Poemas, frases e mensagens de bloackt

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de bloackt

nem só de pão

 
Nem só de pão
Minha alma se aconchega,
Mas em razão
Dêem-me pão
Que meu coração é de manteiga,
É de manteiga pois derrete
Com coisa pouca
E se uma voz meiga
Me promete
A paixão louca
Dá-me alimento
Ao sentimento
Como se fosse pão prá boca .
 
nem só de pão

Olá

 
olá!
estou aqui...
na rua dos desgraçados
abre ,ao público ,quando a noite cai...
procurem-me nos perdidos e achados
estou lá de passagem
como quem lá vai
estou mesmo à saída
com esperança na bagagem
como quem nasce para a vida...

bloackt:
 
Olá

Amigo

 
Amigo, pensei afinal
Em certeira ocasião
Tratar-se dum animal
Em vias de extinção.

Mais, lhes digo ainda
Nesta minha reflexão
A amizade é tão linda
Pura, é só em ficção.

Irmão, até que soa bem
Mas, na vida dum falhado
O conforto que se tem
É o de um ombro afastado.

Gosto do que é meu
Diz quem é abastado
Um amigo e se perdeu
Por pedir emprestado

Ouvir, dar até atenção
Ao amigo que diz sofrer
Dizer da sua aflição
Nada mais poder fazer.

bloackt.
 
Amigo

CUPIDO

 
Quando andamos
Distraídos
Por vezes até esquecidos
Que o amor existe
A cabeça fica fria
A vida mais vazia
Mas há sempre o coração
Que não desiste.

E é então que há um bicho que
Nos morde …

Sentimos que é preciso
Que algo nos aconteça
Pedimos só mais um sorriso
Que um novo amor apareça
Que uma paixão nos acorde.

E é então que há um bicho
Que nos morde …

É do amor , nascido
Denominado “Cupido”
Mestre na intuição
Mensageiro da paixão,
Uma que nos acorde.

Fica de cada viagem
Desse bichinho voador
Uma sentida mensagem
“Que bom que é o amor”.
Quando o bicho morde.

bloackt:
 
CUPIDO

Alentejo terra d`ouro

 
Alentejo terra pura
Céu azul céu cinzento
Cai a chuva e faz vento
Em terra de agricultura.
Bate o sol em vida dura
E neste nosso tesouro
Onde o campo é tão loiro
Cresce o trigo dá o pão
E se ouve com razão
Alentejo terra d`ouro.

Alentejo bom celeiro
De trigo centeio, cevada
Leite e carne da manada
E até do antigo sobreiro
Em cortiça é o primeiro
Repito mas não invento
Terra de bom alimento
Desde o mel das colmeias
Às mesas de boas ceias
Alentejo bom sustento.

O Alentejo faz-se ouvir
Num silêncio sem idade
E respira suavidade
Sem uma licença pedir
E quem o puder sentir
Repara que é preciso
Que lhe dêem um sorriso
Com poema para cantar
O prazer de lhe chamar
Alentejo paraíso.

Alentejo orgulhoso
Ajudado pelo espaço
Trazes no teu regaço
Um bem tão precioso
Esse som maravilhoso
Que me soa a saudade
Já a eles, felicidade,
Os passarinhos cantando
Em todos inspirando
Alentejo liberdade.

bloackt:
 
Alentejo terra d`ouro

Instante

 
Penso nela
E à janela
O vento
Violento
Soprando
E agitando
Leves como penas
As antenas
Dançando
Em palco escorregadio
De cenário lindo e sombrio.

Espreita um raio de sol
Que me atinge o coração
Iluminando
A pensada paixão
Dominante
A cada instante.

Penso nela
E à janela
Olho a tempestade
Bela.

bloackt:
 
Instante

Cansado de mim

 
nesta vida onde remo
maré baixa , maré alta
algo há que mais temo
é o que agora me falta
sonhos, sonhos e mais sonhos
nem que seja um só
pelo menos activo
que me desate deste nó
onde agora vivo.

nesta noite sem sono
nem a lua me acode
talvez no abandono
minha alma se acomode
sim...
porque em terra sem dono
sonhos, nem vê-los
mas é onde habito
pesadelos, pesadelos e mais pesadelos
e acordo aflito
mas ninguém repara
no mal em que estou
veem-me com olhos de outrora
mas o meu olhar de agora
simplesmente mudou
sim, o olhar que me vê
tão cansado de mim
nem sei bem porquê
não me conheço assim
até já me pergunto
para onde me levais?
mas não fujo ao assunto
apenas estou cansado demais.

bloackt:
 
Cansado de mim

Vou Tentar Sorrir

 
Hoje fui visitar o passado

E fiz de tudo para passar ao lado

De cada história indesejada

Camuflei-me com alegrias

E reinventei fantasias

Em cada glória lembrada.



