Poemas, frases e mensagens de josemariafonso

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de josemariafonso

nao...nao é impossivel

 
nao...
nao é que goste disto,
escrever...
a fazer parecer um poema
ou outra coisa qualquer
como um passatempo mas sobretudo um desabafo,
um abraco mental de conforto
um desinibir natural do libido.
nao...
nao é que goste disto,
sonhar...
a pensar em amar alguem
ou outra coisa qualquer
como fazer acontecer mas viver acordado a imaginar
um amor que nao vem,
uma dor que me quer bem.
nao...
nao é que goste disto,
viver...
tentar andar no bom caminho
ou outra coisa qualquer
como trabalhar, procurar a outra alma e socialisar,
um bom amigo tambem nos copos
uma boa companheira tambem na cama.
nao...
nao é que goste disto,
tempo...
a termo, a recibo ou permanente
ou outra coisa qualquer,
como tempo é dinheiro o dinheiro é o teu limite
uma noite muito cara
uma cara laróca mas com rotula
uma personalidade forte mas escondida
ou outra coisa qualquer
uma prisao da liberdade
um sentido de responsabilidade
nao é que goste disto
o tempo que se esgota
e os conhecidos continuao só conhecidos
e os amigos que nao estao
e agora apenas eu
nao...
nao é que goste disto
ou outra coisa qualquer
é dificil mas nao é IMPOSSIVEL

os textos escritos sem alguns assentos e outros são a minha assinatura
obrigado
 
nao...nao é impossivel

O amor é qualquer coisa diferente

 
se nao que seria?
nao tivesse eu o amor?
se fosse difrente
talvez quizesse eu outra dor?
sem controlo emocional
num incógnito sentimento.

é desejado
com um objectivo,
aquele que sonha constantemente com alguem
quer estar presente
fisica e psicologicamente
e entender o sentimento.

se sonha na matemática dos olhares,
os olhares do dia-á-dia
que como telepatia ouço a sua voz mas nao são palavras,
como pura magia
fala-me mentalmente
do tal sentimento.

é matemática,
todos com uma equaçao diferente,
a igualdade entre os dois resultados
que afirma, entre os dois amados
da incógnita ao achado,
esse sentimento.

se tem sem prática nem instruções,
o amor entre um casal,
aquele pensamento espiritual
que acorda algo em mim
fora do normal,
um novo sentimento.

a vergonha,
amedrontado ou perdido,
o meu estado de segurança que nunca se deixa cair,
porque preciso eu
de coragem para sorrir
ao sentimento?

se mostra ridiculo e com perguntas,
exprime-se sem lei nem regras,
e o exagero da personalidade desconhecida e isolada,
perdido por dentro
sem saber que fazer
a este sentimento.

é esperança
de sair tudo bem,
ter-te na balança da lei da matemática,
na igualdade dos resultados
amigos e namorados
num só sentimento.

se sente por dentro calado e com medo,
de facto a inexistencia
é um dado adquirido,
é de facto uma falencia
nao ter achado companhia
e apesar de ela ser como eu tambem eu me deixo ser como ela
calados em vez de amados.

o amor nao é lindo nem feio,
é mais uma barreira da vida,
ou se vive triste ou contente
independentemente do lado,
a escolha deve
ser tomada
antes que
a barreira, cresça
e
.nunca mais saberviver..
canta
quem o tem,
o meu estado de espirito que nunca se deixa cair,
mostro a alegria
de te ter um dia
contigo neste sentimento.

é uma loucura,
pouca inteligencia emocional tambem, vergonha de viver sem fazer a minima ideia de quem sou,
como irei eu pensar em mim contigo?
é um alivio de certa forma,
escrever e saber que me vão ler,
porque preciso em mim de ter essa esperança?
é um problema que tenho de partilhar mas no anonimato
e mesmo assim sem ninguem saber quem sou
vejo-me a partilhar esta dor....?....
 
