Poemas, frases e mensagens de cirodiverbena

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de cirodiverbena

Arrependimento

 
Se uma angustia voraz me desespera
E me perco nos caminhos onde ando,
Imploro teu carinho sempre e quando
O amor faz em meu corpo primavera!

E grito de paixão, mesmo calando,
Pois meu silêncio é a forma mais sincera
Com que posso mostrar quanto eu quisera
Viver de amor... Sem mais penar cantando!

Sinto esvair em mim a juventude;
E tudo o que eu desejo na velhice
É moldar meus defeitos na virtude,

Sem mais arrepender-me da tolice
Pelos amores todos que não pude
Viver...(Ou que, por timidez, não disse!)
 
Arrependimento

Grito de Amor...

 
Eu tenho um grito preso na garganta!
Nem sei por que me prendo no silencio
Se o amor, feito uma luz que se agiganta,
Revela-me no olhar um brilho intenso!

E sonho com você (O amor me encanta!).
Às vezes sonho tanto que até penso:
- O Sol todos os dias se levanta
Para aquecer o nosso amor imenso!...

Desejo confessar-me e fico mudo...
Disco teu telefone, você atende;
Eu fico ali parado e nada digo!...

Um grito na garganta (isso é meu tudo);
No mundo de silencio onde me prende
A sina de ser teu melhor amigo!
 
Grito de Amor...

A Essência da Mulher

 
Toda mulher esconde dentro da alma,
Um lago azul, tranqüilo e transparente
E sob as águas de aparente calma
Guarda um vulcão de lava incandescente!...

Às vezes, uma luz se nos acalma
Nascendo-lhe do olhar, triste e carente,
E ao transformar-se em dor, nos causa trauma
Qual lava de um vulcão queimando a gente!

Toda mulher é a essência da beleza,
Tem a voracidade da tigresa
No fogo da paixão quando na cama!

É desse lago de águas cristalinas
Que a essência da mulher, luz que fascina,
Vem saciar a sede de quem ama!
 
A Essência da Mulher

Luz Transcendental

 
O dia acende a vida além dos montes...
Eu nada sei da sina que me espera;
Meu coração, voraz feito uma fera,
Atira-se sem medo no horizonte!...

Esqueço a leviandade de meu “ontem”,
Pois que me restam muitas primaveras
De sonhos, vil batalhas, mil quimeras,
E tristes desalentos que me afrontem!

E mesmo que eu não queira o dia acende
A vida na medida em que me cabe
Nos braços do destino que me prende...

Eu vivo essa ilusão de liberdade
Da luz que habita em mim, e que transcende,
Os limites mortais da realidade!
 
Luz Transcendental

Quem dera Amar Alguém...

 
Quem dera amar alguém perdidamente,
Amar com devoção incontrolável,
Amar como quem morre de repente
No misterioso abismo do impalpável...

Amar só por amar e simplesmente,
Sentir meu coração, pequeno e frágil,
Bebendo o néctar do amor latente,
Nos encantos de um sonho indecifrável!...

Quem dera ter alguém que em meu caminho,
Olhasse a mesma linha no horizonte,
E andasse junto a mim por entre espinhos...

Quem dera amar assim, beber da fonte,
Da fonte inesgotável de carinho,
Até que o derradeiro Sol desponte?
 
Quem dera Amar Alguém...

A Vida Inteira

 
De que me adianta ver à minha frente
a fria rigidez desse teu corpo
se agora, Pai, minha alma apenas sente
que por mais que se viva, sempre é pouco?

Se eu tivesse o poder num beijo ardente
de estampar um sorriso no teu rosto,
dar-te meu coração pulsando e quente
ainda que eu morresse pouco a pouco...

De que me adianta perceber agora,
quando o destino já te leva embora,
que eras a luz do amor na noite escura?

De que me adianta enfim sonhar loucura
se o tempo não nos livra da má hora?
(- A vida inteira a morte nos procura!...)

Este soneto nasceu num momento de grande tristeza pela perda da pessoa a quem mais amei no mundo(Meu Pai)e o fiz no instante em que eu estava ao seu lado, velando-o no dia de sua morte!
 
 A Vida Inteira

Como Falar de Amor...

 
Como falar de amor, se, por enquanto
Meu mundo se resume nas estranhas
Imagens deturpadas pelo pranto
Da fria solidão que me acompanha?

Como falar de amor, que é luz e encanto,
Se a dor que hoje corrói minhas entranhas
São marcas da tortura de amar tanto
E nada tem de encanto dor tamanha?

Como falar de amor se minha fala
É só um lamento que a saudade cala
E nem consigo pronunciar seu nome?

Melhor então calar meus sentimentos
A ver ruir meus sonhos quando tento
Falar dessa paixão que me consome...
 
