudo aquilo que sinto
distinto da vida incerta, és a saída do labirinto
Sem ti meu hip-hop era fraco e carente
vazio como o nada, clinicamente doente
Eu não vivo sem ti, és minha cara metade
horas sem te escrever, aumenta minha ansiedade
Se não controlas não tens espaço no movimento
Muito menos em freestyle que é coisa do momento
Eu amo a rima, hip-hop e movimentação
sentimento patente nas rimas desta canção

Anseio, será que o amor é verdadeiro?
Paixão, amor á rima é a expressão
Anseio, será que o amor é verdadeiro?
Rimas de paixão, amor á movimentação.

Mãos ao alto, pois rima é destrutiva
bomba atómica expressiva, explosiva
traz ao alto, o mal dizer da sociedade
bocas vigilantes vivem em conformidade
Espírito critico, e altamente inactivo
só com hip-hop tens certificado, abusivo
Rima ditadora de pena de expressão
Admiração, de liberdade de expressão
Palavra usada em terra de surdos
Indiferença na diferença, visto que andam todos mudos
A rima é a arma branca da nossa sociedade
Bando de revoltados que quer mudar a realidade
Só nós manifestamos, fazemos a revolução
nossa paixão tá patente, nesta canção
Somos poetas malditos no livro da vida
rimas malditas formam a nossa poesia
Amada por muitos odiada por tantos
para mim és o centro de todos os encantos

Mais um dos meus sons!
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Vigilante - Amor á rima

Sensualidade / Amor / Sexo / Paixão

 
O que é a sensualidade num mundo sem paixão
O que é o sexo, se não for praticado com o coração
O que é o amor se não existir ninguém para amar
O que é um coração se não existir o vermelho para o pintar
Hoje em dia o amor, é banalizado
Porque foram esquecidas as essências onde foi criado
Sensualidade com amor, mostra paixão
Sensualidade sem amor, é sinonimo de prostituição
É assim que vive toda esta geração
Mentes entupidas com conhecimento corrompido da televisão
Não sou missionário, embora tenha uma missão
Ajudar esta nação, a agir pelo coração
Evitar a confusão e aprender a amar
Sensualidade do amor, é o que nos faz respirar
...

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Sensualidade / Amor / Sexo / Paixão

Digo e não calo...

 
Todos nós temos nossa liberdade de expressão
Eu confesso que abuso, da linguagem até à exaustão
Não preciso de travão, pois sei quando parar
Não paro, sou destravado talvez, mas vou continuar

Tenho liberdade para disser, o que bem me apetecer
Se gostas aprecia, se não? Não te obrigo a ler
Percebam de uma vez por todas que sou quem eu sou
Sou o poeta, Eusébio, Vigilante, nunca nada mudou

Não quero a fama, agradeço apenas um agradecimento
Agradeço que me apoiem, lendo este poema, neste momento
Eu escrevo, e continuo com meu alento, e dedicação
Parar de escrever, seria parar de sentir, e perder o coração

É esta a liberdade que procuro, defendo e luto
Não pretendo ser astuto, sendo, prefiro ter estatuto
Prefiro continuar sendo, quem nunca fui e nunca serei
Um poeta, um escritor, a escrita que eu sempre amei

É por amar... É a amar, que digo o que nunca quis dizer
O que tinha medo de dizer, para evitar ter de sofrer
Agora não escondo, nem pretendo esconder
Que és tu quem amo, e que quero ter até morrer

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Digo e não calo...

Dissociado do mundo

 
Desliguei-me do mundo, aliás abstraí-me daquilo que a mim me é externo para me concentrar somente no meu verdadeiro eu. Passadas pisam sem deixar marca e o caminho que traço depressa se desvanece. Mas o desejo não esquece, aquilo que o ser deseja, outrora difícil, por vezes de bandeja, anseia. Num grito mudo que me prende à realidade, fico liberto, e sem que me aperceba fico mais esperto para o que de falso me cerca. Vivo outra vez a vida ou a parte a mim destinada, por vezes vivo com tudo, noutras morro sem nada. Sentimentos soltos que vou prendendo num abraço, onde umas vezes sorrio, noutras vezes amasso. Reparto a dor em palavras para que não a sinta tão aguda, na esperança que as palavras a desvaneçam sem eu ver e não me apercebendo ao perceber que tudo foi sentimento. Seria pior não sentir e ver parte de mim partir para algo que não sou eu. Seria pior não escrever e ver assim parte de mim morrer num sonho que mantenho vivo. Entre palhaço e artista mais vale ser realista e fiel ao meu eu. Sincero e brincalhão viverei até mais não o conseguir fazer, e se as palavras me faltarem guardarei os sentimentos para que um dia os possas ler.