O amor é qualquer coisa diferente

Deus não existe

 
Quem me dera que deus existisse
e visse o triste e decidisse
expulsar esta parolisse
toda esta aldrabice

ai se houvesse anjos
quem me dera ve-los em bandos
castigar não sei quantos
sem conta á vista é de doidos

mas Jesus não foi nem é
nem Ala, Buda ou outros
seremos só nos a ter fé
e a seguir os nossos destinos

nao ha milagre nem crença
nem proverbio nem biblioteca
a unica informação concreta
é viver o dia-a-dia sempre em linha recta [u] .
 
Deus não existe

dificil é saber ver

 
nunca escrevi fora de casa
mas tambem nunca pensei no óbvio,
que o que faco aqui teve um propósito,
dizer a verdade e ser honesto,
com o propósito num pensamento
sobre a sinceridade com a outra alma
descobri nisso,que até agora,
nunca me tinha lembrado disso dessa forma.
e nem me ter apercebido
nos poemas que escrevo,
nao ter prestado atencao mais cedo.
podem nem prestar para ler
mas a muito custo
serviram para eu ver
nao ter prestado atencao mas mais tarde que nunca.
o quao grave foi essa falta de saber,
a visao das coisas estava desfocada,
o sentimento social em mim deslocado,
a distracao fez-me passar sempre ao lado
sem alcool nem drogas e adormecido,
inocentemente adormecido,
nao estava atento.
com pavor de me voltar a rever,
com alcool e com charros nocturnos
pensando agora estar acordado,
demasiadamente acordado,
nem sei se deixarei sequer isto como legado
 
dificil é saber ver

já foste!!

 
hoje tive um orgasmo,
um espasmo ao reviver,
de querer pular no carro
com a loucura de viver,
a saudade...
ao som do grunge,
rock alternativo
e psicodélico dos anos noventa,
decada do fim da musica,
do fim das letras...
um deixar-me ir repentino
por causa do ritmo
e do que é dito,
o que nunca se ouviu,
um novo emergir de sentimentos,
sempre actual...
 
já foste!!

o ponto sem retorno

 
até aqui os visionários
e o mundo evoluiu...
agora perdido que heide eu esperar?
 
o ponto sem retorno

A farsa dos nossos dias

 
É com cada vez mais pessimismo que vejo, não só para Portugal mas para todo o mundo, um planeta Terra a afundar-se em mentiras e ganancia. Sinto que assim como o clima global a sociedade esta a chegar a um ponto irreversivel, de não retorno, de uma época desigual e de injustiça e já nem Deus ou Jesus ou a religião, enfim seja lá o que for, o Povo já não acredita.
Os tempos mudaram e todas estas palavras que escrevo são as necessarias para descrever tudo e digo mesmo tudo, estudado até ao pormenor para o publico não perceber ou saber do que verdadeiramente se passa,
-Os E.U.A.(melhor dizendo os Bancos) fartam-se de ganhar dinheiro em guerras, só no século XX, estiveram na Europa, no Vietname, Correia, Países arabes e apoiantes de umas quantas outras pelo mundo, neste século Afeganistão, Iraque e Faxa de Gaza
-A C.E. centra-se nos países ricos e o resto é paissagem
-A Africa e os países Arabes continuam a ser os mais ricos fornecedores e os que mais fome passam
-Os países asiaticos andam perdidos
-A Russia tem tanto de ganancia como de misteriosa
-O Veticano é um estado de falsidades que com tanta fortuna ignoram tudo e todos
Nem filmes ou chamadas de atenção são uteis para o que seja que for estamos condenados a morrer e esta é a boa noticia a má noticia é que estamos condenados a não viver sequer.....
 
A farsa dos nossos dias

País sem dono

 
Não me canso nem desisto
cada vez mais insisto,
o tempo continua atento
com cada vez mais alento

caminha devagar mas sempre
vejo bem no meu coração
o que sinto é nobre
e quem vence é sempre a razão

País perdido e já sem dono
paraíso acabado desde esse outono
e ira findar a mando do Povo
e deixar El-Rei mandar de novo
 
País sem dono

Deus Rei de Portugal

 
O sossego das Igrejas e Catedrais
são Armazéns de paz fulcrais,
do som cantado daquela caixa
qualquer um logo relaxa.