Como Falar de Amor...

Labirinto (Soneto Inglês...)

 
A humanidade deixa-se, vencida,
Contaminar-se inteira no veneno
Da mesquinhez de um coração pequeno
Ante a grandiosidade desta vida!
Caminha em labirinto sem saída;
O tempo inquisidor, de olhar sereno,
É tempestade intensa ou vento ameno,
É luz e escuridão, cura e ferida;
Mentes insanas e almas pervertidas,
Pedem bem mais, entregam-se bem menos,
Neste mundo feroz onde hoje vemos
A esperança de paz ser destruida!...

A humanidade é escrava de seu ego
E de um egoísmo mudo, surdo e cego!...

Soneto Inglês ou Shakespeariano

Versando básicamente sobre o intelecto, o soneto Inglês consiste de três quadras
com rima do tipo "abba abba abba", seguida por dois últimos versos que também rimam
entre si (aa). Nas três primeiras quadras apresenta-se um longo depoimento, enquanto
que nos dois últimos versos uma breve conclusão é apresentada.
 
Labirinto    (Soneto Inglês...)

Minhas Batalhas

 
Luto com as palavras todo dia
Buscando a perfeição que tanto almejo;
- "É uma batalha vã!" - Assim dizia
O mestre dos utópicos desejos!

Em meio às explosões de fantasias
"Drumond" que me perdoe, mas, não vejo
melhor combate em causa da poesia
nem melhor morte que morrer num beijo.

E na utopia dessa luta vã
Como poeta vou toda manhã
Colhendo os louros de cada vitória!

E se as palavras morrem na memória,
Meus dedos no papel, ligeiros tecem
Escritas; e as escritas permanecem!

Em dedicatória solene aos poetas, todos eles, que lutam em prol da cultura mundo afora!...
 
Minhas Batalhas

Palavras Efêmeras

 
Palavra por palavra o amor resiste
ao caos universal que há nos meus versos
que fogem de minha alma assim, dispersos,
desde o dia tristonho em que partiste!

As lágrimas de dor, que tu não viste,
pediam, suplicavam teu regresso
e as estrelas brilhavam no universo
iluminando o céu na noite triste!

É pena que palavras são efêmeras
e morrem na ilusão dos meus poemas
nos papéis amassados com revolta!

E meus versos de amor eram palavras,
efêmeras poesias que eu rasgava
ao sonhar, acordado, com tua volta!
 
Palavras Efêmeras

Hipocrisia

 
Deixa cair o véu que é teu disfarce;
Revela para o mundo os teus segredos;
Não deixes de sonhar, ainda é tão cedo,
E há muito o que viver quando o Sol nasce!

Atira o corpo ao tempo e vai, sem medo;
Sinta o vento beijando a tua face,
Envolvendo teu corpo em doce enlace
Feito raios de Sol entre arvoredos!

Viva na vida um sonho a cada dia
Pois que sonhar é dádiva divina,
É poder que a razão se não nos tira...

Deixa cair o véu da hipocrisia
Que a vida é uma centelha pequenina
No abismo em que o destino nos atira!
 
Hipocrisia

Apaguem-se as Estrelas...

 
Eu quero o amor devasso e pervertido,
O amor transcendental dos insensatos,
Aquele que nos leva ao suicídio
E como luz nos faz viver de fato!

Eu quero o amor loucura e sem sentido,
Senhor absoluto dos meus atos,
Amar-te ignorando o proibido
E transmutar em nós todos os átomos...

Que em cada beijo teu, nasça uma estrela;
Enquanto em minha vida eu puder tê-la,
Acendam-se mil astros reluzentes...

E quando eu te perder, faça-se o inverso:
Apaguem-se as estrelas do universo
Se eu não puder te amar completamente!
 
Apaguem-se as Estrelas...

Soneto da Covardia

 
O que dizer de mim se ando perdido
Mergulhado no mar da solidão
E meus desejos, todos, hoje são,
Escombros de castelos implodidos?

Falar de amores não correspondidos?
Quem há de ouvir lamúria sem razão
Se eu tenho o mundo todo em minha mão
E meu clamor não passa de um gemido?

Tenho o pleno domínio do universo
Nas asas consistentes de meus versos
E nada sei de mim, nem do que sinto...

Só sei que grito ao mundo versos tantos
De amores, ilusões, sorrisos, prantos,
Mas ao falar de mim, apenas minto!...
 
Soneto da Covardia

O Dom de Amar...

 
Tens da vida os castigos desumanos...
Perdido em maldições, envolto em preces,
É como se em teu coração tivesses
Um abismo colossal de erros mundanos!

Não és de todo mau...E se padeces
Na dúvida infernal, no desengano,
No sofismal mistério dos arcanos,
Talvez sejam os premios que mereces.

