Poemas, frases e mensagens de PaulaMartins

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de PaulaMartins

Toca-me!

 
Toca-me!
 
Toca-me como se eu fosse um instrumento
Faz desse toque um acontecimento
E em meu corpo escuta a melodia
Sussurra-me ao ouvido palavras quentes
Que incendeiem de novo as nossas mentes
Tresloucadas de desejo e fantasia

Acorda-me os sentidos do prazer
Deixa-me com a música entontecer
Nos lençóis os acordes deste bailado
Embriaga-te de ousadia e satisfação
Beija-me com o mel dessa paixão
Entre nós fazer amor não é passado

Toca-me em notas altas sem parar
Serei como as cordas da guitarra a vibrar
Abraçada por ti no tanto querer
Faz-me sentir aquela amante
Que o sexo só por si não é bastante
Se o amor não estiver a acontecer.

Paula Martins
 
Toca-me!

Despes-me..

 
Despes-me das vestes que não trago
Em minh’alma a noite já vai longa
Sou o doce onde buscas o afago
Nos beijos que o amor não prolonga

Carícias que buscam o suco mel
Lábios de assédio cor romã
Em meu corpo o convite sente o fel
Do amargo que é visita da manhã

Levas o melhor que há em mim
Despes-me da realidade da vida
Tatuas os lençóis de cetim
Com o sangue da raiva escondida

Despes-me das vestes que não trago
Na noite que teima em ser triste
No meu coração semeias o estrago
Do louco que em ti existe.
 
Despes-me..

Prostituição...

 
Á noite, quando todos regressam a casa
Saio eu, para a vida que me espera
Levo na mala os sonhos perdidos
E em meu peito a dor dilacera
Sirvo-me da vida que tenho
Tal como se servem de mim
Sacio a fome dos homens
No privado de um qualquer botequim
Sou aquilo em que me tornei
Desajustada da realidade da vida
Valores que tinha, também vendi
Em cada rua ou avenida
Á noite, quando todos regressam a casa
Saio eu, para a minha perdição
Vendo sonhos na banca do meu corpo
Na miséria da minha prostituição.
 
Prostituição...

Vem! poesia...

 
Vem, e trás a poesia
Veste-a de verde esperança
Envolve-a em alegria
E sorrisos de criança

Vem e trá-la para a rua
Para que te possam ouvir
Recita-a à luz da lua
E será meu, o teu sentir

Sacia a fome do povo
Envia poesia p’lo vento
No alimento, um poema novo
E esquecido, vai o lamento

Vem, e trás a poesia
Esse alimento de vida
Mesmo que te cales um dia
Ela nunca será esquecida.

Paula Martins
18/01/2008
 
Vem! poesia...

Alma Lusitana

 
Alma Lusitana
 
Palavras semeadas em campos
Na rega, os beijos d’um sol doirado
Onde nasceram versos, tantos, tantos
Que quem os bebe, sente a voz o fado

Alma d’um povo plantada
Qual sentimento e bravura
Para que um dia fosse escutada
Em cada campo de aventura

Oh! Gente minha, Lusitana
Que levaste o fado além-mar
Em poesia que versos emana
Á voz de quem os sabe cantar

Oh! Gente da minha terra
Que semeias a voz do fado
Desta herança que é tão nossa
Que é presente e não passado

Paula Martins
25/02/08
 
Alma Lusitana

Confesso

 
Confesso ter-me perdido um dia
Por alguém que desconhecia
Ser o homem da minha vida
Amei e não fui amada
Dei e não recebi nada
Vivi de vida perdida

Acreditei ser tua
Enquanto minha alma nua
O teu ser deliciava
Foram momentos vividos
Que nunca serão esquecidos
Pelo amor com que me dava

Confesso ter-me perdido um dia
Por alguém que eu queria
Ter a meu lado, me aceitar
Amei e não fui amada
Chorei e não fui chorada
Só me resta confessar

Confesso-me hoje, diante de ti
Que foi difícil mas consegui
Soltar o grito, ultrapassar
A escuridão que vivi um dia
Magoava e eu sabia
Que me haveria de matar.

Paula Martins
20/10/2007
 
Confesso

Quero...

