Poemas, frases e mensagens de augustocola

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de augustocola

FIM DE CASO

 
No céu é estrela
No mar é sereia
Seu brilho espelha
Cheia a lua cheia

Do que adianta
Diante da pressa
Beleza tão tanta
Já nem interessa

Por um só instante
Lamento não reste
De todo restante
Instante que preste

Não bebo um trago
Não guardo um traço
Se bebo embriago
Se guardo fracasso

Do nó me desfaço
Do beijo e do abraço
Se ontem fui laço
Hoje só embaraço
 
FIM DE CASO

BRILHANTE DE VIDRO

 
 
BRILHANTE DE VIDRO

O poema perdido eu choro
Em outro achado eu procuro
Além da casa em que moro
Sou medo por cima do muro

Ao ser poesia eu minto
E por toda mentira eu lhe juro
Na miragem que vejo e não sinto
Sou brilhante do vidro mais puro

Ávida nem sei escutar
A voz que agora eu procuro
Sou canto querendo calar
Sou medo do claro e do escuro

O sorriso perdido eu choro
Em outro achado eu procuro
Além da casa em que moro
Sou medo por cima do muro
 
BRILHANTE DE VIDRO

DUAS VERDADES

 
Era uma noite a mais
E eu ia querendo ficar
Parada na beira do cais
Escrava do mesmo lugar

Quis desfazer as amarras
E nada restava a amarrar
Liberta das suas garras
Mas presa neste lugar

Nem medo de tempestade
Nem sonhos de encontrar
Do outro lado a verdade
Perdida neste lugar

Seus olhos velejam distantes
Traçando no meu horizonte
Um arco pra nunca chegar

Leva a ilusão e se esconde
Mentindo fingindo ser longe
Parada no mesmo lugar
 
DUAS VERDADES

AO QUE SE VAI

 
A palavra ainda não dita
Deixou fugir a esperança
Do olhar de quem acredita
Esperando feito criança

O sorriso desfeito no rosto
Mostrou o que era partida
De tudo ficou o oposto
Saída sem despedida

Deixando de ser sentimento
Levou com ele uma vida
Marcando o avesso do tempo
Feito lembrança esquecida

Do pouco ficou muito menos
Do que eu esperava um dia
Do adeus nem um só aceno
E o silêncio na sala vazia

Um poema dedicado ao meu pai que partiu numa manhã de setembro sem dizer adeus.
 
AO QUE SE VAI

LUAR CAIPIRA

 
Eu moro numa cabana
Na beira do ribeirão,
Lá o vento vem e me chama
Falando coisas do coração.

Diz que vem a noitinha
Na voz da passarinhada,
No ouvido da minha Menina
Ah, que linda namorada!

Amar assim é bom
Amar assim é bom de mais
Que eu só peço ao vento, Menina
Que não te leve jamais

Estrelas vêm para a festa
Que o nosso namoro dá
E a lua logo me empresta
Sua luz pra eu te espiar

Espiar teu corpo moreno
lindo na luz do luar
banhado de noite e sereno
só me faz querer casar

Amar assim é bom
Amar assim é bom de mais
Que eu só peço ao vento, Menina
Que não te leve jamais

E o mundo se torna pequeno
Do jeito pra gente se amar
Mas não cabe o monte de beijos
Que eu tenho pra te dar

Amar assim é bom
Amar assim é bom de mais
Que eu só peço ao vento, Menina
Que não te leve jamais

Luar Caipira, Letra e música de Augusto Cola, interpretam Augusto Cola e Cinthia Jardim, com arranjo de Jorjão Carvalho.
 
LUAR CAIPIRA

ATÉ QUANDO?

 
Sou tua completamente
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Que te contente

Sou tua mulher
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Que me quiser

Sou tua saudade
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Da sua maldade

Sou tua doença
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Dessa indiferença

Sou tua loucura
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Da sua procura

Sou tua lua
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Que me queres nua

Sou tua também
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Que te convém

Sou teu limite
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Que me permite

Sou tua agora
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Da sua demora

Sou teu sufoco
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Do seu mundo oco
 
ATÉ QUANDO?

AMAR E ESQUECER

 
Fácil amar você
Simples e tudo
Nada dizer
Ficar mudo

Fácil amanhecer
Clarear o mundo
Luz do querer
Saber profundo

Raro o tempo
Que turva a água
E do sentimento
Deixa a mágoa

A saudade que dissolve a calma
É a mesma que transforma a alma
Em milhares de seres diluídos

Perdidos nos cantos da casa
Os cantos alegram fantasmas
Cantando o amor esquecido
 
AMAR E ESQUECER

PERDÃO POR AMAR

 
Hei de pedir-te perdão
Não por meus ciúmes descabidos
Ou por minhas cobranças sem sentido
Muito menos por minha falta de razão

Hei de pedir-te eterno perdão
Por querer-te sempre junto a mim
Sob um luar derramado sem fim
Por sonhar-te em minha solidão

Hei de pedir-te perdão
Não nas noites a te procurar
Nem nos momentos a te angustiar
Muito menos por chorar em tuas mãos

Mas hei de pedir-te sempre perdão
Por deixar-te tão em desalinho
Tal filhote longe do ninho
Por amar-te com tamanha aflição...
...perdão!
 