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Dissociado do mundo

O hip-hop prevalece, a poesia não se esquece.

 
O hip-hop prevalece, a poesia não se esquece.
 
Tenho a paixão, directamente na minha mão
Quando pego na caneta, sempre que transmito inspiração
Sou o ponto de partida e de chegada de uma nação
Impregnada e confundida, neste mundo em evolução
Crianças, pensam que a televisão lhes trás a educação
Veneram códigos morse, transmitidos na confusão
Não entendem metade do que aparece na internet
Não se preocupam com nada, informação errada na diskete
Mental, computador humano e respeitado
Jovens hoje em dia seguem um caminho errado
Levam influências ao topo, por vezes tocam o extremo
Esquecem suas próprias vidas, venerando o supremo
Um concelho, não tentem ser quem vocês não são
Tentem ser correctos, vocês próprios e não quem vêem na televisão
Não sou nada nem ninguém, mas agora poeta e professor
Acreditem que para vocês só desejo, paz e amor
Mas a vida... essa nunca aparece para nos ajudar
Ou tens sorte na nascença, ou então luta para aguentar
Era isto apenas que te queria transmitir
Leva estas palavras, usa-as, e aprende a reflectir
...

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O hip-hop prevalece, a poesia não se esquece.

Vigilante - Ódio vs Amor

 
Tenho o coração cheio de ódio
ódio, por amar aquilo que não posso ter
ódio, por amar aquilo que não consigo ver
Não consigo sentir, não consigo cheirar
Não consigo sentir, muito menos beijar
Sinto-me perdido numa realidade invisível
Sofrendo de amor, numa relação sensível
Distância, com o vento se vai a esperança
Injusto, estabelecido peso sem balança
A verdade é uma, apesar de tudo o que o vento levar
Tempestades, e tudo o que empatar
Dai-me forças para conseguir lutar
E jurar, que pare sempre vou-te amar.

Espero compensar pelo ultimo poema!
 
Vigilante - Ódio vs Amor

1 minuto

 
Isto é o que faria se apenas tivesse um minuto contigo
...

Tentaria parar o tempo, para este ser eterno
Escreveria no papel, palavras de um amor moderno
Diria que te amo, de todas as maneiras do mundo
Escavaria bem profundo, no teu coração fecundo

Beijaria teus lábios, os mais doces que já vi
Foi contigo que aprendi, ao apaixonar-me por ti
Se tivesse um minuto, te faria a rapariga mais feliz
Eu perfiz o sonho, e na tua realidade me satisfiz

Te diria o quanto, esse teu sorriso é especial
É letal, sobre mim tem um efeito 100% fatal
Te diria o quanto, amo essa tua personalidade
Tudo o que digo é verdade, amo essa tua simplicidade

Te abraçaria, aproveitando o minuto do dia
Te possuía, em teu corpo faria eterna magia
Te dava amor, como nunca o sentiste
E te dava 30 segundos, para que a amar reflectisses

Não tenho um minuto, mas felizmente muito mais
Talvez tenha esse tempo, nos momentos em que vais
Este poema serviu apenas para perceber o tempo
E para que percebas que tens de amar cada momento

http://vigilanteworld.blogspot.com/2008/08/1-minuto.html
Original
 
1 minuto

Sentir-te

 
Sentir-te
 
Sonhava poder sentir-te, tocar-te de leve,
por um momento breve,
que ninguém descreve,
que apenas teve quem lá esteve
e sonhava...

Pois quem sonhava anseava,
que a na verdade se torna-se,
e a mente só acreditava,
que juntos em si voasse...

Nossos corpos juntos, em gemidos sem fim,
incumbidos de sorrisos que,
fugiam e gemiam, a partir de mim...

Sente-me, toca-me, delimita o teu sentir,
os dois a coagir, por favor faz-me atingir!
O ponto, onde o amor converge,
onde o a definição de sexo e de amor diverge...

Humm,
Hooo,
Sim,
tu e eu,
até ao fim...

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Sentir-te

Interioridade do meu eu

 
Interioridade do meu eu
 
Confusão,
que minha mente confecciona.
multidão de arrastão,
que me impressiona
este batalhão
cego e sem coração
bi-refractado
auto-determinado
à birrefracção.

Olhares,
que olham mas não percebem,
carregares de autores.
amadores e intendem
que é como andares,
parares,
chorares
condenado a exemplares.

Opiniões,
de quem não sabe opinar,
não valem dois tostões
são como meras paixões
de quem não tem sensações
muito menos opiniões.

Eu,
sou apenas eu,
sem máscara
ou alguém mais que eu,
eu sou o ser que amas e odeias
eu, sou eu
e partilho o mundo que é teu.

http://filhos-de-apolo.blogspot.com/
 
Interioridade do meu eu