Poemas, frases e mensagens de pauloodio

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de pauloodio

Mensagem Indolor (O suicídio de minha alma)

 
Ontem eu chorei novamente
Caindo em nevoas que não eram um improviso
Não sabia que te encontrar conscientemente
Acabaria com o meu sorriso

O meu estomago dói
A minha alma tremelica
Tenho de deixar de ser burro
Ou tentar entender o que ninguém me explica

Era tão simples eu ter me calado
Mas não!! Era pra ser assim!!
Intenso, exagerado
Como sempre foi no passado

Apenas um hino pra me aprumar
Um destino certo pra me corrigir
Desculpa-me se sou tolo
Mas é que em sua vida não quero mais interferir

Agora estou confuso e tempestuoso
Queria aproveitar melhor este momento devoto
Mas como nunca vou conseguir vencer esta desilusão
Sinto-me como se estivesse morto em um esgoto!!
 
Mensagem Indolor (O suicídio de minha alma)

Desilusão é apenas mais um chavão

 
E acabou?
Era só isso?
Achei que a vida era bem mais interessante
Embora na verdade eu sabia que iria terminar nisso

Meus textos não tem mais vida
Minhas canções não passam de relis melodias
Ao contrario de que pensei
Todas essas prosas
Acabaram com minhas energias

Eram simbólicas as minhas gritarias
Falsas as ideologias que eu defendia
Por um lado eu desisto desta vida
Enquanto deixo os outros viverem pela anarquia

Canções me aspiravam a outros ares
Textos me levavam para outros instantes
Hoje em dia desiludido com a alegria
Fecho me em pequenos mundos distantes

E Eu?
Desisto?
Vivo?
Mas de certeza do destino
Só me contemplo em duas vias
Afundar-me em vinho tinto
Ou sucumbir a sociedade e me tornar mais um clandestino
 
Desilusão é apenas mais um chavão

Marble True

 
A matéria está morta
Quase junto a mim
Já não enxergo seus olhos
E nem o mais belo alecrim

No seu incontrolado suor
O sangue ferve em plena dor
Se o teu orgasmo é ingênuo
Ele mente porque é um grande ator

Essa sua maldita alegria
Que me arremete a chorar
Só não convoco uma reunião
Pois já não preciso me matar

O orgulho pelo ódio
Não te transmite o arder
Ofereço a minha carne
Pelo seu desfalecer

A sua beleza já tem preço
Como este calado artesão
Que expressou a sua face
Numa bela agressão

Acordastes pra morrer?
A tua existência já não carece mais
E foi esta matéria verdadeira
Que acabou com seus ideais!
 
Marble True

A canção pra te iludir 3

 
Aqui jaz alguém que te ama
Maestro na desilusão
Está cá a lhe abrir os pulmões
E esbravejar pra ti o desejo de meu corpo
Certo que me treme toda a alma
Quando te encontro, e me confundo a uma planta
Que de tão radiante não esconde o louvor em te ver

Justo eu que não vem se comovendo mais
Aclamo pela sua paixão
Bela moça dos olhos intrigantes
Não envolve somente a mim
Mas a todos os seus amantes

De que vale esta intensa paródia que faço de mim
Se não fosse pelo seu amor
Desperta minha querida desta tua vida insana
Ou tu esperas que o mundo abra teus olhos enfim?

Eu já não posso fazer uma magia poderosa
Então somente tu tens a chave para libertar o meu viver

Preciso desse ópio que se tornaram os seus lábios
E se me anestesiarem, não me acorde mais
Pois ao lado de seu corpo
Quero que a vida passe vagarosamente longe de meus ideais

Calo me agora pra não te entreter com pequenas peripécias
Confundindo-me a estas palavras pensando em como seria sentir o seu suor
Almejo que tu te apaixones pelo mundo todos os dias
E se em um momento eu não puder lhe dar prazer
Garanto que meu coração já estará próximo ao Messias!!!
 