Imaginem a onda brutal da garganta
ou instrumentos de musica clássica,
apanhar com tal ar que se canta
são só sentimentos que se toca,

deixo-me ir pela imaginação
como numa peça de teatro,
a única a que ninguém peca de facto
pois não há quem lhe meta a mão,

naquele espaço a emoção é certa,
fazendo parecer que a alma levita,
mas tem explicação científica
pois a causa é da Físico-Química.

II

Presta vassalagem dividido no seu volume,
cada um para o lado que lhe convém
com a metade que tem em comum,
uma para ir á missa dar esmola
outra devota aos clubes da bola,

a quem se deu Portugal minha gente!?
vai tudo com fé, triste ou contente
de no final ficar mais alegre,
nos últimos cem anos a mais latente
foi a dos cravos e não foi milagre,

mas nada que se compare
á união num todo e em alegria,
inteiro há-de espelhar de novo
todos os dias, o total do seu Povo
quando a Portugal voltar a Monarquia.

III

É de louvar quem a soube usar
de maneira útil cantando do altar
sem faltar com o respeito ao seu Deus
e disso os Madredeus são o exemplo perfeito
sempre com o mesmo amplo conceito.

Quando já não tem escolha
olha para a religião de outra forma,
dá tudo de si própria porque o adora
sentindo-se de alma vazia, isolada,
tendo fé sentida chora a vida,

mas tudo continua por se resolver,
se ao menos fosse a sua alteza,
com o mesmo sentido de viver,
concerteza já se teria menos de tristeza,

a alegria está nas estrelas,
pontos luz da mais fraca á mais forte,
na magia do céu da noite passam Rochas
das quais se julgou e joga a nossa sorte.
 
Deus Rei de Portugal

A Flor

 
A liria perfumada
no manto inclinado
á sombra da arvore
observa a ribeira inteira

os brincos de princesa
sentadas dobradas
absorvem os raios de sol
curvadas adoram a luz

as rosas magestosas
das agulhas afiadas
defedem as petalas
e desejos do crer

as margaridas
que queridas
de saltos altos
e de formas redondas

as flores da alegria
no manto de um tal espanto
aqui vou morar e falar
com a minha alma repousar internamente
 
A Flor

o amor é como um sentimento

 
o amor,
mas o amor
entre um casal,
aquele pensamento espiritual
que acorda algo
fora do normal,
um novo sentimento.

o amor,
é sentido ou sofrido
de maneira diferente,
aquele que sente ou sofre por alguem
quer estar presente
fisica e psicologicamente
e entender o sentimento.

o amor,
num contacto visual
que como telepatia
ouco a sua voz na minha mente
como pura magia
fala-me mentalmente
sobre o sentimento.

o amor,
exprime-se esquezito
sem lei nem regras,
o exagero da personalidade desconhecida,
perdido por dentro
sem saber que fazer
a este sentimento.

o amor,
é matemática,
todos com uma equacao diferente,
a igualdade entre os dois resultados
que afirma entre os dois amados
da incógnita ao achado
esse sentimento
 
o amor é como um sentimento

O mundo de Portugal

 
O mundo é um rebento,
na esfera cresce lento,
enquanto espera o fruto
a cada era que floresce
de novo nasce um alento,

crescendo desde há milénios
lutando com e contra os ibérios,
com a língua que cria prosseguia,
cantando, por terra e mar caminhos
ganhando territórios e soberania,

com astúcia, perícia e tanto empenho
em conjunto viria a mudar em muito
o mundo, até então sem igual, o seu tamanho,
não fosse o amigo de Peniche maior seria,
para o bem e para o mal a nossa sina,

Nortenho, Sulista, Timorense,
Luandense, Mirandês,
Portugalego Ou Macaense,
pronuncias, variantes ou dialectos
que soam todos o mesmo eco,

que da saudade e do Fado,
só Ele tem o significado
e o consenso neste seu todo imenso
desde aquém a Além Lusa
...os vive e usa em espírito intenso.

batalhando as feras marítimas
nos sete Mares prolifera
com cinco Chagas de Cristo,
de fundo azul e branco,
um Escudo e uma Esfera,

quatro Dinastias,
sete Casas Reinantes,
trinta e cinco Reis e Rainhas,
sete Castelos, cinco Quinas,
com a cruz nas velas pelos cinco Continentes.