Não é minha intenção fugir

Ou o meu coração iludir

Mas já estou gasto e cansado

Minhas lágrimas são mil águas

Minha rotina são mágoas

Quero sorrir, estou apressado.



Com as ideias em conflito

Minha alma solta um grito

Foi tocada ficou triste

Num vazio de amores antigos

Onde outrora havia amigos

E agora lá nada existe.



Do meu lado mais optimista

Oiço do sonho e da conquista

Gargalhadas que se soltam

São momentos quase apagados

Sentimentos acomodados

Nos tempos que já não voltam.



Aqui me trouxe o meu desnorte

De onde parti para a sorte

Que o destino me ofereceu

Aqui voltei sem pré-aviso

Onde nasceu o meu sorriso

E a minha esperança renasceu.



Tal alegria enquanto tarda

O meu sorriso ainda aguarda

Por uma simples razão

Que lá no passado não está

E se o presente não me dá

O amanhã é tentação.



tavico
 
Vou Tentar Sorrir

não fosse...

 
Senti-me, algures no tempo
Tão descalço
Que dos pés ao pensamento
Um gelo falso
Pôs em franca tremedeira
Os valores que ainda realço
Da minha humilde maneira .

Quem me ajudaria a trepar
Ou pelo contrário
Quem me cuidaria a voltar
Se também necessário
Sem o tal aconchego
De um desabafo diário
Com meus pés em sossego .

Quem me alertaria em meio
Tão sinuoso
Quem me faria, num anseio
Mais cuidadoso
Sem declarar uma guerra
Entre um sonho teimoso
E os pés assentes na terra .

Quem os passos me conduz
Na escuridão
Quem me faz ter essa luz
Sempre á mão
E adormeço andando sobre o mar
Provando em cada pé a sensação
De sonhar, sonhar e sonhar...

Não fosse,
Eu estar calçado
Com esses sapatos de poeta
Minha alma inquieta
De observador indignado,
Já se tinha resignado
Com o mal que ao bem afecta .

bloackt:
 
não fosse...

Donos da fome

 
Há segredos em palavras de apelos
E flores nas gravatas da hipocrisia
Já decoradas com sorrisos amarelos
Como a fome que a ganância alivia.

E da vaidade com que o egoísmo esbanja
Solta-se uma, inútil, esperança cansada
Migalhas de fé com os cabelos em franja
Que gemem e gritam como vozes do nada.

Chegam aos céus mas a pobreza não some
Pois a riqueza dos céus não desceu à terra
E vai morrendo gente só com pele e nome

Graças aos donos duma supérflua guerra
Que até a fé de poucas migalhas consome
E manda a vergonha nos mortos que enterra.

bloackt:
 
Donos da fome

Diz-me Lua

 
DIZ-ME LUA

Lua
Minha confidente
Candeeiro de rua
Para tanta gente
Vou ver se consigo
Desabafar contigo
O que o meu coração sente.

Sabes lua
Eu tenho um sonho
Penso que está preso
No tempo a passar
Pois sinto-me estranho
Triste e surpreso
Com meu peito a apertar.

Sabes lua
Este meu ser passivo
Este medo de avançar
Este sonho sem nome
Dorme inactivo
E se não acordar
Só me consome

Diz-me lua
De asa cortadas
Um sonho não voa
Para a realidade
A ideias paradas
O tempo não perdoa
Vem a ansiedade.

Diz-me lua
Minha companhia
E de qualquer alma nua
Neste final de dia
Se o meu sonho contasse
Ao mundo o mostrasse
Minha alma sorria.

Diz-me lua
Meu peito apertado
É o sonho a pedir
Para crescer e vencer
Mas num canto fechado
Sem poder sair
Pode o sonho morrer.

bloackt.
 