A canção pra te iludir 3

A espera enojada

 
Quem sabe se ainda vem o ódio que viria
Mas enquanto não chegar, que morra essa alegria
De ver nascer na vida uma esperança mais

Que te importa quando teus olhos me arremetem o arder
Que te importa quando corto-me pra tentar lhe entreter
Que te importa quando espanco meus rins com anestesia
O que te importa se inundo minha mente em fumaça vazia
Que te importa quando meu nariz se dilata pro ódio entrar em harmonia
O que me importa se nada em mim te faz sentir o amor enfim
O que te importa se o meu refúgio não é mais uma festa
O que te importa se minha alma esta enterrada em uma aresta
O que me importa se tu nunca se importaste comigo
O que me resta, eu não sei, melhor dormir e acabar com esta prosa indigesta.

PS.: O titulo e a primeira parte do texto foi um trocadilho que fiz com uma frase do poema de Pablo Neruda (A Espera Magoada).
 
A espera enojada

Dopping (Sensação de Alivio)

 
Hey!
É você que está aí?
Não, não é você!
Eu estou cansado
Deixe-me dormir
O que é isso em sua mão?
Eu quero!
Medo, Medo
Pois é, eu pensei ter visto algo!
Mente escura como um mural vazio cheio de cores!
Bonito esse seu riso!
Agora acabou!
Um estranho brilho nesta canção de ninar?
Qual é? Aqui vem tudo em direção a minha face!
Rodando, rodando! Estou numa viagem astral!
O que eu posso fazer?
Fecham-se as portas para um amor incontrolável!
Se fossem dois caminhos a seguir um seria rio!
Clap, Clap, Clap! Parabéns pelo seu sucesso!
Você é muito inteligênte!
Mais, mais eu quero mais!
Não me diga que isso era... Ahhhhhh!
Está passando a sensação! Por favor mais um pouco!
Assim eu paro e vou embora.
Ahhhhhhhh! (Prazer imenso)
Acho que agora nunca mais vou conseguir pensar e nem quero mesmo!
 
Dopping (Sensação de Alivio)

A mente insana de um homem sem destino

 
Um céu sem brilho
Um canto vivo sem ser lírico
Esse sou eu desvairado
Procurando por seu cheiro empírico

Um gole de amoníaco
Um trago que me faz ficar vivo
Percebo hoje que comecei a perder-te
Bem no primeiro beijo definitivo

Espasmos de dores intuitivas
Misturadas a doses e doses de um novo vicio
Era você a mais bela
Dançando a beira de meu precipício

Entre a sujeira do meu ser
E o amor que eu não soube ter
Luzes apagadas afogam o som de um novo acorde
Enquanto eu não tenho mais nada a lhe dizer

Apeteço-me bem aqui nesse destino
Faces alheias tentam me trazer algum convívio
Mas eu me calo em teses obscuras
Esperando que um novo dia traga logo o meu alivio
 
A mente insana de um homem sem destino

A Tristeza do Canalha

 
Não estou bem hoje
Mas também não estava ontem
Só não queria dormir sozinho
E peço que em mim nunca votem

Seria demais pedir por um abrigo
Ou somente um remédio pra me curar
Já não consigo expressar meus sentimentos
Entretanto de nada iria adiantar

O dia me parece bonito hoje
Poderia ser feio como o amanhã
Como nunca me despedi de você
Eu só queria comer uma torta de maçã

O passado constantemente me assombra
Mas a dor é gostosa e me faz chorar
Vejo seus olhos verdes
E pacientemente tremo sem parar

Recentemente vi seus cabelos longos e loiros
A sua imagem estava meio fosca
Pois minha mente estava muito esfumaçada
Vegetando mais que uma mosca

Ainda não acabei com meus orifícios
Ainda não percebi o propósito disso
E quase cheguei tão próximo da lua
Quando enxerguei o seu sorriso

Não pretendo acabar com essa vida
E não quero mais sentir o seu cheiro
Acabo por relaxar com um cigarro
Quando o certo realmente seria cortar-me no banheiro!
 