II - Os Feitos

Portugueses, Pombos-correio todos esses (S. F. Z.),
primeiros na circum-navegação
e na viagem sobre o azul
do Atlântico Sul de avião,

o pioneiro da abolição da escravatura
e da pena de morte foi Portugal,
de poderio sem sorte e sem fortuna
o primeiro e ultimo Império colonial,

Reino sábio Marinha de coragem
inventa o Astrolábio e a Caravela,
foi pioneiro da Globalização
e deu ao mundo mais janelas,

interpreta os ventos e as estrelas,
enfrenta os medos do mar,
conquista territórios alem-mar
...como o passo lunar,

da matemática fez a esfera-espiral
e a ainda igual
carta náutica em latitudes
...a Lua seria Lusa se não fosse a altitude,

primeiro no achamento:
do caminho marítimo á Índia
e da Europa em expedição
ao Tecto do Mundo na Ásia,

deu a volta a África,
do Norte ao Sul na América
e chegou á Oceania,
pois mais não havia no Planeta
tanta já era a conquista feita.

III - O Desejo

Há-de sentir Dom Duarte Pio
uma forte afinidade,
há-de vir Dom Afonso seu filho
da bruma com a idade,

com o seu povo orgulhoso
o mais bravo e corajoso
que deu cravos á liberdade,
e fez da voz a identidade.

Luísa Todi foi a cantora
para a eternidade e amada
lá fora por Barões,
cá dentro a poesia cantada,

que de Camões a Pessoa
da fala entoa tantas palavras,
lavra até ao pormenor sentimentos
que só nós melhor entendemos.

Holandeses, Franceses, Ingleses e Mouros,
com Viriato correu Romanos,
injusto para com os Judeus
e a Padeira os Castelhanos.

Do virar da pagina que se agita,
descontente faz barulho, grita,
da honra constante já vivida
não sabe a escrita pretendida,

nem governa desde o homicídio
o maldito Regicídio em vão,
devolvão El-Rei que é seu
como sempre foi desde o principio,
já Olivença se perdeu.

IV - O Fim Já Tadio

O retornado foi despatriado,
com medo e sem nada fugia
de quem quis ser libertado
e disse não á dependência,

navagão barcos assim
no mar ao contrario,
um dos símbolos do fim
de tão vasto Império,

gentes que regressão
em Barcas carregados
nas vagas são Fados
emocionantes.

Recuperando no cais de outrora
a magia abandonada,
faltando somente agora
a Monarquia inacabada.

Do mar e da serra,
corpos enterrados,
mortos da guerra
ainda hoje lá deixados,

historia que deveras
nunca mais encerra
esta sua espera
do regresso á terra,

e a Rainha Dona Amélia
o final das glorias
de tão antiga Família Real,
da epopeia multicultural
e tantas outras vitórias.

V - O Principio

Por hora aguenta
enquanto canta o Hino,
de quem só de longe
o sentimento é divino,

como quem insiste na crensca
da viagem ao alem,
crente que reza á Virgem
para ter boa passagem,

mas se existe só no Homem
o crer ter a vontade!
o que Lhe deu a coragem,
sorte e igualdade!

a Aparição, Deus ou Anjos
nunca foram vistos,
Cristo jaz e já só são justos
a paz e os Mandamentos.