E dessa vida a luz que te redime
Dos erros cometidos, de teus crimes,
É a mesma luz que acusa teus defeitos...

Em teu caminho o dom que te ilumina
É o dom de amar, na comoção divina,
De um coração vibrando no teu peito!...
 
O Dom de Amar...

Soneto da Procura

 
Onde andará a rima que procuro?
Conquanto ando perdido em pensamentos,
A menos que eu consiga tal intento,
Meu verso há de brotar sempre obscuro...

E mesmo que em meus passos inseguros
Eu teime em versejar meus sentimentos,
Minha alma há de vagar de encontro ao vento
Em busca de um abrigo no futuro!

Procuro a rima frágil, pequenina,
A rima mais perfeita que se faça,
Contida em cada olhar que me fascina!

A rima que entontece e que vicia,
A rima que transcende e que ultrapassa
Os limites infindos da poesia!
 
Soneto da Procura

Metamorfose

 
Era um silêncio de fuga,
Silêncio de chuva,
Garoa fina, tarde morna,
Verão...

Era um momento de sonhos,
Íris de arcanjos,
Metamorfose!...

O que eu era em verdade
Não sei...

Era um anjo criança talvez
Olhando a vidraça embaçada
Vendo a chuva caindo calada;
Um retrato da minha nudez!

O que eu era?...
Confesso:
- Não sei!
 
Metamorfose

Sol Sem Luz (Soneto Monossilábico)

 
O Sol, no céu, me dá o tom da luz,
da cor, do som que me vem nu, que traz
na luz do Sol, no céu a cor da cruz
e sem ter dó em luz de dor me faz!

A dor que vem é dom que não faz jus
à cor, ao tom, à luz que tem na paz
e nu me faz à luz do Sol que pus
no céu de dor, e cor, e luz... não mais!

No céu de dor de um Sol sem par, na fé
eu vou, de luz em luz, na dor e sei
que a cor e o tom da luz de dor me vem...

E traz a mão que faz a cor da lei
da dor que vem, e sei que luz não é;
No céu de dor, meu Sol a luz não tem!
 
Sol Sem Luz (Soneto Monossilábico)

Sob a Luz Eternal

 
No momento em que o tédio nos devora
Quando a mente se entrega ao desatino
E a ilusão por instantes vai embora
Nosso amor vence as garras do destino...

No pulsar dos minutos e das horas
Sob a luz eternal do amor divino
Lá no azul do infinito o mundo chora
Em pedaços brilhantes, pequeninos!...

E por tudo de bom que nós vivemos
Mesmo quando à rotina nos rendemos
Nossa história de amor é um sonho lindo...

Quando à noite rendemo-nos ao sono
As estrelas velando nosso sonho
São fragmentos das almas reluzindo!...

Ciro Di Verbena
 
Sob a Luz Eternal

Na escuridão da noite tudo passa...

 
Na escuridão da noite eu me procuro
Tentando me encontrar, e não consigo,
Pois há um amor voraz, intenso e puro,
Que insiste em ter meu peito como abrigo!...

E no silêncio mórbido, no escuro,
Nem posso me mover, e me fadigo,
Não posso nem gritar, e me torturo,
Na triste solidão que é meu castigo...

E quando o sono vem, minha alma acende...
(Em meu sonho fugaz você me abraça!)
O amor, ao desespero enfim transcende...

A solidão algoz não me amordaça;
A algema da tristeza não me prende;
Na escuridão da noite, tudo passa!...
 
Na escuridão da noite tudo passa...

"Afetividade Virtual"

 
Relacionar?

(Fazer laços, enlaçar,
manter laços com pessoas...)

Somos tragados pela falta de tempo.
Devorados pela tecnologia
que aumenta-nos o poder da comunicação
mas é inimiga
do verdadeiro vínculo,
do contato pessoal,
do toque,
do olho no olho...

Estamos na Era
do avanço virtual
e da solidão pessoal!...

É a desumanização dos relacionamentos?...

Alguém diria:
- Como pedir algo ou relacionar-me com quem não vejo?
- Como entregar-me para alguém a quem não vejo
e não o sinto em sua real pessoalidade?

O que me faz feliz é ver
Que o avanço tecnológico,
a comunicação virtual
acabou por nos mostrar
um sexto sentido!...

Um sentido através do qual
é permitido nos relacionarmos
através da "Afetividade Virtual";
Ela sente, mas não toca.
Imagina, mas não vê.
Deseja, mas não se consuma...

Simplesmente não se concretiza
na sua totalidade!

(Poema baseado em texto(Rede de Relacionamentos) de Rachel Serra, mestranda em Administração e Editora da Revista "Digital Computer")
 
"Afetividade Virtual"

Ciro Di Verbena