A Tristeza do Canalha

O involuntário incestuoso

 
O aclamado pontífice chega amedrontado
Mas o que podemos de dizer deste maestro
Fecham se as portas para um amor descontrolado
Onde todos já cometeram incesto

Temporariamente estes homens são santos
Possuem a verdade para nos aliviar
Apaixonam-se por anjos
Para não ter que pecar

O que falar aos seres normais
Que aguardam a salvação?
Não escutem o que dizem os jornais
E sim paguem pela oração

Dificilmente Deus irá matá-los
E o que lamentamos disso tudo
Pode ser somente
O cheiro deste atormentado

Soberania daqui pra sempre
Onde os corrompidos sentem dor
E o profeta já dizia
Que isto não é um típico amor

Mas deslumbrados nessa involuntária visão
A sua fé já está distante
E nos convencer
Parece ser trabalho dessa bela contradição!
 
O involuntário incestuoso

A canção pra te iludir 2

 
Bela moça dos cabelos negros
Do corpo brilhante, dos pés aos olhos castanhos
Mostra-me o seu sorriso incessante
Que só vejo em meus sonhos

A multidão rende-se a ti, porcelana
Rara como as castanhas, o seu lábio doce
Convida-me ao toque
E eu, seu plebeu, já não disfarço mais o meu desejo

Uma porção de mim está caída por ti
A outra já está doente por sua flor
A rainha que me parece ter dono
Contenta-se com a imensa dor

Bela, bela, bela
O que faço pra que tu me enxergues?
Confundo esta tua alma?
Ou começo a fazer minhas preces?

Hoje quase congelado neste dia grisalho
Visto meu casaco que referencia você
Enganando a minha paixão
Para não ter que me perder

Moça, mulher, menina estonteante
Entrego-te nestas rosas
O meu coração que estava escondido bem distante

Vivo por seus beijos que devem ser mais doce que o mel
Vivo por todos os seus risos incandescentes
E se tu achares o que sinto for somente um desejo
Prefiro que me entregues as serpentes!
 
A canção pra te iludir 2

Infeliz Natal 2009

 
Época de Felicidade
Época em que os corropidos fazem festa
Todos são inimigos-amigos
Até mesmo quem te detesta

Não sou nenhum insensivel
Só enxergo a verdade por traz deste "paraíso"
Onde todo mundo se odeia
E eu é que não fico fora disso

Enfeites, presentes e benevolência
Capitalismo escondido atrás de velho barbudo
Alguem me diz o que isso significa?
Acho que também já me tornei um corrompido

Sem mais rimas
Sem mais prestigios
Quero secar o meu espumante
Bem longe deste imprevisto

Vou pra casa da mamãe
O único lugar que me resta
Posso até ficar entediado
Mas lá a mentira não se torna uma festa
 
Infeliz Natal 2009

Maltrapilho ou Farroupilha?

 
Impávido este homem que vos redige
Camuflando sua honestidade
Mais seria certo este litígio
Ou simplória seria sua maldade

No desértico contexto dessa razão
Era para sermos privados da burrice
Já que controversas são aceitas
Verbetes e sinônimos atraem a maluquice

A carruagem acalma a nossa língua insana
De tal maneira que perdemos as estribeiras
Justo seria que disputassem a nossa canção
Mas eles novamente começam com suas bebedeiras

Trajando uma fortuna inigualável
Suas faces parecem alheias
Improvável seria se nos convencessem
Do pecado de não usar meias

O mundinho se fecha ao nosso redor
Cansando eles para permanecerem nus
Moribundos descansam sob a lua
E nós todos esqueléticos não quebramos mais os tabus!!!
 
Maltrapilho ou Farroupilha?

Um cheiro nauseabundo que subia pelas escadarias

 
Um cheiro nauseabundo que subia pelas escadarias
Um passo barulhento que atormentava a nossa gente
Era só uma palavra estranha
Que confundia a bela adolescente

Esse medo bucólico das constantes guerras
Destes corpos espalhados aos quatro cantos
Formidável seria esta esposa
Se os seus filhos não destruíssem os nossos santos

Nesta formidável vida que recebemos ao nascer
No propósito que descobrimos ao voar
Mecânicos transformam-na em ódio
E nós sepultados acabamos em nos conformar

Como pobres animais famintos
Berramos sem sermos ouvidos
Se não bastasse a nossa alma infame
Não dormimos mais sem comprimidos

O nosso cheiro já não é o mesmo
A nossa face incomodada pede clemência
E se eles destruírem as escadarias
Nós seremos enviados para a emergência!
 