Diz-me Lua

Se eu quisesse

 
SE EU QUISESSE

Esse mau acordar
Já conheço
De lua, mal, humorada
Força capaz de virar
Uma vida arranjada
Do avesso.

Se não me aproximo
Me deixas
Se estou, vês-me detestável
E oiço de mimo
Tal lista imensurável
De queixas.

Conversas sem nexo
Distorcendo
Sentidos, a dizer balelas
Ao meu ouvir perplexo
De frases paralelas
Que desentendo.

Nas palavras que me evitas
Furiosa
Desditas de tua intenção
Numas ditas noutras escritas
Brincas com a pontuação
Orgulhosa.

De mal entendido
Propositado
Para onde levas o que digo?
Tens, por norma, fugido
De entendimento comigo
Desesperado.

Qual o dicionário
Que lavras
Como bocas que logram
Num gesto precário
Ter prazeres que estragam
Palavras.

Se por amor
Não pusesse o amor
Ao alto de tudo,
Se eu quisesse
Nem ficasse mudo por amor
O mundo desabava
Sem amor
E tudo acabava.

bloackt.
 
Se eu quisesse

Amarga solidão

 
De vida ausente
E expressão triste
Passei pelo vazio
Soube que existe
Solidão
E desta sensação
Se entende e sente
O gelo de alguém que viu
Solidão.

Semeei desertos
Entre multidões
Travei lágrimas
Em marés de sorrisos
Meu peito se fechou
De tudo fugia
Vontade que se apagou
No gelo de alguém que via
Solidão.

Em, falsa, paz
Sentia-me incapaz
De dar ou aceitar o amor
De querer ou crer na vida
E sem alegria
Numa fuga destemida
Meu coração
Provou o amargo sabor
De alguém que vivia
Solidão .

bloackt.
 
Amarga solidão

SILÊNCIO

 
Silêncio amado
Amigo que procuro,
Saturado
E sem futuro
Longe do passado
Adormeço o presente
Num canto escuro
A ti abraçado
Calado indiferente
À matéria e à gente.

Parece até loucura
Estar de fugida
Parado à procura
De descansar da vida.

Que doce momento
Sem pensamento
Rotina fechada
A vista regalada
De olhar para nada
Sentir o prazer
Que nos pode oferecer
A alma que se levanta
Quando o silêncio canta.

A experiência rica
Do corpo que fica
E se repara
Que de nós se separa,
Voamos na sensação
Do nada
Pousamos na imaginação
Respirada
Com aroma adoçado
Dum vazio recheado.

Só visto
E sentido
Porque não resisto
E o convido
A este devaneio
Que é um passeio
Ao paraíso que chamo
De silêncio que amo.

bloackt:
 
SILÊNCIO

Porquês eternos

 
Que mistérios encerra
Toda e qualquer origem
Das várias formas de vida
Existência cá da terra
Outrora talvez virgem
Agora habitada e florida.

Escondem-se as razões
E diferentes liberdades
Dos filhos da natureza
São tantas as evoluções
Muitas as variedades
E tão pouca a certeza.

Milénios de gerações
Tão longo este caminho
Dum objectivo escondido
Ouvem-se ateus e religiões
Um ou outro adivinho
Na busca de um sentido.

Aprendes, ouves e sentes
Na vivência do dia a dia
Nas respostas que lês
Mas por mais que tentes
Concluis com nostalgia
São eternos os porquês.

Não tens que te alarmar
No muito que há a saber
Nem no que por ai se diz
Podes sempre perguntar
Mas não esqueças de viver
Procurando em ser feliz.

bloackt:
 
Porquês eternos

Esvaziamento

 
pé ante pé
em areias imensas
foge-nos o dia
com mais uma maré
que na sua hora se esvai,
eu e tu, que não pensas
e me distrais de pensar
somos mutúa companhia
quando a noite cai
aqui junto ao mar.
em ti me iludo,
vergo-te no enfase
dum primeiro lançamento
para longe de tudo
e caio em transe
num auto esvaziamento,
de iscada em iscada
alivio o pensamento
pensando em nada.

bloackt:
 
Esvaziamento

O barro

 
foi da terra que sorriu
essa tão rica matéria
que se tornou coisa séria
quando alguém o descobriu
com o mesmo evoluiu
e companheiro persistente
o barro de antigamente
por gerações atravessado
pode hoje ser chamado
barro velho do presente.