 
Quero beber do teu cálice
As palavras que tu não dizes
E que eu gostaria de ouvir

Quero ler em teus olhos
O poema que não escreveste
E dize-lo a sorrir

Quero gritar bem alto
Dizer que te amo
Com a força de um menir

Quero sentir o calor
De um beijo fervoroso
E em teu corpo imergir

Quero ser a tua deusa
Prender-te no Olimpo
Para que não voltes a fugir

Quero dar-te a certeza
Que por muitas vidas que passem
O meu amor há-de luzir.

Paula Martins
27/12/2007
 
Quero...

Sou eu...

 
Sou eu...
Sou eu quem chamas nas noites frias
Onde o teu corpo aquece no meu regaço
Sou eu que te dou o prazer com que te delicias
Sou eu a senhora daquele abraço
Sou eu a pecadora que te exalta
Aquela que te prende no seu leito
Sou eu a dama da ribalta
Sou eu a que tu trazes no peito
Sou eu a que chora a tua ausência
A quem o coração arde quando não estás
Sou eu no amor a irreverência
Sou eu a que bebe da tua paz.
 
Sou eu...

Sou da noite...

 
Sou da noite…
Desta noite que eu canto
E oiço o pranto
Na guitarra que chora
E que implora
Para que eu volte a cantar
Sou da noite…
Desta noite da desventura
Da loucura
De não te encontrar
Sou da noite…
Desta noite que eu percebi
Que te amava mas perdi
A razão de continuar
Sou da noite…
Desta noite que me embala
E que se cala
Quando ouve
A guitarra a soluçar
 
Sou da noite...

Foi ontem...

 
Foi ontem...
 
Foi ontem…

Foi ontem,
Foi ontem que fomos felizes
Da vida a dois, aprendizes
No amor a comunhão
As descobertas que fizemos
As palavras que dissemos
Guardo-as hoje no meu coração

Foi ontem que te amei
E o teu corpo apertei
Junto ao meu peito com ternura
Na sede daquele beijo
Tão perdido de desejo
Que só uma paixão procura

Foi ontem, que partiste
E a minha alma ficou triste
Em perpétuo anoitecer
As estrelas não mais brilharam
Todas as aves se calaram
Pela dor de te perder

Hoje, visito-te nos meus sonhos
Beijo os teus olhos risonhos
E peço-te para ficar
Dizes que não chegou a hora
E pedes-me para ir embora
Até a minha missão acabar.

Paula Martins
26/12/2007
 
Foi ontem...

Sou tua...

 
Haja o que houver
Caminharei sempre contigo
Digas o que disseres
Estarei sempre a teu lado
Faças o que fizeres
Serei sempre tua!
És tu, o meu grande amor
O meu porto de abrigo
És o meu presente
És o meu passado
No amor és quente
Somos pecado!
És o sol que me aquece
Sou a lua que te resplandece
Haja o que houver…
Caminharei sempre contigo!
 
Sou tua...

A palavra

 
Palavras…
São tantas as palavras
Que podemos dizer
Palavras de conforto
Palavras duras
Que fazem sofrer
Sou pela palavra
Pela palavra sincera
Que pode ajudar
Pela palavra amiga
Que na hora certa
Faz lágrimas secar
A palavra de apoio
Naquele momento
Que é preciso ouvir
A palavra alegre
E tão divertida
Que faz sorrir
Palavras…
Palavra doce
Palavra sentida
Perante o Adeus
Na hora amarga
Da despedida
Frases feitas
De palavras banais
Mas as palavras mais belas
São as profundas
Que não morreram jamais…
 
A palavra

Mãe sem Natal

 
Mãe sem Natal
 
És tu, um ser triste desencantado
De rosto pálido, imaculado
Onde a alegria já não habita
Trazes a noite escura retratada
Na alma de mulher desgastada
A quem o amor não visita

Filhos que tiveste, onde estão?
Apenas e só a recordação
Dos sacrifícios que fizeste por prazer
Horas a fio sem dormir
A mão que estendeste a pedir
O pão para lhes dar de comer

És tu, um ser triste desencantado
Que vives a historia de um fado
Num tom de nota letal
Foste tu, mãe doce e dedicada
Hoje, carente e maltratada
Nesta fria noite de Natal.

Paula Martins
19/12/2007
 
Mãe sem Natal

Ah! Saudade...

 
Ah! Saudade...
 
Ah! Saudade que me consomes
Que desprezo eu sinto de ti…
Porque me bebes a alegria?
E me torturas dia após dia
Se eu não te chamei aqui?