Um cheiro nauseabundo que subia pelas escadarias

Parabéns a você ser humano (Imbecil)

 
Parabéns a você jovem que esta cansado de mais pra ceder o seu lugar no ônibus a um idoso;
Parabéns a você que faz três refeições por dia e reclama da vida por não ter o tênis da moda;
Parabéns a você político que ilude o meu povo e depois os joga em esquecimento;
Parabéns a você que deixa a jovem aos prantos;
Parabéns a você adolescente de hoje em dia que não acrescenta mais nada ao mundo;
Parabéns a você assassino que acaba com nossas vidas;
Parabéns a você bancário que faz greve porque deve receber um “salário muito baixo”;
Parabéns a você empresário de sucesso que deixa a família em casa e vai atrás de prostitutas;
Parabéns a você universitário que chora ao se formar, porque foi muito difícil gastar o dinheiro do seu pai na faculdade;
Parabéns a você que sempre tem razão;
Parabéns a você presidente que dá bolsa família em vez de criar novos empregos;
Parabéns a você que toma cachaça;
Parabéns a você que tem dinheiro sobrando e não faz questão alguma de ajudar o semelhante;
Parabéns a você que destruiu o meu sorriso;
Parabéns a você jovem de hoje em dia que prefere ter estilo a mudar alguma coisa no mundo;
Parabéns a você que destruiu o próprio orgulho;
Parabéns a você ser humano que mais parece um marciano;
Parabéns a mim que sou mais um imbecil igual a todos acima;
Parabéns a nós que destruímos o planeta;
Parabéns a você que leu este texto;
Parabéns a você que se enquadrou em todo esse contexto!!!!!!!!!!!!!
 
Parabéns a você ser humano (Imbecil)

Perdendo a inspiração

 
Eu perdi a minha inspiração
E acabei de sofrer um ataque
Não consegui terminar a última canção
Antes que você me deixasse

Versos escassos talvez por querer te
Palavras perdidas no meio da desilusão
Dizem que o poeta escreve melhor quando sofre
Mas eu não! Daqui uns dias estarei trancado pedindo compaixão.

Apesar de arremeter-me a ti somente nestes casos
Nunca cometi adultério como prescrito pela sociedade
Deito-me em suas mais belas fotos
Para esquecer da maldade arremetida a mim ontem à tarde

Estes fatos são perfeitas alegorias de carnaval
Época que estive com você em plena felicidade
Se agora o destino é uma incerta crueldade
Não me resta mais nada, a não ser pedir a sua piedade!
 
Perdendo a inspiração

Incesto Coletivo

 
Incesto coletivo
É o que agora vos digo
Você pertence a uma prole hipócrita
E sinto também que não sois mais seu amigo

Uma geração inerte e apática
Envolta por consumismo
Queria ter eu nascido em outra época
Do que explodir meus miolos com tanto modismo

Todos deixaram-se ser tolos
E ninguém mais quer compromisso
Ecos de um grito de tristeza ilícito
Não! Eu não vou fazer parte disso

Do alto de suas galochas de marcas
De vestes putrefatas por símbolos
Prefiro ser eu um babaca despido
A pertencer a esta tribo sem índios

Incesto coletivo
É a verdadeira arte do automatismo
Se matem bando panacas!
E levem consigo todo este conformismo!
 
Incesto Coletivo

O cavalo contra o meu distúrbio

 
Isso começa contradizendo o que poderia ser uma bela verdade, mas do ponto de vista de um ser irracional isso acaba tornando-se uma grande mentira.