Quer cem anos falecer,
nesse dia o retorno,
na terça-feira, 5 de Outubro
de 2010 ao amanhecer,

Sua Majestade Fidelíssima
El-Rei de Portugal,
a altíssima presença encarnada
da jornada fenomenal,

torne a viver no trono
e aparecer de novo a Portugal
o povo uno e em torno
pois do que sempre foi afinal
o seu unico destino.

VI - O País

Partem dos pedaços mais belos,
das calmas planícies alentejanas,
Geres, Buçaco, Arquipélagos,
de silêncios de paisagens longas,

pico e estrela as mais altas,
rochedos ao alto nos rios,
nas margens o carril dos comboios,
o mar á volta e as praias.

Emigram mas não é por serem tolos
têm Catedrais majestosas, Palácios,
Fortes ás portas do país,
Igrejas, Antas E Castelos,

os símbolos da sua raiz,
da tralha á batente com rigor
a maravilha e a dor talhada á milénios
por génios em todo o seu esplendor.

procurou estar bem consigo próprio
dentro do possível á época,
e encontrou entre os povos o comercio
e a sensível riqueza da mãe natureza,

plantadas nas ilhas Atlânticas
são a beleza de todas as partes terrestres,
as flores e plantas da Madeira e dos Açores
que de tantas conquistas são louvores.

Nem Cristo nem Baco
No invento do liquido ouro,
bago só trabalhado
pelas mãos do rio Douro,

bebe-se pelo mundo fora
o que desta terra vinga
da fruta da videira,
a vinha com a fama mais antiga
no bom vinho da Madeira.

VII - A Falta

Recusa ficar calado
nem que seja por pensamento,
na luta usa corpo e espírito num todo
contra a ditadura por estar farto,

até á conquista por um principio
que deu demasiadamente alivio,
a gente mais sortuda e que mais fez
durante o século XX Português.

Temos quinhentas mil palavras
e damos paulada a tal mérito linguístico
com exepcao ao grupo cientifico
todas as outras sao rafeiras,

importa ás tontas as estrangeiras
se as do mundo Lusofonico,
como a pronuncia Brasileira,
são de som musical magnifico.

Tanta ironia furtiva se come
sem ninguém mastigar a politica,
é vê-los com cara cínica
a cada discurso e eu já com fome,

ás vezes parece uma caldeirada
do que sai dessa gastronomia,
na minha mesa não dá entrada
só se á cabeceira volte a Monarquia.

Bartolomeu Dias não desistio,
insistio e conseguio vencer
ao passar o Cabo Das Tormentas,
fraco presistio mesmo farto de perder,

não fosse Portugal que por ser teimoso
o mundo globalizou,
esperando ansioso a mudança,
enquanto há Herdeiro ao Trono
há Boa Esperança.
 
O mundo de Portugal

sorriso

 
aqui
sentado
vi-te e fiquei
tentado
olhei e parei,
calado
só porque te vi,
encantado
senti-me
apanhado,
absolutamente apaixonado!
só porque pela primeira vez a que vejo era aguardada,
beijei e adorei
tal achado
só porque me senti
amado
vendi-me
conformado
completamente absecado!
só porque pela primeira vez a minha alma foi comprada,
aqui sentado
vi-te porque olhei
levantei-me
sem querer falei
toquei-te
por querer amei
aqui sentado
respondi ao teu sorriso

os textos escritos sem alguns assentos e outros são a minha assinatura
obrigado
 
sorriso

O Trono é do Rei

 
Defender Portugal
por um futuro decente
vencer todo o mal
de uma forma coerente

atacar pela raiz
mesmo o menos conveniente
rejeitar o pobre do país
mesmo o mais consistente

devolver Portugal
por amor ao Rei
e erguer o velho ideal
que nunca abandonei

cortar pela base
os cem anos que odiei
e morrer em extase
por uma luta que eu amei
 