PERDÃO POR AMAR

JARDIM DO AMOR

 
Era um jardim ao sol que nascia
As cores saltavam oferecidas
Tons puros em pétala macia
Realce de luzes adormecidas

Borboletas frenéticas agitavam o ar
E entre flores e espinhos bailavam
Famintas de música, sonho e par
Tingiam emoções, eletrizavam

Era o outono abrindo seus amarelos
Abraço incontido de fome e calor
Formas esculpidas em sóis paralelos
Gotas azuis de fogo e de amor

Eu amava as mãos molhadas no mar
Lambuzadas no néctar a te delatar
Primavera mulher de raro sabor

Faminto de tudo eu sorvia no ar
A brisa emanada do seu caminhar
Derretido no sol do seu esplendor
 
JARDIM DO AMOR

NOITE SEM VOCÊ

 
Quando estou sozinho de você
Desencontro o caminho da tarde
Perco o tempo do anoitecer
E uma tristeza me invade

Penso e dispenso meus versos
Lavo escorro as idéias na pia
Farto das letras me despeço
Entorno a tinta no dia
 
NOITE SEM VOCÊ

TRAÇOS DE MIM

 
TRAÇOS DE MIM
(Augusto Cola)

Tente entender os meus traços
São diversas as faces da atriz
Sou desfeita eu sou mil pedaços
Parte a parte eu sou por um triz

Os sonhos não são meus caminhos
Nem importa saber quem eu sou
Sou milhares de seres eu sou sozinho
Caminhando não sei aonde vou

Cantando eu vou pela vida
Eu estranho ao ouvir minha voz
Se mil vezes eu sou despedida
Em mil outras eu retorno pra nós

Represento eu perco a medida
Em milhares de eus sou ator
Em mil partes eu sou diluída
E em cada qual sou amor

O amor é tanto que de tanto amar tento ser você só pra te encontrar.
 
TRAÇOS DE MIM

FASES

 
FASES
 
 
 
FASES

Veja o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=p4LDKVlABCc

Pendurada lá no céu
A lua brilhou tarde na sua janela
Tarde pros seus rumos
Mas ainda cedo pra exibir a beleza dela

Na sua janela
Na sua janela
Nunca é tarde
Pra beleza dela

Sempre é possível brilhar
Assim, mesmo que tarde na sua janela
A lua só queria mostrar
Que estava na fase nova dela

E a sua nova fase
Na sua janela
Era nova
Mas não era dela

Na sua janela
Na sua janela
Nunca é tarde
Pra beleza dela

A lua tem quatro fases
E a vida tem fases infinitas
Muito depende de você
Tornar a próxima sempre a mais bonita

A fase mais bonita
Na sua janela
Mais bonita
A fase nova dela

Na sua janela
Na sua janela
Nunca é tarde
Pra beleza dela

(Augusto Cola e Rô Gomes)

FASES - Música de autoria de Augusto Cola e Rô Gomes, classificada em segundo lugar no Festival SESI/ES/2009 de Música Pobular Brasileira / Regional Espírito Santo. No palco do Teatro do SESI, Augusto e Rô interpretam FASES acompanhados pelo violonista Fernando Vieira e pela Orquestra do SESI/ES.
Obs.: Filmado por cinegrafista amador.
 
FASES

FLORES AMARELAS

 
Flores são mera ilusão
Enfeitam horas roubadas
Depois morrem caladas
Longe de sua emoção

Ah, linda rosa amarela
Ciente da minha aflição
Torce por esta paixão
Espera cada dia mais bela

Ao ver-me assim tão triste
Nota que foi tudo em vão
Derramada comigo ao chão
Assiste ao nada que existe

Dedicada a rosa amarela, manter-se assim tão bela
Por uma esperança contida na alma que não era dela
Na alma que não era dela e nem era ela

Flor sem espelho não via o estrago na sua janela
Chorou as lágrimas dos olhos de quem era ela
Dois olhos que não eram dela e nem ela era
 
FLORES AMARELAS

SONO DE POETA (Completo)

 
SONO DE POETA
(Augusto Cola e Rô Gomes)