Os servos batem palma
Para o grito no saguão
Arruinando a compreensão
Deste corpo que não tem alma

Ao que se tem conhecimento
Não parece ser tão complicado
E somente quem não enxerga o fardo
Comenta esse desentendimento

Ele começou assim
Bem perto lá da escada
Ao cair da noite calada
Onde ninguém chegava perto de mim

O tal grito era um cavalo negro
Com suaves toques de magenta
Aquela cor que parece ser nojenta
E esteve presente em seu enterro

Como pôde-se enxergar
Ele tinha cinco patas
Umas vestidas com gravatas
E as outras nem consigo mencionar

O protesto era tanto
Que nem dava pra compreender
E já nem era mais surpresa
Quando começou a chover

Mais que depressa o cavalo se amputou
E sua vasta alma cortada começou a viver
Matando uns três transeuntes
Que nem se propuseram a entender

Mas o desfecho desta estória
Todos já devem saber
Ele me convidou pra ir embora
E eu não soube responder

Ele me prometeu o que eu queria dela
Uma inocente confessa
Que mais parecia uma donzela
Quando o melhor naquele instante seria fazer uma reza

Quando ele viu que desisti
Não me atormentou mais
Deu um salto no horizonte
E me jogou para trás

Quando eu acordei
Já era muito tarde
Não lembrava mais de meus distúrbios
E ele não sabia que eu era um covarde

Fechei os olhos novamente
Implorando para que alguém me salvasse
Mas distante da minha mente
Era melhor que pra sempre eu me calasse!
 
O cavalo contra o meu distúrbio

Vi meu reflexo e chorei

 
Espalhado no chão eu encontrei o ódio
Rindo a toa tentando me convencer
De que tudo é totalmente perdido
E que não precisamos entender

Calei-me de tão tolo
Esperando o Priorado me salvar desse espanto
Causado pelo confuso porco
Que destruiu a minha mente

Era mais fácil ter pedido clemência ao Clero
Do que ter fundido meu corpo ao seu
Supostamente isto não influenciaria em nada
Mas foi o próximo que me deixou assim

Amedrontado então
Coloquei-me a reivindicar uma condição
Que fazia bem no começo
Mas agora já não tem tanta funcionalidade

O que posso dizer sobre ti?
Calo-me novamente
Incapacitando a vontade de meus ossos
De continuar por aqui

Foi quando vi meu olhar distorcendo a realidade
Que percebi o quanto aquilo me fazia absorver
O que eu não queria
E que o propósito disso tudo foi retirar você de mim

De repente, vi meu reflexo e chorei
Mas já era tarde
A minha alma se partiu em vão
Constatando que tudo aquilo não era mais eu mesmo em mim.
 
Vi meu reflexo e chorei

A canção pra te iludir

 
A mais bela flor que cruzou o meu caminho
O mais belo anjo que flertou meu coração
Trouxe-me o sorriso novamente
Depois de um século doente

A face do amor que me deixa frágil perante a sua beleza
A rainha que domina a minha alma, mesmo a distancia
Que parece imensa longe de ti
Espero-te, linda, por toda a eternidade

Em seus braços é onde me sinto ao adormecer
Em seus braços é onde me sinto ao acordar
E pensar que não a tenho, me arremeto a dor
Oh! Meu amor, por que tens medo do amor?

Essas palavras não são esplêndidas como você, mas descrevem a emoção
São para a mais bela garota, que roubou a minha paixão
Eu escrevo, eu choro, eu canto, eu me mato
Mas não desisto de seus lábios, onde sinto-me a tocar todo o instante

Então meu amor, por que tens medo do amor?
 
A canção pra te iludir

O ralo que te puxa

 
O ralo que te puxa pra dentro do esgoto
O ralo que te puxa pra fora de minha mente
Mais parece ser um estorvo
Demasia-se a sua alma rumo ao mundo quente

Invocando a partidária e imune gente
Afogando a nossa consistência
Desfazendo o que foi incoerente
Já que, em vão, foi feita a vossa penitência

O belo jargão de falhas
Acompanha o medo de se rejuvenescer
Nós mandamos todos os inúteis as favas
E tu calada não podes entender

Formando uma inconsistente promessa
Imaculando o que não se pode ver
Se o passado é uma grande e fadigada pressa
Não pretendo mais entender o meu viver

Nada de protestos alheios
Nada de um novo conjunto
As mães não usam mais seus seios
Pra alimentar esse povo imundo

Este sonho não nos maltrata
Cautelosamente só bebemos cachaça
E o ralo que só mata
Pra acabar com a ameaça!
 
O ralo que te puxa