O Trono é do Rei

vergonha cega

 
no caminho
percorrido até agora de vazio
só acordei
adormecido até agora sem sonhos
só me levantei
aborrecido até agora sem esperanca
abri os olhos
comprometido ainda agora com os teus
amor sentido
perdido ainda agora nunca vivido
máldito vidro
partido até agora inquebrável
mas ainda nao sei
como a convido se até agora me calei
 
vergonha cega

o som do piano que parece falar

 
se nao tivesse isto,
se fosse difrente,
poder controlar
o sentimento
desejado,
sonho constantemente com ela,
quero estar presente
psicologicamente,
fisicamente
e entender isto
dos olhares do dia-á-dia,
que como telepatia
ouço a sua voz
mas sem palavras,
que como pura magia
fala-me mentalmente
disso,
que afirma
entre os dois
algo adquirido
sem prática,
acorda algo em mim,
a vergonha,
amedrontado ou perdido,
o meu estado
de segurança aparente
enerva-me,
porque preciso eu
de tanta coragem,
ridiculo,
sem lei nem regras,
exagero de personalidade,
isolado,
desconheço isto
e perdido por dentro
sem saber que fazer
disto,
a esperança
de te ter
sente-se por dentro
mas calado
e apesar de ela ser como eu
tambem eu me deixo ser como ela,
desencontrados,
mais uma vez
desisto
uma semana
ou um mes,
até que
alguma coisa
nao sei de onde
me vem perturbar
novamente,
ou se vive triste ou contente
a escolha deve
ser tomada já
e já é tarde
mas nunca demais,
a pressão,
o stress,
o cansaço,
o tempo,
a paciencia,
a estupides
e o medo
de cair no ridiculo,
o descontrolo
e a minha santa ingnorancia,
ai os seus olhos
que já nao sei o que me perguntão,
mas olha
e eu nunca desisti verdadeiramente,
canta
quem o tem,
mostro a alegria
de te ter um dia
e abraçar-te
mas nao,
canto para esquecer,
aliviar,
enerva-me
saber
que nao vou conseguir,
nao lhe consigo dizer,
nao consigo falar,
é como um orgulho
só com o poder
de me destruir,
se nao me ama?
porque nao falei?
será que me quer?
estará isto tudo
só na minha cabeça?
porque nao falo?
falar é dificil?
terei eu problemas mentais?
serei cego?
tenho tanto medo
de cair
na estupides
de nao ser lógico,
nada ser lógico
ser só
fantasia
que a alegria
era só minha
que me deixo
ser
o que os outros querem,
já nem sei se me olha,
já me confessei a alguem,
já me cansei das depressões,
já nao consigo mostrar tristeza,
canto para te esquecer
por momentos,
eu sei
que te vou voltar a ver
como todos os dias
e só espero
que nao me vejas
com pena de mim,
que de alguma forma
este texto se traduza
numa melodia
um dia

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/ne ... ryid=268335#ixzz2zYjxD2NY
 
o som do piano que parece falar

A minha Maria

 
ola maria, que brisa me suprou na alma ao ver-te de novo vivalma,
já sentia a tua falta que me abalou mas agora sinto a tua calma,
neste poema que te dou e sabendo que o vais ler mas sem saber se te agradou,
porem ao escreve-lo a dor abrandou por momentos mas o sentimento nao acabou
 
A minha Maria

A razão natural das coisas

 
Não é por orgulho, mas tenho
que quero o meu Rei
nem por este entulho, mas nao ligo
que quero alterar a lei

não é pelo passado, mas tambem
que quero o meu Rei
nem por este líder calado, que ignoro
que quero muda-lo eu sei

não é por estarmos tão mal, mas podia ser
mas sim por ser natural
ser a Sua Alteza Real
a representar Portugal.
 