Apagaste a luz das estrelas
Fechaste todas as janelas
Já nem o sol me vem beijar
Silenciaste o canto das aves
Das pautas tiraste as claves
Para que eu as não possa escutar

Ah! Saudade que me consomes
Como eu queria não te conhecer
Abria as portas à Primavera
Serias tu uma quimera
E eu nada tinha a temer.
 
Ah! Saudade...

Perdi-me

 
Perdi-me nas entrelinhas do amor
No teu corpo as marcas do meu ser
Dancei com a tua virilidade
Numa noite em que tardava amanhecer
Subi a mais alta das montanhas
Na escalada das palavras mais sentidas
Refugiei-me na encosta dos teus beijos
Sob a primavera das nossas vidas
Agora que me lavraste em amor
Em meu ventre vive o sentimento
Aquele que a seiva se dará em flor
E que marcará o nosso melhor momento
Perdi-me nas entrelinhas do amor…
 
Perdi-me

Medo

 
És como um barco que navega
Rompendo as ondas do medo
Vives como um estratega
Querendo vencer um segredo
.
Guardas em ti o tesouro
Da vida que te espera
No acaso talvez ouro…
Ou simplesmente uma quimera
.
Continuas a viagem
Sem saber qual o caminho
Em direcção da miragem
Que te dite o pergaminho
.
Á luz do luar iluminado
Contas as estrelas mais cintilantes
Que te falam do passado
De outros tantos navegantes
.
Segues agora um sonho
Que há muito havias perdido
O teu mar já não é medonho
Como antes te tinha parecido
.
Rompeste agora as ondas
Como nunca o fizeste antes
Venceste os traumas e medos
Neste universo de navegantes.
 
Medo

Filhos da desgraça

 
Rostos magros
Martirizados…
Olhares sem brilho
Agonizados…

Vidas sem esperança
Cambaleando pela rua
Alheios ao que se passa
São os filhos da desgraça…

O desespero…
Uma dose que falha
A violência…
Da dor que se espalha

Naqueles corpos enfraquecidos
A alucinação…
Da realidade utópica
Na sociedade dos esquecidos…

Amores que arrefeceram
Valores que já se perderam
Vergonha desconhecida
Fruto da miséria
Em que estão inseridos
E que lhes faz esquecer da vida

Tragedia …
Perseguição…
Famílias amedrontadas
Famílias desmembradas
Pelo veneno da dependência
As mortes anunciadas…
 
Filhos da desgraça

Relógio do meu tempo

 
Cada hora que passa
Aumenta a distância entre nós
É a saudade que me abraça
O querer ouvir a tua voz
Este relógio que não pára
E que me aumenta o sofrimento
É como uma relíquia rara
Que se perdeu no tempo
Tento agora recuperar
Cada minuto já perdido
Na esperança de alcançar
O sonho que tinhas esquecido
Cada segundo que passa
Na corrida para o minuto
Soma uma hora na desgraça
Deste relógio do meu luto
Este ponteiro que gira
Em redor das horas marcadas
Faz-me sentir a ira
Da tormenta as badaladas
Cada hora que passa
Já me vou sentindo vencida
É o tempo que ultrapassa
O tempo da minha vida.
 
Relógio do meu tempo

Sabores de amor

 
Vesti o teu corpo pela manhã,
Na hora em que o meu mal se vestia
No amor o teu cheiro a hortelã
Com beijos de sabor a melancia

Prendi-me ás amarras do teu cais,
Em ondas de prazer e calmaria
Os sabores que sentia eram reais
Enquanto o teu corpo no meu se fundia.

Paula Martins
04/01/07
 
Sabores de amor

Meu corpo...

 
Sou a água viva deste rio
Em ondas de calor e frio
Beijos de uma margem qualquer
Sou fúria d’um vulcão em ameaça
Aquele que p’la serra já não passa
Se isso de mim depender

Como um barco que navega á luz da lua
Bailarina que dança semi nua
Levada pela corrente do amor
Sou gaivota que acompanha o cardume
A chama que grita no lume
Aquela que se dá em flor

Sou o oásis do teu perdido deserto
A palavra que tens sempre por perto
O mapa que queres decifrar
Sou as entrelinhas do que não digo
Escondida num campo de trigo
Onde ninguém me há-de encontrar

Como sombra que passa despercebida
Vivo entre uma e outra vida
Na indelével força do ser
Sou a brisa que corre envergonhada
No meu corpo de terra lavrada
Onde o sol irá sempre nascer.
 
Meu corpo...