Um traço é um passo do ponto
Eu disfarço o passo eu desfaço e pronto
O abraço da noite é suave remanso
Do passo ao traço eu descanso

Não é confuso, é o abraço da noite
Que acolhe o cansaço das palavras
No caminhar das letras,
das letras, traços e pontos

Do passo ao traço, do traço ao ponto
Eu busco a rima e nem sempre encontro
Mas encontro a palavra
E às vezes nela me espanto

E se me espanto é por dizeres tanto
Nessas letras, traços e pontos
Se em teus versos o meu canto
É em teus braços que eu me encontro

Sono de Poeta é letra de uma música de Augusto Cola e Rô Gomes
 
SONO DE POETA (Completo)

AO LADO

 
AO LADO

(Augusto Cola)

Espero na porta
Uma companhia
E já não importa
Se é noite fria

Eu ando querendo
Tornar a te ver
Eu canto dizendo
Pra você entender

Eu ando ao lado
Do meu velho jeito
Eu ando calado
Eu ando desfeito

Espero na rua
Vejo o anoitecer
Um resto de lua
Que lembra você

Eu canto sozinho
E por onde eu for
Meu canto é o caminho
É minha prova de amor

Eu ando ao lado
Desse meu velho jeito
Eu ando calado
Eu ando desfeito

Ah, se o seu caminho passasse ao lado
Eu estaria esperando o seu jeito calado
E desataria o nó dos nossos caminhos

Ah, se a porta se abrisse e o seu cheiro entrasse
Eu ia passear perfumado e talvez despertasse
Um sorriso no rosto dos que andam sozinhos
 
AO LADO

"NÃO ACHEI NECESSÁRIO"

 
O que é necessário?
Um carinho, uma atenção,
um presente de aniversário,
um sorriso, um aceno de mão?

Será necessário conter
teus olhos no meu olhar,
tua vontade no meu querer,
teu lado no meu caminhar?

O que é necessário então,
além do que se julga ser ou não?
Fazer feliz outro coração,
uma poesia, uma canção?

Necessário é se esconder,
é ser farsa de uma vida,
é nem necessário ser,
é fingir-se querida.

Se nada é necessário,
nem sonho, nem solidão.
Será sim ou será não,
necessário viver então?

Palavras dizem tudo, ou nada dizem além do grande nada que é a eterna falta do que falar.
 
"NÃO ACHEI NECESSÁRIO"

AO AMOR CALADO

 
Do tempo, pouco resta
Da poesia, nem verso
Do espaço uma fresta
Da vida o inverso

Da parte que sou
Percebo o quanto
De espaço restou
Perdido no canto

No canto da sala
Na mesa vazia
Na voz que se cala
No fim desse dia

É tudo que sou chegando ao fim
É vida voando pra longe de mim
Amor sem palavras se deixa assim

Vive o tempo de uma lembrança
Aquele passado enquanto criança
E fica pra sempre cá dentro de mim
 
AO AMOR CALADO

SÓ POR UM DIA

 
Hoje, só por um dia
Ao sentir minha vida repleta
Por um instante eu queria
Ser poeta

Não seria riso nem lamento
Só o risco cadente da estrela
Brilhando o raro momento
De vê-la

O canto é o que me resta
Na vida que vivo ao vento
Sou mar sonhando na pedra
Sou lamento

Hoje queria o beijo no rosto
E o carinho da brisa do mar
Sentir nos lábios seu gosto
Te amar
 
SÓ POR UM DIA

SEMENTES DE AMOR

 
Somos dois somente
Somos duas sementes
que levadas ao vento
se perdem no tempo

Somos dois pensamentos
de um só sentimento
plantado na calma
de nossas almas

Das sementes nascem momentos
de paz, ternura e tormento,
cada qual em seu coração
guarda no peito a paixão

Somos caminhos cruzados
Rumos jamais sonhados
Caules entrelaçados
Eternos namorados
 
SEMENTES DE AMOR

SUA ESCOLHA

 
A linha da vida
Risca duas folhas
Numa escreve partida
Noutra falta de escolha

Calada a mão que nada escreve
Na folha branca, nua e fria
Expressa o nada que a precede
Na próxima folha vazia

Mas haverá quem sabe um dia
Ao passar outra folha qualquer
A vontade que não silencia
E que se revela mulher

E a mão em traços expressa
Na folha que será a mais bela
Uma paixão ou uma promessa
Que calada espera por ela

A vida em duas folhas então
Dirá da escolha de uma só dor
Numa escreveu solidão
Noutra abandono do amor

Quero ser da vida uma praia deserta, o mundo inteiro fechado e eu sempre de portas abertas.
 
SUA ESCOLHA

Uma vida, outra ida e na brisa lenta o vento tenta, venta, inventa...eterna partida.