A razão natural das coisas

O Povo sem ei nao se faz

 
A utopia dos homens
distraída com a religião, política,
ciência ou acção cívica,
anda a transbordar as margens,

vêem a pátria de diferentes maneiras
num ser com ideias inteligentes,
em olhos de várias gentes
esquecendo a nossa historia,

o seu maior pecado
é ser um animal com ideologias
a ver o mundo completamente enganado
esquecendo a sua genealogia,

com vertigens e a voar á rasca,
sem ver, com vícios e ressaca,
sem saber dar uso á sabedoria adquirida
só para os tempos modernos aprendida,

as origens dão pistas,
são setas do passado
pelas gerações certas,
marcas do já vivido

dando lições ao futuro,
por uma vida com menos muros
que ao inicio dão vantagens
abrindo novas passagens,

parece-me realmente
ferver no inferno eternamente,
enquanto houver o vazio interno
sem pai e amor materno

vivendo indiferente á paz
do corpo e da mente do país,
o povo sem rei não se faz
continuando neste fado infeliz.
 
O Povo sem ei nao se faz

O mundo de Portugal

 
I - A Conquista

O mundo é um rebento,
na esfera cresce lento,
enquanto espera o fruto
a cada era que floresce
de novo nasce um alento,

crescendo desde há milénios
lutando com e contra os ibérios,
com a língua que cria prosseguia,
cantando, por terra e mar caminhos
ganhando territórios e soberania,

com astúcia, perícia e tanto empenho
em conjunto viria a mudar em muito
o mundo, até então sem igual, o seu tamanho,
não fosse o amigo de Peniche maior seria,
para o bem e para o mal a nossa sina,

Nortenho, Sulista, Timorense,
Luandense, Mirandês,
Portugalego Ou Macaense,
pronuncias, variantes ou dialectos
que soam todos o mesmo eco,

que da saudade e do Fado,
só Ele tem o significado
e o consenso neste seu todo imenso
desde aquém a Além Lusa
...os vive e usa em espírito intenso.

batalhando as feras marítimas
nos sete Mares prolifera
com cinco Chagas de Cristo,
de fundo azul e branco,
um Escudo e uma Esfera,

quatro Dinastias,
sete Casas Reinantes,
trinta e cinco Reis e Rainhas,
sete Castelos, cinco Quinas,
com a cruz nas velas pelos cinco Continentes.

II - Os Feitos

Portugueses, Pombos-correio todos esses (S. F. Z.),
primeiros na circum-navegação
e na viagem sobre o azul
do Atlântico Sul de avião,

o pioneiro da abolição da escravatura
e da pena de morte foi Portugal,
de poderio sem sorte e sem fortuna
o primeiro e ultimo Império colonial,

Reino sábio Marinha de coragem
inventa o Astrolábio e a Caravela,
foi pioneiro da Globalização
e deu ao mundo mais janelas,

interpreta os ventos e as estrelas,
enfrenta os medos do mar,
conquista territórios alem-mar
...como o passo lunar,

da matemática fez a esfera-espiral
e a ainda igual
carta náutica em latitudes
...a Lua seria Lusa se não fosse a altitude,

primeiro no achamento:
do caminho marítimo á Índia
e da Europa em expedição
ao Tecto do Mundo na Ásia,

deu a volta a África,
do Norte ao Sul na América
e chegou á Oceania,
pois mais não havia no Planeta
tanta já era a conquista feita.

III - O Desejo

Há-de sentir Dom Duarte Pio
uma forte afinidade,
há-de vir Dom Afonso seu filho
da bruma com a idade,

com o seu povo orgulhoso
o mais bravo e corajoso
que deu cravos á liberdade,
e fez da voz a identidade.

Luísa Todi foi a cantora
para a eternidade e amada
lá fora por Barões,
cá dentro a poesia cantada,

que de Camões a Pessoa
da fala entoa tantas palavras,
lavra até ao pormenor sentimentos
que só nós melhor entendemos.

Holandeses, Franceses, Ingleses e Mouros,
com Viriato correu Romanos,
injusto para com os Judeus
e a Padeira os Castelhanos.

Do virar da pagina que se agita,
descontente faz barulho, grita,
da honra constante já vivida
não sabe a escrita pretendida,

nem governa desde o homicídio
o maldito Regicídio em vão,
devolvão El-Rei que é seu
como sempre foi desde o principio,
já Olivença se perdeu.