massa tão pouco cansada
àvida de ser trabalho
de contar em cada retalho
nacos de vida amassada
nasceu em forma de nada
da história que removo
onde aprendo sem estrovo
que, ás vezes, por necessidade
outras por outra vontade
vão moldar-te as mãos do povo.

numa cultura de mão cheia
estendes-te e dão-te voltas
e juntando pontas soltas
buscam em ti uma ideia
que ligado a causa alheia
rodas, sobes de repente
por quantidade de gente
que a tua arte respira
e numa roda que gira
vão dar-te forma diferente.

levam-te em busca de vida
como bonecos adornados
jarros em casa de fados
pratos de estampa florida
e nesta feira enriquecida
de ti, ninguém demovo
em palavras me comovo
enaltecendo tua virtude
aos olhos da juventude
para que sejas barro novo.

bloackt:
 
O barro

Já te conheço

 
Esse teu rosto é inconfundível

De olhar caído, reservado

E numa ausência desprezível

Em penitência, choras teu fado

Sem horizonte e envergonhado

Com lágrimas de sonhos traídos

Em planos e amores volvidos

Que a vida te tem ofertado.



E esse teu andar de pobreza

De espírito aos ombros, descaídos

Como quem carrega a tristeza

Como quem perdeu a certeza

De recuperar os velhos sentidos.



E essas tuas mãos inquietas

Que apalpam o futuro com medo

Num presente que não projectas

Para lá das paredes secretas

Que de tua alma fazes degredo.



E esses teus passos seguem o rodopio

De tantos pensamentos irresolutos

Que fazem de cada desejo um vadio

Em qualquer dia que repassa sombrio

Esse dom de propósitos devolutos.



Nas palavras que te ouço, revistas

E poupadas em curtas frases

Entendo mil histórias fatalistas

Com terminações pessimistas

Na realidade que contrafazes.



Reconheço-te em quem se lastima

Em ti me vi e assim já te conheço

Acontece a quem de ti se aproxima

Ficar sem um pingo de auto estima

Para desfrutar da vida com apreço.



Em oposição a qualquer felicidade

Tu existes e resistes vazia de nada

Mas num injusto atentado à verdade

Ainda te confundem com a nobre saudade

Palavra de esperança pelo amor exaltada

bloackt:
 
Já te conheço

Desabafe

 
A vida da cultura
É a cultura da vida
Que é mais dura
E que mais dura
Ou menos dura.
Esta é a verdade nua
Crua, sua
E de quem sua
Para conseguir
E seguir
Na sua vida culta,
Inculta
Ou oculta
Mas e se avulta?...
Não abafe
Desabafe
Se sente
Diga o que sente
Antes que ponha a pata
Na poça
E bata
Numa moça…
E faça mossa…
Ou num moço…
E caia num poço…
Se sente
E diga o que sente
Sem medo
Porque é cedo…
Pense comigo
Amigo
Porque não sai
Se distrai
E se descontrai?...
Ponha o emprego
No prego
Peça um prego
Uma cerveja
E veja
Sem inveja
Que talvez seja
Como eu penso
E pense
Com bom senso.
Se é assim
Diga sim
Senão, é o fim
Começa a abafar
E para desabafar
Tem de se sentar
E não ficar
Uma pessoa tensa.
Diga o que pensa
Sem fazer ofensa.
Não cegue
Veja se segue
E consegue
Porque eu consigo
E consigo
Sigo
Se pensar comigo
Amigo!...

bloackt:
 
Desabafe

Fantasmas

 
Se há cismas
Nascem fantasmas
Na cabeça
Que minam
Até que dominam
E tudo começa.

Não vestem casacos
São macacos
Que moem
São ideias
Que nos correm nas veias
E doem.

São minhocas
Em cabeças ocas
Já cheias
São amargos de bocas
De palavras loucas
Tão feias.

São um sinal
De auto descontrole
Emocional
E de coração mole
Esconde-se o sol
Tudo vai mal.

São a incerteza
Tornada fraqueza
Mental
E com subtileza
Atraem a tristeza
É fatal.

A auto estima
Não está em cima
É inimiga
Quem a subestima
E desanima
Só se castiga.

bloackt:
 
Fantasmas

Nascer para ser feliz