IV - O Fim Já Tadio

O retornado foi despatriado,
com medo e sem nada fugia
de quem quis ser libertado
e disse não á dependência,

navagão barcos assim
no mar ao contrario,
um dos símbolos do fim
de tão vasto Império,

gentes que regressão
em Barcas carregados
nas vagas são Fados
emocionantes.

Recuperando no cais de outrora
a magia abandonada,
faltando somente agora
a Monarquia inacabada.

Do mar e da serra,
corpos enterrados,
mortos da guerra
ainda hoje lá deixados,

historia que deveras
nunca mais encerra
esta sua espera
do regresso á terra,

e a Rainha Dona Amélia
o final das glorias
de tão antiga Família Real,
da epopeia multicultural
e tantas outras vitórias.

V - O Principio

Por hora aguenta
enquanto canta o Hino,
de quem só de longe
o sentimento é divino,

como quem insiste na crensca
da viagem ao alem,
crente que reza á Virgem
para ter boa passagem,

mas se existe só no Homem
o crer ter a vontade!
o que Lhe deu a coragem,
sorte e igualdade!

a Aparição, Deus ou Anjos
nunca foram vistos,
Cristo jaz e já só são justos
a paz e os Mandamentos.

Quer cem anos falecer,
nesse dia o retorno,
na terça-feira, 5 de Outubro
de 2010 ao amanhecer,

Sua Majestade Fidelíssima
El-Rei de Portugal,
a altíssima presença encarnada
da jornada fenomenal,

torne a viver no trono
e aparecer de novo a Portugal
o povo uno e em torno
pois do que sempre foi afinal
o seu unico destino.

VI - O País

Partem dos pedaços mais belos,
das calmas planícies alentejanas,
Geres, Buçaco, Arquipélagos,
de silêncios de paisagens longas,

pico e estrela as mais altas,
rochedos ao alto nos rios,
nas margens o carril dos comboios,
o mar á volta e as praias.

Emigram mas não é por serem tolos
têm Catedrais majestosas, Palácios,
Fortes ás portas do país,
Igrejas, Antas E Castelos,

os símbolos da sua raiz,
da tralha á batente com rigor
a maravilha e a dor talhada á milénios
por génios em todo o seu esplendor.

procurou estar bem consigo próprio
dentro do possível á época,
e encontrou entre os povos o comercio
e a sensível riqueza da mãe natureza,

plantadas nas ilhas Atlânticas
são a beleza de todas as partes terrestres,
as flores e plantas da Madeira e dos Açores
que de tantas conquistas são louvores.

Nem Cristo nem Baco
No invento do liquido ouro,
bago só trabalhado
pelas mãos do rio Douro,

bebe-se pelo mundo fora
o que desta terra vinga
da fruta da videira,
a vinha com a fama mais antiga
no bom vinho da Madeira.

VII - A Falta

Recusa ficar calado
nem que seja por pensamento,
na luta usa corpo e espírito num todo
contra a ditadura por estar farto,

até á conquista por um principio
que deu demasiadamente alivio,
a gente mais sortuda e que mais fez
durante o século XX Português.

Temos quinhentas mil palavras
e damos paulada a tal mérito linguístico
com exepcao ao grupo cientifico
todas as outras sao rafeiras,

importa ás tontas as estrangeiras
se as do mundo Lusofonico,
como a pronuncia Brasileira,
são de som musical magnifico.

Tanta ironia furtiva se come
sem ninguém mastigar a politica,
é vê-los com cara cínica
a cada discurso e eu já com fome,

ás vezes parece uma caldeirada
do que sai dessa gastronomia,
na minha mesa não dá entrada
só se á cabeceira volte a Monarquia.

Bartolomeu Dias não desistio,
insistio e conseguio vencer
ao passar o Cabo Das Tormentas,
fraco presistio mesmo farto de perder,

não fosse Portugal que por ser teimoso
o mundo globalizou,
esperando ansioso a mudança,
enquanto há Herdeiro ao Trono
há Boa Esperança.

José Maria Afonso (Pseudónimo)
 
O mundo de Portugal

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